Fórum dos leitores

A ESCOLHA DE MICHEL TEMER

O Estado de S.Paulo

07 Fevereiro 2017 | 03h00

Alexandre de Moraes para ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), e até os 75 anos? Ai meus sais!

Beatriz Campos

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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TESE

Tese de Alexandre de Moraes impediria sua nomeação ao STF. O que é uma tese num país onde a Constituição é estuprada diuturnamente pelos Três Poderes instituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário)?

José Roberto Niero

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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CARA DE PAU

Este Alexandre de Moraes deve lustrar a sua brilhante careca com óleo de peroba! Como pode ele ter a cara de pau de se candidatar e aceitar a sua nomeação para o STF se ele defendeu em sua tese de doutorado que deveria ser vedado (para o cargo de ministro do STF) o acesso daqueles que estiverem no exercício ou tiveram exercido cargo de confiança no Poder Executivo, mandatos eletivos ou o cargo de procurador-geral da República, durante o mandato do presidente da República em exercício no momento da escolha, de maneira a evitar demonstração de gratidão política ou compromissos que comprometam a independência de nossa Corte constitucional? E o leniente Michel Temer, o que diz disso? Será que vai nos brindar com mais essa decepção?

Ronaldo Gomes Ferraz

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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RECUSA

Incrível a falta de coerência dos homens públicos. O ministro da Justiça, Alexandre de Morais, entende que quem exerce cargos de confiança no governo não pode ser indicado para o Supremo – é o que defende em sua tese de doutoramento (“Estadão”, 6/2). Logo, diante da sua indicação pelo presidente Michel Temer para o Supremo Tribunal Federal, só lhe cabe declinar do convite.

Antonio C. Gomes da Silva

acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

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COERÊNCIA

Indo direto ao ponto, muitos estranharam que, ao criar o Ministério dos Direitos Humanos, Temer tenha simplesmente ignorado o nome de Flávia Piovesan, que era quem comandava a Secretaria dos Direitos Humanos, desde a sua criação, em maio do ano passado, até a criação do Ministério dos Direitos Humanos. Secretária nacional? A atitude de Temer, de nem sequer fazer alusão ao nome de sua amiga Flávia Piovesan, ensejou comentários pelos meios de comunicação, sobretudo nas redes sociais, de que a ela (Piovesan) estaria reservada a vaga deixada no STF com o falecimento do ministro Teori Zavascki. Todavia, lendo o “Estadão” de ontem (6/2), que trouxe matéria sobre a tese de Alexandre de Moraes, segundo a qual quem exerce cargo de confiança do presidente não pode ser indicado pelo próprio ao cargo de ministro do STF, então também ela – Piovesan – estaria fora da disputa. Mas é claro que a tese de uma pessoa qualquer, nem quando publicação, como obra acadêmica, não vincula qualquer leitor. Menos ainda o presidente da República. Engraçado: os três são constitucionalistas (Temer, Moraes e Piovesan). Então devem saber o que dizem e o que fazem. Pois, se não vinculam aos outros (por suas opiniões), a si mesmo obrigam. Coerência é o que se esperava.

Andrea Metne Arnaut

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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VAGA NO STF

Por que Temer não nomeou Sérgio Moro ou Marcelo Bretas para o STF?

Laerte de Paiva Filho

laertepaivaf@gmail.com

São Paulo

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PISADA NA BOLA

Pisada na bola mesmo foi o presidente Temer nomear o sr. Moreira Franco para a recriada Secretaria-Geral da Presidência da República. Será que o presidente Temer também “não sabia de nada” (Lula), que Moreira Franco foi citado 34 vezes na delação de executivos da Odebrecht? Que vergonha!

Edgard Gobbi

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CAJU E ANGORÁ

“Caju”, alcunha de Romero Jucá, saiu em defesa de todos os políticos corruptos, especialmente de “Angorá”, alcunha de Moreia Franco. Acobertado pela impunidade, afirmou em alto e bom som que todos os políticos serão mencionados na Operação Lava Jato, pretendendo com isso minimizar os efeitos das delações premiadas da Construtora Odebrecht. Num país onde a impunidade protege ao menos aqueles que usufruem dos malefícios do foro privilegiado, colocam o povo brasileiros como reféns desses caudilhos. Vamos acabar com essa imoralidade. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A FARRA DO FORO PRIVILEGIADO

Será que, após a “promoção” de Moreira Franco para o cargo de ministro, todos os delatados estão muito bem agasalhados no foro privilegiado e longe das garras do juiz Sérgio Moro? Realmente, o Brasil não é um país, é apenas um circo, e o povo brasileiro é o principal palhaço.

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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REPERCUSSÃO

A ocupação do cargo de ministro de um governo tem de levar em consideração sua capacidade e competência. E nunca interesses outros. Não faz muito tempo surgiram muitas insinuações de que a ainda presidente Dilma nomeou o ex-presidente Lula para um cargo ministerial com a finalidade de colocá-lo em cargo com foro privilegiado. E agora, como justificar a nomeação de Moreira Franco como ministro pelo atual presidente, se é sabido que ele está indiciado em vários processos? O fato não tem tido a devida repercussão. Por quê?

Uriel Villas Boas

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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POLÍTICOS

Incrível a hipocrisia da política. Houve uma grande indignação do PSDB quando do convite da então presidente Dilma Rousseff a Lula para ter foro privilegiado. Agora, no convite a Moreira Franco, é absolutamente justificado. Bate um desânimo...

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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GOLPE BAIXO

A nomeação de Moreira Franco como ministro, depois de ter sido citado na Lava Jato, é um golpe baixo contra os anseios de moralização política preconizada pelo povo brasileiro.

Roberto Twiaschor

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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AINDA HÁ RAZÕES PARA SONHAR?

Impecável, como sempre, o artigo de Fernando Henrique Cardoso (“Ainda há razões para sonhar”, “Estadão”, 5/2, A2). Constitui um brado de otimismo. Levando em consideração que o autor protagonizou o último voo de galinha do Brasil – o que ocorreu posteriormente durante o PT foi um mero farfalhar ilusório –, não há dúvida, no entanto, que o teor do texto reaviva a sensação já desgastada e saturada nas almas dos brasileiros de que ainda não passamos de país do futuro. Assim mesmo, é digna de registro a exortação conclamando a todos não cruzarem os braços nem desanimarem, pois há campo para a esperança, aquela primeira a morrer quando os governos que sucederam o do autor começaram a exibir inchaços morais e de competência. Como as insensatezes cometidas nas últimas décadas não impediram a eclosão de outras mais agudas na atualidade, talvez fosse mais prudente o título na forma interrogativa: “Ainda há razões para sonhar?”. Com texto de conteúdo afirmativo.

Paulo Roberto Gotaç

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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A IMPORTÂNCIA DE UM PARADIGMA

No “Dicionário Houaiss” o termo paradigma consta como sendo “um exemplo que serve como modelo; padrão (...)”. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso deveria se posicionar como um importante paradigma de bom e responsável governante de nosso passado recente. Suas conquistas foram marcantes: Plano Real, Lei de Responsabilidade Fiscal e privatizações, com suas respectivas agências reguladoras para controlar abusos de empresas privadas ao assumirem áreas essenciais de nossa economia, e muitas outras. Infelizmente, não tem sido assim.  Desde que passou a faixa presidencial ao sr. Lula da Silva, FHC só tem se eximido desse importante papel de ser nosso paradigma. Vejamos. Aceitou passivamente a crítica de que deixou uma “herança maldita” para Lula, sem defender seu governo nem contra-atacar na defesa de campanhas do PSDB (a de José Serra, por exemplo). Tem tratado Lula com toda deferência e gentileza, apesar de suas constantes críticas. Agora foi levar um abraço a Lula no velório de dona Marisa Letícia, ao mesmo tempo que dois dias depois tem artigo seu publicado no “Estadão” (“Ainda há razões para sonhar”, 5/2, A2) em que afirma que “os governos petistas jogaram uma nuvem de  ilusões no País por uma década e tacharam muito do que era sensato como ‘neoliberalismo’, uma doença que atacaria os interesses do povo e dos trabalhadores”. E mais adiante: “A Lava Jato pode vir a estimular uma revolução em nossas práticas. Tomara seja o início de uma mudança cultural”. E o seu papel como exemplo de contraste, sr. Fernando Henrique? Não seria o caso de se posicionar melhor diante de Lula e seu grupo de “petralhas” que tantos males causaram ao Brasil e que deixaram esta situação calamitosa em que nos encontramos? Ou está tudo bem, com abracinhos e afagos ao capo Lula da Silva? O sr. é um importante paradigma de nossa história.   Mas está se portando como se suas conquistas e todo o sacrifício imposto ao povo na época pouco valeram. Não é assim que se consegue firmar uma mudança cultural e a educação política do povo!

Silvano Corrêa

scorrea@uol.com.br

São Paulo

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O PALANQUE NO VELÓRIO

O ex-presidente Lula, como de costume, não assume suas responsabilidades. No velório de sua mulher, no sábado, disse que a ex-primeira-dama Marisa Letícia “morreu triste” pela “canalhice” e “maldade” que fizeram com ela. A tristeza de Marisa (que Deus a tenha em bom lugar) certamente teria sido evitada se o próprio Lula não tivesse sido o promotor da corrupção na era petista. Ele descortinou as facilidades para que as quadrilhas de “camaradas” saqueassem nossas estatais, e deixou o caminho livre para emporcalhar também a imagem da mulher e de toda a sua família. Não será num palanque de velório que Lula vai mudar essa triste realidade.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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EVENTO

Quem pediu e por que tinha um microfone no velório de dona Marisa?

Paulo Celso Biasioli

pcbiasioli@yahoo.com.br

Campinas

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PEGOU MAL

Lula errou feio quando transformou o velório de dona Marisa Letícia em palanque político. Não alterou a situação do ex-presidente perante o Ministério Público. Agradou apenas aos áulicos petistas.

Vicente Limongi Netto

limonginetto@hotmail.com

Brasília

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HOLOFOTES

Lula, que se julga o guardião da ética e da moral, mostrou que não tem escrúpulos. Politizou a doença da esposa e, no velório, fez um palanque ao criticar a Operação Lava Jato. Ao que se sabe, a Lava Jato tem bem menos de dez anos, tempo há que dona Marisa tinha descoberto um aneurisma. O ex-presidente não se mostrou triste por Marisa, está triste porque é réu e sabe muito bem o que fez. A oposição respeitou o momento da doença e da morte e se calou. Já Lula deu a partida ao chamar os procuradores de facínoras, ao pegar o microfone sob os olhares dos padres, que não viram nada demais em ver a missa ser transformada em palanque. Por isso Lula gasta uma fortuna com advogados para calar a Justiça, e aproveitou O minuto de holofote no velório para destilar seu veneno. Já diz o velho ditado: “Quem não deve não teme nem treme”. O Brasil espera que a Lava Jato cumpra seu papel e puna os ladrões do dinheiro público. A conferir.

Izabel Avallone

izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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RETRATO DOLOROSO

O velório de Dona Marisa Letícia em 4/2/2017 na sede do sindicato dos metalúrgicos em São Bernardo do Campo foi transformado num grande espetáculo, coroado por um discurso político ressentido e inflamado do ex-presidente Lula contra a Justiça brasileira para um salão lotado de súditos fiéis. Foi um doloroso retrato de um ser vil mobilizando um público servil.

Claudio Janowitzer

cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

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INEVITÁVEL

Apesar da vexatória e patética “performance” do ex-presidente e chefe “petralha” no velório de sua esposa, atemo-nos aos fatos: criminoso, chefe de quadrilha e corrupto, irá em breve prestar contas à Justiça.

Ricardo C. T. Martins

rctmartins@gmail.com

São Paulo

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DESRESPEITO

Uma cena triste se viu no velório da sra. Marisa Letícia. O Lula de sempre, sem o menor respeito pelo momento, fez um discurso político diante do caixão, para espernear contra a Lava Jato, porque sabe dos seus malfeitos e usa um momento de dor para, uma vez mais, sair como vítima. Quando ele e seus asseclas pedem respeito – o que o momento mereceria –, Lula foi o primeiro a desrespeitá-lo e transformar um velório em ato político. Que Lula e seu partido não respeitam as instituições públicas todos nós sabíamos, mas desrespeitar o velório da própria mulher é deprimente.

Luiz Thadeu Nunes e Silva

luiz.thadeu@uol.com.br

São Paulo

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EPÍTETO

Ao utilizar o enterro da própria esposa para propagar o ódio, visando a obter benefício político, Lula age de maneira despudorada e não só faz por merecer, mas também torna justo o epíteto de “o maior cara de pau do Brasil”, que lhe foi recentemente atribuído pelo prefeito João Doria Jr. Ao mesmo tempo, quero registrar os meus aplausos ao silêncio obsequioso do prefeito quanto a esse tema, em respeito ao luto da família Lula da Silva.

Luiz Adelino de Almeida Prado

laap@terra.com.br

São Paulo

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SILÊNCIO

Segundo um memorável poema, a morte de qualquer ser humano deprime, porque somos parte do gênero humano e, portanto, os sinos dobram para todos. Todavia, não é possível, em face de tal acontecimento, aproveitar a oportunidade para lançar falácias. As investigações da Lava Jato não matam nem contribuem para matar ninguém! Aqueles alcançados pela operação sabiam perfeitamente o que faziam, ou será que uma esposa que não nasceu em berço de ouro e teve desde jovem de trabalhar para sobreviver nunca soube o valor do dinheiro? Acaso nunca soube de quanto era o salário do marido? Acaso, em tempos difíceis, não soube manter a família com o salário por ele recebido? Nunca soube qual o limite de receitas e qual o limite de despesas? Já em tempos prósperos, nunca soube que os cargos públicos têm remuneração definida em lei? Nunca percebeu incompatibilidade entre a remuneração recebida e o estilo de vida então levado? Em respeito à imagem de quem já partiu, a opção mais adequada deveria ser o silêncio!

Arlete Pacheco

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

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EUFEMISMOS À PARTE

Respeito humano é bom e eu gosto! Isso vale para vivos e mortos. Em respeito à falecida, estou me contendo, mas, do jeito que vai, Dona Marisa vai ser canonizada e o sr. Lula, nomeado para um Ministério (o 29.º?). O que dizer sobre tudo o que se falou, até a semana passada, sobre o comportamento do nobre casal enquanto ocupou o Palácio da Alvorada? Que me perdoem os politicamente corretos, mas está muito difícil de ficar calado ante esta pirotecnia que grande parte da sociedade, hipocritamente (aqui caberiam outros eufemismos dos que quiserem ser mais “low profile”), está promovendo em torno deste casal. Respeito e compaixão são uma coisa. Perda de memória e insensatez são outra...

Hélio A. Ferreira

hafstruct@hotmail.com

São Paulo

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INOPORTUNO

No velório de sua esposa, Marisa Letícia, o ex-presidente Lula não perdeu a oportunidade de fazer política. Rodeado por petistas, Lula criticou severamente a Operação Lava Jato, alegando ser perseguido pelo juiz Sérgio Moro, e, em tom ríspido, disse que provará sua inocência. A meu ver, essa manifestação de Lula foi feita em hora e local não apropriados, uma falta de respeito por sua esposa.  Lula, pela ordem jurídica, terá muito tempo para, em juízo, esclarecer se infringiu ou não a lei. A Operação Lava Jato está sem dúvida prestando um excelente trabalho aos brasileiros, ao punir corruptos de todos os matizes.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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LULA E A GELADEIRA

Respeitando o momento de dor e luto da família Lula, mas, observando a foto do casal em tempos de vida tão simplória, a profecia para todas as mazelas e malfeitos estava ali na plaquinha em cima da geladeira: “Deus abençoe esta bagunça”.

Marco Dulgheroff Novais

marcodnovais@hotmail.com

São Paulo

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PROFANAÇÃO

Lula profanou o túmulo da própria mulher ao usá-lo como plataforma para criticar e difamar os seus acusadores, nomeando-os como facínoras. Não há mais qualificativos que possam dar a este crápula a verdadeira dimensão da tragédia que acometeu o País desde que foi eleito.

Gilberto Dib

gilberto@dib.com.br

São Paulo 

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DISCURSO NO VELÓRIO

Viúvo inconformado, cheio de ódio e de rancor, pregando revanchismo.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ACERTO DE CONTAS

Lamento profundamente a morte da sra. Marisa Lula da Silva. Não lamento por ser um ser humano que morreu. A morte faz parte da vida. Lamentar a morte é lamentar a vida vivida. Lamento profundamente que a sra. Lula da Silva não será julgada pelos tribunais, quando possivelmente seria condenada por ser cúmplice de seu marido nas falcatruas perpetradas contra a Nação. Lamento profundamente que a sra. Lula da Silva não irá presenciar o julgamento e provável condenação de seu marido, responsável (a ser comprovado) pela maior operação de corrupção da história da humanidade. Lamento profundamente que a sra. Lula da Silva não verá seus filhos – subitamente milionários – serem julgados e possivelmente condenados por desvio do erário, o que nega a milhares ou milhões de pessoas atendimento médico como o que ela teve no final da vida. Lamento profundamente ela ter escapado da justiça humana. Contudo, existindo alguma forma de Justiça no universo, tenho absoluta certeza de que lá está ela neste momento acertando suas contas, porque, afinal, a morte nos não transforma em santos, apesar de ser essa uma fantasia que boa parte das pessoas cultiva.

Heidwaldo Antonio Seleghini

heidsele@gmail.com

São José do Rio Preto

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LENHA PARA QUEIMAR

Lula, como era de esperar, de forma asquerosa, aproveitou o momento da morte da esposa para começar campanha política jogando pesado contra o pessoal da Operação Lava Jato e ofensas aos ministros do Supremo quando disse que o órgão está “acovardado”. Cabe à equipe que toca a operação não vacilar. E, se tem lenha para queimar, toque fogo!

Laércio Zanini

spettro@uol.com.br

Garça

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CONSCIÊNCIA

Se o falecimento de Marisa foi consequência das investigações criminais por corrupção dela e do seu marido, minha pergunta para Lula é: valeu a pena? Ou, se soubesse deste fim, teria tomado outras decisões na vida?

Henrik Monssen

hmonssen@yahoo.com

São Paulo

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ROSE

Ausência notada no velório da primeira-dama, Rosemary, a ex-secretária-geral da Presidência.

Luiz Henrique Penchiari

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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‘O PEIXE MORRE PELA BOCA’

Há um velho ditado que diz “o peixe morre pela boca”. Evito ao máximo falar de política, aliás, a do Brasil não merece que percamos tempo com esta baderna que aí está. Porém minha inteligência não suporta certas coisas. Respeito, e muito, a dor da família do sr. Lula da Silva pela morte de sua esposa e mãe. Lembro que o médico da família, dr. Kalil, veio a público dizer que o aneurisma existia há mais de dez anos, então se sabia que Dona Marisa já tinha esse problema. Com a passagem do tempo, os problemas vão aumentando, para todos, e com ela não foi diferente. Que ela passou nervoso é natural, afinal esteve numa roda viva em que não param de aparecer coisas erradas. No calor do momento, na justa despedida de seu marido no velório, o sr. Lula contou que sua esposa desde a década de 1970 comandava as finanças da casa, portanto, controlava as contas. Aí vem a pergunta: será que Dona Marisa nunca perguntou ao seu ilustre marido de onde vinha tanto dinheiro na conta? Ou será que desde os tempos de sindicato tudo caía do céu para o casal? Aqui em casa dou satisfação dos centavos para manter nossa situação financeira em ordem. Se tal fato for verdade, creio que ainda terei tempo de me tornar metalúrgico e, quem sabe, ficar rico um dia!

Carlos Ernesto Cabral de Mello

cabral.porto@uol.com.br

Jundiaí

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LÓGICA PERVERSA

Segundo uma lógica insana e perversa, estão plantando que a morte de Marisa Letícia não foi consequência de um aneurisma antigo, tabagismo, hipertensão arterial e outras comorbidades, mas, sim, dos algozes do Ministério Público, da Policia Federal e do Poder Judiciário.

José W. Gambier Costa

jwilsonlencois@hotmail.com

Lençóis Paulista

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DE OLHO EM 2018

Será que foi a Lava Jato que implantou um aneurisma, levando a um acidente vascular cerebral? Será que foi Moro o culpado pela pressão alta?  Bom, agora o PT tem sua nova garota-propaganda para as eleições de 2018. Se o velório de sua esposa se tornou um palanque, por que não ela se tornará a nova garota-propaganda do PT?

Marcel Frisene

marcelfrisene@hormail.com

Ribeirão Preto

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PRESIDENCIÁVEL

Nunca antes um velório se tornara um ato político. Que tristeza.

Moisés Goldstein

mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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MOMENTO DE DOR

Tome tento, seu Lula. Uma condição sabida há dez anos pode ter sido agravada pela possível descoberta de dona Marisa da canalhice e da roubalheira perpetradas por sua família tão querida e pelo partido em que ela tanto confiava. Se for o caso, culpe a si mesmo e a seus companheiros pela vergonha que ela passou, por vocês terem traído uma nação. O cigarro, a vida sedentária e uma alimentação inadequada, somados a um aneurisma, são os culpados. Mas me compadeço com esta situação, já passei por isso. Religião, partido político ou escolaridade não nos dividem no momento da dor, pelo contrário, nos unem no que temos de mais profundo: nossa humanidade. Nesta hora, seu Lula, politicagem é de um profundo desrespeito.

Renata Pimentel de Oliva

renataoliva54@uol.com.br

São Paulo

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FIM DA TRÉGUA

Jornal da grande mídia de São Paulo, numa matéria evidentemente tendenciosa, está transformando em vítimas do juiz Moro o PT, Lula e Marisa Letícia, de cujo nome evitei falar nos últimos dias por respeito humano e sobre quem não farei considerações. O sofrimento físico dela terminou, mas isso, em absoluto, não transforma Lula em inocente injustiçado, ele que “supostamente” está por trás de todo o projeto criminoso de poder que espoliou o Brasil e a Petrobrás de forma tão evidente. Por causa dele e de sua pupila, Dilma Rousseff, o parque industrial brasileiro minguou, as atividades do comércio estagnaram e o desemprego chegou a patamares jamais experimentados, essa é a verdade a ser divulgada! A trégua acabou, devemos, para o bem do Brasil e da Lava Jato, voltar nossa atenção ao inquérito que ameaça desvendar o “fim do mundo” para todos os políticos que usaram da corrupção como método de atuação. Devemos também apoiar as ações do juiz Sérgio Moro contra todas as tentativas de ataques que ele vai sofrer daqui para a frente, pois tentarão vincular seu trabalho à morte da mulher de Lula, o que é um absurdo total!

Mara Montezuma Assaf

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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‘EXPOENTE’

Ter de ouvir um deputado do PT dizendo que a ex-primeira-dama Marisa Letícia foi o maior expoente dos últimos anos é dose. Expoente de quê? Onde?

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LADO POSITIVO

A morte de Dona Marisa Letícia aproximou políticos de várias tendências ideológicas, juízes do Supremo Tribunal Federal e adversários de Lula. Apesar de haver sido criticada pelas suas extravagâncias e gastos exóticos, absolutamente incompatíveis com a esposa de quem sempre disse ser representante dos pobres, a tragédia da morte prematura da ex-primeira-dama teve este lado positivo: acalmou os ódios entre situação e oposição. Os chamados golpistas foram acolhidos por Lula e parece que, não obstante a eterna presença de demagogos nestes eventos, Lula teve sua dor amenizada. A política tem seu lado bom porque os políticos, com P maiúsculo, conseguem separar as lutas ideológicas da vida particular de seus adversários.

Mário Negrão Borgonovi

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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‘JUSTIÇAMENTO’ ABOMINÁVEL

Tanto a médica do Hospital Sírio-Libanês quanto o neurocirurgião ligado à Unimed, que não só vazaram – no caso da médica – informações sigilosas da ex-primeira-dama Marisa Letícia, como expressaram opiniões e absurdos juízos de valor em relação a ela, tiveram seus nomes amplamente divulgados pela mídia, foram afastados de suas funções e serão justa e devidamente indiciados pelo Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). O que é absolutamente condenável é a execração a que estes médicos estão sendo submetidos nas redes sociais. Agir pela legalidade é necessário e já está em curso. O “justiçamento” público, entretanto, é tão abominável, antiético e incivilizado quanto foi o comportamento destes profissionais neste episódio.

Luciano Harary

lharary@hotmail.com

São Paulo

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PUNIÇÃO DO CREMESP

Como médico, li estarrecido que uma médica pode ter informado por meio de aplicativo de mensagem o estado de saúde de Dona Marisa Letícia Lula da Silva. Se isso realmente ocorreu, o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) deve apurar os fatos, ouvir as partes e, após a instauração de processo ético, se for o caso, punir duramente tal profissional, pois revelar segredo profissional é motivo de cassação de registro. Será que, se fosse um familiar, ela agiria da mesma forma? Vale a máxima: “Faça com os outros o que queres que façam para ti”.

Carlos Fabian Seixas de Oliveira, médico

seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

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ENCHENTES EM SP

Atenção! Você, que é morador na Grande São Paulo, Estado e até no Brasil, saiba que as inundações diárias e terríveis acontecem constantemente em São Paulo há mais de meio século por causa do desleixo, da falta de competência ou da desonestidade dos nossos governantes, que até hoje não se preocuparam com a elaboração de um correto projeto técnico antienchente, feito por engenheiros especialistas em drenagens de grandes áreas. Isso é possível, sim, e por valores equivalentes aos que já gastaram inutilmente sem a solução desejada. Contratem engenheiros especialistas para isso, comecem a obra, não importando o tempo necessário para a sua execução, e parem de jogar fora os suados recursos pagos pelos contribuintes, que também têm a sua parcela de culpa por não exercerem o seu direito de cidadãos, reivindicando energicamente dos governantes a obra correta para eliminar este constante martírio. Saibam o que fizeram em Tóquio no nível do mar para resolver as suas inundações. Em São Paulo é mil vezes mais fácil. Exijam!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CONTA DE ENERGIA ELÉTRICA

No editorial de 3/2 do “Estadão”, sob o título “O truque do subsídio”, foi comentado o esbulho a que fomos submetidos todos nós, consumidores, graças a nossa competentíssima ex-presidenta Dilma Rousseff. Outro esbulho a que somos submetidos há muito tempo é o ICMS sobre o consumo. A taxa, já altíssima, é de 25%, mas pasmem, é cobrada sobre o total da conta, inclusive sobre o próprio ICMS, Cofins e PIS, o que eleva a taxa sobre a energia consumida a módicos 35,8%. Exemplo: energia (R$ 100), Cofins (R$ 6,00), PIS (R$ 1,30) e ICMS (R$ 35,80) totalizam R$ 143,10. Confiram: 25% sobre R$ 100 = R$ 25,00; 25% sobre R$ 143,10 = R$ 35,80. Pode ser até legal esse esbulho, mas é totalmente IMORAL.

Darci Vilas Boas Correa do Prado darci.ops@terra.com.br

Guarujá

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O PAÍS REAGE, MAS EXIGE CAUTELA

A indústria automobilística anunciou que a produção nacional de veículos em janeiro aumentou 17,1% em relação ao mesmo mês do ano passado. O governo prepara um pacote de bondades. Além da liberação das contas inativas do FGTS, vai facilitar o acesso ao Minha Casa, Minha Vida e dar novos prazos para o pagamento de dívidas. Michel Temer e sua equipe econômica estão oferecendo alternativas ao desemprego de 12 milhões de pessoas e às medidas amargas, como a reforma da Previdência. Armínio Fraga diz que não parecemos mais um trem desgovernado, como no ano passado. O governo, porém, não deve abusar de sua maioria parlamentar e fazer passar medidas que a população não aprove, pois isso levaria à crise. E preciso evitar a imposição de esforços que a sociedade não aceita. E fundamental dirimir entre o necessário e o possível. Tudo o que não é possível, mesmo sendo necessário, e inviável. Quando a dose do remédio é muito forte, em vez de curar, pode matar o doente...

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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FALHAS DE CONSTRUÇÃO

Se, comprovadamente, 50% das unidades do Minha Casa, Minha Vida têm falhas de construção e estão comprometidas por vazamentos, rachaduras e infiltrações, no mínimo as construtoras responsáveis deverão não só refazer as obras, como pagar pelos danos causados aos mutuários. Possivelmente, essas obras foram  feitas com material de terceira e sem nenhuma fiscalização. Só agora, porém, fiscalização do Ministério da Transparência identificou essas falhas em quase 50% dos imóveis da faixa 1 do programa de habitação, que contempla famílias que  ganham até R$ 1,8 mil.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PRIVATIZAÇÃO DE AEROPORTOS

O governo não consegue enxergar o objetivo da privatização. Garantir bons serviços e melhorias ao consumidor e remuneração adequada ao setor concedente têm de ser o objetivo. A nova Infraero provavelmente será um novo cabide de empregos. Ao tirar Congonhas e outros aeroportos do cardápio, se estará espantando possíveis interessados. Infelizmente, a administração pública não amadurece.

João Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

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A POLÍTICA DE DONALD TRUMP

A “filosofia” política de Donald Trump é “me odeiem, contanto que me temam”. É a mesma usada por George W. Bush na época da invasão desastrosa do Afeganistão e do Iraque, cujas trágicas consequências humanas perduram até hoje. Por ser política perigosa, que aumentará mais a tensão e a miséria no mundo, deve ser combatida amplamente e contida rapidamente. Não se espera nada da maioria dos governos dos países de população muçulmana, pois estes apenas aproveitarão o ensejo para ampliar a repressão interna em nome de combate ao terrorismo (leia-se silenciar a oposição). O ônus deste combate fica com os países democráticos com tradição de respeito aos direitos humanos Japão, Coreia do Sul e Índia, na Ásia, Canadá e México, nas Américas, Alemanha, França, Reino Unido e Suécia, na Europa, entre outros. A Argentina, o Brasil e o Chile deverão engajar-se nesta luta.

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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NÃO VAI DAR CERTO...

Donald Trump é de uma delicadeza comparável à de um cavaleiro praticando adestramento montado num jegue: além de ser um perigo para o planeta, está sendo alvo de chacotas mundo afora. Como conseguiram colocar este maluco na presidência dos EUA? Será que não sabem o que aconteceu com o Brasil com um aventureiro no poder?

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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TRAGÉDIA ANUNCIADA

Não era difícil de prever que um país governado por um analfabeto e por uma assaltante de bancos iria acabar na ruína. Os estragos catastróficos da gestão de Lula e de Dilma Rousseff eram perfeitamente previsíveis e se concretizaram de forma cristalina na atual situação falimentar econômica do País. Não é difícil de enxergar os estragos que a gestão de Donald Trump fará aos Estados Unidos e ao mundo. Em poucos dias no cargo, Trump já demonstrou que vai destruir todos os valores que levaram a América a ser grande. Espero que as instituições americanas funcionem melhor que as brasileiras e que Trump seja afastado do cargo muito antes de pôr em prática suas ideias destrutivas. Ao Brasil resta esperar que as instituições criem um mínimo de vergonha na cara e julguem Lula antes de ele se reeleger presidente da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TRUMP NÃO SABE DE NADA

O serviço de inteligência norte-americano esqueceu-se de avisar ao presidente Donald Trump que a cerca de arame farpado que está sendo montada por ele separando os EUA do México já havia sido pensada por um brasileiro que escreveu um livro intitulado Dois Mundos entre Três Américas, cujo principal referencial geográfico é exatamente o Rio Bravo, que separa esses dois países. O livro foi escrito pelo ex-presidente Jânio da Silva Quadros, mais ou menos 40 anos atrás; em verdade, o início de um estudo de geopolítica.

JOSÉ PIACSEK NETO

bubanetopiacsek@gmail.com

Avanhandava

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UM ÚNICO DIA

Para resolver o impasse da imigração do Trump basta que todos os trabalhadores imigrantes dos EUA, ilegais ou legais, os que possuem green card, deixem de trabalhar por um só dia. Com certeza os EUA também parariam, com reflexo catastrófico na sua economia. Talvez aí até um imbecil consiga entender a importância dos imigrantes. 

MARIO MIGUEL

mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

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CORRUPÇÃO

Força tarefa apura corrupção em 52 empresas e fundos. A tradição do estímulo ao patrimonialismo, isto é, de escancarar as organizações do Estado (nos três níveis de governo) às indicações políticas, tem aumentado o volume de recursos públicos desviados, causado prejuízo muito maior à população pela precariedade dos serviços públicos e, aparentemente, levado à seleção de mal-intencionados nas eleições. As indicações políticas, na verdade, constituem roubo (isso é caso de polícia), seja por prejudicarem a carreira de profissionais existentes na organização, seja por afetarem negativamente a estruturação da organização, seja pela incompetência dos indicados e, naturalmente, pela intenção de desviar recursos. O loteamento político existente mostra que a independência dos Poderes, em especial do Legislativo e do Executivo, foi para o espaço.

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

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FORO

A Operação Lava Jato cumpriu 84 mandados de prisão preventiva e 100 mandados de prisão temporária. Executivos de empreiteiras e de empresas estatais estão cumprindo suas penas. O maior dilema continua sendo a investigação dos políticos envolvidos nos crimes de desvio de dinheiro dos cofres da Petrobrás. O foro privilegiado é uma verdadeira couraça, que mantém intocáveis os parlamentares. Por outro lado, os processos que estão no Supremo Tribunal Federal são empurrados com a barriga, caducando na maioria das vezes. Esse é o verdadeiro retrato da impunidade no Brasil.

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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O CRIME DE FATO COMPENSA

A Lava Jato pede a devolução de R$ 26 bilhões dos acusados de corrupção, lavagem de dinheiro e todos os tipos de crime com o dinheiro público. O pulo do gato é que roubaram o dinheiro à vista e a ideia é devolver uma mínima parte parcelada em até 20 anos! Nós, pagadores de impostos, bancamos todos os luxos, joias, iates, imóveis cinematográficos, tudo comprado com dinheiro roubado do povo. Mas no acerto de contas com o leão do Imposto de Renda, se o cidadão honesto errar um dígito, a sua vida vira um inferno. Mudei a letra da música do brasileiro patriota: “Eu sou um otário/ sem muito orgulho/ com muita dor...”

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PREVIDÊNCIA SOCIAL

São constantes as publicações na mídia sobre militares e Previdência Social. Pouco é dito, contudo, que em mais de 200 países apenas 5 têm seus militares em previdência conjunta com os civis, mas deve ser muito vantajosa. Não é dito – nunca se leu a respeito – que nos EUA qualquer militar pode pedir inatividade remunerada aos 20 anos de serviço, em bases proporcionais, podendo ter seus 38 anos de idade. O país é rico, mas tem um imenso contingente de militares, dependentes destes e pensionistas – e para obter essa vantagem não precisa ter ido a guerras. Nos EUA se passa à inatividade com proventos integrais aos 30 anos de serviço e acima de 30 anos se aumenta gradativamente a remuneração, em três níveis dentro do mesmo posto ou graduação, além das promoções. Nem é dito que na folha militar o governo do Brasil inclui erroneamente pensões de ex-combatentes civis, pensões de anistiados políticos militares e despesas com conscritos do Serviço Militar Obrigatório, que deviam estar diretamente no orçamento do Ministério da Fazenda.

HEITOR VIANNA P. FILHO

bob@intnet.com.br

Araruama (RJ)

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REFORMA DO ESTADO

Os municípios brasileiros devem à Previdência Social mais de R$ 140 bilhões, valores descontados de funcionários e prestadores de serviços. São mais de 5.500 municípios, cuja grande maioria não se sustenta, dependendo de fundos estaduais e federais para sobreviver. Os Tribunais de Contas, municipais, estaduais e federal, e a Receita Federal não fazem nada a esse respeito. Só uma grande reestruturação do Estado brasileiro poderá corrigir tudo isso. Mas, com o governo e os políticos que temos, creio que será impossível...

JAMES PEREIRA ROSAS

jrosas2755@gmail.com

Rio de janeiro

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MUNICÍPIOS EM CRISE

Um ponto pouco abordado no plano de reformas necessárias (5/2, B3) é a revisão da quantidade de municípios existentes. Grande parte dos pequenos municípios não produz renda para pagar os próprios custos. Como Icó, no Ceará, onde basicamente só a prefeitura emprega e parte significativa da verba do Fundo de Participação dos Municípios é destinada a manter essa estrutura. Faz-se necessária a imediata revisão da viabilidade de diversos municípios. Sem mexer a fundo nesse problema pouco avançaremos no desenvolvimento nacional.

BRUNO MORAIS PATRÃO

brunompatrao@gmail.com

Campinas

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PALANQUE 

Se, em vez de fazer política no velório de sua esposa, tivesse baixado a cabeça, sem nada dizer, Lula teria ganho muito mais politicamente. Pois pedir ao presidente Michel Temer que o chame se precisar de aconselhamento e depois culpar seus adversários políticos pela morte de dona Marisa pegou mal, muito mal.

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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