Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Fevereiro 2017 | 03h00

Ordem pública ameaçada

É indubitável que a ordem pública está gravemente comprometida no Espírito Santo e o governo estadual perdeu o controle da situação. A Constituição, no artigo 34, III, autoriza a intervenção federal nesse caso, independentemente de pedido do governador ou autorização de qualquer outro Poder. O que espera o presidente, que não decreta a intervenção? Que a chacina atinja números ainda maiores, que a população faça barricadas à porta de casa e se arme em defesa própria? Espera a guerra civil?

Eduardo Spinola e Castro esc@scvs.adv.br

São Paulo

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MOTIM

Independentemente de as motivações do movimento iniciado pelos policiais militares do Estado do Espírito Santo conterem reivindicações justas, o que está acontecendo por lá não é uma greve, mas um motim, nome dado à insurgência de militares, e, como tal, deve ser coibido pelo uso da força que se fizer necessária, com prisões, demissões e tudo o mais que a lei permitir. O povo capixaba não pode é ficar desassistido e refém de bandidos oportunistas.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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RUIM COM POLÍCIA, PIOR SEM

O Espírito Santo dá ao Brasil a mais concreta demonstração da importância da Polícia Militar (PM). Na sua ausência explode a criminalidade. Populares vão à porta dos quartéis exigindo que os policiais saiam às ruas e se confrontam com os familiares que impedem a saída. Militares são legalmente impedidos de fazer greve e seus familiares devem ser dissuadidos de retirá-los do trabalho o mais rápido possível. O relacionamento entre o Estado empregador e seus policiais militares é delicado. Há um limite de resistência entre a política e o profissionalismo e essa barreira se quebra quando os comandantes, cujos cargos são de confiança do governador, não conseguem mais liderar a tropa. Por essa razão os governantes deviam dar mais atenção à situação salarial, funcional, social, emocional e de saúde de seus militares, para evitar que, mesmo descumprindo leis ou regulamentos, estes venham a insurgir-se ou, ainda que não parando, façam a chamada operação-padrão, com perda de eficiência. Para os críticos contumazes da polícia fica o exemplo capixaba. Se está ruim com sua presença nas ruas e até alguns possíveis excessos (que são apurados e punidos pela própria instituição), muito pior é com a sua ausência, pois aí todos ficamos à mercê dos criminosos.

Dirceu Cardoso Gonçalves, tenente PM aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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RETRATOS DO BRASIL

Na edição de ontem (pág. A2), José Nêumanne, no artigo Um leilão honesto..., apresenta um retrato da atuação de senadores (sic) que tentaram votar, sorrateiramente e nas últimas horas do encerramento da legislatura de 2016, lei que transformaria o atual regime de telefonia de concessão em “permissão”. Com isso as empresas privadas da área receberiam, de graça, algo em torno de R$ 100 bilhões do nosso patrimônio! Em outro artigo, [ITALIC]Do passado não virá nada[/ITALIC], Fernão Lara Mesquita retrata nossa crise estrutural e recomenda a “limpeza” da Constituição e o exercício da democracia semidireta, que nos permitiria “domesticar” nossos representantes com propostas diretas e [ITALIC]recall[/ITALIC], bem como a afirmação ou rejeição das leis aprovadas. São dois textos atualíssimos e complementares que todo brasileiro deveria ler e, principalmente, refletir sobre o conteúdo.

Honyldo R. Pereira Pinto  honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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LOBÃO

Edison Lobão para presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado?! O Brasil é ou não é o país da piada pronta?

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O SENADO E A LAVA JATO

Só parece ou é fato que as principais posições do Senado estão reservadas para os principais citados na Lava Jato?

Jorge A. Nurkin  jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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MINHA CASA, MINHA VIDA

Bem que o Minha Casa, Minha vida poderia ser investigado pela Lava Jato, pois mais da metade construída apresenta algum tipo de problema ou incompatibilidade em relação ao projeto, com diversas falhas de execução, como trincas, vazamentos nos telhados, problemas hidráulicos e elétricos, infiltrações, uso de materiais de péssima qualidade, além de obras inacabadas. Quanto se pagou para tais construções, quem recebeu, quem foram os intermediários e quem se beneficiou?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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TRISTE LIÇÃO

A revelação de que quatro de cada dez empreendimentos do Minha Casa, Minha Vida não seguiram totalmente as especificações dos projetos (Quase 50% das casas do Minha Casa Minha Vida têm falhas de construção, 6/2) comprova mais uma vez quanto o planejamento tem sido relegado pelo Estado brasileiro, em detrimento dos interesses da sociedade. Os estragos são bem detalhados na reportagem e merecem reflexão dos prefeitos recém-empossados, pois muitos de seus antecessores se deixaram envolver por um mero programa de financiamento de construtoras e distribuição de casas, sem questionar a qualidade dos empreendimentos. Assumiram, assim, o papel de coadjuvantes da expansão de suas cidades para bairros periféricos, distantes da malha dotada de infraestrutura e mercado de trabalho, agravando problemas urbanos e sociais já insustentáveis. Recursos vultosos, que poderiam ser usados na qualificação das áreas já ocupadas pela população de baixa renda, foram empregados na construção, em geral, de “guetos” dispersos, sem mínima qualidade urbana. Uma triste lição.

Haroldo Pinheiro, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil julio.moreno@caubr.gov.br

Brasília

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SOLUÇÃO

A crise no Estado capixaba pode ser resolvida simplesmente equiparando os porcentuais de aumento dados ao Judiciário, ao Legislativo e aos altos escalões do Executivo aos dos policiais militares. Caso necessário, reduzir um porcentual das despesas com esses organismos públicos que seja suficiente para se fazer justiça. Como já disse um político mineiro, para acabar com a greve mande o trem pagador!

Martim Affonso Santa Lucci martimlucci@icloud.com

Campo Grande (MS)

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TEMPOS DE GUERRA?

Cada vez mais nos deparamos com imagens na mídia mostrando tropas do Exército patrulhando capitais brasileiras. Imagens constrangedoras e que correm o mundo, muito parecidas com aquelas que nos chegam da Venezuela e adjacências. A cidade de Vitória, no Espírito Santo, é a bola da vez.

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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GREVE ILEGAL E IRRESPONSÁVEL

As lideranças policiais desta greve ilegal e irresponsável, conforme ressaltou muito bem o editorial de terça-feira (7/2, A3), valem-se da certeza da impunidade. Recorde-se que poucos anos atrás policiais e bombeiros do Rio de Janeiro fizeram uma violenta paralisação, inclusive com a invasão de quartéis. Foram processados e seriam punidos, não fora providencial anistia concedida pelo governo do Estado, Sérgio Cabral (ah Cabral), e pelo Congresso Nacional, que votou proposição nesse sentido. Assim, quando é para se dar bem, eles se dizem militares. Quando não lhes interessa, promovem a baderna e a desarmonia na população. Que se cumpra a lei!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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VIOLÊNCIA NO ESPÍRITO SANTO

Governo autoriza Exército a patrulhar as ruas no Espírito Santo. Mas voltamos ao mais do mesmo? A quem o presidente quer enganar? Quem vai comandar legalmente os militares do Exército? Já imaginaram se tivermos outro confronto armado como Carajás? Não esquecer que as forças públicas, em caso de conflito, são subalternas ao Exército. Primeiro passo e imediato (art. 84, inciso I e II) é nomear um general de Exército (temos 93 na ativa) para ministro da Defesa. Exercer, com auxílio dele, a garantia dos poderes constitucionais, e por iniciativa de qualquer destes a lei e a ordem interna do País. Ponto final. Tenha coragem, sr. presidente. Os militares são leais à lei e à ordem e, principalmente, conhecem e respeitam os pilares da instituição: disciplina e hierarquia.

Flávio Prada flavioprada39@gmail.com

São Paulo

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ATITUDE

O que o Exército está fazendo em Vitória? Por que os soldados não conduzem aquelas mulheres que estão na frente dos quartéis e as mantém, por exemplo, num estádio, onde elas ficariam guardadas e permitiriam a saída dos policiais para o trabalho? O que elas estão fazendo é ilegal e desumano. Nesta altura, é preciso tomar uma atitude.

Sarah de C. F. Barbosa sarahdecfontesbarbosa@gmail.com

São Paulo

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CAOS CAPIXABA

Nos primeiros dias de 2017, o Brasil assistiu, aterrorizado, às rebeliões nos presídios Anísio Jobim e Monte Cristo. Nos últimos dias, a explosão de violência em Vitória, no Espírito Santo, também deixou um saldo de dezenas de mortos, em meio à crise de segurança pública. Como se nada disso estivesse acontecendo, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, pediu uma licença de 30 dias, para ocupar a vaga do Supremo Tribunal Federal (STF) deixada por Teori Zavascki. Tudo indica que o Senado irá aprovar mais essa indicação de Michel Temer. Enquanto aguarda os conchavos políticos, o Brasil vai acumulando mortes, numa situação totalmente descontrolada, na capital capixaba.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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A DESMORALIZAÇÃO DA POLÍTICA

A desmoralização da política é o que vem causando o caos neste país. A grande maioria dos políticos está enrolada na Operação Lava Jato, que vem fazendo seu papel, apesar de constantes sustos que sofre em virtude da guerra entre os Três Poderes, que se engalfinham para salvar os colarinhos brancos. Cansada de pagar a conta, do desemprego e da falta dos serviços essenciais, a classe trabalhadora está dando um basta. É preciso tolerância zero com os políticos deste país. Se é pelo exemplo que se educa, a classe política precisa recuperar a sua moral. O caso do Espírito Santo é o reflexo da roubalheira dos parlamentares que envergonham a Nação. Ou a lei é complacente e igual para todos ou teremos o caos em nível nacional.

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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BRASIL

Vivemos entre os bandidos de armas na mão, nas ruas, e os de canetas nas mãos, nos gabinetes.

Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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QUE PAÍS É ESTE?

Corrupções, desmandos, revoltas, greves, invasões, depredações, assaltos, assassinatos...

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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OPERAÇÃO LAVA JATO

Conforme noticiado, em audiência com o juiz Sérgio Moro, na terça-feira, o ex-deputado Eduardo Cunha disse ter um aneurisma cerebral e relatou que não havia condição de tratamento médico no presídio onde se encontra. Diante disso, o diretor do Departamento Penitenciário do Estado do Paraná, Luiz Alberto Cartaxo, programou fazer exames médicos na quarta-feira para comprovar a doença, mas, para surpresa geral, tudo gravado, o sr. Cunha não quis se submeter aos procedimentos. A verdade mesmo é que este exame não programado pegou o ex-deputado de surpresa, pois, de acordo com seus advogados, a família de Cunha já havia entregue exames médicos à Justiça. Será que o plano de liberdade ou prisão domiciliar do sr. Cunha a fim de passar o carnaval no Rio de Janeiro foi para o espaço?

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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CIRCO BRASIL

Eduardo Cunha, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, informou que tem um aneurisma igual ao que causou a morte da ex-primeira-dama Marisa Letícia. Nossa, o povo brasileiro ficou chocado com tal informação e deseja ao “nobre” Eduardo Cunha que se cuide, da mesma forma que Marisa foi cuidada no Hospital Sírio-Libanês. Afinal de contas, eles “merecem o melhor tratamento”. E que “deus” seja justo com ambos.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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ÁLIBI

Desde quando aneurisma é álibi para ser solto ou não ser preso?

 Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

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CUNHA DOENTE

Parece que Eduardo Cunha não tem um aneurisma. Deve ser exatamente o contrário.

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

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EDUARDO CUNHA

A aneurisma não é dele, é do truste.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A FORTUNA DE CABRAL

Morador de uma cela em Bangu (RJ), o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, que não é o Alvarez Cabral de 1.500, em 2002, quando eleito senador, tinha um patrimônio declarado de R$ 388.100,00. Não se sabe ainda se, como vereador e deputado, ele já tinha contas abertas em paraísos fiscais. Mas o que impressiona neste Cabral, vivo, é a sua capacidade vigorosa de multiplicação de riqueza: entre 2007 e 2014, ele acumulou em contas no exterior R$ 314 milhões, que dão 335 mil salários mínimos (R$ 937,00), ou R$ 44,86 milhões por ano, ou, ainda, R$ 3,74 milhões por mês. Isso sem falar em investimentos que fez com recursos ilícitos no País, como na compra de imóveis, obras de arte, diamantes e outras joias, iates, carros, milionárias mesadas também para ex-mulher, etc. Se Pedro Alvares Cabral descobriu o Brasil, este presidiário Cabral ajudou a afundá-lo.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CULPADO, EU?

É óbvio que a imensa fortuna surrupiada pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral e sua gente jamais retornará aos cofres públicos na sua totalidade. O fato é que, não demora muito, um desses espertíssimos e regiamente bem pagos advogados, em conluio com um “juizeco” qualquer e com o beneplácito da nossa “bondosa” Justiça, farão com que seja solto por bom comportamento ou coisa que o valha, e ele viverá feliz para sempre junto dos seus. Evidentemente, com os bolsos recheados, que ninguém é de ferro. É assim que é, e não se fala mais no assunto!

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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PARECE QUE AGORA VAI

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que dê início às investigações contra os senadores Romero Jucá (o cacique), Renan Calheiros (o atleta), o ex-presidente José Sarney (o escritor), cujas alcunhas constam da delação da Odebrecht, e, também, Sergio Machado, ex-diretor da Transpetro, alvos da Operação Lava Jato e acusados de tentar interferir e obstruir as investigações policiais até mesmo com a edição de novas leis para “aliviar” as corrupções e trambicagens praticadas. A quadrilha dá como certo o arquivamento das investigações por “total falta de provas”. Mesmo assim, parece que agora vai!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A LAVA JATO NO STF

Estamos contando com o ministro Edson Fachin. Que ele não nos decepcione!

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

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CORRUPTOS E A SUPREMA CORTE

O Brasil anseia por uma boa “Fachina”.

Ary Nisenbaum aryn@uol.com.br

São Paulo

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O VICE DE DILMA

Michel Temer bem que tentou, mas ele será lembrado mesmo por ser o eterno vice de Dilma Rousseff. Seus últimos atos não deixam dúvidas de que ele aprendeu tudo o que sabe vendo Dilma governar. Logo mais teremos Edison Lobão presidindo a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o multidelatado Moreira Franco recebendo uma providencial blindagem, e, por fim, seu homem de confiança pronto para defendê-lo no Supremo Tribunal Federal (STF). Dilma, a eterna assaltante de bancos, deve estar orgulhosa de sua cria.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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MARIONETE

Se Edison Lobão for indicado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, prova mais uma vez que é uma marionete. Sempre foi pau mandado de Jose Sarney, que o indicou para presidir o Ministério de Minas e Energia nos governos Lula e Dilma, quando quem comandava a pasta era a desastrada Dilma Rousseff; quando ocupava o cargo de chefe da Casa Civil de Lula e, depois, com Dilma presidente da República, Lobão apenas fazia o que ela mandava. Agora, se ganhar este cargo, Renan Calheiros está por trás dessa indicação, já que cobiçava o cargo que lhe foi negado, visto ter uma enorme ficha corrida no STF, então mais uma vez Lobão será marionete. Não podemos aceitar tamanho acinte, com esses políticos querendo impor seus cupinchas em cargos de tamanha relevância, e que estão pendurados na Lava Jato, como é o caso de Lobão.

Agnes Eckermann agneseck@gmail.com

Porto Feliz

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ABSURDO, MAIS UM...

Se Renan Calheiros for escolhido para ministro da Justiça, como chegou-se a cogitar, a representação da divindade grega Têmis pode tirar a venda. Já não será possível acreditar nas instituições...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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UM MINISTRO PARA A JUSTIÇA

Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, advogado criminalista e amigo de Temer de longa data, está sendo o indicado para assumir o Ministério da Justiça, porém o mais certo é que deveria ser considerado impedido de ocupar este cargo, visto que não só é advogado de defesa de vários réus da Lava Jato, como se manifestou contra a delação premiada de seus clientes, dificultando, assim, a fluidez das investigações. Assinou até um manifesto em que qualificava a Operação Lava Jato como um tipo de tribunal de Inquisição. Portanto, no Brasil de hoje, onde o povo clama pelo fim da corrupção e pela condenação dos corruptos, este advogado será uma rocha plantada no caminho já pedregoso das investigações. Temer, amigo é amigo, mas negócios à parte, entendeu?

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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REPROVÁVEL

A possível indicação do advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira para ministro da Justiça continua sendo reprovável – assim como foi no início do governo de Michel Temer – pela sua posição contrária ao método da delação premiada, utilizado pela força-tarefa da Lava Jato. Sem a delação premiada, todos sabemos, a Lava Jato não teria chegado aonde chegou, e o caminho ainda é longo. Não é o momento de causar embaraços para a força-tarefa e a opinião pública com tal nomeação.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA

Deve ser indicado para o Ministério da Justiça aquele que combateu com fervor a criminalidade: Beltrame.

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

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VAMOS MUDAR O BRASIL?

Parece que os Três Poderes da República estão vivendo nas nuvens. A turma daquela famosa praça (Três Poderes) ainda não caiu na real. O País não aceita mais essa podridão que estamos vivendo há 13 anos, e não estamos dispostos a esperar por eleições em 2018, até porque o Brasil não tem liderança política; o que o Brasil tem hoje é uma respeitável legião de corruptos na política. Vamos votar em quem? Temos um Congresso onde as duas casas são dirigidas por picaretas e corruptos do nível do presidente do Senado, e, agora, o do presidente da Câmara, afinal quem é Rodrigo Maia? Atravessando a praça encontramos um Poder Judiciário com uma Suprema Corte temperada à Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, ou seja, uma das turmas mais desmoralizadas de toda a história da Corte. Dando mais uma volta na praça, chegamos ao Poder Executivo, este totalmente aparelhado com a pelegada do PT, que o atual presidente da República não teve até agora coragem suficiente para fazer uma limpeza ética e moral no primeiro e segundo escalões governamentais. Michel Temer continua nomeando para ministros corruptos e ladrões do erário, a exemplo do último premiado, o senhor Moreira Franco, após ser vergonhosamente citado em duas ou mais delações e fazendo parte do famoso “elenco” da Operação Lava Jato. Esta semana adquiriu com a nomeação o foro privilegiado. O pior de tudo isso, uma verdadeira agressão à cidadania, foram o abraço dado no corrupto pelo nosso presidente por ocasião da nomeação e a declaração de que ele já há muito era chamado de ministro. Que tal eu combinar com todos os meus parentes, amigos, conhecidos e leitores do bloguinho, para que passem a me chamar de ministro e, em seguida, comece a roubar? Devo ganhar um ministério?

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

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MOREIRA FRANCO MINISTRO

“Angorá” blindado tem medo de água fria?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NOMEAÇÕES

Lula pede ao STF correção de “erro histórico” da suspensão de nomeação para Casa Civil. Lula, chame o Bessias ou a querida. Eles podem te ajudar nesta.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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INDIGNAÇÃO

Causa indignação a indicação feita por Michel Temer (PMDB) de Alexandre de Moraes para o STF. Quando golpistas e corruptos estão no poder, ocupando cargos sem a menor legitimidade, ética, honra nem dignidade, tudo é possível. Ao invés de demitir um péssimo ministro da Justiça, Temer o premia com vaga no STF. Típico e previsível num governo antidemocrático, ilegítimo e autoritário como este que temos hoje no Brasil. Viramos o país da piada – de mau gosto – pronta, da vulgaridade, da grossura, da picaretagem oficial escancarada, da falta de ética, de decoro e de honra, onde tudo é feito na maior desfaçatez e na cara dura. Nós, cidadãos de bem, temos de reagir, antes que seja tarde demais.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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O TOMA LÁ DÁ CÁ DA BAIXA POLÍTICA

Contrariando tudo e quase todos, o presidente Temer nomeou o ministro da Justiça para a vaga de Teori Zavascki no STF. Mesmo com o “furo” de reportagem do “Estado” (6/2, A2) segundo quem a tese de doutorado do próprio Alexandre de Moraes inviabilizaria sua eventual indicação à Corte, além de fatos recentes que não justificariam tal nomeação, Temer preferiu o afago ao PSDB.

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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A ESCOLHA DE ALEXANDRE DE MORAES

Além do apoio do presidente Temer, Alexandre de Moraes conta com o sinal positivo do PMDB, PSDB e do DEM, sendo, pois, quase certa a sua aprovação no Senado da República. Entretanto, a escolha conta com alguns pontos a serem observados: 1) trata-se de político militante e praticante, tendo servido ao governo Kassab e Alckmin em São Paulo; 2) é demissionário do Ministério Público do Estado de São Paulo; e 3) sua tese de doutorado na USP versa sobre a não conveniência de um ocupante de cargo de confiança no governo da República ocupar uma vaga no STF, assunto bem comentado pelo “Estadão”. Assim, parece que, se fosse escolhido um magistrado do Superior Tribunal de Justiça, de onde adviera Teori Zavascki, a Suprema Corte teria sido mais bem contemplada. É bom ficar de olho na Lava Jato. Como o tempo é o senhor das verdades, é esperar para sentir e ver!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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XEQUE-MATE

Foi Alexandre de Moraes, assim como poderia ter sido o próprio Michel Temer, a imagem de um tende a se confundir com a voz do outro. A indicação do presidente da República para a vaga aberta no STF privilegiou a política, e não fugirá da suspeição.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DE VOLTA À ‘NORMALIDADE’

Quando a discussão acerca da nomeação de um ministro gira em torno de suas tendências políticas, e não de seu estofo acadêmico e curricular exemplar, sinto que o Brasil caminha de volta a uma certa “normalidade”.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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ALEXANDRE, O GRANDE

Ninguém atira pedra em cachorro morto. Alexandre de Moraes é, agora, um togado no suposto Olimpo da Justiça brasileira. Poucos mostrarão as suas virtudes, outros (a oposição) mostrarão os seus deslizes (quem não os tem?). O importante nesse evento é que o novo membro do STF é aliado do presidente Temer, o que corresponde a mais segurança para a política do Planalto e um sobrepeso de terra na tampa do caixão da hidrófoba e recém-criada oposição.  Oposição desprovida de escrúpulos e que não hesita em macular uma cerimônia de exéquias num palanque político, apoiado por seus áulicos que anseiam, um dia, voltar ao poder, se os deuses cochilarem. A atitude de Lula faz lembrar de forma grosseira a tragédia escrita em 1599 por William Shakespeare, intitulada “Júlio César”, em que Marco Antonio, diante do cadáver do imperador, profere um necrológio que pode ser considerado de duplo sentido. Só que no caso de Lula seu discurso tinha um sentido bem claro.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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CONTRA OU A FAVOR

Poderíamos citar vários fatos que poderiam obstar a indicação de Alexandre de Moraes para o STF, mas só pelo fato de toda a esquerdalha ser contra a indicação, estamos totalmente a favor.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÃO CASEIRA

Sei não, mas, com esta nomeação caseira de Alexandre de Moraes para ministro do STF, penso que começou a solapar as bases da Operação Lava Jato. Para não haver desconfianças, esta nomeação exigiria um nome sem qualquer histórico com o meio político, e sim por escolha de três nomes sugeridos entre o pessoal do meio jurídico, como juízes e promotores. A Operação Lava Jato dá ao Brasil uma chance histórica de mudar nossa concepção de país com eterna corrupção para outro limpo, ou seja, tomarmos vergonha na cara ou continuarmos num eterno e abjeto terceiro mundo.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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NEM AÍ

O governo Temer dá mais uma demonstração da sua forma de governar. A indicação do atual ministro da Justiça para ocupar a vaga no STF do ministro Teori Zavascki, falecido recentemente, mostra que ele não tem a mínima preocupação com a repercussão negativa de seus atos. A ficha do atual ministro da Justiça é preocupante para a continuidade da Lava Jato. Trata-se de indicação de um filiado a um dos partidos que apoiam o governo Temer e dá margem a ilações negativas, pelo seu comportamento na vida pública.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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UMA LEI SUSPEITA

Cumprimento o jornalista José Nêumanne pela opinião no “Espaço Aberto” de ontem (“Um leilão honesto, em vez de uma lei suspeita”). É uma indecência que o governo (tão carente de recursos) abra mão de R$ 20 bilhões aplicados em multas à Oi, ignorando que esta empresa fez por merecer cada centavo deste montante. Tenho um caso individual que mostra uma artimanha da Oi contra seus assinantes. Em março de 2016 recebi uma ligação telefônica da Oi me oferecendo o serviço de TV por assinatura, num valor bastante razoável. Aceitei, mas, quando chegou a fatura, constatei que o valor cobrado era bem mais elevado. Solicitei em diversas vezes a gravação da conversa para provar o valor que me foi oferecido (as operadoras são obrigadas a fornecer a gravação). Mas a Oi simplesmente ignorou a solicitação. Abri uma reclamação na Anatel, já reiterada dez vezes, e a operadora não deu a mínima. É claro. Sabem que dificilmente serão multados e, se forem, serão anistiados. Bom, não é?

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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LEANDRO KARNAL

Leio com avidez os textos do professor Leandro Karnal. Nesta quarta-feira ele se superou (“Quem merece o quê?”, 8/2, C6). Não se “constrói” um Donald Trump pela meritocracia. A “linha de montagem” (genoma) que o gerou fez se encaixarem todas as peças do quebra-cabeça que o levaria à condição de multibilionário. Certamente o nascituro encontrou um ambiente propício. Aí se incluem uma vocação para farejar ótimos negócios, um “desapego” pela retidão desses negócios, às vezes a oportunidade de um toque-de-midas e, acima de tudo, o cuidado para nunca passar por baixo de uma escada ou não cruzar com um gato preto. Em linhas gerais, essa é a fórmula para se produzir um Donald Trump.

Custodio da Maia Valverdes cmvalverdes@gmail.com

São Paulo

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DONALD TRUMP

Na estranha democracia norte-americana, o presidente dos Estados Unidos é escolhido por um seleto grupo de 538 delegados, eleitos representantes dos seus Estados nas eleições primárias. Não importa quantos votos um candidato obteve na votação popular. Será eleito aquele que obtiver a maioria dos votos dos citados delegados. Ocorre que esses delgados representam a maioria dos delegados eleitos em cada Estado, pois quem vencer em um Estado leva todos os votos daquele Estado. Assim, como a maioria do Colégio Eleitoral elege o presidente, bastará ao candidato obter apenas 270 votos para vencer a eleição. Ocorre que apenas 11 Estados norte-americanos somam 270 delgados. Portanto, teoricamente, basta a um candidato obter a maioria dos delegados nesses Estados para conseguir os 270 votos e se eleger. Numa consulta ao sistema de eleição daquela nação, verifica-se que, computando a metade mais um dos delegados de cada um dos 11 Estados, chega-se à conclusão de que o candidato à presidência da nação mais poderosa no planeta poderá se eleger através dos votos de apenas 143 delegados, que é a soma das maiorias nesses Estados. Ora, não é necessário nenhum estudo mais apurado para constatar que o poder econômico de um candidato e do seu partido poderá ser decisivo em sua vitória. As consequências de tal critério podem ser exemplificadas com a eleição de George W. Bush, que derrotou o seu oponente Al Gore apenas por alguns votos no Colégio Eleitoral. Posteriormente, Al Gore ganhou o Prêmio Nobel da Paz e Bush inventou a Guerra do Iraque, que causou a morte de mais de 100 mil iraquianos e mais de 4 mil soldados norte-americanos. Nesta última eleição, o fato se repetiu e o bilionário Donald Trump foi eleito pelo Colégio Eleitoral contra uma maioria de quase 3 milhões de votos da sua oponente na eleição popular. Em suas promessas de campanha e agora, em suas primeiras decisões, Trump lembra, e muito, guardadas as devidas diferenças, o ditador alemão Adolf Hitler, que assumiu o poder na Alemanha em 1933 e em 1939 deu início à Segunda Guerra Mundial, que só terminou em 1945, com um número estimado de 60 milhões de mortos. A realidade internacional é outra hoje, mas ele poderá causar estragos significativos na construção da paz mundial, além do controle do aquecimento global.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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PORTAS ABERTAS

A proibição de Donald Trump à entrada de imigrantes – e até visitantes – nos Estrados Unidos pode ser comparada à cidade de São Paulo proibir a entrada de nordestinos, que tanto contribuíram para o seu progresso.

Mario Krutman mariokrutman@gmail.com

São Paulo

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HOMENAGEM A UMA DAMA

Se possível, peço a gentileza de publicarem este texto: Dona Fariza Moherhadui, casada com o sr. Mirjhed Moerdaui, falecida na década de 1970, foi uma dama que faz lembrar a bondade e o respeito pelas pessoas. Minha narrativa data de 1920/1930, quando as pessoas não eram individualistas e compartilhavam com as outras, fossem pobres, ricas, letradas, religiosas ou não, etc. Dona Fariza/sr. Mirhej pertenciam a uma família rica que convivia até com o governador de São Paulo Washington Luiz. Mas não ostentava luxo ou publicidade na conduta. O inverno de São Paulo, naquela época, era fortíssimo, e a cidade recebia até a nominação de “São Paulo da Garoa”. Pois bem, naquela época quase não existiam automóveis, e, na volta de um acontecimento social, dona Fariza se deparou com um mendigo na calçada em que ela caminhava. Vendo-o descoberto e naquele frio intenso, ela não se conteve: vestia um casaco de inverno riquíssimo e, sem hesitar, o tirou de seu corpo e cobriu aquele que necessitava de atenção/abrigo. Cito este acontecimento contado por minha mãe e que marcou minha memória para homenagear pessoa que raramente hoje encontramos neste mundo desumano, arrogante e individualista, onde cada qual quer comer o prato do outro, sem nenhuma solidariedade à convivência dos seres humanos. Quem é privilegiado se farta das conquistas fáceis, inclusive por corrupção, sem atentar aos outros que nem sempre alcançam o pão de cada dia. Nota: Dona Fariza não pertencia à minha família; era apenas uma pessoa conhecida na colônia árabe da época.

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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