Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

10 Fevereiro 2017 | 03h04

ESTADO DA NAÇÃO

Um Brasil dantesco

O Brasil atravessa uma fase tão adversa que, se refugiados dos países em conflito que pretendem abrigo nestas “terras tão dadivosas”, segundo o escrivão da frota cabralina, aqui aportassem, deveriam encontrar à chegada a mesma advertência que Dante Alighieri encontrou na porta do Inferno: “Vós que entrais, deixai lá fora toda a esperança”. Os milhões que foram às ruas, exigiram e conseguiram o impeachment de Dilma Rousseff estão atônitos com os rumos políticos do País. Michel Temer pretende indicar para o Ministério da Justiça um advogado que já criticou a Lava Jato, Moreira Franco tem nomeação suspensa por juízes, o PMDB põe Edison Lobão no comando da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, é acusado de corrupção, a Justiça Eleitoral cassa o governador Pezão, do Rio de Janeiro, e seu vice, Dornelles, por crime eleitoral. Somente por causa da pressão a Câmara não vota projeto que reduz a punição para partidos envolvidos em crimes. No Espírito Santo o banditismo dá mostras de que a segurança pública no País decretou falência total. Na verdade, somos mais de 200 milhões de “refugiados” dentro do nosso próprio país.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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Ministério da Justiça

Nós, leitores do Estadão, sabemos que um advogado criminalista que já se manifestou contra a Lava Jato em artigo publicado no nosso jornal não seria a pessoa adequada para ser o ministro da Justiça neste momento.

LILIA M. F. HOFFMANN

liliahoffmann@yahoo.com.br

São Paulo

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Não há nomes ilibados?

Moreira Franco na Secretaria-Geral da Presidência, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, Eunício Oliveira na presidência do Senado Federal, Edison Lobão na poderosa CCJ, Alexandre de Moraes indicado para uma vaga da mais alta Corte de Justiça do País, tudo com o beneplácito de Michel Temer, que está se achando cada vez mais poderoso. Para que, mesmo, tiramos o PT e seu grupo político do poder? Nada muda neste país, quem se senta na cadeira de presidente da República acha que não tem de prestar contas a ninguém? Numa Nação tão numerosa como a brasileira, não existem pessoas mais qualificadas para nos governar do que esses nomes, com exceção de Alexandre de Moraes, todos encrencados com a Justiça?

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

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Nada é por acaso

Edison Lobão para presidir a CCJ do Senado? Sinto-me na era Sarney, a falta de renovação nos quadros do País é ininteligível. Bem, até certo ponto...

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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Farinha do mesmo saco

Qual a diferença entre as tentativas de Dilma Rousseff e Michel Temer para acobertar Lula, o Brahma, e Moreira Franco, o Angorá, sob o disfarce de ministro de Estado, mantendo-os a salvo do juiz Sergio Moro? Dilma, trapalhona, foi gravada enviando o “Bessias” até Lula. Temer, raposa felpuda, fez o mesmo publicamente, diante de câmeras e microfones, com a maior naturalidade do mundo. Dilma e Temer são companheiros de chapa, ambos farinha do mesmo saco.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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Brasília e o resto do País

Está mais que na hora de o sr. Michel Temer parar de achar que está acima do bem e do mal, parar de pensar que é um monarca, longe do mundo real. E também é hora de seus assessores dizerem a ele o que está acontecendo no País, se é que ele ainda não sabe. Temer tem de pensar muito bem em seus atos e palavras. Nomear o sr. Moreira Franco para um ministério recém-fechado e oportunamente reaberto para receber o amigo mostra sua extrema incapacidade de avaliar o que os cidadãos brasileiros pensam e sabem. As desculpas dadas, então, são de uma falta de tato imensa. Manter Renan Calheiros no comando das coisas do Senado também demonstra sua alienação. Renan não só continua mandando, como indicando pessoas para comissões! Exemplo trágico é o senador Lobão assumir a presidência da CCJ. Esses enrolados com a Lava Jato, alguns mencionados, como o próprio presidente e seu ministro, outros indiciados e outros já réus não podem fazer parte do governo. O sr. Michel Temer que tome cuidado. O País está fervendo. Brasília não é real. A realidade brasileira é a do Espírito Santo, a dos morros cariocas e das ruas das cidades do Brasil. Não há mais paz e ordem, criminosos estão tomando conta. Os cidadãos não aguentam mais!

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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Pisando na jaca

O presidente Temer dá cada pisada na jaca... A ficha dele não cai e continua nomeando as pessoas mais erradas para cargos da maior importância para o Brasil. Ele deveria saber que, se tomar medidas rígidas contra o corporativismo dos políticos, vai ser aplaudido de pé pela população.

VITORIO FELIPE MASSONI

suporte.eam@gmail.com

Catanduva

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OAB

Esclarecimento

O editorial Silêncio cúmplice (9/2, A3) acusa associações do Ministério Público, da magistratura e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de serem coniventes com recuos nos direitos individuais contidos em propostas do Ministério Público Federal (MPF). O texto comete uma grave injustiça e um erro histórico ao afirmar que a OAB não reagiu às propostas inconstitucionais feitas pelo MPF no pacote conhecido como 10 Medidas. Como presidente da OAB, participei de audiências na Câmara dos Deputados e alertei os legisladores sobre o risco de prejuízo à democracia caso itens como uso de provas ilegais, grampos ilegais e restrição ao habeas corpus fossem aprovados. Graças à atuação pública da OAB, segundo reconheceu o relator do projeto, deputado Onyx Lorenzoni, alguns itens que poderiam provocar retrocesso nos direitos e garantias individuais foram tirados do projeto. A imprensa e o próprio Estadão repercutiram amplamente a atuação da OAB. O respeitável blog do jornalista Fausto Macedo, campeão de audiência também no meio jurídico, publicou artigo em que deixo às claras as razões da nossa oposição aos recorrentes abusos e às violações cometidos por magistrados contra as prerrogativas da advocacia e em cerceamento do amplo direito de defesa. Citamos como exemplo os grampos ilegais, que ferem o sigilo da comunicação entre advogados e clientes.

CLAUDIO LAMACHIA, presidente nacional da OAB

fabio.brandt@oab.org.br

Brasília

“Em que planeta se situa Brasília? O País se desintegrando e os políticos só fazendo ‘política’...”

CÁSSIO MASCARENHAS DE REZENDE CAMARGOS / SÃO PAULO, SOBRE A ALIENAÇÃO NA ‘ILHA DA FANTASIA’

cassiocam@terra.com.br

“E o galinheiro do Senado, que já estava na mão de várias raposas, acaba de ganhar um Lobão na CCJ”

NÍVEO AURÉLIO VILLA / ATIBAIA, IDEM

niveoavilla@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O BRASIL NÃO É PARA AMADORES

A indicação do notório senador Edison Lobão (PMDB-MA) para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - a mais importante do Senado - é prova cabal de que o Brasil nosso de cada dia não é para amadores. Investigado na Operação Lava Jato por suspeita de estar envolvido em desvios de contratos da Petrobrás e de receber vantagens indevidas nas obras das usinas de Belo Monte e Energia na gestão de Dilma Rousseff, Lobão não deveria ser indicado sequer para síndico de prédio, quanto mais para cargo de tamanha importância e responsabilidade. O Brasil tem jeito?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LOBÃO NA CCJ

Aqui o dito popular "colocar a raposa para tomar conta do galinheiro" caiu como uma luva.

José Antonio Garbino ja.garbino@gmail.com

Bauru

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UM LOBÃO NO GALINHEIRO

A eleição de Edison Lobão como presidente da CCJ é o mesmo que eleger uma raposa para cuidar do galinheiro. No caso da CCJ, um Lobão. 

Giovani Lima Montenegro giovannilima22@icloud.com

São Paulo

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INVESTIGADO NA LAVA JATO

Lobão na Comissão de Constituição e Justiça é o lobo em pele de... corrupto.

 

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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FACÇÃO X FACÇÃO

O Brasil vive o problema das facções criminais, como Primeiro Comando da Capital, Comando Vermelho, Família do Norte, Sindicato do Crime, e outras tantas. Porém, na política, constatamos que duas facções se organizaram - PT (Dilma e Lula) e PMDB (Michel Temer) - para cometer as maiores fraudes político-financeiras mundiais, jamais vistas. A primeira acabou perdendo por incompetência político-administrativa e ganância. A segunda, chamada de golpista pela primeira, se instalou no governo e hoje pratica a mais vil manipulação.   Façamos um paralelo entre o poder atual e seus planos de poder futuro: ministro Alexandre de Moraes para ministro da Justiça e, depois, juiz no Supremo Tribunal Federal. Senador Edison Lobão para presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado. Renan "Canalheiros", no Senado, e a proposta da lei que permite que os partidos façam o mesmo que os sindicatos: roubem sem prestar contas a ninguém. Infelizmente, são estes que insuflam os Estados Islâmicos da vida. 

Castello Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

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INDIGNAÇÃO

A indignação toma conta dos brasileiros. É vergonhoso assistir ao presidente, ao Congresso Nacional e a toda a classe política despudoradamente apressados em criar barreiras "legais" para não serem punidos pela Justiça. Infelizmente, essa mancha fará parte de nossa história, e seus efeitos serão sentidos por muitas de nossas gerações. 

Jorge de Jesus Longato financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi Mirim

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ESTICANDO A CORDA

De que adianta recebermos boas notícias como a previsão de uma safra recorde de grãos e a de que a inflação registrada em janeiro foi a menor para o período nos últimos 38 anos, se somos simultaneamente agredidos com a divulgação da escolha de Edison Lobão para presidir a importantíssima CCJ do Senado e a provável nomeação de Antonio Cláudio Mariz de Oliveira - um advogado comprometido com a defesa de réus da Operação Lava Jato e crítico declarado da delação premiada, a pedra de toque dessa operação que está passando o Brasil a limpo? Até que ponto a classe política pretende esticar essa corda, sem que haja uma revolta popular de grandes dimensões contra este descaramento?

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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TEMER IGNORA AS RUAS

Pelo visto o presidente Michel Temer está ignorando o clamor das ruas. Será que os milhões de pessoas que foram às ruas para tirar a quadrilha do PT do poder e pedir mudanças não foram compreendidos por Temer? Tirar uma quadrilha e colocar outra, não, senhor presidente. O senhor teve o apoio das ruas para também controlar este Congresso imoral, ou este Congresso vai controlar o seu governo? Claramente, o que se vê é a cúpula do PMDB se blindando numa demonstração de que o que vem por aí nas delações vai fazer muito estrago. A continuar a blindagem a que estamos assistindo, será necessário irmos às ruas novamente. Se estamos nessa situação, foi porque deixamos a coisa correr solta. Mas que ninguém subestime a força das ruas. Onde estão os movimentos como o MBL, Vem pra Rua, MCC e outros, que nada dizem sobre a afronta deste Congresso que o tempo articula para se autoproteger e enfraquecer a Operação Lava Jato?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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LULA 2018

Alguém duvida? Sarney vice, Renan ministro da Justiça, Lobão e Jucá também no Ministério. Este será o resultado da omissão da nossa Justiça. O Supremo não julga os grandes bandidos que assaltaram a Nação e foram apontados por Cortes inferiores, incluindo os com processos no STF, como Renan e Jucá, que nunca foram julgados. Ou seja, nossa Justiça não impede quadrilhas de governarem o País. Certamente, teremos muitos criminosos concorrendo às próximas eleições e ocupando cargos em todos os governos. Este é o presente que nossa Alta Corte dá ao Brasil, que foi assaltado e arruinado por políticos dos quais o Supremo se recusa a nos defender.

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÕES

Membros da cúpula dos Poderes Executivo e Legislativo estão citados ou sendo investigados por supostos (como diz a mídia) atos ilegais. É claro que eles negam, dizem que tudo foi feito absolutamente dentro da lei, que confiam na Justiça e que estão à sua disposição. E 12 milhões de desempregados...

Geraldo Fonseca M. Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

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QUEM PODE IMPEDIR?

Como já cassaram - e, diga-se, corretamente - a nomeação de Lula e, agora, de Moreira Franco como ministros de Estado, será que não temos nenhum juiz capaz e/ou com coragem de vetar o sr. Edison Lobão, que é citado inúmeras vezes nas delações da Lava Jato, de assumir a presidência da Comissão de Constituição e Justiça?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

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ESCÁRNIO

É um escárnio como estes políticos desqualificados deste país afrontam nosso povo. Perderam o pudor definitivamente estes senhores, para não usar outros adjetivos que mais lhes caberiam nesta hora! Edison Lobão para a CCJ do Senado, Moreira Franco para o cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Alexandre de Moraes para o STF, e, ainda, Mariz rondando o Ministério da Justiça. Senhor, Temer, quanta desfaçatez! Temos de reagir, povo brasileiro! Eles querem aniquilar a Lava Jato.

 

Armando Favoretto Junior armandofavoretto@gmail.com

São José do Rio Pardo

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OPERAÇÃO ABAFA

Com as notícias veiculadas nesta semana, até agora, pode-se temer pelo futuro da Operação Lava Jato. De fato, nomeações que são sendo anunciadas pela imprensa, já confirmadas ou não, nos levam a pensar na hipótese de que o presidente da República e a base do governo no Senado vêm engendrando uma operação abafa em relação à Lava Jato. Começou com a indicação do agora ex-ministro da Justiça para a vaga no STF aberta com a morte do ministro Teori Zavascki, exatamente porque o presidente Temer queria alguém de sua confiança naquela Corte. Ontem o senador Edison Lobão (PMDB-MA) foi indicado pelo seu partido para presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, apesar de responder a inquérito no STF e da investigação sobre fraude na Petrobrás e desvio de verbas na Usina de Belo Monte, quando era ministro de Minas e Energia. A terceira frente está na nomeação do novo ministro da Justiça, em substituição a Alexandre de Moraes. O preferido pelo presidente seria o advogado criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, seu amigo, que fez críticas à Operação Lava Jato e ao uso que vem sendo feito da delação premiada. E a Polícia Federal é subordinada, no organograma do governo federal, ao Ministério da Justiça. Todas essas indicações, aliadas às atuações dos indicados, quando analisadas à luz da Operação Lava Jato, nos levam a duvidar do bom prosseguimento das investigações da Polícia Federal e da força-tarefa. A história nos mostra que tal fato ocorreu na operação italiana Mani Pulite (Mãos Limpas), que, apesar do êxito inicial, mais tarde, já longe dos holofotes da imprensa e do apoio da população italiana, acabou fracassando, exatamente pelas manobras do Executivo e do Parlamento italiano. A roubalheira aos cofres públicos, revelada até agora, não pode acabar em pizza. Muitos morreram nas filas dos hospitais, pela falta de verbas do governo com certeza desviadas pelos corruptos dos diversos governos, ao longo dos últimos anos.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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VERGONHOSO

É muito vergonhoso o desenrolar das novas nomeações de ministros que o presidente Michel Temer está fazendo. Será que Temer está fazendo essas nomeações só por capricho pessoal, por serem do mesmo partido, o PMDB, ou para dar a proteção de foro parlamentar, por exemplo, a Moreira Franco, envolvido na Operação Lava Jato? O presidente está perdendo uma ótima oportunidade de deixar passar o Brasil a limpo após a queda do PT pelo mesmo motivo que essas novas nomeações estão causando: uma sensação de desfaçatez com a população. Lamentável. Muito triste.

Eugenio de A. Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

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NOMEAÇÃO PESSOAL?

O presidente Temer deverá nomear o criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça. Paciência, já é praxe do presidente fazer nomeações polêmicas e não dar ouvidos à opinião pública. Não que o doutor Mariz não seja capaz, a sua história já provou o contrário. Mas, com a devida vênia do doutor Mariz, a maioria dos brasileiros tem os "dois pés atrás" com o nobre advogado, e motivos não faltam. No início do governo, ainda em exercício, Temer o convidou para a mesma pasta e o desconvidou logo em seguida; críticas à força-tarefa e às investigações da Lava Jato foram os motivos. Mariz mostrou-se contrário às delações premiadas, instrumento sem o qual hoje a Petrobrás e outros patrimônios nacionais estariam totalmente sucateados e ainda em mãos de bandidos. Assinou em janeiro do ano passado manifesto ao lado de mais de 100 advogados em que qualificava a operação como uma "espécie de inquisição", o que lhe rendeu críticas "do Oiapoque ao Chuí". Portanto, se Mariz for nomeado, será mais uma dúvida a averrumar a cachola dos brasileiros. A Lava Jato se sustenta ou está com os dias contados? Espero que a decisão "pessoal" do presidente não descontente o pessoal que vai às ruas.    

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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IMPEDIDO

Concordo plenamente com a leitora sra. Mara Montezuma Assaf (9/2). O dr. Antonio Claudio Mariz de Oliveira deveria ser considerado impedido de ocupar o cargo de ministro da Justiça, uma vez que ele é advogado de defesa de réus da Lava Jato, contrário à delação premiada e assinou um decreto em que qualificava a operação como um tipo de tribunal de inquisição (!).

Cleo Aidar cleoaidar@hotmail.com

São Paulo

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MEMÓRIA FRACA

Parece que o presidente Michel Temer tem memória fraca, pois já "desnomeou" no ano passado seu amigo Antônio Cláudio Mariz de Oliveira ao Ministério da Justiça e, agora, volta a insistir na mesma nomeação. O problema se deu pelas declarações do "desnomeado" contrárias à Operação Lava Jato e as suas investigações, além de defender vários políticos corruptos pegos com a "mão na botija". Como Temer andou trocando ideias com o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Ayres Britto, essa seria uma ótima oportunidade que o País aguarda. Quanto à obrigação moral que Temer afirma haver com Mariz, pode ficar para um futuro distante.  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                                             

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BECO SEM SAÍDA

Notícias da primeira página do "Estadão" de ontem (9/2/2017): Juiz suspende nomeação de Moreira Franco para ministério; TRE cassa mandato de Pezão e do vice; PF cita repasse de R$ 1 milhão a Maia. Pergunto: onde é que nós vamos parar?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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O STF E A LAVA JATO

O juiz Sérgio Moro retornou de merecido período de descanso e, de cara, já prolatou uma condenação de 8 anos e 4 meses de prisão contra o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, das campanhas presidenciais de Lula e Dilma, sentenciando também o ex-presidente da Sete Brasil  João Carlos de Medeiros Ferraz, o ex-executivo da empresa e também ex-gerente da Petrobrás Eduardo Musa e o lobista Swi Skorniki, além do ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, que está preso desde abril de 2015. Desde março de 2014 (quando foi deflagrada), a Operação Lava Jato já conseguiu mais de 120 condenações de investigados, a maioria sentenciada por Moro, da 13.ª Vara Federal Criminal de Curitiba. Já foram realizadas mais de 80 prisões preventivas e 100 temporárias, cerca de 200 conduções coercitivas, 730 buscas e apreensões, entre outros procedimentos contra a organização criminosa que ajudou a afundar o País sob os auspícios do desgoverno do PT. As penas, somadas, chegam perto de 1.300 anos! Em contrapartida, até o presente momento, foram abertas únicas três ações penais na Suprema Corte no âmbito da Lava Jato (!), sem que ali haja condenação alguma à vista - quiçá também "a prazo"! Com esses dados objetivos, ainda há quem diga que o jornalista José Nêumanne Pinto exagerou ao dizer - olho no olho do ministro Marco Aurélio, do STF, num programa de entrevistas da TV - que, caso fosse corrupto, "adoraria" ter foro privilegiado e ser "julgado" pelo STF. Como bem mostram os números, ele sabia muito bem o que dizia. Contra fatos não há argumentos. 

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo 

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ALONGADAS PRISÕES

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes criticou esta semana "alongadas prisões" na Lava Jato. Que tal se ele observasse a crítica da sociedade ao "alongado" tempo que o Supremo leva sequer para julgar uma denúncia? Prescrição é a meta? Impunidade é justiça?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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ONDE MORA O PERIGO

Sendo realista, pouco se pode esperar dos julgamentos da Segunda Turma do STF, composta por Gilmar Mendes (crítico das "alongadas prisões" da Lava Jato), Celso de Mello (contra as prisões após julgamento na segunda instância), Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski (pouco recomendados por suas atuações no mensalão). Só nos resta contar com a competência e a isenção do ministro Edson Fachin e a pressão e o clamor da sociedade, apoiados pelos meios de comunicação, para termos esperança de que este período de justiça, inusitado até então no Brasil, não seja interrompido. Basta de justiça tardia e só aplicada a quem não pode pagar advogados com seus recursos intermináveis! 

Francisco Paulo Uras francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

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O ANEURISMA DE EDUARDO CUNHA

É de estranhar a repentina preocupação do ex-deputado Eduardo Cunha com seu provável aneurisma cerebral. Pelo histórico apresentado por um dossiê quilométrico, esse aneurisma foi detectado em 2015, considerado de baixo risco e sendo aconselhados apenas exames semestrais para acompanhar sua evolução. Já que seu último exame data do início de 2016, se o caso fosse tão grave, por que negligenciou seu acompanhamento semestral, quando ainda não estava preso? Por que será que somente agora ele se lembrou do seu estado de saúde? Não tenha medo, Cunha, seu lugar por muito tempo ainda já está garantido em Pinhais.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

  

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A TESE DA DOENÇA

Só pode estar mesmo com aneurisma cerebral o Ilmo. sr. Eduardo Cunha, pois alegando em defesa que está doente e, ao mesmo tempo, negando-se a fazer os exames, só pode estar doente. Aliás, se eu fosse advogado dele, defenderia esta tese, pois está mais que comprovada a doença. 

 

Antonio Marcos Fernandes amfadvogado@uol.com.br

São Paulo

 

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TENHO ANEURISMA, MAS NÃO FAÇO EXAMES

E, quando perguntamos aos nossos irmãos portugueses se também contam piadas sobre nós, rapidamente respondem: e precisa?

Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri

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ESQUERDOPATAS COMEDIANTES

Viraliza nas redes sociais o clip de uma estudante tupiniquim, nos EUA, padecente de moléstia insidiosa conhecida como "esquerdopatia lulodilmista" aguda, que tentou impedir o juiz Sérgio Moro de fazer uma palestra na Universidade de Columbia, ao tentar ler, aos berros, sob os apupos da plateia, um desarrazoado e estúpido discurso de defensora do socialismo de galinheiro, ideologia que o PT tentou implantar no Brasil em dois nefastos governos. Não deveríamos mais estranhar essas bizarrices tupiniquins, principalmente após a alegação do "Grande Líder" de que recebeu R$ 30 milhões da Odebrecht por algumas palestras ministradas no exterior, não obstante o palestrante ser reconhecidamente semianalfabeto, inclusive pelo próprio.

Ruy Tapioca ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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MÃO NA CUMBUCA

A Receita Federal vai cobrar R$ 15 bilhões de políticos, empreiteiras, operadores de propina e outros envolvidos no esquema de corrupção na Petrobrás, investigados na Operação Lava Jato. Todos se dizem inocentes e, o que é pior, que o dinheiro que estava nos cofres públicos o gato comeu - até porque ninguém sabe e ninguém viu. Já os trabalhadores que pagam impostos em nosso país ficaram a ver navios.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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NOTA DO BNDES

Muita bondade do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em divulgar "nota" explicando as condições dos empréstimos do nosso dinheiro ao Grupo EBX, de Eike Batista. Agora só faltam JBS, Cuba, países africanos, Venezuela, entre outros. Aliás, pergunta-se novamente: por onde anda o sr. Luciano Coutinho?

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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EMPRESÁRIOS INDISPOSTOS

Financiamentos do BNDES em 2016 tiveram maior queda em 22 anos. Empréstimos foram 35% menos que no ano anterior. Isso vem demonstrar o otimismo dos empresários e também sua confiança no governo para investir no Brasil - e ainda temos de ouvir balelas e orelhadas afirmando que os índices de uma maneira geral vêm evoluindo para melhor. Imaginem se não estivessem?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MEDO DA LAVA JATO

Quem adivinhar por que o desembolso do BNDES caiu 35%, para R$ 85,3 bilhões, vai ganhar um doce. Quem disse que o motivo da queda do valor desembolsado foi por que não houve roubo nem desvio, por causa da ação constante e implacável da Operação Lava Jato, acertou. O "Estadão" de 1 de fevereiro trouxe dois fatores que explicam esse resultado: o primeiro é que, com a recessão, as  empresas suspenderam novos investimentos e deixaram de tomar empréstimos. Em segundo lugar, o BNDES ficou menor - além de não receber recursos do Tesouro, como parte do ajuste fiscal em curso no País, teve de devolver R$ 100 bilhões à União. Eu, particularmente, acho que o principal motivo da queda de 35% do desembolso do BNDES em 2016 foi por não ter tido roubo e desvio por medo da Operação Lava Jato.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CORPO FECHADO?

Como justificar que um indivíduo como Lula, pelo conjunto da obra que executou com o lulopetismo e o formidável assalto que executou no BNDES, de onde tirou mais de R$ 500 bilhões (US$ 156 bilhões) para empreiteiros envolvidos na Lava Jato construírem obras de infraestrutura em muitas ditaduras comunistas, enquanto mais de 3 mil dos municípios brasileiros não têm saneamento básico. Esse dinheiro o BNDES pegou do Tesouro Nacional à taxa de 12,5% e emprestou às empreiteiras à taxa de 6,5%. Como sempre, a diferença de 6% será paga pelo povo. Destruição da economia de uma nação que chegara à quinta economia do mundo, jogando no exército de desempregados mais de 12 milhões de trabalhadores e quebrando milhares de empresas brasileiras, este réu só não será trancafiado atrás das grades se, segundo a lenda, tiver, de fato, "o corpo fechado". Ou os movimentos sociais de esquerda estão inibindo a Justiça?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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ROBIN HOOD ÀS AVESSAS

Lula sempre teve medo de que as investigações chegassem ao BNDES. A força-tarefa que será criada para investigar os financiamentos do BNDES vai comprovar que, na era lulopetista, os pobres financiaram os ricos.

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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FORO PARA FUGIR DA CARCERAGEM

Em julho de 2016, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva virou réu por tentar obstruir a Operação Lava Jato. Em setembro do mesmo ano, Lula virou réu pelos crimes de corrupção passiva, ativa e lavagem de dinheiro, por ter recebido dinheiro da construtora OAS. No mês seguinte, Lula virou réu, acusado de corrupção passiva e de tráfico de influência em favor da empreiteira Odebrecht. Em dezembro do ano passado, Lula virou réu por crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, tráfico de influência e organização criminosa. O ex-metalúrgico, que coleciona denúncias em liberdade, teve a coragem de pedir ao STF que reconheça a nomeação dele como ministro da Casa Civil por Dilma Rousseff. Essa solicitação é, no mínimo, absurda!

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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A POSSE DE LULA

O pedido do ex-presidente Lula para que o STF corrija o "erro histórico" e o considere ex-ministro-chefe da Casa Civil no governo Dilma Rousseff é mais uma artimanha para depois ele entrar com um pedido de aposentadoria por ter sido ministro por um dia. Aguardem para ver.

Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano

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DEMANDAS

Lula tem tantas petições na Justiça que só falta agora requerer impunidade por viuvez...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ESPÍRITO SANTO

O que aconteceu no Espírito Santo com a greve da Polícia Militar (PM) não pode passar em branco, independentemente do resultado das negociações entre os familiares da PM e o governo estadual. Assim como médicos que, embora tenham pleno direito à greve, não podem se omitir ao atendimento emergencial - o que caracterizaria grave infração legal, ética e moral -, policiais militares não podem abandonar a segurança da população ao bel-prazer. É questão tão vital quanto a responsabilidade médica. O que a PM do Espírito Santo conseguiu foi conquistar o repúdio não só do Estado, mas de todo o País. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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GREVE IRRESPONSÁVEL

Como reféns da criminalidade. Agora, se a moda pegar, o seremos também pela ausência de policiamento, como nesta greve irresponsável e inconstitucional da Polícia Militar do Espírito Santo, que instalou o terror e o caos na Grande Vitória. Os números atestam já que, de apenas 4 assassinatos em janeiro último, agora, com a ausência de policiamento, foram 75 assassinados em somente três dias de fevereiro. Isso, além do enorme prejuízo que sofreu a economia local, da falta de atendimento nos serviços públicos essenciais, como escolas e postos de saúde, etc., e a onda de saques é generalizada no comércio. Até o transporte público precisou ser suspenso. Esta greve não tem embasamento legal, é inconstitucional. A desculpa destes militares que estão negando serviço à população é de que há três anos estão sem reajuste em seus proventos. Insensíveis à situação no País, estes policiais deveriam agradecer de joelhos que, graças a uma legislação anacrônica existente, servidores públicos, mesmo em meio a uma grave crise econômica, não podem ser demitidos. Diferentemente dos mais de 12 milhões de brasileiros do setor privado que estão desempregados. Se não fosse austero o governo do Espírito Santo, com a queda de arrecadação, tampouco em dia estariam os salários de seus servidores - diferentemente da humilhação que ocorre em Estados como Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Minas Gerais, etc., onde, além da polícia, todos os servidores recebem seus soldos com atraso e em até cinco parcelas. Espero que sejam expulsos da corporação os que promoveram esta estúpida greve.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos 

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TERRITÓRIO EM GUERRA

Perto de 100 mortos em 5 dias. Não foi na Síria, mas em Vitória, capital do Espírito Santo.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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VITÓRIA DA VIOLÊNCIA

A esquerda ortodoxa comandada pelo PT nestes últimos anos não dividiu o País em "nós" e "eles"? Pois então, a violência que está acontecendo em Vitória pode ser creditada a essa posição política ideológica ultrapassada. Não é de hoje, mas vem de longa data uma pregação irresponsável e mal intencionada de dogmas desagregadores da sociedade que culminam num liberou geral dos governos PT Lula e Dilma. Em 1994 vi pasmado um caminhão de cerveja acidentado sendo saqueado em Queluz, Rodovia Dutra, sem que alguém fosse socorrer o motorista. Os muitos que saqueavam eram proprietários de carros, portanto não eram pobres ou miseráveis. Exatamente no mesmo carnaval assisti de camarote ao resultado e sua eficiência do acordo de Brizola fez com o tráfico carioca para que durante o carnaval o Rio ficasse tranquilo, acordo que valia até meio-dia de quarta-feira de cinzas. No calçadão do Leblon, vi o relógio mudar de 11:59 para 12:00 e, neste exato momento, iniciar-se um imenso e inacreditável arrastão na praia. A vitória da violência brasileira se dá porque meteram fogo no circo. Muitos, em vez de construir um país, acreditaram numa revolução anacrônica e em nome de um fim deram corda a nossas piores qualidades. A catástrofe está em que a intenção foi absolutamente correta. Agora, como reverter o mal feito?

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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POLÍCIA MILITAR

Afinal de contas, a falta de policiamento no Estado do Espírito Santo está sendo suficiente para o povo entender o quanto precisamos de uma Polícia Militar? Por que aqueles jornalistas que tanto as criticam injustamente não tentam fazer a sua vez em policiar? Por que os petistas queriam acabar com a Polícia Militar, sucateando-a em vez de aperfeiçoá-la e prepará-la para um bom atendimento social e garantia da segurança pública? Talvez ela e as Forças Armadas estivessem atrapalhando o "golpe bolivariano" que já era tido como favas contadas, e para isso houve o maior rombo da República nos cofres públicos para garantir esse falido e desejado golpe, que foi abortado pelo povo brasileiro. A Venezuela é um exemplo vivo da atualidade, para quem quiser ver.

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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NA FRONTEIRA DA GUERRA CIVIL

A decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Estado do Rio de Janeiro de cassar o governador e seu vice por abuso de poder econômico e político, não obstante ainda caiba recurso, poderá ser uma luz no fim do túnel da penúria estadual. Um novo governo poderá ter mais força política para aprovar os projetos de contrapartida aos empréstimos federais na depauperada Assembleia Legislativa estadual fluminense. O Estado está no fio da navalha e pode chegar ao ponto que chegou o Estado do Espírito Santo, na fronteira da guerra civil. A criminalidade está em alta, dominando os territórios e encurralando a população. Se não acontecer um milagre, não sei o que será dos cidadãos.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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