Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2017 | 03h05

ESTADO DA NAÇÃO

Conjuntura Nacional

Na época da inauguração, a estátua de Arariboia em Niterói recebeu um título jocoso, “Conjuntura Nacional”: da cintura para baixo representa o povo, de tanga, e da cintura para cima, o governo, de braços cruzados. Por isso até quiseram mudar a posição dos braços da estátua e só não o fizeram por causa do protesto do escultor, que disse que braços abertos não são gesto de índio. Agora, no século 21, essa denominação se mostra adequada para representar a situação atual no Espírito Santo. Há uma semana sua capital, Vitória, se encontra com as atividades econômicas e sociais paralisadas diante da violência do crime, que já matou mais de cem pessoas, enquanto a Polícia Militar está em greve (sic) e os governos estadual e federal, imobilizados, sem terem adotado medidas urgentes para regularizar a situação.

ROLDÃO SIMAS FILHO

rsimasfilho@gmail.com

Brasília

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A quem aproveita?

Quem gosta de se aproveitar do caos social? Greve de policiais, quebra-quebra urbano e intervenção militar, justamente num Estado que estava pondo as contas em dia e cujo sistema carcerário chegou a ser considerado modelo. Não é de estranhar?

SERGIO S. DE OLIVEIRA

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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Caos urbano

As fotos de manifestantes na cidade do Rio de Janeiro usando rojões enfileirados, estilingues, e com o rosto coberto dá a plena certeza de que a maioria não é de funcionários públicos descontentes, e sim, de pessoas muito bem treinadas para o enfrentamento com a polícia e a provocação de desordens. Não podemos esquecer as ameaças proferidas pelo PT e seus apêndices durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. Eles deixaram bem claro que, caso houvesse a destituição da presidente, iriam incendiar o País.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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Paraíso sinistro

Brexit, golpe, Sergio Moro, Donald Trump. Depois de tanta notícia negativa, enfim uma boa-nova para a esquerda: a greve da Polícia Militar (PM) do Espírito Santo. A companheirada toda deve estar fazendo as malas para desfrutar esse paraíso que virou o Estado capixaba, sem a PM opressora, fascista, racista, truculenta, despreparada...

GERALDO MAGELA XAVIER

gsilvaxavier@bol.com.br

Belo Horizonte

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Lava Jato

As mais suspeitas nomeações, indicações, escolhas, eleições para cargos-chave, encadeadas numa sucessão rapidíssima e entrelaçadas com as más intenções dos principais interessados em manter as mãos sujas poupadas e com o objetivo escancarado de sufocar e subjugar a Polícia Federal e o Judiciário de primeira instância (atualmente o único confiável). Bandidos de colarinho branco agindo com a desenvoltura que não existe quando o interesse é do País e do povo. Onde estão as bandeiras e camisetas verdes e amarelas? Desbotaram? É hora de nos espelharmos no povo da Romênia e inundar as ruas exigindo limpeza na vida pública, ou teremos trocado só as moscas do bolo, tão ávidas e infectas como as anteriores e sobreviventes do mesmo ecossistema espúrio. Ninguém mais “vem pra rua”? Ninguém se movimenta para ver o “Brasil livre”? Ou foram cooptados? Preservar a Lava Jato a qualquer custo é preciso, pelo futuro deste belo país, tão enfeado pela súcia.

RICARDO HANNA

ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

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Padrão

O problema não é um país ficar sem governo, mas que tipo de governo temos. O governo Temer segue o mesmo padrão do governo PT. A combinação PT-PMDB foi o pior acontecimento político da História do País.

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

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JUSTIÇA

Garantismo relativo

O editorial O perigo do direito autoritário (7/2, A3) faz críticas ao procurador da República Deltan Dallagnol, quase todas absolutamente pertinentes, sob a alegação de que muitas das atitudes que ele toma “tentam consagrar no Brasil o direito autoritário”. É verdade que no transcorrer da operação de que participa muitas vezes ele tem exagerado, mas isso pode ser atribuído à jovialidade, ao entusiasmo e falta de maturidade quando se apresenta como o “cavaleiro da cruzada contra a corrupção”. Acontece, porém, que não aparece ninguém mais maduro, experiente e ponderado para combater uma legislação que, se não pode ser acusada de garantir a impunidade, mostra evidências de dificultar ao máximo a punição de notórios e conhecidos criminosos de colarinho branco, que gastam em sua defesa verdadeiras fortunas, sabe-se lá como obtidas. Mas no ponto central da crítica, que podemos resumir como o hipergarantismo dos réus nos processos que sofrem, não me parece que o que o jovem pós-graduado em Harvard defende seja descabido. Os fatos recentes demonstram não ser verdade que “para condenar uma pessoa num processo penal o juiz precisa ter certeza de sua culpabilidade”. Quantos casos existem em que o réu é condenado sem que haja provas para garantir 100% de certeza de sua culpabilidade? Todos os dias decisões são tomadas nos tribunais sem que essa condição esteja presente.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

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São Paulo

‘Silêncio cúmplice’

Causou-me estranheza o editorial com o título acima (9/2, A3). Como combater um crime tão bem planejado e de difícil solução, por vias normais de investigação, se não forem usadas todas as artimanhas e as armas e armadilhas usadas pelos próprios investigados? Todo brasileiro sabe que nas entranhas governamentais, legislativas, judiciárias e empresariais existem, tristemente, pessoas que não estão voltadas para o bem comum, mas sim para seus próprios interesses. Como sairemos do lodaçal político-administrativo que inundou o País se não forem tomadas providências surreais, senão aquelas que norteiam os investigadores e juízes da Lava Jato? Como cidadãos inclusos na difícil situação econômico-financeira e social vigente, temos de dar guarida a quem se disponha a enfrentar juridicamente, com novos aprendizados, leis penais que não se coadunam com as realidades do nosso mundo atual. Estamos no século 21, caiu o Muro de Berlim, bem como as torres gêmeas, esfacelou-se a União Soviética, sai a Inglaterra da União Europeia, morreu o Fidel, o PT está na corda bamba e o Trump é o novo presidente do EUA. Nosso país tem de ser passado a limpo, mesmo que seja por truques ou mágicas.

ALOISIO DE LUCCA

aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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“Moreira Franco, Edison Lobão, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia e advogado contra a Lava Jato? Sr. Temer, os coxinhas vão ter de voltar às ruas para o ‘poder central’ entender?”

TANIA TAVARES / SÃO PAULO, SOBRE A ESTIRPE DOS ALIADOS DO ATUAL GOVERNO FEDERAL

taniatma@hotmail.com

 

“Ser citado na Lava Jato virou credencial”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

OLHO VIVO

Em setembro do ano passado, deputados federais tentaram votar Projeto de Lei (PL) com a intenção de se livrarem das punições da Operação Lava Jato e anistiar o caixa 2, sorrateiro meio de arrecadação. A proposta foi incluída "depressinha" na pauta, na calada da noite, e só não foi aprovada porque a tramoia foi descoberta a tempo. Cinco meses depois, agora na parte da manhã, mais uma tentativa indecorosa para blindar partidos foi descoberta. O projeto proibia o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de punir legendas que tiveram as contas rejeitadas, ou aqueles que não prestaram contas de seus gastos. Após repercussão negativa, o trecho que tolhia os poderes do TSE foi retirado e a votação da matéria foi adiada para outra data. Parlamentares que votaram prévia e favoravelmente nos dois projetos, ao serem questionados sobre os lamentáveis episódios, a resposta mais clara que se ouviu foi o clássico "veja bem", o resto, um emaranhado de desculpas esfarrapadas. Alterou-se o modus operandi, da noite para o dia, mas a imprensa e as redes sociais estão 24 horas de plantão e de marcação cerrada nas traquinagens do Congresso Nacional. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí 

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LAVANDERIAS

Qual a necessidade de um Tribunal Superior Eleitoral, se os partidos políticos estão acima de qualquer legislação, não prestam conta financeira, tributária e nem como instituição civil prestam contas à sociedade brasileira? Os partidos políticos "geram" seus próprios balanços, "criam" seus próprios registros, inventam suas próprias "verdades" de "doações legais" e, dessa forma sórdida, se tornam as instituições "mais honestas do mundo", porém são protegidas lavanderias de dinheiro sujo de todas as fontes ilegais.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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CHAPA QUEIMADA

Luiz Fernando de Souza Pezão teve seu mandato de governador cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Rio de Janeiro, por abuso de poder econômico e político. Pezão teria recebido doações para a campanha política em troca de contratos administrativos milionários. Pezão foi secretário de Obras de Sérgio Cabral. O vice-governador e colega de chapa, Francisco Dornelles, está em situação semelhante. Dornelles foi ministro da Fazenda de José Sarney, ministro do Trabalho de Fernando Henrique Cardoso, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio de FHC, senador e deputado federal. Pelo visto, essa chapa não se contentou apenas em arruinar a situação financeira do Estado fluminense.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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IMPASSE

Não adiantará a realização de novas eleições apenas para o Executivo no Rio de Janeiro, após a cassação da chapa Pezão/Dornelles. A Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro está sitiada e em conflito permanente com a sociedade. A inviabilidade político-jurídica de convocar novas eleições legislativas vai determinar um grave impasse político-administrativo, com graves consequências sociais para aquele Estado.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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EM BUSCA DO PÉ GRANDE

Os norte-americanos e os canadenses têm certeza de que existe uma criatura apelidada de Pé Grande que habitas as florestas dos dois países. Até hoje não se conseguiu nenhuma foto dele, então sugiro que corram para o Brasil e tirem fotos do governador afastado do Rio de Janeiro, Pezão. Devem ser rápidos, pois essa criatura em breve só poderá ser vista em cativeiro.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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VIOLÊNCIA NO ESPÍRITO SANTO

  

O Estado do Espírito Santo está sem a Polícia Militar nas ruas e com graves consequências. No Rio de Janeiro há um movimento nesse mesmo sentido. As queixas dos policiais militares são similares em todo o território nacional. Em São Paulo, mulheres, maridos e filhos de militares marcam para a próxima quarta-feira um ato na frente do Palácio dos Bandeirantes. Seria interessante o governador ter uma proposta concreta para diminuir a tensão dessas famílias, que não recebem nem a reposição dos índices inflacionários e há praticamente duas décadas sofrem com as políticas de recursos humanos aplicadas pelo governo. A reposição da inflação anualmente é determinada pelo artigo 37 da Constituição federal, mas não é cumprida. Antes de militares submetidos aos regulamentos, esses homens e mulheres são seres humanos que não suportam ver suas famílias passando privações e se envergonham de não ter o suficiente para lhes garantir o sustento, o estudo e as condições básicas. Durante anos, recorreram aos empréstimos consignados para complementar seus salários, mas hoje muitos não têm mais margem para emprestar. Aí bate o desespero, principalmente na mulher, que vê o marido dar toda a sua energia e esforço e, mesmo assim, não poder honrar seus compromissos. O momento é grave. Aguarda-se que os governadores tenham sensibilidade para o problema e, mais do que autoridade, demonstram ter elevado espírito público. 

                 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

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ESPÍRITO SANTO

Sr. presidente, o que está acontecendo no Espírito Santo é "o amor por princípio, a ordem por base, e o progresso por fim"?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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DIREITO DE IR E VIR

Os inúmeros problemas que o País está enfrentando com o legado dos 13 anos dos governos petistas estão torturando a população brasileira nos moldes do que acontece em maior escala na Venezuela. No descalabro político e econômico imposto à Nação, a falta de ética generalizada é alimentada pela ignorância do próprio povo. O exemplo dramático deste status quo está na conduta dos familiares que impedem a passagem dos policiais militares que precisam trabalhar. Essa atitude deve suscitar a aplicação da lei do direito de ir e vir e fundamentar a prisão daqueles que estão causando o transtorno com assassinatos e assaltos do Estado do Espírito Santo. Simples assim!

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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TAPANDO O SOL COM PENEIRA

Que ninguém se engane, a violência que explode no Espírito Santo - e que Deus não permita se espalhe para outros Estados - nada tem que ver com a greve da polícia. É um claro reflexo da deterioração econômica, política e social em que o Brasil está mergulhado, pura e simples!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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HERANÇA MALDITA

Caso os acontecimentos do Estado do Espírito Santo se espalharem por outros Estados, estaremos diante de uma guerra civil! Uma herança maldita do PT.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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PRIMEIRO EU

O País passando por sérias dificuldades econômicas, sociais e de segurança, dentre outras, e os nossos políticos fazendo incursões para resolver, em primeiro lugar, seus próprios interesses. O ministro da Justiça Alexandre de Moraes se afastou da pasta para excursionar pelos 83 gabinetes dos senadores federais, enquanto no Espírito Santo o caos impera. Edison Lobão irá presidir a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, para se autodefender, extensivo aos seus pares, e assim por diante. Já pela defesa do País ninguém se interessa. Que barbaridade!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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NO SENADO

Quando se veem nos jornais fotos de políticos como os integrantes da CCJ do Senado, presidida pelo senador Lobão e tendo entre outras excelências os senadores Jader Barbalho, Valdir Raupp, Eduardo Braga, Lindbergh Farias, Aécio Neves, Renan Calheiros, Fernando Collor, Humberto Costa e Gleisi Hoffmann, a sensação é de estar diante de um prontuário policial de perigosos meliantes. A mesma desagradável sensação temos ao ler as seções jornalísticas diárias sobre política nacional. Poupar os leitores de tanta falta de compostura e de moralidade é tarefa impossível para os meios de comunicação social.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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LAVA JATO NA CCJ

Em seis minutos a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) elegeu, por aclamação, o senador Edison Lobão para o seu comando. A comissão mais importante do Senado tem ainda cinco titulares e cinco suplentes com problemas na Lava Jato. O que se deveria esperar é que esses congressistas usassem a CCJ para lá, e não de lá, se defenderem das acusações. Por tudo isso não é exagero se pensar que houve uma injustiça nessa escolha do presidente, pelo método que esta sugere: Lobão tem dois inquéritos na operação Lava Jato e, como Renan Calheiros, tem nove investigações abertas, o mais bem colocado da turma, deveria por mérito presidir a comissão.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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TROCA DE FACÇÕES

Comissão de Constituição e Justiça do Senado instalada com dez senadores investigados entre os 27 titulares e 27 suplentes; Moreira Franco com status de ministro, para obter foro privilegiado. Detesto a comparação, mas parece que nesta imensa favela (oh, desculpe, "comunidade") houve apenas uma troca de facções: saiu o Comando Vermelho, que foi expulso das "bocas", e entrou em seu lugar o PCC, Primeiro Comando Corrupto. Só que neste favelão a luta pelo controle é bem mais complicada do que a que ocorre nos morros e complexos. Aqui, traficantes (de influência) agem em comum acordo com os outros tipos de bandidagem, e, na verdade, nem há muito conflito entre as duas facções, já que todos dividem os lucros dos "pinos" da propina. Eles apenas fingem trocar tiros, esperando as próximas eleições para ver quem dominará as melhores "bocas". Alguns cairão, mas será apenas por causa das balas perdidas deste falso tiroteio.

 

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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TUDO DOMINADO

A corrupção há muito tempo integra o governo brasileiro, desde os tempos imperiais. Mas com o retorno do voto direito a coisa aumentou de tal forma que até para cargos muito importantes os indiciados, réus e corruptos, estão galgando postos-chave. Agora foi a vez da CCJ. O presidente e outros senadores (10 dos 13) que irão inquirir Alexandre de Moraes na sabatina para ele ocupar o Supremo Tribunal Federal estão sendo investigados na Lava Jato. Até quando gente desta espécie continuará dominando o Brasil?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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MOVIMENTOS DE RUA

Aos senhores líderes das mobilizações da população, especialmente ao sr. Cheker: 1) por onde andas, pois não se ouve sua voz sobre o escárnio na formação da CCJ do Senado? 2) Igualmente no que se refere à nomeação de Moreira Franco, para blindagem em foro privilegiado? Lembre-se do ditado popular "quem cala consente". O sr. foi um dos responsáveis pelo movimento para escorraçar a antiga cambada de corruptos do poder; e, agora, silêncio total, nada se faz? Ou quando os atos são de profissionais da corrupção são admitidos pelos mobilizadores dos "movimentos de rua"?

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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REDUTO DA CANALHADA

Devagar e aos poucos, a canalhada, verdadeira escória da política brasileira, tais como Romero Jucá, Moreira Franco, Edison Lobão, Rodrigo Maia, Renan Calheiros e tantos outros mais, se reúnem nas sombras do Palácio do Planalto, bem ali, no Planalto central, todos sob os olhos e a proteção do presidente Michel Temer.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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INTERESSE NA IMPUNIDADE

 

Quando as notícias representam ações coerentes, merecem anotações dos leitores. Assim, a cobrança pela Receita Federal de R$ 15 bilhões dos envolvidos na Operação Lava Jato, sem dúvida, demonstra a atuação da Justiça tributária esperada para aqueles que assaltam, em benefício próprio, os cofres públicos e ficavam, até pouco tempo atrás, impunes. De outro lado, a suspensão da nomeação de Moreira Franco (PMDB-RJ) do cargo de ministro da Secretaria-Geral da Presidência, pelo magistrado Eduardo Rocha Penteado da l4.ª Vara Federal de Brasília, é coerente, porquanto a nomeação coloca o investigado pela Lava Jato na situação de contar com foro privilegiado, e só poder ser julgado pelo STF. Com Lula foi assim também. Recorde-se que Moreira Franco é sogro de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, completando o círculo de interessados na impunidade.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TEM JEITO

No caso Moreira Franco, só faltou o "Bessias" do episódio da nomeação de Lula como ministro da Casa Civil. De resto, tudo igual. Culpado dessa imoralidade? O STF, que se senta sobre os processos, aguardando-os prescrever. Este país tem jeito? Tem, o povo nas ruas e os juízes que vêm se destacando pelas decisões que tomam de olho na sofrida população. 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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CARNAVAL NO RIO

Moreira Franco teve a nomeação suspensa; o TRE cassou o mandato de Pezão, no Rio; a Receita cita repasse ilegal de Rodrigo Maia (DEM-RJ); o ex-governador Sérgio Cabral já é inquilino de Bangu. Talvez agora, e com todo o respeito, nossos irmãos cariocas entendam a importância do voto, mesmo porque a eleição não pode ser um carnaval antecipado.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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NOVOS CRITÉRIOS

Nomeações deveriam obedecer a critérios éticos e técnicos, deixando, inclusive, de ser uma atribuição política. Sob nova ótica, líderes partidários aliados, investigados ou citados na Lava Jato, por exemplo, não assumiriam quando indicados e nem poderiam sugerir nomes para cargos estratégicos no país, mesmo que através da Presidência da República. Probidade, capacidade e independência são pré-requisitos inegociáveis, porém, o corporativismo político insiste em usurpar competências, arvorando-se como entidade onisciente, onipresente e onipotente na defesa dos próprios interesses.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ENQUANTO ISSO, NA ILHA DA FANTASIA

"Esquenta não, Moreira Franco", diria Temer. É tudo inveja e intriga da oposição. Criamos dificuldades para vender facilidades. Seu foro privilegiado está no "papo". E não se fala mais no assunto! 

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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PAX BRASILIANA

Pax romana era a paz imposta pela nação mais forte (Roma) sobre os povos derrotados. E o que é Pax Brasiliana? É quando, como sempre acontece no Brasil, os poderosos de Brasília ganham e o povo brasileiro se cala com o rabo entre as pernas. Como assim? Vejamos alguns exemplos práticos: Eduardo Cunha não faz delação premiada e deve ser solto com habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), Edison Lobão, sob aplausos, é nomeado para presidir a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, etc. O resto virá na sequência. Precisa de mais sinais para concluir que as rédeas do poder continuam firmemente nas mesmas mãos que nunca largaram delas e que não há nada mais a temer para quem as detém? O brasileiro pode não ter compreendido, mas, para estes senhores, a Operação Lava Jato já se tornou mais um caso superado. E o destino de tudo o que se descobriu será cair e caducar antes de surtir qualquer efeito. 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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A ESCOLHA

A manchete da "Coluna do Estadão" de terça-feira (7/2), "Governo queria aliado fiel dentro do Supremo", é suficiente para demonstrar quão absurdo é o critério da escolha de um ministro para o Supremo Tribunal Federal. O dr. Alexandre de Moraes foi escolhido porque é filiado ao PSDB e é de confiança do presidente Michel Temer. Em que pese o seu currículo, amplamente divulgado pela imprensa, ele jamais exerceu o cargo de juiz. Também foi um nome muito bem recebido pelo Senado, que deverá sabatiná-lo e aprová-lo, sem dúvida nenhuma. A escolha não chamaria tanta atenção, não fora a Operação Lava Jato. Com tantos nomes de membros do Executivo e do Congresso Nacional relacionados nas delações premiadas, a começar dos próprios presidentes desses Poderes, é inevitável que se pense sobre as vantagens que advirão de um ministro afinado com o atual governo. Assim, é oportuna a análise de Rubens Gleizer e Lívia Guimarães, da FGV Direito, publicada no "Estadão" esta semana e que diz: "No atual contexto político, de conflito entre Poderes e da Operação Lava Jato rondando o topo do mundo político, é preciso, antes de tudo, de mais transparência e controle popular". E este é ponto crucial, do absurdo critério para a escolha de um novo ministro para o STF. Faz-se urgente uma radical mudança de tal escolha. Não tem lógica o atual critério, em vista da importância e do poder que tem um ministro do Supremo. Espero que o dr. Alexandre de Moraes seja o último indicado pelo atual critério. Se o Estado brasileiro é organizado em Três Poderes, o Executivo, o Legislativo e o Judiciário, não tem nenhum sentido este último depender diretamente da decisão dos outros Poderes na escolha de seus membros.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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INTERESSES COMUNS

O juiz Dias Toffoli, do Supremo, apoia a indicação de Alexandre de Moraes para a Corte. Não é para menos, é mais do mesmo que já vimos e igualmente vergonhoso! Estamos nas mãos da mesma quadrilha, esta é só uma gangue dissidente, mas negociando interesses comuns.

Oscar Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

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ENCENAÇÃO

Um grupo de senadores fez uma "sabatina informal" com o ministro licenciado da Justiça, Alexandre de Moraes, a bordo de um barco em Brasília. Sabatina informal em "barco" (10/2, A5)? E a próxima, será na calada da noite no Congresso Nacional?

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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O QUE RESTOU

Era uma vez um governo formado pela coalizão de bandidos "com ideologia" e bandidos. Um dia os bandidos "com ideologia" foram afastados. 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto

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AÉCIO E O POUSO FORÇADO

Depois de Eduardo Campos, Roger Agnelli e Teori Zavascki, os "maus ventos" quase pegaram Aécio Neves. Lula deveria emprestar um dos jatos de sua frota para viagens mais seguras...

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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O AVIÃO DE AÉCIO NEVES

Parece que políticos devem evitar aviões particulares!

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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O ENCONTRO DE TEMER E MACRI

Sobre o editorial "O fiasco de Temer e Macri" (9/2, A3), na verdade, eu diria que, além do fiasco de Temer e Macri, o encontro bilateral desta semana foi uma notável expressão de covardia de José Serra, nosso inverossímil ministro das Relações Exteriores. Quando na oposição, vivia a criticar o Mercosul, pregando mesmo a sua extinção para dar ao Brasil a oportunidade de negociações bilaterais com os Estados Unidos e a Europa. Agora, virou cordeirinho. Pior, da Argentina, não do Brasil. E precisa aprender a falar direito o espanhol, que, segundo Temer, é tão ruim que o mandou falar Português durante o encontro. É que ele não conhece o inglês dele.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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'EUA: O NOVO EMERGENTE?'

Em artigo de quarta-feira (8/2, B2), Monica de Bolle argumentou que o desmonte da Dodd-Frank aumentaria o risco de o sistema financeiro americano recriar uma crise semelhante àquela de 2008. A bela Monica se esquece de que no cerne daquela crise existiu um sistema de corrupção e fraude desenfreada que se espalhou desde os tomadores de empréstimos até os investidores. Para diminuir radicalmente o risco sistêmico do sistema financeiro americano, basta colocar todos os diretores gerentes responsáveis financeira e criminalmente em caso de falência de banco por gestão fraudulenta ou temerária, exatamente como acontece no Brasil. Só nos EUA o camarada quebra um banco e atravessa a rua para trabalhar em outro banco no dia seguinte. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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TRUMP

Se Donald Trump tenta mostrar aos EUA e ao mundo a que veio, as Cortes americanas demonstram por sua vez solidez e coerência ao barrar o projeto insano e xenófobo do presidente de proibir a entrada de cidadãos de países de maioria muçulmana. Trump não termina o mandato. Façam suas apostas. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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DESEQUILÍBRIO EMOCIONAL

Donald Trump, porque tem um império econômico, acha que pode ser imperador dos Estados Unidos. Escolheu o país errado no pior momento de sua política externa.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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PICHAÇÃO

Recado ao nosso prefeito, João Doria: na Rua da Consolação (altura dos prédios 2100 a 2200, sentido bairro) existem horríveis pichações nas laterais e nas frentes dos prédios existentes, enfeiando toda a região! Vamos apagá-las, sr. prefeito? A cidade agradece!

Alberto Salzstein asalzstein@terra.com.br

São Paulo

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PATRIMÔNIO PÚBLICO

São Paulo está com aspecto sujo por causa das pichações. Se apenas um morador de nossa cidade não concordar em que o patrimônio público, que é de todos, seja pichado, isso deve ser proibido. Há pessoas que moram na cidade e concordam com as pichações, então, como o patrimônio público não pode nem deve ser pichado, ofereçam essas pessoas a frente de sua casa, que os pichadores terão imenso prazer em pichá-la.

 

Carlos Alberto Duarte carlosadu@yahoo.com.br

São Paulo 

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UM NÃO-PROBLEMA

Sou paulistana e, óbvio, quero minha cidade limpa. Mesmo que tão cinza quanto seu horizonte poluído. Mas isso não é prioridade. Há tantas questões mais importantes do que decidir o que é arte e o que é sujeira visual - pichações. Mas muita coisa mesmo. A arte é importante, claro, mas desnecessário todo este espaço que as mídias deram ao fato da "limpeza da cidade". Se era construção de um ambiente visual polido ou se era destruição de arte. Que se dane, isso é um não-problema para os doentes, os estudantes, as vítimas de crimes violentos contra a vida ou contra o patrimônio. E também é "nada" diante dos vencimentos e demais gastos feitos pela Câmara Municipal, abusivos e muitas vezes ilicitamente utilizados. Prender pichadores é importante? Desde sempre. Então por que só agora virou notícia? Hipocrisia midiática, política e social. Então chega. Deu. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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FALTA DE REMÉDIOS

Quando assumiu a Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), o sr. João Doria já conhecia todos os problemas que enfrentaria. No lugar de tomar medidas emergenciais para abrandar o descaso que recebeu, ele passou os primeiros 40 dias de sua gestão brincando e realizando seu sonho de infância de passear fantasiado pela cidade acompanhado por toda a imprensa. Enquanto isso, os munícipes sofrem, em especial os idosos que dependem dos remédios distribuídos pela rede pública. Dos dez remédios de uso contínuo que eu e minha mulher, em conjunto, tomamos, consegui apenas dois na quinta-feira (9/2), no posto que frequento. No lugar de efetuar uma compra emergencial para abastecer as farmácias, ele passou o mês convencendo os laboratórios a doar alguns dos remédios, como se a PMSP fosse o seu "Lide". Pare de brincar e comece a governar a cidade de São Paulo, como seus eleitores ou não esperam que faça. Espero que meu voto não tenha sido para eleger um fanfarrão.

Maurício Lima mapeli@uol.com.br

São Paulo

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INSTITUTO BUTANTÃ

É surreal que uma pessoa capaz de transformar um grave prejuízo em lucro seja inviabilizada em suas funções por manobras regimentais internas a ponto de se demitir. É exatamente o que ocorreu no Instituto Butantã. Ao sair, o gestor responsável por uma façanha, nesta instituição ícone paulista e brasileira, pela relevância e abrangência, fez graves acusações sobre práticas indevidas que não podem ser desprezadas. A motivação para as manobras é simples: o controle hegemônico de um orçamento de R$ 1 bilhão e aportes financeiros adicionais relevantes. Além do prejuízo causado à instituição pela perda de capacitação administrativa, este caso se tornará um case de má gestão em escolas de Administração se não forem tomadas providências que revertam mais este exemplo negativo.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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AMEAÇA ÀS FLORESTAS

Projeto quer reduzir em 65% a floresta demarcada por Dilma Rousseff. As florestas protegidas que serão reduzidas estão todas localizadas numa das áreas mais sensíveis da Amazônia, na região sul do Estado do Amazonas, fronteira com Mato Grosso e Rondônia. Pelo novo projeto de lei, as áreas protegidas, que hoje somam 2.697 milhões de hectares, serão reduzidas para 1.772 milhões de hectares. Imaginem só o descalabro do absurdo, da vergonha e da total falta de bom senso. Como sempre, a politicagem, os interesses, as vantagens e os benefícios sempre na frente da honestidade, da lisura e da boa conduta. Os parlamentares do Amazonas entregaram o texto do projeto de lei ao ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, que pretende encaminhar a iniciativa ao Congresso Nacional como sendo uma proposta do governo. Simplesmente vergonhosa, indecente e absurda a atitude, o que vem a comprovar cada vez mais que nada mudou, e, se mudou algo, foi só para pior, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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