Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2017 | 06h39

BRASIL VISTO DE BRASÍLIA

O dilema de Temer

A recente elevação do então secretário Moreira Franco ao status de ministro para livrá-lo das garras do juiz Sergio Moro, concedendo-lhe foro privilegiado, a indicação feita por Michel Temer de seu aliado político Alexandre de Moraes para a vaga de ministro do STF, sem falar no senador Edison Lobão, aliado do presidente citado nas delações da Lava Jato, comandando a Comissão de Constituição e Justiça do Senado, com mais dez senadores igualmente suspeitos, e para completar, outro aliado, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, acusado pela Polícia Federal de ter recebido R$ 1 milhão de propina. Tudo isso me remete a Hamlet, pois, muito mais do que no Reino da Dinamarca, há algo de podre na República do Brasil. Muito se tem criticado essa insistência do presidente Temer em nomear e se cercar de políticos com currículo comprometedor. Editorial desse jornal (10/2, A3) enfatiza que os ideais de companheirismo e amizade parecem unir o presidente a alguns políticos. Acho que estão esquecendo a lavagem cerebral do governo lulopetista na classe política, oficializando uma corrupção que, embora existisse desde os tempos de Cabral, era, ao menos em teoria, exceção, e não a regra. Uso e costume sempre justificaram os comportamentos através dos tempos, tornando aceitáveis atitudes condenáveis, e vice versa. Num país onde as campanhas eleitorais são caríssimas e o então líder popular e ex-presidente Lula proclamava que caixa 2 não é crime – afirmação que parece ter sido acolhida pelo Judiciário, pois a Ação Penal 470 o eximiu de qualquer responsabilidade –, fica muito difícil encontrar um político que, sob as premissas da lei e da moral, não possa ter seu mandato questionado por uma opinião pública cada vez mais indignada. Daí, em nome de uma recuperação econômica que já se delineia no horizonte, ou fechamos os olhos ou evacuamos Brasília. Pois o dilema de Temer, se não é maior, é mais premente que o de Hamlet: ser ou não ser condenado, eis a questão.

RICARDO D. DE CAMPOS SALLES

dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal

Inquérito contra Maia

O presidente da Câmara dos Deputados não poderia ter sido candidato à reeleição; como foi candidato, não poderia ter sido reeleito por seus pares; como foi reeleito, não deveria ter tomado posse; como tomou posse, o Supremo Tribunal Federal deveria afastá-lo imediatamente das funções e determinar a convocação de nova eleição para a presidência daquela Casa Legislativa.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

Procura-se um estadista

O presidente Michel Temer perdeu uma excelente oportunidade de mostrar a que veio e atuar como líder da Nação. Na crise de segurança pública que atinge o Espírito Santo se limitou a acionar o ministro da Defesa, que logo depois se ausentou do País. Em entrevista coletiva anunciou que tropas das Forças Armadas e a Força Nacional seriam mobilizadas para aquele Estado. E o que se viu foi o envio de meros 1.300 homens, contingente irrisório para enfrentar a crise. Estava o mandatário maior da República mais preocupado em proteger um companheiro de partido de um processo que deve estar a caminho, vindo de Curitiba. O atual presidente notabilizou-se, em sua carreira pública, por atuar nos bastidores, nas sombras, sem vivência ou experiência em liderar crises e situações difíceis que exigem a ação forte de um líder. E o que se viu foi ausência, omissão e descaso pelo povo capixaba, na essência, um desrespeito à Nação. Diz o ditado que o exemplo vem de cima, então, desse senhor não se pode esperar muita coisa. Ao povo restam as eleições, para se livrar de políticos dessa estirpe.

BRAULIO ROCHA SIQUEIRA

braulio.rs@hotmail.com

Volta Redonda (RJ)

Fisiologismo

Não nos devemos !

FREDERICO FONTOURA LEINZ

fredy1943@gmail.com

São Paulo

Ministério da Justiça vago

No seu artigo No fio da navalha (10/2, A2), brilhante, como sempre, Fernando Gabeira, já ao final, levanta uma questão que merece uma reflexão maior. Ele diz: “... num país onde tudo isso acontece e o ministro da Justiça pede demissão para se preparar para uma sabatina no Senado, realmente, vivemos em múltiplas realidades paralelas”. Ora, só existia o nome de Alexandre de Moraes para ser indicado ao STF? Era hora de deixar o cargo de ministro da Justiça vago? E se o cargo de ministro da Justiça é meramente figurativo, então, pra que ministro da Justiça? Parece-me que o governo, e não apenas o atual, carece de uma consultoria que seja capaz de evitar erros tão ridículos e tão perniciosos para toda a Nação.

LUIZ G. TRESSOLDI SARAIVA

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

Ler o artigo do jornalista Fernando Gabeira me fez refletir não só sobre a crise que o Estado do Espírito Santo vive, mas sobre a falta de referências. Que se expõe dramaticamente na dança das cadeiras do poder, revezando-se os políticos entre si mesmos num dar de ombros para a sociedade, em total descaso. O apetite pelo poder não cessa, eles tratam o País como se jogassem banco imobiliário. Está na hora de dar um basta a tudo isso, somos muito mais do que eles imaginam.

RENATO BENTO

bentodiamantehinode@gmail.com

São Paulo

Isenção de propósitos

A sabatina informal de Alexandre de Moraes, indicado por Temer para o STF, feita por senadores no barco de um deles é, de fato, bem estranha. Estavam presentes membros e suplentes da CCJ, a comissão que vai de fato sabatiná-lo e aprová-lo. Ou não. Isso me lembra um estudante preparando sua cola para o exame com o professor amigo.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Alexandre de Moraes deveria privar-se de passeios de barco com senadores, sobretudo tendo em vista o panorama social, político e econômico do País, atualmente. E ter em mente que à mulher de César não basta ser honesta, ela tem de parecer honesta. Alexandre de Moraes perdeu uma oportunidade de ouro de não constar das manchetes sobre as pragas que assolam nosso Brasil.

MARIZE CARVALHO VILELA

marizecarvalhovilela@gmail.com

São Paulo

“Coerência e bom senso, sr. presidente; cuidado com o andor, Brasil”

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA / SÃO PAULO, SOBRE AS ESCOLHAS DE TEMER – MOREIRA FRANCO E ALEXANDRE DE MORAES

alicearruda@gmail.com

“Sabatinar indicado ao Supremo Tribunal em barco é simbólico. Significa que cada vez menos gente confia 

na ponte ou pinguela”

LEO COUTINHO / SÃO PAULO, SOBRE A ISENÇÃO DE ALEXANDRE DE MORAES NO SALVE-SE QUEM PUDER DA LAVA JATO

leo.coutinho@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

E AGORA, PRESIDENTE?

O Supremo Tribunal Federal (STF) quer que o presidente Michel Temer explique a nomeação de Moreira Franco, que foi citado na Operação Lava Jato, para o Ministério. Meu presidente, como o senhor vai explicar o inexplicável? É uma sinucada de bico, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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INEXPLICÁVEL

É, presidente Michel Temer, o STF quer e precisa saber o porquê da nomeação de Moreira Franco para ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência. E agora, como explicar o inexplicável? Seria simplesmente para dar status e foro privilegiado a um antigo amigo, objetivando livrá-lo das garras da Operação Lava Jato?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MOREIRA FRANCO

Presidente Temer, o senhor era a esperança que se transformou numa grande decepção!

Lourdes Migliavacca lourdesmigliavacca@yahoo.com

São Paulo

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CARGOS NO PRIMEIRO ESCALÃO

O governo perdendo a decência, o governado perde a vergonha.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DESABRIGARAM O MINISTRO

O juiz federal Eduardo Rocha Penteado suspendeu a nomeação de Moreira Franco para ministro da Secretaria-Geral da Presidência. Moreira Franco foi prefeito de Niterói, governador do Rio de Janeiro, deputado federal, ministro-chefe da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil e secretário do Programa de Parcerias de Investimentos do Brasil. Nomeado pelo presidente Michel Temer, Moreira Franco teria foro privilegiado e ficaria blindado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no que diz respeito às delações premiadas dos executivos da Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. Em dezembro do ano passado, Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht, delatou Moreira Franco como um dos beneficiários de R$ 51 milhões recebidos em propinas pelos políticos do PMDB.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte 

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SEDENTOS

Nossa, que sede! Quase todos beberam água na bica da Odebrecht. 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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FIM DO SIGILO

É urgentíssima a divulgação das delações para endireitarmos o Brasil com os políticos que não estiverem envolvidos na Lava Jato.

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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A LAVA JATO NO SUPREMO

Ministro Edson Fachin, mostre a que veio, vá fundo e moralize este país, limpe nossa pátria desta corja que infesta o Legislativo. Dê um fim à impunidade dos corruptos, que querem usurpar o poder até dilapidar o que resta da Nação!

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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SINAL DE ALERTA 

Desde que assumiu a Presidência da República, Michel Temer vem procurando transmitir a imagem de austeridade e honestidade na condução do País, ainda que cercado por auxiliares citados em inúmeros inquéritos no âmbito da Lava Jato. Nos últimos dias, entretanto, atos como o da mudança para o status de ministro no cargo ocupado por Moreira Franco, em aparente propósito de dar-lhe foro especial, e, como noticiou o "Estado", a provável indicação do criminalista Antônio Cláudio Mariz de Oliveira para o Ministério da Justiça fazem acender um sinal de alerta. Mariz de Oliveira advoga para réus da Lava Jato, da qual é crítico contumaz. Em janeiro de 2016, assinou manifesto em conjunto com outros advogados chamando aquela operação de "uma espécie de inquisição". Também se manifesta contra o instituto da delação premiada e é acerbo opositor da prisão de condenados antes que se esgotem todos os recursos previstos em lei, como se constata em diversos artigos de sua lavra publicados pelo "Estado". Sua nomeação para a Justiça, com poderes sobre a Polícia Federal, inclusive sobre o remanejamento do orçamento daquela corporação, é de molde a gerar dúvidas sobre a alardeada intenção de Temer em não interferir na independência da Lava Jato.

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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PEDRA NO CAMINHO

Mariz no Ministério da Justiça será mais uma pedra no caminho Lava Jato.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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COMISSÃO...

Dos 13 senadores sob investigação da Lava Jato, nada menos que 10 (!) foram escolhidos para integrar a recém-instalada Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, presidida por ninguém menos que o notório ministro Edison Lobão (PMDB-MA). Diante de tal aberração, deveria ser chamada doravante de comissão inconstitucional de injustiça, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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LOBÃO

Colocar o Edison Lobão para presidir a Comissão de Constituição e Justiça no Senado é a mesma coisa que colocar o "lobão" para tomar conta das ovelhas. Deus nos proteja!

Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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JUÍZO FINAL

Segundo o senador Romero Jucá, investigações e denúncias não representam condenação. Está certo que a Medicina avançou bastante, mas ainda não dá para viver 120 anos, que é a idade que a maioria dos políticos protegidos pelo foro privilegiado terá quando transitarem em julgado os possíveis processos. Logo, restaure-se a justiça...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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A REPÚBLICA DE SARNEY

Como este país pode dar certo se quem manda é a "República de Sarney", comandada pelo soba do Maranhão e aliado a sectários como Renan Calheiros, Eduardo Cunha, Michel Temer, Edison Lobão, Geddel Vieira Lima, Fernando Collor, enfim, majoritariamente toda a turma do Norte-Nordeste, enquanto o resto não passa de sucursal, acovardado como São Paulo, que, apesar de ter o maior PIB do País, não tem voz ativa alguma, não reage a essa situação e parece viver num cabresto. Uma vergonha para nós, paulistas, que assistimos sem reação ao Brasil morrer afogado num mar de corrupção profunda.  

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

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SARNEY RESSURGE

Acho que o Brasil não se livrará do ex-presidente José Sarney, nem quando desencarnar. Mesmo sem mandato, ele ressurge em Brasília, mandando e desmandando? Que coisa que não desapega de jeito nenhum, credo! Vade retro!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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ASSIM FICA DIFÍCIL

Constatar que um investigado na Operação Lava Jato, como é Edison Lobão, suspeito de estar envolvido em seríssimos crimes de corrupção, foi eleito como presidente da pomposa Comissão de Constituição e Justiça do Senado é, no mínimo, inacreditável. Quer dizer que estão entregando o galinheiro aos cuidados da raposa? Ou, melhor, aos cuidados do lobo mau? Sem ironia, por favor!

José Marques seuqram2@hotmail.com

São Paulo

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INCOERÊNCIAS

As incoerências de sempre: Lobão, indiciado na Java Jato, é indicado para presidir a CCJ no Senado...

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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JUSTIÇA SEJA FEITA

Lobão deveria ser também indicado para ser presidente da Comissão da FALTA de Ética do Senado. Nada mais justo ao passado do indicado e dos que indicaram.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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INTERFERÊNCIA

Em seu discurso de posse, o novo presidente do Senado prometeu resistência contra a interferência de outros poderes da Nação, talvez numa referência a ações recentes do Poder Judiciário. De acordo. No sentido oposto, conviria agir para que os políticos com mandato no Legislativo não interferissem no Executivo, exigindo ministérios, diretorias, consultorias, etc. Além de desestimular essas "indicações", deveria também procurar instituir norma de que cada deputado ou senador que quisesse assumir posição no Executivo deveria, antes, renunciar a seu mandato.

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

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CHAMPANHE

Criminosos matando e saqueando lojas em vários Estados do País e o afastado ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, brindando à champanhe com oito senadores que o sabatinaram "informalmente" a bordo do iate de um deles. Quanta arrogância! Com certeza, este será o futuro ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Socorro!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SABATINA A BORDO

"Moraes é sabatinado em barco" ("Estadão", 10/2, A5). Que "marravilha"! Assim até eu seria juiz do STF. Que vergonha, gente! Realmente, estamos passando por um momento político de fazer corar até os piores marginas do País.

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

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QUE SUSTO!

Ao ver fotografia do novo escolhido para a vaga do falecido Teori Zavascki, com a careca reluzente, pensei tratar-se do senhor Marcos Valério dos Santos, que está preso por causa do envolvimento no mensalão. Pensando bem, não há motivo para susto, haja vista a "esculhambação" que virou tudo neste país. É esculhambação para ninguém botar defeito! Angorá, Índio, Lobão, Caju, Renan e toda súcia de "acomodados" nos pontos-chave, chegamos à conclusão de que "tá tudo dominado".

Arthur de Lucca arthurcaiolucca@gmail.com

Goiânia

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O INFERNO NO ESPÍRITO SANTO

Nem o "Espírito Santo" está ajudando. São 113 mortos em seis dias, quase 20 por dia (números de sexta-feira). Comércio fechado, bancos fechados, escolas fechadas, ausência de transporte coletivo, cadáveres espalhados pelas ruas, tiroteios em plena luz do dia, população revoltada e impedida de exercer suas atividades. Dante Alighieri não conheceu o Estado do Espírito Santo. Sugiro ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) afixar nas entradas do Estado a famosa frese: "Deixai fora toda esperança vós, que entrais". Na quinta-feira, um delegado de polícia apareceu na TV convocando saqueadores para devolverem as mercadorias, e, em parte, foi atendido, o que significa que pessoas comuns participaram dos delitos. Fazendo uma análise sociológica mais profunda desse detalhe, chegamos à seguinte conclusão: a ausência de um órgão "repressor" da criminalidade, no caso, a polícia, aflora a falta de consciência ética e moral e expõe a tendência latente de um povo cada vez mais corrupto. Não é sem motivo que o nosso Congresso, legítimo represente do povo (não me representa), está abarrotado de bandidos da pior espécie.

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo 

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ESPÍRITO SANTO OU ESPÍRITO DO DEMO

Até agora foram contabilizados mais de 120 vítimas fatais; e aproximadamente mil homens do Exército foram deslocados para a cidade de Vitória, capital do Estado do Espírito Santo. Mulheres impedem a saída dos militares dos quartéis e os militares que reivindicam 100% de aumento salarial alegam que nada podem fazer - em suma, apoiam o bloqueio porque ele justifica a greve. Uma força do Exército é deslocada para Vitória para garantir a ordem pública, evitar saques, crimes e depredações, competência da Polícia Civil, que também aderiu à greve. Na verdade, deveria haver severa punição à PM do Espírito Santo, porque imaginem se esse ato de insubordinação for imitado pela metade dos batalhões espalhados pelo Brasil. Mortes, saques, depredações, quem pagará por esses prejuízos? A Constituição proíbe greve entre militares, mas a nossa Carta Máxima ultimamente tem sido tratada como um bilhete pouco respeitado. A Constituição de 1988, troféu do saudoso Ulysses Guimarães, anatemizada pelo ex-presidente José Sarney, ultimamente é mais profanada do que prostituta de beira de cais.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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BELISQUEM-ME!

Paralisação dos policiais militares do Estado do Espírito Santo. Constitucionalmente ilegal em face da peculiaridade da atividade. Não há, portanto, o que negociar. Há, isso, sim, que aplicar o Código Penal Militar e enquadrar os incentivadores do movimento. Entretanto, seguindo o diapasão reinante no comportamento desta nossa sociedade hipócrita, o governo do Estado resolve dialogar com as esposas dos grevistas, ilegítimas representantes da classe, vetores da greve, e, com elas, chegar a uma solução para o impasse, o que não acontece e só faz prolongar a angústia da população. Panorama surreal, provavelmente nunca presenciado em nenhuma outra parte do mundo que tenha enfrentado problema semelhante. A esta altura só resta ao cidadão vítima de todo esse descalabro pedir que seja beliscado para se certificar de que está vivendo uma situação real. 

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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BRIO

Se houvesse uma gota de brio em nosso presidente da República, ele interromperia a licença de Alexandre de Moraes para coordenar as medidas necessárias, junto aos governadores e o ministro da Defesa, da Polícia e dos presídios do Brasil!

 

Regina Moretti Ferrari ferrari@tavola.com.br

Santana de Parnaíba

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A ANOMIA E A INCÚRIA

 

Estamos assistindo à instalação da barbárie em Vitoria e outras cidades do Espírito Santo, com possibilidade de contaminação para outros Estados. E, novamente, só ouvimos lamúrias e choramingos das autoridades, solicitando a compreensão dos promotores da barbárie. É a ausência total do Estado que tem permissão para garantir nossa segurança. As autoridades estão pasmas, anódinas e anêmicas, pois não anteviram esta situação "inimaginável". É só mais exemplo do papel dos políticos e das demais autoridades que não assumem suas funções, assim como ocorre nos presídios do Norte do País. Esta situação é gravíssima, mas tem solução óbvia. Na ausência de segurança pública, não há transporte, não há comércio, não há atendimento a saúde, não há escola, enfim, há uma paralisação das atividades com exposição das pessoas ao crime com consequente pavor de exercer as atividades mais comezinhas, correndo riscos para si e suas famílias. É um estado de toque de recolher determinado pela bandidagem. E a solução adotada foi colocar as forcas nacionais de segurança para auxiliar no restabelecimento da ordem, enquanto o governo local "negocia" com as famílias dos policiais.  Essas medidas obviamente não resolverão o problema, pois como ocorrerá o restabelecimento das atividades normais? Quem irá primeiro? A solução para esse problema exige medidas firmes que garantam a proteção da população. E isso só ocorrerá se for decretado toque de recolher com o apoio de forcas militares em massa e consequente organização das atividades com a tutela dos militares. Ninguém na rua, ou as pessoas estão em casa ou estão sob a guarda do Estado. E partir deste esvaziamento da cidade e, por conseguinte do crime, o restabelecimento de atividades pode ser feito de forma paulatina, iniciando com a presença das polícias nas ruas, após sua depuração com eliminação dos incitadores. Esta situação é muito similar a uma de estado de guerra, com a desocupação de território pelo inimigo. Temos de reconhecer uma crise. Neste momento o inimigo está dominando o território. Mas, para tomar esta ação, é necessária a disposição institucional das autoridades, o que não existe. O País está à deriva.

Nilson Dias Vieira Junior nilsondiasvieirajr@gmail.com

São Paulo

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ÀS RUAS

O Brasil é seguramente o único país do mundo onde a polícia entra em greve e o povo sai às ruas, não para protestar, mas para roubar junto com os bandidos. Millôr Fernandes dizia que o brasileiro não é contra roubar, mas ser roubado. 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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SITUAÇÃO CAÓTICA

O povo de Vitória e outras cidades do Espírito Santo estão levando ao pé da letra "a ocasião faz o ladrão". As cidades estão sofrendo todo tipo de crimes com a greve da Polícia Militar. Um triste exemplo da cultura de muitos brasileiros.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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EXAUSTÃO

Já chegamos a um ponto de exaustão com tudo. O Brasil é o país que deixou de ser sem nunca ter sido.

Gabriel Maisonnave Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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O PAÍS DA IMPUNIDADE

O Movimento dos Sem-Terra (MST) e o Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) são duas escolas de invasores: invadem, depredam, bloqueiam ruas e rodovias e nada acontece contra eles. Estudantes, ou melhor, baderneiros a serviço dos partidos da oposição ocupam escolas, interrompem o precário ensino e prejudicam milhares de alunos. A Polícia Militar faz greve, contrariando a Constituição, colocando a população à mercê da bandidagem. O governo corrupto do Rio de Janeiro encaminha projetos à Assembleia Legislativa com o objetivo de encontrar saídas para a calamidade financeira em que se encontra e os servidores tumultuam a tentativa de ajuste econômico. Pelo visto, o gigante continua adormecido e o nosso Leviatã, a quem compete colocar ordem na casa, parece ser obra de ficção.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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QUEREM ENGANAR QUEM?

Manchetes na mídia disseram esta semana que a Receita Federal cobra R$ 15 bilhões dos envolvidos na Operação Lava Jato. Ora, falem sério, papel aceita qualquer coisa. Poderiam dizer que são R$ 150 bilhões, até porque nada disso será cobrado ou devolvido, nem agora nem nunca. Conversa para boi dormir? Que desperdício! 

 

Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo

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RECEITA COBRA R$ 15 BILHÕES

É como a vítima de assalto cobrar na Justiça quem roubou. Boa piada.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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