Fórum dos Leitores

.

O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2017 | 05h00

LOBÃO E O CAIXA 2

Tudo errado

A entrevista ao Estado (11/2, A4) do novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado sintetiza tudo o que há de errado na política no Brasil. A atividade política tornou-se criminosa em conjunto com a iniciativa privada corrupta e todos subsistem graças à inoperância do sistema judiciário. A Operação Lava Jato ameaça o equilíbrio entre os crimes praticados por todos eles e a garantia de impunidade acenada nos tribunais superiores, seja o TSE ou o STF. Submeter os tribunais ao controle dos políticos é um dos caminhos para continuar roubando à vontade, mas a turma da primeira instância precisa ser controlada também. Para isso é fundamental acabar com a delação premiada, em que qualquer subalterno preso pode expor todo o sistema de corrupção e delatar até mesmo o presidente da República.

MÁRIO BARILÁ FILHO

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

Coerência

Citado em vários processos, Lobão defende o caixa 2 e considera a Lava Jato uma Inquisição global. Ao menos é coerente...

MILTON BULACH

mbulach@gmail.com

Campinas

O que Lobão quer, afinal, o perdão para criminosos?

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

A real intenção

Se alguém tinha alguma dúvida quanto aos reais motivos da escolha do senador Edison Lobão para presidir a CCJ, por aclamação dos demais membros, essa entrevista ao Estado é cabalmente esclarecedora. A missão: estancar a delação premiada, acabar com a Lava Jato e anistiar o caixa 2.

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

Não autorizei

Na entrevista o sr. Edison Lobão afirma que, em razão das denúncias seguidamente surgidas nas investigações, “estamos destinados ao calvário”, coletivizando sua opinião pessoal ao acrescentar, no final, o pronome nós. Realmente, temos um calvário: custear aqueles que se dizem nossos representantes, embora eternamente omissos e distantes dessa missão. Quanto a me incluir em sua posição, indignado declaro publicamente que o entrevistado não me representa e, portanto, não está autorizado a falar em meu nome quando propõe a imoral posição de anistiar traficantes de verba pública. E ainda, ao maliciosamente restringir a “vida pública” exclusivamente aos políticos, despreza direito constitucional de todos no exercício da cidadania, tanto no convívio coletivo como no honroso trabalho que nos possibilita amealhar patrimônio condizente com os nossos rendimentos, diferentemente de alguns pretensos políticos.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

De longa data

A falta de apreço do senador Edison Lobão pela moralidade pública não vem de hoje. Lembro-me dele como “pianista”, nome que se dava em passado recente a quem votava duas vezes: por si e por um colega ausente. O que esperar de alguém assim na presidência da CCJ do Senado?

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Guilhotina

O desprezo e o escárnio com que os políticos tratam o povo enquanto chafurdam nas benesses produto de desvios da saúde pública e da educação, etc., poderão levar a uma reação violenta da sociedade contra esses abutres. Não muito tempo atrás, os que comiam brioches enquanto o povo passava fome, na França, foram decapitados.

ELY WEINSTEIN

elyw@terra.com.br

São Paulo

Eleições 2018

Vamos votar em Satanás, chega de intermediários!

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

De estatura moral

Os editoriais Problema de estatura moral e Inflação cai, desafio continua (11/2, A3) traduzem o imbróglio que gerou a crise econômica e política. A falta de estatura moral das lideranças políticas, aprofundada na gestão lulopetista, impregnou a sociedade, de modo que todos parecem querer locupletar-se de algum modo. Por exemplo, o Estado divulgou há pouco que 50% dos imóveis construídos pelo Minha Casa, Minha Vida apresentam algum tipo de problema. Tenho certeza que, se for feito um levantamento de todos os imóveis construídos recentemente, em muitos, talvez na mesma proporção do famigerado programa, haverá algum problema. Se considerarmos a possibilidade de os agentes econômicos serem gente como a gente do governo e que até cidadãos comuns buscam, em escala menor, é óbvio, as mesmas benesses do alto escalão, temos o perfeito diagnóstico para explicar a paralisia da economia, apesar da queda da inflação: não há confiança na retidão do Estado, pela forma como vem sendo conduzido. O problema brasileiro é cultural, uma cultura de desconfiança, e não creio que as atuais lideranças tenham a retidão, o altruísmo e o brio indispensáveis para mudar esse cenário, sendo necessário que as instituições responsáveis de fato bloqueiem os elementos de mau caráter da gestão pública, com a efetividade de leis como a da Ficha Limpa, pois não há mais espaço para distensões. No caso das reformas, que podem até ser necessárias, as atuais lideranças não têm moral para exigir maiores sacrifícios, nem nada, da população trabalhadora, que já é prejudicada sobremaneira pelas mazelas que o quadro desalentador causa na vida cotidiana.

AIRTON REIS JÚNIOR

areisjr@uol.com.br

Guarulhos

Constituinte é a solução

O artigo Por uma Constituinte independente, do dr. Modesto Carvalhosa (11/2, A2), integra a antologia do civismo no Brasil. É histórico, porém, atual. Embrionário, contudo alvissareiro em face das esperanças de novos dias, como devem emergir dos transes de nossas amarguras contemporâneas. A Constituinte é a solução. Como foi em 1945, convocada por decreto, ou, em 1986, pela Emenda Constitucional 26, em providência própria do constitucionalismo brasileiro. Pode ser um ato de contrição dos mandatários políticos, entre muitos, afetados pelo absurdo de se querer constitucionalizar o caixa 2 de atuais congressistas. Será, porém, livre e soberana, para redesenhar o Brasil emergente das aspirações populares e patrióticas.

LUIZ ANTONIO SAMPAIO GOUVEIA

sampaiogouveia@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.