Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2017 | 03h00

“Não tenhamos ilusões. Afinal, PMDB e PT foram sócios por muito tempo e os caciques continuam os mesmos. A eles não interessa mudar nada”

LUIZ FERNANDO DE CAMARGO KASTRUP / SÃO PAULO, SOBRE O GOVERNO TEMER E ALIADOS

duasancoras@uol.com.br

“Prosopopeia flácida para acalentar bovino”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, SOBRE O PRESIDENTE DIZER QUE AFASTARÁ MINISTROS SE FOREM DENUNCIADOS NA LAVA JATO

jrniero@yahoo.com.br

O COMÉRCIO EM 2016

Dados fornecidos pela Federação do Comércio demonstram que, no ano de 2016, foram fechadas 108,7 mil lojas e 182 mil empregos foram eliminados no comércio varejista no Brasil. Esses dados mostram uma situação recorde em nível de desaceleração no setor de varejo do País. Estando o Brasil com mais de 12 milhões de desempregados, além das dificuldades imperantes em todos os segmentos sociais, o consumo se faz cada vez mais restrito, impedindo os gastos que movimentam as lojas e mantêm os empregos nelas. Assim, não será nada fácil a recuperação do quanto se perdeu, e somente com muitos investimentos e confiança no governo é que a situação poderá saltar para uma posição de equilíbrio e de ganho de posições. Daí que o atual governo não pode errar politicamente nem decepcionar a confiança dos investidores e do povo.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TERRA ARRASADA

Em 2010, no início do primeiro mandato de Dilma Rousseff, o varejo cresceu 11,3%, abriu mais de 82 mil lojas e gerou mais de meio milhão de empregos. Em 2015 e 2016, no seu segundo mandato, o comércio fechou mais de 200 mil lojas e dispensou quase 360 mil trabalhadores. Não poderia haver retrato mais evidente e inquestionável do completo fracasso de seu governo, marcado pela incompetência, arrogância e desprezo pela prática da boa gestão administrativa. O cenário de terra arrasada que deixou são os mais de 12 milhões de desempregados, num universo total de 20 milhões de pessoas sem trabalho. O Brasil levará muitos anos até conseguir se reerguer e se recuperar de tamanho estrago. O lulodilmismo causou um tsunami de proporções inacreditáveis no País. Haja fé, esforço e esperança na íngreme e árdua caminhada que terá pela frente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PORTAS FECHADAS

Depois de a multinacional Walmart ter fechado 5 lojas nas últimas semanas, agora foi a vez de a Seta Supermercados fechar, no início deste mês, 28 lojas, por falta de movimento (foram 7 lojas só em São Paulo). O governo, no entanto, continua bradando, para nos iludir, a queda da inflação, a baixa fictícia de juros e o aumento do crédito para pequenas e médias empresas. A inflação retraiu por falta total de movimento. Essa é a verdade, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CARTÃO VERMELHO

Michel Temer disse ontem que ministros que virarem réus na Operação Lava Jato perderão o cargo. Creio que o presidente tem razão, até porque ministro despachando da cadeia não iria pegar bem.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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MALANDRAMENTE

Michel Temer, na malandragem, torna ministro o seu amigo Moreira Franco, para ocupar a Secretaria-Geral da Presidência da República, dando-lhe foro privilegiado, claro, com a certeza de que o caminho pelo Supremo Tribunal Federal (STF) será muito mais demorado para torna-lo réu. E agora sai com esta notícia: "Caso o STF aceite a denúncia, o que transformaria o ministro em réu, ele seria definitivamente desligado do governo". Está nos tratando como imbecis, o que não somos. Vamos para a rua!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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CAI A MÁSCARA

O governo de Michel Temer não se dá mais ao trabalho de disfarçar sua pretensão de "estancar a sangria" da Operação Lava Jato. As nomeações de Edison Lobão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Renan Calheiros no PMDB e do novo ministro Alexandre de Moraes no Supremo Tribunal Federal (STF) abrem caminho para que haja o perdão formal ao crime de caixa 2, o que livraria a cara de boa parte dos companheiros investigados, inclusive e principalmente do próprio presidente Temer. Enquanto países como o Peru oferecem recompensa para a captura  do presidente da República envolvido no esquema de propinas da Odebrecht, o Brasil aposta no perdão, no esquecimento e na retomada das atividades das organizações criminosas, partidos e empreiteiras corruptos. Está na hora de o povo brasileiro voltar às ruas. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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TRISTEZA E PREOCUPAÇÃO

Percebo com preocupação e grande tristeza que Temer e seus auxiliares diretos estão promovendo a volta do regime anterior ao impeachment. Arquitetando a blindagem de todos os políticos envolvidos em corrupção e muitos já indicados em diversos processos da Lava Jato, por que não blindar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus companheiros diretos, hoje todos afastados? Corruptos, direitos iguais independentemente de política e pensamento. Por que não congelar tudo o que foi conseguido até hoje e voltar ao quadro existente anteriormente ao início do processo da Lava Jato? É isso que se nota com as últimas medidas tomadas pelo seu governo: "Ao meu inimigo, cadeia; aos meus amigos envolvidos em processos da Lava Jato, tolerância e acobertamento".

Miguel Gross mgross509@gmail.com

São Paulo 

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ECONOMIA VERSUS POLÍTICA

O governo Temer, após pouco mais de nove meses, pode ser avaliado à luz de dois holofotes autônomos, mas interdependentes. O primeiro diz respeito à economia, recebida em frangalhos por ações desastradas e ligadas a práticas de corrupção do governo petista afastado. Apesar de alguns deslizes iniciais, podem-se classificar como ganhos reais a implementação de reformas que se faziam urgentes, o encaminhamento de outras, como a da Previdência, o controle do processo inflacionário, cujo índice retornou ao centro da meta estabelecida, além de ser previsível no médio prazo a diminuição do angustiante índice de desemprego. Enfim, neste particular, é justo atribuir-lhe boa avaliação, apesar do curto período de atuação. Mas as decisões no setor político exercem efeito contrário, de reprovação, pela mouquice em relação ao clamor das ruas, responsável pela sua ascensão. Manobras fisiológicas e nomeações de autoridades citadas em delações de favorecimentos e distribuição de propinas despertam na população a sensação de que há uma difusa intenção de travar o ritmo da justiça empenhada em apurar e punir os crimes de megacorrupção. É impossível saber se, segundo a visão de Temer, o sucesso até agora obtido na economia só foi possível graças a algumas concessões políticas não palatáveis. Mas uma coisa é certa: sua dimensão de liderança e de estadista seria bem maior se conseguisse harmonizar os dois aspectos e, certamente, a avaliação geral de seu governo, bem melhor.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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RÁPIDO E LEVE

Presidente Temer, abandone o barco dirigido pelo PMDB e seus amigos, olhe bem como ele é pequeno, lento, velho e pesado. Olhe para cima e para a frente, pegue um avião. Lá de cima terá uma visão ampla e completa do País. Ele é rápido e leve. Não provoca enjoo. Pode aterrissar em qualquer lugar ou hora onde seja necessário. Boa viagem! 

Silvia M. Pinheiro Rezende silviapr54@hotmail.com

São Paulo

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LOBÃO E O CAIXA 2

A entrevista ("Lobão afirma que anistia a caixa 2 é 'constitucional'", 11/2, A4) do senhor Edison Lobão mostra claramente no que está se tornando o governo Temer. É um absurdo um cidadão como este, com suas opiniões elencadas nesta entrevista, presidir a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. Suas opiniões, intencionalmente pueris, abusam de nossa inteligência. Está clara a intenção de prejudicar a Lava Jato. Mas não se enganem, senhores políticos, o povo e a imprensa estão atentos. Teremos de voltar às ruas.

Michel A. Khouri michelkhouri99@gmail.com

Curitiba

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O LOBO MAU E TODOS NÓS

A entrevista dada ao "Estadão" pelo senador Edison Lobão parece artigo de ficção, para não dizer que parece mesmo é um conto de terror. Inacreditável que exista no nosso Senado uma figura tão pitoresca, tão desprovida de vergonha, tão sem noção da realidade do País onde vive. Mais inacreditável ainda é que este senhor seja o presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, cargo que deveria ser ocupado com alguém de ilibada reputação e de conhecida inteligência. Só um Estado como o Maranhão - e aí não vai nenhuma ofensa aos maranhenses, mas uma constatação inevitável - ou algum outro tão ou mais espoliado pelas classes políticas ditas de elite poderia ter um representante que tão mal represente seus cidadãos. Como aceitar que um senador diga com desavergonhada naturalidade que quem tenha sido pego comprovadamente com caixa 2 em suas campanhas possa ser anistiado? E que um senador alvo de inquéritos sobre desvios da Petrobrás tenha tanto poder? Claramente contra a imprensa e a Operação Lava Jato, Lobão não se constrange em nenhum momento em dizer essas e outras barbaridades, certamente com a certeza de que irá se safar das acusações. Com uma atuação catastrófica como ministro de Minas e Energia no finado governo Dilma, parece que foi agraciado com tal cargo por seus méritos (sic). Realmente, com estes políticos atuando e comandando, como têm feito, não se vê nenhuma nesga de esperança para este país. Temer teve a inteligência de formar um time de primeira na economia, mas o resto de seus ministros e assessores são um total desastre. Não se sabe onde vai dar tudo isso, mas com os lobões que estão por aí fica bem difícil um final feliz.

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

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COMISSÃO DE CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA

Em razão do número expressivo de meliantes citados na Lava Jato, a comissão passa a denominar-se Combinamos de Corromper Juntos.

João B. Vieira joaobvieira@yahoo.com.br

São Paulo

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DESCALABRO NA COMISSÃO

Edison Lobão, Jader Barbalho, Lindbergh Farias no time principal da CCJ e Romero Jucá, Renan Calheiros, Fernando Collor, Humberto Costa e Gleisi Hoffmann na reserva! Quando achamos que do Senado ou da Câmara dos Deputados (minúsculo mesmo) não poderá sair mais qualquer maldade ou safadeza, eles nos surpreendem com sua criatividade! Com essa quadrilha que tem o poder de reprovar a reeleição de Rodrigo Janot para o cargo de procurador-geral da República, podem ameaçar a Lava Jato. E dizem que Deus é brasileiro...

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto 

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LOBÃO NA CCJ

Quem tem medo do Lobão mau, Lobão mau, Lobão mau? Os brasileiros honestos com esperança do expurgo de políticos corruptos!

Etelvino José H. Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

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SINCERIDADE

Edison Lobão é tão honesto, sincero e verdadeiro quanto a cor de seus cabelos.

Albert Henry Hornett hornettalberto@hotmail.com

São Paulo 

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BANDIDAGEM PERDOADA

O senador Edison Lobão, novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, aos poucos, está dizendo para que veio: quer anistiar o caixa 2, perdoar a bandidagem ao seu redor, acabando com a Operação Lava Jato. Ao senador Lobão nos cabe dizer: Aguarde, o que é teu está guardado e a caminho da chapa quente, com as garras afiadas. O juiz Sérgio Moro ansiosamente o espera.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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CONSTITUCIONAL

Emenda parlamentar: "Não será punível nas esferas penal, civil e eleitoral, doação contabilizada, não contabilizada ou não declarada, omitida ou ocultada de bens, valores ou serviços, para financiamento de atividade político-partidária ou eleitoral realizada até a data da publicação desta lei". Diga aí, Lobão, roubar também é constitucional?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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RENUNCIE

Lobão, não é pelo simples fato de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovar as contas que a origem do dinheiro para campanhas eleitorais seja legal. A maioria dos casos, apresentada pela Operação Lava Jato, é de corrupção. Promover anistia ao caixa 2 nada mais é que uma maneira de se livrar da Justiça. Quanto às delações, confirmadas perante um juiz, têm validade, sim, pois, caso o delator, após investigação, for comprovado que mentiu, será penalizado. Portanto, Lobão, não é necessário mudar nada na lei, basta um político seguir a mínimas regras de conduta, ou seja, não ser corrupto, e trabalhar acima de tudo dentro dos padrões da ética e da transparência. No seu caso específico, terá muito que explicar ao STF e ao juiz Sérgio Moro. Caso lhe reste um pouco de espírito público, renuncie à presidência da CCJ. 

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

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HISTÓRIA OU PLÁGIO?

A seguir, um enredo muito provável no qual o imbróglio atual do cotidiano político em que vivemos pode acabar resultando: os membros do Congresso envolvidos em corrupção (segundo delações), comandados pelos principais implicados na Operação Lava a Jato, lançam um ataque contra todos os que apoiaram a operação e a causa do combate à corrupção. Estes últimos são obrigados a se render perante seus poderosos adversários. Enquanto isso, o cidadão brasileiro tenta encontrar políticos éticos (não envolvidos em nenhuma das falcatruas), que poderão ensiná-lo a dominar a "força do seu voto" e enfrentar esta ameaça. No entanto, os tradicionais populistas, demagogos que se apoderaram da República já faz muito tempo, planejam levá-lo para apoiar o lado negro da propinocracia. Se, no final, der isso, não passará de um plágio barato do enredo do filme "O Império Contra-ataca". 

Jorge Alberto Nurkin jorge.nurkin@gmail.com

São Paulo

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VOTO MAIS QUALIFICADO

Em editorial de sábado ("Problema de estatura moral", 11/2, A3), o jornal conclui que o problema brasileiro está na baixa estatura moral dos políticos que os eleitores escolhem e que detêm grande poder. Como os mesmos políticos não vão melhorar o nível educacional por questões óbvias (cidadão consciente tem menos probabilidade de votar mal), poder-se-ia buscar melhorar a qualidade do eleitor e, ao mesmo tempo, incentivar a população a estudar mais. Para isso, deveria ser realizada emenda constitucional permitindo o voto apenas àqueles que têm o ensino fundamental completo.

Paulo de Tarso Abrão ptabrao@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

Aplaudo o artigo de Modesto Carvalhosa ("Por uma Constituinte independente", 11/2, A2). Quem, afora os atuais políticos, não concordaria com ele? A principal reforma de que precisamos é a política. Com a imensa e generalizada imoralidade existente, o País não tem forças para avançar rumo à legitimidade democrática. Como se vê claramente, as velhas raposas corruptas da política não permitem. No governo de Michel Temer, estão por todos os lados, em todos os cargos-chave, mandando e desmandando num Legislativo cativo e submisso graças a proteções e benesses a apadrinhados. A Lava Jato não mais os preocupa, até porque não os enfrenta e se congela na sua esfera de influência, o foro dos privilegiados. Ninguém julgado em três anos e sem previsão para muitos mais. A questão que se coloca é quem iria propor seriamente uma Constituinte independente dos políticos atuais. Só a pressão popular, que já se faz tarde.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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MAS QUEM?

Como sempre, no sábado Modesto Carvalhosa tocou em pontos nevrálgicos que nos levaram aonde estamos ("Por uma Constituinte independente", "Estadão", 11/2, A2). Tudo, desde o "balcão de cargos" (que alguns chamam de "governo de coalizão"), passando pelo capenga sistema eleitoral brasileiro, a patrocínio imoral das campanhas, até o abjeto "foro privilegiado". Clama, então, por uma Constituinte independente e saneadora do infectado Estado brasileiro. Concordo, mas apenas se responder-me uma questão: com o número de parlamentares e políticos exercentes de cargos no Executivo e até no Judiciário (que também não é mais visto como "indefectível"), em quem o sofrido e ressabiado cidadão eleitor poderia votar? A Lava Jato, levantando o tapete para exibir a sujeira, exterminou, ou ao menos minimizou muito, a esperança de nós, brasileiros que enxergam acima de qualquer lei, ou mesmo a Constituição, duas diretrizes: a lei de "levar vantagem em tudo" e a "lei do jeitinho brasileiro". Dois cancros que corroem a política e a economia de nosso país e que nem sequer necessita de regulamentação. São normas de direito consuetudinário, que vigem desde o Brasil colônia. Que pena, professor Carvalhosa. Que pena meus concidadãos brasileiros e não brasileiros que ajudaram a formar esta potência, que ainda haverá de ser, no Brasil.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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MUITA COISA ESQUISITA

Muita coisa esquisita acontece no governo federal. O afastado ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, foi sabatinado informalmente por senadores em um iate, num jantar regado a muito champanhe. Queriam esclarecimentos sobre o plágio de obra de terceiros na tese de doutorado do ministro que agora, singelamente, pleiteia uma vaga ao Supremo Tribunal Federal que, como se sabe, é refratário à esses lamentáveis procedimentos. Falando nisso, qual reputação ilibada e o grande saber jurídico de Edison Lobão, Jader Barbalho, Lindbergh Farias, Fernando Collor, Romero Jucá, Gleisi Hoffmann, Humberto Costa, entre outros, para aplicar a sabatina oficial no Senado Federal? Ora, é sabido que a primeira pergunta dos "sabatinadores corruptos" ao "plagiador" será: "Você condenaria políticos corruptos que participaram de trambicagens contra o País?". Caso a resposta seja "negativa", ele será guindado, automaticamente, ao combalido Supremo. Aliás, não há nenhuma novidade nessa tramoia, mas não deixa de ser mais uma descarada pouca vergonha. Muda, Brasil!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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POVO HUMILHADO

Cada vez mais, hoje, assistimos a políticos nos mais altos cargos do governo agindo como se a ninguém devessem satisfações de seus atos. Os últimos acontecimentos, envolvendo ações duvidosas de nomes bastante conhecidos, bem o demonstram. A mais estranha delas: um candidato a ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) foi "sabatinado informalmente" por senadores numa linda casa flutuante com o sugestivo nome de Champagne, cujo proprietário é um senador da República (foi uma sabatina ou uma comemoração antecipada?). Onde ficam a sobriedade e a dignidade do alto cargo a que aspira? A Constituição é interpretada conforme a necessidade do momento, desde que atenda ao interesse dos poderosos e até dos não tão poderosos. Neste panorama, como não ter simpatia pela linha teórica do garantismo integral, defendida por Deltan Dallagnol, que procura garantir o direito dos réus sem esquecer o direito da sociedade? O povo que trabalha honestamente para sobreviver (quando tem emprego!) deve se contentar em fazê-lo sem segurança, em meios de transporte precários, sem atendimento de saúde razoável, sem escola pública de qualidade para os jovens, sem conseguir escapar das dívidas. Até quando a sociedade suportará ver seus direitos pisoteados por políticos que, mesmo constantemente acusados, indiciados, réus por crimes graves e sempre adulados por seus advogados brilhantes, olham-na de cima com ar de escárnio? 

 

Edméa Ramos da Silva  paulameia@terra.com.br

Santos 

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NAS ONDAS DO LAGO PARANOÁ

O indicado pelo presidente Michel Temer para suceder Teori Zavascki como ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, foi convidado para um jantar que ocorreu num barco do senador Wilder Morais (PP-GO), na última terça-feira, com a presença de nove nobres corruptos que irão lhe sabatinar no Senado. O jantar foi na chalana Champagne (nome sugestivo, não?), uma casa flutuante que fica atracada perto da residência do senador no Lago Sul. Onde será a próxima "sabatina"? Na casa da "luz vermelha"? Senhores governantes, vamos ter mais respeito pelo cidadão. Este país está cada dia mais avacalhado.

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

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O JANTAR VAZOU

O Supremo Tribunal Federal (STF), com a nomeação de Alexandre de Moraes para ocupar a vaga do falecido Teori Zavascki, vai continuar com dez magistrados. O motivo? Até dias desses foi ministro da Justiça de Temer, portanto, trabalhou no maior partido do Brasil, foi filiado ao PSDB, portanto tem inúmeros amigos em ambos os partidos investigados. Em suas idas e vindas ao Senado para "ensaiar a sabatina", tem conversado com todos os senadores "em off", sem distinção de partidos, amigos, inimigos, vale tudo para obter uma colinha da prova. Isso acontece com todos os nomeados para a Suprema Corte, mas, ao jantar sob o luar do Lago Paranoá, fato inédito, na Chalana Champagne, casa flutuante do senador Wilder Morais (PP-GO), acredito que o candidato foi no mínimo imprudente. O PP é o campeão de parlamentares, com 32 investigados, na Operação Lava Jato. Vai ser sabatinado pelo senador Edison Lobão (PMDB), com três inquéritos a esclarecer, dois na Lava Jato, e mais nove senadores da banca, também delatados na mesma operação. Ou seja, de 13 da poderosa Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), do Senado, 10 estão enrolados na Justiça. Isso posto, o futuro ministro, se não se declarar impedido de votar, vai ser o campeão de comentários negativos nas redes sociais, do tipo "ah, é aquele ministro de jantou no barco do PP" ou "foi aquele sabatinado pelo Lobão?". Uh, entendi!    

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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'DE CHALANAS E JATINHOS'

Excelente o artigo de Eliane Cantanhêde "De chalanas e jatinhos" (12/2, A6). Fez-me lembrar do lema da estudantada da década de 60: "Baixa Moralidade e Alto Teor Alcoólico".

Carlos Gonçalves de Faria sherifffaria@hotmail.com

São Paulo

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DESFAÇATEZ

Como deve ser considerada a atitude de senadores que convidaram o indicado do presidente Michel Temer ao cargo de ministro do STF para um passeio numa chalana de propriedade de um deles? E o mais grave: ele aceitou. Diante de um fato desse porte, como será a tramitação do processo da escolha do novo ministro do STF no Senado? É uma situação com duas vertentes: a primeira, por certo, a desfaçatez dos que o convidaram. E, por certo, como ele pode justificar a aceitação do convite, sabendo que a repercussão será negativa?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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SABATINA

Verificar que o indicado para a vaga no STF foi sabatinado numa chalana do senador é saber que vivemos tempos novos e que a politização invadiu a justiça de tal forma que o critério de mérito é apenas um detalhe. O que vale é o entrosamento político, a amizade e a certeza da impunidade

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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CADÊ A ATA?

A ata da sabatina na chalana já foi registrada em cartório de títulos e documentos, para se tornar pública? Assim, onde é possível conseguir uma cópia para que o povo tenha conhecimentos dos termos finais dessa proveitosa reunião? O local deve ser muito bonito, e equipado com jogos de luzes e som de estilo boate, apesar de ser uma pequena embarcação fluvial, para transporte de mercadorias, conforme explica no Google.    

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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COMPORTAMENTO ÉTICO

No Brasil, o ministro da Justiça é acusado de plágio, mas o presidente da República mantém sua indicação para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal. Na Alemanha, os ministros da Educação e da Defesa foram acusados de plágio e se demitiram dos cargos para não criarem constrangimento ao governo da chanceler Angela Merkel. Parece que lá há rigor demais com a perda do título de doutor por renomada universidade. Enquanto isso, aqui, há complacência demais e se espera pouco da postura ética dos governantes.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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O TESTEMUNHO DE FHC

Ao testemunhar, perante o juiz Sérgio Moro, pela defesa em ação penal contra Lula, Fernando Henrique Cardoso disse corretamente que "nenhum presidente tem como saber de tudo". Quase salivando, o advogado de Lula disse que esse depoimento "destrói a linha central da acusação". Bobagem! O que FHC falou é um truísmo, uma verdade óbvia que não muda nada. E Moro não é bobo. Ele sabe que qualquer chefe pode saber de tudo o que se passa no que esteja interessado. Para FHC a Petrobrás era a Petrobrás, uma das maiores petroleiras do mundo. Mas para Lula, desde a campanha de 2002, a Petrobrás não era apenas a Petrobrás, mas um instrumento para um gigantesco projeto de poder. Por isso não só ele sabia de cada detalhe que lhe interessava, como era o comandante máximo. Bingo! 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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TESTEMUNHO PREMIADO

O incorrigível FHC acabou, sutilmente, livrando a cara do companheiro Lula ao declarar, em juízo, que "o presidente não tem como saber tudo".

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CONFISSÃO

FHC Não defendeu Lula. Apenas confessou em juízo ter cometido o mesmo peculato.

Anselmo C. Fiorini anselmofiorini@gmail.com

São Paulo

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TOTALMENTE RESPONSÁVEL

O comandante, chefe ou diretor é responsável por tudo o que acontece ou deixa de acontecer na área sob a sua jurisdição. A resposta do sr. Fernando Henrique à pergunta feita pelo juiz Sérgio Moro de que o presidente da República não sabe de tudo o que acontece, quando questionado sobre fatos que teriam ocorrido na Petrobrás, foi apenas e tão somente uma medida preventiva para eventual denúncia que venha a ser efetivada contra ele, muito mais do que tirar a responsabilidade do seu amigo "in pectore" Lula.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A TRISTE LIÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

Embora o artigo 144 da Constituição federal proíba a greve da Polícia Militar, foi isso mesmo o que aconteceu no Espírito Santo durante 10 dias, com saldo de 147 pessoas que sofreram mortes violentas no Estado. Não houve reação firme contra a farsa montada pelos familiares dos grevistas, parece que não há recurso jurídico ágil para desobstruir os portões dos quartéis. Somemos a isso as recentes e violentas rebeliões nos presídios de Manaus (56 mortos) e Alcaçuz, no Rio Grande do Norte (27 mortos), para ter ideia do pouco caso que os governos estaduais e federal estão fazendo no combate ao crime. O impeachment de Dilma Rousseff foi para trocar seis por meia dúzia? Temos de pagar também por nossa segurança dita "pública", como já estamos fazendo na saúde, na educação e no transporte? Revoltante!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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QUARTÉIS CERCADOS

Ninguém perguntou ainda: que tipo de homens são estes policiais que não conseguem passar por suas mulheres? Há sinceridade nisso? Não há... não há

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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INACREDITÁVEL

137 mortes em 8 dias nas ruas do Espírito Santo... Que país é este?

Eduardo Britto britto@znnalinha.com.br

São Paulo

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RAZÃO X EMOÇÃO

Vivemos um cenário opaco, num fog espesso que nos permite ver pouco. Predominam, portanto, as sensações. Assim vivenciamos as recentes greves de polícia pelo País. Motivo: aumento salarial. Perguntas simples: quanto ganha um policial?  Quanto representam os gastos da categoria ante o orçamento do Estado (sem aumento e com o aumento pretendido)? Há alguma análise comparativa dos gastos desta categoria ante outros setores essenciais como o dos professores e médicos, por exemplo? Obtêm vantagens, privilégios, como férias, ganhos fora salariais como ajudas de custo, bônus, quinquênios, menor desconto previdenciário? Ou seja, a carência alegada se justifica? Há que manter um diálogo substantivo em que predomine a razão. Tendo de julgar e administrar pelas consequências, haverá sempre sobrevalorização das categorias cuja inoperância tragam consequências mais impactantes, imediatas e nefastas à população. Por outro lado, constatando a pouca relevância da despesa que deflagra a greve, chegaremos à conclusão de que o poder público não é afeito ao entendimento e a greve já poderia ter acabado, não fosse a falta do necessário diálogo.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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'O STF E AS DROGAS'

Gostaria de apoiar totalmente as ideias do jornalista Carlos Alberto Di Franco ("O STF e as drogas", 13/2, A2). Conseguiu redigir um texto claro e preciso sobre o momento pelo qual passa o Brasil e o STF no dilema sobre o que fazer com as drogas. O que está em risco é o funcionamento das famílias e a preservação de valores básicos, se quisermos caminhar para uma democracia estável. As drogas e o crime organizado, que se beneficiaria do pequeno traficante ficar livre, são os nossos maiores inimigos.

Ronaldo Laranjeira, diretor da Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas  laranjeira@uniad.org.br

São Paulo

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DOIS PESOS

No artigo "O STF e as drogas", publicado ontem (13/2) no "Estadão", é feito novo e virulento ataque a um ministro do STF que ousou "sugerir" a descriminalização das drogas, começando com uma experiência com a maconha. Sem pretender entrar no mérito da discussão, afora a desconsideração que o articulista demonstra para com uma autoridade do Poder Judiciário quando se refere à "(...) superficialidade da afirmação" feita, como se no cargo que o referido ministro ocupa ele pudesse ser superficial, é de estranhar que a pessoa que ataca a "sugestão" não apresente a mesma virulência para atacar as drogas já legalizadas (bebidas alcoólicas e cigarros), que causam danos imensamente maiores à sociedade. É um caso típico do uso de "dois pesos e duas medidas".

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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OSWALDO CRUZ, 100 ANOS

Não fosse a leitura detida e prazerosa de um jornal da tradição secular do jornal "O Estado de S. Paulo", talvez não tivesse me lembrado de que domingo, 12 de fevereiro, completou-se 100 anos do falecimento de um dos maiores nomes da ciência nacional, o médico "pai" de todos sanitaristas, Oswaldo Cruz. "Acaba de interromper-se a iluminosa trajectoria da maior gloria scientifica do Brasil nos últimos tempos: a vida de Oswaldo Cruz, saneador do Rio de Janeiro." Assim começa a pequena nota estampada no "Estadão" de domingo em sua coluna "Há um século". Nestes tempos contraditórios, apesar do enorme salto que a ciência deu desde sua morte, observamos assustados o recrudescimento de patologias antes consideradas erradicadas do cotidiano da maioria dos brasileiros. Que o legado de Oswaldo Cruz continue a inspirar tantos outros baluartes da atividade científica nacional, que a exemplo do próprio mestre também lutam com toda sorte de adversidades, da incompreensão da sociedade à crônica falta de recursos para alavancar suas pesquisas. Infelizmente, no Brasil de ontem e de hoje, as coisas só avançam desta forma, com o reconhecimento tardio a quem de fato dele faz jus.

Fernando Cesar Gasparini phernando.g@bol.com.br

Mogi Mirim

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GOVERNO TEMER

Entre o novo e o velho

O governo do presidente Michel Temer é uma mistura de reformas e velhos hábitos da política brasileira. Embora ele tenha legitimidade constitucional, sua popularidade continua em queda livre. Não por acaso, seu governo é tão ou mais mal avaliado que o de sua antecessora, Dilma Rousseff. É claro e inquestionável que o País continua tentando sair da recessão econômica, buscando alternativas para retomar o crescimento e gerar mais riqueza e empregos. Acontece, porém, que algumas reformas são contraditórias. A trabalhista e a previdenciária, por exemplo, defendidas como indispensáveis, não foram efetivamente discutidas com a sociedade, a maior interessada nesses temas. Além disso, a cúpula do Palácio do Planalto é integrada por investigados na Operação Lava Jato. Diante dos fatos, é notório que o atual governo está num dilema: viver entre a modernidade que, eventualmente, poderá ser construída com as reformas estruturais e os hábitos da velha política brasileira, em que investigados continuam a usufruir o poder e a protelar ao máximo o seu julgamento e a provável punição.

WILLIAN MARTINS martins.willian@globo.com

Guararema

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Desaprovação

Está certo que Michel Temer afirmou que estava preparado para não ter aprovação popular, mas não precisava exagerar.

LUIZ FRID luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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O uso do cachimbo

Diz o ditado que o uso do cachimbo deixa a boca torta. O presidente Michel Temer viveu a sua vida política dentro dos esquemas do PMDB, usando a sistemática “franciscana” do “toma lá dá cá”. Na Presidência, mostra-se desejoso de ficar na História deste país por ter reposto o Brasil nos trilhos, não medindo esforços para tal. Já conseguiu feitos notáveis, como a Lei do Teto e outras, é certo. Porém não consegue deixar o vezo da velha politicalha, como se viu na nomeação do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, objeto de ações judiciais e de protestos País afora. Uma pena.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Oportunidade perdida

A esta altura de sua vida política, Michel Temer já poderia dar-se ao luxo de gravar seu nome na nossa História como redentor de um país em colapso moral. Bastaria que tomasse a pulso a tarefa de defenestrar do governo todas as raposas velhas, políticos cuja cara já não escamoteia as verdadeiras más intenções de seus mandatos. A caterva continua avançando com apetite ávido pelo escracho, pelo lucro fácil sobre o lombo do povo que finge representar, pela eliminação das leis que podem encarcerar seus componentes, sem que o presidente tome a si a defesa dos brasileiros. Ele poderia, sim, e já não é sem tempo. Mas, ao dar preferência a atitudes do tipo engalanar amigos suspeitos com cargos pelo artifício do foro privilegiado, enfia os pés num passado que todos nós queremos ver varrido do solo nacional. Perde, assim, uma grande oportunidade, em momento crucial de sua biografia e da nossa vida.

DOCA RAMOS MELLO ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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Nove meses

A velha política só vai acabar quando o povo aprender em quem votar. O Congresso que está aí foi eleito em 2014, ou seja, pelos mesmos que elegeram a dona Dilma et caterva.

JOSÉ GILBERTO SILVESTRINI jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

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E agora?

Temer diz que afastará ministros se forem denunciados na Lava Jato. E se ele próprio for denunciado, vai se afastar?

FRANCISCO PAULO URAS

francisco.uras@uras.com.br

São Paulo

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LAVA JATO

Garantismo

Boa parte dos políticos e do Judiciário brasileiro, especialmente das Cortes superiores, decerto por sua maior proximidade com a cúpula da política nacional, vê com apreensão os saudáveis resultados para o País do trabalho da turma da “república de Curitiba”. Há quem seja cético ou crítico quanto ao efeito da Lava Jato na elevação dos padrões éticos presentes e futuros de nossa política. A verdade é que sem que se cuide de abrir a “caixa-preta” do BNDES o saneamento do nosso meio sociopolítico ficará incompleto, canhestro e decepcionante. Enquanto confundirmos a aplicação da lei sem leniência com injustiça ou com maldade e falta de compaixão, não sairemos do poço de imoralidade e de anomia em que estamos metidos. Nosso garantismo é algo torpe e tem de ser revisto.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas 

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Méritos

Em sã consciência, ninguém, salvo os corruptos, corruptores, seus familiares e beneficiários, pode ser contra a Operação Lava Jato, que em boa hora está passando o Brasil a limpo e cujos méritos ninguém discute. Atribuir, no entanto, a advogados que, no legítimo exercício de seu ofício e amparados em suas convicções, apontam eventuais erros e excessos cometidos pela força-tarefa a pecha de que são contrários às investigações me parece equivocado e incompatível com o bom Direito. Não se combate a corrupção com o atropelo das leis. 

ALBERTO FASANARO fasa.alb@uol.com.br

São Paulo

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Baixa no time 

Causou-me surpresa o delegado federal sr. Márcio Anselmo, que há três anos participa da equipe de trabalho da Lava Jato, ter pedido transferência para o Espírito Santo – logo lá, que está uma balbúrdia sem fim. Vale ressaltar que esse delegado cuidava pessoalmente de todos os processos que envolvem o ex-presidente [ITALIC]Lulla[/ITALIC]. Levando em consideração os últimos movimentos do Palácio do Planalto, de deputados e senadores, não me surpreenderia se ele tiver sido “gentilmente convidado” a abandonar o caso, para ver se conseguem emplacar alguém capaz de livrar o chefe-mor da cadeia.

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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ANISTIA

Multas dos partidos

A notícia de que a Câmara vai propor anistia me deixou com algumas dúvidas. Para que servem as punições previstas na legislação eleitoral? Se existe lei, não deve ser cumprida? Se a lei não serve para nada, por que não a revogam de uma vez? É impossível ser político sem violar a lei?

LUCIANO NOGUEIRA MARMONTEL

automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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