Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2017 | 03h00

GOVERNO TEMER

Blindagem ministerial

Em sua ruidosa afirmação de que só demitirá ministros quando se tornarem réus na Lava Jato e que os que forem denunciados pelo Ministério Publico serão afastados até a conclusão do processo, o presidente Michel Temer está, na verdade, dizendo que manterá quem ainda não é réu, mesmo que já legalmente denunciado, o que implica estar blindado por foro privilegiado e recebendo seus salários sem trabalhar. É duro para nós, meros cidadãos, constatar que o presidente Temer (ou devo chamá-lo de “presidento” após nomear Moreira Franco ministro?) não está nem aí para a histórica máxima de que à mulher de César não basta ser honesta, tem também de parecer honesta. Aliás, pelo que se tem visto, não só é dispensável parecê-lo, como também o é sê-lo.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Ilusionismo

Pelo que se viu no noticiário, Temer apenas iludiu a todos com um truque de prestidigitação. Não mudou absolutamente nada para Moreira Franco. 

MARCUS VINICIUS TELLES FADEL

marcusvtf@gmail.com

Curitiba 

Jogada de mestre

O “golpe de mestre” de Temer – ao declarar com veemência que ministro denunciado será afastado e se virar réu na Lava Jato será demitido – é a aposta que faz na demora da Procuradoria-Geral da República em apresentar a denúncia ao Supremo Tribunal Federal (STF). E assim, na melhor das hipóteses, serão mais de dois anos. Com isso Temer passa uma ideia de austeridade diante dos reclamos das pessoas de bem, embora se saiba que, se algo vier a acontecer, será no próximo governo. Portanto, são declarações sem efeito prático. Me engana que eu gosto!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Cartas na mesa

Quando o presidente Michel Temer apoia, nomeia e defende amigos envolvidos em acusações de corrupção, está dando a eles o direito de defesa, como jurista que é, mas esquecendo que ser presidente é outra coisa. Porque com suas atitudes dá ao cidadão brasileiro a impressão de estar salvando a própria pele. Nenhuma recuperação econômica conseguirá apagar esses rastros. Vai continuar ou recuar? As cartas estão na mesa.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Conselheiro Acácio

Sua Excelência, falando demais, preenchendo espaços na mídia, estratégia velha conhecida, com infinitas possibilidades de errar, acaba por dizer o óbvio, na medida em que jura por tudo o que é divino que afastará provisoriamente ministros denunciados. Sua fala pareceu o solene pronunciar do Conselheiro Acácio, personagem de Eça de Queirós, ao anunciar que demitirá quem se tornar réu na Operação Lava Jato. Mas duro mesmo seria afirmar que, sendo réu, e por não haver instância superior ao STF, somente afastaria ministro condenado definitivamente...

ARNALDO C. MONTENEGRO

ac.montenegro@uol.com.br

São Paulo

A era da pós-política

Em tempos de pós-verdade ou pós-transparência, a prática política no Brasil parece resumir-se hoje em dia à mera politicagem. O Poder Executivo promove verdadeira blindagem ministerial, assegurando a permanência de seus ministros no cargo mesmo diante das denúncias feitas em delação premiada na Operação Lava Jato. Competente advogado que é, o presidente da República instituiu uma norma que sabe que não será executada em seu governo, pela conhecida morosidade do Poder Judiciário. Censura a informações da imprensa é outra prática que voltou a ser assunto do dia. Mas tais práticas nem mais deveriam surpreender, pois hoje mantêm o protagonismo políticos que também apoiaram o regime militar, o governo Fernando Collor e o lulopetismo. São políticos sem bandeira. A competência e a meritocracia não lhes convêm, já que significam perda de influência. Além do mais, corromper pessoas competentes custa mais caro. Lamentável, porque se perpetua o nivelamento por baixo. Diante de tudo isso, com a mesma ênfase por eles adotada, temos de nos mobilizar e defender os valores republicanos, a ética e ações meritórias. O momento não permite omissão.

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Foro privilegiado

Para que a situação se normalize, e cessem essas manobras desesperadas para proteger políticos com o foro privilegiado, basta que o STF cumpra seus deveres, como vêm fazendo os juízes de primeira instância no rumoroso caso que recebeu o nome de Lava a Jato. O STF precisa agir rapidamente e dar vazão ao julgamento dessa avalanche de denúncias contra políticos, grande parte com robusto fundamento e farto material comprobatório. Está passando da hora, em defesa de sua própria reputação, de assumir o papel de um verdadeiro tribunal e deixar de parecer uma espécie de caverna de Ali Babá onde um conhecido grupo se esconde e se protege. Os tempos mudaram. Hoje o povo sabe de cor o nome de todos os juízes da Suprema Corte, sua origem e suas tendências, o que não ocorria no passado. Ou se elimina o foro privilegiado ou se julgam os denunciados com urgência. Ficar como está é que não pode.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia 

CORRUPÇÃO

Novos tempos

Esclarecedora a entrevista do estrategista-chefe do Fundo BlackRock no Estadão de domingo. Sai a moribunda, corrupta e endividada Odebrecht, entram os fundos especializados. O padrão está mudando...

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Absurdo atrás de absurdo

Quer dizer que para o Congresso votar as reformas vitais para o Brasil e medidas para tentar reaquecer a economia e conter o desemprego o Senado e a Câmara põem a Nação contra a parede e continuam a falar em anistia para o crime de caixa 2 e anistia das multas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aos partidos políticos? O PT, partido que proporcionou a maior corrupção num país na História mundial, ainda nem sequer pagou as multas do mensalão, lançando mão de recursos. Os congressistas continuam fingindo não enxergar o anseio dos brasileiros que pedem o fim da corrupção e que os culpados paguem pelos crimes cometidos. E assim vamos, na mão de bandidos e corruptos. Até quando aguentaremos tamanho descaso?

RODRIGO ECHEVERRIA

rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

NÃO SOBRA UM

 

Michel Temer diz que afastará ministros que forem denunciados na Operação Lava Jato. Não vai sobrar ninguém, nem ele!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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TEMER E SEU MINISTÉRIO

 

Se a Lava Jato não for amordaçada e se Temer fizer o que diz, vai sobrar algum ministro ou presidente?

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

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LOUVÁVEL

 

Muito louvável a decisão do presidente Michel Temer de afastar de seu governo ministros que forem indiciados e os que se tornarem réus no processo do petróleo. Seria ótimo se essa decisão servisse para deputados e senadores também, e não só para os ministros. Michel Temer deveria, ainda, assumir o compromisso público de renunciar ao mandato se as investigações continuarem apontando para ele e para o seu partido, e colaborar com as investigações. Essas ações poderão ser usadas como importantes atenuantes para a pena que lhe será imposta. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PADRÃO

 

Em boa hora o presidente Michel Temer fez o que já deveria ter feito. Com a proximidade da divulgação dos depoimentos da Odebrecht, o presidente estabeleceu um padrão: quem for citado continua no governo; quem for denunciado sai provisoriamente; quem se tornar réu está demitido. Espera-se o mesmo comportamento do Judiciário, punindo exemplarmente os envolvidos, e não aguardar que os crimes prescrevam. Isso pode dar tranquilidade aos eleitores que foram às ruas pedir moralização na política, pois os movimentos já começam a se organizar diante de tanta desfaçatez destes Três Poderes.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

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RACIOCÍNIO

 

Gostei do raciocínio do presidente Michel Temer: “Qualquer ministro que se tornar réu será afastado”. Ninguém conseguirá virar réu antes do fim de seu governo, logo...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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COMO SERÁ?

 

O presidente Michel Temer anunciar que, caso algum dos seus ministros for denunciado pela Operação Lava Jato e se tornar réu, imediatamente vai estar desligado do seu governo. E quem irá afastá-lo quando a denúncia for contra ele mesmo, já que tem seu nome citado muitas vezes nas delações?

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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NOVA REGRA PARA MINISTROS

 

Bem aventurado Itamar Franco, de saudosa memória, que inspirou sua ética ao presidente Temer.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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POR QUE SÓ DA LAVA JATO?

 

Por que somente depois de nove meses no poder o presidente Michel Temer toma a decisão de que ministro que virar réu na Lava Jato ele demite? E que “não vai blindar ninguém”? Essa é uma decisão demagógica! Mesmo porque, como constitucionalista e com alto saber jurídico, Temer demonstra agir conforme suas conveniências. Se tivesse cumplicidade com a ética nas nossas instituições, não teria blindado Moreira Franco, que é investigado na própria Lava Jato. Preocupado com seu amigo Franco, no momento que antecede a divulgação das 77 delações da Odebrecht, Temer, para lhe garantir foro privilegiado, o promove, “a toque de caixa”, a ministro, quando há meses era secretário do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Presidente, por que demitir somente ministro que virar réu na Lava Jato, quando, na realidade, o ministro do Turismo, Marx Beltrão (PMDB-AL), por exemplo, é réu no Supremo Tribunal Federal por falsidade ideológica, já que falsificou comprovantes da Previdência? Não demite Beltrão porque é indicado por Renan Calheiros? Lamentável, presidente.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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FORO PRIVILEGIADO

 

A nomeação de políticos para cargos que assegurem o foro privilegiado vem se repetindo desde que essa aberração foi criada. A mídia dá amplo destaque, repetindo as notícias. Como se sentem os ministros do STF quando são usados para livrar a cara dos corruptos? Por que não abolem essa criminalidade impune do foro privilegiado?

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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NÃO É BOBO

 

O presidente Michel Temer, que apesar de lerdo para tomar medidas contra seus ministros corruptos, foi muito ágil quando o tema era a mudança nas regras da aposentadoria da Polícia Militar e das Forças Armadas. Percebeu que “o mar não está para peixe” e, temeroso, retirou do projeto inicial da reforma da Previdência essas duas classes. Acordou e viu que estava colocando a “mão num vespeiro” e, imediatamente, colocou o pé no breque. Pena que em outras oportunidades não é isso o que acontece.

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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AVANÇOS E RETROCESSOS

 

No campo econômico o governo Temer tem mostrado eficiência, propondo reformas historicamente abandonadas e buscando tirar o País do imenso atoleiro em que os governos petistas nos enfiaram, com reconhecimento até de alguns dos que colaboraram para isso. Mas no plano político, patina e às vezes derrapa, como nesta permissão à censura de reportagens sobre a tentativa de extorsão sofrida pela primeira-dama, Marcela Temer. Neste caso, com críticas até de aliados.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

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ECONOMIA E POLÍTICA

 

A economia vem nos dando sinais positivos – vide as colunas de Celso Ming (“Estadão”, página B2). Agora, a política continua temerária, a opinião pública pouco importa para nossas autoridades, quiçá opiniões familiares. Um descalabro! Agem na calada da noite e subestimam a nossa capacidade e nosso discernimento.

 

Leandro F. da Silva leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

 

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PRESIDENTE ‘MUY AMIGO’

 

Em seu artigo, sob o título “No navio de Temer, mais suspense que no Henrietta”, de 12/2 (página A2), o jornalista Rolf Kuntz faz uma interessante analogia entre o comandante do Navio Henrietta, o personagem Phileas Fogg, criado por Júlio Verne em seu livro “A volta ao mundo em 80 dias”, e o presidente Temer no comando do nosso país. Lembra ele, como muitos de nós, que leram o inesquecível livro de Verne, o suspense criado no final da viagem, na travessia do Oceano Atlântico, a bordo de um navio a vapor, que, para conseguir chegar ao seu destino, teve de ter consumida toda a madeira existente a bordo e só chegou ao porto com o casco e o motor. Mas o personagem de Júlio Verne, para quem se recorda da história, era um extraordinário planejador e sagaz o suficiente para poder contornar os imprevistos que surgiam em seu caminho. Júlio Verne, em seu romance de aventura, lançado em 1873, mais uma vez se antecipou à ciência, no caso, aos estudos de Taylor, o pai da administração científica, e Gilbreth, que no início do século 20, em estudos que se complementam, introduziram a teoria dos “tempos e métodos” nas atividades produtivas. Já o governo do presidente Temer vai bem na parte econômica, uma vez que montou uma equipe eficiente, mas na parte que envolve o restante da equipe tem falhado, e feio, quando tenta acomodar a situação dos amigos de longa data, como diz. Assim, já foi obrigado a trocar de ministros, por serem denunciados à Justiça, o secretário Geddel Vieira Lima, por um comportamento indecoroso, mas mesmo assim não desiste de tentar. Agora, a indicação do ministro para o STF, Alexandre de Moraes, que aparentemente também obedeceu aos interesses de seus amigos e que, antes de ser aprovado, já cometeu o deslize de comparecer a um jantar na chalana do senador Wilder Morais para uma sabatina informal. Procura, ainda, um novo ministro da Justiça, tendo em vista que a Polícia Federal é subordinada ao ministério e é um dos braços importantes da Operação Lava Jato. Kuntz termina seu artigo comentando que a nossa viagem sob o comando de nosso presidente terá muito mais suspense. E tem toda razão.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ESTÁ LIBERADA?

 

Depois do ensaio para a sabatina feito na chalana, só falta o candidato à vaga no Supremo, sr. Alexandre de Moraes, usar “cola” no dia em que a prova for para valer.

 

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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DECORO

 

Decoro tem como sinônimos palavras como decência, compostura ou moralidade. Mas poderia ter figuras humanas que representem esse modo de vida, como Barack Obama, papa Francisco ou Ayrton Senna. Nos dias de hoje, quais seriam nossos representantes políticos com essa qualidade, aqueles que presidem o Parlamento e as comissões mais importantes? Futuro ministro do STF fazer “sabatina” em chalana? Desestruturar a equipe da Lava Jato, por quê? Suprema Corte a serviço de quem? Partiram para o tudo ou nada. Todos... Quem não deve não teme.

 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

 

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QUE PENA É ESTE PAÍS

 

Brilhante o artigo da Eliane Cantanhêde de 12/2 (“De chalanas e jatinhos”, página A6), sempre colocando o dedo na ferida dos políticos que abusam da nossa boa vontade e zombam da nossa inteligência. Baseando-me no que ela escrevera no domingo, chego à conclusão de que o Brasil não é um país sério – e quem afirma isso não sou eu, mas inúmeros empresários estrangeiros. Também pudera, né? O País vive numa situação dantesca, ou seja, horrorosa. Onde já se viu um candidato a assumir uma vaga no STF aceitar uma reunião “pré-sabatina” com senadores que formam a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado numa chiquérrima chalana flutuante, chamada Champagne? Por que não num local mais público, às vistas de toda a imprensa? O recente acidente aéreo no País aconteceu com o senador a bordo Aécio Neves, e descobriu-se que ele fretou a aeronave com o dinheiro do Fundo Partidário – entenda-se, dinheiro público suado do povo –, sendo que nesta rota Brasília-São Paulo existem mais de 20 voos comerciais diários. Elege-se um sujeito investigado na Operação Lava Jato para à presidência da CCJ, o senador Edison Lobão (PMDB-MA) e demais integrantes que farão a sabatina com Alexandre de Moraes sendo investigados na mesma operação. É Brasil, ops, “brasiu”.

 

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

 

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INFELICIDADE

 

Um presidente da República como Michel Temer, um presidente do Senado como Eunício Oliveira, um líder no Senado como Renan Calheiros, um presidente da CCJ do Senado como Edison Lobão e um indicado para o STF como Alexandre de Moraes. Qual país pode ser mais infelicitado por tantos políticos governantes deste jaez do que este nosso combalido Brasil?

 

Hugo Jose Policastro hjpolicastro@terra.com.br

São Carlos

 

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POLÍTICOS PODEROSOS

 

É incrível o poder que têm na política os coronéis nordestinos (Renan, Sarney, Romero Jucá, Collor, Lobão, Jader Barbalho e outros), que, dominando a política em seus Estados, os mantêm sempre no atraso. Sai governo, entra governo, estão sempre atuantes no governo federal e no Congresso, participando de decisões que afetam o País. A composição da CCJ do Senado é um exemplo desse poder. A última trincheira da esperança dos brasileiros é o Supremo Tribunal Federal, apesar dos Toffolis, Lewandowskis, Gilmar Mendes e, agora (desgraça pouca é bobagem), o provável ministro Alexandre de Moraes. Esperamos que o STF não se “Venezuelize” e que a Lava Jato não tenha o mesmo fim da operação “Mãos Limpas”, da Itália.

 

PauloBoin boinpaulo@gmail.com

São Paulo

 

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PARA O DELÍRIO DE SEUS PARES

 

A declaração do talentoso senador pelo Maranhão que foi aclamado pelos seus camaradas para presidir a Comissão de Constituição e Justiça, do “alto do seu amplo conhecimento de direito constitucional”, afirmou, para o delírio de seus pares, que “anistiar caixa 2 é constitucional”. Declarações como esta revelam três fatos graves: 1) a resistência ao combate à corrupção e à impunidade, em especial à Operação Lava Jato, continua forte dentro do Parlamento; 2) os líderes dos bucaneiros da cleptocracia que se apropriaram do Brasil, travestidos de políticos, estão se lixando para a população, mostrando que perderam o bom senso e o pudor; 3) o sistema político brasileiro está podre, fede muito e se recusa a ser enterrado. Estes pretensos líderes estão saindo de suas tocas, à luz do dia, para fazerem apologia à corrupção e à impunidade, mostrando que estão dispostos a bloquear a qualquer custo as mudanças que a sociedade deseja. Vão perder esse embate, pois o Brasil é maior do que todos eles juntos.

 

José Matias Pereira matiaspereira51@gmail.com

Brasília

 

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À FRENTE DA CCJ

 

Apesar de todas as críticas recebidas, Edison Lobão preenche todos os requisitos exigidos pelo padrão ético vigente no Senado. Está no cargo certo!

 

Odilon Otavio dos Santos

Marília

 

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EDISON LOBÃO E O CAIXA 2

 

Lobo perde o pelo, mas não perde o vício!

 

Candida Barros candy.barr@uol.com.br

São Paulo

 

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DINOSSAURO

 

Voltamos à era dos dinossauros. Sim, porque Lobão voltou, agora como presidente da CCJ (inacreditável) – diga-se, a mais importante comissão do Senado. Vai flanar seu charme, naquela importante Casa da “democracia”. De cara, mandou seu recado: torpedear e sabotar no Congresso uma das nossas mais importantes conquistas, a Lava Jato. Triste!

 

J. Perin Garica jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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SAUDADES

 

“(...) Não uma, nem duas, mas muitas guerras, tanto grandes como pequenas, justas e injustas, guerras entre diversas castas de supostos heróis e vilões, e cada herói nos fazendo sentir saudade do antigo vilão (...)” (“O Silêncio das Montanhas”, Khaled Hosseini, página 110). Será que vamos ter saudades do PT?

 

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

 

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CARA LIMPO

 

O sr. Ciro Gomes é, no mínimo, um hilário. Em sua entrevista ao “Estadão” (“‘Seria um desserviço ao Brasil o Lula candidato’”, 13/2, A4), declarou que é um cara limpo e desanca o governo, políticos, etc., etc., esquecendo-se de que faz parte dos políticos e pertence a uma casta de coronéis do Ceará, onde há décadas se revezam no poder sua família e compadres. Imaginem como eles se elegem e reelegem. Vou mandar um desenho para ele!

 

Eduardo A. de Campos Pires eacpires@gmail.com

São Paulo

 

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O BOM

 

Para Ciro Gomes, ninguém da política presta. Só ele é o bom. Ele devia ser assessor de Donald Trump.

 

Ronald Martins da Cunha ronaldcunha@hotmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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JURISPRUDÊNCIA NO STF

 

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez a seguinte declaração: “Temos um encontro marcado com as prolongadas prisões que se determinam em Curitiba”. Senhor ministro, sugiro que o senhor aumente seu leque de encontros, incluindo todas as prisões prolongadas que existem no Brasil, algumas com muitos anos, sem julgamentos e até sem queixa formal. Ele disse mais: “Temos de nos posicionar sobre esse tema, que conflita com a jurisprudência que construímos ao longo desses anos”. Verdade, defender bandidos foi a jurisprudência criada na Suprema Corte durante os últimos 13 anos de um governo sem ética e sem moral, que faliu as empresas estatais, desmoralizou as instituição do Estado, inclusive a sua, e institucionalizou a corrupção.

 

Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

 

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‘ALONGADAS PRISÕES’?

 

Ministro Gilmar Mendes, antes do encontro com as alongadas prisões da Lava Jato, que tal o senhor explicar as abreviações de prisões por “habeas corpus” concedidos pelo senhor a inúmeros bandidos contumazes como Roger Abdelmassih e tantos outros? Qualquer estudante de Direito não encontraria o mínimo motivo para tais decisões. Por favor, explique.

 

Aurelio Villafranca Saez  asaez.avs@gmail.com

São Paulo

 

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ENCONTRO MARCADO

 

Prezado ministro Gilmar Mendes, temos um encontro marcado com os alongados processos que se desenrolam no Supremo. Temos de nos posicionar sobre esse tema, que conflita com a nossa confiança na Justiça e não se modificou ao longo desses anos.

 

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

 

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GREVE DE SERVIDORES

 

“Governo quer regras duras para greve de servidores” (“Estadão”, 14/2). Na minha opinião, o sr. Michel Temer e assessores não leram o brilhante editorial do “Estadão” “Hora de exercer a autoridade” (6/9/2016, A3), que conclamava o presidente, então livre dos inconvenientes da interinidade, a exercer a sua autoridade contra os interesses e conveniências de muitos que o cercam. No dia seguinte eu, humildemente, por intermédio do “Fórum dos Leitores” do “Estadão”, o conclamei também a “exercer a sua autoridade contra os interesses corporativos dos funcionários públicos que vivem chantageando o governo com greves absurdas em detrimento da população, que no fim é que sofre. O sr. presidente deveria enviar ao Congresso, em regime de urgência, a lei que regulamenta a greve do setor público, que o lulopetismo engavetou por mais de 13 anos. Só assim não seria chantageado pelos sindicalistas a serviço do lulopetismo, interessados agora no quanto pior, melhor”. É, como dizem na minha terra: “Depois que a vaca foge é que vão fechar a porteira?”.

 

José Gilberto Silvestrini jgsilvestrini@gmail.com

Pirassununga

 

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DEPOIS DA PARALISAÇÃO

 

O governo do Estado de Espírito Santo anunciou acordo com os policiais amotinados. A segurança da população deve ser recuperada. A pergunta que não quer calar é: quem será sacrificado para dar exemplo às tropas locais? Para o bem da população daquele Estado e da população brasileira em geral, assim como era feito com as lideranças de marinheiros amotinados, alguém terá de caminhar por toda a extensão da prancha e ser lançado aos tubarões para que esse ato de motim, ou de sequestro com pedido de resgate, como descreveu o governador do Espírito Santo, não volte a acontecer.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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A POLÍCIA MILITAR E AS OBRIGAÇÕES

 

Os policiais militares merecem respeito. Mas a população também. Quem é policial militar o é por livre e espontânea escolha. Não é obrigatório servir a polícia como é obrigatório o serviço militar. O cidadão que escolhe ser PM não é convidado para tal, portanto tem obrigações militares a serem cumpridas tanto para com a sociedade quanto para com seus comandantes. Em caso de greve, considerada crime entre os militares, sabem que tal insubordinação está sujeita a prisão e a expulsão dos quadros, o que deve ser aplicado fielmente, como manda a lei militar, sob o risco desse movimento absurdo ganhar proporções inimagináveis por todo o País.

 

Carlos Fabian Seixas de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

 

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GOVERNAR É RESOLVER PROBLEMAS

 

A vida nacional é movida por impactos. 2017 começou com os presos do Amazonas, Roraima e Rio Grande do Norte rebelados e se matando. O País mobilizou-se em torno do problema carcerário. Em seguida veio a greve dos PMs capixabas e não se fala mais em presídio lotado, 250 mil presos provisórios e outras prioridades antes aventadas. Parece até que o problema deixou de existir. Além de presídios e policiais militares, temos a crise financeira de Estados e municípios, literalmente falidos. Governadores e prefeitos atrasam ou parcelam salários e correm em busca de socorro do governo federal, que na atual estrutura tributária é quem arrecada a maior parte dos tributos. O governo federal promete ajuda mas exige contrapartidas de contenção de gastos e privatização de serviços, com o que os servidores não concordam e protestam. O país clama por reformas e o governo as promete. É preciso cortar mais despesas para fazer com que o imposto arrecadado seja suficiente para custear os serviços de efetiva obrigação estatal. A grande reforma a se fazer não está na Previdência, na política ou no sistema eleitoral. Há que refazer o pacto federativo de forma que União, Estados e municípios possam viver autonomamente, cada qual cumprindo com suas obrigações. Os problemas não podem ser empurrados com a barriga ou deixados cair no esquecimento. Governo e instituições existem e são remunerados para cumprir uma missão. Se não o fazem, perdem a finalidade...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

 

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REAGIR!

 

A situação atual do Brasil, já calamitosa e desalentadora, descamba agora para a anarquia geral. A desobediência já chegou aos quartéis das polícias estaduais e espera-se que por lá fique (lembrai-vos de 1964). Quando fizemos o vestibular para o curso de Direito, minha geração e a do presidente Temer, estudamos as Catilinárias de Cícero. Portanto, não é preciso recontar aqui a história daquela conspiração em Roma! Mesmo porque no Brasil de hoje sobram Catilinas e falta ao menos meia dúzia de Cíceros. Temer não governa para o povo brasileiro, como é do seu dever. O que a ele mais interessa é satisfazer o valhacouto de turiferários e de conspiradores contra nossas instituições democráticas, entrincheirados nos desvãos do Congresso Nacional. Desempenha com distinção e louvor o papel de Michel Catilina! Mas o Brasil não é deles: é de todos os que aqui nasceram e/ou amam este país. Em passado recente milhões de brasileiros foram às ruas para defender a democracia. Agora, passado o carnaval, é imprescindível repetir essas demonstrações grandiosas. Nada de soluções extralegais. O Brasil não aguentará este governicho até 2018. A Constituição deverá ser emendada (e quantas vezes ela já o foi, ao sabor dos governos de plantão) para que tenhamos ainda este ano eleições diretas para presidente e vice. Em geral, senadores e deputados são covardes e recuam em face da qualquer reação. Bastarão milhares de pessoas cercando o Congresso e deixando-os a pão e água e eles logo aprovarão o que o povo exigir. Às ruas, povo brasileiro, para salvar nosso querido país.

 

Elias da Costa Lima dacostalima@gmail.com

São Paulo

 

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PICHAÇÕES ENALTECIDAS

 

No domingo (12/2), a TV Globo, no programa “Fantástico”, dedicou um tempo enorme à reportagem divulgando os atos e seus praticantes que estão emporcalhando São Paulo com as pichações nos muros e paredes desta nossa linda cidade. Como que enaltecendo essas horrorosas pichações e seus aplicadores, deu uma dimensão como se fossem ações de arte daqueles irresponsáveis elementos que não atentam para o mal que causam à nossa cidade, sob o olhar complacente das autoridades que deveriam coibi-las. Mas a reportagem estava incompleta, pois não mostrou os imóveis onde residem tais elementos e suas famílias, para que pudéssemos ver se onde eles habitam também praticam a sua “nobre arte” de sujar. Ou na casa deles não caem bem suas “pretensas manifestações de arte”? Vale dizer que “pimenta no próprio traseiro arde, mas no dos outros é refresco”. Portanto, levo esta crítica especialmente aos produtores do programa “Fantástico” e seus diretores, que, no desejo de fazer reportagens inéditas e de gosto reprovável por uma grande parte da população, procuram expor e enaltecer atos que denigrem o civismo do povo ordeiro de São Paulo. Por fim, cumprimento o prefeito João Doria, que está numa luta constante contra elementos de péssima estirpe que atuam irresponsavelmente em prejuízo do bem-estar comum a todos os habitantes desta metrópole.

 

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

 

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FUTILIDADES

 

A julgar pelos primeiros 40 dias da administração do município de São Paulo pelo novo prefeito, teremos “mais do mesmo”. É incrível a capacidade do alcaide eleito de se preocupar com assuntos insignificantes, se considerarmos as reais necessidades de nossa cidade e de seus habitantes. Poderíamos mesmo chamar essas preocupações de fúteis. As providências até agora tomadas foram relativas à velocidade nas avenidas marginais dos dois rios que cortam a capital, aos pichadores que emporcalham prédios e monumentos públicos, remanejamento dos blocos carnavalescos, além de outras menos importantes ainda. Agora, então, o prefeito está “nas arábias” tentando se livrar de alguns “micos” ou “elefantes brancos” que fazem parte de seu patrimônio. O administrador-executivo imagina que vai ser capaz de engambelar os “patrícios”. Doce ilusão! Se eles aceitarem qualquer proposta que for apresentada, é porque, com certeza, vão levar vantagem. Assim, só nos resta aguardar que em sua volta o prefeito deixe de lado suas fantasias de gari, marronzinho, beduíno e passe a cuidar do que é prioridade real da cidade: saúde, educação e segurança. A ver.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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FALTA DE REMÉDIOS

 

Honestamente, não entendi a pena que o prefeito João Doria diz ter sentido dos pacientes que diariamente não encontram os medicamentos da lista do SUS nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) da prefeitura. Não é uma obrigação legal da prefeitura fornecer esses remédios? Sair por aí caçando esmolas dos laboratórios que se aproveitarão da isenção de impostos para desovarem seus estoques próximos do vencimento é uma economia de administrador inteligente, ou está mais para um casuísmos irresponsável?

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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PROFESSORES INVISÍVEIS

 

Assim se encontram os professores aposentados do Estado de São Paulo. Invisíveis, há dois anos e sete meses não recebem reposição de inflação, direito de qualquer trabalhador. Como sobreviver?

 

Regina Teixeira Beltramelli rbeltramelli@uol.com.br

Campinas

 

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PROBLEMAS DIÁRIOS NO METRÔ

 

Volto a chamar a atenção do Metrô de São Paulo de que alguma coisa está sendo feita por baixo dos panos para desmoralizar a administração do Metrô e, por tabela, o governo de São Paulo. Atenção.

 

Lydia L. Ebide  lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

 

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VENDA DE FLORESTAS PELO GOVERNO DE SP

 

Aproximadamente 20.569 hectares de florestas serão postas à venda ou submetidas à concessão de uso, pelo chamamento público 01/2017, da Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo. São atingidas 34 cidades do Estado. Submeter esses atos à Assembleia Legislativa não basta. O possível desequilíbrio ecológico, resultante dos desmatamentos, precisa ser apurado e, conforme o dano, evitado, por meio do estudo de impacto ambiental, exigência da Constituição federal e do Estado.

 

Paulo Affonso L. Machado paulo.leme.machado@uol.com.br

Piracicaba

 

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CIGARRAS E FORMIGAS

 

Cidadãos suíços rejeitaram sediar a Olimpíada de 2026 em seu belo país. Os suíços são um povo rico e parcimonioso. Países pobres com populações carentes sediam Olimpíadas e Copas Mundiais de Futebol. Tais países têm deficiências na saúde, na educação, na infraestrutura, na segurança pública, são perdulários e desorganizados. Como as formigas e as cigarras, uns trabalham, poupam e têm futuro próspero e saudável, outros esbanjam, folgam e seu futuro pode ser tão medíocre ou ainda pior que seu presente.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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LEGADO ESPORTIVO

 

Tenho visto na mídia várias matérias (corretas e oportunas, por sinal) sobre o péssimo estado em que se encontram as instalações olímpicas esportivas que deveriam ficar como legado para o Rio de Janeiro. Realmente, as instalações em geral estão num estado deplorável. Um verdadeiro crime de lesa pátria cometido por governantes responsáveis pela conservação e manutenção desse legado. No entanto, não se vê o mesmo tratamento midiático ao excelente estado em que se encontram as instalações do Centro Nacional de Hipismo de Deodoro, que está sob a guarda e manutenção do Exército Brasileiro através do Centro de Capacitação Física do Exército, do 2.º Regimento de Cavalaria de Guardas e da Escola de Equitação do Exército. Um legado que muito contribuirá para o desenvolvimento do esporte hípico no Brasil.

 

Paulo Rinaldo F. Franco pfranco@terra.com.br

Rio de Janeiro

 

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BATERIAS ANTIAÉREAS

 

O governo federal acaba de anunciar o cancelamento de um acordo firmado durante o governo anterior, entre a então presidente Dilma Rousseff e o presidente russo Vladimir Putin, que previa a instalação, no Brasil, de nada menos que... baterias antiaéreas! E com participação de quem? Da construtora Odebrecht, é claro! Não bastasse tamanha ideia bizarra e estapafúrdia – afinal, quem e por que perpetraria um ataque aéreo ao nosso território? Para se apoderar da Amazônia? Ou do pré-sal? O custo dessa empreitada seria uma das maiores imoralidades jamais vistas na história deste país. A pergunta é: há quem ainda defenda o governo incompetente e delirante de Dilma Rousseff?

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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CORREÇÃO

 

Um reparo no artigo “Cidadania analfabeta”, publicado na edição de ontem (14/2/2017), de autoria de Luiz Gonzaga Bertelli: o nome do ex-presidente da República Argentina é Domingo Faustino Sarmiento. O erro na grafia se repete na “Escola Estadual Domingos Faustino Sarmiento”, localizada no bairro paulistano do Brás.

 

Pedro Felice Perduca pfperduca@terra.com.br

São Paulo

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