Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

17 Fevereiro 2017 | 03h00

FORÇAS ARMADAS NO RIO DE JANEIRO

Mais uma vez as Forças Armadas serão indevidamente empregadas. Agora, para garantia da segurança dos cariocas que estarão com suas fantasias e colares nos dias de folia. O abandono criminoso dos cuidados com a segurança pública, em todos os seus aspectos, acarretou a convergência para este caos nosso de cada dia. E, então, as Forças Armadas são convocadas. Do combate ao mosquito Aedes aegypti à seca do Nordeste, da guarda das fronteiras à tragédia de Mariana (MG), lá estão nossos militares de prontidão, na maioria dos casos de forma constitucional indevida. E o artigo 142 da Constituição... letra morta! É bom que a sociedade não se esqueça desses eventos e fatos durante as discussões do regime previdenciário que está na pauta.

Jose António Simões Bordeira sydreira@gmail.com

Petrópolis (RJ)

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POLÍTICOS

Filho do senador Edison Lobão é alvo de nova fase da Lava Jato, autorizada pelo ministro Edson Fachin, do STF. Alguma novidade? Nenhuma. É isso aí. Vai passando de pai para filho, daqui a pouco serão o neto, bisneto... e essa casta continua no poder. Protegem-se com leis a seu favor. A maioria das ações contra quem tem foro privilegiado prescreveu. Foro privilegiado é para isso? Foro privilegiado precisa ser revisto urgentemente. Isso é uma excrescência. Sou contra o foro privilegiado. Para mim, qualquer um que esteja no poder, seja presidente da República, ministro de Estado, etc., é um cidadão igual a qualquer outro, está no cargo temporariamente e a lei é igual para todos. Bem, na verdade, a lei é igual para todos os outros, menos para eles. É necessária uma reforma para acabar com esse entulho, que posterga os processos no Supremo. Temos de dar um basta nisso.

Panayotis Poulis

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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SABEDORIA POPULAR

Diz o antigo provérbio que filho de peixe peixinho é. O filho de Edison Lobão, Mauro Lobão, é a prova cabal de que o velho ditado está na ordem do dia.

Francisco Zardetto

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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EXEMPLO

Se o senador Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Congresso Nacional, bem debaixo do nariz do presidente Michel Temer, agiu para blindar políticos dirigentes das duas Casas que estão na linha sucessória da Presidência, o que esperar de aliados menos cotados?

Ricardo C. Siqueira

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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ESTE É O BRASIL

Numa gravação é flagrado o senador Romero Jucá dizendo que é preciso estancar a sangria da Lava Jato. O Senado elege um investigado na Lava Jato, senador Edison Lobão, para a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e ele comandará a sabatina do ministro licenciado Alexandre de Moraes para ocupar a vaga de Teori Zavascki no STF. Estou começando a crer que estamos diante de uma sociedade em decomposição.

Arnaldo Luiz De Oliveira Filho

arluolf@hotmail.com

Itapeva

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POBRE CONSTITUIÇÃO

Quando fui alfabetizada, aprendi que o vocábulo inconstitucionalissimamente era o maior da língua portuguesa e pensei, aliviada, que ao menos não iria deparar-me com ele quando crescesse. Ledo engano. A realidade é que justamente esse vocábulo se tornou como que o modus operandi da classe política brasileira, que defende, despudoradamente, a própria impunidade. As ingerências dos três Poderes uns nos outros, promíscuas, são ações ordenadas por esse advérbio, assim como as atitudes do Legislativo na tentativa desmoralizar a Operação Lava Jato. O flerte entre o Executivo e o Supremo Tribunal, vexatório, é pontuado também por esse advérbio. O Executivo decreta que ações praticadas dessa forma são constitucionais, o Legislativo mutilou projeto de lei constitucional e apoiado pela sociedade e tentou aprovar lei inconstitucional. Executivo, Legislativo e Supremo transformam em incontestável o que, mais que inconstitucional, é inconsistente. E nesse afã são incontentáveis.

Irene Maria Dell’avanzi

irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

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NÃO DÁ PARA ACREDITAR

Será possível que, após “impicharmos” uma presidente por crimes contra a Lei de Responsabilidade Fiscal, os três Poderes da República coordenem uma alteração na citada lei para salvar governadores de Estados incompetentes e desleixados com suas contas? A sociedade vai aceitar esse despautério?

Marco Antonio Esteves Balbi

mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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MANDATOS LIMITADOS

É notório que a classe política no Brasil, como em outros países, não cumpre seus misteres. Não se estrutura como “governo do povo pelo povo”. O vínculo democrático que deveria vir marcado pela luta dos representantes do povo, direcionada ao atendimento das necessidades mais prementes da população e para a melhor tutela dos interesses sociais, se converteu num incessante saque do Tesouro público, para abastecer os cofres partidários e conferir uma vida nababesca a seus integrantes. O propósito dessa política distorcida é a conquista de um espaço no “poder” e sua perenização. Na forma como já existe em Estados norte-americanos, entendo que deve ser estabelecido um limite à participação de qualquer pessoa na vida política. Esse limite preserva seu compromisso com a sociedade, antes de ser contaminado pelas empresas fabricantes de fortunas. Três mandatos entendo como o número adequado, pois resgata o sentido do trabalho político, como uma atuação cívica e voluntária, e melhor realiza a alternância no poder.

Venicio A. De Paula Salles

veniciosalles@uol.com.br

São Paulo

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O BRASIL NO ABISMO

Uma situação contraditória, incoerente e infeliz, flagrada pelo fotógrafo do “Estadão” (15/2, primeira página), nos leva ao entendimento de que realmente vivemos num país mergulhado no abismo da mediocridade e da insensatez. Como podem militares trajados para uma guerra, com todas as suas sofisticadas armas em punho, capacetes e mochilas carregando sabemos lá o quê, em plena Praia de Copacabana, num calor abrasador, fitando num “selfie” muito prazeroso a mulata vestida a caráter e jogando seu charme para cima dos sorridentes soldados, convocados para a “guerra doméstica” que assola nossa cidade maravilhosa? Enquanto isso, na ilha da fantasia, os artistas principais do circo mambembe se apresentam em nosso Congresso Nacional, para aplausos deles próprios. Para o cidadão, só resta rezar e pedir a Deus que olhe com lupa a “escrita” a nós destinada.

Aloisio De Lucca aloisiodelucca@yahoo.com.br

Limeira

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PAU PARA TODA OBRA

Já que as Forças Armadas viraram “pau para toda obra”, sendo chamadas para resolver todo tipo de problema que o nosso governo não tem competência para solucionar, por que não, democraticamente, entregamos o comando do nosso país aos tão bem conceituados militares, para em um mandato-tampão reformularem toda a nossa estrutura política, de modo a atender ao interesse do povo brasileiro? 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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OPERAÇÃO LEVIATÃ

A nova fase da Operação Lava Jato, que investiga corrupção na construção da Usina de Belo Monte, atinge diretamente o coração do governo de Michel Temer quando acusa Edison Lobão, o novo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, de ser o responsável pelo recebimento de propina em nome do partido do presidente Temer. Por muito menos do que isso Dilma Rousseff foi apeada da Presidência da República. Não é mais possível tolerar que Michel Temer continue governando, escolhendo ministros para o Supremo Tribunal Federal ou blindando os demais membros aliados da quadrilha criminosa que ele preside com mão de ferro.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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CRITÉRIO COMPETÊNCIA

Quando Edison Lobão foi indicado para ministro de Minas e Energia, perguntava-se como, se ele não sabia nem trocar uma lâmpada. Agora, como presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, só deve ter lido um tratado de boas maneiras, provavelmente emprestado por José Sarney. Este é nosso momento competência...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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LOBÃO NA CCJ

Botaram o Lobão para tomar conta do galinheiro...

Gil Carvalho gil@gilcarvalho.arq.br

São Paulo              

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DOIS BELOS EXEMPLOS

A valorização de nossa fauna e a oportunidade de emprego para os idosos: um “Angorá” na Secretaria-Geral da Presidência da República com status de ministro; e um velho gambá cuidando da horta na Comissão de Constituição e Justiça no Senado.

Luiz F. de Camargo Kastrup duasancoras@uol.com.br

São Paulo

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BELO MONTE

A metade da Usina de Belo Monte está à venda por R$ 10 bilhões. Esta parte pertence às empresas Neoenergia, Cemig, Light, Vale, Sinobrás, J. Malucelli e aos fundos Petros e Funcef. Eles perceberam que um empreendimento capaz de gerar apenas um terço da potência nominal jamais será rentável. Não seria surpresa se tivessem sido constrangidos para investirem no empreendimento. A outra metade pertence ao Grupo Eletrobrás, estatal. E o empreendimento já absorveu mais de R$ 30 bilhões, desembolsados pelo Tesouro Nacional, que pertence à sociedade brasileira. Esta ficará com o prejuízo. A vontade política megalômana que impôs a execução, contra todas as advertências, e causou danos ambientais e sociais de valores incalculáveis algum dia será chamada a algum tribunal? As empreiteiras ganharam com superfaturamentos e aditivos. Os bancos, com os títulos.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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CORRUPÇÃO EM VITÓRIA

A nova sede da Petrobrás em Vitória teve um orçamento inicial de R$ 90 milhões, mas já foram gastos na obra R$ 567 milhões. O superfaturamento de 530% foi pago ao consórcio formado pela Camargo Correa, Odebrecht e Hochtief do Brasil, responsável pela obra. Várias irregularidades foram verificadas pelo Tribunal de Contas da União. A equipe da Operação Lava Jato também apura a formação de cartel e pagamento de propinas a funcionários e diretores da companhia petrolífera. A corrupção está espalhada pelos quatro cantos do País.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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A POLÍTICA E A CORRUPÇÃO

Tenho certeza de que, se não estivéssemos a menos de dois anos das eleições federais, passariam brincando, no Senado, a Lei Jucá, que anistiava presidentes da Câmara e do Senado de falcatruas passadas antes do mandato; e, na Câmara, permissão para repatriação de dinheiro ilícito no exterior de familiares dos políticos até segunda geração. Se fosse logo após o pleito, tudo isso seria aprovado, porque teriam quatro anos pela frente para o povo delas se esquecer. Os senadores por São Paulo Aloysio Nunes e Marta Suplicy apoiaram esse acinte e seus mandatos terminarão em 2018. Vale a pena reelege-los? Toda a população dos outros Estados também deveriam acompanhar atitudes suspeitas de nossos parlamentares, que pensam apenas em livrar a cara de corruptos, independentemente do bem que fariam à população que os elegeu.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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AUTORIDADES?

Declaração do senador Romero Jucá: “Chefe de poder não pode ser sacado por procurador”. Senador, no nível em que está o Congresso no Brasil, até pipoqueiro tem moral para sacar qualquer chefe de poder. Não precisa ser procurador, não. Aliás, o procurador está cumprindo o papel do Ministério Público. Pois é, quem tem um Romero Jucá não precisa de mais nada.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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PROJETOS DE LEIS

Deputados e senadores não poderiam apresentar projetos de leis considerados imorais e permanecer impunes, mesmo depois das suas respectivas rejeições. Comissões de Constituição e Justiça deveriam convocá-los para identificar suas verdadeiras intenções e objetivos.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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PROTEÇÃO NO STF

A promoção a ministro de Estado do peemedebista Moreira Franco, pelo colega de partido, presidente Michel Temer, tem requisitos suficientes para que se acuse de ter sido realizada para dar ao então secretário o cobiçado foro privilegiado, após sua citação nas delações da Lava Jato. O medo de enfrentar o juiz Sérgio Moro em Curitiba tem peso elevadíssimo, pelo seu retrospecto. Entretanto, não é sem motivos, com todo o respeito ao órgão que tem a prerrogativa de errar por último, que o STF conquistou essa fama de trazer certo sentimento de proteção a encrencados com a Justiça, como ficou muito bem evidenciado no caso da indicação do ex-presidente Lula ao cargo de ministro pela então presidente Dilma. O lógico, pela competência e inquestionável biografia da esmagadora maioria do Supremo, seria que todos lutassem para fugir de cair nas garras do Supremo Tribunal Federal.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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DESGASTE PARA O JUDICIÁRIO

A decisão do ministro Celso de Mello  em relação ao aliado do presidente Temer mostra mais uma situação que causa muita polêmica e, de certa forma, um desgaste ao Judiciário. Basta lembrar que quando a presidente Dilma fez um procedimento idêntico em relação ao ex-presidente Lula, criando um novo ministério, a decisão no STF foi diferente. Afinal, em ambos os casos é certo assegurar foro privilegiado a acusados que estão sendo considerados especiais?

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS

Não há como deixar de comparar as nomeações de Lula (Brahma) feita pela ex-presidente Dilma e a de Moreira Franco (Angorá) feita pelo presidente Temer e mantida pelo juiz Celso de Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF). A de Brahma foi anulada pelo ministro Gilmar Mendes (STF) e não foi criada jurisprudência para casos semelhantes (princípio básico da Justiça). A única diferença entre os dois casos reside no fato de que o presidente Temer não chamou o “Bessias” para levar a carta para o Angorá assinar.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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‘ALEA JACTA EST’

O partido de Temer é quem agora domina o País. Será que teremos, novamente, de sair às ruas?

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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RITO PARA O DENUNCIADO

“Temer impõe limites.” Aproveito o título do editorial do “Estadão” (14/2, A3) para dizer que Temer precisou da pressão e da indignação popular, em face da inoportuna promoção ao cargo de ministro de Moreira Franco, garantindo-lhe o foro privilegiado – o que acaba de ser ratificado pelo ministro do Supremo Celso de Mello –, para tardiamente tomar uma decisão sensata com relação aos seus colaboradores envolvidos na Operação Lava Jato. Agora, ministro denunciado e acolhida a denúncia pelo Judiciário, o presidente promete demiti-lo provisoriamente. E, em se tornando réu, o afastamento é definitivo. Por enquanto, cinco são os ministros com cargos ameaçados, por terem sido citados por delatores da Odebrecht por terem supostamente recebido verbas ilícitas: Gilberto Kassab (PSD), Bruno Araújo (PSDB), José Serra (PSDB), Eliseu Padilha (PMDB) e Moreira Franco (PMDB). Esses ministros estão literalmente nas mãos de Rodrigo Janot, que pode acatar ou não tais denúncias. Mas, como alertou o editorial do jornal, neste país da impunidade, principalmente para os figurões desta República, supostos envolvidos em ilicitudes, e com o excrescente benefício do foro privilegiado, contam com a histórica morosidade do STJ e do STF. Talvez por isso Michel Temer, ao anunciar sua decisão, estufou o peito para garbosamente dizer que “não vai blindar ninguém”. Será?

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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MARACUTAIAS

O presidente Michel Temer nem precisa de inimigo. As declarações feitas pelo ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (o “Primo”), que responde na Justiça por grilagem, entre outros processos, explicaram à mídia como é feito o loteamento dos cargos ministeriais. Sem dó, colocou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, abaixo de traque, dizendo que ele só estava no cargo porque um “notável” médico paulista declinou do convite naquela ocasião. Também o que chamou a atenção foi o “súbito e inesperado empenho” de Renan Calheiros (o “Atleta”) e Romero Jucá (o “Caju”) para que a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) aprovasse o nome do ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes a toque de caixa para a vaga no Supremo Tribunal Federal. O mais curioso é que ambos, meses atrás, pediam a cabeça do candidato ao presidente Michel Temer. E dizem que todas essas maracutaias são normais e corriqueiras na politicalha do País!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ATENÇÃO PARA O SENADO

No próximo dia 21/2/2017 o povo brasileiro precisa ficar de antena ligada em todas as falas e decisões dos nossos representes  na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante do Senado Federal. Neste dia, o ex-ministro da Justiça e Segurança Pública do Brasil Alexandre de Moraes passará por uma sabatina (prova rotineira de aproveitamento, arguição, discussão e debate) a fim de ser aprovado ou não para a vaga deixada por Teori Zavascki na Suprema Corte, órgão judiciário máximo de uma Nação. Preocupa-me muito a notícia de que 13 dos 81 senadores que colocamos  no Congresso como defensores da honestidade estão com os nomes envolvidos na Operação Lava Jato. Mais preocupados ficamos ao saber que, entre os 54 escolhidos para formar a CCJ, 10 fazem parte do grupo dos 13 denunciados na Lava Jato. Esperamos que os senadores não mandem fechar as portas da CCJ para impedir a entrada de nossos meios de comunicação. O povo precisa e quer saber quem é quem no Senado.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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SABATINA ENFADONHA

A sabatina a que será submetido no Senado o ex-ministro Alexandre de Moraes – adiada com regozijo pela oposição – será mais um daqueles espetáculos longos, enfadonhos e tediosos, cujo fim já é conhecido. A oposição, como sempre, tentará depreciar o ex-ministro com argumentos rasos e inúteis, enquanto a base aliada estimulará o sabatinado a demonstrar que sua indicação foi mais que acertada. Ritual desnecessário e jogo de cartas marcadas. Melhor assistir a um filme ou ir ao teatro, é mais divertido.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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QUE MORAL TÊM

Vem-me um turbilhão de pensamentos quando analiso a situação deste quadro deplorável montado pela CCJ, onde seu presidente e mais de dez integrantes são investigados por diversos crimes, mas têm todo este status moral de sabatinar, questionar, avaliar, endossar alguém a um alto cargo jurídico nacional, que no caso é o STF. Fico pensando o que passa na cabeça de Alexandre de Moraes ter de praticamente implorar, argumentar, mostrar por diversos ângulos sua efetivação no cargo para o qual foi indicado, diante de tantos famigerados políticos caciques de marca maior, figuras conhecidas mais por suas fichas corridas negativas do que pelos seus feitos em prol do povo. Há uma frase que diz “exemplo não é uma forma de liderar, é a única”. Que moral tem esta comissão para sabatinar alguém? Da mesma forma que para galgar o cargo de juiz do STF uma das caraterísticas do candidato é conduta ilibada, penso que da mesma forma os interrogadores e avaliadores deveriam ter o mesmo. Ou estou enganado?

Renato Bento  bentodiamantehinode@gmail.com

São Paulo

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DE MENTIRINHA

Por haver tido um ensaio da sabatina de Alexandre de Moraes a bordo do iate no Lago Paranoá em Brasília e a suspeita de Rodrigo Janot sobre a questão da existência de plágio num de seus livros, fica a impressão de que se trata de uma prova de mentirinha do Senado Federal. Sobre um novo ministro do Supremo não pode pairar nenhuma dúvida, nem para Janot nem para a opinião pública. A existência de um texto produzido por outrem, como de sua própria autoria, derruba a possibilidade de seu ingresso no STF. Lamento que este fato esteja acontecendo. Diante deste cenário espúrio, creio que a sabatina deveria ser cancelada.

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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MEIO LATIM

O ministro da Justiça afastado, candidato perambulante pelos gabinetes senatoriais, saiu-se com seu latim de abrangência parcial, dizendo: “Prisões não podem durar ad aeternum”. Esqueceu-se Alexandre de Moraes de completar a frase conceitual com o complemento: “Desde que os crimes não tendam ao infinito”. Se na Justiça este senhor não é lá essas coisas, no Supremo Tribunal Federal (STF) pode mostrar-se pior, em latim ou em qualquer outra língua, viva ou morta.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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O TEMPO NECESSÁRIO

Evidente que o jurista Alexandre de Moraes falou o que a sua plateia queria ouvir – no caso, os senadores alvo do STF. O ex-ministro, logo de cara, não vai colocar tudo a perder e criar problema para o governo que o indicou. Suponho – não posso afirmar por não conhecer a sua índole – que, uma vez ministro do STF, Moraes vai filiar-se à corrente que, mesmo torcendo o nariz, comunga com rigor imposto pela Lava Jato: “(...) a prisão preventiva é excepcional e o tempo em que vivemos é também excepcional (...)”. Pelo jeito, vamos pagar para ver!

Noel Gonçalves noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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A INOCÊNCIA DE MARISA LETÍCIA

Lula e seus advogados estão solicitando que dona Marisa Letícia seja absolvida das acusações que lhe são imputadas pela Operação Lava Jato. Que mal pergunte, Lula jura que ele e sua esposa são inocentes, então como pode ela ser absolvida, se não tem culpa de nada? Mas, sendo ela considerada inocente das acusações, seu parceiro também acaba sendo absolvido!  Ah... agora entendi!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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EM BENEFÍCIO PRÓPRIO

A defesa pede absolvição sumária de Marisa Letícia em ações da Operação Lava Jato. Com todo respeito que lhe é devido, caso isso ocorra, os únicos beneficiados serão exclusivamente Lula e sua corriola. Isso é justo?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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BIZARRO

Os advogados que defendem a família Lula da Silva continuam batendo cabeça de todas as formas para descobrir uma maneira de absorver ou tornar mínima a culpa deles, principalmente de Lula. A última e morbidamente hilária defesa é em relação a dona Marisa Letícia, no que mostram desconhecimento ou pouco-caso da lei que determina que a morte extingue os poderes outorgados por ela aos advogados. Não há como ter nenhuma atitude processual em nome da falecida, como iriam julgar ou absolve-la? Seria no mínimo, dizem os juristas, uma absolvição bizarra. A quem essa absolvição beneficiaria? Haja dinheiro para pagar esses “dedicados” defensores!

Leila E. Leitão

São Paulo

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AVENIDA MARISA LETÍCIA?

Como se sabe, logradouros públicos como ruas, avenidas, praças e parques, entre outros, são batizados na maior parte das vezes com nomes de personalidades que se distinguiram em sua área de atuação e marcaram época com uma contribuição marcante à cidade e ao País. Trata-se de uma respeitosa homenagem a relembrar seus nomes e feitos. Diante disso, causa espécie a notícia de que um vereador petista apresentou projeto de lei na Câmara Municipal de São Paulo para que uma avenida da zona sul da capital receba o nome da recém-falecida ex-primeira-dama Marisa Letícia Lula da Silva. Por oportuno, cabe perguntar: a troco de quê, exatamente, a muy distinta senhora faria jus a tamanha honraria? Francamente!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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HOMENAGEM INADEQUADA

Estes vereadores realmente não têm o um mínimo de senso ou não têm o que fazer! Projeto para dar nome a uma via da Capital para dona Marisa Letícia é simplesmente absurdo. A única coisa que fez foi aquele jardim ridículo do emblema do PT no Palácio do Planalto. Assistência social, que seria sua obrigação, nada. A única vez que quis fazer um pronunciamento foi um vexame total, foi afastada de tudo por pura incapacidade. Cabe ao PT, sempre ele, justificar o motivo de tal homenagem.

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

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DE GETÚLIO A LULA

A ampla vantagem do ex-presidente Lula nas pesquisas eleitorais para presidente em 2018 reflete os sentimentos de nostalgia e de saudade por fatores econômicos (melhoria de emprego e de renda no período de 2003 a 2010), por parte de amplos setores da sociedade que foram incorporados ao consumo de massa. O único paralelo histórico possível seria com a eleição de Getúlio Vargas em 1950, após ter governado o País durante o período de 1930 a 1945.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DE OLHO EM 2018

Até um “coronézinho do pudê” e pseudocomunista, já admite que Lula já era. Reconhece Ciro Gomes (“Seria um desserviço ao Brasil o Lula candidato”, “Estadão”, 13/2, A4) a baderna em que o comunismo e o coronelismo que ele mesmo ajudou a implantar no País deixaram o Brasil, exatamente como faz o comunismo no mundo inteiro. E prepara sua plataforma para presidente do Brasil, algo tão inútil e nocivo ao País quanto o próprio “Pixuleco” que ele condena.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

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ACORDEM!

Lula candidato para 2018 chega a ser uma brincadeira de muito mau gosto, sendo nosso povo tão sofrido e arrasado com o desemprego, graças à quadrilha do lulopetismo e de sua gangue. Mas há uma possibilidade real, em razão de nossa ignorância e cegueira, caros leitores, “wake up”, “wake up”.

Leandro F. da Silva leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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‘CIDADANIA ANALFABETA’

Excelente o artigo “Cidadania analfabeta”, de Luiz Gonzaga Bertelli (14/2, A2). Mostra com toda clareza a situação da Educação no Brasil, que começa com a péssima remuneração dos professores (o Brasil é vice-campeão mundial, derrotado apenas pela Tailândia) e termina nos altíssimos índices de analfabetismo (quase 20 milhões de brasileiros), sendo o Nordeste campeão absoluto. Acrescentaria o grande problema do analfabetismo funcional (incapacidade de interpretar textos simples), que afeta 13 milhões de brasileiros e é encontrado até nos cursos superiores. Infelizmente, parece que há muitas décadas os governos não dão a mínima importância a esses fatos e pouco fazem para permitir uma educação decente. Será para manter o voto de cabresto?

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

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DOIS MESES A MENOS

A respeito do artigo “Cidadania analfabeta”, escrito pelo dr. Bertelli, em que ele destaca que os professores da educação básica ganham muito mal no Brasil, não podemos nos esquecer de que eles não trabalham em janeiro nem em julho. Creio que só juízes têm dois meses de férias por ano no País.

Caio Lorena Bueno caiolorena@bol.com.br

São Paulo

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A EDUCAÇÃO PIOR DO QUE SE IMAGINA

Após ler a reportagem na página B12 do jornal de 14/2, sobre compra da Maple Bear, pensei sobre a gravidade do nosso problema na educação. O ensino básico dos brasileiros na escola pública foi deteriorando-se, enquanto o ensino privado foi crescendo em rentabilidade (apregoando qualidade internacional de produto formado). Quem determina os rumos do ensino no Brasil é um único órgão (MEC), que dá as coordenadas do que se deve ensinar e quem ensina (no ensino público, professores mal pagos, mal preparados, ensinando sociologia, ideologia de gênero, ensino aberto, ou seja, qualquer coisa). O governo também determina o quanto vai investir e investe tanto no ensino público quanto no privado. Observando o ensino privado cobrando R$ 2 mil/mês do aluno no ensino básico (e sei que chega a R$ 6 mil/mês no ensino superior), penso que a população obrigada a pagar esses valores o faz porque o ensino público deixa muito a desejar em qualidade e em números de vagas, mas, sem saber, está financiando as cotas que o “governo dá” (na verdade, nós pagamos caro por essas cotas que os elegem e nossos filhos são privados de vagas na universidade pela doação injusta de cotas e mais cotas). O caos no ensino brasileiro é revoltante.

Antonia Regina Ferreira Furegato furegato@eerp.usp.br

São Paulo

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QUANDO CHEGA O CETICISMO

Li no “Estadão” recentemente que “quase 50% das unidades do Minha Casa, Minha Vida têm falhas de construção”. E, então, penso no tripé primeiro e mínimo de qualquer agenda pública: saúde, educação e segurança pública. Todos os serviços prestados para realizar esses deveres estatais são precários em todo o Brasil, mas, claro, com maior violência nas cidades e lugarejos mais pobres. Temos uma educação aquém da precariedade; serviços médicos e outros, e hospitais, às vezes inexistentes; e, quanto à segurança pública, acho que prescinde de qualquer (des)qualificação. Tudo o que é fornecido pela administração publica é de má qualidade e caro, caríssimo. Basta constatar quanto custa um presidiário em Manaus, por exemplo. Segundo o “Estadão” de 4/1/2017, “levantamento feito pela reportagem a partir do relatório da Fazenda aponta que o valor médio mensal gasto com cada um dos 6.099 presos nas seis unidades concedidas à empresa é de R$ 5.867 em 2016”. Esse valor para manter um ser humano na situação degradante, como de fato é aquela apresentada pelo Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 detentos foram mortos no início do ano. E agora vem esta: também de péssima qualidade é a habitação entregue pelo governo. Metade dos imóveis entregues pelo programa Minha Casa, Minha Vida apresenta defeito. E tais imóveis não são doados, mas vendidos. O governo libera até saque do FGTS para que haja o financiamento. Então me pego perguntando por que deixaria de ser tão cética. Deus não existe. E, se existisse, pode estar certo de que não seria brasileiro.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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FGTS LIBERADO

Como os governos do Brasil são bonzinhos com os seus cidadãos! Está permitindo que cada um possa usar o seu dinheiro do FGTS depositado nos bancos da nossa rede bancária, pessimamente remunerado com juros de dar frio na coluna vertebral e sempre servindo de caixa reserva para uso do governo. Faça uma pesquisa nacional e pergunte aos brasileiros o que eles desejam: esse mísero saque do que é seu ou a queda dos juros nas agiotagens bancárias?

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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CRISE NO GOVERNO TRUMP

Campanha de Donald Trump teve contato com russos antes de eleição. Trump brevemente irá declarar: “Não sei de nada. O Michael Flynn é chefe de segurança de um amigo meu”. Os EUA caminham a passos largos para o Terceiro Mundo.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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O RISCO TRUMP

O fim de Donald Trump começou antes do que se esperava: a agência Ficht afirmou recentemente, categoricamente, que Donald Trump é um grande risco para a economia mundial. A economia é o que conta. Ela é a senhora do destino de qualquer governante. Três semanas foram suficientes para o mundo dos negócios internacionais se dar conta de que o novo presidente americano é um desastre para a economia. O caminho mais democrático e civilizado para resolver o impasse é o impeachment.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ALÔ, ALÔ, ATENÇÃO!

O jeito Trump de governar encaixa-se perfeitamente na imortal filosofia de Abelardo Barbosa, o nosso Chacrinha: “Estou aqui para confundir, eu não estou aqui para explicar”. E tem mais, americanizando, quem não se comunica se... “trumpica!”.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TRAUMAS DA GUERRA

Sou estudante e, por isso, aprendi recentemente sobre a Segunda Guerra Mundial e seus impactos sociais que perpetuam até hoje. Vim analisar a notícia “Homem é preso na Áustria por andar na rua fantasiado como Hitler” (“Estadão”, 13/2). Esse texto informativo é a prova de que uma grande parte da população mundial continua com traumas do evento histórico que se passou entre 1939 e 1945. Não entendo o motivo pelo qual ele estava trajado de Hitler, mas que ele provocou e ofendeu pessoas ele provocou. Como consequência de seu ato, acho certo ele ter sido detido, e tenho certeza de que ele carregará o peso dessa atitude pelo resto de sua vida. Para evitar essa barbaridade, poderiam ser feitas campanhas mostrando como esse período de guerra foi uma tragédia e que não se deve brincar com algo tão sério quanto isso.

Hassan Neto hassan-neto@bol.com.br

Santos

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CORRUPÇÃO

Preocupar-se com a Operação Lava Jato já é uma confissão. O exemplo dos cidadãos romenos: demonstrações diárias contra políticos corruptos.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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POLÊMICA ACERCA DAS TRADICIONAIS MARCHINHAS DE CARNAVAL

Finalmente o politicamente correto começa a ser tratado como sempre deveria ter sido: uma chatice!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.b

São Paulo

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