Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Fevereiro 2017 | 05h00

PRÊMIO CAMÕES

Outra baixaria internacional

Profundamente lamentável o episódio da entrega do Prêmio Camões ao escritor Raduan Nassar. No evento, presidido pelo embaixador de Portugal, o laureado, atropelando a ordem tradicional da cerimônia, tomou a palavra e fez violento discurso contra o atual governo brasileiro. O ministro da Cultura, aceitando a provocação, retrucou de forma agressiva, sugerindo até mesmo que o escritor recusasse o prêmio de 100 mil euros (mais de R$ 330 mil). Para coroar a baixaria, a plateia, composta por um selecionado grupo de intelectuais, reagiu como um bando de desordeiros, vaiando o discurso do ministro e com gritos e palavras de ordem contra o governo. Atônito, assistindo a esse grotesco espetáculo, o embaixador de Portugal deve ter ficado assustado com a total falta de senso de oportunidade e de educação dos políticos e dos intelectuais brasileiros.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

Politicomédia literária

Pareceu-me proposital a presença de carimbadas figuras do anedotário político nacional na plateia do lamentável acontecimento durante a entrega do Prêmio Camões. Apesar de um dos presente haver deseducadamente sugerido que se deixasse a obra do agraciado falar, pareceu-me que a grande perdedora no evento foi justamente a literatura na língua portuguesa, por ter tido de se contentar em agraciar um autor que, em seu oportunismo politicômico em busca de seus 15 minutos de fama, apenas confirmou a obscuridade sua e, provavelmente, de sua obra.

EDISON RIBEIRO PEREIRA

edisonribeiro@hotmail.com

São Paulo

Dignidade e coerência

O escritor Raduan Nassar teria demonstrado dignidade e coerência se, ao final de seu discurso pelo recebimento da láurea, em que fez duras críticas ao governo atual, recusasse de fato o recebimento dos 100 mil euros.

JOSÉ VARLESE FILHO

jvarlese@uol.com.br

Mairiporã

Momento inadequado

Há um velho provérbio árabe que diz: “Duas coisas denotam coragem, falar quando é necessário falar e calar-se quando o momento é inadequado para falar”. Infelizmente, nosso festejado escritor Raduan Nassar, ao receber o Prêmio Camões, esqueceu-se dessa lição da velha sabedoria e educação árabes. Não se pretende, aqui, aprovar ou contestar o que ele entende ou disse. Mas, sim, a escolha do momento para fazê-lo.

JOSÉ ETULEY B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Só gogó

Raduan Nassar, além de escolher a hora e o lugar impróprios para fazer críticas ao governo em exercício, demonstrou também ser um autêntico “intelectual de esquerda”, que só sabe criticar sem propor alternativas concretas para os problemas apontados.

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com.br

Vinhedo

Estranheza

Estranha a justificativa de Raduan Nassar ao dizer-se impossibilitado de ficar calado ante os desacertos do governo Temer. No entanto, onde estava esse ímpeto de indignação diante dos descalabros e da dilapidação do País nos governos petistas?

DIVA AZEVEDO A. MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

Democracia de verdade

É muito fácil elogiar um governo que foi ineficiente, incapaz e deixou uma herança de 12 milhões de brasileiros desempregados quando se recebe um prêmio de 100 mil euros. Só numa plena democracia podem acontecer fatos como esse.

JOSÉ MILLEI

millei.jose@gmail.com

São Paulo

LULOPETISMO

Malefícios

Sem dúvida, o PT trouxe à política inúmeros malefícios, sendo o principal deles a corrupção em escala industrial. Destaco outro grande prejuízo causado pela nefasta agrupação: com o PT não há debate de ideias ou discussão dos fatos, enfim, um programa de governo ou a explicação da realidade brasileira. O PT substituiu o diálogo político por uma avalanche de mentiras, de acusações à Justiça, atribuindo aos oponentes intenções que nunca tiveram e palavras nunca ditas, como “não temos provas, mas convicção”. À maneira dos nazistas, pela repetição constante os petistas buscam atrapalhar o raciocínio do povo e enganá-lo eleitoralmente. Abaixo a realidade e viva a mentira!

CLODER RIVAS MARTOS

sheinerivas@hotmail.com

São Paulo

FORO PRIVILEGIADO

Os fins e os meios

É compreensível que boa parte dos brasileiros se manifeste contrária ao chamado foro privilegiado, ou foro por prerrogativa de função, haja vista a lentidão da Justiça, em instâncias superiores, no processamento de autoridades. No Supremo Tribunal Federal (STF) – responsável por julgar presidente e vice-presidente da República, membros do Congresso, ministros de Estado e o procurador-geral da República – o prazo médio para o recebimento de uma denúncia é de 565 dias. Todavia, opor-se a esse elemento fomentador da impunidade não condiciona, necessariamente, apoiar a quebra da institucionalidade, hoje fomentada por alguns ministros do STF. A previsão para o foro privilegiado consta no artigo 102 da Carta Magna, de maneira a não dar espaço para devaneios interpretativos. A intenção do ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato na Suprema Corte, de acabar com essa prerrogativa por mudança na interpretação, patrocinada pelo também ministro Luís Roberto Barroso, conhecido corroborador do ativismo judicial, preconiza grave violação do princípio de repartição dos Poderes. De nada adianta promover a mudança correta pelos meios errados. Se ambos os ministros quiserem legislar, é-lhes facultado se candidatarem a atravessar a Praça dos Três Poderes.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Tem razão o ministro Edson Fachin ao criticar o foro privilegiado de políticos, afirmando que esse benefício é “incompatível com o princípio republicano”. Do jeito que está formulado na Constituição, o foro privilegiado tem propiciado o aumento da corrupção e a sensação de impunidade. Se o STF fosse mail ágil em seus julgamentos, assim como é o juiz Sergio Moro, o foro privilegiado não estaria sendo questionado.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

FORA DE ORDEM

Segundo amplo noticiário, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que presidiário pode pedir indenização ao Estado por celas em condições ruins. Enquanto isso, milhares de cidadãos brasileiros moram debaixo de pontes e viadutos, sem nenhuma perspectiva de que um dia isso irá mudar. Alguma coisa está muito fora da ordem neste país. Só para dizer o mínimo!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

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INDENIZAÇÃO DO ESTADO

Supremo Tribunal Federal (STF) estuda a possibilidade de presos que se sentirem mal alojados na cadeia pedirem indenização ao Estado. E as vítimas dos criminosos pedirão indenização a quem, pelas perdas humanas, materiais ou morais que sofrerem nas mãos destes bandidos? Estas teses defendidas pela esquerda instalada na ONU são verdadeiros socos na boca do estômago das pessoas de bem! Absurdo!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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POLÍTICOS E FRALDAS

O que mais amedronta o brasileiro, além de todas as consequências causadas pela crise econômico-financeira, sem dúvida são as decisões estapafúrdias tomadas ultimamente pela Suprema Corte (STF), que a qualquer hora vai mandar mudar as tradicionais receitas de bolo caseiro. As cadeias estão superlotadas e agora passarão a ficar hiper-superlotadas depois da decisão do STF de mandar indenizar presos em celas ruins, numa escrachada apologia ao crime. A decisão não defende as viúvas cujos maridos foram assassinados por esses bandidos. Essa decisão fará com que os bandidos tornem as celas ruins, destruindo-as, para que sejam indenizados. Essa lei poderia ser chamada de “no Brasil, o crime compensa e o autor ainda é indenizado”. Nem nas fábulas de Ésopo, dos irmãos Grimm, ou nos contos da Carochinha você será capaz de encontrar um ogro tão horrendo. Luís Roberto Barroso defende a legalização da maconha, da cocaína e, a reboque, virão as mais avassaladoras drogas. Manobras escrachadas são publicadas na mídia mostrando o quanto os Três Poderes estão empenhados em pôr um freio na Operação Lava Jato, vide juiz Sérgio Moro, por terem mostrado ao STF como a Justiça é farta quando se tem vontade de defender o país de bandidos. Pergunta que não quer calar: por onde anda o PSDB de Aécio Neves, mudou de endereço?

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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QUANDO O ESTADO NÃO FUNCIONA

Se o STF julga que prisioneiros em más condições podem ser indenizados, qual será o valor de indenização pela falta de segurança, emprego, saúde e educação a que temos direito?

Edson Mazzani edson.mazzani@gmail.com

São Paulo

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ENQUANTO ISSO, NO CONGRESSO

Enquanto o Supremo Tribunal Federal dorme em berço esplêndido, o “sono dos justos”, os senadores Romero Jucá, Renan Calheiros e Edison Lobão, todos devedores da Justiça, criam e tramam formas que os livrem da Operação Lava Jato, mais precisamente das garras do juiz Sérgio Moro. Agora, prezados leitores, a pergunta que não quer calar: Vocês não acham que o simples fato de alguém (congressista) ser contra a Operação Lava Jato e tentar paralisá-la não é o suficiente para ter seus direitos cassados por no mínimo oito anos?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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NADA DE PROBIDADE

Nada de probidade se pode esperar do senador Romero Jucá (o “Caju”) em sua irresponsável e insistente proposta em “blindar” os presidentes da Câmara e do Senado Federal. O projeto foi arquivado peremptoriamente, quando Rodrigo Maia e Eunício Oliveira resolveram desdizer o que ansiosos esperavam há tempos. O mais engraçado são os líderes dos partidos, na maioria corruptos, que se esforçam para explicar a negativa e o “desapoiamento” do dantesco projeto. Ou seja, quanto mais mexe, mais cheira mal!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ROMERO JUCÁ

Com três mandatos como senador pelo PMDB, Romero Jucá “lulou”, “dilmou” e não mudou. Como líder do governo Temer, continua cínico e sorrateiro, tentando iludir o povo brasileiro. Blindar chefes do Legislativo foi sua última investida, que escandalizou a opinião pública.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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ATÉ QUANDO SUPORTAREMOS?

A falsidade, o cinismo e a cara de pau imperam e se evidenciam cada vez mais, a cada dia que passa, neste meio político-brasileiro, viciado, mal intencionado e sujo. Na verdade, o PMDB, como aliado do PT, até o presente momento só vimos ocorrer uma sucessão no governo, pois continua tudo igual, só mudou o nome das moscas. Basta ver o absurdo que ocorreu com a tentativa do senador Romero Jucá (PMDB-RR) ao dar entrada na PEC de sua autoria que poderia impedir investigação de presidentes da Câmara e do Senado por fatos anteriores ao mandato. O pior foi a afirmação ridícula e absurda do presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ao dizer: “Fui pessoalmente conversar com Jucá. Fiz um apelo para que retirasse a proposta”. Isso como se ele não soubesse do fato. Estão nos subestimando e ridicularizando. Vergonhoso, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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O CONGRESSO E O INTERESSE POPULAR

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), falando sobre o projeto de iniciativa popular conhecido como Dez Medidas Contra a Corrupção, que o ministro Luiz Fux, do STF, despachou de volta para o Congresso para que fosse apreciado tal qual foi proposto, disse que não sabe o que fazer com ele. Se não sabe o que fazer, renuncie. Se eu não tivesse visto e ouvido ele dizer isso a um repórter e alguém me viesse contar o que ele disse, diria que era brincadeira, mas não é, é verdade. Deve estar brincando. Isso se chama criar embaraços para atrapalhar o trâmite deste projeto. É procurar embaraçar o mais que puder. Claro, ele é um dos citados e, pelo menos, 1/3 da Câmara. Então o máximo que puderem colocar de obstáculos a esse projeto, será feito. Não nos enganemos. Este projeto não interessa a eles.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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LUZ DIVINA

Não foi à toa que o deputado Rodrigo Maia passou por cima da Constituição e do Regimento Interno da Câmara dos Deputados e se reelegeu presidente daquela Casa. Seu chefe maior, o presidente Michel Temer, também é um anjo e o aplaudiu de pé. No entanto, o anjo Rodrigo Maia está dizendo que não sabe o que fazer com o projeto de iniciativa popular desfigurado pelos deputados federais depois da assinatura de mais de 2 milhões de brasileiros pedindo o endurecimento no cumprimento das leis e o fim da impunidade a todos, inclusive aos parlamentares e políticos. Coitado! Ele está aguardando uma luz divina para iluminar o seu caminho angelical!

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

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TERRA DA FANTASIA

Há uma década enviei o seguinte comentário: o Distrito Federal tem a maior renda per capita do Brasil e não produz absolutamente nada, apenas notícias e a maioria péssimas... Agora complemento: se considerarmos a renda “por fora” dos políticos, o Distrito Federal ganha do Principado de Mônaco. E juram que estão lá por dever cívico (é fácil confundir cívico com cínico).

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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PRIVACIDADE

Não faltam comentários a respeito da “hackeada” e a chantagem à qual foi submetida a primeira-dama Marcela Temer. Desconheço o teor da informação, mas fico chocado com a revolta causada pela censura à divulgação do conteúdo das mensagens. Uma coisa é certa: caso a “matéria” esteja composta de futilidades e conversas anódinas, qual a vantagem de espalhar aos quatro ventos mensagens de caráter pessoal? A imprensa cruelmente cerceada não poderá oferecer ao público um assunto que causaria – com todo respeito – frissons em salões de cabeleireiros. Se, por outro lado, as conversas surpreendidas pelo Grande Primo – não vamos exagerar falando no Grande Irmão orwelliano – possuem conteúdo capaz de abalar os alicerces de nossa democracia, obviamente, trata-se de assunto de interesse público – “duela a quien duela”, nas sábias palavras de um ex-presidente. Acredito que tanto o juiz que proibiu quanto aquele que permitiu a divulgação tenham agido com imparcialidade. Então, como explicar decisões conflitantes? Séculos atrás, quando sua majestade Luís XIV acordava, imediatamente os dejetos reais mereciam aprofundado exame por parte dos presentes ao lever du Roi. Mas já se passaram três séculos.

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

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PINGUELA OU PONTE?

Nove meses depois, a pinguela vira ponte? Michel Temer se equilibrou no governo. Teve de substituir alguns. A inflação diminuiu, talvez só devido à falta de renda. São 12% os desempregados oficiais, a maioria urbana, pois a população está acima de 80% urbanizada. A recessão continua. Os juros Selic começam a ser cortados. O seu efeito na geração de trabalho é duvidoso. Tomaram-se uma porção de medidas corretas. Conseguiu-se a aprovação da PEC do Teto e progride-se na legislação. Mas no Congresso se “faz que vai, mas não vai”, como se expressou Eliane Cantanhêde recentemente. Não vai e vai sendo encurralado pela voz da cidadania, que apoia a Lava Jato.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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COPO DE CÓLERA

O escritor Raduan Nassar deve ter bebido um copo de cólera quando foi receber o prêmio Camões de Literatura. Seguindo o exemplo da atuação do ex-presidente Lula no velório da esposa, transformou o evento literário/cultural num comício chinfrim, indigno de pessoa civilizada. E embolsou os 100 mil euros do prêmio... Sem reclamar!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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PRINCÍPIOS

O escritor Raduan Nassar, que recebeu o Prêmio Camões de Literatura, agiu como qualquer petista: rejeitou quem lhe premiou, mas não o prêmio. O dinheiro está acima de qualquer princípio.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RADUAN NASSAR

Não fugindo à regra petralha, “reclame bastante, discurse para a plateia, mas não deixe de embolsar o dinheiro fácil”.

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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INDIGNO

Se o senhor Raduan Nassar tivesse um mínimo de coerência e dignidade, mandaria alguém representá-lo na cerimônia de entrega do prêmio copatrocinado por um governo – segundo ele – golpista e antidemocrático. E se tivesse vergonha na cara não embolsaria os 100 mil euros que ganhou desse mesmo governo do qual ele tanto fala mal (e errado). Tenha decência, senhor Nassar!

José Alfredo de T. Andrade tolosajaa78@gmail.com

Santos

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O DISCURSO DE RADUAN

O escritor Raduan Nassar pode ter criado obras da maior importância para a literatura e merecido prêmios significativos por elas, mas, ao receber o Prêmio Camões, honraria outorgada por Brasil e Portugal, aproveitou para pôr na avenida o esperneio do PT e produzir um amontoado de tolices e inverdades contra o atual governo da República. Sua frase “não podia ficar calado” soa demasiado estranha. Afinal, o senhor Raduan, até onde sei, ficou calado durante todo o tempo em que os governos petistas fechavam os olhos ou participavam de imensa roubalheira e destruía a economia da Nação, jogando o povo no desemprego e na penúria. Onde estava o escritor nessa época?

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

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EM FRANGALHOS

O premiado escritor Raduan Nassar declarou que passou a noite em claro preparando seu discurso de agradecimento pelo Prêmio Camões. Pena que a insônia tenha produzido resultado tão infeliz. A classe artística simpatizante do PT ainda não entendeu que a arte tem linguagem própria, fala por si e está – ou pelo menos deveria estar – acima de mazelas políticas. Usar a cerimônia como palanque de protesto, além de ter sido inoportuno e inconveniente, foi mais um tiro no pé de um partido em frangalhos a que nada mais resta senão lamentos.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ESPETÁCULO DEPLORÁVEL

Deplorável o espetáculo que nos proporcionou o escritor Raduan Nassar, ao receber o prêmio Camões de Literatura. No mundo mediatizado em que vivemos, mais importante do que o bom senso é a necessidade de aparecer, de se vulgarizar que move as pessoas. Já que ele adentrou em seara que não é a sua, deveria ter criticado também os ministros da Cultura de seu partido, que preferiram esquecer os monumentos nacionais (inclusive a Biblioteca do Rio e os museus) e distribuir os polpudos recursos da Lei Rouanet entre seus correligionários, artistas ditos “populares” de bolsos já cheios. A Fortuna da literatura achou que bastava para nós um só gênio – Machado de Assis, o Bruxo do Cosme Velho – e foi distribuir outros com a Argentina, a Colômbia e o Chile, por exemplo. Mas Descartes continua tendo razão, com a sua conhecida máxima “nada é mais justamente distribuído que o senso comum: ninguém pensa que precisa mais do que realmente já tenha”. Talvez o passar dos anos exija mais!

Elias da Costa Lima edacostalima@gmail.com

São Paulo

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DESELEGANTE

De total deselegância, o sr. Roberto Freire, ministro da Cultura, perdeu uma grande oportunidade de ficar calado, ou de só falar o que deveria na cerimônia de entrega do prêmio Camões ao  reconhecido e  ilustre escritor brasileiro Raduan Nassar, autor de “Lavoura Arcaica”. Foi grande a ousadia do ministro da Cultura em sugerir que ele não recebesse o prêmio.

Arnaldo Luiz de Oliveira Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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A RESPOSTA DO MINISTRO

Cumprimento o sr. Roberto Freire, ministro da Cultura, pela postura e palavras proferidas em resposta ao discurso pequeno, manobrado e revisado pelo PT do sr. Raduan Nassar, que serviu apenas para constranger o País perante o embaixador de Portugal, foi vergonhoso. Este senhor, Raduan, por que não se manifestou ou criticou os desmandos e a roubalheira dos governos petistas, calou-se porque lhes eram benéficos? Apequenou-se este cidadão, poderia ter um pingo de hombridade, honradez e ter doado o valor recebido para uma entidade de caridade, mas isso já seria pedir demais, não? Isso não estava no script.

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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FGTS, ALÍVIO NA RECESSÃO

Mais do que oportuna, em meio à grave recessão econômica que infelizmente vivemos está a liberação a partir de 10 de março de em torno de R$ 40 bilhões, pelo governo federal, das contas inativas do FTGS, que pertencem aos trabalhadores e que estão depositados na Caixa Econômica Federal. Um verdadeiro alívio para mais de 10 milhões de brasileiros com direito a este saque. Disso também vão se beneficiar aproximadamente outros 30 milhões, como dos seus dependentes. O reflexo positivo na atividade econômica desta feliz decisão do Planalto logo vamos perceber. Além de, com esses recursos, o trabalhador ter a oportunidade de reduzir ou eliminar suas dívidas, boa parte destes R$ 40 bilhões, certamente, vai alavancar também o consumo: a compra do supermercado, de veículos, viagens, etc. Uma verdadeira repatriação de recursos, diga-se, que pouco rendem e que agora vêm para a mãos de seus donos, os trabalhadores. Aleluia!

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CRÉDITO CARO

Empresas como as de cartões de crédito, cobrando descabidas anuidades, além de juros de usura mal disfarçados, bancos que praticam juros extorsivos (tipo Crefisa), além de cobrarem taxas diversas, injustificáveis, já que ganham muito aplicando o dinheiro depositado pelos correntistas, prejudicam também a economia em geral, tirando o poder de consumo de milhões de pessoas. Combinam entre si essa exploração (para mim) e não há legislação que defenda o cidadão. Por quê?

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

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CARTÓRIOS BANCÁRIOS

Zeina Latif (16/2), como outros economistas “de mercado”, convenientemente em sua análise claramente pró-bancos, ignorou a questão da dívida pública, a “cocaína” do nosso cartório bancário. Para que os juros caiam no Brasil, das alturas irremovíveis em que estão há décadas, é preciso reformular totalmente o sistema financeiro, ainda com o desenho e as práticas da época da hiperinflação. Inclusive o Banco Central. Reforma-se tudo o tempo todo neste país, menos o sacrossanto cartório bancário, que tem ferrenhos defensores na burocracia financeira do governo, e no rentismo das empresas oligopolistas ineficientes, que trocam o investimento arriscado pela tranquilidade dos juros exorbitantes e seguros da eterna e impagável dívida pública. O resto é nhém nhém nhém de “técnicos” comprometidos com o cartório bancário.

Renato Pires da Silva Filho repires49@gmail.com

Nova Andradina (MS)

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PREFEITURA DE SÃO PAULO

Vivemos o início da gestão do novo prefeito, João Doria Júnior, e estou decepcionado com o modo como os jornalistas focam apenas a questão das pichações e dos grafites pela cidade, o prefeito picha tudo de cinza e não leva multa! Para que gastar tanto dinheiro em tempos de crise para esconder painéis de grafite? Parece um “factoide” para desviar a atenção de questões mais importantes. Paralelamente, estão ocorrendo outras situações mais relevantes e de grandes consequências para a população. Falo da educação. Vocês já procuraram ver qual o número de professores que falta na rede municipal? Pois bem, o ano letivo já começou e o senhor prefeito ainda não completou as vagas. Pior ainda: ano passado foi realizado um concurso público, os resultados já estão definidos, mas o senhor prefeito decidiu fazer contratação temporária para os cargos. Dá a impressão de uma terceirização da educação para reduzir custos. Como se não bastasse, no primeiro momento, os professores deveriam inscrever-se em cada escola de seu interesse, e o prazo era de cinco dias (soube de professores que se inscreveram em 32 escolas!). Gastaram dinheiro com xerox, condução e gasolina e perderam tempo. Pois na sexta-feira, a Secretaria Municipal de Educação voltou atrás e, agora, todos deverão realizar inscrição nas delegacias de ensino. É brincadeira! Parece uma visão empresarial da administração pública, ou seja, a busca do lucro, redução de custos a qualquer custo. Se não houver professores para pagar, reduzem-se as despesas. Simples, não? É o mesmo recurso utilizado com os transportadores escolares. Demorou um mês para renovar os contratos, esses profissionais ficaram um mês sem salário e as crianças sem irem para a escola ou tendo de percorrer enormes distâncias. E será que o senhor prefeito sabia que há muitas crianças especiais nesse meio? Mas o objetivo é economizar, um simples balancete contábil positivo na visão de um empresário. Como se não bastasse, fiquei surpreso ao usar o meu Bilhete Único. Sempre imaginei que a promessa de não aumentar o preço da condução não acabaria bem, foi o que aconteceu. Sempre que utilizei o bilhete, eu tinha um período de umas duas horas para pegar mais de um ônibus e pagar apenas por uma condução. No entanto, no sábado, no período de aproximadamente quarenta minutos tive um débito de um pouco mais que dois reais no segundo ônibus. Acho que o senhor prefeito deve estar rindo muito de nossa cara por saber que muitas pessoas não conferem o saldo de seus bilhetes. Mas na verdade o que me motivou esta mensagem foi despertar a imprensa para tais fatos de nossa cidade. Espero que surta efeito.

Waldnylson M. da Mata professorwaldnylson@hotmail.com

São Paulo

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LEVE LEITE

A gestão paulistana anterior, em plena crise, bateu recorde de investimentos devido a um conjunto de ações virtuosas. Destaco a criação da Controladoria-Geral do Município, que combateu a corrupção e a sonegação, possibilitando a recuperação de R$ 500 milhões desviados pela máfia do ISS e aumento de R$ 100 milhões/ano na arrecadação desse imposto. Somaram-se outras medidas, como repactuação dos contratos proporcionando uma economia de R$ 800 milhões/ano e abatimento de R$ 46,5 bilhões da dívida da cidade de São Paulo, diminuindo significativamente o custo da sua amortização. Diante deste quadro, é constrangedor que se elogie esta atual gestão por economizar com o Leve Leite o valor correspondente ao aumento da publicidade.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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CIVILIDADE

Ao caminhar pelas ruas de algumas cidades do Estado do Rio de Janeiro, cheguei à conclusão de que seus prefeitos deveriam se espelhar na administração do prefeito João Doria Jr., da capital de São Paulo. A repressão às pichações, às agressões sonoras de motos com ruídos de motores excessivamente fortes, carros com rádios ligados no último volume espalhando sons desagradáveis e agressivos, comportamentos impróprios e obscenos de munícipes em plena luz do dia deveriam ser ações comuns e objeto de leis municipais no sentido de colocar ordem, civilidade, mútuo respeito, cortesia e polidez nas cidades. Os cidadãos viveriam com mais qualidade de vida e mais harmonia entre si.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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SEM MOSQUITOS

Tenho dormido bem, com sono tranquilo, e acordado disposto. Não sei o que foi feito, mas foi bem feito e os mosquitos praticamente sumiram. Moro próximo do Rio Pinheiros e até há um mês e pouco era muito desagradável ficar dentro de casa ou mesmo em qualquer lugar daqui, baixo Pinheiros. A quantidade de mosquitos era absurda. Minha casa parecia chuvisco de TV branco e preto. Dormi muito mal por meses. Na última semana apareceu um mosquito que me fez lembrar o tamanho do descaso com que a cidade foi tratada nos últimos meses da administração Haddad.

Arturo Condomi Alcorta arturoalcorta@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO ESBURACADA

Urge tapar os buracos nas vias de São Paulo. O problema pode ser resolvido simples assim: a Prefeitura coloca à disposição dos paulistanos o telefone “denuncie buracos”. O cidadão liga e informa a localização dessas heranças deixadas por Haddad e equipes tapa-buraco são acionadas para resolver o problema na hora. A população agradece.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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AVENIDA MARISA LETÍCIA

Sobre o projeto de lei de vereador petista para atribuir o nome da falecida esposa de Lula a uma avenida na zona sul de São Paulo, não seria oportuno ouvir previamente os moradores e proprietários de imóveis localizados naquela via?

Odilon Otavio dos Santos

Marília

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MARGINAL LULA DA SILVA

Em vez do descabido projeto de lei de um vereador petista de dar o nome de Marisa Letícia a uma avenida da capital, seria mais adequado e oportuno batizar uma das principais vias expressas da cidade de “Marginal Lula da Silva”, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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SANEAMENTO BÁSICO

É uma vergonha que 1 em cada 3 casas não tenha esgoto no Brasil. 70 milhões de brasileiros não têm acesso ao saneamento básico. A Lei do Saneamento Básico é descumprida e ignorada pelos governantes irresponsáveis, num verdadeiro crime cometido contra o povo brasileiro. É uma triste realidade de país subdesenvolvido e de Terceiro Mundo. Milhares de pessoas morrem ou ficam doentes por causa disso. Por aí se vê a total inversão de valores e de prioridades que temos no País. Sobram bilhões de reais para corrupção, políticos, Judiciário, MP, etc., mas para tratar esgoto não tem.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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