Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

21 Fevereiro 2017 | 03h03

ECONOMIA 

Recuperação e punição

Primeira meta, sair do atoleiro (17/2, A3). Sem dúvida. Os 12 milhões desempregados precisam tirar a família do sufoco. E a segunda meta é punir exemplarmente quem nos lançou neste atoleiro! Quanto dinheiro desviado para enriquecer políticos corruptos e financiar ilegalmente campanhas eleitorais, que poderia ter sido usado em educação e saúde? Quantas políticas públicas conduzidas para favorecer um plano de poder, ignorando chances genuínas de fazer do Brasil uma grande nação? Temos de passar o País a limpo. 

CARLOS DE OLIVEIRA ÁVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

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FUNDO PARTIDÁRIO

Até quando?

Conforme publicou o Estadão de ontem, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) acumula 156 prestações de contas anuais (de 2011 a 2015) de partidos políticos sem julgamento, somando perto de R$ 2,2 bilhões – recursos públicos repassados via Fundo Partidário. Diante desse cenário caótico, decorrente de problema estrutural do TSE – desde o ano 2000 foram anistiadas 36 contas de partidos políticos –, é inevitável a pergunta: por que o governo federal ainda financia o Fundo Partidário, neste momento de gravíssima crise econômica que o País atravessa? Como partidos políticos são organizações de direito privado, formadas por cidadãos reunidos em torno de ideias e projetos, quem deveria financiar as 35 atuais legendas – pelo Orçamento federal para 2017, o repasse será de R$ 819 milhões! – são os seus militantes e apoiadores, por meio de contribuições pessoais, e não o conjunto da sociedade. Sempre é bom lembrar que muitos partidos chamados de nanicos têm “donos” e a diretoria é formada por familiares deles. Até quando a farra com o dinheiro público vai continuar? Socorro!

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

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PODERES DA REPÚBLICA

Haja confusão!

Nosso país está uma verdadeira bagunça graças aos últimos 13 anos, sob o comando do PT (Suprema confusão, 18/2, A3). A Constituição federal já foi rasgada e jogada no lixo diversas vezes pelos três Poderes. E não há mais que falar ou acreditar que os três Poderes “são independentes e harmônicos entre si”. Tomara que nessa bagunça prevaleça a vontade do povo, o qual se manifesta indo às ruas ou pelas redes sociais, e que os três Poderes e a mídia nos escutem.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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Empate nada técnico 

No gramado brasiliense, alguns senadores com nomes nada limpos sabatinarão e guindarão o ex-ministro da Justiça Alexandre de Moraes ao Supremo Tribunal Federal. Uma vez devidamente togado, Alexandre de Moraes vai julgar esses mesmos senadores enxovalhados. Na fritada final dos ovos, haverá uma contenda entre amigos que apontará um resultado digno de realismo mágico: um mais um igual a zero à esquerda.

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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LULOPETISMO

Eleições 2018

O fato de Lula liderar as intenções de voto a mais de um ano do pleito pode não significar muita coisa do ponto de vista de previsão de resultado eleitoral. Mas do ponto de vista de medição do grau de alienação do eleitorado... Esquecendo todas as acusações de ilegalidades cometidas, quem acredita no PT e em seu discurso mostra que não entende de planejamento financeiro. Mesmo assim, duvido que essas pessoas apliquem no planejamento financeiro pessoal o que propõem para o País. Como bem ressaltou editorial de domingo (A3), urge que o governo comunique à população a realidade econômica. É um processo de educação extremamente necessário se desejamos um dia ter um País próspero. A volta de Lula e seguidores ao governo seria a destruição definitiva do Brasil.

MÁRIO CORRÊA DA FONSECA FILHO

mario@mariofonseca.com.br

São Paulo

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O melhor

“Não tem ninguém melhor do que nós”, palavras do sr. Lula da Silva convocando a militância para a eleição da nova diretoria petista. Dentre todos os partidos políticos da História brasileira o PT, sem dúvida, foi o melhor saqueador do dinheiro público e merece o título de campeão da roubalheira. Lula tem razão, ninguém jamais foi melhor que ele.

J. A. MULLER

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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Líder do PT e com várias ações na Justiça, Lula diz que não há partido melhor que o dele. De fato, está difícil achar algum partido que preste...

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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Tirar vantagem

A única coisa em que os petistas pensam é no que podem lucrar a expensas da Nação.

EUGÊNIO JOSÉ ALATI

eugenioalati13@gmail.com

Campinas

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Desculpas

O senador Humberto Costa quer que o PT peça desculpas à Nação pelos 13 anos de corrupção. Antes das desculpas, porém, é necessário que os petistas devolvam aos cofres públicos não só todo o dinheiro roubado, mas, principalmente, o dinheiro investido em outros países dado por empréstimo sem retorno por meio do BNDES. E também os bilhões dados de mão beijada a Eike Batista e família. Em tempo: quem destruiu o PT foi Lula, e não o povo brasileiro.

LOURDES MILGIAVACCA

São Paulo

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Herança maldita

O Estadão foi extremamente feliz na sua análise sobre “os novos pobres de Lula” (17/2, A3), produto do populista petista criado entre 2003 e 2016. Não há como negar que essa foi a mais perversa herança maldita deixada pelos governos dos petralhas.

FRANCISCO ALVES DA SILVA

profealves@gmail.com

São Paulo

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DIÁSPORA

Nosso futuro indo embora

Acho estranho que nossa mídia não tenha dado atenção a um movimento que pode deixar sequelas para o nosso futuro: muitos de nossos melhores jovens estão partindo para outros países, onde a corrupção e a insegurança se percebem menos que no Brasil e onde as perspectivas de futuro parecem melhores. Se não conseguirmos reverter esse movimento, vamos perder uma geração que poderia tornar-se a elite do nosso país.

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

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“Já é quase carnaval e lá vai o bloco dos figurantes de Brasília sempre com o mesmo enredo: ‘Ei, você aí, me dá um dinheiro aí...’”

CARMELA TASSI CHAVES / SÃO PAULO, SOBRE OS HABITANTES DA ‘ILHA DA FANTASIA’ E AGREGADOS

tassichaves@yahoo.com.br

“A maior alegria do povo neste carnaval será, sem dúvida, assistir ao bloco da Lava Jato”

MARCOS CATAP / SÃO PAULO, IDEM

marcoscatap@uol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

INTERESSES EIVADOS

As "10 Medidas contra a Corrupção" são um projeto criado em 2015 pelo Ministério Público Federal (MPF) e contaram com o apoio dos movimentos sociais, jornalistas, ONGs, personalidades e, principalmente, da população. O projeto, com mais de 2 milhões de assinaturas, foi protocolado na Câmara dos Deputados e totalmente desfigurado por suas excelências. Das dez medidas originais, criteriosamente elaboradas, seis foram retiradas e uma, claramente em retaliação à Lava Jato, foi acrescentada: a que prevê crime de abuso de autoridade para magistrados e membros do Ministério Público. O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), consciente, determinou que o projeto retornasse à Câmara para providências, e foi claro: "O projeto deve ser debatido em sua essência, 'sem tirar nem pôr', emendas e substitutivos". Então, Rodrigo Maia, presidente da Câmara, muito ladino, mostrou-se surpreso, diz-se confuso e que não sabe o que fazer.  Para cima de nós, excelência? Não! É claro que queria ganhar tempo, e conseguiu. Num acordo - isso é o que nos mata - com o ministro Fux, vai conferir milhões de assinaturas, um  total desrespeito com todos os órgãos confiáveis e favoráveis ao projeto. E a população? Ora, a população, esta continua como se fosse um zero à esquerda, subjugada aos interesses eivados de nossos parlamentares. 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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BATATA QUENTE

 

O projeto anticorrupção de iniciativa popular pula de mão em mão! Vergonha na cara, que é bom, nada!

Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

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NÃO ESTÃO NEM AÍ

O presidente da Câmara dos Deputados afirmou despudoradamente que não sabia o que fazer com o pacote das dez medidas anticorrupção apoiado em 2,2 milhões de assinaturas de cidadãos brasileiros. A Câmara alega que não consegue conferir essa quantidade de assinaturas que viabilizou a apresentação da proposta. Mentira! Com a disponibilidade da tecnologia atual, são feitas essas checagens para criar partidos, por exemplo. O juiz Fux determinou que o Senado devolvesse o projeto de lei de iniciativa popular à estaca zero, evitando, assim, a imoral descaracterização feita pelos políticos na calada da noite. Na realidade, Rodrigo Maia e a maioria dos políticos sentem descaso e dão as costas para o povo. Eles querem que a sociedade se lixe e que seus privilégios sejam mantidos.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CONGRESSO NACIONAL

Aqui, a censura pública fortalece a falta de vergonha.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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DITADURA 

Na república do rabo preso acontece uma ditadura mascarada de democracia: os ditadores estão no Congresso Nacional, intocáveis.

Dionysio Vecchiatti dio.vecchiatti@terra.com.br

Valinhos

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'CARNE QUEIMADA'

Simplesmente brilhante o artigo "Carne queimada", de Vera Magalhães, publicado no "Estadão" (19/2, A10). Não importa se é apenas "joio" (quem enriqueceu de forma ilícita) ou "trigo" (caixa 2). O importante é dar um novo rumo ao nosso país e, para isso, precisamos apoiar o juiz Sérgio Moro e sua equipe e precisamos voltar para a rua, no próximo dia 26/3. Precisamos nos unir, povo e mídia, para combater um Congresso corrupto. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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NOVA OPOSIÇÃO

O governo de Michel Temer não tem, como demonstram as pesquisas, aprovação popular significativa, nem nunca terá, isso é fato. As reformas previdenciária e trabalhista, indiscutivelmente necessárias, cortarão fundo na carne da maior parte da população e não haverá truque de marketing capaz de amenizar tamanho impacto. O que é de imoralidade ímpar é o comportamento anunciado do PT e dos demais partidos de esquerda que, embora plenamente cientes da necessidade de tais reformas, aproveitarão a oportunidade para multiplicar sobremaneira a campanha difamatória contra o atual governo, com argumentos bizarros, pífios e mentirosos. Manifestações previsíveis de rua, pintadas de vermelho e regadas ao já cansativo jargão "fora Temer", serão convocadas, já sabemos. O Brasil precisa urgentemente de uma nova oposição, de preferência mais ética, inteligente e construtiva. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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IMPOPULARIDADE E MARKETING

Um dos editoriais do "Estadão" de domingo ponderava sobre "A impopularidade de Temer". De fato, Temer fica devendo (e muito) no marketing político, ou marketing de governança, cujo foco é o branding, ou seja, a consolidação de uma marca, seja ela pessoal, como no caso dos detentores de cargos públicos ou institucional, ou no caso de partidos e coligações. Temer parece pouco se ocupar em formar uma "marca" para o eleitor. Preocupa-se, antes, em salvar o País. Já o ex-presidente Lula tem uma "marca pessoal" assombrosa. É grife na acepção de "artigo de luxo que apresenta essa assinatura ou marca" (infopedia.pt). Saiu do governo, quando o entregou a Dilma Rousseff, com 87% de aprovação pessoal e 80% de aprovação de seu governo. Agora, passando o turbilhão que quase dizimou o PT, esse marketing político de Lula ainda o coloca em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de votos para 2018. A questão é que o marketing eleitoral não é sinônimo de marketing político. O eleitoral tem como foco única e exclusivamente a eleição de um candidato, a meta de conversão é bem mais palpável e facilmente verificada. É objetivo, não subjetivo, como o marketing político. É uma estratégia de curto prazo e objetivo muito bem definido, e, portanto, muito mais fácil de ser analisada e mensurada. Em suma, no marketing eleitoral existe uma "meta de conversão" muito clara: a eleição. E, até agora, parece que ninguém vendeu um programa de governo para o mandato que se inicia em 2018. E assim remanesce apenas a imagem pessoal do grande líder que uniu e, depois, cindiu a Nação. Ao menos isso (bom marketing político), uma marca, Lula tem. Temer é impopular por tudo. Penso que somente um profissional genial, de muito talento, conseguiria "construir um político com características positivas" tendo como imagem Michel Temer. Aquele que usa mesóclises, que pouco se importa com o que pensam de suas escolhas para o primeiro escalão do governo (repleto de "citados" na Lava Jato) ou no nome que indica à Corte Suprema do País (Alexandre de Moraes), o ex-secretário de governo São Paulo e ex-ministro da Justiça mais atrapalhado, falastrão e, pior, nada comprometido com a Justiça, mas sim com o "valor da causa", tanto assim que abdicou de mais de uma década na carreira de promotor público de São Paulo para ganhar dinheiro advogando para quem tem condições financeiras de contratar Moraes, como líderes do PCC e Eduardo Cunha, por exemplo. Ademais, as coalizões que firmou para, após a PEC do Teto de Gastos, aprovar as imprescindíveis porém pouco populares reformas previdenciária e trabalhista. Não existe popularidade que resista a essas medidas restritivas. Comprar o marketing eleitoral, neste momento em especial, é um baita retrocesso. As medidas impopulares buscam soerguer o País, repito. O espectro de vazios, déficits, buracos, desemprego, economia parada, etc., com que Dilma Rousseff deixou o governo, quando destituída da presidência, é a prova mais cabal de que promessas vendidas (marketing eleitoral) jamais seriam cumpridas. O marketing do Partido dos Trabalhadores é excelente, acabamos o conhecendo um pouco durante a Lava Jato. Não compre a ideia destes caras, são promessas que já nascem descumpridas. 

Andrea Metne Arnaut  andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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MINISTÉRIO REJEITADO

Que tristeza! Foi-se o tempo em que pessoas probas e qualificadas tinham orgulho de assumir um ministério nesta República! Corruptos ou investigados por ilícitos não faltam nesta fila de pretendentes... Mas, quando um renomado criminalista como Antônio Claudio Mariz de Oliveira e um notável ex-ministro do Supremo, Carlos Velloso, se negam a assumir o Ministério da Justiça, é porque o Executivo (incluo também o Legislativo) está moralmente falido. Infelizmente, a quase maioria dos que ocupam os principais cargos quer se beneficiar das facilidades do poder. E o povo que se dane... Dessa realidade o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, é um dos piores exemplos, quando afirma que ministro "notável" é aquele que garante votos no Parlamento. É o fundo do poço.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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TRIBUNAIS SÃO PARA JULGAR

O ex-ministro do STF Carlos Velloso, ao recusar o convite do presidente Temer para ocupar o Ministério da Justiça, deve ter consultado uma pitonisa que aconselhou-o a alegar compromissos e se livrar dessa "podre". Desde a Proclamação da República ou desde a instalação do Supremo Tribunal Federal, jamais essa Corte e seus togados foram alvo de tantas piadas, charges e até ofensas dirigidas aos seus pares. Esse é o retrato de um país que dá sinais de recuperação, mas cuja credibilidade no governo ainda carece de resultados mais convincentes. Os presos estão na ordem do dia, as vítimas é que estão condenadas, segundo a sugestão de um ministro da Suprema Corte (STF) Luís Roberto Barroso, que, livre da Lei de Responsabilidade Fiscal, criou uma despesa cujo tamanho desconhece, como também de onde virá a receita. Uma das funções do STF é punir aqueles que infringem a LRF na área dos Executivos. São Luís passou a ser o padroeiro dos presidiários.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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INDENIZAÇÃO DO ESTADO

Faz tempo que o Supremo Tribunal Federal (STF) vem se metendo nos problemas do Executivo e do Legislativo, mas determinar que se pague indenização aos presidiários que vivem em situação degradante nas penitenciárias saiu do lógico para o risível. Mas, como os togados se consideram acima até de reis, se os tivéssemos, e como não existe verba para melhorar nossas penitenciárias - imagine pagar indenizações -, por que não jogar a conta para o STF pagar? Que deixem de pagar seus assessores, salários dos ministros, etc. "Quem pariu Mateus que o embale." O STF está perdido, saiu do rumo para cair no escárnio da população brasileira. Que republiqueta nós temos!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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MAIS UMA CONTA

A decisão dos ministros do STF de indenizar um preso por danos morais sofridos por más condições carcerárias, com repercussão para todo o País, espeta mais uma conta incalculável no contribuinte brasileiro e premia a incompetência dos governantes e a omissão do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública. Ao invés de exigir a correta aplicação das verbas existentes do fundo penitenciário ou fazer a turma arregaçar as mangas da toga para tirar da cadeia quem não deveria estar preso, fica mais fácil meter a mão no bolso dos brasileiros. Lamentável!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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A INCOMPETÊNCIA DO SUPREMO

Quem não tem competência não se estabelece, STF joga a conta para o povo, em vez de trabalhar a questão processual, num país que tem preso que já cumpriu pena e continua encarcerado e preso detido há mais de ano, cujos réus as penas ainda não foram julgadas.

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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FORA DO CONTEXTO

O "row" dos comentários publicados no "Fórum dos Leitores" do "Estadão" de domingo, 19/2/2017, demonstra como estamos fora do contexto em relação ao sistema carcerário, e do alcance da decisão do ministro Celso de Mello, voltada a permitir que presos possam ajuizar o Estado em razão das péssimas condições carcerárias a que eles estejam sujeitos. Esses comentários parecem esquecer que somos uma sociedade e que estamos todos sujeitos ao império das leis, e, nesse sentido, aqueles que cometem algum tipo de crime podem ser privados de liberdade, sendo o Estado responsável por estes entes da sociedade sujeitos a essa privação da liberdade. Portanto, se o Estado, que representa a sociedade, que somos nós, não está exercendo a sua responsabilidade, como foi reconhecido pelo eminente ministro, também está sujeito à punição. Muitos comentários no referido "Fórum" vão na linha de reivindicar do Estado responsabilidade sobre os crimes cometidos pelos presos, e outras tantas coisas, o que também entendo como cabível, sendo que o raciocínio é o mesmo, ou seja, o Estado será acionado e, se considerado responsável por não estar fazendo a sua parte, será responsabilizado, e quem vai pagar a conta, novamente, somos nós, a sociedade. Sociedade esta, diga-se de passagem, que parece estar recebendo uma punição adequada, pela decisão do ministro, pois viceja entre nós aquele sentimento de que o "bandido" tem de mofar na cadeia, ou então a "máxima" de que "bandido bom é bandido morto", sentimentos estes que nos levam ao sistema carcerário que temos hoje, como muito bem comentou a pesquisadora Maria Cardoso Zapater, coordenadora adjunta do Núcleo de Pesquisas do Instituto Brasileiro de Ciências Criminais, em excelente reportagem na revista "Galileu" de dezembro de 2016, intitulada "Caixa Preta do Sistema".

José N. Cavalcante Cerqueira nestor.fwb@terra.com.br

São Paulo

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SAMBA DO CRIOULO DOIDO

Já tivemos o famoso estojo de primeiros-socorros "indispensável" no caso de acidente em nosso carro; a tomada de três pinos; o banco para crianças nas peruas de transporte escolar; a intervenção do presidente do STF nas decisões financeiras entre o Ministério da Fazenda e o governo carioca; o ministro Luiz Fux mandando de volta o projeto anticorrupção para a Câmara, pois na opinião dele eles deveriam somente homologar a proposta; o STF (de novo) mandando indenizar presidiário sem se preocupar com as vítimas desses mesmos bandidos; e a Comissão de Constituição e Justiça do Senado instalada e comandada pelo sr. Edison Lobão (notório participante das manchetes sobre corrupção) e com integrantes denunciados ou com processos na Justiça. Faltou alguma coisa mais? Por isso não sei se estamos vivendo como numa das estrofes do "Samba do Crioulo Doido" ou na "Casa da Mão Joana". Que dúvida.

Ademir Alonso Rodrigues rodriguesalonso49@gmail.com

Santos 

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INDENIZAR PRESOS?

Antes de se pensar em indenizar presos, deve-se aplicar o dinheiro público no restabelecimento dos cuidados com os doentes de ambulatórios e internados, até porque frequentemente foram para o hospital por causa de algum bandido. 

Carlos A. Borges borges.ca@gmail.com

São Paulo

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BENEVOLÊNCIA

A respeito da indenização aos detentos, o direito brasileiro é tão benevolente com o criminoso que caberia parafrasear Maquiavel: "Para os bandidos os favores, para os contribuintes o rigor da lei".

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

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CAUTELA

Os brasileiros têm em boa conta as decisões do STF! Mas tem de haver também um pouco de ponderação e respeito à população. A decisão de permitir que presidiário pleiteie indenização do Estado não está dentro da lógica do que é possível. Cautela ao STF!

Martim Affonso Santa Lucci martimlucci@icloud.com

Campo Grande

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DE PONTA-CABEÇA

Vemos de tudo neste país de meu Deus! Agora, ministro querendo dar direito a presidiários novamente. Será que o poder e o lobby do Primeiro Comando da Capital (PCC) e de afins são maiores que o direito das vítimas dos bandidos? Continuamos vendo a realidade de ponta-cabeça!

Domingos de Souza Medeiros dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

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DESPESAS E ORÇAMENTO

A necessidade mais imperiosa de grande parte de nossos conterrâneos é cortar despesas, até o montante final destas se enquadrarem dentro do seu orçamento disponível. Para cada despesa que eventualmente precisar ser cortada, podemos calcular um coeficiente, entre seu valor e a perda de nível de vida que seu corte acarretaria, proceder os cortes de despesas que as adéquem ao seu orçamento e causem a menor perda de nível de vida. Essa obrigação que é comum a muitos brasileiros também é a obrigação de nossos dirigentes com os orçamentos públicos. Para o governo, é muito mais difícil, porque como comparar a perda de nível de vida do País com o corte dos seguranças de uma "dirigenta" (que foi impedida de continuar pelo estado trágico de seu governo) e com o direito à vida dos presidiários dos Estados do Norte é praticamente impossível. Se, por um lado, é difícil, por outro é fácil, porque se atentarmos ao espírito das leis a simples correção dos abusos inseridos no orçamento resolve seu problema. Atendendo que a premissa constitucional de separação dos poderes não impede que fatos tipicamente judiciários sejam resolvidos pelo Judiciário, tipicamente legislativos sejam resolvidos pelo Legislativo e tipicamente executivos devam ser resolvidos pelo Executivo, o Orçamento de custeio de um país é um fato tipicamente executivo, deve ser resolvido pelo Executivo, que deve tomar algumas providências (respeitando a igualdade de direitos constitucional), fazer os funcionários dos Três Poderes receberem pelas tabelas do Executivo, corrigir e anular as verbas de residência, paletó, acabar com a verba partidária, etc. E, também, lembrar que a situação geral do País é de um país pobre e não pode se dar ao luxo de patrocinar aviões para dirigentes e ex-dirigentes, pagar aposentadoria a quem foi destituído por imoralidade, etc., assim as verbas disponíveis serão suficientes. Finalizando, lembrando que, com a ocorrência de atividades moralizadoras (Lava Jato, por exemplo), essas providências se tornaram possíveis, e podem ser realizadas com a estrita observância dos preceitos pré-constitucionais e constitucionais. 

Tarcisio de Barros Bandeira tbb@osite.com.br

São Paulo

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PRÊMIO CAMÕES 2016

O escritor Raduan Nassar, que ganhou o Prêmio Camões 2016, discursou na entrega do prêmio e atacou o governo Temer e outros integrantes do governo dizendo, entre outras coisas, que "vivemos tempos sombrios". Tempos sombrios, escritor? Tempos sombrios foram os dos governos militares, quando havia perseguição, censura e não se podia falar o que queria. No governo Temer há liberdade, tanto que o sr. falou o que quis livremente. O sr. censura, ataca o governo Temer, mas não se recusa a receber o prêmio, equivalente a R$ 1 milhão, e diz que vivemos tempos sombrios. Ainda bem que para o sr. não devem ser sombrios. Afinal, com mais R$ 1 milhão na conta... Deveria abrir mão do prêmio, já que pretendia atacar o governo Temer e outros integrantes do governo. Que subisse ao palanque, dissesse que abria mão do prêmio e fizesse seu ataque ao governo. Seria mais coerente. Foi, no mínimo, deselegante. 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ESPETÁCULO DEPRIMENTE

Esta cerimônia do prêmio a Raduan Nassar foi o retrato do Brasil: dividido, mal educado, histriônico, mal agradecido, oportunista e sem senso do ridículo. A esquerda, onde está presente, cumpre seu papel mor: conspurca.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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PRÊMIO DESRESPEITADO

Deveriam avisar ao escritor Raduan Nassar que o Prêmio Camões, no valor de 100 mil euros, teve de ser retido por necessidade maior em "pedalada" e "contabilidade criativa", seguindo exemplo do governo Dilma Rousseff. Com 12 milhões de trabalhadores desempregados atualmente, sofrendo necessidades provocadas pelas desastradas políticas econômicas dos governos petistas, não seria justo tal desembolso. Somente após feito todo o ajuste necessário para pôr as contas nacionais em ordem e dar condições ao retorno do emprego. Que ele, como petista convicto e fanático, entenda que a prioridade deve ser o trabalhador, propiciando-lhe mais emprego, e não a oferta de prêmio não devidamente apreciado ou respeitado.

 

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

   

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VILANIA E MESQUINHEZ

Nossa velha e querida Portugal tem sofrido os mais lamentáveis agravos da marginalidade tupiniquim. A última manifestação da marginalidade local deu-se por ocasião da entrega do Prêmio Camões 2016 a seu ganhador. Em seu discurso, o agraciado conspurcou o patrono de sua homenagem, mas não recusou os 100 mil euros a si conferidos, talvez com justiça, por seus méritos literários, mas indevidos por seu torpe caráter. Não há muito, oferecemos o marginal Lula da Silva para ser distinguido por Coimbra com o honroso, porém imerecido, doutorado "honoris causa". Talvez, além do honrado ministro Roberto Freire, outras personalidades de escol deste país venham a se manifestar na condenação da torpe atitude que a claque e o homenageado tiveram na infeliz solenidade da entrega do Prêmio Camões.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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PAPELÃO

A hipocrisia populista misturada com a deselegância e a ganância do escritor Raduan Nassar me deixaram perplexo e cada vez mais convicto de que caráter, honra e dignidade são artigos de luxo no Brasil contemporâneo. O que este senhor fez e deixou de fazer é uma prova cabal dessa pobreza de espírito do homem - e olha que estamos falando de sujeito letrado. O escritor recebe um prêmio, que todos sabem é comunicado de véspera, aceita-o e, a partir daí, passar a falar mal do governo que o premiou. Um homem honrado e de caráter declinaria do prêmio e do dinheiro para, aí, sim, fazer um discurso criticando o atual governo brasileiro. Não dá para acreditar que ele pegou a grana, o troféu e saiu baixando o sarrafo em quem lhe deu a grana e o prêmio, considerando como ilegítimo o premiador. Até os bandidos têm código de ética, senhor Raduan. Que papelão, malandro! A propósito, será que o dinheiro que ele recebeu é legítimo?

Angelo Raposo angelo.raposo@uol.com.br

Rio de Janeiro

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PRÊMIO CAMÕES - RADUAN NASSAR

A prova inquestionável de que educação e cultura são totalmente distintas.

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

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ARCAICA LAVOURA

Repisando: Raduan Nassar conseguiu mostrar que o seu partido é composto por uma arcaica lavoura de pensamentos e de procedimentos, mas ávidos por bom pagamento, independentemente do reconhecimento de qualidade. Os portugueses devem ter se arrependido de mandar Cabral descobrir as Índias.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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PROTESTO

O renomado literata Raduan Nassar, assim como os atores do filme "Aquarius", perdeu uma excelente oportunidade de falar o estritamente necessário por ocasião de solenidade de entrega de prêmio. Falar em golpe e idolatrar a integridade da "gerentona" - que por sinal as delações estão mostrando que ela não é tão inocente quanto o propalado - já cansou. No fundo, os artistas e os ditos intelectuais petistas estão protestando contra as perdas da mamata da Lei Rouanet.

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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FESTA

Raduan Nassar, ao receber o Prêmio Camões de Literatura, de 100 mil euros, entregue pelo ministro da Cultura, Roberto Freire, e pelo embaixador de Portugal, Jorge Cabral, criticou explosivamente o governo Temer. Disse não poder ficar calado, depois de, entre outros assuntos, criticar a indicação de Alexandre de Moraes para o Supremo Tribunal Federal - Corte que, para ele, ainda mantém uma rotina da época da ditadura militar. Roberto Freire respondeu às farpas, insinuando que Nassar deveria devolver o prêmio oferecido pelo governo que ele estava atacando - a bem da verdade, o Prêmio Camões é outorgado por Brasil e Portugal. A plateia, entre uma alfinetada e outra, também participou de forma agressiva, com interrupções ao discurso do ministro e as réplicas da parte dele. Continuando o discurso, o escritor disse, ainda: "O Supremo Tribunal Federal nada fez para que Eduardo Cunha instaurasse o processo de impeachment que derrubou a presidente Dilma, mulher digna. Foi um golpe", acusou Nassar, que, ovacionado, foi aclamado também com gritos de "Fora Temer", vindos de uma plateia formada, em sua maioria, por escritores, editores e representantes do mercado editorial. Raduan deixou o local depois de muitos abraços, selfies e autógrafos, além do prêmio de 100 mil euros, enquanto Freire, após embebedar-se de água, saiu antes do fim da festa.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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MINISTRO DA CULTURA

A respeito do "chega para lá" que o ministro Roberto Freire deu no autor Raduan Nassar e na plateia "petralha" quando da atribuição do Prêmio Camões a ele, gostei, quebrou a cara. A casa caiu. Achou que um brasileiro misto de pernambucano e paulista (jagunço e bandeirante) levaria desaforo para casa? Depois de cuspir no prato em que comeu? E ficaria por isto mesmo? Saíram ambos, de mansinho, com o rabo entre as pernas. Parabéns.

Adriano Julio de Barros V. de Azevedo adrianojbv@uol.com.br

São Paulo

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NO TOM

Creio que o ministro da Cultura, Roberto Freire, agiu bem, retrucando com firmeza, no tom que o assunto exigia, os destemperos verbais do escritor Raduan Nassar. O premiado intelectual e recadeiro de luxo dos petistas recebeu o Prêmio Camões e também o diploma da torpe e rancorosa patrulha pela falta de educação. Raduan estrebuchou na hora errada, constrangendo ainda o embaixador de Portugal, Jorge Cabral. Papelão de Nassar. 

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

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AUTODESTRUIÇÃO

Desde os primórdios da civilização, os intelectuais têm sido a referência da decência e da ética. Uma parcela dos intelectuais brasileiros tem se notabilizado pela defesa dos governos petistas que conseguiram a façanha de atingir os maiores índices de corrupção da história da humanidade. A atitude de nossos escritores no recebimento do Prêmio Camões é um indicador de autodestruição em estado puro. É imprescindível um hercúleo esforço para salvar o Brasil da condenação que políticos e intelectuais lhe impuseram; e, como se isso não bastasse, insistem em recuperar a nefasta faculdade autofágica.

 

Isabel Krause dos S. R. Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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O ESCRITOR E SEU PARTIDO

Sr. Raduan Nassar, neste estágio da sua vida, em que sempre desponta o equilíbrio emocional, fazer um papelão destes aos ser homenageado com a entrega do Prêmio Camões? Acho que o senhor tem todo direito de ser simpatizante do PT e colaborador desse partido político, mas chegar ao ponto de manifestar sua revolta pela defenestração do seu partido por práticas altamente comprometedoras e soltar sua ira num acontecimento em que o senhor estava sendo homenageado, acho que foi além do limite da boa educação e do respeito também ao representante do nosso país amigo. Esse comportamento não se coaduna com a fama dos árabes, de cavalheirismo e ética. Além disso, já que este governo que o premiou é julgado tão devasso por V.S., por que o senhor não recusou receber o valor do prêmio?  E mais: se o recebeu, por que não o destinou ao seu querido partido, que anda deixando de pagar as dívidas alegando falta de recursos?

  

Adib Hanna adib.hanna@bol.com.br

São Paulo

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ALMA LAVADA

Parabéns ao escritor Raduan Nasser pelo corajoso discurso proferido ao receber o Prêmio Luis de Camões, quando denunciou e criticou o governo golpista de Michel Temer e sua gangue de saqueadores. Raduan nos representa e lavou a nossa alma. Mais do que um grandes escritor, trata-se de um grande brasileiro, que merece o nosso respeito e admiração.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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DESCONTRAÇÃO

Sobre a foto da bela jovem trocando sorrisos e olhares com os soldados do Exército na Praia de Copacabana ("Estadão", 15/2): simplicidade, espontaneidade, naturalidade. Parece a cena de um filme. Parabéns ao fotógrafo.

Devanir A. Ferreira devanir.ferreira@multifoods.com.br

São Paulo

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INJEÇÃOZINHA

O governo vem alardeando que a liberação das contas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) inativas deve injetar R$ 34 bilhões na economia. Pelas entrevistas a que tenho assistido, parece que a maioria dos sacadores deve usar esse dinheiro para pagar dívidas com os bancos e em menor número com as lojas. Sendo assim, os bancos já devem estar festejando efusivamente e os lojistas, dormindo mais aliviados. Pelo jeito, não vai sobrar muita coisa para fazer novas compras e incentivar a economia. O governo sempre doura a pílula, mas fica com o ouro e deixa o povão com um gosto amargo na boca.

João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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INFORMAÇÕES ERRADAS DO FGTS

O governo corre o risco de desembolsar muito mais dinheiro do que seria devido com os saques das contas inativas do FGTS. Ocorre que os dados da Caixa Econômica Federal não são confiáveis. O sistema está uma completa bagunça, segundo os próprios funcionários da área de Tecnologia da Informação da instituição. Daí as divergências apresentadas nas informações pela internet e no atendimento presencial. É a alegria de muita gente e a tristeza dos que têm de apresentar documentos, termos de rescisão de empregos que já não possuem, por exemplo. Será que ninguém explica o motivo dessas divergências? Por que a Caixa não explica e confessa isso claramente? Quem é correntista da Caixa sabe que seus sistemas são capengas e apresentam problemas quase diariamente, deixando os clientes insatisfeitos.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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ANÁLISES

Brilhante o artigo de Mario Vargas Llosa ("O furação Odebrecht", 19/2, A14); e hilária a análise de Luís Carlos Bresser-Pereira ("Não estamos saindo da recessão", 19/2, B9). Isso, sim, é um jornal plural e surpreendente! Disse Bresser-Pereira: "Tivemos esta triste notícia de que no ano passado o PIB pode ter caído 4,3%". Por que será que ele caiu? E Bresser-Pereira ainda critica o atual (e sério) governo corrente. Francamente, há pessoas ditas "economistas" em que a idade só exacerba tendências rocambolescas...

Ricardo C. T. Matins rctmartins@gmail.com

São Paulo

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CRESCIMENTO

Não existe crescimento ou mesmo perspectiva. O real continua supervalorizado. A cotação competitiva deveria estar em torno de 4 a 1.

Joao Israel Neiva jneiva@uol.com.br

São Paulo

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SÓ ELE EXPLICA...

O horário de verão termina com uma economia estimada de R$ 147 milhões, e a conta de luz continua alta. Por que, Freud?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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NOVOS POBRES

Estudo do Banco Mundial revela que o número de pobres no Brasil deverá aumentar nos próximos anos entre 2,5 milhões a 3 milhões de pessoas, chegando a um total de quase 20 milhões, das quais 8,5 milhões em estado de extrema pobreza. Dados do Ministério do Desenvolvimento Social indicam que somente em 2015 mais de meio milhão de brasileiros que haviam deixado o Bolsa Família foram obrigados a ela retornar em razão da gravíssima crise econômica que o País atravessa, com mais de 12 milhões de desempregados. Esses são os milhões de "novos pobres" deixados ao deus-dará pelo falido e incompetente PT. É o Brasil descendo a ladeira de marcha à ré engatada. Até quando?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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HERANÇA DO LULOPETISMO

O "Estadão" foi extremamente feliz na sua análise sobre "os novos pobres de Lula" (17/2, A3), produto do populismo lulopetista criado entre 2003 e 2016. Não há como negar que essa foi a mais perversa herança maldita deixada pelos governos dos "petralhas". 

 

Francisco Alves da Silva profealves@gmail.com

São Paulo

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DIREITO DE GREVE

Com relação às opiniões expostas em 14/2 (A10), concordo com o professor Olavo Pinto e Silva (favorável à regulamentação). A omissão quanto a uma legislação específica sobre a legitimidade do direito de greve implica o acirramento dos conflitos sociais e políticos atuais e ainda prejudica a economia.

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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PICHAÇÃO

"Me empresta 50 mil, Suplicy?." É o que pede um pichador na parede do Viaduto 9 de Julho, em frente à Câmara Municipal de São Paulo. No final da passarela do Terminal Urbano da Praça da Bandeira, que dá acesso ao Metrô Anhangabaú, outra pichação impublicável agride a cidade e fere a honra do prefeito João Doria.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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Furtiva, deplorável, deve ser criminalizada como prática de poluição visual urbana.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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'NOVAS VEREDAS'

Sobre a reportagem "Explosão de ouro causa tensão em cidade histórica" (17/2, A15), por razões profissionais, familiares e culturais, posso dizer que entendo um pouco de mineração e de tratamento de minérios. Eu e meu falecido pai estivemos em Paracatu, em missão técnico-comercial, oferecendo e demonstrando um equipamento concentrador, que se revelou espetacular, mas comercialmente "inoportuno". O ponto principal desta mensagem é que, mais uma vez, foi montado um cenário para os leigos, em que o veneno principal é o cianeto, e não o arsênio. Este último vem das profundezas do solo, na forma de um sal bastante estável, enquanto o outro, o cianeto e suas formas do radical HCN, do ácido cianídrico, é usado em porcentagens variadas para absorver, ou reagir, com o ouro e a água, formando o cianeto áurico, um sal muito estável. Qualquer leigo sabe que um cianeto, ou cianureto, é um veneno alucinante e absolutamente perigoso. Devo ressaltar os seguintes "detalhes" práticos do uso do cianeto, todos omitidos em sua página: o fornecedor do cianeto é um grupo superabrangente e profissional; nos anos 80, a Paracatu minerava - extraia, moía, flotava, cianetava e decantava - perto de 1 mil toneladas por dia; se não me engano, 0,5% do peso desta massa de minérios referia-se à adição de cianeto; para recuperarem 85% do ouro contido, a polpa formada com água era revolvida e filtrada inúmeras vezes; imagine-se este volume de minério diário como equivalente a 400 metros cúbicos de rocha; o produto líquido, antes de ser descartado, era recuperado e seguia para a decantação do ouro (eletrolítica, química, com um outro veneno chamado xantato); o mais difícil mesmo é esgotar-se da polpa todo o líquido do cianeto áurico, que, mesmo muito "lavado", ainda reterá uma boa quantidade do metal e dos "venenos", em que o cianeto seguirá ativo pelos próximos 50 anos. 50 anos antes de se degradar, reservados em inocentes lagoas de rejeitos... Esta descritiva deixa de ser erudita, mas serve para explicar que o problema de Paracatu não é o arsênio natural da jazida, mas o "obrigatório" cianeto do processo de recuperação química do ouro, "marketeado" em todo o mundo por firmas gigantes, empedernidas e sociopatas. No entanto, meu pai e eu, que oferecíamos uma opção ambientalmente limpa de recuperação, não deixamos de ficar assombrados com o trabalho espetacular daquela que hoje se denomina Kinross, seu corpo de empregados e as toneladas anuais de ouro produzidas.

Murilo Luciano Filho muarilou@uol.com.br

São Paulo

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A CONTRATAÇÃO MAIS CARA

O São Paulo acaba de contratar, por uma das maiores quantias da história do futebol brasileiro, o jogador argentino Luca Pratto. Como são-paulino ferrenho que sou, espero que o dito cujo seja em cada disputa um prato cheio de gols para matar a fome de vitórias da torcida tricolor.

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

 

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