Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

22 Fevereiro 2017 | 03h05

“Romero Jucá deve ter sido educado em Cambridge, com pós em Oxford. 

Educação britânica...”

MAURO LACERDA DE ÁVILA / SÃO PAULO, SOBRE O LINGUAJAR INDECOROSO DO SENADOR

lacerdaavila@uol.com.br

“Senado Federal ou casa da... do pai Jucá?”

JOSÉ ROBERTO NIERO / SÃO CAETANO DO SUL, IDEM

jrniero@yahoo.com.br

“Jucá deveria estudar História. A estrela não é de Israel, é de David!”

MOISÉS GOLDSTEIN / SÃO PAULO, IDEM

mgoldstein@bol.com.br

FORO PRIVILEGIADO

Foco no STF

Toda essa discussão sobre foro privilegiado bate exatamente no Supremo Tribunal Federal (STF). Se a Constituição define que determinados políticos têm direito a ser julgados pelo Supremo ou mesmo pelo Superior Tribunal de Justiça, essas Cortes deveriam estar devidamente aparelhadas com os devidos recursos para dar andamento a esses julgamentos num prazo razoável. Será que se o julgamento fosse realizado em tempo adequado e compatível com as demais instâncias judiciais haveria esse debate? E será que os políticos fariam de tudo para cair nessas Cortes? Não adianta os ministros do STF argumentarem que não existe impunidade nos seus julgamentos. Pode até não haver, quando chegam a ser julgados, mas os indiciados apostam tanto na morosidade do Supremo que o que eles buscam é o longo período sem julgamento, na esperança de prescrição do crime. O debate dos elegíveis para foro privilegiado é válido e deve ser feito, pois há excesso de funcionários públicos e políticos com direito a esse privilégio. Mas o foco atual deve ser o STF, essa Corte tem a obrigação perante a sociedade de dar uma resposta efetiva de eficiência, e não ficar argumentando que tem inúmeros processos... Aparelhem-se os ministros com mais equipes, sejam mais dinâmicos nas suas decisões, deem um choque de eficiência nos trabalhos que essa discussão acaba. O País só ganhará com isso.

CARLOS SULZER

csulzer@terra.com.br

Santos

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Excrescência

Absolutamente inadmissível um parlamentar que exerce a função de líder do governo referir-se a uma necessária e urgente medida moralizadora como “suruba”. Segundo esse cidadão, se acabar o foro para uns, tem de acabar para todos. O que a sociedade exige é o fim dessa excrescência, que só favorece corruptos e saqueadores de nossos suados impostos, acobertados pela morosidade do STF. O notório Romero Jucá, citado na Lava Jato, é o clássico exemplo de quão dissociados dos anseios da sociedade estão esses encastelados em Brasília. Urge uma nova Constituinte para remodelar completamente o apodrecido sistema político brasileiro.

J. S. MOREL FILHO

zzmorel@icloud.com

Santos

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O tempora...

S. Exa. o senador Romero Jucá encontrou uma forma de comunicação que não o engrandece. Usar tabuísmos pode ser interessante numa mesa de bar, no meio de uma torcida de futebol, contudo não consta ser uma maneira digna de se expressar. Possivelmente inspirado no sucesso dos pranteados Mamonas Assassinas tenha procurado granjear a simpatia do público. Pelo menos conseguiu aparecer em manchetes, graças a um linguajar chulo.

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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Grosseira a linguagem do senador Jucá, chula mesmo, ao comentar a questão do foro privilegiado. Será que na juventude esse líder do governo no Congresso não teve acesso à educação?

FERNANDO VERSIANI DOS ANJOS

fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte 

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Mão na boca

Político que só fala com a mão tapando a boca, como Jucá (ou Caju?), não merece respeito. E quando só se expressa com termos chulos, ideias truncadas e propostas vergonhosas, não merece ser senador nem em escola de samba. Agora, quando um indivíduo desses é líder de um governo... Bom, deixa pra lá.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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Dias contados

Ao sr. Romero Jucá estão faltando discernimento, boa educação, gentileza de maneiras, decoro, conhecimento histórico e semancol. Ou seja, falta tudo. O que abunda em seu comportamento é a certeza de que tem uma fábrica de cocada preta e pode expelir todas as besteiras que bem entender, até fazendo uso de metáforas de baixo nível. É hora de elegermos outro tipo de gente, representativa, decente. A tropa ainda não entendeu que seus dias estão contados, mesmo que aqui e ali uns incautos ainda se deixem levar no bico. Não é a mídia que vai “estraçalhar” os políticos, é a biografia deles e a nossa consciência.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

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LULOPETISMO

Moral alternativa

Em excelente editorial, A politização de tudo (21/2, A3), o Estadão denuncia a estratégia do PT de investir o que resta de suas energias para transformar todos os aspectos da vida nacional em luta política, contando para isso com o animado apoio de artistas e intelectuais. O editorialista, porém, deixou de considerar que, a exemplo da assessora de comunicação do Donald Trump – defendeu a existência de fatos alternativos para se contrapor a fatos verdadeiros –, esses artistas e intelectuais tupiniquins quiçá estejam a propugnar por uma moral alternativa para o País, a saber: a legitimidade, moral e revolucionária, de assaltar os cofres da Nação em prol de uma causa, não obstante a singularidade de esta também beneficiar o patrimônio pessoal e os bolsos dos seus defensores.

RUY TAPIOCA

ruytapioca@gmail.com

Rio de Janeiro

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LAVA JATO

Delação premiada

Lendo a entrevista, publicada no domingo, de Theodomiro Dias Neto – “A colaboração é um acordo de rendição”... – me vem a impressão de que mesmo sendo um excelente advogado, como ele aparenta ser, o domínio do nosso idioma não parece ser uma de suas qualidades. Colaboração é que é rendição. A rendição de um bandido, como parece ser o caso a que ele alude. Rendição é algo que qualquer criminoso faz, diante de evidências e argumentos levantados por uma boa investigação, quando acaba se dando conta de que chegou ao limite da enganação. Acordo vem depois de uma boa demonstração de que as faltas cometidas pelo criminoso são de conhecimento e comprovação assegurados, e aí, vendo-se sem saída, o criminoso se oferece para contar mais do que já se sabe. Daí, sim, vem um acordo, se o criminoso propuser entendimento dispondo-se a contar mais falcatruas do que já se conhece. Tal acordo vai depender da boa vontade da instituição investigadora e da qualidade e comprovação das novas falcatruas que o colaborador mostrar deter. A partir de tal momento pode surgir, ou não, um acordo, não de rendição, mas de colaboração com a Justiça, dando novas provas que ajudem no deslinde de mais crimes. Isso é o que a Odebrecht assinou.

ABEL CABRAL

abelcabral@uol.com.br

Campinas 

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

JARARACA PARA 2018? 

 

Nesta terra tupiniquim não dá para duvidar mais de nada! O réu pela terceira vez na Operação Lava Jato, o ex-presidente Lula está eufórico e esperançoso, porque, segundo a pesquisa recém-divulgada pela CNT/MDA, na espontânea, ele lidera com 16,5% as intenções de voto, com Jair Bolsonaro em 2.º lugar, com 6,5%. Independentemente de estarmos longe do próximo pleito para o Planalto, é de perguntar: será que o ex-presidente, que foi capaz de montar uma das maiores quadrilhas dentro das nossas estatais, também é vidente? Digo isso porque, em março de 2016, quando foi levado a depor coercitivamente para Polícia Federal, o soberbo Lula declarou: "Se quisessem matar a jararaca, não fizeram direito, pois não bateram na cabeça, bateram no rabo". Com essa pesquisa, o ex-presidente deve estar achando que a tal jararaca está bem viva para 2018. 

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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INDEPENDÊNCIA E MORTE

 

Se os nordestinos insistirem em manter Lula como o preferido nas pesquisas para presidente nas eleições de 2018, só nos restará separar o Nordeste do resto do País.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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VAI SER INTERESSANTE

 

De caso pensado ou não, parece que o deputado Jair Bolsonaro irá assumir um protagonismo no próximo pleito eleitoral. Vai ser interessante. O eleitorado brasileiro que não se sente representado há anos pelos partidos de esquerda que monopolizaram as últimas eleições parece que lhe dará guarida e apoio. E a reação da dita inteligência brasileira - aí incluídos alguns formadores de opinião - já começa a se mostrar, sempre com o intuito de adjetivar a direita, ora extrema, ora ácida, como se referiu colunista deste jornal no domingo (19/2). Também o associam a um saudosismo do regime militar. Parece que muitas pessoas estão saudosas da ordem que grassou no Brasil no regime de exceção, de 1964 a 1985. Pode ser um tiro no pé.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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OPORTUNIDADE PERDIDA

 

Há homens que lavram seu caminho para entrar na história. É o caso de Lula, gostemos ou não dele. Outros recebem um lugar pelas circunstâncias, como Michel Temer. Mas sua visão é ofuscada: Jucá, Moreira, Geddel... e seu papel pode ser apenas trazer Lula de volta. Alguém se surpreenderia se em 2018 Lula se apresentasse com um vice do PMDB?

 

Milan Trsic cra612@gmail.com

Ribeirão Preto 

 

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LULALIENADO

 

Operações gigantescas de corrupção, tráfico de influência e compra de favores, como as conduzidas por Odebrecht & cia., e Don Lula I não sabia de nada, não viu nada... Então, não pode voltar a ser presidente por ser retardado mental. Tem de ser impedido por exame psicológico. Me engana que eu gosto.

 

Renato Pires repires49@gmail.com

Nova Andradina (MS)

 

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CUMPLICIDADE NO STF

 

Lula é o favorito à Presidência da República ano que vem e Dilma Rousseff anuncia que poderá voltar à vida pública como senadora ou deputada. Sem a cumplicidade dos companheiros do Supremo Tribunal Federal (STF), nada disso seria possível. Se não fosse a conivência criminosa da mais alta corte do País, Lula e Dilma já teriam sido julgados e presos pelos seus crimes. A parte mais visível da cumplicidade criminosa do STF é o fato de Dilma Rousseff não ter se tornado inelegível depois de sofrer o impeachment. O Brasil não vai vencer a guerra contra a corrupção se não neutralizar a corrupção escancarada na sua mais alta corte de Justiça. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DILMA CANDIDATA

 

Qual Estado terá coragem de ter "Janete" como candidata a algum cargo, a não ser o de merendeira ou de faxineira em grupo escolar de periferia?

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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RECOLHIMENTO

 

Chocante a notícia de que Dilma Rousseff pretende voltar à política. Depois de causar um inédito e vergonhoso desmonte do Brasil, deveria, isso, sim, se ainda conserva alguma religiosidade obtida com as freiras no seu ensino fundamental em Belo Horizonte, recolher-se a um convento para purgar e pedir perdão por sua prepotência, arrogância e incompetência, rezando no milho, ou quem sabe na mandioca, até as nuvens escuras se dissiparem sobre sua cabeça. Entretanto, se a religiosidade se dissipou em meio aos dólares, quem sabe o recolhimento a um templo budista, para controlar seus maus pensamentos e aprender a respeitar os semelhantes.

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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'PRESIDENTA'

 

Faz 172 dias, 10 horas e 58 minutos que eu não ouço a palavra "presidenta". Amém!

 

Albert Henry Hornett hornettalberto@hotmail.com

São Paulo

 

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VAI PARA O ARQUIVO

 

A Polícia Federal encerrou a investigação sobre suposta tentativa de obstrução à Justiça envolvendo a ex-presidente Dilma Rousseff e caberá à Procuradoria-Geral da República (PGR) decidir se denuncia ou arquiva o caso. Como sabemos que nossa Constituição federal é uma piada e que os brasileiros não são iguais perante a lei, já posso imaginar qual será a decisão da PGR: arquivamento do caso.

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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PODERES DA REPÚBLICA

 

Sem novidades no front, dois assuntos correlatos nos chamaram a atenção na segunda-feira no "Estadão": a manchete "Contas de partidos paradas no TSE somam R$ 2,2 bilhões" e a entrevista do procurador da força-tarefa da Lava Jato, Carlos Fernando, na página A6. É um contrassenso o que se verifica no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), dada a monstruosidade do tamanho do Estado e do funcionalismo público, e o descalabro só se justifica se atentarmos para o luxo desnecessário com que as empreiteiras se esmeraram em construir o próprio TSE, o Tribunal de Contas, o Banco do Brasil e outros que tais, que não condizem com a qualidade do pessoal empregado e, menos ainda, do trabalho efetuado. Nem é preciso dizer que há que rever e mudar tudo isto que está aí. Quanto à entrevista, praticamente tudo o que foi revelado já é de conhecimento público, principalmente que a corrupção se alastra para todos os níveis de governo e todos os partidos, com os políticos legislando em causa própria no eterno sistema do toma lá dá cá.  Sabemos também que "precisamos de uma democracia mais eficiente, mas também de um Judiciário que não tenha contra ele a pecha de pouco confiável. Quando se cria o foro privilegiado, a mensagem para a população é de que o juiz de primeira instância não é confiável. Se for assim, todos têm o direito de querer foro privilegiado". O que não sabemos - e precisamos saber com urgência - é como interromper esse ciclo com as atuais composições do Congresso e do Judiciário. Será que a minoria faz a força?

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VOLUNTÁRIOS DAS 'DEZ MEDIDAS'

 

Confesso que não fiquei surpreso quando, em desespero, o senador Romero Jucá, provavelmente conchavado com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tentou aprovar um projeto para barrar ações da Lava Jato, operação que está preocupando a maioria dos responsáveis pelos Três Poderes da República. Também não fui surpreendido com o presidente da Câmara colocando em suspeição as milhares de folhas com os milhões de assinaturas em prol do projeto de iniciativa popular conhecido por todos os brasileiros como "Dez Medidas contra a Corrupção". Rodrigo tentou fazer o mais fácil, plagiar Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em dezembro de 2016, duvidando do abaixo-assinado, disse: "Soube que, se você contratar o Sindicato dos Camelôs de São Paulo, consegue 300 mil assinaturas num dia". Na cidade onde moro, Volta Redonda (RJ), tivemos várias pessoas colhendo assinaturas e eu, com meus 82 anos de idade, fui para a rua, num trabalho voluntário, sem pão com mortadela, colhi perto de 1.500 assinaturas dizendo para o povo que aquele abaixo-assinado tinha o objetivo de, uma vez por todas, acabar com as anarquias, com as roubalheiras e com tudo de ruim que tomou conta dos Três Poderes da República. Por que Romero Jucá, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Gilmar Mendes e a maioria de seus pares estão questionando o mais de 2 milhões de assinaturas que passaram pelas mãos do pessoal do Ministério Público Federal (MPF) para, depois, ser entregue na Câmara dos Deputados? Por que a Câmara não questionou as assinaturas no momento em que recebeu os últimos pacotes? Nós, os voluntários das Dez Medidas, estamos com medo de uma falsificação no material que o MPF entregou na Câmara. 

 

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

 

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EMPORCALHADOS

 

Há alguns anos havia dois partidos políticos éticos: PSDB e DEM. O governo FHC é prova de que o empenho em atender aos desejos do povo era o que mais interessava. Depois, os governos lulopetistas emporcalharam o ambiente político e até estes dois partidos mudaram o foco: basta analisar o comportamento de Rodrigo Maia e as acusações a Aécio Neves. A criação do foro privilegiado é a prova de que a situação política atual só tem um remédio: os militares tomarem os poderes.

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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FORO PRIVILEGIADO E A BOCA DO GATO

 

A discussão sobre a legalidade e as vantagens do foro privilegiado para políticos só existe porque, quando do julgamento pelo STF de um réu com foro privilegiado, parte-se do princípio de que os senhores ministros já leram o processo, já estudaram o processo e já têm escrita a sua sentença. O grande problema é que a leitura da sentença se torna uma aula de Direito que pode se estender por horas e (por que não?) serve como demonstração de conhecimento profundo das leis. Seria muito simples se os processos de réus com foro privilegiado tivessem o privilégio de serem julgados em caráter de urgência, assim que chegassem ao STF, e a sentença dos senhores ministros se resumisse a citar a lei, o parágrafo, o artigo, o inciso e a alínea, etc., e proferir a sentença: culpado ou inocente, sem meio termo e sem direito a vistas do processo por ser o réu figura pública eleita pelo voto popular ou nomeada para cargos de relevância. Seria a solução para o grande problema da imoralidade e impunidade dos políticos corruptos. Só resta uma dúvida, já que não entendo absolutamente nada de leis, sei apenas obedece-las: essa decisão "utópica" de alterar a tramitação do processo deve passar pela Câmara dos Deputados ou pode ser decidida pelo STF? Se for pela Câmara, está na "boca do gato" e não sai nunca. A definição incontestável de privilégio seria o benefício de, na ocasião da morte, optar por continuar vivo, o foro privilegiado de políticos é apenas procrastinação, exatamente o inverso do que se supõe, ser o primeiro da fila. E viva o carnaval, que já não são mais quatro dias, são semanas, e dentro de uma década, meses e no futuro será de janeiro a dezembro. Não existe pecado do lado de baixo do Equador...

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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A SER ESTUDADA

 

A manifestação contrária e fundamentada do ministro do STF Edson Fachin sobre o foro privilegiado, na realidade, merece estudos, porquanto, se existisse lei nova regulando a matéria, ocorreria a situação ideal, evitando a judicialização do tema. O foro privilegiado é uma figura realmente teratológica, porque coloca determinados cidadãos, quando políticos, fora da esfera comum e usual de julgamento. Todos não são iguais perante a lei?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneiro.jcc@uol.com.br

Rio Claro

 

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LIVREMENTE

 

Foro privilegiado nada mais é do que permitir a homens públicos transitarem livremente sobre o código cível e penal, "porque quem não deve não teme".

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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MINISTRO COM FORO PRIVILEGIADO

 

O nomeação recente do atual ministro Moreira Franco é manifestamente constitucional, eis que até a data de sua nomeação inexistia qualquer procedimento policial ou criminal com força para  impedir a sua designação como ministro de Estado. A escolha de Moreira Franco sustenta-se no artigo 87 da Carta Magna, que exige: ser brasileiro com idade mínima de 21 anos e no exercício dos direitos políticos. No caso do ministro Moreira Franco, inexiste qualquer procedimento criminal; apenas a inclusão de seu nome em declarações sem força legal, conforme dispõe o artigo 5.º, XII da Carta Magna. Vale destacar que a escuta telefônica é disciplinada pela Lei n.º 9.296, de 24/7/1996, sendo certo que a gravação só poderá ocorrer com prévia autorização judicial, o que não ocorreu no caso. Deveria o douto magistrado, previamente, autorizar tais gravações, o que não ocorreu. Pode-se concluir, pois, que o ato do presidente da República é manifestamente constitucional. Espera-se, pois, que o colendo STF mantenha o ato do presidente da República.

 

Bension Coslovsky coslovskybension@gmail.com

São Paulo

 

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A DESGRAÇA DE TEMER

 

O editorial "A impopularidade de Temer", de 19/2 (página A3) - mais sobre a popularidade de Lula que sobre a impopularidade de Temer -, acerta ao desaconselhar o presidente a não descambar para o populismo, como resposta a sua extraordinária impopularidade. Na minha opinião, porém, tal condição do presidente se deve também à forma como ele se envolveu pessoalmente no impeachment de Dilma Rousseff - com ou sem razão - e indiscutivelmente na maneira como montou seu apoio político e seu ministério, constituídos de figuras execráveis aos olhos da população. E a realidade tem comprovado os temores dos brasileiros graças às delações de crimes e acusações numerosas aos "amigos" de Temer, não bastassem as que o afetam pessoalmente. Tais amigos, como o "Estadão" já denunciou, são a maior desgraça de Temer enquanto presidente e um dia terão de deixar o governo. Que não demorem.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

 

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DIFÍCIL

 

Está cada vez mais difícil achar o caminho da dignidade para o Brasil. Um presidente cercado de corruptos e investigados agindo como se não tivesse nada com isso. Vejamos: nomeia ministros envolvidos e apoiados na quadrilha do Rio, Miro Teixeira, Rodrigo Maia, os Picciani, Edison "Ladrão" ou Lobão, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, e mais dez asseclas para julgarem processos e aprovar indicações. Manda para o Supremo Tribunal Federal (STF) seu apaniguado, pavão-careca Moraes, para fazer parceria com Gilmar Mendes, que fala fora dos processos mostrando total parcialidade. Só falta agora Michel Temer virar Michel Maduro e indicar para ministro da Justiça, para comandar a Polícia Federal, os investigados comprometidos com o que há de mais sujo. Que reputação Temer quer deixar de herança para Michelzinho?

 

Luiz Lucas C. Branco whitecastel.castellobranco@gmail.com

São Paulo

 

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DEVAGAR COM O ANDOR

 

Michel Temer quer ir devagar com o andor porque faz parte da procissão. 

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

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CARNAVAL 2017

 

Quero agradecer ao nosso querido alcaide João Doria, a agradabilíssima tarde de domingo com que fui presenteado pela passagem de um bloco carnavalesco nas proximidades de minha residência. A insistente, irritante e repetida batida dos instrumentos musicais de um bloco ou de uma escola de samba, por horas a fio, foram para meus ouvidos verdadeiros instrumentos de tortura. Assim, e levando em conta que vivemos numa democracia plena e participante, gostaria que essa mesma alegria que senti neste domingo fosse compartilhada também por ele. Assim, passarei a aturar os referidos blocos desde que ele, demais políticos e apresentadores de telejornais da cidade permitam a passagem desses blocos nas ruas onde vivem ou em ruas próximas. Afinal, batida de bateria de samba em ouvido alheio não é refresco, não. Provem desse veneno. Sejam abertos à folia e a desvairadas manifestações de rua também em seus quintais. E vamos ver até quando aguentarão.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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PERTURBAÇÃO DO SOSSEGO

 

A Prefeitura de São Paulo resolveu que a Avenida Hélio Pelegrino teria carnaval de rua no sábado e no domingo (18/2 e 19/2), sem perguntar a nenhum morador das redondezas se estava de acordo. Bom, o barulho começou depois do almoço no sábado e, às 21h17, ainda não havia acabado. O pior é que não é nem carnaval (não ouvi nenhuma marchinha), mas música eletrônica do tipo bate-estaca, muito "agradável". O prefeito João Doria disse que a Vila Madalena só teria carnaval até as 20 horas. E aqui, como é que fica? Liguei para o 156, mas não é com eles. Os outros setores da Prefeitura de São Paulo só funcionam na segunda-feira. Que tal, prefeito?  Como eu esperava, o barulho do "carnaval" na Hélio Pelegrino, às 16h30 de domingo, estava insuportável. Era apenas um grupo de cerca de 50 pessoas (pelo que pude ver do meu apartamento, a 500 metros do local), mas o volume do carro de som estava altíssimo - e não se tratava de música de carnaval. Por que a Prefeitura de São Paulo autorizou este atentado ao sossego dos contribuintes que não têm nada que ver com isso, nem foram consultados? Isso não é "manifestação cultural", mas pura e simples perturbação do sossego. Lamentável ver que o prefeito, que vinha se mostrando tão empenhado em melhorar a cidade, tenha autorizado esse desrespeito aos moradores. 

 

Maria Cristina Godoy mcgodoy@terra.com.br

São Paulo

 

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DISPOSIÇÃO

 

Se esta multidão, verdadeiros formigueiros humanos, que saiu nas ruas das principais cidades do País no último fim de semana para extravasar sua alegria acompanhando blocos carnavalescos e trios elétricos tivesse a mesma disposição para demonstrar o seu repúdio e o seu descontentamento com o rumo da política brasileira, que, apesar do novo governo, continua sendo conduzida pelos mesmos desgastados e desacreditados caciques, o Brasil teria jeito. Infelizmente, apenas o carnaval e o futebol motivam esta população de desempregados, desassistidos na saúde, sem segurança, sem moradia decente, sem saneamento e desnutridos, para saírem nas ruas protestando contra tudo isso e reivindicando que lhe seja dado esse seu direito constitucional. 

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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FESTA NA CRISE

 

Sem querer colocar água no chope de ninguém: o que há para comemorar que possa levar multidões às ruas nos blocos de carnaval? Onde está a crise?

 

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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'DESCASO COM O PATRIMÔNIO'

 

Foi com pesar, mas não com surpresa, que li a reportagem sobre o abandono das obras de Volpi, um dos expoentes da pintura brasileira e internacional, em Brasília ("Descaso com o patrimônio", 19/2, C7). Não se poderia esperar nada diferente, já que a cultura, para alguns, significa arrancar o rabo de um animal indefeso e maltratá-lo de todas as formas para dar "emprego" e "diversão" a um público que deveria, isso, sim, ter acesso a mais escolas para aprender a respeitar todas as formas de vida. Já que a arte imita a vida, não se pode estranhar o desrespeito à obra de um artista respeitado no mundo inteiro.

 

Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CRIME HEDIONDO 

 

A rotina no País continua a mesma, só que desta vez aconteceu na capital paulista, onde houve mais um crime hediondo. O governo paulista gastou, em 2008, com o Instituto Butantã, localizado em bairro de mesmo nome, a importância de R$ 240 milhões para implantar a primeira fábrica de derivados de sangue no Brasil. Na ocasião, o então governador José Serra, hoje delatado pela Odebrecht por receber cerca de R$ 23 milhões na Suíça para sua campanha presidencial de 2010, com toda a "pompa", inaugurou a bendita fábrica, que nunca produziu sequer um grama de plasma. Ocorre que foram vários os erros de planejamento e, hoje, o elefante branco, para operar, precisa de mais que o dobro já gasto. Muita falta de vergonha!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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FEBRE AMARELA

 

É revoltante o governo brasileiro deixar a população doente, inclusivo com a volta da febre amarela, por pura escolha. Agora, vem dizer que o combate ao Aedes aegypti vai mobilizar 67 mil militares! Seria muito mais eficiente e definitivo usar aviõezinhos soltando fumacê sobre as cidades, o que engloba matar larvas e mosquitos em poças de água sobre prédios. O mosquito, tendo vida de mais ou menos três semanas, seria eliminado em três ou quatro meses. Assim como fizera no Rio de Janeiro, que durante 15 anos não teve nenhum mosquito - época em que eu vivi lá. Os aviõezinhos passavam às 5 horas, todas as semanas. Mas o governo prefere gastar, pagando equipes e, agora, militares, além das pesquisas de mosquitos transgénicos, em vez de usar um método comprovado e definitivo. Brasileiros, abram os olhos!

 

Michelle Schott mschott@sti.com.br

Santana de Parnaíba

 

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ENCONTRO DE CONTAS

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu aprovar a indenização do Estado para presos que enfrentam maus tratos e condições sub-humanas nos presídios. Concordo plenamente com o STF, porém eles se esqueceram de incluir o encontro de contas, em que se calcularia a indenização pelos maus-tratos e, ao mesmo tempo, quanto é que eles custaram para o Estado com despesas de alimentação, medicamentos, custos administrativos, etc., como se fosse um condomínio. Tenho a plena certeza de que todos sairiam devendo uma boa grana para o Estado, que deveriam pagar com serviços após a libertação. 

 

João G. Fogaça joaogilbertofogaca@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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RESOLUÇÃO INJUSTA

 

Lamentável, injusta e antijurídica a Resolução n.º 4.555 de 16/2/2017, do Banco Central do Brasil, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira, 17/2/2017, página 223. Ao fazê-lo, privilegiou parte dos brasileiros dispostos a adquirir imóveis com recursos do Sistema Financeiro da Habitação (SFH) combinados com depósitos de Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), relegando à segunda classe outras centenas de milhares de brasileiros, também dispostos, frustrando suas expectativas. Pela resolução, os financiamentos para aquisição de imóveis residenciais novos, com valor de avaliação até R$ 1.500.000,00 (um milhão e quinhentos mil reais), poderão ser contratados sob os benefícios do SFH com autorização de utilização dos depósitos acumulados do FGTS dos adquirentes. Equivoca-se o Conselho Monetário Nacional ao atender aos reclamos das construtoras/incorporadoras, que estão com estoque de imóveis a serem desovados. Não haverá, com a medida, estímulo ao emprego, senão a melhoria do caixa dos empresários, os quais estão com o encalhe e os custos associados aos bens ainda em sua propriedade, por falta de compradores. Ora, a resolução ofende o artigo 5.º da Constituição da República Federativa do Brasil, em clara violação ao princípio da igualdade e, ainda, S.M.J, aos princípios da isonomia e da impessoalidade, previstos no artigo 37 da mesma Carta Magna, exigíveis do poder público. Merece ser revista imediatamente a medida, retirando-se dela a palavra "novos", pois desprezou e discriminou significativa parcela de brasileiros dispostos a adquirir imóvel em faixa de valor similar e que optam por usados, e não "novos", até porque interpretar o verbete "novos" daria margem a diversas colocações, que não necessariamente a de "nunca ocupados".

 

Orlando Francisco F. Filho orlandofff@hotmail.com

São Paulo

 

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DINHEIRO NA ECONOMIA

 

Se querem mais dinheiro na economia, peçam ou pressionem o STF a colocar em pauta a decisão sobre a diferença de poupança dos planos econômicos do passado, que lá dorme em berço esplêndido. Que decidam de uma vez por todas. Se optarem por votar contra os poupadores, pelo menos tiraremos o cavalo da chuva. Se a decisão for favorável aos que pleiteiam a diferença, que aliás, lhes é devida, muitos deixarão o dinheiro onde está, outros pagarão dívidas ou aplicarão em bens ou, ainda, custearão tratamento de saúde. De qualquer forma, a economia será movimentada e os bancos não ficarão mais pobres. O que não pode é muita gente morrer sem ver a cor do dinheiro que há muito tempo estão esperando.

 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

 

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DIÁLOGO DIRETO

 

A carta da Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), matéria paga neste jornal, é um bom exemplo de proposta de diálogo com o governo ("Novas ameaças para a indústria", "Estadão", 20/2, B2). Cansados de interlocutores que não chegam a nada, resolveram tornar públicas suas necessidades, e o fizeram bem. Abordam suas necessidades e perspectivas de maneira objetiva e clara para um leigo na área, como eu. Neste momento de proposta de reformas, antes de mais nada, seria prudente ouvir o que setores econômicos têm a dizer. Até agora houve protagonismo do setor financeiro para baixarmos os níveis de inflação e arrumar as finanças da casa. Esse objetivo foi alcançado com sucesso, segundo as previsões. Agora, é imperativo o crescimento gerador de empregos. Não podemos nos conformar que milhões estejam desempregados sem que tomemos uma atitude. A Abimaq, sem dúvida, contribui no dever de casa.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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REFORMA TRABALHISTA

 

Semana passada, o presidente do Tribunal do Superior do Trabalho (TST) causou polêmica ao dizer aos senhores deputados federais que ou reformamos as leis trabalhistas neste país ou geraremos mais desemprego. Tem de falar as coisas como elas são. Num mercado globalizado, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é absolutamente arcaica e não traz empregos para os brasileiros. Infelizmente, os esquerdopatas de qualquer nacionalidade não entendem que o principal direito do trabalhador é o direito de ter a opção a um emprego. A opção! Se quiser, aceita as condições oferecidas, se não, procura outro que lhe convenha mais. Ah... mas o empregador, aquele cara do mal, vai abusar do empregado, aquele sujeito coitado (na melhor expressão da palavra), hipossuficiente, que o Estado precisa proteger porque sabe mais do que ele, essa pobre criatura. Vai? Num mercado de trabalho competitivo e globalizado, essas distorções maléficas, se aparecerem, serão rapidamente eliminadas. A esquerda brasileira precisa entender que hoje mal conseguimos competir com os asiáticos. Daqui a pouco, não conseguiremos competir com os africanos (que já estão sob grande influência chinesa). A comparação com a Venezuela parece forte, mas não é. Precisamos agir, e agir rápido, sob o risco de sucumbirmos economicamente e condenarmos gerações de brasileiros à pobreza ou ao caminho de refugiados econômicos em outras partes do mundo, incluindo a África e a Ásia. É isso o que queremos para nós (notem que não disse "nossos filhos")? O momento é já, é agora! 

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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DIREITOS TRABALHISTAS

 

A melhor forma de manter os direitos trabalhistas seria os sindicatos de trabalhadores criarem e manterem as empresas.

 

Alfredo M. Dapena alfredomdapena@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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'TRUMP'

 

Com seu inegável conhecimento acerca das relações internacionais entre as nações, em artigo intitulado "Trump" ("Estado", 19/2, A2), Celso Lafer destaca diversos dos prováveis conflitos a serem gerados, ou agravados, mundo afora em decorrência das decisões já tomadas neste início de gestão pelo presidente norte-americano, além de outras a serem implementadas futuramente. Chamou-me a atenção o fato de que, ao se referir ao Oriente Médio, o articulista tenha mencionado a certamente importante questão EUA/Irã, com relação ao acordo nuclear existente entre esses países, sem, contudo, sequer mencionar outro problema crucial na região, o conflito palestino-israelense, sobre o qual Trump fez recente declaração, ao lado do primeiro-ministro israelense, no sentido de que "a criação de um Estado palestino não é essencial" ("Estado", 16/2, A11). Nesse mesmo encontro, disse ainda: "Estou olhando para dois Estados, um Estado, e estou satisfeito com o que as duas partes quiserem". Simples assim! Ora, ora... sabemos todos o que essa deliberada omissão significa: trata-se de "lavar as mãos à Pilatos", uma pá de cal no legítimo direito do sofrido povo palestino, hoje confinado em retalhos de terras descontínuas, a um Estado seu de fato. Também consta nos noticiários a intenção de Israel de estabelecer mais assentamentos em terras palestinas, o que faz supor seu propósito de ocupar cada vez mais e, por fim, anexar definitivamente tais áreas. Para tanto, Trump chegou a calhar! Em nome do princípio da equidade, não há como ignorar essa longa e grave questão.

 

Cláudia Sampaio Roni claroni@uol.com.br

São Paulo

 

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ESTADOS UNIDOS

 

O artigo de Celso Lafer ("Trump", 19/2, A2) expõe o bullysmo de Donald Trump, mas não explica sua ascensão ao poder. O mundo observa os EUA sob duas visões históricas: o antiamericanismo até a Segunda Guerra e o americanismo após. Na primeira, porque fechado, imperialista e "ignorante", concentrado em si mesmo, mas ostentando nos cinemas o "american way of life". Na segunda, porque arrependido pela vitória atômica, doador e politicamente correto, aceitando tudo e todos, e exportando cultura, ciência, método e empregos - o Japão, a China e a Índia que o digam... Atualmente, perdeu seu brilho, seus empregos e muito da sua cultura vencedora miscigenada pela imigração benevolente. Foi a reação dos americanos tradicionais, alcunhados pelos imigrantes de "white trash", inconformados pelo abandono e pelo desprezo, o que elegeu Trump. Nada mais justo...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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'CARTA AO POVO AMERICANO'

 

Falta a Trump uma "Carta ao Povo Americano", como vez Lula, para apaziguar suas idiossincrasias. Chamem o Palocci.

 

Nelson Garlipp Homem de Melo nelmel1@hotmail.com

Caraguatatuba

 

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O TEMPO DA INCERTEZA

 

Depois da Grande Recessão de 2008, a desindustrialização e o alto desemprego erodiram progressivamente o apoio ao livre-mercado internacional e à democracia. Em 2016, o modelo liberal foi questionado tanto pelo Brexit, na Grã-Bretanha, como pela vitória de Donald Trump, nos Estados Unidos, ao trazer de volta o nacionalismo e o populismo. A História nos remete, em paralelo, a outro difícil momento com grave crise econômica mundial, a Grande Depressão. A ascensão do fascismo e a ameaça comunista foram enfrentadas pelo New Deal de Franklin Roosevelt, a partir de 1933. É hora de estar atento contra os populismos de esquerda e de direita que querem usar os "desconectados" do mundo global como massa de manobra por interesse político e projeto de poder. É hora de encontrar novamente um caminho em meio à gestação de tendências autoritárias no mundo.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

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LIBERAÇÃO DE VISTOS PARA TURISTAS

 

A política brasileira de vistos para turistas de outros países é uma demonstração internacional do famoso complexo de vira-lata. Usar a reciprocidade como critério para a exigência de vistos mostra a ignorância do Itamaraty sobre o porquê de um visto. É infantil, irracional e contraprodutivo, resultando em grandes prejuízos para a economia e o povo brasileiro.

 

Henrik Monssen hmonssen@yahoo.com

São Paulo

 

 

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