Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Fevereiro 2017 | 03h07

IMPOSTO DE RENDA

Correção da tabela

Não é de hoje que os contribuintes vêm reclamando dos reajustes da tabela do Imposto de Renda, que têm sido irrisórios. Todos nós, trabalhadores, aposentados, proprietários de imóveis, estamos muito prejudicados pelos falsos reajustes. Estamos pagando, no mínimo, três vezes mais do que o valor que seria aceitável. Vejam um exemplo escandaloso. De acordo com a tabela, o contribuinte pode deduzir mensalmente menos de R$ 200 por dependente, porém cada “dependente do governo” que fica no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus, custa aos cofres públicos nada menos que R$ 4.112,00 por mês! Dá para acreditar? Isso é um país sério? Para sustentar um criminoso o governo paga mais de 20 vezes o valor que a Receita Federal permite que o trabalhador honesto deduza por dependente em sua declaração de renda. É mole?

JOSÉ MAURÍCIO DE ÁVILA

jotamavila@hotmail.com

São Paulo 

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Mão de gato

Será que o governo não tem vergonha de sorrateiramente cobrar mais, ano a ano, pela não correção adequada da tabela do Imposto de Renda?

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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BAIXARIAS

CPMF tucana

Eu, que acreditei que nossos políticos não conseguiriam brindar-nos com baixaria maior do que o linguajar chulo do senador Romero Jucá, sou surpreendido com a baixaria rasteira de uma pretendida recriação da CPMF pelo relator da comissão especial para reforma tributária na Câmara, o deputado do PSDB Luiz Carlos Hauly. Essa baixaria contra o sofrido e desassistido povo brasileiro não tem Mamonas Assassinas que explique. 

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

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POLÍTICOS

Deputados fujões

Ricardo Izar (PP-SP) e Walter Ihoshi (PSD-SP) batem o ponto e fogem do trabalho, enganando os seus patrões (nós). Merecem o dia cortado e a perda do repouso remunerado, como se faz com todos os trabalhadores sérios e honrados deste país.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto 

‘A farra dos caciques’

Muito oportuno o editorial de ontem (A3) sobre essa vergonha que é o sistema partidário brasileiro. Mas é muito fácil acabar com esse abuso, basta acabar com a verba do Fundo Partidário. Que cada partido se sustente, como entidade privada que é, com as contribuições de seus associados. Para completar a limpeza, há que eliminar a infâmia do imposto sindical, para deixarmos de sustentar essa cambada que vive à custa do trabalhador.

NELSON PENTEADO DE CASTRO

pentecas@uol.com.br

São Paulo

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PROTESTO NO SENADO

Esclarecimento

Ao contrário do que informa a reportagem Sessão tem protesto e quórum ‘flutuante’ (22/2), não descumprimos nenhum acordo pelo qual entraríamos no recinto da Comissão de Constituição e Justiça do Senado sem cartazes, durante a sabatina de Alexandre de Moraes. O que combinamos com a segurança da Casa foi entrar com as peças e entregá-las aos senadores que lá estavam. A exibição das indagações se deu fora do recinto, antes de nossa entrada.

CHICO ALENCAR, vice-líder do PSOL na Câmara dos Deputados

tdvilela@gmail.com

Brasília

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EM SÃO PAULO

Temporada de sabotagens

Ser paulistano em ano pré-eleitoral não tem sido fácil. Os seguidos defeitos e descarrilamentos dos trens do Metrô e da CPTM, e até a presença inusitada de cachorros e andarilhos nos trilhos, que obriga os trens a parar inesperadamente, tudo isso contrasta com o funcionamento usual desse meio de transporte público e me obriga a concluir que recomeçou a temporada das sabotagens ao governo tucano, tanto estadual como municipal. Ao meio-dia vi numa emissora de TV que umas dez pessoas puseram fogo em pneus e estenderam faixas reivindicando emprego e moradia em plena Marginal do Tietê, paralisando o tráfego completamente. E me pergunto: que dificuldade tem a polícia para tirar esse pingo de gente da pista? Tudo por medo da crítica dura da imprensa e dos movimentos sociais contra a Polícia Militar (PM) de São Paulo? Pois os governos tucanos foram eleito por nós, paulistas e paulistanos, nós os escolhemos e aprovamos a PM do nosso Estado!

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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Fatalidade

Essa vai ser a explicação que os dirigentes do Metrô e da CPTM vão dar quando acontecer um descarrilamento de trens nas suas linhas com vítimas.

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

Cracolândia

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A pergunta que não quer calar: até quando viciados e traficantes de drogas vão continuar ocupando o centro antigo da cidade de São Paulo, uma das regiões mais importantes em termos de cultura e valorização? Até quando os moradores e os proprietários de estabelecimentos comerciais - que empregam centenas de pessoas, cidadãos contribuintes e úteis à sociedade - deverão ser prejudicados pela presença de marginais, muitos deles vindos de fora, e testemunhar, com espanto, o espetáculo deprimente e grotesco de viciados e traficantes expulsando membros da Polícia Militar paulista? Até quando teremos de tolerar as consequências da total inversão de valores que há tempo demais assola o nosso Estado e, principalmente, a nossa cidade?

VERA BERTOLUCCI

vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

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Favela na calçada

Na Avenida Alcântara Machado, sentido centro, entre as estações do Metrô Tatuapé e Belém, formou-se enorme favela, com barracões espalhados sobre a calçada, dificultando a passagem de pedestres, enfeando o local e impedindo a saída dos moradores, impossível à noite. Será que não há ninguém nesse governo para amparar essa gente toda?

AGOSTINHO LOCCI

legustan@gmail.com

São Paulo

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Remédios em falta

Semanas atrás, o prefeito disse que remédios chegariam aos postos de saúde o mais tardar até 20 de fevereiro. A UBS da Rua Humaitá não recebeu nada. Vai ficar assim? Era só promessa?

MARIA VERONIKA KERI

marika.keri@gmail.com

São Paulo

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“Deputados antecipam carnaval e deixam Brasília. Oxalá não voltem. Eles formam o bloco da vanguarda do atraso e do toma lá, dá cá”

LUIZ RESS ERDEI / OSASCO, SOBRE A FOLIA DOS NOSSOS ‘NOBRES’ REPRESENTANTES

gzero@zipmail.com.br

“Bater ponto e cair fora, como fazem os nobres parlamentares, não é falta de decoro parlamentar? Aliás, configura corrupção ativa, uma vez que eles recebem sem trabalhar!”

MILTON BULACH / CAMPINAS, IDEM

mbulach@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ITAMARATY

Com a saída de José Serra do Ministério das Relações Extriores, espera-se que a nossa diplomacia não desça a ladeira...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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NOVO CHANCELER

Para o lugar de José Serra, que deixa o Ministério das Relações Exteriores por motivos de saúde, Michel Temer, exercendo o seu papel de estadista, deve chamar o sr. Celso Lafer. Acho que seria a melhor escolha. Espero que assim seja. 

Alvaro Salvi alvarosalvi@hotmail.com

Santo André

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NÃO CONCORDO

A "Coluna do Estadão" de ontem notícia: "A cúpula do PSDB soube pela imprensa do pedido de demissão de Serra. Além de problemas na saúde, também teria pesado a iminência da divulgação das delações da Odebrecht. Serra é citado como tendo recebido propina. Como ministro, ele ficaria muito em evidência". Posto isto, pergunto: se tornar-se ou ficar ministro é porque pretende ter privilégio de foro, se sair, é porque não quer ficar "em evidência" - é possível me explicar qual a saída mais proba?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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COMUNICAÇÃO GOVERNAMENTAL

Enquanto os publicitários brigam pelo butim da Comunicação Governamental (Direto da Fonte, 23/2), o lamentável é que não há ninguém ali que verdadeiramente entenda da Marketing Político & Opinião Pública: vejam as péssimas avaliações do governo!

Chico Santa Rita csr@chicosantarita.com.br

Itatiba

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GOVERNOS PERDULÁRIOS

Entra governo, sai governo e a bandalheira continua a mesma, senão vejamos. Dilma no seu afã de querer se reeleger nos "brindou" com um descontão nas contas de luz em 2012 e assumiu que iria compensar as Cias Transmissoras de Energia adequadamente ao longo do tempo para compensar tal "desconto", mas não o fez gerando com isso um rombo de R$ 62,2 bilhões que agora vem o governo Temer nos empurrar goela abaixo com aumentos anuais de 7,17% com o intuito de tapar este buraco, quando deveria sim este governo atual do qual Temer fazia parte no então governo de Dilma assumir o rombo e não jogar nas costas do povo as falcatruas geradas por Dilma e o PT de Lula. Por outro lado já no ano passado a tabela do Imposto de Renda não sofreu qualquer tipo de reajuste aumentando sobremaneira a carga tributária sobre o cidadão, mormente sobre os assalariados e aposentados os quais não têm como escapar das garras do faminto Leão da Receita e vem agora Temer e Meirelles novamente não reajustarem a tabela do imposto de renda, aumentando ainda mais a carga tributária sobre o povo brasileiro já tão combalido pelo desemprego e as falcatruas que eclodem em nosso dia a dia. Daí ainda vem um deputado desqualificado e desequilibrado propor a volta da CPMF, sendo que não deve ter mais o que pensar na vida a não ser espoliar o povo brasileiro. Bem que o nosso famigerado STF poderia dar uma injeção de ânimo na economia tão combalida com o julgamento dos Planos Econômicos das eras dos investigados Sarney e Collor de Mello e assim liberarem estes montantes que nos foram roubados por estes "digníssimos" senhores!

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo 

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METÁFORAS

Leio as crônicas do sr. Luis Verissimo publicadas no "Estado", se as gosto ou não são outros quinhentos. Na sua última, de 23/2, quando mencionou a palavra metáfora, veio-me à cabeça o Lula. Sim, o Lula, grande apreciador de metáforas, principalmente de duas. Uma, a do futebol, muito profunda, sábia: "Em time que está ganhando não se mexe". Supergenialidade! A segunda: "Vou plantar um poste no Planalto e sabe quem vai pagar a conta? Vocês, que não quiseram mexer no time". Metáfora ou mágica?

Fernando Pastore Junior fernandopastorejr@gmail.com

São Paulo

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FOTÓGRAFOS NA LINHA DE TIRO !

A imagem que a televisão nos mostra no curso de uma manifestação de protesto, nem sempre pacífica, chega a nos arrepiar ao exibir a ação de fotógrafos - não sei, se profissionais ou amadores - na frente, atrás ou até mesmo na linha de tiro dos policiais quando reprimem os excessos de militantes, geralmente mascarados e prontos para o confronto. Em umas das últimas manifestações em frente a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, observei um fotógrafo na retaguarda da tropa dando close no policial municiando a sua lançadora de bomba - um risco gratuito, já que poderia fazer o flagrante a uma distância mais segura. Em geral, munidos de máscaras e colete a prova de bala, nem sempre identificados, caminham entre a tropa e os manifestantes, sempre apontando seus flashes de um lado para outro na busca do melhor ângulo para suas fotos. Deve ter sido em situação semelhante que o fotógrafo Dario de Oliveira, da agência Código 19 (?) foi alvejado por um projétil de arma de fogo durante o confronto entre usuários de crack e agentes da força policial, ontem, no centro da capital paulista. Outro fotógrafo também teria sido atingido por outro disparo, mas teria sido salvo pelo celular que trazia no bolso - o aparelho ficou destruído. Acho que a prudência deve nortear o trabalho desses fotógrafos e que a liberdade de ação não deve ser confundida com interação entre policiais e manifestantes - em geral tomando partido do pessoal deflagrado - não se esquecendo que são meros observadores e assim devem se comportar, a salvo de eventual envolvimento ou possibilidade de serem confundidos com a turba. Uma ação preventiva - voluntária - para preservar sua integridade física ou até mesmo sua vida, já que suas ações não sofrem qualquer tipo de restrição, É o que observamos - na condição de espectadores! 

NOEL GONÇALVES CERQUEIRAnoelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

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TROPAS FEDERAIS NO RIO DE JANEIRO

Sobre a carta da leitora sra. Deborah Farah (23/2), protestando contra a retirada das tropas federais de sua cidade, Rio de Janeiro, desejo responder-lhe que minha cidade, Pouso Alegre, em Minas, está com índices de violência inaceitáveis, uso de drogas em qualquer ponto, mesmo de dia. Há três dias, um posto de combustível foi assaltado e, apesar de não ter havido reação, um frentista foi baleado. Só que aqui nunca tivemos o privilégio que o Rio de Janeiro tem tido em inúmeras ocasiões, de tempos em tempos. Mas, como as tropas são federais, temos que pagar para os cariocas ficarem tranquilos. Será que somente o Rio de Janeiro merece ter segurança?

Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)

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VAI QUE COLA!

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), na semana passada, protocolou a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que poderia blindar os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal. Conseguiu 30 apoiadores, porém, questionado pela imprensa, que percebeu a manobra, disse: "Aqueles que quiserem votar votarão, e os que não votarem se 'agacharão'". Diante da repercussão negativa da opinião pública, senadores dissimulados, que assinaram "sem ler", retiraram suas rubricas; aí, Romero Jucá foi quem se "agachou" e retirou a indecente proposta. Agora, Jucá reage ao Supremo Tribunal Federal (STF) e diz que foro privilegiado deve ser "suruba para todos" ("Estadão, 21/2). Palavra chula, indecorosa, utilizada por um senador da República sem o mínimo decoro, para ameaçar e intimidar a Suprema Corte. Típico de quem tem culpa em cartório. O Supremo deve, sim, levar adiante a proposta de restringir o foro de parlamentares, pois está muito escancarado, e as "orgias" nas duas Casas do Congresso transcendem fronteiras, portanto, alguma coisa tem de ser feita.  Como por aqui não temos vulcão ativo como aquele que destruiu Sodoma e Gomorra, o Supremo deve unir forças para destruir as congêneres instaladas no Planalto Central.

Sérgio Dafré Sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

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DE SURUBAS E CAJUS

Foro não pode ser "suruba selecionada", diz líder do governo no Senado. Essa simples frase pinçada da declaração de Caju, vulgo Romero Jucá, demonstra claramente o pensamento e a ética de um dos mais importantes participantes da "suruba" no lupanar  planaltino. É a desmoralização total das instituições e a degradação total dos membros da classe política e judiciária do País. É a demonstração cabal do nível moral e intelectual da classe dominante e governante. Não existe mais nenhuma esperança. É definitivamente o fim.

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

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VERGONHA

O senador Romero Jucá (PMDB-RR), como investigado na Operação Lava Jato e com potencial possibilidade de ser condenado, num pronunciamento desastroso que proferiu no Senado na segunda-feira, literalmente envergonha a Nação! Pela falta de decoro que demonstrou, deveria ser cassado, não porque se insurgiu contra o STF, em razão da declaração de alguns ministros que indicam ser contra a atual regra ao direito do foro privilegiado. Mas pelo uso de um vocabulário vexatório e deprimente (foro deve ser "suruba para todos"; ou "se acabar o foro, é para todo mundo"; ou, ainda, "suruba é suruba"!). É bom que se diga: Jucá não é a única ovelha negra desta classe política que, eleita pelo povo, vem decepcionando a nossa sociedade como membros do Parlamento. Eles, inclusive, que promoveram em comunhão com o PT de Lula a maior "suruba" da história quando roubaram impiedosamente as nossas estatais...  Triste e desmoralizado Congresso, que um dia teve parlamentares probos e oradores de primeira grandeza como Rui Barbosa, Paulo Brossard, Roberto Campos, FHC, Mario Covas, etc., e que não pode ser emporcalhado por um jucazinho qualquer.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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PELO FIM DO FORO PRIVILEGIADO

Sim, o assunto é ele, Jucá Babá, a mistura de Romero com Ali. Quando ele e seus comparsas vão aprender que tráfico de influência é crime, que o foro privilegiado só favorece os corruptos, que, apesar de terem sido eleitos pelo voto popular (em sua maioria por pessoas sem estudo e compradas com dinheiro público), não são donos do Brasil, e que o País está nesta situação principalmente por causa da corrupção? Jucá Babá, o Brasil, entre outros pedidos, protesta pelo fim do foro privilegiado! Quem não deve não teme.

Rodrigo Affonso dos S. Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

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NO AUGE

O senador Romero Jucá chegou ao auge da desfaçatez no debate sobre o foro privilegiado, no Senado Federal, asseverando que a suruba deve ser para todo mundo. Estamos, pois, diante do nível predileto em casas de prostituição, o que se refuta no linguajar e nas manifestações no Senado da República. Demonstrou, então, a sua pequenez ética, forçando o nosso raciocínio na direção de contemplá-lo como partícipe merecido das delações da Lava Jato. Além da sua absurda invocação de termos libidinosos, partiu para ameaças, sugerindo suprimir até direitos dos magistrados. Como pode um cara destes ser senador da República?

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SURUBA INSTITUCIONALIZADA

Agora é oficial: Romero Jucá afirma que o foro privilegiado é uma suruba. E isso me lembrou a música dos Mamonas Assassinas, mas nesta suruba institucionalizada o povo está no lugar do português!

Elcio Espindola elcio.espindola2013@gmail.com

Santana de Parnaíba

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ESPONTANEIDADE

Seja por ato falho, seja por incontinência verbal, o fato é que o senador Romero Jucá extrapolou ao comparar a abolição irrestrita do foro privilegiado a uma suruba, ou talvez, numa forma mais comportada, quisesse dizer a casa da mãe Joana? Conhecido por sua calma e ponderação nas respostas mais contundentes, o senador Jucá finalmente foi espontâneo.

Sergio Holl Lara  jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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SEM DISFARCE

O senador Romero Jucá afirma o que sempre achou das instituições brasileiras: verdadeiras "casas de tolerância". 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DUPLO SENTIDO DE 'SURUBADA'

Li, atônito, o pronunciamento do senador Romero Jucá referindo-se à existência de uma "suruba selecionada" no assunto do impropriamente chamado "foro privilegiado", que o parlamentar quer seja aplicado "a todo mundo", e não apenas, entre outros, aos membros da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Há que respeitar a opinião do senador Jucá, mas de outra parte é preciso ressaltar a impropriedade da expressão mais de uma vez utilizada, a qual que tem duplo sentido: pau, porrete grande, cacete... e também de sexo grupal, orgia, suingue, bacanal, como está no Dicionário Houaiss.  Pois bem, irado e "cuspindo fogo pelas ventas", Jucá aludiu ao termo "suruba", certamente com segundas intenções, dando a ele o sentido mais de acordo com a sua má formação ética e profissional; com efeito,  a menção a "suruba", tal como dita com ênfase pelo senador, evidencia-se como orgia, bacanal, sexo grupal ou suingue. Isso é o que decorre das circunstâncias e das peculiaridades da infeliz irresignação do parlamentar em questão. Para o entendimento comum e ordinário, "suruba" é mais conhecida como orgia ou bacanal; e é assim que a compreende o ouvinte de nossos tempos; como instrumento de variada utilidade a exemplo de  pau, porrete grande ou cacete, no sentido estrito das expressões, dificilmente já se ouviu falar. Conclusão: o senador perdeu as "estribeiras" com as delações já conhecidas e que estão por vir; e agora, desesperado, grita e esbraveja; tal como está e se apresenta a situação em que se acha envolvido o senador Jucá, acredito, com base nos elementos existentes a respeito de sua participação em obstrução da Justiça, Lava Jato e de verdadeiras orgias manobradas com dinheiro público, estou convencido, seguramente, que ele, sim, Jucá, fez a mais torpe das "surubadas" (com o sentido de orgia, bacanal...) com os tributos dos contribuintes e com a confiança que seus eleitores antes lhe depositaram; então "surubada" também pode ter o sentido de "traição ao mandato parlamentar", em prejuízo da saúde, da educação, dos transportes, etc., tão, tão carentes de verbas e recursos do Estado.

José Haroldo de O. e Costa jose.haroldo@terra.com.br

São Paulo

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BRASIL, UMA GRANDE SURUBA

Nosso prezado senador, prócer da República, foi bastante moderado ao definir a tentativa de revisão das normas de "foro privilegiado" como "suruba". A adjetivação se aplica ao País como um todo: nossa justiça parece ser "a la carte" quando se examina atentamente a atuação dos tribunais maiores; somos roubados em tudo, desde o cálculo e reajustes das aposentadorias e das tabelas do IR; o País não tem segurança pública, tampouco saúde, vide os retornos da febre amarela, da dengue zika, chikungunya, malária no litoral norte de São Paulo, etc. Mudam governantes, mas não muda o comportamento dos políticos. Nossa sociedade parece "aguentar" tudo. Até quando seremos passivos nessa grande suruba em que vivemos? Atribuo o uso do termo suruba a uma licença mais ou menos poética de nosso nobre representante no Senado, por isso, apesar de considerar o termo chulo, sinto-me no direito de usar a palavra seguindo assim o exemplo de um de nossos líderes. O Brasil é, na verdade, uma grande suruba.

Eldo A. Franchin eafranchin@uol.com.br

São Paulo

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A METAMORFOSE DE JUCÁ

O senador Jucá sempre esteve ao lado do poder, seja com Lula, Dilma e, agora, com Temer. Antes hábil interlocutor, agora dá sinais de que sua vida não será fácil. Ao lado de Sarney e Renan, enxergam um horizonte menos agradável às suas expectativas, o céu de brigadeiro agora tem algumas nuvens esparsas em suas cabeças. Excelente análise do colunista João Domingos sobre a "metamorfose" do peemedebista.

Gilberto de Lima Garófalo gilgarofalo@uol.com.br

São Paulo

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O QUE INTERESSA

A suruba no Congresso funciona assim: os políticos não estão nem aí com a sociedade, o que interessa é manter seus mandatos e mordomias e aguardar as eleições. Manifestações de rua e nas redes sociais não interessam, só interessam as mensagens das urnas e a sobrevivência política a qualquer custo, para se perpetuar no poder e preservar a fortuna adquirida.    

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

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DECORO

Que os poderes da República estão se tornando aquilo que o senador Jucá falou nós já sabemos. O que causa mais espanto é a palavra (que não reproduzo porque minha educação não permite) ser usada à exaustão e reproduzida em manchete na capa deste respeitado jornal "O Estado de S. Paulo" (21/2). No entanto, serviu para mostrar o nível rasteiro e imoral a que chegaram aqueles que pretendem controlar os destinos da Nação. O processo por quebra de decoro ainda tem lugar neste país, ou ficará o dito por não dito?

Edméa Ramos da Silva paulameia@terra.com.br

Santos 

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FREUD EXPLICA

Para começar, é preciso ficar claro ao nobre senador Romero Jucá que suruba é no que políticos e governantes mal intencionados transformaram o Brasil nos últimos anos. Agora, o mais interessante é o senador atribuir a uma proposta normativa visando a moral e a ética o nome de... suruba! Freud explica!

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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'SURUBA SELECIONADA'

A meretíssima ministra Cármen Lúcia não deve ficar chocada com a expressão "magistral" do senador Romero Jucá. Provavelmente, ele terá querido afirmar "só roubam" o que ocasionou o "lapsus linguae". Acontecia muito na Escolinha do Professor Raimundo, tá?

Arary da Cruz Tiriba atiriba@terra.com.br

São Paulo

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LINGUAJAR DE QUINTA CATEGORIA

Romero Jucá será adepto de orgias? Ou é apenas mal educado mesmo? Francamente!

Antonio C. Souza Queiroz Cardoso acardoso@acardoso.com

São Paulo

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BOCA SUJA

Nas próximas eleições, o honrado povo de Roraima precisa expulsar da vida pública Romero Jucá. Esse indivíduo não merece ser remunerado e custeado por nós. Seu linguajar é um insulto à família e ao povo brasileiro.

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

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PENSANDO NAQUILO

Vem chegando o carnaval. O sr. Romero Jucá, líder do governo no Senado, quer organizar o bacanal.

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

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DESCALABRO TOTAL

Se o que disse Romero Jucá não é quebra de decoro, nem sei o que poderia ser! Imaginem a comunidade internacional caçoando, mais uma vez, de nós... Quem é este senhor? Rufião da Casa-da-Mãe-Joana em que, infelizmente, nos tornaram à revelia (não conheço um brasileiro de brio que aprecie isso tudo) ou ministro de Estado? Parece mais o primeiro, e espero que simultânea à minha carta seja publicada a notícia de renúncia deste despreparado boquirroto, ou, melhor, sua demissão, a bem do serviço público. Não perca a chance, sr. presidente interino, de mostrar a que veio.

Paulo Américo de Andrade paandrade@gmail.com

São Paulo

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BRASIL EM PAUTA

O sabatinado para ministro do Supremo Tribunal Federal é apontado como intelectualmente falaz... O líder do governo no Congresso mostra-se intelectualmente tacanho, toda generalização é burra, isso é bem sabido... O PT defende a lógica binária, própria dos intelectualmente primitivos... Os advogados de Lula e Dilma usam o seu intelecto para produzir confusão e desinformação... Vemos, pasmos, essas pessoas prostituindo a própria mente, transformando o Brasil num imenso bordel... do Oiapoque ao Chuí!

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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PISCADA VERGONHOSA

Todos sabemos desde a infância que dedos cruzados nas costas ou um piscar de um olho só são indicativos indesmentíveis de que quem pratica está mentindo. O "Estadão" deixou claro na primeira página de quarta-feira (22/2) as mentiras contadas pelo sabatinado Alexandre de Moraes e a piscadela ordinária na direção do seu chefe de perguntas, Edison Lobão.

José Luiz Tedesco tedescoporto@hotmail.com

Presidente Epitácio 

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A SABATINA DE MORAES

Piscada dada, acordão celebrado! ("Estadão", 22/2).

Maria Lucia Ruhnke mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

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COMPROMETEDORA

Que me perdoem os otimistas, mas aquela piscadela que o ministro Alexandre de Moraes deu para o senador e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), um dos investigados pela Operação Lava Jato, conforme foto estampada na primeira página do "Estadão" de quarta-feira (22/2/2017), durante sabatina em que a CCJ aprovou a indicação de Moraes para a vaga de Teori Zavascki no Supremo Tribunal Federal (STF), seria até engraçada, se não fosse deveras comprometedora.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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BOM PARA LOBÃO

Significado implícito do piscar de olhos do agora ministro do STF Alexandre de Moraes para o investigado pela Lava Jato senador Lobão "mau, muito mau": "Ganhou, playboy!".

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul 

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PISCADINHA NA PRIMEIRA PÁGINA

E o "Pierre Verger" vai para... Dida Sampaio, do jornal "O Estado de S. Paulo"!

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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IMPEDIMENTOS MORAIS

Tempo houve em que cidadãos com impedimentos morais nem sequer ousariam pretender uma vaga no Supremo Tribunal Federal, por saberem que seriam execrados pela opinião pública. Hoje o caradurismo é regra e tudo vai sendo tranquilamente varrido para baixo do tapete. É de lamentar que até mesmo a mais alta Corte do País, que já foi baluarte da ética e da decência, esteja sendo conspurcada por uma cínica relativização da moralidade. Ó tempora, o mores!

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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ESTADOS FALIDOS

Os Estados falidos como o Rio de Janeiro deveriam vender seus palácios e substituir seus líderes. Um governador, ao entregar o pedido de ajuda ao governo federal, deveria entregar junto a sua renúncia ao cargo. Não tem sentido dar mais dinheiro a políticos corruptos e incompetentes. Não é possível que o governo federal dê mais dinheiro ao governador do Rio de Janeiro, que está cassado por corrupção. A venda dos palácios de governo deveria ser feita em todo o País, em qualquer cidade que se vá a prefeitura é sempre o prédio mais luxuoso, esses palácios todos deveriam ser transformados em escolas e os governantes deveriam despachar de conjuntos comercias comuns, no País todo, inclusive em Brasília. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPUNE?

A ex-presidente Dilma sofreu impeachment por crime de responsabilidade e outras questões. O Estado do Rio descumpriu a Lei de Responsabilidade Fiscal, provocando o caos no Estado. O que vai acontecer ao governador Luiz Fernando Pezão?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro 

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ATÉ TU, FREIXO?

E não é que o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL-RJ) disse umas verdades? "O impeachment (do governador Luiz Fernando Pezão) foi pedido por crime de responsabilidade, não porque o governo é ruim. Governo ruim se derrota na eleição". Pois é... Dilma foi afastada pelo mesmo motivo: por crime previsto nos artigos 85 e 86 da Constituição federal, com punição prevista na Lei 1.079, de 10 de abril de 1950. Nada de golpe, até Freixo concorda.

Elias Menezes elias.natal@hotmail.com 

Belo Horizonte

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A VENDA DA CEDAE

Graças a Deus a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro aprovou a privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos (Cedae). O acordo do Estado com a União ficou, então, viabilizado e os funcionários estaduais poderão ter seus salários atualizados. A penúria advinda da maldição do petróleo, das corrupções instaladas no Estado e, principalmente, dos acordos espúrios com empreiteiras e contratações de funcionários sem concurso, entre outras falcatruas, poderá ser amenizada. Talvez os futuros governantes possam aprender a lição e reajustar as contas públicas para o futuro de nossos filhos. As privatizações devem ser feitas e deixar a iniciativa privada cuidar daquilo que lhe é particular e deixar o Estado responsabilizar-se por educação, saúde, segurança e fiscalização. 

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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CEDAE

O País é do Terceiro Mundo por exportar apenas matéria-prima a preço de nada para recomprá-la depois a preço de ouro. Por isso governos nacionalistas desde Getúlio Vargas - sempre pressionados até a morte (no caso) por serviços de espionagem de potências e seus comandados nas Forças Armadas, negociaram siderúrgicas (para processar o minério de ferro), tecnologia e equipamentos para refino de petróleo (para extrair petróleo e produzir combustíveis - muito petróleo foi achado já jorrando, mas concretado para ser escondido, enquanto os EUA afirmavam não haver petróleo aqui). Infelizmente, agora somos caracterizados num grande pato amarelo da Avenida Paulista, enquanto palhaços, por um cargo de secretário ou vereador, ou por macaquices apenas, pulavam para pressionar pelo golpe e compravam votos no Congresso.

Luiz Fernando Pegorner eng.pegorer@gmail.com

Santos 

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INVESTIMENTOS EM PETRÓLEO

As fontes renováveis de energia - solar, eólica, hídrica e biomassa - podem suprir toda a demanda por energia da humanidade. Hoje os investimentos em geração eólica e solar já superam os investimentos em geração com energias fósseis.  Minas de carvão estão sendo desativadas. O consumo de petróleo diminui e há excesso de oferta. Os veículos com acionamentos elétricos e híbridos invadirão os mercados daqui a cinco anos, o mais tardar, reduzindo ainda mais o consumo de petróleo. Investimentos na produção de petróleo e em refinarias que tiverem prazos de retorno de capital maiores que cinco anos devem estar economicamente comprometidos.  Felizmente, diz o meio ambiente.

Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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