Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2017 | 03h00

PODER JUDICIÁRIO

Goleiro Bruno

Li no site do Estadão que o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu habeas corpus e mandou pôr em liberdade o jogador Bruno, condenado a 22 anos de prisão por sequestro, morte e ocultação de cadáver. Verdade que não há tempo de Bruno desfilar no carnaval carioca nem de participar do Big Brother. Mas sempre se pode, em desagravo, programar a festiva presença do antigo ídolo na tribuna do Maracanã em jogo do Mengão. Também a considerar a questão dos direitos humanos. Quase sete anos de prisão “injusta” podem ensejar pedido de indenização, mormente se condimentado com alegações de irregularidades em visitas íntimas, banhos de sol, condições da cela e afins. Dizem que a história envolve a trituração de um cadáver, coisa a fazer inveja ao coronel da motosserra. Que fazer se a frialdade da lei é infensa a tais horrorosidades?

JOAQUIM QUINTINO FILHO

jqf@terra.com.br

Pirassununga

Criminosos soltos

Inacreditável! Dias atrás um juiz determinou a soltura de Gegê do Mangue, número 3 PCC, a duas semanas do júri de que deveria participar. Elemento de alta periculosidade, responde a 11 processos por homicídio, formação de quadrilha e tráfico de drogas, entre outros crimes. Claro que forneceu endereço falso e sumiu do mapa, evaporou, ninguém sabe seu paradeiro. Para nossa surpresa, agora foi a vez de o ministro Marco Aurélio Mello expedir habeas corpus de soltura imediata em favor do goleiro Bruno, que responde pelo assassinato de Eliza Samudio, mãe de seu filho, além de ocultação do cadáver dela. Temos alguma saída ou a única é sair do Brasil? Só nos resta lamentar e viver enjaulado dentro de casa.

ANGELO TONELLI

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A situação dos presídios

Fato 1: o STF decide que presos em condição de superlotação e desconforto devem ser indenizados. Fato 2: o STF, após levantamento, constata que 50% dos presos estão aguardando julgamento que pode demorar até 900 dias. Conclusão: eventual indenização deveria ser paga com as verbas do Judiciário, causador da situação.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia 

Decisão monocrática

A decisão monocrática do ministro Marco Aurélio, ao determinar, mesmo depois de condenado, a soltura do réu Bruno Fernandes de Souza causa estupefação e estranheza numa sociedade com sede e fome de justiça. A Corte caminhou no sentido da prisão depois do julgamento em segundo grau e agora se chega à conclusão de que decisões dessa índole só podem ser aceitas se tomadas pelo colegiado.

CARLOS HENRIQUE ABRÃO, juiz de Direito

abraoc@uol.com.br

São Paulo

O Brasil mudou mesmo

Conversando com amigos que outrora eram fanáticos por futebol e sabiam a escalação de seus respectivos times e da nossa seleção, notei que hoje mal sabem quem é o goleiro, mas, em compensação, conhecem todos os ministros do STF, que time eles defendem e, pasmem, nesta última substituição feita torceram, e muito, contra a escalação de alguns, por terem um vasto histórico de gols contra.

ALESSANDRO LUCCHESI

timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca

EM SÃO PAULO

Acidentes no Metrô

Acompanhei a fixação das primeiras estacas do metrô paulistano. Mais adiante usufrui o conforto, segurança, limpeza e rapidez da sua primeira linha. Evidente que sua expansão não acompanhou o ritmo da demanda reprimida. Por isso, com o passar das décadas, suas estações perderam em conforto e as linhas ficaram sobrecarregadas, comprometendo a fluidez das composições. A segurança, por conseguinte, também sofreu solução de continuidade e os acidentes, então raros, tornaram-se mais frequentes. Nada, porém, comparado com os últimos descarrilamentos registrados em dias praticamente seguidos. Esse tipo de acidente pode ter sido comum na época dos bondes, dada a precariedade do seu sistema de segurança, mas com o avanço da tecnologia empregada no metrô não é mais concebível – principalmente com essa alta incidência. Além de prejudicar o normal funcionamento do mais eficiente modelo de transporte público da nossa era, ainda põe em risco o imenso número de usuários, em geral trabalhadores que residem na periferia e trabalham no centro da cidade. Presumo que essas ocorrências estejam merecendo especial atenção não só da direção do Metrô, mas também dos órgãos responsáveis pela segurança pública, todos empenhados em estabelecer as causas e a origem. É prudente não descartar a hipótese de sabotagem, muito comum em momentos de tensão política e/ou discussão de dissídio salarial – em outras passagens dessa natureza há registros de abusos e graves incidentes provocados pelo movimento paredista. Nos casos mais graves funcionários foram demitidos por justa causa por envolvimento em situações assemelhadas. Repito, o momento exige cautela, prudência e atenção redobrada, pois só assim a população usufruirá os serviços prestados sem medo e sobressalto por tais acidentes.

NOEL GONÇALVES CERQUEIRA

noelcerqueira@gmail.com

Jacarezinho (PR)

Cracolândia 

Palco de mais um embate violento entre usuários e autoridades policiais, a Cracolândia não é apenas um problema. É uma das maiores vergonhas da cidade de São Paulo, fruto evidente do descaso dos sucessivos governos municipais, que nunca enfrentaram a questão de fato. Não haverá Cidade Linda enquanto existir a Cracolândia. É imperativo que o prefeito João Doria e a secretária de Desenvolvimento Social, Soninha Francine, venham a público com propostas e ações concretas e eficazes, e não apenas tapar o sol com a peneira. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

INNOVA

Esclarecimento

A reportagem O duro desafio de reconstruir a imagem (22/2, B14) informa incorretamente que o fundo Innova teria investido R$ 100 milhões numa participação minoritária na empresa Diletto. Embora o fundo não possa detalhar cifras por questões estratégicas, esclarece que o valor investido foi consideravelmente inferior, de modo que não procede especulação em torno de número tão descabido.

FELIPE GRASSI MORAES, sócio da Innova Capital

debora.dias@maquinacw.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

CONTA DE LUZ MAIS CARA

A defenestrada Dilma Rousseff, por obra e graça do ministro Ricardo Lewandowski, que a livrou de oito anos de geladeira eleitoral, ousa dizer a mais de 200 milhões de brasileiros que pretende concorrer nas eleições de 2018. Sua dúvida é se concorrerá a deputada federal ou a senadora. Talvez até para governadora do Rio Grande do Sul. Isso até o registro da candidatura, se o Supremo Tribunal Federal (STF) não tiver julgado a ação contra o fatiamento da decisão final de seu impeachment, numa agressão frontal à Constituição federal. Mas, como o símbolo do STF é um cágado sedado, tudo conspira a favor do poste responsável pelo aumento das contas de luz residenciais em 8,55% em março. A decisão é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e vai valer até 2025. A responsável por essa rapina é a afilhada do ministro Lewandowski. Ela determinou, em 2012, uma redução de 20% nas contas de energia elétrica, mas que chegaram a mais de 50%. Agora, a conta chegou. As empresas transmissoras serão indenizadas em mais de R$ 62 bilhões, que vão sobrar para o povão. Mas é bom que este povo não fique depressivo, porque os medicamentos terão aumento de 3,4%. Esta, entre tantas outras, foram as pedaladas de Dilma para sua reeleição. Nos sonhos de Madame Rousseff há um pesadelo chamado Lava Jato.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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A CONTA DA DEMAGOGIA


Aí está a conta de luz mais barata do governo Dilma, eis mais uma herança do governo dela e do PT: rombo de R$ 62,2 bilhões, que será pago pelos consumidores de energia elétrica. Vocês acham que ela está preocupada com essa conta? Claro que não. Está vivendo com as mordomias pagas por nós e rindo da gente. E ainda tem gente que bate palmas para ela e para o ex-presidente Lula, que é outro incompetente. Provocaram a recessão que o País está passando, provocaram um rombo nas contas públicas, provocaram um desemprego de quase 13 milhões de trabalhadores e outras mazelas mais. A conta barata demagogicamente, para manter a popularidade, está apresentando sua fatura agora. Teremos de pagá-la até 2025. E ainda batem palmas para o PT. Se fosse possível, deveriam cobrar dos petistas essa conta. Mas todos terão de pagar pela incompetência petista.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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FATURA ‘PETRALHA’


O dedo corrupto e podre do PT nos deixa uma “conta” de R$ 62 bilhões só no setor elétrico; é de perguntar por que não mandá-los todos para implantar a “nova matriz econômica” na recém-descoberta galáxia pela Nasa!


Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo


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LEGADO


E ainda tem gente que defende o PT? Esta história da conta de luz de Dilma é lamentável em todos os aspectos. Vamos ter aumento de conta de luz vitalício. Isso, sim, podemos chamar de herança maldita. Eis o legado do PT.


Zureia Baruch Jr zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo


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MALDITA HERANÇA


Em consequência daquela maldita redução, e na canetada, de 20%, no preço da energia elétrica em setembro de 2012, feita pela demagoga e irresponsável ex-presidente Dilma Rousseff, o consumidor brasileiro será obrigado a arcar com outro milionário prejuízo de R$ 62,2 bilhões, até 2025, ou um reajuste médio de 7,2% ao ano nas contas de luz. É o que divulga a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que vai transferir para o consumidor este custo referente ao atraso no pagamento de indenizações devido às empresas transmissoras de energia elétrica. Perfeito golpe do PT, já que o objetivo desta ação de marketing era garantir a reeleição de Dilma em 2014. O partido de Lula, fiel patrono da corrupção, também da atual recessão econômica e dos mais de 12 milhões de desempregados, para piorar o quadro desolador da família brasileira, deixa mais esta conta de R$ 62,2 bilhões, a ser paga até 2025. E a “jararaca” e sua cria ainda falam com a maior cara de pau que tencionam se candidatar a algum cargo público em 2018. Deus, nos livre! 


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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TRAMBIQUES


É mesmo incrível. Não passa um dia sem que apareçam novos trambiques efetuados por Lula e Dilma. Só não entendo o fato de ainda não terem sido trancafiados numa prisão.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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CARNAVAL


A pergunta que não quer calar: em qual ilha ou paraíso rural Lula vai passar o carnaval à nossa custa?


Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo


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A ODEBRECHT E O TSE


O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vai ouvir três delatores da Odebrecht na Ação de Impugnação Judicial Eleitoral que pede a cassação da chapa Dilma-Temer. “Nada a temer”, diz a defesa da ex-presidente Dilma (PT), afinal de contas, ela já perdeu o cargo com o impeachment. Os únicos que ainda temem por algo pior são os brasileiros que não votaram na anta, que ainda estão empregados, mas têm medo de perder o emprego. Quem votou nela está colhendo o que plantou. Mas, ao fim do processo, será que alguém irá recuperar os seus prejuízos? Tomara que não seja ela, sendo eleita deputada ou senadora em 2018. Mas, no Brasil, tudo é possível, são sei se é porque as urnas eletrônicas não são confiáveis ou se é porque a maioria dos eleitores usa a urna como se fosse penico. Enfim, vamos colocar o nosso nariz de palhaço, pois o carnaval chegou.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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PRUDÊNCIA COM AS DELAÇÕES


O instituto da delação premiada é bastante importante para a realização da Justiça, colaborando com a formação probatória do processo criminal, de tal sorte que muitos delitos contra a coisa pública somente puderam ser descoberto em decorrência da delação premiada. Entretanto, há necessidade de cuidados para que o instituto não se torne alavanca para a impunidade ou outras situações incompatíveis, possibilitando, ainda que delatores posteriormente venham a retificar declarações por termos mais interessantes para seus interesses, como é o caso ocorrido recentemente com Paulo Roberto Costa sobre delações relativas à Petrobrás. Assim, o editorial do “Estadão” (20/2, A3) merece ter as suas ponderações acolhidas pelas autoridades responsáveis pelas delações, como a Lava Jato, por exemplo.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


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‘REFUNDAR A REPÚBLICA’


Excelente o artigo do sr. presidente da OAB-SP, dr. Marcos da Costa, publicado à pagina A2 deste jornal em 23/2. Data vênia, gostaria de apontar poucas discordâncias e muitas concordâncias com o eminente autor. Nós não tivemos ciclo monarquista. Nós tivemos um regime monárquico a partir de 1822 e uma monarquia parlamentarista a partir da Constituição de 1824, que dizem ter sido nossa melhor Constituição. A era “democrática” no País começou em1532, com a eleição para a Câmara Municipal de S. Vicente, a primeira das Américas (do Norte, Central e do Sul). Nossa primeira Constituição tem 193 anos (1824). O Brasil, como terra conhecida, tem 517 anos e só 128 de República. Vivemos bem ou mal mas construímos a Nação durante 389 anos sem as “maravilhas republicanas” e de seus comportamentos pouco éticos e civis. Quanto ao número de partidos políticos, de fato, não precisamos mais de 5. Bastam-nos: um de centro conservador ou liberal, outros dois de esquerda (centro e extrema) e os dois últimos de direita (centro e extrema). Em 1964 não tivemos uma ditadura, tivemos um regime autoritário, o que é situação que nada tem que ver com ditaduras, duras ou brandas, como as nossas. E, por último, reforma total da Cidadã do dr. Ulysses, este amontoado caótico de “boas intenções” e de fantasias mistificadoras e ilusórias é uma necessidade impostergável.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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MAL EDUCADA SURUBA


Na vã tentativa de amenizar a falta de educação e decoro, o senador e líder do governo Romero Jucá disse que a tal “suruba geral” utilizada  por ele em entrevista ao Broadcast Político foi uma referência ao hit “Vira-vira” do grupo Mamonas Assassinas, formado nos anos 1990. No entanto, a desculpa esfarrapada do destemperado (e desesperado) senador não aparece na gravação daquela entrevista.  Além de faltar com a verdade e com o devido respeito, o senador Romero Jucá, no afã de safar-se das malhas da Lava Jato, escapou por pouco de cair no vexame de dar como referência o inesquecível sucesso “Robocop gay” da memorável banda de Guarulhos.


Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo


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PRINCÍPIO


Ao pretender mudar a Constituição para salvar a pele de políticos citados na Operação Lava Jato, Romero Jucá se esquece de que há princípios que não se alteram pelo uso da caneta. Quando a maçã caiu na cabeça de Isaac Newton, aprouve Deus que não fosse uma jaca, ele conclui que existia a lei da gravidade. Princípio que ele não inventou nem poderia alterar. Da mesma forma, um ator que, durante a encenação de “Romeu e Julieta”, ouvisse uma frenética voz na plateia, provavelmente de um aficionado em telenovelas que gritasse “Romeu, por favor, não tome esse veneno; Julieta não está morta, foi apenas uma morte fingida”, não poderia mudar seu gesto, acordar a amada e beijá-la, sem mutilar o texto da peça de William Shakespeare. A Constituição pressupõe um princípio, que é o da isonomia, e assim não se pode alterá-la a nosso gosto, pois seria outra coisa, não a Constituição, como a versão alterada de “Romeu e Julieta” não seria mais a peça de Shakespeare.


Irene Maria Dell’Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga


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DECORO


Roberto Romano traz em seu artigo “Indecoro” (23/2, A2) uma acepção mais ampla do que mera polidez. Na verdade, tomando por decoro a acepção de “acatamento das normas morais; dignidade, honradez, pundonor”, poderíamos tomar as regras sociais de boa educação – polidez, quando carregadas de sentido axiológico, como sendo “decoro”. E então tomo três declarações, uma do líder do governo, outra de um senador, e, pasmem, uma de um magistrado. Em 20/2, Romero Jucá, que já tentou obstar a Lava Jato, trabalhando Num projeto de emenda à Constituição que garantisse o foro privilegiado a alguns poucos, concluiu: “Se acabar o foro, é para todo mundo. Suruba é suruba”. Em dezembro/2016, acuado diante de investigações contra si, o então presidente do Senado Federal, Renan Calheiros afirmou que não vai ficar em paz enquanto Sergio Moro estiver solto. Disse que o juiz já está levando a situação para o lado pessoal. Renan disse também que fará de tudo pra colocar Moro na cadeia, pois o mesmo vem abusando da autoridade que tem como juiz federal. Por último, e talvez a mais grave das declarações, porque oriunda do Judiciário, foi feita em 23/8/2016, quando o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que integrantes do Ministério Público Federal devem “calçar as sandálias da humildade”. Classificou ainda de “cretino” quem criou proposta de combate à corrupção defendida pelo juiz Sergio Moro e pelo coordenador da Lava Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol. Compreende-se a “broca” generalizada de Roberto Romano. Não existem mais regras de polidez carreadas de valores neste país? Então o que sobra? O que é este estado constituído democraticamente, mas performado por sujeitos indecorosos? Isso é muito, muito sério, comparável ao analfabetismo. Problema, inclusive, de Educação.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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‘INDECORO’


Na surubada do Congresso Nacional, nossos políticos, com raríssimas exceções, perderam completamente o decoro.


Walter Menezes wm-menezes@uol.com.br

São Roque


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ESCLARECEDOR


Como leitora do “Estadão”, cumprimento o professor Roberto Romano pelo excelente artigo veiculado no dia 23/2, intitulado “Indecoro”. O autor, com sua expertise reconhecida, comenta de modo esclarecedor sobre o decoro que deve orientar nossa conduta, especialmente daqueles que no Senado representam a população dos seus Estados e que deveriam prezar, entre outros atributos, pela ética e o respeito que merecem os cidadãos brasileiros.


Nilce Piva Adami npadami@uol.com.br

São Paulo


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PÉROLA AOS PORCOS


O artigo “Indecoro”, do sr. Roberto Romano é uma pérola dirigida a um porco! Os 300 picaretas de Lula transformaram o Congresso numa pocilga onde chafurdam com desenvoltura suas aptidões abjetas. Parodiando o ilustre Doutor Honoris em Causa Própria, “nunca antes neste país” viu-se tamanha desfaçatez no Congresso Nacional. Bons tempos de um Afonso Arinos de Melo Franco, Adauto Lúcio Cardoso – infelizmente não se repetem.


Marco Aurélio Cravo Vzcravo@hotmail.com

Curitiba


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ODEBRECHT-CORINTHIANS


Delação premiada da Odebrecht mostra que o ex-presidente do Corinthians e deputado federal pelo PT/SP, Andres Sanchez, recebeu R$ 2,5 milhões em caixa 2 para campanha, em 2014. Por aí se vê a ponta do iceberg da gigantesca corrupção e desvio de dinheiro público. Lula, Sanchez, PT, Odebrecht, Itaquerão, uma vergonha. Pega muito mal para um clube centenário como o Corinthians – que tem a segunda maior torcida do País – ter seus mandatários envolvidos em grossa corrupção e ter um estádio maculado por mais de R$ 1 bilhão em obras superfaturadas. E pensar que em 1982/1983, Sócrates, Casagrande e Wladymir e cia. fizeram a Democracia Corintiana pela redemocratização do País e pelas Diretas Já...


Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo


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JUSTIÇA DESPORTIVA OU INJUSTIÇA?


Na quarta-feira, no Itaquerão, em jogo válido pelo Campeonato Paulista de Futebol, jogaram o Corinthians e o Palmeiras perante um público maior que 30 mil torcedores, que puderam assistir à vitória centenária do Corinthians por 1 a 0 e testemunhar a lambança feita pelo árbitro da contenda, sr. Tiago Duarte Peixoto, ao expulsar um jogador errado, Gabriel, e não o faltoso. E, como se não bastasse essa lambança, o Tribunal de Justiça Desportiva absolveu o jogador expulso injustamente. Creio ter sido uma medida justa. Mas eu pergunto a este mesmo tribunal por que não procedeu da mesma maneira quando, num outro jogo, Corinthians e Santos, no mesmo Itaquerão, o juiz de então expulsou nessas mesmas condições o zagueiro David do Santos, que teve de cumprir a suspensão também sem ter sido ele o infrator. Isso é justiça desportiva ou são curiosos brincando de fazer justiça num país pentacampeão?


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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PREPOTÊNCIA


Errar é humano; não reconhecer o erro é prepotência. O afastamento por parte do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) – por tempo indeterminado – do árbitro Thiago Duarte Peixoto, que expulsou erroneamente um atleta do Corinthians na partida de quarta-feira (22/2) à frente do Palmeiras, foi uma paulada no âmago da ignorância. Mesmo depois de ser alertado pelo quarto árbitro sobre o grotesco equívoco, o juiz sustentou sua decisão mediante ares de superioridade. Que a resposta do TJD sirva de lição aos que se julgam acima da lei, do bem e do mal.


Edinei Melo edinei.melo@hotmail.com

Campinas


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LIMITES


O árbitro do jogo do Palmeiras contra o Corinthians é afastado por erro claro e evidente de, porem esse é o momento que a CBF e Federações comecem a punir após os jogos o comportamento dos jogadores, pois a pressão que os mesmos fazem sobre o arbitro é inconcebível, pois por mais que eles sejam preparados por qualquer falta apitada vários jogadores dos dois times avançam para o arbitro para reclamações acintosas. Devem ser criada pelas confederações normas que somente o capitão do time deve se dirigir ao arbitro para demonstrar a insatisfação do time. O árbitro é um ser humano que também tem os seus limites. As reclamações em massa pelos jogadores do mesmo time ao mesmo tempo prejudica e descontrola realmente qualquer ser humano.


Alvarez Aguiar alvarez.atib@hotmail.com

São Paulo


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O QUERIDINHO DA FPF


O futebol existe há mais de um século, com as mesmas regras e o mesmo sistema de arbitragem. Desde então, erros de arbitragem são cometidos e todos interpretados como a limitação humana dos árbitros que criou o mantra: errar é humano, e o árbitro é humano, e os erros cometidos durante a partida ficam no campo de jogo. Erros de arbitragem já classificaram e desclassificaram seleções para a Copa do Mundo. Todo este histórico entendimento aceito internacionalmente só vale se o erro não prejudique o time queridinho dos que julgam os árbitros, caso qualquer erro do árbitro, mesmo que tenha sido pressionado e constrangido pelos jogadores do time durante toda a partida, cometa um erro que prejudique o time queridinho, é afastado por tempo indeterminado e todas as suas decisões durante a partida são canceladas. Seria mais conveniente a Federação Paulista de Futebol (FPF) dar o título de campeão a seu time favorito, evitando desta forma o constrangimento dos árbitros de futebol que só podem errar a favor do time privilegiado pela FPF, principalmente quando joga no seu campo com sua torcida única.


Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente


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RIR PARA NÃO CHORAR


O Brasil é, definitivamente, um país de contrastes e paradoxos. Ao que tudo indica, apesar da grave crise econômica que o País atravessa, o carnaval de rua deste ano promete ser um dos mais animados e agitados dos últimos anos. São em momentos como estes que nos lembramos daquele velho jargão característico da brasilidade: rir para não chorar.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BLOCOS NAS RUAS


Não sei por que, mas toda esta mobilização de milhares de pessoas que já se preparavam há meses para participar de blocos carnavalescos – nada contra o carnaval, uma linda festa popular – me faz lembrar um triste fato que ocorreu no início do século passado, quando um grande transatlântico batizado de Titanic afundou enquanto a orquestra continuava tocando. Ao menos se uma parte dessa energia maravilhosa gasta sem economia para fazer barulho, emporcalhar as ruas e até, infelizmente, causar alguns acidentes fosse utilizada e organizada no sentido de protestar pacificamente contra a corrupção, a impunidade e todas as formas de violência, certamente, nós teríamos um país bem melhor.


Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo


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DIREITA FRANCESA


A direita radical francesa teve um baque ao verificar que a sua grande estrela, Marine Le Pen, tinha seu guarda-costas como funcionário fantasma na União Europeia, ou seja, “não queremos imigrantes nem ajudar nenhum país em guerra, mas dentro da França somos corruptos como todos os outros são, seja onde for e como for”? É lamentável ver uma pessoa tão fanática usar os métodos dos esquerdistas brasileiros para se dar bem. Políticos são todos iguais, seja aqui ou na França. E ainda tem gente que acredita neles...


Antonio Jose G. Marques a.jose@uol.com.br

Rio de Janeiro


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LE PEN


No plano político não sou pró Le Pen, mas, como mulher, não posso deixar de aprovar o gesto dela ao se recusar a cobrir o rosto com o véu... Mostra coerência com suas convicções e contribui com a defesa do direito das mulheres.


Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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