Fórum dos Leitores

DIAS DE FESTA?

O Estado de S.Paulo

27 Fevereiro 2017 | 05h00

Batendo na casa de 13 milhões de desempregados, com um governo leniente e uma sociedade inerte, desfrutamos de dias de carnaval como se tudo estivesse normal na vida brasileira. Isso além de Estados e prefeituras quebrados e sem dinheiro sequer para pagar funcionários, um fruto do mecanismo de sangria dos nossos políticos corruptos.

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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‘YES, NÓS TEMOS BANANAS’

O País em crise, mas gastando bilhões em preservativos e acidentados por estas estradas afora. A violência aumenta contra as mulheres nesta festa de carnaval. A maioria dos políticos de Brasília que não gosta de trabalhar aproveita para emendar – e nisso até presta um serviço para o Brasil, pois quando lá está apenas legisla em causa própria ou contra a população, que não tem ninguém para defendê-la. O que outrora foi uma festa de tradição hoje são gastos, violência, desperdícios e baderna. Como diz a musica da republiqueta: “Oh, yes, nós temos bananas”. E como temos.

Manoel José Rodrigues manoel.poeta@hotmail.com

Alvorada do Sul (PR)

 

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DEBANDADA

Na capital da Ilha da Fantasia, em Brasília, como sempre foi até hoje, a Câmara dos Deputados é composta por deputados com péssimos hábitos, sem bom senso, aproveitadores e não cumpridores de seus mínimos deveres para o cargo ao qual nós os elegemos. Só se dedicam a defender interesses próprios e procuram obter vantagens, benefícios e mordomias a seu favor, em prol de seus familiares e agregados, tudo pago por nós. Basta ver que quarta-feira (22/2) já havia tido uma debandada geral, antecipando o feriado de carnaval, quando sabemos que, para eles, o carnaval dura o ano todo.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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AVERSÃO À CLASSE POLÍTICA

“Suíça investiga se Lobão usou contas no País para receber propina”; “Parte de propina de US$ 40 milhões foi para senadores”; “Odebrecht pagou US$ 3 milhões a ex-presidente do Peru”; “Ministério Público de São Paulo denuncia 11 por furtos de R$ 33 milhões do Butantã”; “Justiça bloqueia R$ 10 milhões de Pimentel e mais cinco”. Após ler rapidamente as manchetes acima no “Estadão” da última semana, chega-se à conclusão de que o índice de confiança da população divulgado pela FGV em 28/10/2016, que apontava o Congresso Nacional com 10% e os partidos políticos com 7%, estava mais que correto. Se o Brasil entrará nos trilhos com os projetos que estão sendo preparados pelo governo não dá para saber ainda, mas que a população no momento tem grande aversão à classe política, disso ninguém tem dúvidas.

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

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EXAGERARAM NA DOSE

A corrupção sempre foi endêmica no Brasil, mas após 2003 tornou-se verdadeira epidemia a ponto de destruir a Petrobrás e se institucionalizar nas grandes empreiteiras. O que mudou? Com FHC na Presidência, ninguém ousaria exagerar na dose, porque o risco de parar nele era grande. Já com Lula lá, por que não? Agora, o delegado Marlon Cajado da Polícia Federal acaba de enviar ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), um relatório de 47 páginas acusando os cidadãos Lula e Dilma do crime de obstrução da Justiça (21/2, A6). O que mais precisa? O Brasil está se aproximando de um momento histórico. Ou se pune exemplarmente Lula ou o punido será novamente o Brasil.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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AMBOS RÉUS

A dupla, agora confirmada como réus, formada pela senadora Gleisi Hoffmann e seu marido, o ex-ministro Paulo Bernardo, não obteve sucesso no seu recurso junto ao Supremo Tribunal Federal (STF). Aquele colegiado entendeu que existe muita corrupção na atividade dos dois agentes públicos. A arrogante “narizinho” vai dizer que não sabia de nada sobre os recursos ilícitos que recebeu para a campanha de 2010? E seu maridão, o que vai dizer das comissões que “embolsava” dos pobres necessitados quando faziam empréstimos consignados? Vamos aguardar!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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SEM ESPAÇO

Como o Supremo Tribunal Federal se envolve até no julgamento se deve ou não compartilhar citações ao ex-presidente José Sarney feitas em delação premiada do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado com o juiz Sérgio Moro, como bem mostrou a matéria “Segunda Turma mantém inquérito contra Sarney no STF” (22/2, A8), fica bastante evidente que no seu relógio não cabe mesmo espaço para julgamentos criminais, especialmente no montante produzido pela Lava Jato. E isso sem contar os julgamentos da enxurrada de habeas corpus.

José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

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BASTA ESCOLHER

Muitos dos investigados e presos nas várias fases da Lava Jato, agentes financeiros, doleiros e operadores de lavanderia de dinheiro, entre outros, diante da situação em que se encontram, resolvem partir para a cooperação testemunhal, admitida e homologada pela Justiça, e relatam envolvimentos ligados a nomes de poderosos beneficiários das manobras ilícitas das quais são operadores, notadamente parlamentares com mandatos e ocupantes de cargos importantes no atual governo que, prontamente, vêm a público e reafirmam que nada fizeram que não estivesse dentro das normas. Desfrutam da famigerada prerrogativa de foro, denominada “suruba” por um deles, o que leva seus processos para o acolhedor regaço do Supremo Tribunal Federal (STF), e nenhum foi até hoje condenado. Diante desse quadro esdrúxulo, o cidadão comum, acometido da mais profunda perplexidade, é forçado a admitir uma das duas hipóteses: ou a Suprema Corte é realmente acovardada, como certa vez afirmou Lula, ou os alcançados pela Lava Jato, ao revelarem os nomes dos envolvidos, resolveram todos, de comum acordo, conspirar contra as nobres lideranças políticas. Basta escolher. 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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JUSTIÇA E AGROPOLÍTICA

Nas ruas, a esperança é a Lava Jato. Em Brasília, uma safra recorde de orégano.

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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CORRUPÇÃO

Enraizada no Brasil há 500 anos, precisaremos de pelo menos uns 50 para começar a diminuir a roubalheira neste país. A Lava Jato nos parece ser o início, porém sozinha não resolverá o problema. Todos os dias pipocam notícias de operações em todos os setores da sociedade contra corruptos bandidos do colarinho branco; ser honesto dentro da política, de autarquias, fundo de pensões e empresas públicas é ser otário. Está na hora de começarmos a descobrir os otários e elegê-los para cargos públicos. Quem sabe os otários não colocam o País nos trilhos.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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POVO PICARETA

No editorial de 23/2 (A3) “O irrealismo do STF”, o “Estadão” me fez concluir que somos 140 milhões de picaretas e ignorantes, considerando os representantes que elegêramos. Acontece que 2 milhões de eleitores e 1 ministro não corruptos, porém protagonistas, são contrários à desfiguração pelos parlamentares de projeto de iniciativa popular, nas trevas da madrugada. Difícil de defender um plebiscito ou 142 milhões de assinaturas seria mais convincente?

Altivo Campos Silveirta altivosilveira@uol.com.br

São Paulo

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AS DEZ MEDIDAS

Confesso que não fiquei surpreso quando, em desespero, o senador Romero Jucá, provavelmente conchavado com o presidente da Câmara Rodrigo Maia (PMDB/RJ), tentou aprovar um projeto para barrar ações da Lava Jato, operação que está preocupando a maioria dos responsáveis pelos Três Poderes da República. Também não fui surpreendido com o presidente da Câmara colocando em suspeição as milhares de folhas com os milhões de assinaturas em prol do projeto de iniciativa popular conhecido por todos os brasileiros como as 10 medidas contra a corrupção. Rodrigo tentou fazer o mais fácil, plagiar Gilmar Mendes, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), que, em dezembro de 2016, duvidando do abaixo-assinado, disse: “Soube que, se você contratar o Sindicato dos Camelôs de São Paulo, consegue 300 mil assinaturas num dia”. Na cidade onde moro, Volta Redonda (RJ), tivemos várias pessoas colhendo assinaturas, eu com meus 82 anos de idade fui pra rua, num trabalho voluntário, sem pão com mortadela, colhi perto de 1500 assinaturas dizendo para o povo que aquele abaixo assinado tinha o objetivo de, uma vez com todas, acabar com as anarquias, com as roubalheiras e com tudo de ruim que tomou conta dos 3 Poderes da República. Porque Romero Jucá, Rodrigo Maia, Renan Calheiros, Gilmar Mendes e a maioria de seus pares estão questionando o mais de 2 milhões de assinaturas que passaram pelas mãos do pessoal do MPF para depois ser entregue na Câmara dos deputados? Porque a Câmara não questionou as assinaturas nos momentos em que recebeu os últimos pacotes? Nós, os voluntários das 10 medidas contra a corrupção, estamos com medo de uma falsificação no material que o MPF entregou na Câmara.

Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)

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EU ASSINEI

Não achei correto os deputados mudarem o espírito do abaixo-assinado proposto pelo povo. Se eles queriam algo diferente, deveriam propor projeto de lei, e não aproveitar o abaixo-assinado com mais de 2 milhões de assinaturas e fazer a proposta distorcendo todo o espírito da proposta original. Assinei a proposta; se soubesse o que os deputados iriam fazer, não teria assinado.

Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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O MINISTÉRIO DE TEMER

José Serra se afastou por doença! Eliseu Padilha também se afastou pelo mesmo motivo! Quantos mais ficarão doentes com esta doença chamada Marcelo Odebrecht?

Angela M. de Souza Bichi angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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PANDEMIA MINISTERIAL

Em uma semana duas baixas no ministério do presidente Temer. José Serra saiu do Ministério das Relações Exteriores e Eliseu Padilha se licenciou da Casa Civil. Em comum a ambos, já mencionados em denúncias da Lava Jato, estão alegados motivos de saúde. O presidente Temer deveria ao menos avaliar melhor o histórico médico de quem vai nomear ministro, já que está pouco se lixando para a folha corrida. A aguardar agora qual o próximo auxiliar de Temer a adoecer.

Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo

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APOSTAS

Atenção, atenção, façam suas apostas, qual será o próximo ministro do governo Temer delatado pela Operação Lava Jato, além de Serra e Padilha, a sair de licença para tratamento de saúde?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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GOVERNO TEMER

Quantos amigos restam no “núcleo duro” de poder de Michel Temer?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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NÚCLEO DURO?

Na verdade, o núcleo duro do governo era mole: Cunha, Jucá, Moreira Franco, Geddel, Padilha...

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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DANÇA DAS CADEIRAS

A “Coluna do Estadão” de 24/2 dizia que Aloysio Nunes é um nome cotado para o Ministério das Relações Exteriores. Se confirmado seu nome para o cargo, assistiremos à situação pouco comum de um vice-presidente que ganhou as eleições, na Presidência; e o vice-presidente daquele que perdeu as eleições (Aécio Neves), no Itamaraty. A Lógica Deôntica (forma de lógica vinculada à moral), que deveria orientar a Política, rende-se a um universo falacioso.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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NOVO MINISTRO DA JUSTIÇA

O deputado federal Osmar Serraglio, nomeado ministro da Justiça, faz-me lembrar sua atuação na CPI dos Correios, quando ele, relator, livrou a cara de Lula e, mais recentemente, defendeu anistia política para o deputado Eduardo Cunha. Portanto, sua promessa de não interferir na Operação Lava Jato e na Polícia Federal não convenceu. Ministro da Justiça e ministros do STF deveriam ser nomes jamais ligados à política, porque acabam devendo favores ao nomeador – e costumam pagar. Sempre foi assim, e cabe a ele provar que esse servilismo acabou.

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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GOLEIRO BRUNO

O goleiro Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por ter sido considerado o mandante do assassinato de Eliza Samudio. Se ele tivesse cumprido um terço da pena e pedisse a progressão para o semiaberto, não haveria a atual repercussão negativa do caso. Após ter cumprido apenas 6 anos e sete meses, ele foi libertado por uma liminar do Supremo Tribunal Federal, pois há recurso pendente de julgamento e, assim, poderia aguardar em liberdade por ser réu primário, com bons antecedentes e endereço fixo. Isso é uma afronta à sociedade. Espera-se que o pleno do Supremo Tribunal Federal casse a liminar e determine sua imediata volta à prisão.

Luiz Roberto Da Costa Jr.lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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CRIME HEDIONDO

O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pelo assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samudio e também pelo sequestro e cárcere privado do filho Bruninho. Após cumprir seis anos e sete meses ele foi solto, segundo o ministro Marco Aurélio de Mello, “porque é primário, de bons antecedentes”. Quer dizer, a prática de um crime hediondo para a Justiça fica em segundo plano, é isso?

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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FICHINHA MIÚDA

O ministro Marco Aurélio está certo, este criminoso é fichinha miúda perto da bandidagem política que já infesta as cadeias, além da enxurrada de outros que estão aí cometendo os mesmos crimes de ontem. O ministro está certo, temos de livrar as cadeias de ladrões de galinha.

Ariovaldo Batista arioba06@hotmaial.com

São Bernardo do Campo

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PARA AS CALENDAS

Quando o assunto diz respeito ao clamor popular, os ministros do Supremo Tribunal Federal não chegam a um acordo. O ministro Marco Aurélio Mello achou por bem mandar soltar o goleiro Bruno, seguindo estritamente o que diz a lei e nada mais que isso, o tal clamor popular foi para as calendas. Certo, o direito individual foi preservado! Semana passada, colidindo com as expectativas de todo o povo, ministros do STF resolveram manter José Sarney debaixo da proteção de suas togas, mesmo ele não tendo mais direito ao foro privilegiado. Criaram uma brecha legal, um raciocínio tortuoso para chegarem a esta decisão, e a letra da lei foi para as calendas! Este Supremo Tribunal Federal que não garante uma leitura equilibrada das leis me inspira medo, intranquilidade!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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INDENIZAÇÃO DO ESTADO

Será que aquele assassino, ex-goleiro de um famoso time carioca, que foi solto graças a uma liminar concedida por um ministro do STF, também irá pedir indenização por maus tratos no cárcere?

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SÃO PAULO ESBURACADA

Milagres acontecem: existem, em São Paulo, avenidas e ruas asfaltadas que parecem tapetes. No entanto, situados em lugares estratégicos, encontram-se, como verdadeiras armadilhas, camuflados à noite como se sombras fossem, traiçoeiros buracos que atraem os pneus de motoristas desavisados. Diariamente centenas de pneus são rasgados e/ou estourados (acrescente-se os acidentes causados pelo motorista que abruptamente desvia seu veículo do buraco) devido a esta maldita herança de Haddad, cuja principal preocupação, na Prefeitura, com o auxílio de uma CET desvirtuada, foi a maciça arrecadação de multas. Já sugeri, neste “Fórum dos Leitores”, que João Dória implante uma linha telefônica, tipo “denuncie buraco”, pelo qual o cidadão informa a localização exata de buracos e imediatamente é acionada a equipe tapa buracos da região, resolvendo de pronto este problema que tanto prejuízo traz ao cidadão paulistano. Na minha opinião, a solução deste problema é mais urgente que o combate às pichações.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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