Fórum dos leitores

PARA DEPOIS DO CARNAVAL

O Estado de S.Paulo

28 Fevereiro 2017 | 05h00

Temos de esperar até o carnaval passar e o País começar a funcionar “malemá” a partir de 1º. de março. Enquanto isso, tentamos digerir as notícias diárias de juízes libertando criminosos, como o Gegê do Mangue e o goleiro Bruno; a cracolândia dominando a cena no centrão de São Paulo, aproveitando-se da frouxidão das autoridades; deputados, como Ricardo Izar, fugindo do trabalho, mas assinando o ponto para que o dinheiro não fuja também; uma onda de enfermidades atingindo a alta cúpula, como José Serra e Eliseu Padilha, após a confirmação de que a Operação Lava Jato continua firme, leve e solta; e, entre surubas e piscadelas, esperamos que Rodrigo Maia tenha aproveitado o recesso e conferido os 2,2 milhões de assinaturas – entre as quais achará a minha – das “Dez Medidas contra a Corrupção” e que proceda de acordo com o que manda a Constituição e o regimento interno,  enviando-as para nova votação na Câmara dos Deputados, ou seja, as mesmas medidas já enviadas por Ônix Lorenzoni, mas desta vez sem desfigurá-las com o objetivo de blindar quem deve ser punido por corrupção, nem que ele esteja aí incluído. Lembro a esse deputado que, pelo fato de ter-se reelegido presidente da Câmara de forma ostensivamente ilegal, não lhe é dado o direito de interferir em questões de iniciativa popular e que não pode estabelecer a prática de obrar da mesma forma em tudo o que lhe caia às mãos. E que tenha o bom senso de não transformar a quaresma numa eterna quarta-feira de cinquenta tons de cinzas!

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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UMA SIMPLES FORMALIDADE

Segundo o “Aurélio”, mula é o feminino de mulo ou burro. É um animal híbrido resultante do cruzamento de um jumento com uma égua, excelente para o transporte de cargas. Portanto, o uso do ex-assessor especial da Presidência José Yunes, ao fazer a afirmação de que foi “mula involuntária” do ministro da Casa Civil Eliseu Padilha, só pode ser entendido como no segundo caso. Ainda assim, o nobre ex-assessor cometeu um erro crasso, pois, em sendo macho, deveria ter usado o termo “burro involuntário”. De qualquer forma, é uma ofensa àqueles muares, e o Serviço de Proteção Animal deveria tomar as devidas providências. Além do mais, outros rótulos, tais como dissoluto, falaz, traquinas, entre tantos, caberiam melhor.

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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CULPADO, EU?

A semana que passou foi agitadíssima em Brasília. José Serra, por motivo de saúde, pediu afastamento do Ministério das Relações Exteriores; os nomes do ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, e do ex-assessor da Presidência o advogado José Yunes, apareceram num grande escândalo que envolve até mesmo o presidente Michel Temer. Não bastasse tudo isso, o ministro se internou para operar da próstata. Não é por nada, não, mas esse afastamento veio mesmo a calhar. Para quem não se lembra, o senhor Padilha foi citado na delação da Odebrecht nada mais, nada menos do que 45 vezes. A propósito, para que serve a Casa Civil? Perguntar não ofende. Pano rápido!

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

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INVESTIGAÇÕES

Um ex-assessor especial do presidente Temer torna público uma situação que exige muitas explicações. Ele informa que, quando presidente do PMDB, ele pediu auxílio formal à Construtora Odebrecht. E que um mês antes da eleição presidencial ele recebeu de um doleiro um pacote, do qual não viu o conteúdo, a pedido do ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. A conclusão é que não bastam notas oficiais e declarações de qualquer autoridade citada. É preciso aprofundar as investigações.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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CASA CIVIL

A “maldição da Casa Civil” atinge agora o governo Temer (“Estadão”, 25/2). Há controvérsia nessa afirmação, pois o correto, a meu ver, seria “a maldição dos políticos corruptos, desonestos e sujos, que continuam sendo indicados para o comando da Casa Civil”, né não?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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ROUBADA

O advogado José Yunes, ex-assessor da Presidência e pivô do escândalo que envolve o ministro da Casa Civil, diz que foi “mula” de Padilha. Ora, meu caro Yunes, na verdade o senhor foi é muito burro em entrar nesta roubada, como se usa dizer. Com ironia, por favor!

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

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MUY AMIGO DA ONÇA

​O amigo íntimo de Michel Temer, na verdade, é “muy amigo”... da onça. O ex-assessor José Yunes, após um bom tempo de paz, resolveu colocar a boca no trombone, levando mais uma crise para o colo do presidente. Depois de toda a esbórnia causada, disse que o ministro-grileiro Eliseu Padilha “não deve ser exonerado porque é uma pessoa muito fiel, trabalhadora, organizada, eficiente e útil para o presidente”. Vai entender esse “muy amigo”... da onça!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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DELATORES

Com a espontaneidade do sr. Yunes, fica cada vez mais difícil os delatados se dizerem inocentes.

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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A CONFISSÃO

Não resta mais qualquer dúvida que a chapa Dilma/Temer foi eleita com o dinheiro criminoso da propina das empreiteiras. A confissão do ex-secretário da Presidência José Yunes, de que recebeu um pacote de dinheiro a mando do ministro Eliseu Padilha, expõe a mentira criminosa de que o PMDB não faz caixa 2 e de que todos os recursos recebidos estão apresentados nas declarações no Tribunal Superior Eleitoral. A confissão de José Yunes apenas confirma a delação de Eduardo Cunha e dos executivos da Odebrecht e o Supremo Tribunal Eleitoral tem a obrigação de cumprir o seu dever e de apear Michel Temer da Presidência da República.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA MINÚSCULA

Houve tempos em que a Justiça fazia sentido com os olhos vendados, mas, pelo que parece, é também surda e muda... Recentemente, um juiz determinou a soltura do apenado bandido Gegê do Mangue, número 3 na hierarquia do PCC. O ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar ao ex-goleiro Bruno, condenado a 22 anos de prisão, acusado pelo sequestro, morte e ocultação de cadáver de sua namorada, Eliza Samúdio. Cumpria quase sete anos da condenação e aguardará em liberdade a tramitação do recurso​, que pela morosidade do andamento dos processos, com o tempo ocupado pela ação do Lava Jato, o ex-goleiro Bruno pode ficar tranquilo que dará tempo para a prescrição. Enquanto isso, a mãe de Eliza nem sabe que fim deram ao corpo de sua filha​. Evoé Baco, crise só depois da quarta-feira.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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O CRIME PERFEITO

Baseado nos julgamentos, nas sentenças e no tempo de reclusão dos políticos, operadores dos partidos ou das empreiteiras e de assassinos como o goleiro Bruno pode levar um cidadão honesto a planejar um crime que seja perfeito no resultado financeiro, embora seja preso, processado, cumpra uma pena leve saia da cadeia livre e rico. É uma escola para o crime a Justiça brasileira. O goleiro Bruno ficou 6 anos sem ser julgado em segunda instância e o ministro do STF liberou o condenado. O que o Brasil precisa? De mais juízes? Reforma do Código Penal e da Constituição com os atuais políticos? Se isso ocorrer, vão acabar decidindo que réus com foro privilegiado, seus parentes diretos e indiretos devem cumprir a pena, se condenados, em hotel de 4 ou 5 estrelas pago pelo contribuinte. Basta! O Judiciário precisa urgentemente promover uma reforma na sua estrutura e forma para que não seja no futuro bem próximo, quase já, ser comparado à Câmara dos Deputados ou ao Senado Federal. O Judiciário é um órgão respeitado pela população, mas infelizmente temido pelas classes menos favorecidas, pois muitas vezes são esquecidos nas penitenciárias por crimes que deveriam ser punidos com prestação de serviços comunitários. Uma vez dentro da cadeia, seu futuro será destruído, sua família será marginalizada, fragmentada e quando sair da prisão seu único meio de sobrevivência será o crime.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

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O JULGAMENTO QUE NÃO VEIO

Polêmico em suas decisões, o ministro (minúsculo) Marco Aurélio Mello, em vez de soltar um criminoso confesso (Bruno), deveria mandar prender quem não julga o processo há mais de seis anos. Como soltar um assassino confesso? Como ir contra uma decisão de um júri? O tempo de demora de decisão é no mínimo uma afronta à Constituição. A sorte destes dois (Marco Aurélio e Bruno) é que a vítima não faz parte de minha família.

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

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JUSTIÇA INJUSTA

A soltura do goleiro Bruno é clara demonstração de como a Justiça no Brasil muitas vezes é injusta.

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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PALHAÇADA

O ex-goleiro Bruno disse que a prisão perpétua não traria Eliza Samudio de volta. A questão não é esta. A questão é o crime cometido. Simples assim. Crime com ocultação de cadáver, segundo investigações e depoimentos. Tirou a vida de um semelhante. Não temos pena de morte nem prisão perpétua. Deveríamos. Mais uma prova de que o crime no Brasil compensa. Enquanto este país não corrigir essas distorções, refazer as leis, não vai adiantar nada. Ou se passa este país a limpo ou ficaremos nesta palhaçada.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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IRONIA

No mesmo dia o goleiro Bruno é solto e o doleiro Bruno é preso... ironias do destino.

Sergio A. Monteiro samvilar@uol.com.br

São Paulo

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PIADA CARNAVALESCA

“A delação (premiada) é feita hoje de modo medieval. Manter uma pessoa presa para ser forçada a dizer o que querem é indigno” (Bruno E. Lemos).

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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CARNAVAL EM SÃO PAULO

Causa espécie, surpresa e grande alegria ver como São Paulo, que ficava vazia nos feriados de momo, acabou realizando de alguns anos para cá um carnaval de rua absolutamente espetacular, com centenas de milhares de foliões, muitos deles de outras cidades, e um desfile na avenida a cada ano mais belo, criativo e original. Definitivamente, São Paulo não é “o túmulo do samba”, como desafinou Vinicius de Moraes há tempos. Viva o samba de Sampa!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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BLOCOS DE RUA

Esta e uma boa surpresa do ano: São Paulo se reinventa nas ruas. Onde ontem se protestava hoje uma mocidade alegre, vibrante e sorridente vem para se divertir. Uma diversão em que cabem todos. Temas e músicas tão variados quanto as tribos e o poder aquisitivo dos participantes. Não se cataloga ninguém. A praia paulistana se alegra sem ser preciso policiamento ostensivo. Excessos do público são questionados pelo comando dos blocos com palavras de respeito. O que é inusitado, já que quem deveria se preocupar com respeito hoje pouca atenção dá a ele. Todos estes fatores positivos só contribuem para sua maior atratividade. Assim, o êxodo dos moradores se transforma em recepção a turistas, que, devidamente recompensados, certamente retornarão no próximo evento. Os blocos e seus participantes são também exemplos de espontaneidade na diversão, de congraçamento, em que a união e a amizade podem sobrepujar a intolerância. Há mais blocos pela frente. A semana só está começando!

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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NOVO CARNAVAL

Hoje em dia ninguém se diverte no carnaval das escolas de samba no Brasil. O público vai para a avenida para ver o que seria a diversão do povo no desfile, e o povo no desfile procura atender aos “quesitos” de pontuação. A tendência é prevalecer o carnaval de rua.

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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EXAGERO

A falta de educação aflorou com muita força este ano na cidade do Rio de Janeiro. Todos os anos, nesta época, o aprisionamento dos idosos em suas próprias casas pelo exagero das agressões gratuitas nas ruas, bem como o lixo e o xixi nas paredes, postes e árvores, impedem as pessoas de saírem de casa. Há falta de compreensão dos mais jovens com as dificuldades e perigos a que se expõem os idosos. Aqueles que têm fragilidade capilar ou de pele, se sofrerem um pequeno esbarrão, podem ser objeto de um atendimento em uma emergência de hospital. Creio que deveria haver um sistema que inibisse o exagero e a libertinagem dos blocos de rua. O que se deseja é equilíbrio, respeito e harmonia entre as gerações.

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO ME LEVE A MAL, HOJE É CARNAVAL

O desemprego está grande em todo o País, mas as estradas estão lotadas de foliões, que partiram em busca de diversão neste carnaval. A inadimplência nunca esteve tão alta, mas as pousadas, hotéis e restaurantes dos principais pontos turísticos do samba estão cheios e com seus preços nas alturas. O Brasil só começa a trabalhar depois do carnaval. Isso é uma verdade. Não importa se as escolas estão paradas, os hospitais necessitam cada vez mais de recursos e se a caótica situação nos presídios se agrava a cada dia. O nosso povo gosta de brincar e sambar neste mês de fevereiro. O resto que se dane!

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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CARNAVAL E ALIENAÇÃO

Não é de hoje que o carnaval tem o poder de “abduzir” o povo brasileiro, tirando-o da realidade. Seria mais do que natural e aceitável, não fosse o momento dramático que o Brasil vive, numa crise sem precedentes. O País está derretendo, mas num passe de mágica tudo fica secundário, já a folia vira prioridade, com direito a um mundo perfeito de colombinas, pierrôs e fantasias. É comum ouvir na TV, pelos principais beneficiários da insensatez, que se trata do maior espetáculo da Terra. Será? A “felicidade”, mesmo que artificial e temporária, toma conta do País de norte a sul, meio que cancelando, sublimando o sofrimento que marca o cotidiano do povo brasileiro, fazendo ele se esquecer dos escândalos envolvendo políticos, varrendo para debaixo do tapete a crise na saúde, na educação, na segurança e, em especial, no desemprego, que bate recordes com quase 25 milhões de trabalhadores fora do mercado. Enquanto isso, do outro lado do mundo, uma das nações mais prósperas da Ásia, onde não há pobreza, rebeliões em presídios, cadeias medievais, favelas, arrastões, gangues, violência e que é exemplo de democracia, mais de meio milhão de pessoas protesta contra a presidente, que está sofrendo impeachment. Acreditem, estamos falando da Coreia do Sul, um dos Tigres Asiáticos, exemplo de ética e zelo com a coisa pública. Lá, manifestantes, predominantemente estudantes, prometem ficar nas ruas até a renúncia de Park Geun-hye. A presidente é acusada de corrupção e tráfico de influência. Ela teria tramado, com uma amiga íntima, o repasse ilegal de dinheiro público para fundações sem fins lucrativos. Notem a diferença do crime cometido lá (em nome de instituições filantrópicas) e que motiva os protestos, com os crimes que acontecem aqui e que já não tocam mais o coletivo. No Brasil, reparem, os próprios políticos, seus grupos e parentes costumam ser os beneficiários da corrupção. Contudo, embora seja de conhecimento de toda a nação, ainda assim nada é suficiente para fazer o povo se esquecer da folia cobrando ética dos políticos, como acontece na Coreia do Sul. Dar um basta na corrupção e na promiscuidade que tomou conta da coisa pública, incluindo empresas estatais, depende da reação do povo, e essa reação parece adormecida, não vem. Com isso, o dinheiro roubado, que deveria ser aplicado na saúde e na educação, vai para o ralo da corrupção, alimentando quadrilhas do colarinho branco. Mesmo tendo consciência de que está sendo enganado, o povo veste a fantasia lúdica infanto-juvenil e alimenta uma falsa ilusão de que a felicidade advinda do carnaval seja suficientemente capaz de livrá-lo do buraco em que o País está mergulhado. Nesta omissão ele alimenta seu próprio vaticínio. Com efeito, a nação mais alienada do mundo tem mais motivos para protestar do que para comemorar, mas segue mantendo a tradição de que futebol e carnaval são o que importa, e que tudo mais volta a ter importância só na quarta-feira de cinzas, depois do meio-dia.

José Aparecido Ribeiro jaribeirobh@gmail.com

Belo Horizonte

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FOLIA

A partir de quarta-feira vai começar o carnaval em Brasília.

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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RECESSO

Tenho lido e ouvido a reclamação de cidadãos brasileiros de que os “nobres” políticos se deram dez dias de folga. Mas isso mostra claramente que eles não fazem falta para a Nação. Deveriam sumir para sempre da vida política do Brasil.

João Ricardo Silveira Jaluks jr.jaluks@hotmail.com

São José dos Campos

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IMAGINÁRIO, MAS POSSÍVEL

Terá algum sentido a impressão de que os responsáveis pela cerimônia do Oscar 2017, diante do anúncio de melhor filme a “La La Land” e da efusiva comemoração da equipe correspondente, composta exclusivamente por brancos, não se teriam lembrado subitamente de embandeirar o politicamente correto através de um contraponto ao “Oscar so White”, campanha que, desde o ano passado, vinha protestando contra uma suposta supremacia branca na distribuição dos prêmios e, rapidamente, tenham determinado a mudança de vencedor para “Moonlight – Sob a Luz do Luar”, dirigido e estrelado por negros em sua maioria, simulando, para salvar as aparências, um lamentável erro de leitura dos apresentadores? Imaginário, mas possível.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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REDENÇÃO

Supercriticado pela festa “ariana” do ano passado, o Oscar bem que tentou se redimir, porém o fez de maneira tão explícita que mais parecia um serviço de cotas do que uma verdadeira ode ao talento negro.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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TRAPALHADAS

As trapalhadas dos apresentadores do Oscar foram tão ridículas que por instantes pensei que fossem os coadjuvantes do Ministério do presidente Temer.

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

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ELEIÇÃO NA FRANÇA

O quadro político é realmente confuso, mas a análise de Marco Aurélio Nogueira é cristalina (“A França, na berlinda e posta à prova”, 25/2, A2). Ao retomar a importância histórica dos valores da Revolução Francesa e contextualizar a dinâmica eleitoral, o texto mostra uma perfeita fusão do mosaico de atores políticos e as opções econômicas de maneira ampla e analítica, o que permite ao leitor ter uma visão da importância da eleição presidencial francesa.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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DONALD TRUMP E O BRASIL

O povo deve e quer saber até onde o presidente Donald Trump atrapalhou e atrapalhará o investimento de capital estrangeiro no Brasil, após declarar com todas as letras que somos um país de ladrões e que deveríamos ser expulsos do mapa. Pergunto, ainda, por que até agora nenhuma autoridade brasileira se manifestou em nossa defesa, nem mesmo a imprensa escrita, falada ou televisiva teceram algum comentário. Será que Trump falou a verdade, e por isso não há como contestar?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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TRUMP, O AUTORITÁRIO

Donald Trump, com sua mania de perseguição, acusa FBI de vazar informações confidenciais que denigrem seu governo e acusa a mídia de dar espaço a elas. Chegou ao cúmulo de impedir alguns órgãos da imprensa de participarem de uma coletiva, no país que sempre se destacou pela liberdade de informações. É uma aberração. Chego a concluir que Trump, em seus destemperos, se aproxima muito das figuras de Hugo Chávez, Nicolás Maduro e seus aliados em Equador, Bolívia e Nicarágua, que exerceram e exercem pressão sobre a mídia independente que sobrou em seus países. Desta forma o autoritarismo de Trump está entrando em rota de colisão com a democracia.

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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