Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Março 2017 | 03h04

ACABOU A FANTASIA

Volta à realidade

Encerrado o período momesco, quando o Brasil finalmente começa a funcionar, teremos dias de grandes expectativas pela frente, especialmente em relação à Lava Jato. Que a Justiça brasileira ponha o bloco sujo da corrupção na cadeia. Mais uma vez o Brasil mostrou ao mundo que sabemos fazer festa, que nossa alegria, marca registrada, é maior que nossas mazelas. O flagelo da corrupção que toma conta do nosso País não tirou o brilho e a alegria do maior carnaval do mundo. O povo nas ruas, as famílias brincando, festejando, isso é sinal de vitalidade e esperança de dias melhores.

LUIZ THADEU NUNES E SILVA

luiz.thadeu@uol.com.br

São Luís

A trégua do carnaval termina e Brasília se prepara para o impacto da superdelação da Odebrecht. Certamente haverá choro e ranger de dentes. Aguardemos.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

A julgar pelo troca-troca e pelos pedidos de licença espontâneos nos ministérios, as delações do fim do mundo devem estar prestes a ser divulgadas, agora que acabou o carnaval.

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

FORO PRIVILEGIADO

Dosimetria do STF

O sonho de muitas pessoas é ser julgadas pela Suprema Corte do País, em especial a classe política, que tanto luta pelo foro privilegiado. São malfeitores trabalhando em causa própria – senão por que temeriam ser tratados como o restante da população brasileira? Para os nobres ministros do STF não há diferença entre quem rouba um pote de manteiga e quem desvia bilhões dos cofres públicos. Chegando ao Supremo os dois casos, é bem capaz de condenarem quem roubou a manteiga e o que desviou milhões ser escoltado até sua residência. Os políticos só querem foro privilegiado por saberem que o STF não pune ninguém, deixa prescrever os processos. Que vergonha.

PAULO RODRIGUES DE MOURA

paulorodriguesmoura@hotmail.com

São Paulo

Os especiais e o resto

Acho que a questão do foro privilegiado está ficando tão sem lógica quanto o tal envelope de José Yunes em que cabem milhões de reais. Todos devem ser iguais perante a lei e isso de imediato nos leva ao fim do foro privilegiado e de qualquer outra formulação que possa conferir o título de cidadãos especiais a alguns, enquanto a quase totalidade dos brasileiros sofre com os assaltos diários dos governos. Não temos saúde, trabalho, segurança e aposentadoria para uma vida decente, mas diariamente somos escorchados para manter os roubos e as mordomias de alguns políticos e de funcionários públicos que se acham especiais.

CARLOS ALBERTO STEFFEN

casteffen@terra.com.br

São Paulo

PMDB

Natureza fisiológica

Discordo do título do editorial Tempos muito esquisitos (26/2, A3). Não há nada de esquisito no discurso desavergonhado do deputado Fábio Ramalho (PMDB-MG) em protesto contra a não indicação de um mineiro para o Ministério da Justiça. Desde os tempos de FHC, o PMDB sempre fez de tudo e mais um pouco para oferecer apoio ao governo vigente – qualquer governo – em troca de atendimento a interesses oligárquicos vários. Esse é o jeito peemedebista de ser, que está longe de desaparecer mesmo com Temer na Presidência, e não há nada de estranho nisso. É lamentavelmente natural. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

CIDADE DE SÃO PAULO

Grafiteiros e pichadores

A representação artística mural é tão antiga quanto a humanidade. Grafiteiro é a atual denominação genérica dos artistas pintores de paredes que, desde a mais remota Antiguidade, já registravam não só o mundo em que viviam, mas sua religiosidade e os sentimentos que lhes iam à alma. No século 20, constituíram até o expressivo Movimento Muralista Mexicano (Orosco, Siqueiros, Rivera e outros), de forte influência política. Os pichadores são vândalos. Irresponsáveis, uns formam gangues que competem para deixar suas marcas principalmente nos locais de mais difícil acesso. Outros, depredadores conscientes, sabem bem o que fazem. Com objetivo político de agredir a sociedade que renegam, anonimamente, sujam monumentos, bens públicos e até os murais dos verdadeiros artistas que procuram fazer de São Paulo uma cidade mais humana. O editorial Armas contra a pichação (26/2, A3) serenamente analisa as providências que, em boa hora, a Câmara Municipal tomou, por iniciativa do prefeito, para coibir os abusos que a unanimidade da população repudia. É com nostalgia e tristeza que relembro, da minha infância, a frase escrita nos antigos bondes elétricos: “São Paulo precisa ser uma cidade limpa”.

ARNALDO AMADO FERREIRA FILHO

amado1930@gmail.com

São Paulo

“Com ou sem foro privilegiado, o que precisamos, na verdade, é recuperar a nossa dignidade, acabando 

com a impunidade na sociedade brasileira!”

FRANCISCO JOSÉ SIDOTI / SÃO PAULO

fransidoti@gmail.com

“O carnaval acabou, mas o tormento dos mais de 3 mil caminhoneiros que estão atolados na Cuiabá-Santarém só Deus sabe quando terminará”

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI / JANDAIA DO SUL (PR)

mmpassoni@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

DISSIMULAÇÃO

 

A entrevista concedida ao "Estadão" na segunda-feira de carnaval pelo notório, talvez o mais famoso, advogado de "porta de mansão" do País, Antonio Carlos de Almeida Castro, defendendo o fim do foro privilegiado como "vantajoso para a classe política", além de me surpreender, causou-me sensação de enorme desconfiança (27/2, A4). Imediatamente, veio-me à mente um episódio que contam sobre duas "raposas" políticas do passado, que em síntese é o seguinte: Tancredo Neves chegou ao Aeroporto de Belo Horizonte em companhia de um assessor, onde embarcaria para o Rio de Janeiro, viagem que deveria ser sigilosa para seus adversários políticos. Lá chegando, encontrou-se com José Maria Alkmin, seu principal adversário, que embarcava para Brasília. Depois de cumprimentos protocolares, Alkmin perguntou a Tancredo para onde ele ia e este respondeu que seu destino era o Rio. Mal se separaram, o assessor questionou Tancredo por que ele havia aberto o sigilo de sua viagem, ao que Tancredo respondeu: "Eu disse que vou para o Rio porque, com certeza, agora, o Alkmin deve estar pensando que vou indo para outro lugar qualquer". Só pode ser isso. É pura dissimulação da "raposa" jurídica que pretende exatamente o contrário.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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KAKAY E O FORO PRIVILEGIADO

 

Logicamente, Antonio Carlos de Almeida Castro, o advogado Kakay, de Brasília, puxa a brasa para sua sardinha quando defende o fim do foro privilegiado para os políticos em geral (27/2, A4). Um advogado poderia fixar seus honorários para cada etapa do processo, ao invés de apenas uma, no Supremo Tribunal Federal (STF). Em geral, os processos não teriam fim até desembocar na última instância, o próprio STF, muitos anos após iniciados. Mas de uma coisa ele, com toda sua experiência profissional, finalmente nos deixa esclarecidos: não havia motivo penal algum para o impeachment de Dilma Rousseff. Foi um grande teatro montado com o auxílio de operadores de direito insensatos e políticos insatisfeitos com suas posições no governo, Michel Temer incluído.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

 

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O ADVOGADO DOS PALÁCIOS

 

"Fim do foro é vantajoso para a classe política" (27/2, A4). Interessante a entrevista do advogado Kakay. Lambuza pelo que defende, afinal precisa de prerrogativa para atender seus polpudos clientes "contraventores", já que é criminalista. Gosto da amizade palaciana que tem com as casas de leis, o Supremo e o Ministério Público: "Eu disse ao Janot: Você tem obrigação de investigar... etc., etc., etc. e tal". Claro que a imprensa é injusta com o STF; claro que o Poder Legislativo está acuado; claro ser o impeachment "um golpe"; claro que foro só para presidentes da República, Supremo, Senado e Câmara; claro que a Lava Jato é uma "espetacularização" do Poder Judiciário e claro que prefere "que se quebre logo o sigilo" dos vazamentos "criminosos", como houve em seus casos de 30 anos, que é a única coisa em que concordo com ele. 

 

Francisco Jarbas Vieira de Souza souzanet@hotmail.com

Sorocaba

 

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CAIXA DE PANDORA

 

A decisão de cada magistrado que compõe a mais alta Corte judiciária brasileira é sempre uma "caixa de pandora" para nós, simples cidadãos brasileiros. Por mais que tentemos "decifrar" cada decisão, uma surpresa interrogativa vem à nossa mente. As leis existem, porém suas incontáveis brechas permitem a cada juiz interpretá-las à sua maneira, levando-nos à famosa e abominável expressão de Getúlio Vargas: "Lei? Ora, a lei" (dando a entender que só o cidadão comum está sujeito a sofrer as penalidades da lei). Nenhuma decisão, de qualquer um dos 11 magistrados do Supremo, deveria ter valor sem a aquiescência dos demais colegas, tal qual o alvará de soltura do goleiro Bruno dado pelo ministro Marco Aurélio Mello. Pouco tempo atrás, quase ninguém conhecia quem era ministro do Supremo. Hoje, tendo em vista a frequente exposição na mídia, quase todos sabemos o nome de cada magistrado, inclusive as suas tendências para votar nos mais diversos assuntos. O ministro Gilmar Mendes, o mais falante e controverso, indicado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso, sempre traz surpresas em suas falas: "Supressão do foro não é uma panaceia" ("Estadão", 27/2, A4). Em uma coisa milhões e milhões de brasileiros concordam com o ministro Gilmar Mendes: "Uma eventual supressão do foro deveria atingir todos, inclusive os integrantes do Judiciário". Mas, no final da "panaceia", uma lembrança estimuladora: "A Deo rex, a rege lex" (O Rei vem de Deus, a Lei vem do Rei).

 

Mirna Machado mirnamac@uol.com.br

Guarulhos

 

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FONTE DE IMPUNIDADE

 

Conforme o artigo "A Quaresma de Janot", de Vera Magalhães, no "Estadão" de domingo (A7), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e sua equipe trabalham com afinco na preparação dos inquéritos, denúncias e arquivamentos contra políticos a partir de delação premiada de 77 executivos, funcionários e ex-diretores da Odebrecht. Conforme consta na Constituição brasileira de 1988, a investigação e o julgamento das infrações penais das autoridades com foro privilegiado - presidente da República, vice-presidente, procurador-geral da República, ministros e membros do Congresso Nacional - passaram a ser competência do Supremo Tribunal Federal (STF), porém isso também possibilitou aos Estados esse privilégio através das Constituições estaduais, o que resultou na possibilidade de 45 mil ou mais pessoas de serem julgadas diretamente pelo STF, sem passar pelo julgamento de juiz de primeira instância. Em suma, o foro privilegiado do STF é muito lento, pois demora em média dois anos para investigar cada caso, e mais dois anos para receber a denúncia, o que dá à sociedade uma enorme sensação de impunidade. Existem hoje no Congresso 18 propostas de emenda constitucional para acabar com o tal foro, e uma delas é a do senador Álvaro Dias (PV-PR), que já passou por todas as comissões, mas o Senado ainda não colocou em votação, por quê? Porque não interessa às lideranças partidárias, pois o foro privilegiado é a tábua de salvação para quase uma centena de congressistas. 

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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O OBJETIVO DA POLITICALHA

 

O editorial de domingo do "Estadão" (26/2, A3) com o título "Tempos muito esquisitos" retratou a dificuldade do presidente Michel Temer de escolher o novo ministro da Justiça. A pressão negativa foi protagonizada pelo próprio PMDB mineiro, aliás, poderia ter sido de qualquer outro partido. Na verdade, estão interessados, mesmo, no famigerado foro privilegiado, onde a grande maioria pretende se "blindar" da Operação Lava Jato, dentre outras inúmeras falcatruas. Também estão receosos com a possibilidade de irem para a prisão, se condenados em segunda instância. Este é o verdadeiro objetivo da politicalha brasileira.

  

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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PAÍS SÉRIO

 

Pelo que o "Estadão" estampou em sua primeira página do domingo de carnaval, podemos ver que os partidos políticos ignoram a Operação Lava Jato e querem silenciar e/ou acabar com ela ("Partidos ignoram Lava Jato e poupam até político preso"). Seus criminosos integrantes continuam em suas alas, mesmo citados, delatados ou réus, e exercendo funções públicas. Os presos também não são excluídos. Um verdadeiro ataque à população brasileira. As "comissões de ética" dos partidos nem se preocupam com isso, pois, na realidade, nunca tiveram ética, só a volúpia pelo poder e pelo dinheiro. Como conseguimos viver num país como este? O Brasil não é um país sério. Será que um dia o foi?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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MOSCA BRANCA

 

Na edição de 27/2 do "Estadão", em que se estampou manchete de capa que partidos ignoram a Operação Lava Jato e não punem seus pares, nem mesmo os que foram presos, o leitor também foi premiado com uma ótima notícia. Três deputados federais, entre eles Eduardo Cury (PSDB-SP), ex-prefeito de São José dos Campos, viajam para a Espanha em missão oficial, mas pagam as despesas com dinheiro do próprio bolso, cerca de R$ 6,5 mil. Para os dias atuais, em se tratando de política, é algo raro, ou aquilo que se chama de mosca branca. Mas não custa nada o exemplo ser seguido por outros 510 senhores deputados.

 

Nivaldo Marangoni marangoninivaldo@gmail.com

São José dos Campos

 

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BIOGRAFIAS

 

Em entrevista ao jornalista Alexandre Martins, o ex-ministro Nelson Jobim disse que biografia individual faz-se na política, não no Judiciário. Isso podia acontecer antes de 1964. Atualmente, após tantos acontecimentos e tanta degradação moral, as biografias de suas excelências os senhores políticos foram substituídas por suas folhas corridas, que são prontuários policiais. O sr. Jobim anda com a memória curta. Deve ter-se esquecido do que fez quando braço direito do presidente da Câmara deputado Ulisses Guimarães, por ocasião da votação da Constituição Cidadã do Dr. Ulisses. Sua atuação teria sido caso para o Judiciário, não fosse nossa proverbial leniência e falta de decoro. Pelo jeito, virou biografia individual. Vamos ver, durante a Quaresma, se Sua Excelência está no rol das autoridades de interesse da Lava Jato, se tem biografia ou folha corrida.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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BELA BIOGRAFIA

 

O ex-ministro Jobim tem razão quando diz que biografia individual se faz na política ("Estado", 26/2, A6). Com suas ligações no governo Lula/Dilma (ministro da Defesa) e como sócio do BTG/Pactual e consultor da Odebrecht e da Camargo Correa, todos envolvidos em escândalos, fez uma bela biografia. Já como ministro do Supremo, Corte da qual fez parte e dirigiu por dois anos, o que deixou? Jobim fez parte do governo e devia ter pleno conhecimento de como agiam os integrantes. Ou foi omisso ou foi negligente. E, se não sabia, foi ignorante do cargo. Talvez hoje não existisse a Lava Jato, tivesse o sr. e seus pares na época colocado na cadeia estes hoje denunciados. Hoje, Jobim, graças à Lava Jato, sabemos quem foram e quem são os malandros que nos governaram nos últimos 13 anos. Por gentileza, já que não fez o dever que um homem das leis deveria fazer, deixe trabalhar quem o está fazendo (e bem). O Brasil inteiro agradece a estes homens de coragem, juízes, promotores, agentes e todos que fazem parte da Lava Jato.  Fique calado, Jobim, e desfrute de sua "biografia".

 

Jose Pedro Vilardi vilardijp@ig.com.br

São Paulo

 

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HIENAS

 

Excelente o editorial "Retrato do Brasil", publicado em 27/2 pelo "Estadão", com a avaliação de 20 personalidades, e entre as mais bem avaliadas aparece no nome do ex-presidente Lula da Silva, com 31% de apoiadores, eleitores que ainda acreditam na "jararaca", aliás, apelido muito bem definido pelo próprio, pois se trata de animal, com o perdão da víbora, rasteiro e traiçoeiro, que não pensa duas vezes para dar o bote. O último bote, de tão grande, dá para acomodar toda a família e agregados até a 6.ª geração. Há duas explicações para esse desvario: estes desorientados devem estar nadando em dinheiro, com todos os carnês em dia, muito bem empregados, moram e comem maravilhosamente, ou são alienados e se contentam com R$ 50 a cada passeada e um lanchinho para saciar a fome.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotail.com

Jundiaí

 

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LULA SALVADOR?

 

Segundo pesquisa elaborada pelo Instituto Ipsos Brasil, edição de 27/2/2017, página A3, Lula da Silva figura com 31% de aprovação, sendo o primeiro político da lista mais bem avaliado! Será que Lula, com toda a sua perspicácia, "salvar-nos-á" novamente?

 

Itamar Patricio isp.77@outlook.com

Osasco

 

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CONTINUA TUDO IGUAL

 

Alguém em sã consciência já parou para refletir, analisar e deduzir como o Brasil submergiu em águas profundas, na corrupção generalizada, desenfreada, indecente e sem limites imposta pelos políticos sujos no "pudê"? Esse período, iniciado com Lula em 2003, continua até os dias de hoje, basta ver que nos comandos do País continuam exatamente os mesmos mal acostumados, mal intencionados, viciados, dedicando-se só ao que lhes interessa e lhes traga vantagens, benefícios e mordomias. Ou seja, não sossegarão enquanto não conseguirem nos dizimar? 

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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'RETRATO DO BRASIL'

 

O editorial deste jornal "Retrato do Brasil", de segunda-feira, é uma das mais objetivas e brilhantes análises do contexto sociopolítico deste país na atualidade. No tocante à questão deixada em aberto ao final, diríamos, com Lula solto, "a impunidade alimenta o desalinhamento moral".

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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RETRATO FORA DE FOCO

 

Seria interessante destrinchar os dados referentes ao levantamento do Instituto Ipsos abordado na página de "Opinião" da edição de segunda-feira. Parece-me misturar, propositalmente, alhos com bugalhos, personagens que não saem da mídia com outras que fizeram questão de afundar no anonimato. Acho que mais do que avaliar as instituições, avaliaram-se nomes. Qualquer pesquisa séria sobre grau de confiabilidade realizada no seio da sociedade brasileira mostra as Forças Armadas em primeiro lugar absoluto.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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A FARRA CONTINUA

 

Mesmo com a economia do País em frangalhos, só no mês de janeiro deputados gastaram R$ 10 milhões com verbas da Câmara que custeia propaganda e viagens. Assim não tem tatu que aguente!

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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A HORA DA SOLUÇÃO

 

Com o término do carnaval e do hiato da crise que vivenciamos, a realidade do nosso cotidiano prossegue inexoravelmente. Devem, assim, nossas legítimas lideranças - não contaminadas com os desvios éticos que estão sendo apurados atualmente - encarar nossos problemas e viabilizar soluções factíveis e democráticas a curto, médio e longo prazos, no sentido de levar o País rumo ao seu destino de grande nação global, que temos condições de ser.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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CARNAVAL DOS INSENSATOS?

 

Quem de fora observa nosso povo sambando e dançando feliz pelas ruas das cidades dias a fio, sem trabalhar e nada produzir, deve supor que somos o país mais próspero e afortunado do planeta. Mal sabem eles o caos político/econômico e social no qual estamos mergulhados. Só para dizer o mínimo!

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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ADRENALINA

 

Questiona-se como um povo passando por um momento tão difícil, cheio de dívidas e dificuldades, possa a se apresentar com tanta alegria nos dias momescos. A explicação mais plausível se prende à liberação da adrenalina. A adrenalina é um hormônio produzido em momentos de tensão e perigo. Serve para dar mais força à pessoa para enfrentar situações de perigo iminente. Quando aparece um leão na floresta, ela dá forças musculares para você enfrentá-lo ou, mais sensatamente, tentar sair correndo. O brasileiro, além do leão do Imposto de Renda, da corrupção desconcertante, do desemprego e de vários outros tsunamis, produz adrenalina em abundância, e a maneira mais simples de abrandá-la é o exercício físico. Por isso todo mundo pulando na rua. Salve a adrenalina responsável pela alegria do povo! Palmas para os políticos que se preocupam com o carnaval e cada vez mais geram adrenalina no povo. 

 

Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro

 

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O IMPASSE ENTRE PMS E O GOVERNO CAPIXABA

 

O governo do Espírito Santo, institucionalmente, negocia com as mulheres e filhos dos militares que bloqueavam as portas dos quartéis, prometendo não punir os policiais e, ao mesmo tempo, diz que a reivindicação salarial é apenas fachada e que a real motivação da paralisação envolveria o deputado militar Jair Bolsonaro. Também acusa a prática de "terrorismo digital" e prende os supostos líderes. Ao militar não é permitido fazer greve e, tecnicamente, os capixabas não fizeram greve. Apenas não saíram às ruas porque as portas dos quartéis estavam bloqueadas por seus familiares, que não podem ser punidos pelo regulamento porque são civis. O governo também não pode continuar ignorando o seu dever constitucional de pelo menos repor a inflação anual aos salários. Logo, como deu motivo ao movimento, se pensa em punir os policiais, também deveria ser punido por descumprir a Constituição. Queiram ou não, o Espírito Santo é hoje o laboratório para o encaminhamento da questão salarial dos policiais militares (PMs) de todo o País. As partes precisam observar, recolher as lições de lá partidas e, principalmente, impedir que forças estranhas aos objetivos venham a enfraquecer as justas reivindicações da classe, que quer apenas salários dignos e boas condições de trabalho...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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TERRAS PARA ESTRANGEIROS

 

O governo brasileiro estuda venda de terra rural para estrangeiros. Isso já existia antes. Só que não havia organismo fiscalizador e, assim, praticamente, era livre. Se a legislação não for bem elaborada, vamos ter os mesmos problemas. Terra é o que provoca mais fraudes, e das graúdas, podendo ser pior do que a da Petrobrás. Alguém já disse que com "US$ 40 bilhões dá para comprar todas as terras do Brasil"...

 

Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

 

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VENDA PERIGOSA

 

Não faço parte de nenhuma organização socioambiental, mas sou brasileira e patriota, preocupada com a economia e a segurança nacionais. Assim sendo, protesto veementemente contra a venda de nossas terras para estrangeiros, certamente férteis e ricas em minérios. Trata-se de concorrência vergonhosa que o próprio governo proporciona contra o agronegócio nacional. Como se o povo brasileiro fosse incapaz de assumir o que é seu. Já perdemos a nossa indústria, dada de bandeja para a economia de mercado que favoreceu a China, e agora para o Paraguai, além do nióbio explorado pela primeira e da mina de ouro, na Amazônia, a ser explorada pelo Canadá. Crimes de lesa Pátria. Inacreditável. Acorda, Brasil!

 

Maria Cecília Naclerio Homem mcecilianh@gmail.com

São Paulo

 

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'COMO SOBREVIVER A TRUMP'

 

Eliane Cantanhedê, como sempre, nos brindou com mais um excelente artigo ("Como sobreviver a Trump", publicado no "Estadão" de 28/2). Um presidente ruim acaba com um país. O Brasil que o diga, pois está colhendo a "verdadeira herança maldita", que o PT nos deixou após 13 anos de populismo, e com Dilma juntou a burrice. Sei não, mas acho que os americanos ainda vão se arrepender de um dia ter colocado Trump no poder. Mas a vitória de Trump pode beneficiar os países que compõem o Mercosul e a Aliança do Pacífico, livrando-os da dependência dos gringos. Pena que José Serra não está mais no comando do Itamaraty e tomara que Temer consiga colocar em seu lugar alguém também competente, desde que ele não tenha de se render a um Congresso perdulário, onde os "nobres" congressistas usam cargos como moeda de troca para votar em matérias de interesse nacional. É por isso que eu sou a favor do parlamentarismo, pois neste momento, poderíamos apoiar Temer e seus ministros e nos livrar deste Congresso corrupto. 

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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TRUMP E A IMPRENSA

 

A propósito da polêmica e conflituosa relação estabelecida entre Donald Trump e a imprensa norte-americana, desde o início de sua campanha até hoje, cabe, por oportuno, citar frase de seu conterrâneo Thomas Jefferson: "Se devemos decidir entre ter um governo sem jornais ou jornais sem governo, eu não vacilaria um instante em preferir o último". Abaixo a censura e a repressão à palavra; viva o livre pensar, dizer e publicar!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DITADURA AMERICANA

 

Donald Trump caminha a passos largos para se tornar um ditador: desqualifica qualquer um que discorde dele, dividiu o país e o mundo em aliados e inimigos, vai deportar imigrantes irregulares sem direito à defesa e, agora, declarou guerra à imprensa. É inimaginável que o presidente dos Estados Unidos proíba jornais de fazerem a cobertura de eventos, se essa cobertura lhe é desfavorável. Para se igualar a Fidel Castro só faltava o "paredón", muro onde os adversários de Castro eram fuzilados, mas Trump já está providenciando o muro gigantesco onde os inimigos mexicanos serão fuzilados sem julgamento aos milhares. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CAOS NO TOPO DA PIRÂMIDE

 

É secular o povo pagar o pato pelos erros de governantes, príncipes e reis, mas modernamente estou vendo que agora o caos está no topo da pirâmide, derrubando poderosos (erro desastroso na entrega do Oscar, Trump flechando a imprensa, Putin molestando os seus adversários eminentes, Lava Jato ceifando colheitas indevidas pelos donos do poder da República do Brasil, 3G e a Unilever, e ainda Irã-China-EUA em rotas de colisão). Podemos até criar uma máxima profética: o pequeno será grande e o grande, pequeno, e as vozes dos engodos se perderão em seus próprios desertos.

 

José S. O. Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara

 

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OSCAR 2017

 

O Oscar de 2017 foi o campeão das mancadas. A pior delas foi terem dado o prêmio de melhor filme para "La La Land", e só depois de quase três minutos se darem conta do erro, corrigindo o prêmio para o filme "Moonlight". Teve ainda uma homenagem a artistas falecidos, mostrados no painel, mas entre eles havia uma artista ainda viva. Comédia pastelão. Foi de um amadorismo sem precedentes. Difícil de aceitar, quando todos sabem que a indústria cinematográfica americana prima pela seriedade e pelo profissionalismo. E aqui, no Brasil, como querendo fazer coro com as mancadas, o colunista Ancelmo Gois diz que o cantor Justin Bieber fez uma apresentação. Errado. A apresentação foi de Justin Timberlake. É, o Oscar era melhor quando se dizia "and the winner is".

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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'MOONLIGHT'

 

Um jovem negro, com problema familiar grave, mal resolvido sexualmente, não "praticante", vivendo em ambiente hostil, enrolando o público expectador por quase duas horas, em três atos. Simplesmente monótono.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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A GAFE DO OSCAR

 

Segundo informado, um dos responsáveis da PriceWaterhouseCoopers pela organização dos votos e resultados do Oscar estava postando fotos quando recebeu o fatídico envelope da gafe. Trabalhei em quatro grandes empresas americanas e lamento a queda, hoje notória, no profissionalismo, na organização e na responsabilidade dos funcionários designados para atuar em áreas administrativas ou técnicas em empresas americanas. Erros, acidentes e serviços insatisfatórios têm ocorrido cada vez mais. Pode-se duvidar categoricamente que, pelos padrões atuais, o feito de colocar, com segurança, o homem na Lua em 1969, após menos de nove anos do anúncio do ambiciosíssimo projeto pelo presidente John Kennedy se realizaria em menos de 20 anos. Trump explica.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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'AND THER OSCAR GOES TO…'

 

Caderno 2, que na edição de domingo, edição das 0h30, antecipou suas indicações e cravou, na capa do "Estadão", quatro ganhadores: Casey Affleck (melhor ator), Viola Davis (melhor atriz coadjuvante), Emma Stone (melhor atriz) e Mahershala Ali (melhor ator coadjuvante). Parabéns ao "Estadão", que assinalou as escolhas engajadas num EUA tão dividido.

 

Antonio Gerassi agerassi@terra.com.br

São Paulo

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