Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Março 2017 | 03h02

AINDA O CARNAVAL

Segurança e qualidade

Os acidentes com os carros alegóricos no carnaval foram um aviso contundente de que o chamado “maior espetáculo da Terra”, além de samba no pé, precisa ter os pés no chão. Escolas de samba são fábricas de equipamentos de folia, precisam de boas práticas de engenharia. Existe ainda uma baixa percepção e valorização pela sociedade brasileira dos profissionais das áreas tecnológicas. Isso precisa mudar. Para evitar e minimizar eventuais desastres, que não acontecem por acaso, como os deste carnaval, é preciso utilizar também as alas da engenharia e tecnologia. E, em lugar do jeitinho, tratar da segurança e da qualidade com a devida responsabilidade e carinho. Acorda para o mundo novo, Brasil!

PAULO CESAR BASTOS

paulocbastos@bol.com.br

Salvador

Triste Brasil

Antes dizia-se que a única coisa organizada e que funcionava era o carnaval. Depois do descaso com a segurança e as falhas no resgate dos feridos dos carros alegóricos no Rio, nem ele se salva mais. Que pena!

ANA MARIA SAN’ANNA

amariaanna@uol.com.br

São Paulo

Crescimento estruturado

O carnaval paulistano está crescendo, tanto nas escolas de samba como nos blocos – estes cresceram 200% em relação ao ano passado. Felizmente, o vandalismo não foi proporcional a esse crescimento. Esperemos que seja criada estrutura para termos segurança e se evitarem situações como os acidentes no Rio.

LAERT PINTO BARBOSA

laert_barbosa@globo.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Reforma em debate

O Estadão tem dado grande destaque à necessidade da reforma da Previdência. No último editorial a respeito (O fatal rombo da Previdência, 1.º/3, A3), critica a atitude de alguns sindicalistas e parlamentares que rejeitam tal necessidade ou postulam alterações menos drásticas que a proposta do governo Temer. Uma ótima oportunidade que se abre para discutir os pontos críticos em questão está nos Fóruns Estadão, em que se vai debater o assunto com especialistas, em breve. Já encaminhei por via eletrônica alguns questionamentos e aguardo o resultado dos importantes debates.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

Reforma da Previdência já, doa a quem doer! Os sindicalistas e os políticos que dizem ser contra uma reforma radical, na realidade, são contra a solvência do sistema, que garante benefícios a aposentados e pensionistas dos setores privado e público. Os números são impressionantes! Como divulgado pelo Estadão (24/2), o rombo causado pela União e pelos Estados chegou a explosivos R$ 316,5 bilhões em 2016, ou seja, 44,4% maior do que o registrado em 2015. O Brasil não se pode dar ao luxo de gastar com o sistema de seguridade social de 12% a 13% do seu produto interno bruto (PIB). Países emergentes como a China, o Chile e o México gastam em torno de 4%. E não por outra razão o seu PIB, historicamente, cresce bem mais que o do Brasil. Esse rombo, que vem crescendo ano a ano, precisa ser estancado e drasticamente reduzido.

PAULO PANOSSIAN

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

CRISE MIGRATÓRIA

Refugiados na Hungria

Acompanho com interesse a série de reportagens sobre a crise migratória da União Europeia (UE), com foco especial na Hungria, sob o título Barrados. Para mim, o Estadão sempre foi um modelo de jornalismo de qualidade. Por essa razão, e para melhor entendimento dos aspectos tratados nas reportagens, gostaria de compartilhar algumas considerações sobre o assunto. A Hungria faz parte da UE e sua fronteira com a Sérvia representa o limite externo da União, com regras bem estabelecidas para admissão de migrantes e refugiados. Assim sendo, a Hungria tem a obrigação de controlar as fronteiras, além de registrar todos os ingressantes. Na fronteira sérvio-húngara há sete entradas oficiais, ou seja, uma a cada 25 quilômetros. Quatro delas estão abertas 24 horas. Mantemos dois pontos especiais para o atendimento dos refugiados, onde qualquer um pode entregar seu pedido de asilo, receber ajuda médica e auxílio de intérprete. Ao se dirigirem aos postos de atendimento referidos, todos têm a possibilidade de entrar legalmente em território húngaro, sem a necessidade de violar as fronteiras. Nos últimos dois anos recebemos, no total, 206.567 pessoas que pediram asilo. A cerca erguida serve para evitar as entradas ilegais. Infelizmente, como mencionado na reportagem, há quem queira cruzar as fronteiras da União Europeia de maneira ilegal: sem a devida fiscalização, por cima da proteção perimetral, desrespeitando as leis com a “ajuda” de traficantes de pessoas, os “coiotes”, que auferem lucros aviltantes com esse tráfico humano. Transgredir as fronteiras de forma ilegal é crime – em qualquer país, incluindo a Hungria. O policiamento das fronteiras húngaras está sendo monitorado pelos órgãos competentes internacionais. Eventuais queixas ou irregularidades são sempre investigadas. Para completar o panorama gostaria de chamar a atenção para um fato raramente citado. As pessoas que se dirigem à fronteira sérvio-húngara já há muito saíram da zona de guerra da Síria, tendo passado por três a quatro países seguros nos Bálcãs. Frequentemente, por incentivo dos traficantes de pessoas, esses migrantes continuam o seu caminho rumo à Europa Ocidental, não porque corram perigo, mas no desejo de alcançar países com melhores condições econômicas. Ressalta-se que o status de refugiado não se aplica automaticamente a qualquer migrante, mas requer a observância de condições regulamentadas por organizações internacionais. Aos refugiados a Hungria fornece toda a ajuda humanitária necessária: abrigo, alimentação, assistência médica, ajuda financeira, apoio às famílias para que os filhos possam estudar. Em 2016 ajudamos além dos nossos limites: o dinheiro gasto com o atendimento de cada refugiado foi superior ao salário mínimo nacional. Pelas condições em que os migrantes se encontram em outros países, não me parece justo responsabilizar a Hungria. Os húngaros constituem um povo acolhedor que, infelizmente, bem sabe o que significa ser refugiado. No século passado, por causa das guerras e da dominação estrangeira, centenas de milhares de nossos compatriotas foram compelidos a emigrar da Hungria, refugiando-se em outros países. Até hoje somos muito gratos aos países que os acolheram, incluído o Brasil. É importante registrar: os húngaros que se refugiaram no Brasil e nos outros países nunca o fizeram violando fronteiras, nem desrespeitando as leis dos países que os acolheram. 

NORBERT KONKOLY, embaixador

EDuzs@mfa.gov.hu

Brasília

“Temer pode ser impopular, mas só ele se propôs a lutar pelas mudanças que salvarão o País do atraso 

e do subdesenvolvimento. Se forem aprovadas, o País terá muito a agradecer-lhe. Oxalá consiga!”

ELIANA FRANÇA LEME / SÃO PAULO, SOBRE AS REFORMAS

efleme@gmail.com 

“Volta pra casa, Padilha!”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A INTENÇÃO DO MINISTRO DA CASA CIVIL, ENVOLVIDO EM GRAVES DENÚNCIAS, DE VOLTAR A BRASÍLIA NA SEMANA QUE VEM

robelisa1@terra.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

AVALIAÇÃO DA SOCIEDADE

 

Mesmo com a sociedade brasileira indignada com a roubalheira que vem sendo descortinada pelas investigações da Operação Lava Jato, realmente chega a ser desconcertante saber que Lula, pai desta corrupção e já réu pela quinta vez, ainda consegue 31% de avaliação positiva. O título do editorial do "Estadão" a respeito, "Retrato do Brasil", é mais do que coerente com o que revela a recente pesquisa Ipsos Brasil. Ela avalia 20 personalidades, desde as mais elogiadas até as mais desprezadas, por estarem envolvidos no esquema de desvios de recursos das nossas estatais. Na ponta, o juiz Sérgio Moro, com 65% de melhor avaliação, seguido pelo ex-presidente do STF Joaquim Barbosa, com 48%, e em 3.º lugar a ministra e também presidente do Supremo, Cármen Lúcia, com 33%. Até aí, nada a contestar... Mas só mesmo a cegueira de fanáticos petistas para incluir Lula, com 31%, entre as personalidades públicas mais queridas deste país. Um escárnio! Lula, por justiça, deveria estar na fogueira do inferno dos desprezados desta pesquisa, como Eduardo Cunha, com 89% de rejeição; Renan Calheiros, 82%; Michel Temer, reprovado por 78%; e Dilma Rousseff e Aécio Neves, com 74% de rejeição. Não é por outra razão que o "Retrato do Brasil" dificilmente será mudado enquanto ainda houver possíveis eleitores que se lixem para corrupção, recessão econômica e 12,9 milhões de desempregados.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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NÃO SURPREENDE

 

Pesquisa recente da Ipsos Brasil revelou a avaliação que os brasileiros fazem de 20 dirigentes do País sobre o combate à corrupção. Por óbvio, em nada surpreendem os 65% de aprovação do juiz Sergio Moro, os 48% do ex-ministro Joaquim Barbosa e os 33% da ministra Cármen Lúcia. Tampouco causam espanto os 89% de rejeição a Eduardo Cunha, os 82% a Renan Calheiros e os 74% a Dilma Rousseff. O que realmente causa espécie, assombro e indignação são os desconcertantes 31% de aprovação a Lula! Depois de tudo o que já se falou e apurou sobre as acusações que pesam de seu envolvimento direto no oceano de corrupção praticado durante o seu desgoverno e o de sua criatura Dilma Rousseff, com a queda do País no poço sem fundo em que está afundado, atravessando a mais severa e aguda crise política, econômica, moral e social de sua história, com nada menos que mais de 12 milhões de desempregados - equivalente a toda população da cidade de São Paulo -, é absolutamente inacreditável que um terço dos entrevistados manifeste empatia e aprovação por uma das figuras mais deletérias e sórdidas do cenário político nacional. Será possível que esse povo nunca aprende? Por oportuno, cabe lembrar o que disse Pelé nos anos 70: "Brasileiro não sabe votar". Pois é, o gênio da bola estava certo fora de campo. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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O RÉU LUIZ INÁCIO

 

Quando é que Lula vai ser julgado e condenado, e ir direto para cadeia, onde é seu lugar, por toda a sujeira que praticou? Infelizmente, nosso povo, se não é o pior do mundo, é um dos piores, por ter elegido esta horrível criatura para a Presidência do Brasil.

 

Agostinho Locci legustan@gmail.com

São Paulo

 

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ATÉ 2018

 

De acordo com o noticiário, o ex-presidente Lula pode ficar "inelegível" em plena campanha presidencial. Ora, pelo andar da carruagem, como se usa dizer, há uma grande possibilidade de que ele já esteja preso antes mesmo de 2018. Caso não aconteça, que pelo menos fique "invisível", que já estará de bom tamanho. Com ironia, por favor! 

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

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O JULGAMENTO DE LULA

 

O julgamento de Lula traz à luz a quadrilha que compõe os indiciados pela Lava Jato. A maioria investigada ou ré foi convocada para ser testemunha de defesa do ex-presidente. São mais de 80 testemunhas, entre eles os senadores Renan Calheiros e Romero Jucá, o ex-presidente do BNDES Luciano Coutinho e demais nomes de órgãos governamentais instalados nos governos Lula e Dilma. As estratégias dos advogados de Lula são as mais inusitadas e criativas, entretanto, como parte do estilo do "ex" colocar seus amigos e colegas dentro do mesmo barco da corrupção é a sua marca registrada. Se não houver um limite para o número de testemunhas no processo, creio que todo o Congresso Nacional e os ex-ministros do governo Lula vão abarrotar o recinto do julgamento.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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RECADO PARA A LAVA JATO

 

Rui Falcão, presidente nacional do quase extinto PT, mandou recado para a Operação Lava Jato: é hora de dar um fim à perseguição política promovida por certos juízes e procuradores e libertar Vaccari, José Dirceu e Antonio Palocci. Vejam o que ele pede, quer que as jaulas do circo se abram e os tigres e leões sejam soltos. Será que ele não percebeu ainda que essa bandidagem nem sequer esquentaram suas celas?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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AGRESSÃO

 

Se já não bastassem as mazelas que o lulopetismo nos deixou, ter de escutar Rui Falcão é agredir nossa inteligência!

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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'O DESESPERO DO PT'

 

Sobre o editorial "O desespero do PT" (28/2, A3), se o PT não tem ninguém, a não ser o Lula de sempre, só pode entregar-se ao desespero.

 

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

 

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O PT SEM RUMO

 

Até quando teremos que aguentar Gilberto Carvalho, Luiz Inácio e Rui Falcão? Chega! Vocês já aprontaram muito, deixem o Brasil progredir, as esmolas que deram ao País só trouxeram problemas. Que sumam de vez.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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ATÉ QUANDO?

 

Até quando Temer, Lula, Sarney, Collor, Dilma, Aécio, Calheiros, Jucá, Moreira Franco, Padilha, Barbalho, Eduardo Cunha, Sergio Machado, Pedro Barusco, Sergio Cabral, Rodrigo Maia, Eike Batista, Lobão, Cerveró, Duque, Paulo Roberto Costa, Delcídio, Eunício Oliveira, Alexandre de Moraes e mais cem amiguinhos abusarão de nossa paciência?

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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NÃO HÁ SANTOS

 

O amigo intimo de Michel Temer que deixou o cargo de assessor especial José Yunes ainda não está satisfeito com os acontecimentos de 2016. Afirmou que não concorda com a delação de Cláudio Melo Filho, ex-diretor da Odebrecht, que afirmou que ele teria recebido propinas ilícitas em seu escritório, na capital paulista. Yunes disse que, sem saber, somente serviu de "mula" na operação corrupta. Esclareceu que esse delator, juntamente com Marcelo Odebrecht, Michel Temer e Eliseu Padilha, em jantar no Palácio Jaburu, pediram propina ao PMDB para a campanha de 2014, usando seu escritório para a entrega. Que, de repente, recebeu uma ligação de Eliseu Padilha, ministro da Casa Civil, que responde na Justiça por grilagem, para que recebesse alguns "documentos" a serem entregues a Geddel Vieira Lima. Aí, afirma com espanto que a "encomenda" chegou através de Lúcio Funaro, operador de propinas do ex-presidente da Câmara, ora preso, Eduardo Cunha. Fica evidenciado que os movimentos dessa politicalha fantasiosa são de uma sem-vergonhice sem precedentes. Ou seja, não há nenhum santo nesta tramoia toda! O Brasil não merece!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

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A CARA DO BRASIL

 

Em entrevista na televisão, o ex-assessor especial da Presidência da República José Yunes afirmou que atuou como "mula voluntária" do ministro Eliseu Padilha. Brasil, mostra a sua cara!  

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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MENTIRA CONFESSA

 

O governo Temer mentiu ao afirmar que "não houve caixa 2 nem entrega em dinheiro a pedido do presidente". A confissão do amigo e ex-assessor da Presidência José Yunes, de que recebeu, sim, um pacote de dinheiro, a pedido do ministro Eliseu Padilha, confirma o que já havia sido delatado por Eduardo Cunha e pelos executivos da Odebrecht. Essa mentira confessa seria suficiente para derrubar o governo de Michel Temer, fosse o Brasil um país minimamente sério. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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DEPOIS DO CARNAVAL

 

Ao que parece, as declarações de José Yunes, ex-assessor especial do presidente Temer, estão causando muitos estragos no já abalado conceito do governo. Ele faz acusações muito graves, que são contestadas pelo nome que ele indicou como portador de envelope com dinheiro, destinado às campanhas eleitorais peemedebistas. Terminado o carnaval, por certo novidades surgirão. É esperar para ver.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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ELISEU PADILHA

 

Após o depoimento do sr. José Yunes e da cirurgia de próstata em Porto Alegre: "Fica em casa, Padilha!".

 

Eduardo A. Delgado Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas

 

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NÃO TÃO BEM ASSIM?

 

Manchetes da mídia nos dão conta de que o ministro Eliseu Padilha permanece "estável" após cirurgia. Mas, cá entre nós, com relação à Casa Civil, sua situação parece bastante "instável", convenhamos. E não poderia ser diferente! 

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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PROTESTO NO CARNAVAL

Acabo de assistir no noticiário da noite que grupos de foliões Brasil afora manifestaram-se nos folguedos de Momo e gritaram palavras de ordem contra o presidente Temer. Pus-me a refletir: seriam em número significativo ou queriam só aparecer nas mídias? Prefeririam eles a volta da gerentona que nos desgovernava estocando vento? Ou preferem um presidente eleito indiretamente pela maioria simples mais um dos probos 513 deputados da Câmara federal? Cartas para a redação do jornal!

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

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CPI DA PREVIDÊNCIA

 

Matéria publicada em 28/2/2017 (página A7), cita que Paulo Paim (PT-RS) já possui assinaturas suficientes para instaurar a CPI da Previdência! Aí minha pergunta é a seguinte: Paulo Paim quer ver "o circo pegar fogo"? Ou quer atrapalhar, mesmo?

 

Itamar Patricio isp.77@outlook.com

Osasco

 

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A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

A reforma da Previdência é inadiável, sem sombra de dúvida. No fim de semana, no "Estadão", pudemos ler matérias sobre o tema que nos forneceram várias explicações e muitas outras contradições. A primeira delas é o artigo da economista Zeina Latif. A autora apresentou fatos irrefutáveis, com algumas colocações corretas, mas que dificilmente o governo irá incorporá-las em seu projeto de lei. Afirmou a economista, entre outros argumentos, que há distorções distributivas, uma vez que a Previdência dá tratamento especial a grupos que deveriam ter tratamento igual, e eu penso ser um dos fatores que mais influem na situação atual. Mas a articulista apontou o fato de que o aposentado tende a ter um gasto menor que a pessoas na ativa. Na realidade, não é bem assim. Pois ele passa a ter outros gastos tão significantes quanto aqueles da época em que estava na ativa, principalmente com médicos e medicamentos. Zeina Latif, a bem da verdade, destaca que "os gastos com saúde mais elevados na velhice deveriam ser foco de políticas de saúde pública, e não da Previdência". Tem razão, mas não parece viável com os políticos atuais. O noticiário diário nos mostra uma perversa situação nos casos em que a saúde já é atribuição do Estado. A longa espera para os atendimentos, os hospitais sempre lotados e a deficiente distribuição de medicamentos são agravados pela insensibilidade dos servidores. Importante destacar que os impostos que incidem sobre os medicamentos são maiores do que sobre muitos produtos supérfluos. Em minha compra deste mês, por exemplo, os impostos incidentes corresponderam a 31,4%. Portanto, seria muito melhor e justo se o aposentado tivesse recursos próprios para tanto. E não é com o salário mínimo atual que ele vai poder cuidar da sua saúde. Na sexta-feira (24/2), a matéria sob o título "Rombo na Previdência da União e dos Estados chegou a R$ 316,5 bilhões em 2016", mas que a Previdência dos municípios apresentou superávit nos mostra outra realidade. Segundo o assessor do Ministério do Planejamento, Arnaldo Lima, na União e nos Estados há, para cada trabalhador aposentado, um na ativa. Já nos municípios essa relação ainda é de 4 ativos para 1 inativo. Ora, se os municípios ainda apresentam superávit, o mesmo deveria acontecer com os Estados. Na prefeitura de São Paulo, a soma das despesas com os ativos e os inativos não pode superar 40% das receitas correntes. Quanto à União, responsável pelos encargos do INSS, entre outros, se apresenta o déficit enorme, não pode ser creditado somente à Previdência, pois existem muitas isenções que estão penduradas indevidamente na sua conta. O deputado Arthur Oliveira Maia, relator da reforma, disse que a desoneração previdenciária de instituições filantrópicas é um escárnio e uma aberração. Cita como exemplo a Educação, onde é preciso conceder uma bolsa para cada cinco alunos pagantes, para conseguir a isenção. E, como estas, existem outras, acrescento eu, já mencionadas em reportagens anteriores. Se essas entidades, pelas suas atividades, merecem apoio econômico do governo, essas verbas deveriam estar alocadas em outros encargos, como, por exemplo, a famigerada verba partidária, jamais na Previdência.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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PRESERVAR OS APOSENTADOS

 

Realmente, a Previdência precisa de reformas, porém elas devem ser feitas sem prejudicar os aposentados e sem tentarem castrar direitos, por isso eu afirmo que a Previdência nunca foi, não é e jamais será deficitária. Vejamos alguns tópicos, quando houve a junção da Previdência com a seguridade, os aposentados já foram prejudicados, o certo, no entanto, é o governo arcar com suas obrigações e não desviar mais dinheiro da Previdência, acabar com a DRU, que esfola as finanças da entidade, cobrar sem exceção todos os devedores em curto prazo, pois muitos empregadores descontam dos funcionários e não fazem o recolhimento ao órgão, vide os clubes que devem fortunas e querem décadas para pagar as dividas, ora se erraram devem pagar pelos seus erros de imediato, e aqui é fácil de cobrar, basta bloquear as rendas dos jogos para pagar as dívidas, assim como grandes empresários são devedores. O governo deveria vir a público e mostrar a real situação da Previdência, mostrando claramente todos os lançamentos, inclusive quanto sai para a DRU, então veremos que o aposentado já pagou demais pelos desmandos governamentais.

 

José Fernandez Rodriguez  rodriguez1941@gmail.com

Santos

 

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POLITICAMENTE INCORRETO

 

"Sou politicamente incorreto", nos afirma do alto de seus corretíssimos 82 anos Ives Gandra da Silva Martins em seu artigo de 28/2 (A2). Associamo-nos à sua incorreção quando também defendemos a "democracia do voto, e não das invasões; da moral familiar e da cidadania, e não da imposição de desejos das minorias sobre os valores da maioria". Acreditamos que essas minorias citadas, que têm por hábito se impor pela truculência, terão dificuldade em interpretar a magnificência do texto, o que não invalida a esperança de que um dia o Brasil seja uma democracia real. Por outro lado, enquanto aguardamos, ousamos ser mais incorretos ainda do que o autor, quando admitimos que, em determinados casos, o "homicídio uterino até três meses de gestação" poderia ter-nos livrado de muitos inqualificáveis que hoje pululam nos governos, nas Assembleias, nas Câmaras e no Senado. Eles só se salvam pelo mérito da dúvida, pois, apesar da incorreção política, é inviolável a correção da moral e da ética que nos norteiam. Valores politicamente incorretos no Brasil atual.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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ESTADO DE EXCEÇÃO

 

O "Estadão" acertou mais uma vez ao escolher o dr. Ives Gandra Martins para nos dizer o que está acontecendo no Brasil. Do ponto de vista jurídico, claro. Mas não será este um dos principais pontos altos de onde nos convém olhar para o Brasil? Creio que sim. Pelo que ele diz, entendo que falta pouco para o Brasil entrar num curioso e original, mas infelizmente verdadeiro, estado de exceção. Congratulo-me com o "Estadão" e o dr. Ives Gandra.

 

Luiz R. de Barros Santos luizroberto.santos@gmail.com

São Paulo

 

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EXCEÇÕES

 

O professor e advogado - dos mais consagrados - dr. Ives Gandra brinda a todos os leitores do "Estadão" com o brilhante artigo "Sou politicamente incorreto". Com base na Constituição, dr. Ives, todos os brasileiros que são honestos, trabalhadores, idôneos e gostam e respeitam o Brasil são, como o senhor, politicamente incorretos. Infelizmente, os membros dos Três Poderes e de um quarto "bastardo constitucionalmente", salvo exceções, estas, lamentavelmente, raras, esclarecendo que essa raridade grassa nos Poderes Executivo e Legislativo, aparentam ser corretos politicamente, mas na verdade não o são. Há uma clara a nítida inversão de valores, e lembrando Rui Barbosa: "(...) o homem chega a desonrar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto". Então, caro dr. Ives, o senhor não é um velho professor e advogado, o senhor é um jovem, com experiência para ser, como todos os brasileiros que horam e respeitam o Brasil, politicamente incorreto.

 

Carlos Benedito P. da Silva carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

 

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ADVOGADO E PROFESSOR

 

Curioso o artigo de Ives Gandra (o pai). Como de costume, um discurso carregado de axiomas, que pretende sejam óbvios. Na lógica tradicional, um axioma é uma sentença ou proposição que não é provada ou demonstrada e é considerada como óbvia ou como um consenso inicial necessário para a construção ou aceitação de uma teoria. Retomando, por meio de axiomas, Ives Gandra afirma um autorretrato "politicamente incorreto". E então elenca fatos, tais como a inserção ilegítima do Judiciário, em funções típicas do Legislativo. Elenca vários casos, dentre os quais separo a admissão, pelo STF, do aborto em casos de fetos anencéfalos, da união entre pares do mesmo sexo, da admissão da prisão em segunda instância, como cumprimento de pena, vale dizer, sem que esgotadas as esferas recursais. Tudo isso entre outras questões como as 10 medidas anticorrupção, quando convoca colegas de peso, no meio jurídico, para reafirmar suas indignações. Na verdade, Ives Gandra é exatamente o que afirma ser: um advogado e professor. Todavia, antes, um advogado, que para expor suas teses tem estofo. Axioma é o que não se demonstra, como disse no início. A fé religiosa e em todas as crenças, nunca será passível de demonstração empírica. Nunca alguém conseguirá explicar ou fazer compreender ao outro a "racionalidade" de uma crença. O Brasil é um Estado secular, vale dizer, é uma nação que possui um posicionamento político imparcial em relação à religião, não apoiando nem se opondo a nenhuma crendice religiosa. Apenas garante, no artigo 5.º, VI, a inviolabilidade da "liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias". O que quero dizer é que a compreensão do Direito ("compreensão" é o ato gnoseológico do Direito, que é objeto cultural) não é unívoca, porque exatamente leva em conta a ideologia (pauta escalonada de valores) do intérprete. O advogado sempre buscará a interpretação que atende à tese que defende, compreenderá de acordo com a tese que defende. O ponto fulcral da tríade autor-juiz-réu aí está: interpretação da Constituição e nas leis. Relaciono compreensão com interpretação, porque "compreender" pode significar "percecionar algo ou atingir, com inteligência, o significado; depreender ou alcançar; do mesmo significado de entender ou perceber" (lexico.pt). Então, quando se posiciona como "politicamente incorreto", apenas exagera nas tintas de sua própria interpretação, que, como disse, não pode existir excluindo-se os axiomas do próprio intérprete. Fosse outro jurista da mesma relevância nacional, poderia sentir-se politicamente correto, pois não se deixaria contaminar. É o caso daqueles que aceitam e mesmo lutam para integrar umas Corte Superior. Em decorrência da necessidade do destinatário da Direito (homens de determinado tempo e em determinada sociedade - espaço) ansiar por segurança jurídica, interpretações judiciais reiteradas vão formando a jurisprudência. Nada é tão simples e definitivo, como coloca o articulista. Mas, repito, é advogado e professor. Antes advogado. 

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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PONDO ORDEM NA CASA

 

Em seu magistral artigo "Sou politicamente incorreto" (28/2, A2), o dr. Ives Gandra, com argumentação técnico-jurídica primorosa, dá uma autêntica chocalhada na caixa de peças da Carta Magna, em grave desarrumação, colocando-as em seus devidos lugares.

 

Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@uol.com.br

São Paulo

 

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AULA

 

Parabéns ao ilustre professor dr. Ives Gandra S. Martins, pela excelente aula que nos deu em seu artigo no "Estadão" de 28 de fevereiro, pela coragem, clareza e lógica com que expõe sua  posição sobre tão importante tema. Faço votos de que o "advogado e professor" continue a ser "politicamente incorreto" e que continue a nos dar tão preciosas lições.

 

Aristeu T. de Mendonça mendonca.at@gmail.com

São Paulo

 

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FAZER A DIFERENÇA

 

Excelente o artigo "Sou politicamente incorreto", do professor Ives Gandra Martins, publicado no "Estadão" esta semana. Certamente, são os "politicamente incorretos", no sentido apresentado pelo articulista, que fazem a diferença real na sociedade, visando ao progresso e à democracia, em vez da balbúrdia e da opressão por certas minorias ruidosas, desconectadas dos reais anseios nacionais e da tolerância e harmonia que devem pautar as relações sociais. 

 

Antonio C. Rodrigues do Amaral antonio@ramaral.adv.br

São Paulo

 

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POLITICAMENTE ATRASADO

 

Sou relativamente mais novo que o professor Ives Gandra ("Sou politicamente incorreto", artigo de 27/2, A2). Sinto-me também, às vezes, politicamente incorreto. Mas as razões não coincidem com as do mestre, a quem acompanhei em Direito Tributário durante décadas e muito aprendi. O Brasil tenta mudar sua condição notória de país da impunidade, para que os poderosos, políticos, empresários e seus assessores desonestos sejam responsabilizados por seus crimes de enriquecimento pessoal contra a população, principalmente a que sempre foi espoliada e nunca teve a quem recorrer quando os recursos desviados agravaram sua condição de pobreza e desassistência. Percebe-se, graças a alguns juristas do Ministério e do Judiciário mais inconformados, que não comungam com as posições do professor Gandra, que se trata de empreendimento válido. Com os formalismos absurdos e deletérios defendidos por advogados que enriqueceram muito graças a eles, o Brasil não teria nenhuma possibilidade de atualização no concerto das grandes nações que prestigiam a democracia com justiça.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

 

 

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