Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

14 Março 2017 | 03h00

BRASÍLIA

A lista de Janot 

O tema dominante da política nacional esta semana é a entrega ao Supremo Tribunal Federal (STF) da lista de Rodrigo Janot, procurador-geral da República, com 80 pedidos de investigação que devem envolver 200 políticos. Isso desestabiliza Brasília. Projetos como a terceirização do trabalho e a reforma da Previdência deverão atrasar no Congresso Nacional. O melhor que o governo tem a fazer, portanto, é começar as reformas pela política, para extirpar o mal que compromete a representatividade da classe. Além disso, a conveniência maior é adotar medidas na economia para aquecer o mercado e trazer de volta pelo menos parte dos milhares de empregos perdidos nos últimos anos de política econômica desastrosa. Se conseguir avançar nessas duas frentes, o Brasil estará salvo e as demais reformas virão como imperativo do momento e da sociedade. A “lista de Janot”, desde que bem compreendida, poderá ser apenas o limão que, isoladamente, é azedo, mas pode se transformar numa saborosa limonada dentro de um país novo, sem corrupção, acreditado pelos investidores, com pleno-emprego e servido por políticos acima de qualquer suspeita. 

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

Ansiedade

A segunda “lista de Janot” – a primeira foi apresentada ao Supremo há dois anos – tem como base os depoimentos dos 78 ex-executivos e funcionários da empreiteira Odebrecht e inclui ministros do governo Temer, senadores e deputados federais. Já os processos envolvendo ex-governadores e outros políticos sem foro privilegiado serão remetidos a instâncias inferiores, inclusive ao próprio juiz Sérgio Moro. Aguardamos ansiosamente os nomes dos indiciados.

ARTUR TOPGIAN 

topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

1 Tera de corrupção 

No cardápio desta semana tivemos, ainda, o depoimento de Emílio Odebrecht ao juiz Sérgio Moro, que deve ter tido muito a contar sobretudo a respeito do ex-presidente Lula, que aparece nas planilhas do departamento de propina da Odebrecht como “amigo”, credor de R$ 23 milhões. O volume monumental da rapinagem envolvendo a Odebrecht na era lulopetista era tal que o STF, para divulgar o seu conteúdo, optou pela via digital, solicitando aos veículos de comunicação interessados que encaminhassem à Corte um HD de 1 Terabyte, para que fosse possível armazenar tantos depoimentos. É corrupção em escala industrial, e, diga-se, é o relato de apenas uma empreiteira – ainda faltam outras, como Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, OAS e UTC. Para os apoiadores de Lula e da organização criminosa, não há como negar existirem toneladas de provas, bem documentadas, que podem levá-lo para trás das grades.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

LULA CANDIDATO

Carneirice

O ex-presidente Lula entende que “a crise deve produzir movimento por sua volta e, pela primeira vez desde que virou réu na Lava Jato, admite disputar o Planalto” (Estadão, 12/3). Este é o Lula que eu conheço: um sujeito que não acredita na Justiça e crê piamente na ignorância e na carneirice do povo brasileiro. Certamente, está contando com o voto maciço dos 12 milhões de desempregados e dos 60 milhões de inadimplentes do País.

EUCLIDES ROSSIGNOLI

euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

Lula vê ‘queremismo’ e diz que será candidato (12/3, A10). Um honesto petista disse que a candidatura de Lula à Presidência visa apenas a fazer a defesa dele.

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Seria cômico, se não fosse trágico! Então o grande estadista, aquele em cujo governo houve o mensalão; o saque à Petrobrás e à Eletronorte; os assaltos astronômicos em obras não só no Brasil, como em Cuba, na Bolívia, na Venezuela, em Angola, etc.; a construção de quatro desnecessárias arenas para a Copa do Mundo, ora em deterioração; as obras faraônicas da Olimpíada; e, principalmente, a eleição do “poste” que acabou por enterrar o País com sua nova matriz econômica e incompetência; tem a pretensão de acreditar que há um movimento de queremismo para a sua volta ao poder? Os tempos são outros. O Bolsa Família, que segundo José Dirceu renderia 40% de votos, já não tem tanta força. Essa candidatura é só para justificar como perseguição política sua prisão.

DIVA AZEVEDO A. MAZBOUH

diva.am@uol.com.br

São Paulo

FUNDO PARTIDÁRIO

De bebida a jatinhos

Fundo Partidário serve para custear passagens aéreas, jatinhos e despesas pessoais de políticos (Estadão, 12/3). Como enfatiza o ministro Gilmar Mendes, do Tribunal Superior Eleitoral, a prestação de contas dos partidos políticos é um verdadeiro “faz de conta”. Deitam e rolam sobre o dinheiro público e pouco se importam com os verdadeiros interesses nacionais.

JOSÉ C. DE CARVALHO CARNEIRO

carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

Silêncio dos inocentes

Mensalão, petrolão, BNDESão, corrupção de montão. Desvio de dinheiro, altos salários para salafrários, penduricalhos para arrivistas de plantão, aposentadorias precoces com altos valores, verbas monstruosas de gabinetes, cargos de confiança concedidos de roldão, verbas para invasores de terras, empregos públicos para dirigentes de movimentos sociais – e mais verbas para estes –, carros para senadores, deputados e vereadores, poltronas confortáveis para todos, um montão de aspones para cada um deles, viagens em jatinhos para ministros se locomoverem até seus Estados de origem, cartões corporativos sem limite para a corja toda, Fundo Partidário de R$ 3,57 bilhões para financiar políticos questionados pela Justiça, que o usam para bancar de bebidas a jatinho. Esbórnia geral. “Suruba” monumental com o nosso dinheiro, e Sua Majestade imperial, Michel, e seu ministro Henrique, o Inquisidor Geral, acusam os aposentados da iniciativa privada pelo colapso das finanças do Estado e os ameaçam com muitos mais anos de contribuição ao INSS, aumento de impostos e até mesmo com o retorno do sonho longamente perseguido por Meirelles: a volta da execrável CPMF. Até quando abusarão de nossa paciência? Até quando toleraremos a zombaria desta bandidagem travestida de políticos? Até quando manteremos este silêncio sepulcral de gado caminhando rumo ao abate?

RENATO OTTO ORTLEPP

renatotto@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ELEIÇÕES E CAIXA 2


O sistema eleitoral no Brasil é um faz-de-conta. O eleitor escolhe seu candidato a deputado com o maior cuidado, porém seu voto pode estar elegendo um outro candidato. Até de outro partido, o que é um absurdo. Não existindo uma ligação direta entre eleitos e eleitores, o atual sistema eleitoral oferece como estratégia a busca de votos por intermédio de cabos eleitorais. Essa prática, além de não obrigar os candidatos a assumirem compromissos mensuráveis com seus potenciais eleitores, é muito dispendiosa. Este quadro remete à busca de recursos invariavelmente com a iniciativa privada, de onde surge o caixa 2. Como não existe almoço grátis, essas doações implicam algum tipo de retribuição, e é aí que começa a corrupção. Precisamos é de um sistema eleitoral que torne as campanhas mais baratas, em que o candidato precise se expor a um conjunto determinado de eleitores e que estabeleça um claro vínculo entre eleitos e eleitores. Este sistema chama-se voto distrital. Divide-se o País em distritos de mesmo número de eleitores, cada partido indica um candidato e o mais votado em dois turnos recebe a tarefa de representar aquele conjunto de eleitores do distrito. Resultado: economia de recursos e maior compromisso dos eleitos.


Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo


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A BOA POLÍTICA


A preocupação maior e atual de todos os políticos é em relação a como se dará o financiamento das campanhas políticas. Demonstrado, como está, pois, que os eleitos, em nosso sistema partidário político, são os que se beneficiam exclusivamente das campanhas publicitárias, temos já a certeza de que a boa política não é traduzida por suas ações efetivas e por seus resultados concretos, porém pelo que se diz e pelo que se afirma nas campanhas políticas, partidárias e publicitárias, e independentemente, como cediço em nosso caso brasileiro, de comprovações futuras da sinceridade e da veracidade de tudo o que se prometeu em nome da democracia.


Marcelo Gomes J. Feres marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro


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CAIXA 2 É CRIME?


Em manifestação recente, Fernando Henrique Cardoso assinalou que os tribunais devem estabelecer uma distinção entre quem recebeu dinheiro de caixa 2, isto é, não declarado, para atividades político-eleitorais, um erro que, segundo ele, precisa ser reparado e eventualmente punido, e quem usou recursos de igual origem para enriquecimento pessoal, sendo isso qualificado como crime verdadeiro. Por outro lado, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, ao exprimir ponto de vista sobre o mesmo assunto, afirma que caixa 2 só configura corrupção quando a doação é aceita em troca de algum ato a ser executado pelo recebedor, em benefício do doador. Diante do panorama insólito que reina atualmente no cenário político, mergulhado em séria crise moral e ética, seria interessante que as duas autoridades delimitassem melhor a fronteira entre as áreas citadas, pois tudo indica que atualmente elas se misturam.


Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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ACERTO CRIMINOSO


Há quem diga que nem todo caixa 2 é crime, mas nem todo caixa 1 é livre de crimes. Se uma empresa doa dinheiro para um partido político, declara à Justiça Eleitoral, tudo como manda o figurino, e depois essa empresa é beneficiada com uma obra gigantesca, vencendo a concorrência de forma nebulosa, é evidente que houve um acerto criminoso entre a empresa e o partido político, mesmo que a doação tenha sido feita dentro da lei. O Brasil não vai sair do atoleiro de corrupção enquanto não punir exemplarmente empresas e partidos que usam esse processo criminoso de compra e venda de apoio. É preciso que o País crie mecanismos para impedir esse tipo de crime, a grande maioria das licitações é escancaradamente fraudada, os partidos se viciaram no recebimento de propinas para tudo, nada é votado sem a cobrança e o recebimento de contrapartidas ilegais, seja em dinheiro ou em forma de cargos, a famosa diretoria na Petrobrás, daquela que “fura poço de petróleo”, como explicitou o ex-deputado Severino Cavalcanti.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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CONTRA A DEMOCRACIA


O caixa 2 opera contra a democracia e a indispensável alternância democrática, pois facilita aos detentores do poder uma relação promíscua com contratados das diversas instâncias do Estado. A prática de caixa 2 precisa ser coibida e punida, uma vez que não existe hipótese de não ocorrência de favorecimento, seja patrimonial, pessoal ou de grupos que se tornam “caciques” dos partidos, impedindo que cumpram corretamente sua função social.


Airton Reis Júnior areisjr@uol.com.br

São Paulo


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DE ACORDO COM O FREGUÊS


Se para o ministro Gilmar Mendes, presidente do TSE, “caixa 2 pode ser dinheiro de propina ou não”, gostaríamos que ele nos mostrasse onde essa visão torpe se encontra em nossa Constituição. Porque, ao cidadão comum, dá a impressão de que os julgamentos de caixa 2 no TSE serão na base de que alguns caixas 2 serão mais caixa 2 do que outros. Isto é, de acordo com a cara do freguês. Gilmar Mendes continua cheio de pose e vaidade, tão verdadeiro quanto seus cabelos e sobrancelhas pretos, querendo que entendamos que “uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa”. E nossa Constituição jogamos no lixo, já que os julgamentos do caixa 2 ficam por conta da interpretação de gente duvidosa? Vamos para a rua dia 26/3, minha gente!


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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COMO DEVE SER


Caixa 2 só é corrupção se político recebe algo em troca, afirma ministro do STF. Não sou ministro nem advogado sou, mas ouso sugerir outra fala, sem efeito político, algo como: “Caixa 2 é crime para quem pratica e quem se beneficiou dele em ato de corrupção ou não, com agravante se o beneficiário for político”. Não sou eu que acho, é como deve ser, sr. ministro do STF.


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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COISAS ESTRANHAS


O STF manda soltar Bruno, o mandante de um crime cruel em que nem o destino do corpo da vítima foi revelado aos familiares. Em seguida, manda premiar os assassinos que estão em presídios superlotados por culpa do poder público com indenizações. Agora, o presidente do TSE, Gilmar Mendes, amigo de FHC, defende publicamente a tese de que caixa 2 não é crime, mesma opinião de FHC e Aécio Neves. Isso quando sabemos que esse dinheiro vai para o exterior, em contas de paraísos fiscais, com sonegação fiscal, normalmente dinheiro ilícito ao qual o cidadão que paga impostos não tem acesso. Ao invés de moralização, percebemos que a nossa Justiça caminha célere na companhia de criminosos, políticos corruptos e partidos sem moral alguma. Isso é por demais preocupante. Cadê a sociedade nas ruas com camisas da CBF?


Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru


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CORRUPTOS DE CARREIRA


Acredito que um jeito de acabar, ou tentar acabar, com a corrupção seria acabar com a reeleição para todos os políticos brasileiros, isto é, de vereador a presidente. O cidadão só poderia “servir à Pátria” (e encher os bolsos com propinas) uma vez na vida, por 5 anos, em vez de 4 anos. Isso acabaria com o político (corrupto) de carreira.


Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos


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PROPINAS


Esclarecendo: dinheiro oriundo de propina é roubo, ilegal, portanto é crime. Assim, doado a partidos políticos como caixas 1 ou 2 é ilícito, mesmo se declarado à Justiça Eleitoral. Cana para estes bandidos.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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ESCOLHA DE SOFIA?


“Estabilidade política pesa em ação de chapa Dilma-Temer” (“Estadão”, 13/3, A4). Ministros do TSE: estabilidade do País ou cassar a Dilma e Temer? Talvez seja melhor sofrer o tranco e tentar normalizar o País de vez.


Ulysses Fernandes Nunes Jr Ulyssesfn@terra.com.br

São Paulo


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CORRUPÇÃO E FISCALIZAÇÃO


Em relação à corrupção generalizada no Brasil, em todos os poderes e em todas as esferas, principalmente nos órgãos criados para fiscalizar os desvios, como na recente denúncia a conselheiros do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (nome pomposo e pretencioso é o que não falta!), cabe a antiga, intrigante e irrespondível pergunta: quem fiscaliza os fiscais? E, acrescento por minha conta, quanto custa para não fiscalizarem coisa nenhuma?


Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo


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POR QUE O BRASIL NÃO ANDA


Pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV-SP) revela que nada menos que 86% (!) das quase 18 milhões de empresas ativas no Brasil, incluindo as multinacionais, têm ao menos uma pendência com os órgãos de fiscalização municipais (secretaria da Fazenda), federais (Receita Federal) ou com o FGTS. Não é de admirar tal fato num país em que há 92 (!) impostos, taxas e contribuições vigentes e onde são necessárias 2,6 mil horas por ano para o pagamento e a declaração de impostos, ante a média mundial de 24 horas. Reforma, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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SAQUE DO FGTS


A permissão para o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não significa uma melhora na economia do Brasil. É politicamente um jogo para amenizar uma situação de crise no comércio, mas não representa uma saída viável da crise econômica. A criação de um fundo como o FGTS é uma poupança do trabalhador usada em casos necessários, como a compra da casa própria, e outros. Gastar este fundo apenas torna a população mais vulnerável. Quem pensa que resolverá o problema econômico está enganado ou enganando o povo. Problemas complexos não se resolvem com paliativos.


Paulo R. Girão Lessa paulinhogirao@gmail.com

Fortaleza


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AUMENTO DE IMPOSTOS


Em hipótese alguma pode haver aumento de impostos. As empresas estão quebrando ou já quebradas, e, como consequência, o desemprego está nas alturas. Além de uma roubalheira sem fim, a política de benefícios políticos é inadmissível em qualquer lugar do mundo, o que dirá de um país em desenvolvimento (?). Aposentadoria integral após dois mandatos, carro, motorista e auxílios infinitos. Sem contar o Judiciário com salários fora da realidade brasileira. Os funcionários dos Poderes Executivo, Judiciário e Legislativo nada mais são do que empregados do povo brasileiro. São pago por nós, devem atuar por nós, podem e devem ser demitidos por nós, quando necessário. Não são deuses, como muitos pensam ser, são apenas funcionários como outros quaisquer. O povo brasileiro tem de aprender a eleger, cobrar e demitir até mesmo por justa causa quando cabível. Só assim o Brasil vai funcionar.


Márcia Rossi Soares marciarossi1@hotmail.com

São Paulo


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O PAÍS DO FUTURO


Da leitura dos artigos de Pedro Malan e Rolf Kuntz publicados no “Estadão” de domingo 12 de março, chega-se à infeliz conclusão de que o Brasil tem poucas chances de encontrar o rumo certo nos próximos anos. O artigo de Pedro Malan (“Pressão estrutural por gastos públicos 1”), centrado na pressão existente sobre os gastos públicos, e o artigo de Rolf Kuntz (“Entre o quebra-galho e a política da eficiência”), sobre a ineficiência na área de comércio exterior do Brasil, com uma modesta menção ao arcaico e complicado sistema tributário brasileiro, deixam uma sensação de que o Brasil não tem jeito, pelo menos no médio prazo. Enquanto o povo não se convencer de que a arrumação do Brasil depende de uma profunda reforma do sistema tributário e da competitividade de seu sistema produtivo, assim como da eficiência do gasto público, continuaremos a ser o país do futuro, que nunca chega. Parabéns aos dois articulistas.


Luiz Roberto Costa costaluizroberto@bol.com.br

São Paulo


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CAMINHO DIFÍCIL


Além de excelente, como o são todas as “Notas & Informações” do dia a dia, o editorial de 11/3, à página A3, “Inflação cai, mas falta o principal”, é extremamente didático e nos mostra, com otimismo e também seriedade, o difícil caminho da recuperação do País.


Vicente Abate vicenteabate@abifer.org.br

Cruzeiro


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LEGADO


“A profunda crise econômica por que passa o País é resultado direto da mais nociva combinação de atributos que pode se esperar em um governante: inépcia e má-fé.” Este trecho do editorial de 13/3 (A3), “O verdadeiro legado de Lula”, estabelece o perfil exato de Luiz Inácio Lula da Silva, que, alinhavado por uma conjuntura de fatores naquele momento histórico, teve a felicidade – para ele, claro – de se tornar o primeiro presidente não letrado, porém o mais esperto, do Brasil. Conseguiu por duas vezes, como também por duas vezes nos empurrou seu poste goela abaixo, do qual nos livramos – parcialmente – com muito custo. Ora, com tudo o que ele abocanhou indevidamente e com os prejuízos que causou ao País e ao seu povo, como consegue ainda cogitar de voltar ao posto máximo da Nação? Pela simples razão de que temos os piores políticos e juízes do mundo, que transformaram a política e a Justiça deste Brasil em motivo de vergonha. E, junto, um dos povos mais alienados e com grande vocação para ser hiena. Tudo junto e misturado nos garantem ótimos carnavais, que nunca terminam.


Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo


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O TUTOR


O editorial do “Estadão” com título “O verdadeiro legado de Lula” (13/3, A3) é um alerta ao povo brasileiro, para que conheça bem a triste realidade do decadente e demagogo Lula, que ainda hoje diz que, se voltar (como pretende em 2018) ao poder, vai salvar o Brasil. Este mesmo enganador Lula, que de legado, ao lado de camaradas e aliados vis, se apropriou do poder desta República, também deixa suas digitais nesta roubalheira contida nas investigações da Operação Lava Jato. Neste esquema, somente a empreiteira Odebrecht, muito íntima do ex-presidente, distribuiu de propina R$ 10 bilhões entre 2006 e 2014, para financiamento de campanhas eleitorais no Brasil e no exterior, conforme afirmação de seu ex-diretor e delator Hilberto Mascarenhas. Não fosse o ex-presidente o tutor desta corrupção, por que, então, já é réu pela 5.ª vez na Lava Jato? Como também é tutor da maior e mais perversa recessão econômica jamais vista na história deste país, junto com sua cúmplice “poste” que ele elegeu e foi em boa hora defenestrada do Planalto, Dilma Rousseff. Nos últimos três anos, o nosso Produto Interno Bruto (PIB) teve queda acumulada de 7,2%! Ou seja, neste período, no mínimo e infelizmente, deixamos de produzir quase R$ 470 bilhões de riquezas. E em consequência deste desastre veio o grande golpe da administração petista contra 13 milhões de brasileiros, que hoje estão desempregados. Parabéns ao “Estadão” por este editorial.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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ÉTICA E RESPEITO


O editorial sobre o legado de Lula (13/7, A3) é claro e evidente. Ouso observar que faltou ressaltar o legado podre que tanto danificou a ética e o respeito ao dinheiro público. Não sei o que lhe aconteceria se estivesse na China, mas posso imaginar.


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo


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HERANÇA MALDITA


Sem dúvida, Lula deixa como herança o lulopetismo  e, ainda, a pior recessão desde 1948, ocasião em que o IBGE passou a medir o nosso PIB. Deixa mais ainda: a apropriação do Estado por empresas privadas, especialmente pela Odebrecht, empresa que, na realidade, estendeu seus tentáculos por todas as fontes de riqueza deste país, adquirindo políticos e corrompendo a coisa pública. Merece, pois, ser lido o editorial “O verdadeiro legado de Lula” (13/3, A3), em que, com a maior propriedade e profundidade, é analisada a verdadeira herança de Lula, herança maldita que infelicitou o Brasil e pela qual demorará vários lustros para poder colocar a Nação no seu devido e apropriado lugar. Na realidade, Lula recebeu uma bendita herança e transferiu uma herança maligna, escabrosa e destruidora.


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


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A PREVIDÊNCIA E OS MAUS POLÍTICOS


Sem reforma na Previdência Social o País ficará insolvente, disse o ministro da Fazenda, sr. Henrique Meirelles, alertando todos os brasileiros. Mas eu questiono, com uma simples pergunta, o excelentíssimo sr. ministro: E se os eleitores mudarem todos os atuais políticos que infestam a nossa administração pública? Não seria a melhor solução?


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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BRASIL INSOLVENTE


O Brasil insolvente não se justifica pela Previdência privada aos cidadãos de segunda classe (iniciativa privada), mas, sim, pela Previdência dos de primeira classe (setor público). Contudo, as maiores razões desta “emérita insolvência”, ostentada pelo ministro Meirelles, decorre da incompetência e do custo do setor público, adocicados pelo fomento da corrupção através do famigerado foro privilegiado. O resto tem solução.      


Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo


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DESIGUALDADE


Se o salário mínimo e os benefícios previdenciários são iguais para homens e mulheres e nas empresas a política salarial é igual para ambos e os trabalhadores e trabalhadoras têm igualdade nos dissídios sindicais, como se explica a desigualdade de renda prejudicial às mulheres? Uma mulher fazendeira comercializa seus produtos com preços iguais aos do fazendeiro. Uma taxista mulher aufere o mesmo que um taxista homem. Uma mulher proprietária de um imóvel aluga-o pelo mesmo valor de um imóvel de propriedade de um homem. A professora ganha igual ao professor. A funcionária pública ganha igual ao funcionário público. Parlamentares homens e mulheres ganham igual. Talvez a desigualdade de renda prejudicial às mulheres esteja nas tais “atividades típicas femininas”. Ou nas tais “atividades de exploração da mão de obra feminina”. Essas tais “atividades” ainda existem no Brasil? Renda igual às mulheres! Previdência, idem!


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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SÓ EXIBICIONISMO


Assistindo às TVs Câmara, Senado e Justiça, fica-se desapontado com a irrelevância dos assuntos que os congressistas e juízes blablablabeiam, em vez de tratar dos assuntos que interessam a seus patrões, os eleitores. No STF, os juízes discursam horas exibindo seu conhecimento das leis, enquanto os processos ficam mofando nas gavetas. Isso sem falar das férias dobradas e dos recessos em que não trabalham, mas ganham.


Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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MUTIRÃO


Senhores, será que os nobres ministros do STF não poderiam, a fim de dar um exemplo à sociedade, combinar um “mutirão” para, pelo menos, aliviarem a quantidade absurda de processos parados há anos, e suspenderem suas participações em seminários, nacionais e internacionais, bem como casamentos de amigos e/ou parentes no exterior, entre outras atividades que nada têm com seus respectivos compromissos com o STF? Afinal, nenhum deles foi “obrigado” a assumir seus cargos de ministros.


Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo


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A COBRANÇA DAS BAGAGENS EM VOOS


Sobre a cobrança de tarifas extras por bagagem despachada, a Anarc, digo, Anac, a Agência Nacional de Aviação Civil, pretendeu dar mais um golpe no consumidor. Qualquer um que viaje frequentemente por via aérea já notou que, de uns anos para cá, as passagens aumentaram consideravelmente de preço (muito acima da inflação), enquanto os programas de fidelidade se tornaram uma piada sem graça. Quase inúteis ao passageiro. A “redução” nas tarifas dos sem bagagem vai, na verdade, ser a máscara do aumento dos demais. Eu gostaria de saber como alguém (acompanhado de sua família) pode fazer uma viagem turística de uns dez dias de duração sem levar bagagem alguma.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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ANAC


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) gostaria mesmo era de implementar um pedágio aéreo, mas, como é inviável, quer que os passageiros viajem sem bagagem, pois fica mais barato comprar suas roupas no destino. Agência reguladora?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LUZ SOBRE AS AGÊNCIAS


Li que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) pretende reduzir ou cancelar multas das empresas de telefonia. Afinal de contas, para que servem essas agências do governo? Em vez de defender os consumidores, elas só existem para proteger as prestadoras de serviços, que em geral são muito mal prestados. A imprensa precisa divulgar mais essas medidas obscuras.


José C. M. Reis jcelid@uol.com.br

São Paulo


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MAMONAS ASSASSINAS


E não é que a Anatel quer perdoar multas milionárias antigas aplicadas a operadoras de telefonia que cobraram tarifas indevidas de consumidores sem devolvê-las? Aliás, é o que já está fazendo com as multas novas, já que há um teto para sua aplicação. Em outras palavras, a Anatel está, na verdade, dando um baita incentivo para que as operadoras repitam o crime sem punição adequada. Impossível esquecer nosso pornofônico senador Jucá, o “Caju” da Odebrecht, em sua lembrança da saudosa banda musical Mamonas Assassinas. Dá até para lembrar a semelhança de alguns versos: “Passaram a mão na minha grana e eu não roubei ninguém”.


Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo


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‘EROTIZAÇÃO E GRAVIDEZ PRECOCE’


Carlos Alberto di Franco foi mais uma vez magistral em suas assertivas (“Erotização e gravidez precoce”, 13/3, A2). Ouso dizer que a gravidez precoce é responsabilidade de pais permissivos que vulgarizam o modo como educam seus filhos e filhas, ao permitir que a educação sexual seja aprendida em programas voltados para adolescentes em que o sexo rola solto, em plenos finais de tarde, sob a ótica de debater a gravidez precoce. Na realidade, adolescentes não têm maturidade para uma relação sexual. E muitos adultos também não! As músicas tocadas nas rádios parecem saídas de bordéis, em que o sexo e até os órgãos sexuais são descritos das maneiras mais absurdas possíveis. E com sucesso garantido. Sexo virou produto de consumo fácil, barato e irresponsável.


Carlos Fabian S. de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)

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