Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

03 Março 2017 | 03h03

INSEGURANÇA PÚBLICA

Efetivo reduzido

O Estadão está de parabéns por retratar o descaso com que o governo paulista trata o efetivo de sua Polícia Civil (2/3, A12). Quem já precisou entrar numa delegacia, como eu, sabe da realidade com que trabalham os profissionais do setor. A investigação de fato dos crimes inexiste e causa muita impunidade. Uma Polícia Civil sem delegados, investigadores e escrivães não consegue investigar os crimes e, consequentemente, identificar os autores dos delitos que tanto assolam a sociedade paulista.

CENIRA ALAÍDE SILVA

ceniraalaide1@gmail.com

São Vicente

Política equivocada

Esclarecedora, a matéria sobre a falta de policiais civis no Estado de São Paulo revela à sociedade a equivocada política de segurança pública adotada pelo governo estadual, pois privilegia o patrulhamento ostensivo e relega ao esquecimento a investigação de crimes, que é o sustentáculo da Justiça Penal.

JULIANA RIBEIRO MANIKKOMPEL

julianamanikkompel@gmail.com

São Paulo

Sucateamento da polícia

Entendo como vital a reportagem do Estadão sobre a falta de policiais civis no Estado de São Paulo. A política de segurança pública deve ser ampla. Não adianta investir apenas no policiamento de patrulhamento sem que haja investigação. É como se o governo, na área da saúde, investisse apenas no Samu e em ambulâncias para o atendimento de emergências e deixasse os prontos-socorros e UTIs sem médicos e/ou equipamentos. A população acha que está sendo socorrida, mas, na verdade, está sendo enganada, pois o tratamento efetivo do problema não tem condições de ser feito por falta de estrutura material e humana. Não se resolvem assuntos como os crimes do PCC com o Samu, mas, sim, com uma boa equipe de UTI.

RAPHAEL VITA COSTA

raphael.vita.costa@gmail.com

Santos

Carimbaço

A matéria sobre o sucateamento da Polícia Civil mostra que o governador Geraldo Alckmin quer transformar a polícia investigativa num departamento de produção de boletins de ocorrência. Mais um setor de carimbaço do Estado. Afinal, o boletim é feito sempre, mas o esclarecimento dos crimes pouco se vê. E o motivo, que levava muita gente como eu a pensar que era o descaso dos policiais, é, na verdade, o descaso do governo com a sociedade que o elege e está cansada de tanta impunidade.

RAUL GONÇALVES PINTO

raulgoncalvespinto@gmail.com

Registro

LULOPETISMO

Alô, srs. juízes

Simulando serenidade, apesar de ser réu em cinco ações, o ex-presidente Lula da Silva vai lançar sua “plataforma econômica” para alicerçar a pré-candidatura a um novo mandato presidencial. Com o pomposo rótulo de Programa Nacional de Emergência, Lula propõe um Fundo de Desenvolvimento e Emprego para reduzir o número de 12,9 milhões de desempregados, entre outras ações demagógicas e faroleiras. A “alma viva mais honesta e limpa deste país” corre célere, tendo a Operação Lava Jato mordiscando os seus calcanhares e a sombra tenebrosa de um juiz de segunda instância ameaçando jogar um balde de água suja em sua desfaçatez.

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

O previsível 

Com a cara de assustar criancinhas, o ex-presidente tem bradado e instigado seus ouvintes com discursos contra o presidente Michel Temer e o anúncio de seu nome para o Planalto. Ele diz que é preciso “ampliar o crédito e incentivar o consumo”, ou seja, é mais do mesmo. A diferença é que anos atrás ele sucedeu a FHC, que tinha arrumado a casa Brasil, e pegou carona na então pujante economia mundial; agora receberia a herança maldita deixada por sua afilhada, a desastrada Dilma Rousseff. Ignorando o desgaste do PT e os companheiros presos por corrupção, Lula vai continuar dizendo nos palanques que não sabia de nada, que não há provas contra ele e que os processos na mão do dr. Sergio Moro têm como objetivo deixá-lo inelegível para 2018... Previsível esse Lula, não?

EVELIN DA CUNHA CURY

evelincury@terra.com.br

Ribeirão Preto

Fiadora do Estado de Direito

Com o STF mais engajado na política do que em cumprir sua função institucional de guardião da Constituição e petistas ameaçando com guerra caso Lula seja condenado pela Justiça em qualquer dos diversos processos nos quais é réu, as chances de o Brasil dar certo dependem exclusivamente do sucesso total da Lava Jato, que está prendendo corruptos poderosos de todos os quadrantes, desde políticos até empresários antes intocáveis, fazendo cumprir a lei. A Lava Jato hoje representa o verdadeiro Estado de Direito.

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

De voluntarismo

No editorial A salgada conta de Dilma (28/2, A3), penso que usar “voluntarismo” não foi o mais adequado. “Estelionato eleitoral” não seria mais apropriado?

ODILON OTÁVIO DOS SANTOS

Marília

NOS EUA

‘Donaldinho paz e amor’

O presidente Donald Trump, em seu pronunciamento no Congresso dos EUA, foi bem mais tranquilo, comparando com seus rompantes anteriores. A cada frase previamente estudada, esperava a reação dos congressistas fazendo beicinho. Como disse um comentarista de TV, era a versão norte-americana do “Lulinha, paz e amor”. Mas não resta nenhuma dúvida de que ele pode ainda causar sérios problemas à paz e ao clima mundial. Reforçou significativamente o orçamento de defesa do seu país em detrimento do combate ao aquecimento global, que ele não acredita decorrer de atividades humanas. Prometeu atacar os terroristas do Estado Islâmico em todos os países, o que por si só já será um problema, a depender de como o fará. Não creio que o mundo terá paz no período Trump.

GILBERTO PACINI

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

TRAGÉDIA

Incêndio em Paraisópolis

O fato de as sucessivas administrações municipais terem permitido construções irregulares, potencialmente inseguras, como as de Paraisópolis, não torna os ex-prefeitos responsáveis pelas tragédias que ali acontecem? Lavam as mãos e tudo bem?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

“Simplesmente inacreditável. Mas a Lava Jato fará a sua parte 

e não correremos 

o risco de o Brasil virar uma Venezuela”

  

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE / PIRACICABA, SOBRE O MANIFESTO PELA CANDIDATURA DE LULA A PRESIDENTE

mlucia.rjorge@gmail.com

“Milhões de brasileiros insistem numa pergunta que não quer calar: 

até quando o juiz Sergio Moro vai postergar 

a prisão de Lula?”

  

JOSÉ CARLOS ALVES / SÃO PAULO, SOBRE OS PROCESSOS EM QUE O EX É RÉU POR CORRUPÇÃO

jcalves@jcalves.net

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br



DILMA-TEMER


A propósito dos depoimentos de delatores da empreiteira-propineira Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) na ação que investiga se a chapa Dilma-Temer cometeu abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014 pelo recebimento via caixa 2 de R$ 30 milhões, a ex-presidente afirmou que “não tem nada a temer”. E Temer, tem?


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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A DECISÃO


Nossos parlamentares gozam férias momescas. Aproveitam suas verbas parlamentares em gastos de viagem a suas bases. Um gasto milionário, estabelecido por eles mesmos. São as tais gorduras que contribuem para a obesidade do paciente. Aproveitam a bonança que antecede a tempestade das delações da Odebrecht. Se não bastasse só isso, há também o caso do caixa 2 da campanha Dilma-Temer a esclarecer. Neste particular, nosso presidente e seus correligionários trabalham para uma decisão de separação de contas. Caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decida a favor da perda de mandato presidencial, decidindo o óbvio, ou seja, que PT e PMDB estiveram unidos para geração de caixa de campanha única, parlamentares estarão incumbidos de votar em novo presidente. A calma dos mercados que elevou a Bolsa e melhora o humor para uma melhor nota dada ao País demonstram a confiança na manutenção do status quo. Nesta avaliação política continua-se a dar as costas à população. E aqui é que reside o imponderável. As manifestações vindouras avalizarão os rumos escolhidos.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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GRAVES DEFICIÊNCIAS DO TSE


Para que serve uma Justiça Especial como a Justiça Eleitoral, se ela não dá conta do próprio serviço: garantir a lisura nas disputas eleitorais? Será que vale a pena bancarmos essas “Justiças Especiais”? Será que a deficiência é falta de dinheiro ou de gestão? Eu não sei, só sei que pago muitos impostos para receber um péssimo retorno do Estado e sou a favor da redução do custo Brasil.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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LULA, SALVADOR DA PÁTRIA?


O maroto, e até aqui cinco vezes réu na Lava Jato, Lula, visando à eleição de 2018, agora quer apresentar um programa econômico “nacional de emergência”, com o objetivo de salvar o Brasil da recessão e do alto desemprego! Pode?! É muita picaretagem! Ora, esta recessão e este desemprego são obra do PT e de seu poste, Dilma, que há três anos vem humilhando e infernizando a vida da família brasileira. O plano do ex-presidente é diabólico e requentado, porque, enquanto diz que Temer só sabe “cortar despesas” (o que faz muito bem), Lula quer ampliar o crédito e incentivar o consumo das famílias, como fez Dilma, gastando mais do que arrecadava e ainda fazendo uso das criminosas pedaladas, pelas quais sofreu seu impeachment. E, ainda, sem se preocupar com o nosso gigantesco déficit fiscal e com a queda da arrecadação, deseja criar um Fundo de Desenvolvimento e Emprego, para acomodar os 12,9 milhões de desempregados que o próprio PT colocou no olho da rua. E, irresponsável que é, o ex-presidente ainda promete reajustar o Bolsa Família em 20%, e também o salário mínimo, além da correção da tabela do Imposto de Renda, etc. É bom ficarmos atentos! Se não for preso e tampouco ficar inelegível, bom de gogó que é, o perigo é o demagogo Lula ganhar a eleição. Cabe ao presidente Michel Temer, que no campo econômico vai muito bem, recuperar a nossa economia, os investimentos e os 12,9 milhões de empregos perdidos, para dessa forma afastar definitivamente o fantasma do “volta Lula”. Deus nos livre!


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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INADMISSÍVEL


Até o mais desinformado cidadão já concluiu que essa situação caótica na qual nos encontramos hoje, política, econômica e socialmente falando, é fruto da desastrada administração petista. É inadmissível que agora o senhor Lula e sua gente subam em palanques para detonar o governo Temer e dizer que foi graças a eles que o povo brasileiro vive num padrão muito mais elevado. Ora, que grande mentira. Basta olhar ao redor para ver todo o mal que causaram ao País. Só para dizer o mínimo.


José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo


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A INOCÊNCIA DE LULA


Muitos erram (ou fingem) ao defender uma ingenuidade de Lula, que, segundo eles, nada sabia da origem da fortuna para alimentar campanhas políticas suas, do PT e de políticos em geral, mas se esquecem de uma entrevista dada por ele no exterior, quando questionado sobre o estouro do escândalo dos Correios e gerador da CPI do Mensalão, e ele simplesmente confirmou a existência do famoso caixa 2 e disse que era errado, mas tolerado pela politicalha, que não vivia sem essa dinheirama desviada do erário. Com relação também à ignorância em relação à maior corrupção da história do País, ocorrida nos mandatos dele e de seu poste, Dilma, ela é desculpa de qualquer governo, porque na corte o que mais sobra são súditos “entregando” rivais para melhoria de postos, como de um reles assessor de coisa nenhuma em busca de um prêmio maior, como chefiar um ministério qualquer.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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CORRUPÇÃO EM FURNAS


O senador Aécio Neves e o ex-ministro José Dirceu deverão ser ouvidos no Supremo Tribunal Federal (STF) sobre o esquema de corrupção em Furnas Centrais Elétricas S/A. O pedido foi feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro Gilmar Mendes. O envolvimento de Aécio Neves foi delatado pelo ex-senador Delcídio Amaral. “Pode contar seus segredos ao vento, mas, depois, não vá culpá-lo por contar tudo às árvores” (Khalil Gibran).


Humberto de Luna F. Filho lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo


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TROCA DE FIGURINHAS


Na esteira do goleiro Bruno, Rui Falcão, o venerável presidente do PT, quer que sejam soltos José Dirceu, Antonio Palocci e João Vaccari Neto. Que tal fazermos uma troca de figurinhas? Saem os três, e entra Lula!


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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LUTA ENTRE HIPOPÓTAMOS


Uma das características da luta entre os hipopótamos, além da extrema violência, é lançamento de fezes no inimigo balançando a pequena cauda em grande velocidade. É exatamente o que esta ocorrendo na Operação Lava Jato. O grande risco é atingir algum inocente, hipótese muito remota, pois toda a classe política, as grandes empreiteiras, os chamados operadores estão de alguma forma envolvidos nos desvios de verba, só assim se explica a falência do País. O Congresso Nacional deve cheirar muito mal...


Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco


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‘BRASIL EM DESMANCHE’


Cumprimento o “Estadão” e o autor do artigo “Brasil em desmanche” (1/3, A2), do ilustre general Luiz Eduardo Rocha Paiva, por expor, visceralmente, o processo gramscista de tentativa de tomada do poder pelas esquerdas em seus diversos matizes, patrocinado pelo Foro de São Paulo. Os leitores aguardam uma ampla reportagem investigativa sobre essa associação.


Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


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APRENDIZADO


Ler o “Estadão” é aprender. Que aula a que o general Rocha Paiva nos deu (1/3, A2). Daí ele ser professor emérito da Escola de Comando e do Estado Maior do Exército. Obrigado.


Adriano Julio de Barros V. de Azevedo adrianojbv@uol.com.br

São Paulo


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RAÍZES


Com todo o respeito ao general Luiz Eduardo Rocha Paiva, o Brasil não está nem estará em desmanche. O Brasil tem raízes profundas. E o povo brasileiro, apesar das desilusões políticas, sabe que este é o seu país e sabe que é preciso preservá-lo.


Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo


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‘POR QUE SOMOS ASSIM?’


O sociólogo Zander Navarro apresenta um importante caleidoscópio do Brasil em seu texto “Por que somos assim?” (“Estadão”, 1/3, A2). Do ponto de vista da ciência política, responderia o questionamento com a seguinte observação: o presidencialismo consolidou-se de forma autoritária e centralizadora; os direitos sociais foram concedidos antes mesmo da universalização do voto e da conquista dos direitos políticos; os direitos civis não estão presentes para a sociedade na formação da cidadania. Não há o princípio da igualdade republicana. O Estado quer manter o controle sobre a sociedade e o mercado. Enquanto isso, ambos lutam por autonomia contra a burocracia estatal. O problema está em quem vai pegar o bastão e romper o impasse nas eleições de 2018.


Luiz Roberto da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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SONHO DISTANTE


Comentando o texto “Por que somos assim?”, de Zander Navarro, publicado na edição do dia 1 de março de 2017, a incerteza de dias melhores é o que caracteriza o Brasil deste momento. O objetivo que todos nós deveríamos ter é de fortalecer a unidade do povo brasileiro, adquirir características próprias e únicas. Sociedades avançadas sempre se demonstraram fortes não somente na hora de dominar territórios e outros povos ou produzir riquezas, mas também na formação de seu indivíduo para desenvolver o todo. Para que isso possa acontecer, a iniciativa de nossos líderes é a base da mudança. Todavia, o cenário atual demonstra que essa visão não passa nem perto deles e está muito distante de ocorrer, já que a corrupção e os interesses próprios são os principais objetivos deles.   


Bruno Parentoni brunoparentoni@gmail.com

São Paulo


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AINDA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Sob o título “O fatal rombo da Previdência”, o editorial de 1/3 do “Estadão” abordou a imprescindível reforma da Previdência, cujo projeto da sua reforma, agora no Congresso Nacional, vem enfrentando resistência de alguns setores. Tomei conhecimento das diversas manifestações de parlamentares, a mais absurda é de que nenhuma conquista dos trabalhadores deve ser retirada. Claro que essa deveria ser a decisão ideal, se tal fosse possível, e não existisse a realidade, constatada pelo levantamento realizado pelo Ministério do Planejamento. Segundo o assessor daquele ministério, Arnaldo Lima, “para cada aposentado na União e nos Estados há apenas um trabalhador na ativa. Nos municípios, a relação atual ainda não é tão ruim. São quatro trabalhadores na ativa para um inativo, proporção que sustenta o atual superávit da previdência dos municípios. De toda forma, em razão do envelhecimento da população, a tendência dessa proporção é apenas piorar”. Ora, é evidente que a União e os Estados não estão observando o percentual estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), de um teto porcentual em relação às receitas corrente. No município de São Paulo, enquanto a LRF estabelece um limite de 54% das receitas correntes, lei municipal limita esse porcentual a 40% das receitas correntes, incluindo como despesas de pessoal, o gasto com os ativos e os inativos, que são os servidores aposentados e que continuam recebendo nas folhas de pagamentos de suas antigas secretarias, quando ainda em atividade. O Instituto de Previdência do município se encarrega apenas dos pensionistas, além das despesas do funeral dos servidores de baixa renda. Também, nas despesas da previdência federal, devem ser incluídas as inúmeras desonerações que foram sendo concedidas ao longo do tempo a várias entidades, as quais deveriam onerar outras dotações do orçamento. A população já arca com uma das maiores cargas tributária do planeta, senão a maior, associada ao um retorno em serviços públicos, de péssima qualidade. Que será necessária uma reformulação nas regras da previdência, só não enxerga quem não quer, mas tal déficit não pode recair apenas nas costas do trabalhador assalariado, do setor público ou da iniciativa privada. Tem muita gordura para ser retirada, em cargos comissionados e alguns vencimentos fora da curva.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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‘O FATAL ROMBO DA PREVIDÊNCIA’


Acerca do tão propalado e alarmista “fatal rombo da Previdência” (“Estadão”, 1/3, A3), é de perguntar: quem confia em números apresentados por políticos ou “técnicos” a eles ligados, sejam de qual espectro for? Urge que os números da Previdência sejam auditados por entidade independente, preferencialmente de fora do País.


João Freitas freytaz@gmail.com

São Paulo


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SÓ DEPOIS DE 2018


Não me considero resistente ao projeto de reforma da Previdência, apenas não concordo que ela seja aprovada, açodadamente, por um governo que, embora constitucional, é provisório até a próxima eleição presidencial em 2018.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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O GRITANTE DESEMPREGO


Importantíssimo o projeto de reforma da Previdência, mas para o momento o mais importante e gritante é o desemprego: já estamos beirando os 13 milhões de desempregados, e até agora não vi nada de criativo vindo deste governo politiqueiro, incompetente e rodeado pela escória da política nacional. É lamentável, muito triste, mas nossos Três Poderes estão precisando ser desinfetados, impregnados pela praga da corrupção, e o veneno a ser utilizado tem de ser letal, nada de remedinho caseiro. Temos de cortar o mal pela raiz.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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JURIDICAMENTE INCORRETO


O grande jurista Ives Gandra da Silva Martins, em artigo publicado por este jornal (28/2, A2), mostra-se indignado com o descumprimento da Constituição e da lei que vem sendo praticado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), com aplausos da mídia, autoridades constituídas e, principalmente, da opinião pública. Com certeza, não é o iminente jurista que, como ele próprio se coloca, está politicamente incorreto, o que está politicamente, e até moralmente incorreta, é a própria lei, que quando perde o respaldo e o respeito da opinião pública precisa ser revista. Ninguém obedece à lei quando não acredita nela. Não é possível alguém de boa-fé aceitar que uma condenação, para caracterizar a prisão do infrator, tenha de percorrer um caminho tão longo que se exaure na prescrição ou na impunidade. É claro que em tempos normais, antes da condenação em segunda instância, só caberia a prisão temporária ou provisória, mas o que o ilustre advogado não está levando em conta é que não estamos vivendo tempos normais, e, se deixarmos essa cambada de criminosos em liberdade, vai ficar impossível de rastrear fatos, que, se ainda não comprovados pela hipocrisia dos instrumentos legais, são mais do que óbvios e explícitos a olho nu.

Outra excrecência que não pode ter o respaldo da opinião pública é o foro privilegiado, mecanismo de impunidade que protege aqueles que, pela importância do cargo que ocupam, deveriam ser julgados o mais rápido possível. Quanto ao fato de invasões de terras, de propriedades públicas e privadas, seguirem impunes sob a alegação de que é uma forma de protesto, reflete a politização de um Judiciário, em que os ministros do STF são escolhidos pelo presidente da República. Como pode querer o emérito advogado e professor, a tão decantada independência dos poderes? Se alguma coisa restou positiva dessa corrupção deslavada que assolou o País, é a indignação da sociedade, que, graças a Deus, não tem medo de ser politicamente incorreta.


Ricardo Daunt de Campos Salles dauntsalles@uol.com.br

Espírito Santo do Pinhal


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POLITICAMENTE CORRETO


Em relação às afirmações do cidadão Ives Gandra da Silva Martins no artigo “Sou politicamente incorreto” (28/2, A2), exercendo minha cidadania, faço alguns comentários. Não opero o direito profissionalmente, e sim, em minha vivência cidadã. Nesse sentido, entendendo que, na sobrevivência à barafunda que se transformou a Nação, fez-se necessária uma visão uníssona dos Poderes, buscando-se aquele mais protagonista aos nossos anseios e necessidades coletivas, mesmo em suposto conflito constitucional. É o caso do Supremo Tribunal Federal, que se tornou um substituto institucional nas continuadas omissões do legislativo frente a temas como aborto, conceito de família, agilidade jurisdicional, etc. Esse protagonismo também foi necessário no ajuste da tramitação do projeto de iniciativa popular e do Ministério Público, diante da covarde atitude dos nossos representantes em deformá-lo, ao invés da simples rejeição, pelos visíveis prejuízos eleitorais advindos. Quanto ao juiz Sérgio Moro, um inovador na aplicação do direito, é reconhecido nacionalmente como o primeiro agente público com atuação que quebra paradigmas de prisões e condenações de poderosos, a maioria delas legais, porque confirmadas em instâncias superiores. Em relação à hostilização das minorias, ênfase às religiões, sou agnóstico num Estado constitucionalmente laico, e confesso, em meus 70 anos de vida, que jamais presenciei, em nosso meio, uma hostilização àqueles que comungam outras crenças. Portanto, embora sob a égide de uma confusa constituição que não permite a maioria ser ouvida, considero-me politicamente correto.


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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TRUMP NO SENADO


Assisti ao discurso de Donald Trump no Senado americano. Suas palavras reafirmaram seus discursos de campanha, refletiram extrema arrogância e sentido de beligerância com o estrangeiro. Chega quase a demonstrar raiva com os imigrantes, estímulo à guerra e pedido de dinheiro para aumentar o poder das Forças Armadas. A indústria das armas será beneficiária da nova política do presidente, que tem uma verdadeira obsessão pela proteção dos Estados Unidos. Os ataques terroristas tornaram-se a paranoia americana. Espero que o presidente americano não provoque uma terceira guerra mundial e pense na paz. O Brasil não existe para ele. 


Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro


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PODERES HARMÔNICOS


O primeiro discurso do presidente norte-americano no Congresso se revelou promissor e buscou aglutinar todas as forças e unir os partidos políticos. Um belo exemplo de democracia, na qual todos os poderes estavam presentes, inclusive os juízes da Suprema Corte. No Brasil, ao contrário, os Três Poderes batem de frente, não se entendem e prorrogam o prazo de validade da crise, causando sofrimento e o estado de torpor da sociedade que não enxerga nas instituições credibilidade.


Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo


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UM PRESIDENTE HISTRIÔNICO


Hollywood produziu dezenas de comédias tendo o presidente americano como protagonista. Mas por mais hilário que fosse, nunca imaginaram um personagem mais bufão do que o atual ocupante da Casa Rosada. Não foi engano, não, é a antiga Casa Branca, morta de vergonha! Trump governa como se estivesse ainda em seu programa de TV, “O Aprendiz”. Ele corre o risco de um prematuro impeachment, pelo “conjunto da obra” que tem sido, até agora, seu desastroso governo. Há uma grande confusão nas altas esferas de Washington, algo parecido com o que ocorria em governos títeres e corruptos de republiquetas centro-americanas, as conhecidas “Banana Republics”, como eram chamadas nas mesmas altas esferas de Washington. Donald Trump, candidato repudiado pelas lideranças tradicionais do Partido Republicano e vencedor nas prévias dos conservadores, é um homem saído do mundo dos negócios imobiliários, origem da fortuna de seu pai, por ele intensificada no ramo de hotéis e cassinos. Narcisista e grosso, Trump não tem as mínimas qualificações requeridas por alguém que aspire à presidência de qualquer nação, muito menos da nação mais rica e poderosa do planeta. Como, então, foi eleito? Como bom demagogo, soube explorar a insatisfação de grande parte da população americana, que se viu marginalizada da economia globalizada, na qual muitos perderam seu emprego, pela transferência de indústrias americanas para outros países de mão de obra mais barata e menos sindicalizada. E pela entrada de produtos importados muito mais baratos do que os similares americanos. Ironicamente, houve maior identificação deste eleitorado, com menos estudo e desinformado sobre política, com o perfil do candidato Trump. Embora o esforço realizado nos oito anos do governo Obama tenha conseguido retomar o crescimento da economia americana, ainda restou muito a fazer para sanar o grande desastre que a crise do sistema financeiro de Wall Street causou em 2008 ao povo americano e ao mundo. Agora eles precisarão reescrever sua história política recente, antes que uma desgraça maior aconteça. As democracias sempre enfrentam problemas dessa magnitude em razão da escolha equivocada de seus eleitores. Nós, brasileiros, sabemos disso por experiência própria, várias vezes repetida.


Paulo Sérgio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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RACISMO NOS EUA


Não fosse a patacoada do final da cerimônia de entrega, o fato mais marcante envolvendo o Oscar deste ano teria sido, sem dúvida, o nada insuspeito excesso de atores negros indicados e premiados, em contrapartida à quase ausência destes em 2016. Não foi coincidência. Apenas a face oposta da mesma moeda. Ou seja, o racismo nos EUA continua de vento em popa.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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BLOCO CARNAVALESCO


Dia 28/2, das 13 horas às 21 horas, tivemos ruas interditadas no entorno da Rua Barão de Tatuí x Rua Imaculada Conceição, impossibilitado a entrada e saída de moradores de suas residências. De bloco não tinha nada – resumia-se a um caminhão velho com caixas de som, e sobre ele ficavam descamisados com tambores, teclados, etc. batendo nos tambores e cantores desafinados berrando. Centenas de pessoas de todo gênero ao redor, tomando cerveja e outras bebidas alcoólicas, berravam no acompanhamento dos músicos. No local citado, permaneceram após um pequeno deslocamento além dás 21 horas. Ao saírem do local, deixaram sujeira, garrafas, latas de cerveja, isso sem contar que faziam suas necessidades em plena via pública. Sr. prefeito João Doria, com a devida vênia eu e os moradores da Rua Barão de Tatuí gostaríamos que V.Sa. realizasse os desfiles de blocos na rua onde reside precisamente na frente de sua casa. Aí iria sentir o problema. O “Estadão” publicou que os desfiles irão até 11 de março em locais predeterminados, não incluindo a Rua Barão de Tatuí x Rua Imaculada Conceição. Esperamos. Alguém da prefeitura, não sei quem, é que inclui as citadas ruas, como já aconteceu, sem conhecido do regional da Sé e, acredito, do próprio perfeito. Esperamos que não as inclua.


Gunther Alfano Claussen clausseng@yahoo.com

São Paulo


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BEM-VINDO, 2017


Após os 50 tons da Quarta-feira de Cinzas, começa o ano, dando fim aos banheiros químicos e dando espaço à Lava Jato orgânica, ou seja, dez, nota dééééz.


Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo


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CINZAS PARA OS CAMINHONEIROS


Enquanto no Rio de Janeiro, em São Paulo, em Salvador, em especial, e por todo o Brasil Sodoma e Gomorra estavam bem representados, as principais emissoras de televisão deveriam dar maior destaque a um escândalo que pode ser juntado ao mensalão, ao petrolão e ao propinoduto. Num país em que se fala em reformas para ressuscitar a economia, não é admissível que mais de 3 mil caminhoneiros, a maioria transportando grãos de uma safra generosa, estejam atolados na Rodovia Cuiabá-Santarém, esperando a lama secar para prosseguir viagem, muitos com a carga já deteriorada. Esse foi o carnaval de milhares de transportadores de parte substancial da economia que o governo pretende alavancar. Evoé Baco, o carnaval da falta de vergonha do governo continuava na Cuiabá-Santarém, na quarta-feira de lama​.​


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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ACIDENTES NO DESFILE


Este país não tem jeito! Numa situação de penúria financeira, o Rio de Janeiro gasta fortuna na realização do carnaval. Infelizmente, houve situações inesperadas, jamais pensadas, em razão, principalmente, da economia, que causou acidentes vitimando 32 pessoas na Marquês de Sapucaí. O apoio absurdo da TV número 1 do País acaba promovendo a “festa”, mas parece que não está tendo o mesmo retorno, para nossa felicidade.


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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FALHAS NO DESFILE


Com a decisão de que nenhuma escola de samba do Rio de Janeiro caia da série especial, fica provado que tudo no Brasil é fruto do jeitinho e da injustiça. Até no sambódromo,


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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POBRE NAÇÃO


A folia carnavalesca acabou, mas o cordão dos “puxa-sacos”, principalmente na politicagem, na corrupção ativa e passiva, no suborno, cada vez aumenta mais, para infelicidade e desmoralização do nosso infortunado e infeliz Brasil. Que Deus se apiede da nação brasileira e se compadeça do seu povo! Amém!


Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

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