Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

05 Março 2017 | 05h00
Atualizado 05 Março 2017 | 13h26

SAFRA GIGANTE

Mais um buraco sem fundo

É, no mínimo, vergonhoso um ministro de Estado, o sr. Blairo Maggi, da pasta de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, lamentar-se para a imprensa: “Dinheiro que estava na mesa, de uma grande colheita, está indo para o ralo, nos buracos das estradas. Dá pena de ver”. Como se ele não fosse responsável pelo abastecimento ao mercado, contrariando o que está claramente especificado no título de sua função! O ministro talvez entenda que sua responsabilidade compreende apenas passar algumas horas no seu luxuoso gabinete e esperar ser informado de que os grãos de soja, da propalada monstruosa safra recorde, já haviam sido cultivados e estavam disponíveis para a entrega. Antes da desastrosa declaração era de esperar, ao menos, que ele se levantasse da cadeira, atravessasse a rua e batesse à porta de outro ministro, o sr. Maurício Quintella, dos Transportes, Portos e Aviação Civil, e protestasse: “A minha safra está pronta. Onde está o transporte, onde estão os portos? Enquanto você não gasta o seu dinheiro ou o despende em outras coisas, o meu está indo para o buraco!”.

FLAVIO BASSI

flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo

Conversa fiada

Esse ministro da Agricultura, que é grande produtor em Mato Grosso, juntamente com grandes exportadoras, que se anteciparam à construção da estrada para instalar seus polos de exportação no eixo Itaituba-Santarém, já sabiam desde sempre que qualquer 1 km de estrada não pavimentada na região daria nesse fracasso quando chovesse. E mais: essa estrada, quando pronta, não durará mais que duas temporadas de chuva, visto que a tonelagem dos caminhões excede o projeto da infraestrutura da rodovia.

JOSE GUILHERME SANTINHO

msantinho@uol.com.br

Campinas

Saindo do atoleiro

O agronegócio é próspero, portanto, os produtores deveriam deixar de reclamar da falta de providências do governo, partir para a formação de uma parceria público-privada, asfaltar a BR-163 e cobrar pedágio. Todos sairiam lucrando. 

ANTONIO CLAUDIO SALCE

claudiosalce@papirus.com

Indaiatuba

Estrada de ferro

Causa-me espanto os governantes do Brasil até hoje não terem cortado este país de norte a sul e de leste a oeste com modernas ferrovias para transportar com segurança e mais economia a nossa produção e passageiros pelas diversas regiões deste imenso país. Só os valores desviados da nossa economia pelo Partido dos Trabalhadores que não trabalham para países comunistas e ditatoriais seriam suficientes para já termos essa malha ferroviária, que agora poderia estar nos proporcionando grande economia e criando milhares de bons empregos para os verdadeiros trabalhadores. Infelizmente, porém, os 13 anos de rombo do PT foram simplesmente ignorados por quase todos os que têm a responsabilidade pública de fiscalizar as ações do Executivo brasileiro e isso quase levou o Brasil à falência.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

CORRUPÇÃO

O bobo da corte

Em depoimento à Justiça Eleitoral no Paraná, com cara de coitado e fazendo biquinho, Marcelo Odebrecht disse que era o bobo da corte dos governos petistas. Mas de bobo ele não tem nada. Conseguiu desestabilizar vários governos de países onde praticou a corrupção, como Angola, República Dominicana, Argentina, Equador, Guatemala, Venezuela, Moçambique e Cuba, dentre vários outros. E pela delação premiada ficará, no máximo, três anos na cadeia e depois terá todo o tempo livre para usufruir a roubalheira. Ah, coitado!

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Engraçado, não se tem registro na História de um único “bobo da corte” – como se declarou Marcelo Odebrecht em relação aos governos Lulla e Dillma – que tenha amealhado uma fortuna avaliada em R$ 9 bilhões. Ao contrário, eles viviam de migalhas na corte. Os tempos realmente mudaram!

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

Bobo da corte? No caso, seria das cortes, já que é investigado em vários países.

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Desculpa esfarrapada

Quer dizer, então, que o sr. Marcelo Odebrecht alega que era o otário, o bobo da corte dos governos precedentes? Ora, ora, quando um não quer, dois não brigam! Se esse senhor se prestou a tal papel, foi porque lhe interessava, rendia-lhe bons negócios, seja na nossa pátria mãe gentil, seja no exterior. Mais respeito pela inteligência alheia não lhe faria mal nenhum.

ARLETE PACHECO

arlpach@uol.com.br

Itanhaém

Que lorota boa

Então, o campeão do riso sardônico era o bobo da corte, o otário do governo? Piada tão boa que chorei de tanto rir...

EDMÉA RAMOS DA SILVA

paulameia@terra.com.br

Santos

Papel de otário

Já se disse que quando tudo dá certo o esperto se sente um leão, quando dá errado se deprime por “pagar papel de otário”. E também que a esperteza quando é demais cresce e come o esperto. Nesse ambiente, somos engolidos e de algum modo somos muitos os bobos da corte.

JOSÉ SERGIO TRABBOLD

jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

Muita lábia

Acostumado a negociar com o empresariado e com a massa trabalhadora desde os tempos de sindicalista, o ex-presidente Lula da Silva conseguiu o feito de corromper todos os políticos que dele se aproximaram – e está aí a Operação Lava Jato para não me desmentir. 

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Delações

Não se entende o motivo do sigilo das delações da Odebrecht. Os brasileiros devem saber o nome de todos os envolvidos e o andamento das investigações. A transparência evita vazamentos e acusações e é uma razão de passar o Brasil a limpo.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PLENÁRIO VAZIO

Como foi triste ver a foto de capa da edição de sexta-feira do "Estadão" ("Plenário vazio"). Muitos devem achar que estou exagerando. Afinal, todo ano é a mesma coisa: os parlamentares "esticam" o seu período de carnaval. Mas, diante da grave crise pela qual passa o nosso país, juro que pensei que desta vez seria diferente. Como o Brasil está mudando (Operação Lava Jato, prisões de políticos, troca de presidente, etc.), eu achava, sinceramente, que nossos parlamentares também mudariam. Só que não. Estes parecem incorrigíveis.

Luiz Rocha drluizrocha@uol.com.br

Guarulhos

A DELAÇÃO DA ODEBRECHT

Aos deputados e senadores envolvidos na Operação Lava Jato, pergunto: após dez dias gozando o carnaval, quanto serão os anos a serem gozados na prisão?

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

CERVEJA E FOLIA

Este o clima entre a empresa Odebrecht e a doação à campanha Dilma/Temer, de 2014, bem ao gosto do padrinho político (criador) de Dilma (criatura). Sim, pois foi a partir de uma das produtoras da "loira gelada", a Cervejaria Itaipava, que foram doados modestos R$ 40 milhões à campanha da chapa. Sabe o que mais me intriga? A relação entre Dilma e Temer. Será que ele não deve ser responsabilizado pela omissão? Será que, testemunha disso tudo, enclausurar-se em seu silêncio, rompido na hora em que se aproximou do poder? Será que se tratavam de inimigos políticos ou era uma coalizão interessante aos caciques de ambos os partidos (PT e PMDB)? Entendo, na minha parca condição de mera cidadã, na linha do professor Ph.D. de Stanford University, ganhador do Prêmio Best Book Award, Comparative Democratization Section, American Political Science Association, em 2015, que em recente avaliação do regime político brasileiro como um todo, sobre o quão "crescente sustentabilidade de uma democracia de baixa qualidade no Brasil". É isto o que existe hoje, mesmo findo o carnaval: cerveja, folia e democracia de quinta categoria.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO CORPORATIVA

É sabido por todos, por ter sido amplamente divulgado, que a Odebrecht mantinha um departamento na empresa que se dedicava exclusivamente ao pagamento de propinas. Provavelmente denominava-se "corrodebrecht"?

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

A LIQUIDAÇÃO DA ODEBRECHT

Fim de linha, não há outra saída. A Odebrecht tem, mesmo, de sumir do mapa mundi e o melhor caminho será o confisco de todos os seus bens para, em seguida, serem levados à praça. Acabou.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

LIBERAÇÃO DAS DELAÇÕES

As delações analisadas e pontuadas pela Procuradoria-Geral da República (PGR) e pelo Supremo Tribunal Federal (STF) merecem ser do conhecimento público, porquanto casos como o do ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, sob o comando de Marcos Pereira, do PRB, já poderiam ser do domínio público, se não houvesse o sigilo impeditivo de se saber que a Odebrecht propiciou o montante de R$ 7 milhões á campanha de 2014 de Dilma-Temer. A podridão que as 77 delações da Odebrecht encerram merece ser analisada também pela população brasileira. Aliás, Maquiavel ensinou que o Príncipe deve fazer todo o mal de uma só vez, porque o mal realizado aos poucos é muito doloroso e causa muitos ódios.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojcc@uol.com.br

Rio Claro

MONUMENTO

Nada mais justo que a proposta do ilustre escritor Prêmio Nobel Mario Vargas Llosa sugerindo ("Estadão", 19/2) erguermos monumentos à Odebrecht, por ter colaborado em descobrir o manto da corrupção em tantos lugares do mundo!

Domingos de Souza Medeiros dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

ACORDE, STF!

"Algum dia terão de erigir um monumento à Odebrecht" (Vargas Llosa, "Estadão", 19/2). Observação preciosa e correta do brilhante escritor peruano. Dependemos somente do juiz Sérgio Moro (nota 10) e do STF (infelizmente, nota 2) para dar fim à corrupção. 

Roberto Hungria cardosohungria@gmail.com

Itapetininga

A JUSTIÇA BRASILEIRA TARDA E FALHA

O governo do Peru encontrou indícios suficientes para mandar prender preventivamente o ex-presidente Alejandro Toledo por seu envolvimento no esquema de propinas da Odebrecht naquele país. Aqui, no Brasil, até a sombra das árvores já sabe que os ex-presidentes Lula e Dilma estão envolvidos até a alma no escândalo do petrolão, existem acachapantes evidências, delações, confissões, devolução de milhões de reais roubados, tudo aponta diretamente para Lula e Dilma, os principais beneficiários dos roubos. Até os bem-te-vis que cantam nas árvores já sabem que o sucessor de Dilma Rousseff, Michel Temer, e a grande maioria dos membros do seu governo também estão envolvidos até a orelha nos mesmíssimos esquemas de desvio de dinheiro público. A Justiça brasileira deveria pedir ajuda à Justiça peruana para entender como eles conseguem ser tão rápidos e eficientes no cumprimento do dever. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

CUIDADO

Será que os ministros da Suprema Corte estão, por exemplo, tomando o cuidado de listar todos os políticos que claramente querem acabar com a criminalização do caixa 2, objetivando a livrarem-se da Operação Lava  Jato e, consequentemente, das garras do juiz Sérgio Moro?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

SÓ SOMOS CÚMPLICES

Em depoimento ao juiz Sérgio Moro, o cara de pau e ex-ministro da Justiça de Lula Tarso Genro afirmou que o caixa 2 era exigência das empresas para que pudessem receber esses recursos ilícitos. Dessa forma, entende Tarso que ninguém do partido é culpado, especialmente ele que, apesar da função que exercia, deveria proibir essa prática, mas, no caso, "só eram cúmplices"!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

PROBLEMAS COM O VERNÁCULO

Os americanos faz tempo têm utilizado termos politicamente corretos substituindo, por exemplo, "negro" por "afro american", "old" por "senior citizen", que associa a experiência e senioridade, ao invés de velhice, "foreign student" por "international student", e por aí vai. Tudo politicamente correto. Nós também temos substituído velhos por idosos, só para dar um exemplo. Mas o que está ocorrendo por aqui, agora, é uma inversão de valores, substituindo os termos adequados e corretos por politicamente incorretos. Propina, cujo sentido principal é gorjeta, é utilizado ao invés de suborno, a palavra correta para corrupção. Da mesma forma caixa 2, que já foi associado a recursos não contabilizados, é, na verdade, dinheiro desviado, não declarado, ou seja, sonegação de impostos, que é crime. As propostas estapafúrdias que circulam em favor da anistia para caixa 2 é tentativa vã, esperamos, de perdoar um crime. Por isso, proponho que a imprensa substitua os termos pelos corretos: suborno e recursos ilegais ou sonegação de impostos.

Roberto Grad grads@uol.com.br

São Paulo

ESTADO DE DIREITO?

Foro privilegiado, delações não reveladas, Lula ainda livre, leve e solto, provas descartadas, intervenção do Supremo Tribunal Federal (STF) no Congresso, soltura do goleiro criminoso, impeachment fatiado, etc. Estado Democrático de... Direito? Sim, de direito, porque são as leis que estão mandando no País. A judicialização aberta e despudorada. O STF está protagonizando, não julgando conforme a Constituição. Aliás, além de a Constituição estar mal redigida e omissa em pontos sensíveis, o STF chega a interpretá-la erradamente e a modificar até o que está bem redigido. A Constituição Cidadã só é cidadã para alguns privilegiados. A lei é cega, não enxerga a realidade objetiva. Nem a ordem é mantida. Na Avenida Paulista o MTST ocupa o espaço público. É o sequestro do direito de ir e vir dos contribuintes, além da sujeira e ameaça de confronto em 26/3. Estive lá no dia primeiro de março e pude constatar. E a explicação é de que "não se pode fazer nada". Basta de direitos sem méritos. Queremos um Estado Democrático de Fato, não só de... Direito!

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

O lulopetismo deturpou de tal forma os valores éticos e morais do País que o foro privilegiado consagrado em 1988, no artigo 53, parágrafo 3.° da Constituição federal, levou 29 anos para virar bola da vez!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

PRERROGATIVA DE FORO

Já entendi: qualquer bandido que disser que conhece algum político pode passar a ter foro privilegiado. Não consigo assumir este papel de idiota! 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

CHACOTA

É surreal o nível que a corrupção atingiu no Brasil. O longevo sr. Henrique Eduardo Alves, que é político de carreira e filhote de político, não sabe como US$ 800 mil foram parar em suas contas bancárias. Se eu encontrar, tão somente, US$ 8 em minha conta, e não souber a origem, vou averiguar, imaginem US$ 800 mil. Das duas uma, ou esse sr. tem tanto dinheiro que esse valor passa despercebido, ele não tem controle da conta, ou, como mentiroso e cínico contumaz, qualquer coisa que ele fale não tem relação com a verdade. Esse valor vultoso na conta de qualquer político, em qualquer país do mundo, seria um escândalo, aqui, no Brasil, está virando chacota.

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

CINISMO INADMISSÍVEL

Investigado pela Operação Lava Jato, o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara Federal o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), mostrando um cinismo a toda prova, alega desconhecer uma conta de US$ 833 mil que mantém na Suíça. Essa postura de mentir sobre a sua conta no exterior é ofensiva e inadmissível.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

QUE CABEÇA A NOSSA!

Caro sr. Henrique Alves, confirmo que realmente deve desconhecer a origem dos US$ 800 mil presentes em sua conta no exterior. Pois não é que, revendo meus extratos, percebi que transferi inadvertidamente para sua conta na Suíça o valor referido? Sabendo de sua ilibada reputação, anexo os dados de minha conta corrente para que faça o devido estorno. Ah, faça o favor de passar meus dados para o sr. Paulo Maluf... de repente.

Natalino Ferraz Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

'A HORA DA LIMPEZA'

Ninguém poderia concordar mais com o editorial do "Estadão" "A hora da limpeza" (2/3, A3) do que eu. Realmente, pessoas em cargos-chaves do governo não podem ocupar cargos tendo contra elas suspeitas de malfeitos em sua biografia, mesmo não tendo sido processadas e julgadas pelo Judiciário. É o caso do chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, como descreve com toda propriedade o jornal. Mas, para sermos coerentes com nossas convicções, pergunto aos editorialistas se o caso pessoal de Michel Temer não se enquadraria nas mesmas considerações. O presidente foi citado dezenas de vezes por delatores da Lava Jato, exatamente como Padilha. O jornal tem uma resposta?

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

CARECA DE SABER

Coitado deste país, que é governado por políticos do naipe de Romero Jucá, Edison Lobão, Renan Calheiros, Moreira Franco, Eliseu Padilha, etc., pois estou careca de escutar as frases de efeito dos advogados de defesa ("é mentirosa a afirmação na delação"; "meu cliente vai falar na hora certa"; "as doações foram feitas de acordo com a lei"; "as prestações de contas foram aprovadas pelo TSE"; "a verdade irá prevalecer"), mas ninguém cita a origem do dinheiro.

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

MUDANÇA NO ITAMARATY

Por mais que tenha qualidades e capacidade para comandar o Ministério de Relações Exteriores, o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB) deveria continuar como líder do governo no Senado, por dois motivos: ele é um batalhador que já conquistou o seu espaço e da tribuna quer ver um Brasil melhor. O segundo motivo é que, no caso de deixar o Senado, será substituído por um elemento tirado do fundo do baú da era Quércia.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

SERRA INSTÁVEL

José Serra é um excelente executivo, mas totalmente instável: começou e não acabou o mandato na prefeitura de São Paulo, no governo do Estado, como senador e, agora, no Ministério das Relações Exteriores. Vamos nos lembrar disso em 2018, embora onde passe deixe alicerces de medidas eficientes.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

DINHEIRO PELO RALO

Com efeito, causa espécie, revolta e indignação o que está ocorrendo nos 100 km não asfaltados da BR-163, rodovia que liga a grande zona produtora de grãos, no Mato Grosso, aos portos do Norte do País. A colheita de uma superssafra recorde fica apodrecendo em uma fila de 40 km (!) formada por mais de 1,2 mil (!) caminhões durante mais de 12 dias (!), provocando um prejuízo de R$ 350 milhões! A propósito, cabe destacar o que disseram o ministro da Agricultura, Blairo Maggi ("O dinheiro que estava na mesa, de uma grande colheita, está indo para o ralo, nos buracos das estradas. Dá pena de ver") e o presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), Carlo Lovatelli ("Estamos queimando notas de cem dólares, uma atrás da outra"). Que país é este?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

BR-163

"O dinheiro de uma grande colheita está indo para o ralo." E por que está indo para o ralo? Porque nenhum governo fez melhorias naquela rodovia, e teria de ser o governo federal, já que se trata de uma BR. Nem os 13 anos de governo petista fizeram alguma coisa naquela rodovia. E se dizem governo das classes menos favorecidas. Imaginem se não fossem. Não é possível que aquela rodovia não tenha solução. Todos sabem que nesta época das chuvas, na Região Norte, acontece isso, então por que não tomam providências? Para o tratorista ganhar R$ 1.500,00 por caminhão/veículo atolado? Por trás dessa situação da BR há a errada política de transporte rodoviário priorizada no País. Deve ser para queimar gasolina e atender às montadoras. Por que não procuram recuperar a malha ferroviária e aumentá-la? Transporte ferroviário não seria melhor? Não transportaria mais sacas da safra? O transporte rodoviário tem de ser para pequenas distâncias. Países com dimensões continentais priorizam o transporte ferroviário e fluvial. Vide EUA, Austrália, etc.

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

PARA O RALO OU PARA O BREJO?

É muito triste ver uma superssafra de soja não chegar ao seu destino em razão da falta de infraestrutura. No Brasil, sobra corrupção e falta administração e vergonha na cara, tanto dos políticos quanto dos eleitores, pois os políticos lá estão graças aos votos dos eleitores. Enfim, dificilmente vamos mudar o rumo do nosso país, pois, se depender de apoio popular, a Lava Jato também corre o risco de ir para o brejo, pois tenho certeza de que no próximo dia 26 nem um décimo das pessoas que saíram às ruas para comemorar o carnaval sairão para apoiar o juiz Sérgio Moro. Naquele brejo da BR-163 se perdem os grãos de soja e os sonhos de um país melhor.

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

TORRAMOS DINHEIRO

A frase do ministro da Agricultura lembra-nos, mais uma vez, a atitude irresponsável dos governos anteriores que, mesmo com tremendas carências de infraestrutura no País, preferiram torrar R$ 50 bilhões em Copa do Mundo e Jogos Olímpicos.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

O SUCATEAMENTO DA POLÍCIA CIVIL

Entendo como vital a matéria sobre a falta de policiais civis no Estado de São Paulo ("Estadão", 2/3, A12). A política de Segurança Pública deve ser ampla. Não adianta apenas investir no policiamento de patrulhamento sem que haja investigação. É como se o governo, na área da saúde, investisse apenas no Samu e em ambulâncias, para atendimento de emergências, e deixasse os prontos-socorros e UTIs sem médicos ou equipamentos. A população acha que está sendo socorrida, mas na verdade está sendo enganada, pois o tratamento efetivo do problema não tem condições de ser feito por falta de estrutura material e humana. Não se resolvem assuntos como o PCC com Samu, mas, sim, com uma boa equipe de UTI.

Raphael Vita Costa raphael.vita.costa@gmail.com

Santos

REPOSIÇÃO DO EFETIVO

Li a reportagem do "Estadão", ótima, mas não concordo com o que foi dito pelo governo, a saber: 1) ele fala da crise da Polícia, que vem perdendo efetivo há muito tempo; 2) não é aumento de efetivo, e sim reposição, se tivesse todo mundo lá não tivesse havido baixa, como estaria a responsabilidade fiscal?; 3) Há um concurso desde 2013 que não chamou ainda os aprovados (a maioria, verificar no portal da Polícia Civil) e não chama, então por que faz concurso? Chega deste papo de responsabilidade fiscal. 4) Falta chamar dentre o número de vagas 815 investigadores - falo isso pois meu filho espera ser chamado, está dentro do número de vagas, entregou toda a documentação, gastou uma nota fazendo este concurso e está classificado. O Estado ficou mais de 10 anos sem contratar delegado. 5) Por fim, desde 2011, contratou 3.688 até 2017, dá de reposição 650 policiais e o que se aposentaram está crise não está desde 2011. 6) Está é sucateando mesmo Polícia Civil e Polícia Militar. 7) Sofro duas vezes, com filho esperando ser chamado (sei que não é fácil passar, foram 60 mil candidatos para 1.384 vagas) e como cidadão. 

Alonso de Paula Vargas apvargas7@gmail.com

São Paulo

GESTÃO DORIA

Não há falta de dinheiro e ou de tempo que faça sucumbir a eficiência. Em dois meses de gestão, o prefeito João Doria renovou a frota da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) a custo zero para o contribuinte; retirou os carros oficiais e fez render R$ 10 milhões aos cofres públicos; reformou banheiros em parque públicos e, ainda hoje, lemos no "Estadão" que, custeados pela iniciativa privada, levará banheiros móveis e com ar-condicionado às feiras livres; remanejou obras para conseguir recursos que lhe propiciaram pagar os professores do ensino municipal, cobrindo o buraco deixado pelo seu antecessor, que deixou de contabilizar os aumentos de 2016; obteve o fornecimento de material de higiene para os sem-teto; está em fase de implantação - além da recuperação das já existentes - de grandes extensões de áreas verdes, melhorando a aparência e o ar da cidade e, tudo isso, sem onerar a população com mais impostos, buscando parcerias com empresas privadas como a Nike, que vai fazer a reforma das quadras poliesportivas e uma infinidade de outras pequenas obras. Não bastasse, ainda doa o salário de prefeito para instituições de caridade. Isso tudo equivale a dizer que, em todos os anos de mandato de Fernando Haddad, Marta Suplicy, Gilberto Kassab e até de Luiza Erundina juntos e misturados se viu tanto trabalho por um custo tão baixo. Essa é a diferença entre um político e um gestor, mas ainda tem gente que só está preocupada porque ele pintou os grafites de cinza...

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

PRIVATIZAÇÕES EM SP

Em relação ao tema privatizações, gostaria de comentar o que se segue. Itamar Franco entregou o governo a FHC com a relação dívida líquida/PIB em 30%. FHC privatizou grandes empresas públicas e, além de reservas cambiais baixas, aumentou essa relação para 60%. No final do governo Lula, a relação estava em 30% e reservas cambiais altas. João Doria recebeu o governo com as contas em ordem e a vantagem de ter a dívida da cidade diminuída em R$ 46,5 bilhões pela gestão anterior, com custo significativamente menor de pagamento do seu serviço. Espera-se que Doria aplique o dinheiro das privatizações em obras e mantenha a dívida da cidade estável, apesar de ter nomeado Juan Quiros para presidente da SP Negócios.

Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo

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