Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

06 Março 2017 | 05h01

OPERAÇÃO LAVA JATO

‘O Supremo em xeque’

Excelente o artigo com o título acima, de autoria do professor Miguel Reale Júnior (4/3, A2), demonstrando que existem meios de acelerar a elucidação da culpabilidade de acusados na Lava Jato. Terão os magistrados a coragem de utilizá-los?

EDILSON TÁVORA

tavoraedilson@icloud.com

São Paulo

O que se espera

Parabéns ao dr. Miguel Reale Júnior pelo excelente artigo O Supremo em xeque. O que todos os brasileiros esperam dos ministros do Supremo Tribunal é que deem urgência ao julgamento dos processos, a fim de que o Brasil volte à sua normalidade.

ALVAREZ ARANTES

arantes1932@hotmail.com

São Paulo

Judiciário em falência

O professor Miguel Reale Júnior pôs todos os dedos na ferida. Com 85 anos de idade, tenho a certeza de que não verei o resultado dos quase 500 processos contra parlamentares, absolvidos ou condenados, independentemente do foro privilegiado. Tive um processo por danos morais, por uma questão imobiliária, em Brasília, que levou dez anos; perdi a causa no STF. Portanto, é hora de grandes manifestações populares contra a lamentável morosidade no julgamento dos milhares de processos, ações e inquéritos.

GREGORIO ZOLKO

gzolko@terra.com.br

São Paulo

Certeza de impunidade

A causa da grave crise moral e econômica vivida pelo País está na certeza de impunidade da classe política. Apenas 1% das ações no Supremo Tribunal Federal acaba em punição. Como já disse o ministro Barroso, o sistema é feito para não funcionar. Ou isso muda, com os políticos se equiparando aos cidadãos comuns, que são punidos pela lei, ou continuaremos a viver num país sem horizonte.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Assim não dá

O editorial Os partidos e seus corruptos (4/3, A3) confirma o que todos sabemos há tempo, graças ao acompanhamento diário das peripécias de suas excelências: é impossível continuar com a política – e os políticos – atuante no Brasil hoje. Ou mudamos tudo isso que está aí, ou corremos o risco de “extrema felicidade” se a alma mais honesta se candidatar e, por “obra do destino”, voltar ao comando do País.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

LULOPETISMO

Privilegiados avestruzes

Felicito o leitor sr. Fernando Pastore Júnior por sua lúcida mensagem sobre o que foram os “catastróficos” 13 anos do PT no poder (O manifesto dos 400, 4/3). É lamentável que os lullointelequituais, por pertencerem a uma classe privilegiada, não queiram enxergar esse desastre. E ainda pleiteiem o retrocesso!

ROSANE DE ARAZÃO

roxanearazao@yahoo.com.br

Campinas

Mais dúvidas

Ao afirmar que a condenação do sr. Ronan Maria Pinto nada tem que ver com o assassinato do prefeito Celso Daniel, o sr. Breno Altmann deixa no ar mais uma indagação: então, por que ele recebeu R$ 6 milhões do PT? Qual seria a contrapartida, se não foi a chantagem para não revelar o que sabia?

CELIA R. CANHEDO

cecanhedo@gmail.com

São Paulo

EM SÃO PAULO

Rodoanel

Depois de muito tempo, vão ter início novas investigações versando sobre desvios de dinheiro público no transcorrer das obras do Rodoanel, calcadas nos documentos finalmente liberados pela Lava Jato. Tais fatos há muito são de conhecimento geral e do Ministério Público (MP) estadual. E nada aconteceu. Assim, considero temerário que tais investigações fiquem exclusivamente a cargo do MP paulista, cabendo, em nome dos princípios da transparência e da moralidade, que tais investigações sejam realizadas por uma força-tarefa que inclua a Polícia Judiciária, a Receita Federal e a Secretaria da Fazenda.

RENATO GONÇALVES COLETES

renatogoncalvescoletes@gmail.com

São Paulo

Abandono da polícia

Excelente o editorial As carências da Polícia Civil (3/3, A3). Mas nenhuma crise financeira é capaz de justificar o atual abandono da Polícia Civil do Estado de São Paulo, principalmente diante do anúncio de um superávit nas contas públicas estaduais de R$ 1,5 bilhão. Tampouco é legítimo invocar a Lei de Responsabilidade Fiscal, pois ela autoriza a reposição dos quadros em caso de aposentadoria e falecimento de servidores da educação, saúde e segurança. Já passou da hora de o governo admitir a realidade e mostrar à sociedade a vontade política de cumprir sua responsabilidade de tornar viável a prestação eficiente do serviço de investigação. Afinal, não faltaram recursos para maciço investimento no policiamento ostensivo. Urge dar a mesma atenção à polícia investigativa. No mais, parabéns ao jornal por dar espaço e debater esse tema, que atinge toda a sociedade paulista.

RAQUEL KOBASHI GALLINATI, presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo

presidencia@sindpesp.org.br

São Paulo

Lona azul

O telhado da “casinha da polícia” no Jardim Ângela caiu. Os próprios policiais ergueram uma enorme lona azul em cima da Base Comunitária de Segurança para evitar alagamentos. Esse é o retrato da segurança pública, sucateada, de São Paulo. A autoestima da polícia está no fundo do poço, diante do desleixo do Estado. Outras bases da periferia precisam urgentemente de reformas.

DEVANIR AMÂNCIO

devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

BLOCOS CARNAVALESCOS

Transtornos na cidade

O carnaval terminou, mas os blocos continuam a infernizar a vida dos paulistanos. Ruas interditadas sem aviso ou sinalização prévios, tolhendo o direito de ir e vir, som altíssimo com música eletrônica (nada que ver com samba ou marchinhas), sujeira, barulho, bêbados e muito mais. Tudo tem limites. Pimenta nos olhos dos outros não arde. Em vez de quatro, agora são dez dias de muvuca. E ai de quem reclamar, é logo tachado de velho ranzinza, reaça... É o direito da maioria sendo suprimido pela minoria. Uma falta de respeito!

RENATO KHAIR

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO NA RIO-2016

Notícia publicada no “Estadão” (4/3) informa que o Ministério Público Financeiro da França encontrou indícios concretos de corrupção envolvendo a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de corrupção envolvendo a escolha do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Empresas do empresário brasileiro Arthur Soares, considerado grande amigo do ex-governador Sérgio Cabral Filho, transferiram US$ 2 milhões para a família de Lamine Diack, presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI). De acordo com reportagem, Soares havia firmado contratos de prestação de serviços com o governo de Sérgio Cabral Filho que somaram a importância de R$ 3 bilhões. Para quem estranhou desde o início, a escolha da cidade do Rio de Janeiro para a Olímpiada de 2016, tal notícia não causa nenhum espanto. Também foi estranha a presença do então presidente Lula do Brasil na cerimônia da escolha com o Rio de Janeiro concorrendo com Chicago, Tóquio e Madri. À época, o governador de Tóquio protestou contra a escolha, levantando novas suspeitas de corrupção no COI, citando nominalmente o presidente Lula. O potencial do Rio de janeiro em realizar uma Olímpiada era escancaradamente inferior aos das cidades concorrentes. A escolha não tinha lógica, mesmo ante as belezas naturais da antiga capital do Brasil. E entre as obras realizadas o que chamou mais a atenção foi a destruição de um mangue para construir no local um campo de golfe, esporte muito pouco praticado entre nós. E o que aconteceu depois todos nós agora sabemos. A não ser o espetáculo da abertura dos Jogos, que nos encheu de orgulho, o legado deixado pela Olímpiada não foi bom para a cidade, para a cidade e para o Estado do Rio de Janeiro. O Estado está falido e a cidade tem várias das obras urbanas incompletas, o estádio do Maracanã inutilizado e outros equipamentos, como o famigerado campo de golfe abandonado. Agora veio da França a explicação de tanta lambança. Tratou-se de mais tramoia de governantes inescrupulosos e empresários imorais para se enriquecerem à custa dos cofres públicos, pois os prejuízos advindos dessa negociata serão arcados pela população daquele Estado. O ex-governador Cabral está preso, acusado de apropriação indevida de recursos públicos e espero que não receba nenhuma grande regalia se vier a fazer delação premiada. Ele merece ficar preso atrás das grades.

Gilberto Pacini

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

VELHOS PERSONAGENS

Não é de estranhar a notícia veiculada no sábado a respeito da corrupção na escolha do Rio para os Jogos 2016. Não causam estranheza os personagens envolvidos nesta tão propagada Olímpiada, estampados em foto no “Estadão” de sábado: Eduardo Paes, Cabral, Nuzman, Luiz Inácio (vulgo “Lulla”) e Orlando Silva. Até quando nós, brasileiros, teremos de arcar com irresponsáveis governando o País?

Gilberto de Lima Garófalo

gilgarofalo@uol.com.br

São Paulo

A VERDADE TARDA, MAS NÃO FALHA

Longe de mim classificar-me como vidente, adivinho, bidu, etc., mas ficou muito claro e evidente que a festa e a alegria de Lula e sua gangue ao ouvirem o nome do Rio de Janeiro indicado para sediar a Olimpíada 2016 foi para mostrarem-se surpresos, quando já sabiam do resultado por terem as cartas marcadas. A verdade é que nascia naquele momento nova chance para obterem novas maneiras para gerar receitas, pois continuariam praticando corrupção. Os benefícios, vantagens e chances eram tão grandes, com todas as possibilidades de roubar, desviar e superfaturar, que pagaram o suborno antecipado no valor de US$ 2 milhões para Lamine Diack, dirigente do COI.

Angelo Tonelli

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

OS 18, OS 300 E OS 400

A revolta do Forte de Copacabana ocorreu no dia 5 de julho de 1922, provocada por tenentes da República Velha, tendo participado 17 militares e 1 civil. No ano 480 a.C. aconteceu a famosa “Batalha das Termopilas”, entre espartanos e persas. Leônidas, rei espartano conseguiu, com 300 espartanos, deter o formidável exército do rei Xerxes, que contava com milhares de guerreiros. Recentemente um manifesto foi lançado por supostos 400 intelectuais petistas, o que já enfraquece a intelectualidade, com a agravante de um erro de português inadmissível neste Olimpo de gênios. Consta no manifesto: “o povo perderam”, numa flagrante agressão ao vernáculo, como o PT fez, mais Dilma, com os cofres públicos. Pelo que parece, essas estrelas petistas vivem fora do Brasil há mais de 13 anos. Usando antolhos, renegam suas próprias inteligências, suas conquistas como artistas, escritores, compositores, enfim, gente que deveria saber distinguir joio e trigo, para separá-los. Segundo suas crenças xiitas, Lula, penta-réu no Lava-Jato, responsável pela crise que o País atravessará, ele, Lula, é a salvação do Brasil. Essa classe chamada de intelectual deveria se dedicar a encontrar a fórmula da pedra filosofal ou tentar o que Ponce de Leon não conseguiu: encontrar a fonte da juventude.

Jair Gomes Coelho

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

ALULA BABÁ

Com efeito, o manifesto em apoio à candidatura de Lula a presidente em 2018, assinado por intelectuais e artistas, deve ser chamado de “Alula Babá e os 400 signatários”. Francamente!

J. S. Decol

decoljs@gmail.com

São Paulo

O GRITO DOS IDIOTAS

Já se conhece a expressão “o grito das ruas” usada pelos políticos para denominar as manifestações recentes ocorridas na maioria das cidades brasileiras protestando contra um alvo qualquer. Também há referências sobre “o grito dos excluídos” quando os protestos visam a denunciar a situação de parcelas da população que sofrem algum tipo de injustiça social. Agora, surge um novo tipo de manifestação que só pode ser batizada conforme indica o título acima. Na semana passada me deparei com notícia publicada na imprensa sobre um tal manifesto de “artistas e intelectuais” que defendem a candidatura do Lula à Presidência em 2018. A notícia cita quatro nomes de signatários desse manifesto. Quem são? Um padre “em cima do muro”, cuja vida sempre oscilou entre Deus e o pecado, um grileiro e saqueador já condenado por incitação a ações violentas contra propriedades privadas, uma artista que desconheço e, como consta em sua biografia na Wikipédia, tem “grande talento para a comédia” e, como sempre, o maior gênio musical-poético brasileiro em minha opinião, que se apresenta como defensor dos “pobres e oprimidos”. “Pero no mucho”! Ele defende os desafortunados desde que não avancem no seu delicioso “foie gras”, não bebam a sua sagrada Don Perignon e não ocupem o seu apartamento em Paris. Aí, não! Por esses quatro “destaques” já se pode imaginar o nível dos demais signatários desse patético manifesto, que propugna pela volta do maior impostor que a história política brasileira já teve. Basta olhar hoje o resultado de suas ações, diretas e indiretas.

José Claudio Marmo Rizzo

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

NEGAÇÃO

Artistas e intelectuais defendem candidatura de Lula em 2018, entre eles Chico Buarque, Leonardo Boff, Dira Paes e João Pedro Stédile. Segundo eles, Lula deve disputar o Planalto “como forma de garantir ao povo brasileiro a dignidade, o orgulho e a autonomia que perderam”. O que será que este pessoal anda bebendo? Deve entrar nos próximos dias no circuito de cinema um filme que fala sobre a negação do holocausto. São pessoas que defendem ardorosamente que o holocausto nunca existiu e que as câmaras de gás são uma mentira histórica. Gostaria de perguntar a esses ilustres brasileiros se eles também negam o holocausto ou se apenas negam o mensalão e o petrolão.

Luiz G. Tressoldi Saraiva

lgtsaraiva@uol.com.br

São Paulo

LULA E A BANDA DO CHICO

Artistas, intelectuais e professores universitários lançaram manifesto de apoio à candidatura de Lula à Presidência do Brasil em 2018, capitaneados pelo comuna Chico Buarque de Holanda. Com o retorno do “homem mais honesto” do Brasil, a pilhagem recomeçará e o povo vai ficar vendo a banda passar.

José A. Muller

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

DEFESA QUE INCRIMINA

O músico Chico Buarque, o teólogo Leonardo Boff, a atriz Dira Paes e nada menos do que João Pedro Stédile defendem a candidatura de Lula. Diga-me com quem andas que direi quem és.

Wilson Lino

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

MOTIVAÇÃO

Será que as boquinhas no Ministério da Cultura e a Lei Rouanet motivam manifesto$ de artistas?

Tania Tavares

taniatma7@gmail.com

São Paulo

COMO ACREDITAR?

Não aguentei ler até o fim os nomes dos 400 “intelequituais” que assinaram a lista exigindo o retorno imediato de Lula como candidato imediato, mas numa rápida olhadela se nota a ausência de Marilena Chauí, sua declarada adoradora. Ora, se nem ela acredita, quem somos nós para acreditar?

Carmela Tassi Chaves

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

CARICATURA

Ao se antecipar como candidato à Presidência nas eleições de 2018, o boquirroto Lula, atormentado pela possibilidade de se tornar réu na Lava Jato, se revela cada vez mais caricato nas suas aparições midiáticas.

Sergio S. de Oliveira

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

MANIFESTO LULA 2018

Democracia não se fortalece pela roubalheira...

A.Fernandes

standyball@hotmail.com

São Paulo

‘FAÇA-SE JUSTIÇA’

Cumprimento o jornalista Flávio Tavares pelo artigo “Faça-se justiça: obrigado, Lula!” (“Estadão”, 3/3, A2). Também, não devemos olvidar Eduardo Cunha, que apeou Dilma e PT do Palácio do Planalto. Se assim não fosse, onde estaríamos hoje?

Arnaldo Ravacci

arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

O CUSTO DO DESVIO

Os candidatos eleitos ao Senado na campanha eleitoral de 2014 gastaram R$ 1,2 bilhão. No mesmo período, os candidatos eleitos à Câmara dos Deputados gastaram R$ 3,6 bilhões. Grande parte desse dinheiro foi financiada por empreiteiras que tinham algum interesse em aprovar leis no Congresso Nacional. O superfaturamento dos grandes empreendimentos brasileiros também ajudaram a financiar os custos das campanhas para presidente e vice, eleitos, num total superior a R$ 300 milhões. É importante lembrar que os candidatos não eleitos também gastaram fortunas. Segundo Marcelo Odebrecht, o Partido dos Trabalhadores (PT) recebeu 80% do dinheiro desviado da Petrobrás. O desvio do dinheiro público garantiu a tranquilidade dos candidatos e de seus respectivos partidos políticos, em detrimento dos serviços básicos de saúde, educação e segurança dos contribuintes.

José Carlos Saraiva da Costa

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

SUSPEITAS?

Cara a cara com a Justiça, o cidadão Marcelo Odebrecht declarou que doou milhões de reais via caixa 2 para partidos políticos. A mídia, em grandes manchetes, escreve que “há suspeitas de doações ilícitas nas eleições de 2014”. Como assim, suspeitas? Tenham a santa paciência, querem o que, apresentação de recibos?

Eleonora Samara

leonorsamara@bol.com.br

São Paulo

ELA SABIA

Dilma Rousseff, com veemência, disse que as delações de Marcelo Odebrecht são mentirosas e fantasiosas. Afirmou que sua chapa de 2010 e 2014 nunca recebeu qualquer real ilícito, pois tudo está contabilizado. Como a ex-presidente tem dificuldade para raciocinar, afirmou que é mentira ter recebido R$ 120 milhões da caixa 2 da construtora, pois, na verdade, foram somente R$ 60 milhões, e que alguém do partido deve ter ficado com o resto. Já quanto ao vazamento seletivo, essa é a mesma ladainha da época do impeachment, ou seja, nada mudou.

Júlio Roberto Ayres Brisola

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

MILHÕES

A ex-presidente Dilma tem toda razão: o dinheiro doado para a campanha foi legal e declarado ao Tribunal Superior Eleitoral. Não interessa a origem do dinheiro, e, sim, declará-lo como doação legal. Ilegal é o imbecil que acredita nesta ladainha política que se tornou o Brasil.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

NÃO RESTAM DÚVIDAS

Duas manchetes de primeira página do jornal “O Estado de S. Paulo” de 4/3 mostram bem o mar de lama em que estamos metidos. A primeira manchete: Temer estuda medida para tentar anular depoimento. Sim! Ele quer anular todos os depoimentos dos delatores da empreiteira Odebrecht dados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O que há, presidente, está com medo do quê? A segunda manchete: “Palavra de delator não é prova”, diz FHC. Essa é uma tentativa de defender o indefensável. Não restam dúvidas de que Aécio Neves está metido em falcatruas até o pescoço e tem o rabo preso. Isso justifica a sua posição de “opositor” que não faz oposição. Não mais restam dúvidas de que estamos cercados de bandidos que têm coragem para roubar e se acovardam na hora de prestar contas.

Humberto de Luna F. Filho

lunafreire@falandodebrasil.com.br

São Paulo

PERDEU O MEDO

O presidente Temer perdeu o medo. Deve ter obtido garantias de que o processo Dilma-Temer no TSE obviamente vai dar em nada. Quem não sabia? Já na Lava Jato, claro que também não será atingido. Tem a seu favor o silêncio obsequioso de Eduardo Cunha, a estratégia do amigo Yunes, o ministro da Justiça indicado, Osmar Serralho, o deputado caradura que infelizmente preside a comissão de reforma da Previdência, Carlos Marun, e o líder famigerado André Moura, todos aliados e escudeiros de Eduardo Cunha, que possivelmente será libertado em breve. Temer, ao que tudo indica, apesar de perder Eliseu Padilha, sobreviverá, engabelando os brasileiros.

Ademir Valezi

adevale@gmail.com

São Paulo

ASCO

Michel Temer tenta desqualificar a Operação Lava Jato com base em falsas alegações de que as delações vazaram ilegalmente. Causa asco que o presidente da República apele para esse tipo de expediente rasteiro para permanecer no poder. O governo Temer deve muitas explicações sobre os crimes de desvio de dinheiro público praticados por seus membros e pelo seu partido. O Brasil quer saber por que o criminoso preso Eduardo Cunha ainda não foi expulso do partido do presidente. As manobras de Temer para protelar o processo tem grandes chances de darem certo, afinal, ele só precisa empurrar com a barriga por mais um ano para depois assistir a volta triunfal do companheiro Lula à Presidência da República.

Mário Barilá Filho

mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

MÃOS À OBRA

Com o volume de revelações dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro dos últimos anos, fica muito claro que o Estado brasileiro está tomado por uma inacreditável máquina de dilapidar o patrimônio público na administração do País. Poucos políticos fazem parte da exceção. Honestos têm muito pouca chance de trabalhar nestes ambientes. Vai dar muito trabalho trocar esta gente. Só resta valorizarmos nossas escolhas.

Luiz Frid

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

NÃO PONHO A MÃO NO FOGO

FHC saiu em defesa do Aécio Neves e ele nunca criticou Lula. Também já afirmou que Dilma “é uma mulher honesta”, e após essa declaração acredito que Dona Ruth Cardoso se revirou no túmulo. Não sei se FHC tem culpa no cartório ou se sofre de Síndrome de Estocolmo. Já fui sua fã, mas atualmente não ponho a minha mão no fogo por ele e muito menos por Aécio. Acredito que a única pessoa capaz de falar sobre caixa 2 e corrupção é o juiz Sérgio Moro, após já ter ouvido muitos depoimentos.

Maria C. Del Bel Tunes

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

A GRAVE CRISE POLÍTICA

Há quem acredite no presidencialismo de coalizão e na existência da mão invisível da política. Aquela que organiza a maioria parlamentar em torno do poder presidencial. Sempre haverá coalizão a favor do presidente, basta organizá-la em troca de cargos, verbas e ministérios, no teatro de sombra da política (agora revelado na Operação Lava Jato). Há provas suficientes de que este sistema de governo não funciona no Brasil: suicídio de Vargas, renúncia de Jânio, queda de Goulart, impeachment de Collor e de Dilma e, agora, esta grave crise política com Michel Temer. Eleições diretas para presidente não vão resolver o problema, pois os poderes continuarão concentrados numa única pessoa. A solução é a separação dos poderes de chefe de Estado e chefe de governo, como no semipresidencialismo francês.

Luiz Roberto Da Costa Jr.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

A CRISE NA POLÍCIA

A importante matéria do “Estadão” sobre um possível desmonte na Polícia Civil de São Paulo, já que, por falta de pessoal qualificado, 256 cidades do interior de São Paulo nem sequer têm um delegado, merece um registro com relação à informação sobre o despejo por falta de pagamento de aluguel de uma delegacia de polícia em Guarulhos. Sem procuração para defender o governador Geraldo Alckmin, este imóvel, como publicou o jornal, pelo convênio com o Estado, a prefeitura de Guarulhos, é que era responsável pelo pagamento do aluguel. Mas o ex-prefeito Sebastião Almeida, do PT, que não se reelegeu, não quis mais assumir esse compromisso e deixou de honrar esse pagamento, sem inclusive avisar o Palácio dos Bandeirantes. Ou seja, maldade é com o PT mesmo.

Paulo Panossian

paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

FESTIVAL DE PROPINAS

Nunca se poderia pensar que o Brasil viveria em verdadeiro clima de festival de propinas. As propinas e a corrupção dominam o noticiário da imprensa deste país, causando impressão maléfica aos jovens. Ainda bem que temos uma safra recorde de grãos, especialmente de soja, apesar de ocorrer a possibilidade de prejuízo por volta de R$ 350 milhões em decorrência dos problemas de transporte. A BR-163, por exemplo, com seus 100 km não asfaltados, retém os caminhões, micando a soja transportada. É um verdadeiro desastre para a produção do agronegócio, que se transformou na locomotiva do PIB deste país, perfazendo quase 30% deste. O dinheiro que foi para Cuba, Venezuela, Bolívia e África poderia ter sido direcionado para as estradas brasileiras. Ou elas não eram do interesse ideológico do lulopetismo?

José C. de Carvalho Carneiro

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

BR-163

178 km de estradas de terra, numa importante via de escoamento de safra, com atoleiros retendo caminhões carregados de soja, mostram, de um lado, a pujança da iniciativa particular no terreno da agricultura e, do outro, a incompetência dos nossos governantes.

Níveo Aurélio Villa

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

ATOLEIROS

Pasmem, prezados leitores, há 50 anos o Brasil produzia 2 milhões de toneladas de grãos. Hoje, produz mais de 200 milhões. E, acreditem, as estradas para o escoamento dessa fantástica safra são as mesmas. Todos os anos é a mesma coisa: produtores estimam os prejuízos em r$ 350 milhões. Este dinheiro, fruto de uma magnífica colheita, está indo para o ralo, na carroceria de mais de 5 mil  caminhões atolados na BR-163. Vergonha nacional, como as enchentes da capital paulista, que todos os anos se repetem, assim são as estradas federais, que por falta de investimento são as piores do Brasil.

Arnaldo de Almeida Dotoli

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

SEGURANÇA NAS ESTRADAS

Incrível o aumento do porcentual de mortes nas estradas e rodovias em relação ao carnaval deste ano (30%), muito coisa. Aí eu me pergunto: será que houve mortes de crianças fora do dispositivo de segurança? Segundo a Burigotto as cadeirinhas reduzem em mais de 75% o risco de internações e mortes. Bastante relevante o porcentual de segurança, agora, porque não se fazem mais campanhas e propagandas em relação a isso, por que pais e mães continuam colocando em risco a vida do seu maior patrimônio? Lugar de criança, em rodovias, marginais e ruas de bairros, é na cadeirinha, não no colo.

Leandro F. da Silva

leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

OS ARGENTINOS E AS ILHAS FALKLAND

O governo argentino quer satisfações do governo brasileiro por permitir que aeronaves da Força Aérea Real britânica pousassem nas Ilhas Falkland (chamadas de Malvinas pelos argentinos), com partidas oriundas do Brasil. Ora, “hermanos”, já são 35 anos que vocês perderam esta guerra. Guerra que, aliás, vocês começaram, por puro egocentrismo. Os cidadãos do arquipélago inglês preferiram continuar britânicos, estão bem amparados pelo Reino Unido e, certamente, jamais irão querer deixar o padrão de vida e a assistência que têm para se tornarem argentinos. Portanto, parem com todo este “mimimi” e deixem as Falklands e os falklanders em paz.

Sérgio Eckermann Passos

sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

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