Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

08 Março 2017 | 03h00

ECONOMIA

‘Espelho retrovisor’

A retração de 7,2% do produto interno bruto (PIB) em dois anos de recessão é o “espelho retrovisor” de um tsunami econômico encabeçado pelo PT e seus dois presidentes, Lula e Dilma Rousseff, que provocaram uma quebradeira maior que a de 1930, com a queda da Bolsa de Nova York. Foi o pior resultado em 39 países analisados! Todos os setores da economia tiveram quedas significativas e o PIB per capita caiu 9,1%, empobrecendo ainda mais uma população já muito carente, eis que o Estado não tem competência para gerir a receita da carga tributária mais alta do mundo. Na reportagem do Estadão de ontem vemos que, enquanto o consumo familiar em 2016 caiu 4,2%, as despesas do governo caíram apenas 0,6%. Então, é uma blasfêmia esse governo “avaliar elevar impostos para atingir a meta”. Que a dupla Michel e Meirelles faça primeiro a sua parte, para só depois, muito depois, avançar na nossa!

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

Um plano de poder

A queda do PIB é o resultado da gestão do período Lula e Dilma na Presidência. Imensos desvios de dinheiro público combinados com uma gestão unicamente voltada para um plano de poder quase arruinaram o nosso país, deixando um legado de 13 milhões de desempregados. Só os desvios ligados à Lava Jato somam a espetacular quantia de R$ 1 trilhão! É fundamental que se recupere a economia e se prendam os responsáveis por esse roubo incalculável do futuro de todos os brasileiros.

CARLOS DE OLIVEIRA AVILA

gardjota@gmail.com

São Paulo

Caos administrativo

Incompetência, corrupção e desmandos de toda ordem no governo anterior são as causas da queda do PIB, de 7,26%, nos dois últimos anos. Nosso Brasil está paralisado, a economia, em queda, causa muitas dificuldades para a população: as pesquisas oficiais mostram que estamos com 13 milhões de desempregados. Nunca antes na História deste país tivemos esse enorme índice de desemprego. Vai levar um tempo considerável para atingir metas razoáveis na economia. Lamentável.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Cuidado com o bolso

A equipe econômica do governo avalia a possibilidade de aumentar impostos e alguns “iluminados” ainda falam sobre a ressurreição da famigerada CPMF. Por que nós temos de pagar pelos efeitos da bandalheira estimulada e ampliada em progressão geométrica desde 2003? Por que temos nós de bancar as “bondades” distribuídas aos amigos ditadores da América Latina e da África, via “empréstimos” do BNDES, enquanto o Brasil prescindia de investimentos em infraestrutura, saúde, segurança pública, educação, etc.? Precisamos cuidar dos nossos bolsos, porque a ganância somada à incompetência não tem limites!

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Mais impostos, não!

A reforma tributária, seja ela fatiada ou não, não pode servir de escusa para aumento ou criação de mais tributos, CPMF incluída, com oneração ainda maior da população e das classes produtivas. Manter o déficit público em R$ 139 bilhões pode ser a meta desejável para o governo, porque os brasileiros não podem ser mais sacrificados pelos desmandos do lulopetismo. A sinalização, pois, é para o corte nas despesas, uma vez que há muita gordura a ser eliminada na coisa pública, ainda.

JOSÉ CARLOS DE C. CARNEIRO

carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

Exportação

Comemorar a exportação de apenas US$ 10,67 bilhões em manufaturados (no último bimestre) é piada de péssimo gosto. Um país que tem o potencial que o Brasil tem deveria estar exportando esse montante por quinzena. Vamos continuar patinando por muito tempo, perdemos muitas oportunidades ao longo do tempo. Não investimos em educação, como fizeram os tigres asiáticos, ficamos para trás em tecnologia de ponta, não capacitamos a nossa mão de obra. No primeiro mandato em que o PT foi governo, o mundo estava bombando e os petralhas perderam a grande oportunidade de reformar tudo o que emperra o nosso país. Também, pudera, não sobrava tempo, porque o seu maior projeto era o enriquecimento pessoal da tigrada e a perpetuação no poder a qualquer custo.

JOSÉ ROBERTO IGLESIAS

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

INFRAESTRUTURA

Maus caminhos

O Brasil sabe produzir. Mas na hora de vender tem de enfrentar estradas esburacadas, filas de caminhões, não pode nem mesmo estocar a produção (O país dos maus caminhos, 5/3, A3).

FAUSTO FERRAZ FILHO

faustofefi@ig.com.br

São Paulo

Gênios da logística

Três séculos antes de Cristo, o filósofo Tito Lívio preconizava que o progresso de uma região, de um país, dependia de estradas. Com base nesse conceito, os imperadores romanos incentivaram a construção de diversas estradas, entre as quais a famosa Via Ápia Antiga, que ligava Roma ao extremo sul da península itálica, onde aportavam navios de e para a África do Norte e países do Oriente Médio. Em época mais recente, 1850, foi construída a primeira ferrovia entre o porto de Liverpool e a cidade de Manchester, no Reino Unido. Aí se iniciava a industrialização mundial, mediante a utilização do minério de ferro importado. É nosso dever lembrar também a louvável iniciativa do nosso imperador dom Pedro II, que, após ter tomado conhecimento da construção daquela ferrovia inglesa, decidiu, em 1853, viajar para Londres, ocasião em que assinou contrato formalizando a construção, por meio de concessão de cem anos, da primeira ferrovia brasileira, denominada São Paulo Railway, ou seja, a Santos-Jundiaí, inaugurada em 1876, em plena época da grande exportação de café. Terminava assim o dificílimo percurso do interior paulista até a cidade de Santos, que era feito em carroças de tração animal (bois e cavalos), descendo a Serra do Mar por estrada de terra. Atualmente, a tecnologia moderna permite avançar com rapidez na construção de ferrovias e rodovias, muito necessárias principalmente para exportação de forma apropriada. Chegou a hora de os nossos governantes entrarem no mercado da logística moderna, que tanto falta em nosso país. Papo furado e incompetência servem apenas para atrasar nosso caminho rumo à prosperidade.

VITTORIO RICCITELLI

arnaldo@artenafex.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

RECESSÃO

 

A economia brasileira vive sua mais longa recessão desde 1948, apontam os dados do IBGE. O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil caiu 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016, com dois anos seguidos de retrocesso. Já são 11 trimestres consecutivos com PIB negativo. Com isso, o País andou para trás e já tem mais de 13 milhões de desempregados. Juros altos, corrupção, incompetência, burocracia e seguidos erros da equipe econômica causaram tal estrago. Um país continental, pujante e com mais de 204 milhões de habitantes, como é o nosso, jamais poderia estar nessa deplorável situação. Parabéns, Lula, Dilma, Temer, PT, PSDB, PMDB, STF e todos os políticos e empresários corruptos e incompetentes que levaram o Brasil para o buraco.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

PRÊMIO

 

No biênio 2015/2016, o Brasil teve uma queda de 7,4% do Produto Interno Bruto (PIB), a maior da história, provocando o sofrimento do nosso povo, sem emprego e sem ter como viver decentemente. Apesar disso, a sra. Dilma Rousseff, responsável por tudo isso, ainda custa mais de R$ 1 milhão por ano para sua vida com benesses pagas por nós. É justo?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

AUMENTO DE IMPOSTOS

 

Mais uma vez, seremos traídos por um governo incompetente, incapaz, mal intencionado, acomodado, vil e vulgar. Isso porque, para atingir a meta fiscal deste ano, avalia o governo elevar impostos. Não bastasse sermos recordistas mundiais na área – num período 12 meses, metem a mão no nosso bolso nos roubando praticamente 5 meses de trabalho. Essa é a maneira mais prática, suja e covarde de resolver os problemas de uma economia em crise. Isso ocorre porque temos pessoas no comando do País que são incompetentes e que não têm coragem de cortar na carne o excesso de gordura e banha que representam seus próprios gastos, salários, benefícios e mordomias. E aposentados, recebedores de um salário mínimo injusto, desempregados, doentes e miseráveis que se explodam, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

VISÃO DISTORCIDA

 

O governo estuda elevar impostos. A lente deve estar embaçada. A mesma solução errada de sempre. A queda do PIB em 2016, pelo 2.º ano consecutivo, é o pior resultado da história. Só em 1930 e 1931 houve uma sequência desta. O País está ainda em recessão, o desemprego ainda é alto, as pessoas não têm dinheiro, só estão comprando o essencial, estão endividadas, e o governo estuda elevar os impostos? Não consigo entender. O consumo caiu e vão aumentar os impostos – e, consequentemente, os preços. E esperam que comprem? Se elevarem o preço dos chamados produtos supérfluos, pode ser que funcione, mas no básico, não. Eu acho que neste momento é preciso estimular a economia ou reduzindo os impostos ou até eliminando alguns. Acho que estão com a visão distorcida.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

DEPRESSÃO PROFUNDA

 

O governo acaba de divulgar o PIB de 2016, com queda de 3,6%. Se desconsiderarmos a “contabilidade criativa” do ex-ministro Guido Mantega em 2014, o Brasil acaba de passar pela maior crise econômica de todos os tempos desde 2014 até 2016, quando o PIB recuou cerca de 8%. Trata-se de depressão econômica jamais vista em qualquer país do planeta sem nenhuma calamidade natural nos tempos modernos, apenas pela ação de um partido político ganancioso pelo poder eterno. O impacto na sociedade é ainda muito maior, pois a população cresce dia a dia. Somente para absorver o crescimento populacional brasileiro o PIB deveria crescer 3,5% anualmente. Porém, após a troca de governo, os brasileiros já estão percebendo uma leve melhora, e neste ano 2017 deveremos ter PIB positivo levemente, mas já é uma esperança. Nem o maior otimista acreditaria que o Brasil saísse dessa terrível depressão economia num passe de mágica, mas, se continuássemos com o governo petista anterior, estaríamos ainda mais no fundo do poço, muito provavelmente. A esperança de dias melhores na economia é justificada pelos seguintes fatos: o agronegócio (-6,6%), no último trimestre de 2016, teve safra recorde; na indústria (-3,8%), a recuperação do parque industrial falido e abandonado nos últimos 13 anos deve demorar vários anos; os serviços (-2,7%) são de rápida recuperação, basta existir capacidade de consumo. Como o povo brasileiro está endividado e inadimplente, esta é uma boa oportunidade para corrigir a tabela do IRPF, para ter mais capital circulante no mercado; no consumo das famílias (-4,2%), mesmo comentário acima; nos gastos do governo (-0,6%), a dívida pública já está mais em mais de R$ 3 trilhões. Os desgovernos passados gastaram muito mais do que arrecadaram e gastaram muito mal apenas com populismo, circo e pão estragado, mas o atual governo já tomou providências para equilibrar os gastos públicos; nos investimentos (-10,2%), qual o maluco que investiria num país com o maior esquema de corrupção do planeta? O governo atual está agindo para recuperar a confiança do investidor; nas exportações (+1,9%), a safra recorde do ano passado deve alavancar as exportações em 2017, desde que as estradas sucateadas nos últimos 13 anos sejam recuperadas; nas importações (-10,3%), estas são diretamente relacionadas com o desenvolvimento do País e a reestruturação do parque industrial, que levará alguns anos. Portanto, as luzes estão iluminando o ano de 2017 e as reformas propostas pelo novo governo tornarão o Brasil mais confiante e confiável. Resta para os brasileiros que querem viver num Brasil melhor confiar e cooperar com a Nação.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

*

O BRASIL EM TRANSE

 

O Brasil está em transe, às vésperas da divulgação das delações dos executivos da Odebrecht. A sensação é mesmo de terra arrasada. O importante é que cada brasileiro entenda quão próximo o País chegou do precipício, com Lula e Dilma no poder. Tudo o que está acontecendo ainda é, essencialmente, resultado do projeto de poder hegemônico admitido abertamente e ainda não abandonado pelo PT. A saída é difícil, provoca ansiedade e uma sensação de que nada mudou, mas está acontecendo. Alguém tinha ilusões sobre o PMDB? O peemedebista Jarbas Vasconcelos, já em 2009, acusava o fisiologismo do partido e Michel Temer pode ser até a exceção que prova a regra. A catarse da política está chegando. Fora foro, força Moro!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

UM PAÍS INJUSTO

 

Vimos por estes dias que os personagens que atuam nas necessidades diárias da população, como os policiais, por exemplo, são os que mais se arriscam e os que menos recebem, enquanto os donos do poder central, como o governador, se omitem de suas obrigações, que devem incluir o reconhecimento e o pagamento decente de acordo com o mister. Aliás, o Brasil se especializou em jogo de empurra, brigas insanas pelo poder, na não admissão de culpas e na mais prejudicial de todas as omissões, a do Supremo Tribunal Federal (STF), instância maior da Justiça que não faz justiça. De acordo com a revista “Veja” do fim de semana, num balanço da Procuradoria-Geral da República sobre as investigações de 55 políticos envolvidos em corrupção na Operação Lava Jato, baseadas nas primeiras delações, com início em março de 2015, num total de 37 inquéritos, o STF aceitou apenas 5. O País tem Três Poderes, todos regiamente bem pagos – e o Judiciário é o que acumula mais privilégios –, em detrimento de toda uma população que assinala todas as carências de país de Terceiro Mundo e com 13 (o número fatal) milhões de desempregados. Não é muito mais urgente uma atuação nesses setores, com o objetivo de fazer real justiça e reduzir esses vergonhosos privilégios antes de impor a reforma da Previdência, pela qual, de novo, os trabalhadores da iniciativa privada serão os mais prejudicados, sr. Henrique Meirelles? E, depois de tudo, ainda lemos, indignados, logo na primeira página, que “Temer estuda medida para tentar anular depoimentos dos delatores da Odebrecht”. O que é isso, sr. presidente? A espada de Dâmocles o está assustando?

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

FURACÃO DE ESCÂNDALOS

 

A se confirmarem as apurações de que 130 políticos de quase todos os grandes partidos do País estariam envolvidos nas acusações corruptivas de 78 delações premiadas de uma grande empreiteira, teremos um furacão a varrer as principais lideranças da gestão pública entre nós, atuais e passadas. Se esse é o preço que teremos de pagar, para higienizar a política nacional, que tal varredura venha logo, ou então se desminta tal projeção, posto que o País não pode mais suportar e ficar muito mais tempo neste imobilismo governamental, que tanto mal está fazendo ao nosso processo de desenvolvimento socioeconômico, prejudicando a grande maioria de nossa sofrida população.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

O FIM DO MUNDO

 

R$ 4 bilhões em dinheiro não contabilizado, isso soterra qualquer baboseira que a legião de advogados das quadrilhas criminosas ainda tenham a dizer. A delação da Odebrecht decreta não só o fim do governo Temer, mas também o fim do império do crime organizado governando o País. É iminente a necessidade de uma intervenção imediata no governo, a deposição de todos os envolvidos, a criação de um governo provisório até que haja condições de pensar em novas eleições. Parece que a tão necessária reforma política será finalmente feitas, sem precisar pagar propina para os deputados e senadores, que irão acompanhar tudo pela TV, da cadeia.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

BU!

 

Em tempos de delações premiadas, prisões e condenações, parlamentares se articulando para tentar frear o andamento da saneadora e temida Operação Lava Jato, temos que esta é o bicho-papão dos pesadelos de políticos, empresários e mais quem tenha cometido ilícitos contribuindo para o enfraquecimento econômico e social do Brasil. Não conseguindo impedir o funcionamento dessa operação, o negócio é dormir com o melhor pijama para ficar melhor na foto quando, às seis da manhã, a campainha tocar. Nós, brasileiros, que temos tido muito para comemorar, e que cuidamos daquilo que é nosso como nunca antes na história de nosso país, iremos para as ruas quantas vezes forem necessárias pelo fim da corrupção. O resto a Lava Jato faz por nós.

 

Myrian Macedo myrian.macedo@uol.com.br

São Paulo

 

*

O QUE FAZER?

 

Pelas delações premiadas de pessoas tão diversas (empresários, doleiros, laranjas, etc.) não resta dúvida que a maioria de nossos políticos e partidos receberam recursos ilícitos para uso pessoal e campanhas eleitorais. Punir os responsáveis corrige o que aconteceu no passado e deve ser forte motivo para colocar medidas que coíbem esta prática que continuará por outros meios “criativos”, e haja criatividade! Introduzir algum tipo de voto distrital diminuirá os custos de campanhas de vereador, deputados estadual e federal, além de aumentar a responsabilidade do eleito perante seus eleitores. Restringir a imunidade parlamentar para as questões políticos e não criminais acaba com o abuso de foro privilegiado, e faz os políticos pensar antes de aceitar recursos ilícitos. Sobra para a sociedade e a imprensa pressionar para implantar tais mudanças; o legislativo não tem o menor interesse em mexer no status quo!

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

 

*

DEFINIÇÃO

 

É curiosa a suavizada que a imprensa adjetiva participantes e/ou “apanhados” na Lava Jato. Parece nivelar os reais e sofridos empresários de fato do País àqueles! O artigo 171 define claramente tais agentes: estelionatários!

 

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com

São Paulo

 

*

EM BRASÍLIA

 

Alguma coisa acontece quando denúncias da Lava Jato chegam a Brasília. A Procuradoria-Geral da República (PGR) investiga faz tempo denúncias e, dos 40 políticos delatados, parece que apenas poucos políticos irão parar no STF. Ou faltam à PGR meios de investigação eficientes como na Polícia Federal de Curitiba ou a política influencia para que as investigações não deem em nada. Não nos esquecendo de que em abril Rodrigo Janot quer se reeleger procurador-geral da República, que é escolhido pelo presidente Temer, cujo PMDB é um dos mais delatados pela Odebrecht... Será que pesou nas decisões apresentadas? A conferir...

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

*

INDIGNAÇÃO

 

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, em defesa de seu pupilo Aécio Neves, disse: “A palavra de um delator não é prova em si, apenas um indício que requer comprovação”. Só faltou ele dizer que a palavra só será válida se for dirigida contra políticos do PT.

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

*

‘JOGO DE GENTE GRANDE’

 

O “Estadão” está mesmerizado por FHC? Além de não publicarem cartas com críticas a ele, publicam no domingo um texto absolutamente trivial de autoria do ex-presidente (5/3, A2). No que diz respeito à geopolítica, qualquer leitor minimamente letrado sabe de cor essa explicação do jogo de forças do pós-guerra... Elementar! E as considerações sobre arte? Não basta citar o nome de um ou mais artistas sem fazer correlação alguma. Qualquer turista os citaria... Elementar! Monte Castello? Meus pais viviam falando dos tios que ali lutaram e voltaram feridos! E, para meu pesar, FHC continua no mesmo tom e dá receitinhas de como consertar o mundo. O texto transpira nostalgia e mofo! Por favor, “Estadão’ do meu coração, podemos respeitar o FHC do passado, mas dar destaques a essas platitudes não engrandece nem o jornal nem o ex-presidente.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

*

SOB OS HOLOFOTES

 

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, depois de abrir uma guerra “velada” contra seus pares Luís Roberto Barroso e Edson Fachin, que são contra o foro privilegiado, agora se diz a favor do financiamento às campanhas eleitorais e que empresas possam doar para partidos e candidatos. Na verdade, Gilmar Mendes adora polemizar e ficar sob os holofotes da mídia. Segundo consta, seu objetivo é galgar os degraus no Palácio do Planalto, e não ficar “num mato sem cachorro”, como já afirmou. Ministro, isso é lamentável!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

PETULÂNCIA

 

Vivemos os piores momentos da historia política e econômica deste país, e o digníssimo ministro do STF sr. Gilmar Mendes dá mais uma declaração deste naipe? Incrível como ainda existem pessoas com a petulância de achar que o que está sendo revelado e apurado pelo Ministério Público, pela Polícia Federal e pelos Tribunais de Justiça não deveria estar sendo conduzido desta forma, por meio de delações premiadas com redução de pena. Então que nos revelem os digníssimos magistrados, senadores, deputados, vereadores e membros do Executivo o caminho a seguir para fazer com que corruptores abram o “bico”, para com isso higienizar este país, combatendo a corrupção impregnada, não de hoje, deteriorando a estrutura social, ética e moral do País. Para essas pessoas, honradez e dignidade são assunto de boteco, e ainda nos classificam como idiotas com suas posições meramente interesseiras e midiáticas.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

*

ANISTIA AO CAIXA 2

 

Mais uma vez somos informados de que os políticos no Congresso Nacional estão empenhados em articulações para aprovar um fundo bilionário para o financiamento de campanhas eleitorais e uma anistia ao caixa 2. Dizem que “precisam definir o que é dinheiro não declarado em campanhas e o que é assalto aos cofres públicos” (palavras de um líder partidário). Mais que nunca os brasileiros têm de pressionar estes políticos para que tenham um mínimo de vergonha na cara. Dinheiro não declarado não é também um assalto aos cofres públicos? Dinheiro não declarado não é um crime também? Como disse a ministra Cármen Lúcia por ocasião do julgamento do mensalão em 2012, caixa 2 é crime. Disse a magistrada na época que “caixa 2 é uma agressão à sociedade brasileira”. Incrível que haja deputados e senadores querendo dizer que isso não é nada e que não é corrupção. Se fizerem o que pretendem, terá sido dado um grande bofetão na cara de cada um de nós, brasileiros que trabalhamos e pagamos todos os impostos. Caixa 2 é um crime que atinge toda a sociedade, impedindo que escolas, hospitais e segurança nos sejam oferecidos. Se tiverem o desplante, a ousadia, o atrevimento de aprovar uma excrescência dessas, estarão virando as costas para o povo.

 

Maria Tereza Murray terezamurray@hotmail.com

São Paulo

 

*

POUCO-CASO

 

A mesa diretora do Congresso, neste período tão difícil do Brasil em crise, tenta aumentar os cargos de confiança (CNE) cargos de natureza especial, famoso cabide de emprego, e continuam tentando desfigurar as 10 Medidas contra a Corrupção na sua originalidade. Enquanto um senador tem um custo anual de R$ 30 milhões, seus membros continuam apoiando a anistia ao caixa 2, a proibição a que pessoas façam delação premiada, a blindagem na linha sucessória... Já votar pelo fim do foro privilegiado ninguém quer! E, assim, o pouco-caso no Brasil continua, milhões pagos a parlamentares corruptos que só pesam em votar projetos em benefício próprio, enquanto profissionais da saúde, da segurança e da educação em vários cantos do País recebem um salário de fome! Quando recebem...

 

Rodrigo Affonso dos Santos Echeverria rodecheverria73@hotmail.com

São Paulo

 

*

‘OS PARTIDOS E SEUS CORRUPTOS’

 

Excelente o editorial de sábado (3/4) “Os partidos e seus corruptos”. Mais que adequada a citação do britânico Samuel Johnson, que muito provavelmente não fazia qualquer alusão ao Brasil e aos brasileiros quando disse que “o patriotismo é o último refúgio dos canalhas”. Referência direta aos tupiniquins fê-lo o grande general De Gaule, com conhecimento de causa e em época mais atual, a da guerra das lagostas.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

*

DIGNOS DE CONFIANÇA?

 

O que o povo brasileiro deseja saber é por que políticos presos ou sendo processados pela Justiça, e mesmo os já condenados, continuam filiados aos seus respectivos partidos, ou seja, continuam a gozar da confiança de seus correligionários, que preferem ignorar seus eleitores e acobertar seus filiados delinquentes e com problemas com a Justiça. Outra pergunta: não há conselho de ética nos partidos. Com a palavra, os partidos políticos que se encontram nessa situação e, como exemplo, cito os partidos de Luiz Argolo, Sérgio Cabral, Eduardo Cunha, José Dirceu, Antônio Palocci, João Vaccari Neto, Delúbio Soares, etc., etc., etc.

 

Arcangelo Sforcin Filho arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

 

*

TRAGÉDIA PARTIDÁRIA

 

Sobre a não punição de filiados já condenados pela Justiça, Rui Falcão, presidente do PT, informa que o partido está “estudando” a forma de julgar os infratores “sem a parcialidade da justiça”. O “surubento” Romero Jucá, presidente do PMDB, afirmou que “não é a hora” para punições. Seria risível, se não soassem trapaceiras essas justificativas. A tragédia mora em nossos bolsos, quando somos obrigados a sustentar essas organizações que não têm qualquer compromisso com a ética e a representatividade que esperamos.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

*

REPUGNÂNCIA

 

Repugnância pela classe política é o mínimo. E os partidos recebem R$ 900 milhões por ano, que nós pagamos. E os salários, mordomias, cartão corporativo, aposentadorias?

 

Sinclair Rocha sinclairmalu@uol.com.br

São Paulo

 

*

POLÍTICOS CORRUPTOS

 

Senhores, a população brasileira não aguenta mais a suruba (desculpem-me o termo popularizado pelos engravatados de Brasília) entre os três poderes da república (com letra minúscula mesmo). Políticos corruptos são mortíferos, por isso merecem apodrecer nas cadeias.

 

Etelvino José Henriques Bechara ejhbechara@gmail.com

São Paulo

 

*

A BRECHA

 

Concordo plenamente e cumprimento a advogada e professora de Direito Janaina Paschoal quando disse, em entrevista à Rádio Bandeirantes, recentemente, que a decisão do ministro do STF Marco Aurélio Mello, concedendo liberdade ao goleiro Bruno, abriria uma grande brecha para os políticos e empresários condenados pela Operação Lava Jato tomarem o mesmo caminho. E, se isso acontecer, a percepção da maioria do povo brasileiro de que a Operação Lava Jato vai terminar sem que nenhum político e empresário condenado cumpra sua pena e devolva todo o dinheiro roubado da população se concretizará. Que sirva de exemplo a Operação Mãos Limpa na Itália.

 

Valdy Callado valdypinto@hotmail.com

São Paulo

 

*

SIMBIOSE

 

A decisão do STF de conceder a liberdade ao goleiro Bruno, e outras tantas da Justiça de garantir a liberdade de outros assassinos, traficantes e grandes criminosos, etc., parece uma simbiose, que, em biologia, é uma associação de dois seres vivos na qual ambos os organismos recebem benefícios, mesmo que em proporções desiguais. Ou seja, a Justiça garante a liberdade dos criminosos e estes agem para garantir o trabalho da Justiça.

 

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

*

ESTAMOS NO BRASIL

 

O goleiro Bruno foi solto. Quando Eliza Samudio morreu, lembro, pulularam manifestações contra o machismo, contra a cultura do estupro, etc., etc. e tal. Suzane Von Richthofen esquartejou seus pais. Hoje tem ONGs de apoio, foi ao Programa do Gugu, na TV, e passou no fora. No Dia dos Pais, ela teve licença da cadeia. Em outro caso, o de Elize Matsunaga, dados da perícia indicaram que ela atirou à queima-roupa no seu marido, esquartejou-o e pôs o corpo numa mala. Segundo a denúncia do Ministério Público, entre o tiro e o esquartejamento houve um interregno de tempo grande, o que indica requintes de crueldade. Além disso, os cortes no corpo foram feitos de forma tão perfeita que demonstraram que a assassina o fez sem nenhum remorso e com crueldade insana. Segundo seus depoimentos, ela fez isso porque seu marido estava tendo um caso com outra mulher. Também para ela foram feitas ONGs de defesa da mulher e ela é uma celebridade. No caso do goleiro Bruno, não foi o machismo que matou Elisa. Foi Bruno. No segundo e no terceiro casos, não foram o machismo ou a família que levaram essas mulheres a cometerem esses horrendos crimes. Foi pura e simplesmente a maldade que nelas era inerente. Todos os três assassinos deveriam estar presos ou perpetuamente ou acometidos com a pena capital. Mas estamos no Brasil, onde a Justiça falha, tarda e é injusta e onde ONGs imbecis tão somente pensam com a barriga ideológica.

 

Werly da Gama dos Santos gama_eamsc@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

 

*

A LIBERDADE DO GOLEIRO

 

Milhares de presos pobres que já cumpriram pena continuam encarcerados em presídios brasileiros. O goleiro Bruno, que pode ter bons advogados, está solto, acusado de três crimes bárbaros, inclusive o de ocultação de cadáver.

 

Alcindo Garcia alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

 

*

IMAGEM SURREALISTA

 

O goleiro Bruno saiu sorrindo e tirando fotos do Fórum de Santa Luzia. A cena causou-me enorme impacto. O cineasta espanhol Luis Buñuel (1900-1983) dirigiu uma cena praticamente idêntica em um de seus filmes. Um homem é condenado à morte no julgamento, mas sai livre e sorrindo do fórum, sob o flash das fotos e diante das câmaras de televisão. A imagem surrealista atual mostra o grau de irrealidade em que vive o País.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

*

ELEMENTO NEUTRO

 

A Suprema Corte cria, com frequência cada vez maior, motivos para perplexar a sociedade brasileira. Exemplos gritantes são, entre outros, o acúmulo, sem solução, de centenas de processos relativos a atos de corrupção cometidos, segundo o conteúdo de delações homologadas, por políticos protegidos pela prerrogativa de foro e, recentemente, a liberação intempestiva, por habeas corpus, de autor de crime hediondo, o “goleiro” Bruno, com base num tal elemento neutro, sofisma vazio, recorrentemente empregado pelo ministro responsável pela soltura. Diante de tais descalabros, surge a dúvida: será que o conjunto de semideuses sublimados do Supremo Tribunal Federal (STF) constitui, na verdade, um grupo de alienados trabalhando à sombra da irrealidade de Brasília, ou tenta, do alto da sua sapiência, criar um novo conceito de justiça cuja essência o cidadão comum está longe de compreender?

 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

PERGUNTA QUE NÃO CALA

 

A propósito da polêmica libertação do goleiro Bruno Fernandes, a pergunta que não cala é onde foi parar o corpo de Eliza Samudio.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

MULHERES E O PRECONCEITO

 

Reportagem exemplar a publicada ontem no “Estadão” (“‘Faltam’ 2,5 milhões de mulheres pretas e pardas no País, segundo dados do IBGE”), que, entre outras informações importantes, mostrou que o pior tipo de preconceito é aquele que uma pessoa tem contra si própria. Quando nos aceitamos e nos respeitamos, os preconceitos alheios pouco podem contra nós.

 

Vera Bertolucci vbertolucci@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

A ESTUDANTE PICHADORA

 

Suplente de vereador e estudante da melhor universidade do País no curso de Direito, não sei se por mérito próprio ou através de cota, filiada ao PT, Maira Machado Frota Pinheiro resolve fazer resistência à Lei Cidade Linda, aprovada pela Câmara Municipal de São Paulo e já sancionada pelo prefeito João Doria, que pune com multa mínima de R$ 5 mil a quem pichar edificações ou equipamentos públicos e de R$ 10 mil se o dano for em monumento ou bem tombado. Esta jovem militante, pega de madrugada em flagrante delito e fotografada sua pichação, nega, dizendo estar apenas se manifestando e que ser presa por isso é típico de um “Estado de exceção”. Ora, um momento de exceção na cidade de São Paulo é realmente o que estamos vivendo, mas não no sentido que esta militante de carteirinha quer dar. Aqui está se tentando reverter os danos causados por políticas populistas e relativistas, que chegam a considerar pichações como manifestação cultural e que acabaram por emporcalhar a cidade até nos prédios mais altos. Aqui não se punem grafiteiros, mas pichadores! Esta militante, ao que parece, vai desperdiçar sua vaga privilegiada no curso de Direito da São Francisco, já que, como estudante de Direito, não poderia estar encabeçando incitações que violam a lei. Apenas uma militante a serviço do partido usará seus conhecimentos para deturpar o sentido das leis.  Desperdício de vaga preciosa!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

*

ELEIÇÃO 2018

 

Por enquanto só sobram Geraldo Alckmin ou João Doria para a Presidência em 2018 contra Lula. Se o ex-presidente não for impedido de competir, por causa da Lava Jato, a disputa terá a dicotomia de sempre: direita do equilíbrio econômico contra a esquerda do gasto desmedido. Doria está se fazendo conhecido até no Nordeste. Suas atitudes na prefeitura da capital paulista têm refletido em todo o Brasil e parece que o prefeito paulistano será o candidato para fazer o contraponto com a esquerda populista.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

ESTAMOS CANSADOS

 

O atual prefeito de São Paulo, João Doria, é um excelente exemplo para todos os administradores públicos e privados que almejam produtividade, baixos custos, eficiência, qualidade e aprovação. A população brasileira já está cansada da velha demagogia corrupta e ociosa dos políticos profissionais que assumem as prefeituras apenas para a manutenção básica das cidades, dos apadrinhados e o pagamento dos financiadores de campanha. Precisamos de um candidato à Presidência da República que tenha qualidades éticas e administrativas desvinculadas das ultrapassadas formas de fazer política, e acredito que é um nome forte para o Brasil sair de vez da crise. Somente o resultado das eleições demonstrará se sairemos ou permaneceremos sob a ditadura de uma maioria populista ou por uma escolha sensata e realista.

 

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

Mais conteúdo sobre:
Brasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.