Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

09 Março 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

O bom ‘amigo’

E, afinal, quem era o “amigo” das planilhas e dos e-mails da Odebrecht? Luiz Inácio da Silva! Que belo líder sindical, representante das esquerdas é esse, que favoreceu as maiores empreiteiras do País para se beneficiar política e pessoalmente! Grande líder e bom amigo...

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Santa inocência, Batman!

Michel Temer disse que não discutiu valores no encontro com Marcelo Odebrecht no Palácio do Jaburu. Ora bolas, o que mais poderia um empresário bilionário fazer por lá? Turismo, jogar cartas, usar o banheiro, conversar fiado, conhecer dona Marcela, filar um jantar de graça?

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Neocolônia

A situação política atual nos remete ao século 16, quando Portugal dividiu o território descoberto em capitanias hereditárias e sesmarias. A poderosa e internacional Odebrecht transformou o Brasil em sua capitania não hereditária e sem sesmarias. Tragicamente, “comprou” um governo de vendáveis. Tristes trópicos.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Uma enormidade

Três bilhões e trezentos milhões de dólares Traduzindo: dez bilhões de reais Não, não é o PIB de nenhum país, é o total das propinas roubadas e repassadas a políticos e altos funcionários públicos, reveladas até agora pela Lava Jato! Brasil, um país de todos... os ladrões

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Nem o próprio TSE tinha noção do montante que os nossos políticos exigiram das empresas em troca de benesses com o dinheiro público. Infelizmente, essa prática está impregnada no nosso meio político e, salvo engano, se não houver punição à altura pelas ações reveladas na Lava Jato, dificilmente será extirpada.

JORGE DE JESUS LONGATO

financeiro@cestadecompras.com.br

Mogi-Mirim

MITO OU VERDADE?

O povo quer saber

É horrível receber informações e não ter meios de checar a veracidade. Vai mais uma para quem sabe das coisas e pode elucidar para nós. As prefeituras devem ao INSS uma grana preta, estimada entre R$ 4 bilhões e R$ 6 bilhões, apenas do último mandato dos prefeitos, e um valor superior em parcelamentos anteriores. Procede? Existe ainda a informação de que nem mesmo os valores retidos dos funcionários foram repassados ao INSS. Procede? Caso proceda, o segundo item, não é crime de apropriação indébita? Também o Imposto de Renda retido na fonte não é recolhido e após muita negociação é parcelado. Pode? Fundo de Garantia não é recolhido por anos e anos. Pode? A conta de luz da iluminação pública está implícita nos tributos municipais e não é paga às concessionárias, mas fará parte dos demonstrativos para exigir do governo a devida compensação, daí um aumento na conta dos consumidores, independentemente do desconto fajuto da sra. Dilma. Procede?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais

LAVA JATO

Força-tarefa contesta

Tendo em vista o editorial Limitações da Lava Jato (8/3, A3), a força-tarefa Lava Jato vem prestar alguns esclarecimentos à sociedade: 1) Apesar da louvável intenção do Estado ao apontar supostas limitações da Lava Jato em sua atividade de investigação e acusação de crimes envolvendo a Petrobrás, o editorial peca pela frágil análise que faz das ações até agora empreendidas em defesa dos acionistas minoritários e do próprio mercado de capitais. 2) O editorial deixa de considerar, primeiramente, que a principal proteção que a Lava Jato ofereceu aos acionistas minoritários foi a de ter expurgado a quadrilha pluripartidária que detinha as principais diretorias da Petrobrás, e que a vinha sangrando para manter no poder, mesmo que à custa da democracia, os partidos que sustentavam o governo federal de então. 3) As investigações da Lava Jato, ao contrário, tornaram a Petrobrás uma empresa economicamente mais saudável, o que contribui para a reversão da tendência de queda no preço das ações, que chegaram ao valor próximo de R$ 4,50 em janeiro de 2016, no auge das revelações do esquema criminoso, e hoje voltaram ao valor de R$ 15. 4) Além disso, ao investigar a corrupção, a Lava Jato produziu extenso material probatório que pode ser utilizado pelos acionistas minoritários para a responsabilização da União Federal, acionista majoritária da Petrobrás e responsável pelo comando dessa estatal, ou de qualquer outro corresponsável pelos atos ilícitos descobertos. 5) Ainda em relação ao mercado de capitais, a investigação conduziu ao reconhecimento de inconsistências no balanço da Petrobrás, resultando em demonstrações contábeis mais confiáveis, que refletem o real quadro patrimonial da empresa. Com isso, proporciona um ambiente mais seguro e favorável a investimentos futuros. 6) Por fim, a Lava Jato é reconhecidamente um fator inibidor da formação de cartéis e macrocorrupção em contratos públicos, o que contribui para o restabelecimento ou fortalecimento de um ambiente de mercado saudável, permitindo a retomada do crescimento econômico sobre bases sólidas e consistentes. Basta ver que, em decorrência da Lava Jato, o Cade apura a existência de pelo menos 30 diferentes cartéis em variados mercados. A dimensão do esquema de corrupção e cartéis descoberto na Lava Jato oferece enormes desafios, que são enfrentados por uma equipe com recursos humanos e financeiros limitados. Apesar de a Procuradoria-Geral da República ter feito enorme esforço para garantir a melhor estrutura da história para uma investigação no Ministério Público Federal, seria impossível estar preparado para tanta corrupção. Contudo, ainda que o trabalho possa ter restrições, como inerente a qualquer instituição humana, os resultados alcançados são singulares não só para padrões brasileiros, mas mundiais, o que é fruto de um esforço extraordinário de centenas de servidores de múltiplos órgãos. A Lava Jato reitera seu compromisso com a Constituição e as leis, assim como de atuar em correspondência aos mais lídimos interesses da sociedade brasileira, da qual o Ministério Público é defensor intransigente.

CARLOS FERNANDO DOS SANTOS LIMA, procurador regional da República, mais 12 assinaturas

prpr-ascom@mpf.mp.br

Curitiba

N. da R. – Com essa carta, os signatários reconhecem explicitamente aquilo que diz o editorial em questão: deram e estão dando pouca atenção aos crimes envolvendo dinheiro de particulares. Como se vê pela carta, consideram que isso deva ser feito pelos prejudicados. Não é o que diz a lei.

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

ASSOMBROSO

 

Manchete do “Estadão” de ontem dizia: “Odebrecht distribuiu US$ 3,4 bilhões em dinheiro sujo em pagamentos ilícitos entre 2006 e 2014”. O título está equivocado, porque estes dólares foram roubados, surrupiados do nosso bolso. A Odebrecht conseguiu angariar tais bilhões praticando maracutaias, malandragens, maquiagens, armações, etc. em todas as obras que administrava, roubando, desviando e superfaturando. Exatamente como os marginais que roubam e revendem o produto a um receptador.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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O LUCRO DA CORRUPÇÃO

 

Se a Odebrecht investiu US$ 4 bilhões em propinas, dá até medo de pensar qual seria o retorno que ela obteve com esse investimento. Essa empresa deveria ter todos os seus ativos desapropriados, assim como seus diretores e presidentes deveriam ter seus bens confiscados para ressarcir os prejuízos que essas ações criminosas causaram à Nação. A Odebrecht está sendo expulsa de todos os países em que ela atuou, está na hora de o Brasil também pensar numa punição à altura das barbaridades que foram cometidas.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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COMPETÊNCIA

 

É certo que a família Odebrecht coordenou e desenvolveu um sistema de compra do poder público eficiente. Foi um plano modelar de propina que satisfez o regime por anos. Não podemos nos esquecer, no entanto, das outras que compunham o time de empreiteiras e demais organismos que avalizavam a operação, como bancos públicos e alguns privados. A questão que se faz é como pode haver competência para organizar um sistema viável, passível de evolução no sentido negativo e o governo atual, que fez parte do anterior, ter tanta dificuldade em coordenar ações, pessoas que nos tirem do atoleiro em que vivemos, de forma positiva, contando com instrumentos semelhantes. Será fruto de uma política que só pensa na sua sobrevivência? Será pela escolha de políticos que assegurem respaldo do regime, mas se mostram incompetentes na formulação de uma política pública desenvolvimentista? Deseja-se que o plano de investimento do governo a ser apresentado proximamente venha finalmente preencher esta lacuna.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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GOVERNO PARALELO

 

Já não se sabe mais quem foi ou quem é o governo paralelo brasileiro, se Dilma Rousseff, se Lula da Silva ou, ainda, Michel Temer. Ou, então, a Odebrecht. E aí, querem arriscar um nome?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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OS BOBOS DA CORTE

 

Marcelo Odebrecht disse que se sentia “o bobo da corte” do governo brasileiro. “Bobos da corte” somos nós, os cidadãos comuns que aguardam por décadas o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) dos chamados expurgos dos planos econômicos, e que se resume a um roubo em nossas poupanças. Bobos, ainda, e que esperam esta Corte julgar os políticos por seus crimes hediondos contra a Nação. Mas bobos até quando? 

 

Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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NOVELA DE INJUSTIÇAS

 

Direito que tarda falha. É uma vergonha esta novela dos planos econômicos. Vejam a quantidade de poupadores que já morreram depois de entrarem na Justiça requerendo suas reservas financeiras confiscadas em parte, que estavam aplicadas na até então “segura” caderneta de poupança. Onde está a segurança jurídica do nosso sistema financeiro? Quantos mais poupadores vão morrer sem seus direitos e sem ver suas suadas economias de volta? Quando será o último capítulo desta interminável novela de injustiças?

 

Fernando Tavares Simas ftsimas@hotmail.com

São José do Rio Pardo

 

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PROTELAÇÃO VERGONHOSA

 

Muito oportuno o editorial “A novela dos planos econômicos” (5/3, A3). Os bancos nunca, na história deste país, ganharam tanto dinheiro quanto nos 13 anos do desgoverno do PT. E agora ficam protelando, com a ajuda da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), o pagamento de processo já julgado e perdido.  É uma vergonha. Espero que o “Estadão” não esqueça esse assunto e continue nos ajudando.

 

Fábio Nassif Hussni fabionhussni@gmail.com

São Paulo

 

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‘O SUPREMO EM XEQUE’

 

Miguel Reale Júnior nos deu mais uma grande aula na edição do dia 4/3, ao falar das forças-tarefa formadas por desembargadores para auxiliar o nosso Supremo (“O Supremo em xeque”). Antes de ser aposentado em 2008 por idade, fiz parte de um grande grupo de funcionários do poder público visando a rever essa esdrúxula disposição do nosso sistema. Íamos a Brasília todos os meses para visitar deputados e senadores. De nada adiantou. Com os desembargadores líderes desse movimento, acabamos por criar o Grupo de Apoio à Justiça (GAJ), hoje reconhecido pelo nosso tribunal e pela Associação dos Magistrados (AMB) como órgão auxiliar da Justiça. Em dezenas de comarcas, por exemplo, podem ser encontrados juízes e desembargadores aposentados fazendo mediação e conciliação, entre outras atividades. Estou de saída para o Fórum de São José dos Campos, onde atuarei na Primeira Vara Cível. Não vejo na legislação brasileira qualquer impedimento para que a sugestão de Miguel Reale Júnior seja adotada e ampliada. Por que não convocar desembargadores e juízes do Brasil inteiro para auxiliar todos os nossos tribunais? Não é para sentar na cátedra e julgar. É para estudar os processos e legislação pertinente e apresentar relatórios e sugestões aos membros dos tribunais. Simples, útil e indispensável na atual situação.

 

Silvio Marques Neto, desembargador marquesnetosilvio@gmail.com

São José dos Campos

 

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O BRASIL EM XEQUE

 

De acordo om o artigo publicado em 4/3 pelo eminente jurista professor Miguel Reale Júnior, “O Supremo em xeque”, “conforme indicam informações do próprio Supremo Tribunal, cerca de 30% dos processos contra parlamentares perduram dez anos sem julgamento e outros 40% estão faz mais de seis anos à espera de ser apreciados”. Em comparação e a propósito, a Comissão Interamericana de Direito Humanos (CIDH) da Organização dos Estados Americanos (OEA) divulgou, em São Paulo, o “Relatório sobre o uso das prisões preventivas nas Américas”, criticando a utilização excessiva da prisão provisória em países da região. O levantamento mostrou que cerca de 40% da população carcerária brasileira é formada de detentos provisórios. Segundo a Comissão, o Brasil é o segundo país com maior população carcerária das Américas, ficando atrás apenas dos EUA. O documento diz que dos 550 mil presos no Brasil (dados de 2013, não levando em contra pessoas em situação de prisão albergue domiciliar), “uma das maiores populações carcerárias do mundo”, 217 mil estão à espera de julgamento.

 

Nelly Martins Ferreira Candeias  nellycandeias@uol.com.br

São Paulo

 

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POLÍTICOS ENGENHOSOS

 

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de considerar o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) réu por receber propina por meio de doações oficiais foi correta. Segundo o relator, há indícios de que a doação foi propina disfarçada. Então, senhores parlamentares, se estão perplexos, o povo está muito mais. Acho que deveria ser proibido doar a candidatos. Pessoas jurídicas já não podem. Deveriam proibir as físicas também. Que os políticos vejam outro meio de financiar suas campanhas. Sabemos que, mesmo com essa proibição total, eles encontrarão um caminho para driblar isso. A engenhosidade deles é inimaginável. Pena que não a usem para o bem do País e do povo. Eles são muito bons nisso, além de terem na mão a caneta que escreve as leis, então é fácil.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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CAIU A APARÊNCIA DE LEGALIDADE

 

Deve ter sido uma enorme decepção para Fernando Henrique Cardoso, mas a segunda turma do STF acaba de tornar réu o senador Valdir Raupp, que alega ter recebido doações legais de empreiteiras, mas que comprovadamente saíram de caixa 2. Foi bastante tendenciosa a diferenciação que FHC quis estabelecer entre corrupção (dinheiro de caixa 2 para enriquecimento pessoal) e erro de conduta (o mesmo dinheiro sujo para campanha política). O ex-presidente emporcalhou a biografia nesse argumento espúrio.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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ERRO

 

O ex-presidente FHC sintetiza o pensamento dos políticos brasileiros ao afirmar que é preciso corrigir o “erro” do uso de caixa 2, que o então ex-ministro e maior advogado criminalista do País Márcio Thomaz Bastos afirmava ser crime.

 

Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca

 

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PERDI A CONTA

 

Desde o mensalão, venho contabilizando o total de desvios de dinheiro público pela quadrilha que toma conta do País desde 2003. Nestes incluo Michel Temer também, pois foi eleito junto com Dilma Rousseff. No último levantamento, cheguei à inacreditável cifra de R$ 377,2 bilhões. É uma tarefa árdua, pois temos de analisar se não estamos incluindo duas vezes a mesma verba roubada. E tais valores fazem sentido, pois um organismo financeiro internacional atestou que estão depositados no exterior cerca de US$ 500 bilhões. Isso apenas em âmbito federal. Estou começando a coletar dados dos governos estaduais e municipais.

 

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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MODELO

 

Certa vez em que sofria de uma otite, meu marido, ao consultar o renomado Sérgio de Paula Santos, serviu como modelo aos residentes para observarem a dor causada pela infecção. Foi bastante didático, apesar do sofrimento de meu marido. A duras penas, a nação brasileira também serve de modelo aos alunos de Filosofia que podem ver claramente um sofisma na explicação dos juristas para desvincular a candidatura Dilma-Temer. E os professores de Economia podem elucidar aos alunos como a impunidade pode abalar os alicerces da economia gerando o caos em que a nossa se encontra.

 

Irene M. Dell’ Avanzi irenedellavanzi@hotmail.com

Itapetininga

 

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O TSE NÃO FAZ NADA?

 

Tudo indica que há alguém ali do ABC que quer lançar-se candidato à Presidência da República ainda neste mês, aparentemente com o objetivo de criar obstáculo contra ações da Justiça contra ele mesmo. Como a legislação proíbe que candidaturas sejam definidas e que se faça propaganda a mais de seis meses do dia do pleito, entende-se que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) penalizará tal pessoa e seu ParTido, se essa declaração extemporânea de candidatura for de fato efetuada. Outra questão quanto ao TSE é ver como ele permite que algumas instituições, inclusive jornais, continuem a fazer levantamentos comparativos de possíveis candidatos a presidente, se nem uma dessas possíveis candidaturas e seus respectivos programas de governo pode ser formalizada e divulgada antes do prazo.

 

Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia

 

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MANIFESTAÇÃO

 

Ainda, sobre o manifesto de artistas e intelectuais, com 400/500 assinaturas – Chico Buarque, o mais badalado à frente –, que pedem Lula candidato à Presidência em 2018, penso que uma outra corrente poderia também se manifestar colhendo assinaturas solicitando ao homem de “alma mais honesta deste país” que retomasse suas palestras (se houvesse interessados em ouvi-lo) e nos deixasse em paz. Os aplausos seriam ouvidos na Lua!

 

J. Perin Garcia jperin@uol.com.br

São Paulo

 

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DEFINIÇÃO

 

Gostaria de saber destes “intelectuais circenses” o que dizem seus dicionários sobre ética, probidade, honradez, locupletação do erário, incapacidade política, roubo e furto.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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AVESTRUZES

 

Os intelectuais petistas estão mais para avestruzes. Enfiaram a cabeça num buraco e fingem não ver nada, por conveniência.

 

Adalberto Amaral Allegrini adalberto.allegrini@gmail.com

Bragança Paulista

 

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MANIFESTO JARARAQUENSE

 

Que existem brasileiros que amam a flora e a fauna, disso não há dúvidas, e isso é muito bom, pois denota evolução moral e intelectual. O espantoso é que, na preferência pelo exemplar da fauna, a jararaca ganhe papel de destaque! Pelo jeito, parece que querem elevar o ovídio à animal-símbolo do País! Seria cômico, não fosse trágico.

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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ESPERANÇA

 

Em 2009, numa investigação sobre o ex-deputado José Janene e o doleiro Alberto Youssef, de forma inesperada, iniciou a Operação Lava Jato, o maior escândalo financeiro à face da Terra, envolvendo graúdos na área política e empresarial, até então imunes e impunes. Incrível é que os envolvidos se dizem inocentes, que todas as doações foram legais, não obstante quase falirem a Petrobrás. Muita gente abriu o bico e, ao que parece, no próximo dia 3 de maio, dar-se-á o encontro entre Lula (para muitos a cereja do bolo) e Sérgio Moro. Espera-se que, com a aprovação das “Dez Medidas Contra a Corrupção” e a Lava Jato, a cúpula brasileira seja menos desonesta.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

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O TEMOR DA OPOSIÇÃO

 

Fiquei muito satisfeito ao ler o editorial “O grande temor da oposição” (6/3, A3), pela retidão com que o “Estadão” opina e apoia o atual governo. A postura correta da imprensa esclarece o eleitor sobre a débil administração de Lula e Dilma, e na hora do voto ele saberá distinguir o melhor candidato. Saberá, outrossim, reconhecer o grande empenho do atual governo em equilibrar as contas públicas e acertadamente repor o Brasil nos trilhos.

 

João Ferreira Mota jfmota29@gmail.com

São Paulo

 

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PODERES DA REPÚBLICA

 

O que transparece nítido do debate do “Estadão” (“Fórum Estadão – Equilíbrio entre os Poderes”) realizado no dia 6 de março é que, a bem da verdade, nenhum dos Três Poderes da República funciona como deveria no seu papel constitucional. Essa incoerência e falta de respeito à cidadania desemboca na antecipação de 2018 para o ano de 2017. E sem a superação da grave crise política, somada à econômica e com reflexos institucionais, sair do buraco, do atoleiro, é uma difícil missão, que dependerá muito mais do patriotismo do que de medidas e reformas plurais.

 

Carlos Henrique Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

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FÓRUM ESTADÃO

 

Ao ler a opinião do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega a respeito do Judiciário, no “Fórum Estadão” (7/3, A8), veio-me à mente a frase do professor Leandro Karnal: “A ignorância é uma bênção profunda”. Deixemos de lado a Operação Lava Jato, que já virou um totem. Claro está que se trata da mais profunda ação moralizadora, como nunca antes a história deste país teve conhecimento. Mas as críticas ao sistema judiciário bem que poderiam focar outros aspectos. A Justiça é lenta, talvez porque esteja cega, o que a faz movimentar-se do jeito que o faz. A Justiça do Trabalho é recordista mundial em número de ações a serem julgadas, sofrer recursos, apelações, etc., o que leva às calendas a solução de casos gerados por uma verdadeira indústria. A muitos juízes não faz falta apenas noções de Economia, como afirmou Maílson da Nóbrega. Falta a noção de ordem de grandeza. Já são conhecidos casos como aquele em que, por causa de um lançamento equivocado, que, obviamente, causou danos à parte prejudicada, o juiz de primeira instância condenou um banco a uma multa equivalente a um terço do PIB brasileiro. Travestidos de justiceiros, certos juízes esquecem ser sua missão a aplicação das leis à luz do seu conhecimento e da eventual jurisprudência, Sua Excelência decide que dosimetria é detalhe, como no caso da multa de 800 milhões aplicada a um banco, por ferir direitos individuais. Apitar pênalti por uma falta cometida no meio-campo em nada engrandece quem assim procede. Vamos deixar de lado os casos de penhora on-line, executada instantaneamente, que após se revelar equivocada corresponde a um vago aceno de que um dia, sabe-se lá quando, o dano será reparado. Com razão afirmava Baltasar Gracián, que não viveu o suficiente para conhecer nosso Judiciário. “De uma loucura não faça duas”.

 

Alexandru Solomon alex101243@gmail.com

São Paulo

 

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DISCURSO NA TRIBUNA DO SENADO

 

A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) ocupou a tribuna e, em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, incitou a todas nós, brasileiras, a fazer greve de várias maneiras, inclusive “greve sexual”. Como é que pode uma senadora do partido que ocupou a Presidência da República durante 13 longos anos desconhecer os problemas da mulher brasileira: que a cada 15 minutos uma mulher é estuprada e a cada 50 minutos uma é assassinada? Se fosse uma senadora consciente, seu discurso seria direcionado aos homens brasileiros que não respeitam suas companheiras, amigas e mães. Imagino a mulher casada ou companheira de um homem agressivo, se fizer “greve sexual”, como recomendou a senadora. Será mais uma para fazer parte da estatística. 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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TRABALHO SEXUAL?

 

Gleisi Hoffmann conclamou as mulheres a fazerem greve de sexo. Ora, como advogada, deve saber o significado de greve: a cessação coletiva e voluntária do trabalho realizado por trabalhadores com o propósito de obter benefícios. Hum... Posso, então, pensar que ela vê a si própria e a todas as mulheres como trabalhadoras quando fazem sexo. Bizarro! Se ela quer descansar do seu “trabalho”, tudo bem, mas que descanse sozinha!

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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VERGONHA

 

A postura dos integrantes do PT de “quanto pior, melhor” não poupou nem o Dia Internacional das Mulheres. Em discurso no Senado, Gleisi Hoffmann, senadora pelo Estado do Paraná, líder do PT na Casa e denunciada pela Operação Lava Jato por corrupção e lavagem de dinheiro, conclamou as mulheres a fazerem greve de sexo, deixar de realizar atividades domésticas e bloquear estradas, como se tais atitudes fossem valorizar a mulher brasileira naquela data comemorativa. Foi um papel ridículo e inaceitável, que envergonha o seu Estado e toda a população brasileira.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

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PROTESTO INÓCUO

 

A senadora Gleisi Hoffmann propôs fazer greve de sexo no Dia Internacional das Mulheres. Com todo respeito às mulheres, não creio que esta seja uma maneira de mostrar a sua importância na sociedade.

 

Mário N. Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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IGNORÂNCIA

 

Não bastando ter de aguentar a senadora Gleisi com sua fala constante sobre “golpe”, ver seu narizinho empinado tumultuando e atrapalhando o País em cada situação, após seu partido ter destroçado a nossa economia e tornar-se detentor da maior corrupção da história do mundo, creio eu que, agora, ela passou dos limites da ignorância. Greve de sexo para protestar pelo Dia da Mulher? Obviamente, só poderia ser uma proposta saindo da cabeça de quem não é feliz no casamento. Que eu saiba, a grande maioria das mulheres se casa por amor e sexo faz parte desta relação amorosa. Se para ela é difícil, por amor não foi que se casou. Seria por dinheiro ou interesses difusos? Realmente, ela se superou.

 

Jose R. de M. Soares  joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

 

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CONTROVÉRSIA

 

A senadora Gleisi Hoffmann fez um discurso no plenário do Senado pedindo que as mulheres façam greve de sexo no Dia Internacional da Mulher. Se para ela sexo só agrada aos homens, deve procurar resolver seu problema...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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PROTESTOS

 

Todo cidadão neste país tem o direito de protestar. E normalmente os protestos expressam algum tipo de revolta, oposição, inconformidade, etc. Os trabalhadores, quando desejam melhorias ou reposição salarial e não há acordo, optam por greves. O que é um absurdo é o modismo dos protestos, em que por qualquer coisa os “manifestantes” travam ou param o desenvolvimento de uma cidade e a liberdade de ir e vir é restrita em detrimento ou interesses de outros e poucos. Isso é inaceitável! Só este ano várias vezes as principais avenidas da capital paulista (Avenida do Estado e Marginal Tietê) foram bloqueadas com pneus em chamas, paus, pedras, etc. Os revoltados e infelizes terceirizam os problemas para milhões de pessoas que não têm culpa pela situação, e paralisam a já caótica cidade de São Paulo. E assim ganham a notoriedade da mídia, como também o ódio ou repulsa da população em geral. Enfim, não sou contra os protestos, mas os métodos estão errados! A lei deveria ser rigorosa com certos manifestantes. Ou não?

 

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

 

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AS REFORMAS E A ILHA DA FANTASIA

 

A Câmara dos Deputados tem 3.124 servidores concursados e 11.792 de livre nomeação. Os efetivos recebem salários entre R$ 15.035 a R$ 28.801, mais comissões que vão de R$ 3.500 a R$ 9.430. Os de confiança ganham entre R$ 936 e R$ 18.172. Salários astronomicamente mais altos que os do mercado. Agora, os deputados manobram para poder contratar mais sem concurso (“Estado”, 6/3). São quase 15 mil funcionários que possivelmente não caberiam no prédio se todos comparecessem ao trabalho no mesmo dia. Em vez de buscar mais cargos para acomodar seus cabos eleitorais, os parlamentares deveriam ter mais preocupação em conseguir, na medida do possível, desonerar a Casa para torná-la mais compatível com as empresas e instituições que são obrigadas a produzir para obter os recursos que empregam em seu funcionamento e manutenção. Quando o governo pede o esforço do empresariado e da população e os trabalhadores são atropelados pela amarga reforma previdenciária, Brasília deveria também se esforçar e abrir mão de sua condição de ilha da fantasia. Afinal, o seu sustento vem de todos os quadrantes do País. Executivo, Legislativo e Judiciário também precisam cortar as suas gorduras... 

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

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PATRIMÔNIO ARTÍSTICO

 

Causa espécie, revolta e indignação a matéria do “Estadão” (5/3, A10) que revelou o estado de completo abandono do patrimônio artístico do País encontrado nos palácios do Planalto e da Alvorada. Segundo investigação da Diretoria de Documentação Histórica da Presidência da República, obras de arte de altíssimo valor e móveis de época assinados por famosos designers encontram-se empilhados em depósitos como se fossem entulho, alguns em estado crítico. Entre as obras de arte, duas telas de Candido Portinari, avaliadas em R$ 60 milhões (!), tapeçaria de Di Cavalcanti, tapetes persas – um deles com 20 metros quadrados (!) –, poltronas Oscar, de Sérgio Rodrigues, camas de jacarandá, peças assinadas de Joaquim Tenreiro, entre tantos outros tesouros nacionais. O descaso do governo federal é um verdadeiro crime de lesa-arte. A que ponto chegamos!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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OBRAS DE ARTE EM BRASÍLIA

 

Por que os “iluminados” de Brasília nunca pensaram em leiloar os “bens inservíveis” que enchem os depósitos dos palácios do Planalto e Alvorada e usar o dinheiro para melhorar saúde, educação e segurança, em vez de deixá-los deteriorando e perdendo o valor onde ninguém os vê? Se há obras avaliadas em R$ 60 milhões, quanto dinheiro está indo pelo ralo, sem ninguém cuidando desse patrimônio, quando há tanta coisa para ser feita neste país? Pensem nisso, prezados parlamentares.

 

Marina R. Malufi mmalufi@terra.com.br

Olímpia

 

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MIOPIA MENTAL

 

Sr. ex-curador do Palácio do Alvorada, Rogério Carvalho, onde estavas em 2004 quando os jardins do mesmo palácio e os da Granja do Torto ganharam, por determinação de dona Marisa Letícia, canteiros de flores vermelhas, em formato de estrela, símbolo do PT, numa evidente descaracterização do uso do imóvel que é símbolo nacional? Só foram retiradas a pulso, e mesmo assim, em 2008 podia se ver que restara uma... as fotos no Google comprovam. Agora polemizas pelo fato de o presidente Michel Temer haver instalado uma tela de proteção em caráter provisório, autorizada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), para atender a questões de segurança de uma criança de apenas 7 anos de idade? O relativismo ideológico transpira de suas colocações maldosas... mas é uma crítica tão fora de medida que produz efeito contrário ao que pretendias. Passe bem, sr. ex-curador, e cuide mais de sua miopia mental!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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FORA DO RAZOÁVEL

 

Parece piada, mas não é! Em plena crise econômica e com cortes no orçamento, os Estados brasileiros gastam milhões no pagamento de aposentadorias para ex-governadores e viúvas. Há casos de aposentadoria concedida a quem exerceu o cargo por alguns dias e recebe mais de R$ 15 mil mensais. A crise que enfrentamos é resultado de administrações perdulárias, em que os mandatários e ex-mandatários recebem remunerações fora dos padrões e nada razoáveis. Mas, aos olhos da equipe econômica federal, o importante é a reforma da Previdência e o resto... Ah, o resto... Fique por conta dos pagadores de impostos.

 

Willian Martins martins.willian@globo.com

Guararema

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Na reforma da Previdência se discute muito a aposentadoria do cidadão comum, da iniciativa privada. A verdadeira reforma deveria começar pelo Estado, que hoje é uma farra em que alguns poucos se beneficiam. Acabar com aposentadoria dos deputados federais e estaduais, senadores. Acabar com o acúmulo de aposentadorias, quer sejam municipais, estaduais ou federais. Acabar com os milhares de fundos de aposentadoria, inclusive das estatais. Sugiro até cortar as aposentadorias atuais que excedam R$ 10 mil. Com isso teríamos uma economia que poderia aliviar o aperto que se está projetando para o INSS. Enquanto o Estado “comer” uma das pernas do País, nenhuma reforma será legítima.

 

Celso Battesini Ramalho leticialivros@hotmail.com

São Paulo

 

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CARNAVAL EM SÃO PAULO

 

Apesar de não ser morador da Vila Madalena, concordo plenamente com a ideia do prefeito João Doria de tirar o carnaval de rua daquela região e de outras regiões residenciais. Com certeza, a maioria dos frequentadores dos blocos não mora nos bairros onde acontecem os desfiles. Os moradores das regiões é que ficam com as dores de cabeça (barulho, sujeira, bêbados e baderneiros pelas ruas). Já os foliões, ao término da festa, voltam para seus lares, onde tudo está tranquilo e maravilhoso. O ideal seria que o carnaval ocorresse em locais como a Paulista e o Centro, onde causariam menos transtornos.

 

Petuel Preda petuelpreda@terra.com.br

São Paulo

 

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BLOCOS DE RUA

 

Nunca na capital de São Paulo, durante e após o carnaval, poucas pessoas perturbaram tantos munícipes. A capital se deparou com um verdadeiro caos. Para evitar que isso se repita, só resta à população procurar a Justiça.

 

Gunther Claussen gc85700@gmail.com

São Paulo

 

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AVAL PARA OS TRANSTORNOS

 

Depois que o governador Geraldo Alckmin manifestou uma possível disputa nas eleições de 2018 para a Presidência da República, automaticamente deu aval para que a tigrada iniciasse os transtornos nas linhas de trem e metrô de São Paulo. Eles são tão previsíveis que já temos certeza de que as práticas inaceitáveis irão acontecer. Não nos esqueçamos das greves dos professores das escolas estaduais e creches, da USP, etc., bem como das passeatas de sem-teto, sem-terra e sem qualquer coisa e do vandalismo dos black blocs, acabando com o sossego e os direitos dos paulistanos e paulistas.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

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