Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

10 Março 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

Amigo de quem?

Na planilha da Odebrecht, o codinome de Lula é “amigo”. Numa breve retrospectiva, ele foi amigo de quem? Dos sindicalistas? Do seu partido? Dos cumpanheiros? Dos seus financiadores? Dos aliados políticos? De seus familiares? Ora, quem não está preso logo estará. Lula não é amigo de ninguém. Manipula todos, por se autoproclamar o mais esperto. E tem sido, por enquanto!

MÁRIO ISSA

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

Fundo do poço

Quando o “amigo” assumiu seu primeiro mandato, o Brasil estava entrando nos eixos graças ao governo anterior. O PT passou a declarar ter recebido uma herança maldita. Nenhum tucano abriu o bico para se defender. E o povo acreditou. Em 2005 surgiu o escândalo do mensalão. O “amigo” alegou que não sabia de nada. A tucanada continuou de bico calado. E o povo acreditou. Dilma sucedeu-lhe e completou a ruína, até ser “impichada” por quase todos os partidos. O PT disse que foi golpe, os “golpistas” ficaram calados. E o povo acreditou. Michel Temer assumiu há nove meses essa massa falida e nem tucanos, nem peemedebistas, nem os demais partidos da base expuseram a verdadeira herança maldita recebida. O PT já está vociferando que o fundo do poço se deve ao “golpe” e aos nove meses de governo “golpista”. E o povo acreditando. E as eleições chegando...

CARLOS ALBERTO ROXO

roxo_7@terra.com.br

São Paulo

Queda do PIB de 7,2%, US$ 3,4 bilhões de dinheiro sujo da Odebrecht, esse é o resultado de 13 anos do ineficiente, hipócrita e altamente nocivo governo lulopetralha, “nunca antes visto neçe país”. E essa figura (o “amigo”) ainda quer se candidatar novamente?! Bahhhh...

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

A volta dos fracassados

Em face das últimas notícias sobre a calamitosa situação do País – municípios, Estados e União –, chegando nosso PIB a cair 7,2% em apenas dois anos, temos visto inúmeras manifestações de que o descalabro financeiro e econômico perpetrado pelos (des)governos do período de 2003 a 2015 não pode ser pago, agora, pelo povo brasileiro. Ledo engano. Já o estamos pagando. Com a falta de estradas, a insuficiência de assistência médica, o desemprego (13 milhões sem trabalho), o anunciado aumento da energia elétrica, a estagnação da economia e, enfim, com todas as vicissitudes que já atingem a população em geral. Tudo isso é fruto não só do desavergonhado desvio de dinheiro público, como também dos “malfeitos administrativos”, incluída a famigerada “nova matriz econômica” dos que governavam (?!) o País. Como, então, “intelectuais” vêm agora clamar pela volta do principal responsável pelo desastre e de seus seguidores? Má informação? Ignorância? Os dois? Ou... Bom, deixa pra lá. Dá náuseas.

JOSÉ E. B. GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Sábio Joãosinho

Segundo o saudoso carnavalesco Joãosinho Trinta, “quem gosta de miséria é intelectual”. Começo a entender a razão do manifesto dos 400 favoráveis à candidatura de Lula em 2018.

ODILON OCTAVIO DOS SANTOS

Marília

Desespero petralha

O afobado e patético lançamento de “Lula 2018” lembra a tentativa de nomeação dele para a Casa Civil pela ex-presidente: desespero a caminho da cadeia.

RICARDO C. T. MARTINS

rctmartins@gmail.com

São Paulo

Uruca

O PT, partido que detém o número 13, governou este país por 13 anos, gerou 13 milhões de desempregados e está se acabando na 13.ª Vara da Justiça Federal de Curitiba. Que sina!

EDSON FUNABASHI

edson@acteon.com.br

São Paulo

PODER JUDICIÁRIO

Ativismo político

Sobre o editorial A mão invisível da Justiça (6/3, A3), temo estarmos vivendo tempos em que pensar no interesse dos desprezados e excluídos esteja virando infração. Juízes que cometem erros gravíssimos contra essas pessoas dificilmente são punidos, mas se ousarem fazer justiça contra uma corporação que tenha lesado milhares de consumidores e figure como uma das com mais reclamações no Procon e na Justiça, terão sua carreira manchada. Os serviços de telecomunicações no Brasil são péssimos, mas o juiz que, sem medo do volume de trabalho, incentiva a população a buscar seus direitos e condena essas empresas é que será repreendido. Lamentável!

LEA CÍNTIA THOMAZ DE ASSIS FERREIRA, advogada

cintiathomaz@gmail.com

São Paulo

O editorial A mão invisível da Justiça acerta ao combater o ativismo togado de natureza político-ideológica (na Itália, chamado de “togas vermelhas”), que não passa de um dos vários efeitos nefandos oriundos das escolas de Direito atuais, cujos professores são engajados majoritariamente à esquerda, usando e abusando do direito de cátedra para enxaguar cérebros jovens e idealistas, produzindo militantes disfarçados, assim como nada isentos e imparciais operadores do Direito. O mesmo, ouso dizer, também se verifica, infelizmente, no Ministério Público; não faltam promotores que usam e abusam do poder que detêm para perseguir, por exemplo, “malvados ruralistas latifundiários exploradores de pobres camponeses e da natureza”, entre outros tantos embolorados jargões. Urge, não apenas no ensino médio, uma “escola sem partido” que também chegue aos cursos superiores, além da necessária grita cidadã contra as instituições judiciais que silenciam diante do perigoso e não combatido ativismo togado em todos os níveis.

PAULO BOCCATO

pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga

Mediocridade

O desembargador Xavier de Aquino revelou um fato consternador em A difícil tarefa de amealhar juízes (9/3, A2). Se nem os ofícios da Corregedoria-Geral são respondidos, não é de estranhar a atitude deseducada, arrogante e descomprometida de número crescente de juízes, que se estende à falta de decoro na maneira de trajar e à expressividade vulgar. A maioria expressiva da magistratura paulista ainda resulta da seletividade oportunamente apontada pelo ilustre decano do Tribunal de Justiça, atenta a princípios éticos e vocacionais, e não deverá ceder à mediocridade que se impõe à formação das demais carreiras de Estado.

CELSO A. COCCARO FILHO

ccoccar@gmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

DIRCEU CONDENADO

 

José Dirceu, que foi ministro-chefe da Casa Civil do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi condenado mais uma vez. Dirceu ainda está poupando Lula em suas audiências com o juiz Sérgio Moro. O petista ainda não aderiu à delação premiada. Até quando Lula ficará distante da carceragem da PF de Curitiba? Por que os petistas estão querendo fazer um acordo para que todo o partido participe de uma delação conjunta?

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

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JOSÉ DIRCEU

 

Um otário incauto.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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O DONO DO TIME

 

Mais uma condenação do sr. José Dirceu, “o capitão do time”, nas palavra de Lula, ainda no exercício da Presidência da República, quando ainda não se tinha conhecimento do tamanho dos desmandos. Gostaria de saber a opinião dele sobre o dono do time. Será que ele acha justo responder sozinho pelos desmandos do czar? Se José Dirceu resolvesse fazer delação, não seria só premiada, mas um prêmio da Mega Sena da Virada. 

 

Luiz Thadeu Nunes e Silva luiz.thadeu@uol.com.br

São Luis

 

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‘ESTÃO MATANDO O ZÉ DIRCEU’

 

O que não se fala é o numero de brasileiros honestos que morreram, morrem e irão morrer em virtude dos desvios bilionários praticados por ele, pela “alma mais honesta” do planeta e demais “cumpanheros guerreiros do povo brasileiro”. Um dinheiro que deveria ter sido investido em educação, saúde, saneamento básico, etc.

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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LULA, O AMIGO DE EO

 

Em delação, Marcelo Odebrecht revelou que “Amigo” e “Amigo de EO”, nos e-mails, era mesmo Luiz Inácio Lula da Silva, cuja amizade com Emílio Odebrecht, seu pai, permitia o livre trânsito da empresa e seu dirigente com Lula, o que é asseverado também por Vera Magalhães em sua coluna no “Estadão”. Assim, fica difícil a Lula safar-se das acusações de corrupção e propinas, mesmo com a pressa em lançar sua candidatura a presidente da República para 2018. Com efeito, esse concubinato financeiro entre o poder e uma empreiteira foi bastante prejudicial ao País, porque criou várias contas de corrupção/propinas envolvendo o Estado, cidadãos e políticos. Será difícil Lula escapar da cadeia!

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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‘AMIGO’

 

Ao invés de “Amigo” ou “Brahma”, não cairia melhor “Itaipava”?

 

Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo

 

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O FIM DA LADAINHA

 

A forte e atual descoberta na Operação Lava Jato é de que o “amigo”, confirmado nas delações premiadas, é o sr. Luiz Inácio Lula da Silva. Com a organização fraudulenta, dona de enorme capital financeiro da Odebrecht e mais um grande amigo chefe do governo e do poder, participando e dirigindo o butim, não havia dinheiro que bastasse. Ambos nunca imaginavam que um dia a casa cairia. Realmente, o crime, por mais perfeito que aparenta ser, tem seus dias de desventura. Essa afirmação arrasadora para o ex-presidente, que já é apontado em cinco inquéritos, o grande Lula, aquele que conseguia tudo com tanta facilidade, até mesmo grandes amigos que lhe “proporcionaram” todas as moradias por onde passou e de que desfrutou, passou de presidente da República para o “amigo” ou “amigo EO” num complexo embrulho de pai e filho donos da Construtora Odebrecht. Desta vez, ficará difícil de continuar com a mesma ladainha de que o juiz Sérgio Moro persegue o “cara”. 

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

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PRESUNÇÕES

 

Os advogados que compõem a banca de defesa do indivíduo alcunhado como “amigo” ou “amigo do EO” na delação e posterior depoimento do ex-presidente da maior e mais corruptora empreiteira do Brasil, ao mesmo tempo que se aferram à tese jurídica da “presunção de inocência” como única linha de defesa que encontram para salvar o seu cliente das várias condenações prestes a acontecer, estão caminhando para consagrar uma nova tese que poderíamos chamar de “presunção de idiotice”. Sim, porque com essa linha de defesa o que esses causídicos fazem é presumir que todos nós, cidadãos brasileiros, somos idiotas. Percebendo que defendem um “criminoso quase perfeito”, ou seja, aquele que até agora deixou incontáveis pistas, marcas, pegadas e outros fortes indícios nas inúmeras cenas de crimes dos quais participou, mas sem que até o momento tenham sido colhidas (aparentemente) provas materiais, pretendem inocentar o acusado. Só a “velhinha de Taubaté”, imagem consagrada da idiotice humana, acredita na inocência desse múltiplo réu que tanto mal causou, causa e poderá ainda causar ao País. Nem eles, defensores, acreditam no que defendem porque podem ser tudo, menos idiotas.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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DIREITO DE DEFESA

 

O advogado José Roberto Batochio discute, no artigo “Direito de defesa em processo politizado” (9/3, A2), o que chama de “processos impregnados de fatores político-partidários ou disputas ideológicas” nos quais ele vê “a presunção de inocência substituída pela certeza preconcebida da culpa”. No final do artigo ele se declara “advogado que compõe a banca de defesa do ex-presidente Lula, encurralado por seis processos políticos...”. Entendo que ele preferiria defender Lula como se o governo no Brasil fosse um convento de freiras, em vez de uma verdadeira máfia em que o crime se tornou regra, e não exceção. Não adianta tentar esconder os fatos que ocorreram atrás de leis garantistas. O povo brasileiro, poder máximo constitucional, está acima das leis, não a seu serviço, e exige que todos os culpados do maior crime contra o País apodreçam na prisão, independentemente dos tais processos. No momento de se apossarem do dinheiro público eles não pensaram nas leis, e agora, na hora da justiça, as leis não podem protegê-los. Que paguem pelo que fizeram!

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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LÓGICA CANHESTRA

 

O artigo do advogado José Roberto Batochio no “Estado” de ontem, apesar de escrito em linguagem rebuscada, é um belíssimo exemplo de lógica (ou falta de) canhestra e distorcida (twisted logic), digno de estudo em universidades conceituadas. Só posso imaginar que foi motivado como justificativa desesperada para tentar livrar da aplicação da lei clientes cujas falcatruas abundam em evidências materiais e testemunhais. Quer convencer aos incautos que se deve presumir como inocentes tanto os responsáveis por jogarem os aviões contra os edifícios do World Trade Center quanto aqueles flagrados em vídeo com áudio recebendo e colocando dinheiro reconhecido de propina na cueca, pois não houve a “necessária conflagração dialética entre a tese acusatória e a antítese defensiva, estruturadas à vista da prova recolhida nos autos”, apesar das milhões de testemunhas dos referidos fatos. Será que o “eu não sou o dono da conta, o dono é o truste, eu sou apenas beneficiário”, ou o “eu não sei como US$ 833 mil foram parar nessa conta”, ou, ainda, “eu não tenho, nunca tive conta no exterior, e quem encontrar esse dinheiro pode ficar com ele”, para citar apenas alguns exemplos, já são jurisprudência? Poupe-nos. O discurso do “Fora Temer!” deveria ser assunto exclusivo para políticos, e não para juristas. No país do jeitinho, da moral relativa e das verdades alternativas, estamos inaugurando um novo tipo de Direito, o Direito jabuticaba.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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NÃO É A INQUISIÇÃO

 

Pergunto ao advogado José Roberto Batochio se ao réu sobrou algum direito num processo politizado ou se acabou o contraditório (audiatur et altera parte), remanescendo só o inquisitório. Todos já lemos, estudamos ou assistimos a documentários e filmes sobre a Inquisição, com a “caça às bruxas” de maneira arbitrária, com a queima de livros, ataques aos cientistas, magos do mal, enfim, a era das trevas. Isto é uma absoluta inverdade. Ainda temos os princípios norteadores do Direito Penal e Processual Penal em vigor, garantido o direito de ampla defesa (defesa técnica mais autodefesa), do “in dubio pro reo”, que realiza a presunção da inocência, da observância ao princípio da tipicidade estrita, da legalidade em todas as fases e atos processuais, da possibilidade de revisão criminal mesmo após o trânsito em julgado de decisão condenatória, enfim, a matéria e a forma do subsistema do Direito Penal são minudenciadamente tratadas em leis vigentes. Nenhum juiz pode decidir contrariamente ou em desconformidade com a lei, súmula ou jurisprudência dominante. É a lei que orienta os sujeitos do processo: autor-juiz-réu. Aqui entre nós, há anos vige o princípio do livre convencimento motivado do juiz, noutras palavras, todas as decisões judiciais que não sejam meramente ordinatórios devem ter motivação legal, e mais, da lei já interpretada por jurisprudência dominante, decisões proferidas pelos ritos do recurso repetitivo (STJ) e repercussão geral (STF), e pelas súmulas do próprio tribunal a que se recorre é dos tribunais superiores. Então, não estamos num Estado de exceção inquisitório direcionado a punir crimes de white collar. Não estão sendo violados os direitos inerentes à profissão de advogado, dos causídicos do ex-presidente Lula. Ao contrário, repercutam o quanto querem nas audiências, tumultuando o quanto podem as perguntas da parte adversa. Recorrendo ou impetrando habeas corpus e outras medidas de defesa técnica. O espanto do nobre articulista é que políticos, assim também os poderosos economicamente considerados, passaram a sofrer a incidência das leis, acabando com o dito popular segundo o qual “políticos e ricos” não vão para a cadeia neste país. Foi só isso que mudou. A sociedade brasileira encantou-se e aplaudiu os últimos atos importantes, dirigidos pelo Poder Judiciário, especialmente pela Lava Jato e o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Ninguém foi sumariamente cremado, isso é certo.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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PREOCUPAÇÃO

 

Para quem defende um cliente inocente, o dr. José Roberto Batochio está muito preocupado.

 

Eliseu Gonçalves Prata eliseu.prata@gmail.com

Bertioga

 

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BRA$IL

 

A propósito da bombástica revelação feita em regime de delação premiada pelo ex-executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas Filho ao ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), de que o Departamento de Obras Estruturadas – vulgo setor de propinas – da empreiteira movimentou nada menos que a fantástica soma de R$ 3,4 bilhões (!) em pagamentos ilícitos entre 2006 e 2014, cabe, por oportuno, parodiar o que escreveu Pero Vaz de Caminha ao rei D. Manuel, de Portugal, sobre a terra recém-descoberta: “Neste país, em se propinando, tudo dá”. Muda, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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ODEBRECHT

 

Será que uma empresa que pagou US$ 3,3 bilhões em propina tem condições de continuar a operar? Não seria mais produtivo encerrar as atividades e vender o patrimônio para ressarcir o Brasil?

 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

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FORA

 

O relator do TSE, ministro Herman Benjamin, vê apropriação do setor público pela Odebrecht. Para uma pergunta do ministro a Marcelo Odebrecht, se ele se via como embaixador do setor produtivo junto ao poder, obteve a seguinte resposta: “É que o procuravam e então ele encaminhava os pleitos, deixando claro que tudo tinha um preço”. A Odebrecht não pode continuar neste país. Deve ser impedida de contratar obras no Brasil. Outros países já tomaram essa atitude: Peru, Panamá, Equador e outros. Nós temos de dar o exemplo saneando o Brasil. Fora Odebrecht!

 

Waldomiro Benedito de Carvalho waldomiroxuca@globo.com

Itapetininga

 

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ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

 

Depois de um longo e tenebroso inverno, ficou tudo esclarecido. A maior organização criminosa que o Brasil já teve foi a Odebrecht, e o maior amigo da Odebrecht, criminoso, portanto, foi o presidente Lula da Silva, que governou o País por quase 14 anos. E ainda tem gente que é petista.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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AINDA OS 400

 

Gostaria de saber se os 400 ditos intelectuais que assinaram o manifesto pedindo a Lula que se candidate à Presidência da República em 2018 ainda mantêm sua posição após a divulgação da queda abissal do PIB nos últimos dois anos – legado direto das administrações petistas – e da confirmação de Marcelo Odebrecht de que o “amigo” que aparece nas planilhas e e-mails do grupo é o próprio Lula.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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HERANÇA PETISTA

 

7,2% de queda no Produto Interno Bruto (PIB) nos últimos dois anos, uma vergonha. O ministro Henrique Meirelles foi muito claro: o que vivemos hoje na economia é reflexo da incompetência do governo petista nos últimos dez anos, burrice praticada lá atrás, que repercute hoje. Onde estão os pseudointelectuais e artistas que apoiam o retorno da “alma mais honesta” e extraordinária que já presidiu este país? Até a falida Grécia teve um PIB melhor que o do Brasil.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS IMPOSTOS?

 

O ministro Henrique Meirelles acena com aumento de impostos. Ele não foi nomeado porque era o bam- bam-bam da economia? Onde está a eficiência do ministro da Fazenda? Assim fica muito fácil de acertar as contas do País, e, se a cada presidente que entrar a saída continuar sendo o aumento de impostos, em poucos anos o brasileiro, em vez de trabalhar cinco meses apenas para pagar impostos, trabalhará dez e viverá com os dois restantes. Isso não é o que já acontece em Cuba? Ministro Meirelles, é melhor mostrar mais eficiência do que jogar a responsabilidade de sua deficiência e da de sua equipe nas costas dos brasileiros. Mais um tema pelo qual irmos em massa para as ruas no dia 26/3.

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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ECONOMÊS

 

Felizmente as coisas já estão mudando, mesmo porque, pelo espelho retrovisor do ministro Henrique Meirelles, já podemos vislumbrar uma luz no fundo do poço.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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IMPOSTOS OU CORAGEM?

 

Se o governo Temer tiver coragem, basta cortar centenas de mordomias dos Três Poderes, tais como diretor de garagem, cabeleireiro e suas tinturas, auxílio-paletó, etc. Que tal adotar o modelo dinamarquês para todos? Sobraria dinheiro!

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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A LUCIDEZ E A MEDIOCRIDADE

 

Sim, não é apenas a corrupção que faz o Brasil ser o país atrasado que é, mas também a mediocridade, sua irmã siamesa. Lucidez, para combater a oposição ao progresso, como sugere Almir Pazzianotto Pinto em seu artigo de 8/3 no “Estadão”, é uma raridade entre os políticos, sindicalistas e outros falsos autofabricados “líderes” nacionais. Mas 2018 vem aí, quando poderemos, o povo, destituir os medíocres e levar ao Legislativo e ao Executivo pessoas de bem, que, com inteligência e lucidez, saberão divulgar suas ideias e ideais, sem as artimanhas do Fundo Partidário e das “doações” de pessoas jurídicas. Assim espero e tenho fé.

 

Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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CAIXA 2 E FHC

 

Sempre admirei o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, tenho lido seus livros e artigos e o acompanhei desde senador combativo. Que decepção. As declarações atribuídas a ele, no intuito de livrar a cara do senador Aécio Neves, maculam sua história. Caixa 2 é crime hediondo, pois serviu, no caso, para financiar e desequilibrar campanhas eleitorais e, sobretudo, tirar o suado dinheiro do povo brasileiro. Tem razão, não é corrupção comum (que coisa horrível), é como afirmou José Nêumanne, crime contra a Pátria.

   

Jorge A. Morais da Silva jotaugustoadv@icloud.com

São Paulo

 

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TEMER E A CAMPANHA DE 2014

 

O novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, diz que sem provas não se pode cassar Michel Temer. Ora, senhor ministro, fala sério. Filmagens, fotos, recibos e confissão do crime não vai haver mesmo. Sem ironia, por favor!

 

José Marques seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

 

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COMEÇOU MAL

 

 

Começou mal o novo ministro da Justiça, Osmar Serraglio, que já se comporta como advogado de defesa do presidente Michel Temer. Já não resta dúvida alguma de que houve, sim, recebimento de dinheiro por fora na campanha de Michel Temer. Esse fato já foi confessado pelo ex-secretário da Presidência José Yunes, em ação orquestrada com o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha. Só um néscio pode acreditar que Temer não sabia das ações de seu principal ministro e seu melhor amigo em prol de sua campanha presidencial.

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A LISTA DE SERRAGLIO

 

Mundialmente manchado com a megacorrupção dos governos do PT, o Brasil foi entronizado na galeria universal da incultura, do baixo conhecimento da História, pelo advogado e deputado federal gaúcho Osmar José Serraglio (PMDB-RS), instantes depois de empossado ministro da Justiça do governo Michel Temer. Estabelecer analogia entre a lista de Janot (Rodrigo Janot, procurador-geral da República), com objetivos supostamente punitivos da rataria de Brasília, e a do empresário austro-húngaro Oskar Schindler (1908-1974), monumento à solidariedade, à compaixão humana apesar de todos os riscos na 2.ª Guerra Mundial, é nivelar a grandeza à baixaria, a compaixão ao opróbio.

 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

Belém

 

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DURA REALIDADE

 

Nossos anseios por democracia de verdade (reformas política e previdenciária, fim da verba partidária, fim do imposto sindical, fim das mordomias nos três níveis de governo, etc.) são duramente castigados por uma realidade das mais asquerosas: Edison Lobão na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Romero Jucá (ou Caju?) na liderança do governo, Renan Calheiros com aquele sorriso debochado, Rodrigo Maia, genro do “Angorá”, e por aí vai a enxurrada de infelicidades. Em sua vertente mais oratória, temos os discursos ensandecidos de um molusco com graves perturbações e, mais recentemente, as declarações inesperadas e algo senis de um FHC complacente com os desvios da política nacional.

 

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

 

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CHEGA DE SURUBA

 

Quer dizer, então, que o senador Caju, também conhecido como Romero Jucá (PMDB/RR), está conseguindo verbas para a Prefeitura de Boa Vista, que está sob o comando de sua ex-esposa, Teresa Surita (não confundam com suruba)? E também está promovendo uma gastança com o dinheiro do partido? E aí, o governo Temer quer que o povo concorde com a reforma da Previdência? Até quando vamos pagar o pato para bancar estes corruptos? Bem, se mesmo após as manifestações populares o Congresso continua tratando os eleitores como palhaços, talvez seja o caso de as Forças Armadas agirem, e com certeza terão o apoio popular. 

 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

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NÃO VALE O ESCRITO

 

A frase “todo poder emana do povo e em seu nome será exercido” só não é uma grande piada por falta de graça. No Congresso Nacional, enquanto um grupo luta ferozmente para não contrariar os interesses do governo, o outro finca verdadeiras barricadas em defesa da própria pele. Pelo povo, não há luta ferrenha nem salvaguardas, apenas a escrita que enfeita a Constituição, letra morta no que estabelece, desde a sua intenção manifesta até aquilo que, de fato, produz.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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HIPOCRISIA CHINESA

 

“China acusa EUA de iniciar corrida nuclear na Ásia” (“Estadão”, 8/3, A12). Esta é mais uma das evidências claras da hipocrisia chinesa. Enquanto os Estados Unidos procuram auxiliar a Coreia do Sul a defender-se da ameaça de Kim Jong-un, a China – que sempre financiou a ditadura comunista norte-coreana – vem acusar os americanos e os sul-coreanos de acirrarem os ânimos na região. Sob pleno conhecimento e apoio chinês, o ditador norte-coreano tem massacrado sua população, empobrecido seu país e latido alto contra o mundo, ameaçando a todos com suas bombas nucleares. Se há um mal naquela parte do mundo, este mal é a Coreia do Norte. Pior ainda é a China, que apoia tal regime.

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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ATÉ QUANDO?

 

Até quando os paulistanos terão de conviver com mais esta aberração antidemocrática imposta pelo baderneiro profissional Guilherme Boulos e seus comandados do Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto (MTST), que resolveram interromper o direito de ir e vir do cidadão trabalhador, que é obrigado agora a transitar pelas ruas correndo riscos, já que as calçadas onde estão alojados se tornaram propriedade privada desse grupo de delinquentes, onde até tirar uma foto tornou-se prática proibida? Quando finalmente teremos algum juiz determinando a saída deste bando que resolveu ocupar a entrada da sede da Presidência da República em São Paulo para protestar? O curioso é que, quando este mesmo espaço era ocupado pela amante de Lula, Rosemary Noronha, que tornou o local um balcão de negócios escusos onde ela vendia facilidades a troco de favores particulares, o MTST se absteve de infernizar a vida dos transeuntes. Será que com a prisão de Lula teremos paz?

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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GREVE E ‘SURUBA’ NO SENADO

 

Na quarta-feira, da Tribuna do Senado, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), entre outras coisas, propôs greve de sexo. Eu não me importo se a digníssima senadora, em homenagem ao Dia Internacional das Mulheres, tenha feito greve de sexo naquele dia. Este é um assunto entre a senhora e o seu marido, Paulo Bernardo, mas eu pediria que a senhora senadora se abstivesse também de participar da “suruba” que fazem com o erário. Este, sim, é um assunto que interessa ao povo brasileiro

 

Ronaldo Tomaz jronaldo.tomaz@yahoo.com.br

São Paulo

 

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A ‘HOMENAGEM’ DA SENADORA

 

Como se sentiram as mulheres quando a senadora Gleisi Hoffmann usou a tribuna do Senado para sua “homenagem” à mulher e disse uma tremenda besteira? Entre as greves propostas por ela para o dia 8 de março, citou a do ato sexual naquele dia. Como uma mulher com um cargo de responsabilidade no governo usa esse espaço para dizer palavras insensatas, para não dizer besteiras? Isso demonstra o porquê da situação do País. Coisas importantes eles nunca falam ou fazem, quando têm a oportunidade só dizem asneiras!

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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PROTESTO SEM SEXO

 

Para algumas mulheres, o sexo em matrimônio é uma árdua tarefa laboriosa, sujeita a greves. Caso os aposentados tivessem de pagar pelo sexo com seu cônjuge, talvez tivessem de pedir empréstimo consignado.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

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MICHEL TEMER E O DIA DAS MULHERES

 

O discurso de Michel Temer no Dia Internacional da Mulher mostra seu pensamento tacanho. Colocou a mulher na cozinha, dentro de casa, como se só ali colaborasse com a economia do País, já que ela que faz as compras, vê os preços, etc. – na sua opinião, claro. Desvalorizou a mulher e, de quebra, os homens também. Ei, presidente, a mulher faz muito mais pelo mundo do que supõe a sua vã filosofia. E os homens, pelo menos os esclarecidos, reconhecem isso.

 

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

 

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DAS ARÁBIAS

 

A fala do presidente Michel Miguel Lulia Temer no Dia Internacional da Mulher mostra que ele é um verdadeiro homem das Arábias.

 

Lucia Melchert luciamelchert@gmail.com

São Paulo

 

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O PAPEL DA MULHER

 

Estranho as críticas ao presidente Michel Temer pela saudação às mulheres brasileiras no Dia Internacional da Mulher. Alguns a consideraram anacrônica, fora de tempo. Outros, depreciativa às mulheres. Discordo de A a Z dessas críticas. O papel da mulher, como pedra basilar da família, é fundamental e insubstituível, pois, com a fecundação do óvulo, passa a acalentar em seu seio o rebento, estabelecendo um vínculo imorredouro que lhe confere a autoridade necessária para orientar o desenvolvimento sadio deste novo ser. Quando esse elo se rompe, desagrega-se a família, gerando uma monstruosidade que culmina na marginalização social do adolescente. O que se tem a lamentar é a necessidade que a mulher tem de, na maioria dos lares brasileiros, participar da manutenção financeira da família, duplicando suas obrigações. Portanto, cumprimento o presidente pela palavra que tem o condão de, enaltecendo aquela que nos pôs no mundo, alertar para a imprescindível ação da mulher que reduz o perigo da cultura desagregadora do núcleo vital de uma sociedade: a família. 

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

 

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ENQUANTO ISSO, NA ISLÂNDIA

 

A avançada Islândia – que lidera o ranking mundial de igualdade de gênero – aprovou lei que obriga as empresas a pagarem salários iguais para homens e mulheres que desempenhem a mesma função. Enquanto isso, no subdesenvolvido, atrasado e cada vez mais retrógrado Brasil, que ocupa o vergonhoso 79.º lugar no ranking de igualdade, as mulheres ainda são vítimas de violência e discriminação. E, em pleno dia 8 de março, o “golpista” Michel Temer ofende as mulheres brasileiras ao dizer que o lugar delas é em casa, cuidando do marido e dos filhos. Em todos os aspectos, estamos no fundo do poço, regredindo cada vez mais. Islândia 10 x 0 Brasil, fora o baile.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

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DISCRIMINAÇÃO SEXUAL

 

Lúcido, equilibrado, de leitura proveitosa e agradável o artigo de Leandro Karnal sobre o Dia das Mulheres (“Tornar-se mulher”, 8/3, C6). Fez-me muito bem lê-lo. Aproveito a data para expor algo sobre meu caso pessoal de discriminação sexual, um caso realmente já famoso, antigo (1958), mas ainda não resolvido. E que foi declarado pela Comissão Nacional da Verdade, em 2014, como “caso emblemático nacional de discriminação contra a mulher”. Em 1958 eu era diplomata de carreira, cônsul de terceira, formada pela turma do ano anterior pelo Instituto Rio-Branco (MRE), mas, devido ao meu casamento com colega diplomata, o Itamaraty obrigou-me a demitir-me, por força de um artigo inteiramente anticonstitucional de seu Regulamento de Serviço, que nunca poderia prevalecer sobre o preceito constitucional da equidade. Lutei a vida toda por reversão à carreira e indenização, mas não consegui nada. O caso foi agravado por uma segunda discriminação, durante a vigência da ditadura militar, pois em 1973, após meu desquite, o próprio Itamaraty solicitou do DASP que eu fosse readmitida, “no bem do serviço público”, visto que o quadro de diplomatas formados era no momento deficiente – na opinião do próprio ministro de Estado da época, embaixador Azeredo da Silveira. Mas um general que dirigia o DASP na ocasião indeferiu o pedido do Itamaraty, alegando que a cláusula da “readmissão ao serviço público” fora eliminada da Constituição pelo governo militar, para que os cassados políticos não pudessem se servir dela. Meu caso não poderia constituir exceção. E a luta continua até hoje, para mim, pois, em função do reconhecimento oficial dos meus direitos, entrei com ação de indenização e reversão na Comissão de Anistia do Ministério da Justiça, mas até agora não obtive despacho. Vivo uma situação de absoluta precariedade econômica e dependência completa da família, sendo idosa. Mais uma informação: de todos os diplomatas que, por um ou outro motivo, foram obrigados pelos governos militares à demissão, todos conseguiram reverter aos quadros do Itamaraty. Menos uma: a mulher aqui.

 

Cecilia Maria do Amaral Prada amaralprada@uol.com.br

Campinas

 

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UM JOGO HISTÓRICO

 

O Barcelona ocupa o espaço deixado pela seleção brasileira de futebol nos últimos anos. Os vexames da Copa de 2014, a falta de credibilidade dos dirigentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e o pouco profissionalismo deixam o Barcelona tomar esse protagonismo. O jogo de quarta-feira contra o Paris Saint Germain (PSG) foi algo histórico para o futebol, comparado somente à final das Copas de 1958 e de 1970.

 

Adilson Massa amassa1409@gmail.com

São Paulo

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