Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

11 Março 2017 | 03h00

LULOPETISMO

Testemunhas inúteis

O ex-presidente Lula não se constrange facilmente (acho até que não se constrange de jeito nenhum). Convocou Henrique Meirelles como testemunha de defesa (no caso do triplex no Guarujá) e a oitiva do ministro foi ontem. Cada sessão é sempre uma luta travada entre o juiz Sergio Moro e a defesa de Lula. O magistrado tem a difícil missão de separar perguntas pertinentes aos fatos, que são os únicos objetos de prova, e outras que buscam a mera opinião das testemunhas, às vezes de modo quase ameaçador. Foi o que se deu na audiência, por videoconferência, de Meirelles, que sintetizou restringir-se sua relação com Lula ao espaço físico e aos temas do Banco Central e, nesse cenário, nada ouviu ou viu de irregular. Ou seja, não teve importância alguma na construção da defesa de Lula. Mas a inútil intimação de Meirelles é até de somenos importância. Segundo o Estadão (9/3), a defesa de Lula convocou os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Dilma Rousseff, além dos líderes internacionais Kjell Stefan Löfven (Suécia), François Hollande e Nicolas Sarkozy (França), como testemunhas na ação penal que tramita na 10.ª Vara Federal de Brasília. A Procuradoria da República acusa Lula, nesse processo, de agir para influenciar a compra de 36 caças suecos Gripen, no governo Dilma. Pelo que se tem visto, a defesa de Lula é edificada sobre testemunhos inconclusivos para a comprovação de qualquer fato. Um teatro em que “artistas” famosos não representam, apenas fazem figuração.

ANDREA METNE ARNAUT

andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

Metamorfose

O Tribunal Regional Federal da 4.ª Região rejeitou por unanimidade a queixa-crime ajuizada pela defesa do ex-presidente Lula e de seus filhos contra o juiz Sergio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Em desespero total, a metamorfose ambulante, como o próprio Lula se diz, pretendia provocar uma metamorfose na Justiça brasileira, em que o acusado condenaria o juiz?!

ABEL PIRES RODRIGUES

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

São Francisco

Lula enche o peito e, com veemência, brada que todos os estudiosos achavam ser impossível realizar a transposição do Rio São Francisco, mas que em 2007 elle chegou e fez a obra. Na verdade, o homem mais honesto não percebeu o verdadeiro sentido da coisa, ou seja, que seria impossível a transposição do rio sem roubalheira e corrupção do seu governo e da sua tigrada, só isso.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Na USP

Professores ligados ao PT (como podem insistir, cegos e surdos?) manifestam-se contra a Reitoria por causa do plano, indispensável, para mitigar os problemas financeiros da USP. Dos alunos até se compreendem o idealismo e a falta de informação política, ainda que se condenem os meios agressivos e grosseiros... Equilíbrio e mente aberta fazem muita falta.

ANDRÉ C. FROHNKNECHT

caxumba888@gmail.com

São Paulo

Delações

Ao tomarmos conhecimento de apenas parte das delações da Odebrecht, deparamos com nada menos que dois ministros da Fazenda, Antônio Palocci e Guido Mantega, dos governos Lula e Dilma. O que se pode esperar de um partido cujos mandatários escalam seus ministros como arrecadadores de propina?

LUIZ ROBERTO SAVOLDELLI

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

Por onde anda?

Após a divulgação dos números tristes do nosso produto interno bruto (PIB), eu me pergunto: por onde anda Guido Mantega?

CRISTINA NEUBERN

cristina.neubern@gmail.com

São Paulo

ECONOMIA

Encolhimento do PIB

Pelos cálculos da LCA Consultores, o brasileiro ficou 11% mais pobre desde 2014. Nada que ver com lulopetismo...

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

Mais impostos

Após as péssimas notícias sobre a economia – tais como o PIB reconfirmando a pior recessão da História, com retração de 7,2% no biênio 2015-2016, a maior queda acumulada desde 1948; todos os setores registrando taxas negativas pela primeira vez desde 1966; indústrias e comércio fechando as portas e levando o desemprego à estratosfera; e, ainda por cima, a Odebrecht acumulando US$ 3,4 bilhões para caixa 2 de campanhas e propinas –, vem o governo e propõe aumento de impostos e até a volta da “famigerada” CPMF. Pode?

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

É hora de ceifar a corrupção e baixar os impostos. Assim o País pode ter jeito. O Estado quer apenas o imediatismo. Aí quebra o empresário e o cidadão.

ARRUDA CÂMARA DE PAULA

alicearruda@gmail.com

São Paulo

Metáforas

Ao que parece, a metáfora do retrovisor ganhou críticas. Que tal imaginar, então, a imagem de um náufrago que se afasta a nado do navio que afunda e vê a praia ainda bem distante, mas sabendo que haverá de chegar lá?

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA SOCIAL

Custos elevadíssimos

As alegações do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que não é político, mostram um quadro assustador da nossa economia. Diz ele que se não houver reforma da Previdência o País corre o risco de ficar insolvente. Por outro lado, o tamanho do Estado brasileiro é enorme nas três esferas de poder. Somente o Legislativo tem um custo exorbitante, astronômico, para bancar os 513 deputados e 81 senadores. Segundo dados divulgados, cada senador custa R$ 3 milhões por ano ao erário. E os deputados não ficam muito atrás, com suas mordomias e benesses pagas com dinheiro dos nossos impostos. Pois bem, parte da causa da desordem econômica do País são esses gastos sem limites. Vivemos uma recessão perigosa, com considerável falta de empregos. Entretanto, o custo do aparato federal é assustador e esse possível estado de insolvência, como diz o ministro da Fazenda, poderia ser amenizado se houvesse um pertinente corte de gastos nos três Poderes.

FRANCISCO ZARDETTO

fzardetto@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A URGENTE REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Em evento do Grupo Estado, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que “a reforma da Previdência não é decisão, é necessidade”. Ninguém discorda disso, ministro, mas, pela maneira drástica que o governo a quer fazer, parecendo mais um contrato leonino, por beneficiar só um lado, dificilmente poucos conseguirão atingir e preencher as exigências. Até porque é de seu pleno conhecimento que qualquer um de nós que tiver a infelicidade de ser dispensado do seu emprego, e que já tenha atingido a faixa etária média de 50 anos, é considerado velho, e desta forma dificilmente conseguirá se reempregar. Agora, que tal incluir nessa reforma as aposentadorias herdadas, como ocorre para os militares, as aposentadorias cheias para políticos, além das vantagens e benefícios contínuos? E mais, se o princípio é reequilibrar a economia, que tal começar pelo governo, fazendo uma rapa geral, eliminando esta vergonhosa fábrica de cabides, com superlotação de empregos, subempregos, para familiares, amigos e agregados? Todos inúteis, só mamando nas nossas tetas.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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FADADOS AO DERROTISMO?

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a mudança da Previdência não é objeto de decisão, é necessidade. Agora, prezado ministro, culpar a evolução dos gastos públicos é brincadeira. O que o senhor e os outros ministros, seus amigos e também governistas, estão fazendo que não conseguem barrar, ou pelo menos diminuir, os exagerados gastos públicos? Será que o pleno emprego e o tão necessário aumento da produção não dariam um fôlego na tão precária Previdência Social? E quanto ao plano B, que o senhor diz que o governo não tem, não te parece um baita absurdo, em se tratando de um país com a nossa dimensão? Será que seremos eternamente fadados ao derrotismo?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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FAÇAM O QUE EU DIGO, NÃO O QUE FAÇO

 

“‘Sem mudar Previdência, País ficará insolvente’, diz Meirelles” (“Estadão”, 10/3). Caro ministro, o País já está insolvente em razão dos políticos que assaltaram e continuam assaltando os cofres públicos e que, não querendo perder a boquinha, recusam-se a reduzir os gastos da lamentável e desgastada máquina que lhes dá guarida e dinheiro para, entre tantas benesses, aposentadoria com oito anos de mandato para deputados e seis meses, seis meses... para suplente de senador que exerça o cargo nesse período (com polpudos valores), numa desfaçatez sem tamanho para com aqueles que agora o senhor, como ministro da Fazenda, quer fazer trabalhar ainda mais para obtenção de uma mísera, parca e porca pensão. Não bastasse esse menosprezo à inteligência do cidadão contribuinte, sua excelência, desde os tempos em que era ministro do boquirroto, ameaça-nos com a volta da CPMF e ainda aumento da maior carga tributária do mundo, com a criação de tributos. Vá trabalhar. Crie vergonha e lute para que, antes de prejudicar ainda mais a já sofrida população, a execrável máquina pública seja consertada e enxugada. Corte despesas, aposentadorias de políticos, cargos, ministérios, número de deputados, senadores e vereadores. Crie mecanismos de extremo controle de gastos. Quando o senhor e o governo do qual faz parte cumprirem sua parte, cobre-nos. Agora, qualquer manifestação sua a respeito soa tão falsa como uma nota de R$ 3,00.

 

Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

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SUGESTÕES

 

O ministro Henrique Meirelles é competente, ético e tem um grande histórico. Mas discordo da reforma da Previdência proposta pelo governo e dou sugestões: 1) na iniciativa privada há 13 milhões de desempregados; quantos há nos governos? 2) Só empregar por concurso e acabar com as nomeações de amigos e parentes. 3) Se a Constituição diz que todos são iguais perante a lei, por que não cortar as mordomias nos salários e aposentadorias nos Poderes  Legislativo, Executivo e Judiciário? 4) Se somos o País da maior carga tributária do mundo, por que não se empenhar nas mudanças das leis que as regem, para reduzir a carga? 5) Acabar com os empréstimos a governos estaduais quebrados por incompetências ou trambiques. Tenho milhares de sugestões, mas paro por aqui. 

 

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

 

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AUMENTO DE IMPOSTOS?

 

A desfaçatez do governo federal começou a se mostrar. O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, confirmou que “(...) o aumento de impostos é uma ferramenta disponível na equipe econômica para que o governo cumpra a meta fiscal”. Não foi o que, até então, vinha pregando. Mais uma vez, o povo vai ter de pagar pela incompetência de seus ministros! A desfaçatez, infelizmente, já começou...

 

Artur Topgian topgian.advogados@terra.com.br

São Paulo

 

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INFLAÇÃO EM QUEDA. ONDE?

 

“Queda da inflação já esta espalhada na economia”, diz Ilan Golfajn, presidente do Banco Central. Ilan Goldfajn e outros que vivem numa bolha (com altos salários e rendimentos financeiros) certamente não têm ido à feira ou ao supermercado, ou usado serviços para ver que essa queda da inflação não existe, pelo contrário, os preços sobem sem se importar com os deuses economistas.

 

Ivani Rossi ir@esentia.com.br

São Paulo

 

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R$ 105 BILHÕES PARA AS TELES

 

Enquanto acompanhamos a corrupção na Petrobrás, achando que não vão mais roubar...  o presidente da República, Michel Temer, e o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, estão conduzindo as negociações para “perdoar” a dívida de R$ 105 bilhões das teles. Além de outras bondades governamentais, como outros R$ 20 bilhões de patrimônio de propriedade do governo doados às pobres teles. Se as manobras derem certo, será a maior negociata da história do Brasil! As “comissões” renderão tanto dinheiro graúdo que Kassab e amiguinhos mais chegados, em vez de aplicar a propina na Suíça ou em Singapura, vão poder comprar bancos na Suíça e em Singapura!

 

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

 

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LANTERNA NA ESCURIDÃO

 

Cumprimento o jornalista José Nêumanne, pelo belo, claro, limpo e cristalino artigo publicado na quarta-feira no “Estadão” (“A hedionda anistia ao caixa 2 dos políticos”, página A2). Todos estes adjetivos talvez sejam insuficientes para elogiar. Cabe aos jornalistas segurar a lanterna na escuridão que passamos neste país. É a pior crise que enfrentamos: na economia, na política, na moral e na honestidade. Pobre Brasil, quando intelectuais de peso tentam tapar o sol com peneira. Entre os graves crimes cometidos pelos políticos sem dúvida está no jogo falso com cartas marcadas. “Autoanistia” não existe no dicionário, fere a lógica, além de ser imoral. Faz lembrar a imagem de Napoleão se “autocoroando” imperador da França. Mudo de assunto, e aproveito para pedir a este José que sabe pensar que mostre que as consequências não podem ser analisadas de forma rasa, isoladas das causas. Li artigos de jornalista, em outro jornal, cobrando ações de governadores atualmente no poder, sem tocar na ferida: temos a maior recessão e a consequente falta de recursos, causada pelo condução errada e desonesta de políticos com o poder na mão e pela ineficácia e indulgência daqueles que estavam na oposição. Mais alguns temas: o que esperar no futuro próximo? Será que teremos de escolher entre Lula e Bolsonaro? O que a lanterna aponta?

 

Nelson Mattioli Leite nelsonmleite@uol.com.br

São Paulo

 

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DEMOCRACIA EM DESEQUILÍBRIO

 

Brilhante a colocação de José Nêumanne sobre o ilícito do caixa 2. Concordo plenamente que é um crime pior que a propina, pois, enquanto esta transforma o político num reles punguista, e como tal deve perder o mandato, ser condenado e preso ao estilo do juiz Sérgio Moro. De outro lado, o caixa 2 é um grave fator de desequilíbrio do processo democrático porque infiltra bandidos no Congresso Nacional e estes terão de agir contra os interesses da Nação para retribuir seus financiadores em busca do mandato vitalício. Se queremos um Congresso mais confiável, devemos estar sempre vigilantes e prontos para exigir que estes parlamentares percam seus mandatos e sejam retirados da vida pública com a maior rapidez possível, antes que se organizem e busquem acoito em algum arranjo espúrio votado na calada da noite.

 

Carlos A. Steffen casteffen@terra.com.br

São Paulo

 

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PODRES POLÍTICOS

 

O sr. José Nêumanne, como sempre, aponta com exatidão nossos podres políticos, que tanto causam indignação à população, por vários motivos. Sugiro que faça o possível para que seu artigo chegue ao STF, especialmente à sua presidente. É o único poder, a meu ver, que pode desmontar o “lixão”.

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

 

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CAIXAS 1, 2, 3...

 

A polêmica discussão sobre caixas 1, 2 e 3 deve levar em conta, por óbvio, não apenas o destino do dinheiro “doado” aos partidos políticos, mas, sobretudo, a sua origem. Aí que mora o problema.

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DOAÇÕES DE CAMPANHA

 

É perfeitamente compreensível que a segunda turma do STF tenha entendido que doações de campanha a políticos devam ter origem comprovadamente lícita. É bem verdade que a Constituição garante a presunção de inocência, ou seja, todo indivíduo é inocente até que se prove o contrário. Mas, no caso dos nossos políticos, infelizmente o que acontece é o oposto: todos são mal intencionados até que provem o contrário...

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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A BEM RECEBIDA DECISÃO DO STF

 

A decisão correta do Supremo Tribunal Federal (STF), que até já vem tarde, de reconhecer a possibilidade de existência de crimes disfarçados de doação legal de campanha está provocando a revolta de alguns “líderes” políticos. O inconformismo com a decisão do STF e a total falta de argumentos plausíveis para confrontar as provas e indícios que sustentam a decisão do STF, vem produzindo argumentações surrealistas que se encaixam perfeitamente na jocosa frase “jus sperneandi”, muito utilizada no meio jurídico para designar o fato de alguém, mesmo não tendo argumentos para uma defesa, tenta fazer o impossível para construir uma linha de argumentação. Alguns estão tentando não diferenciar a doação legal cuja origem do dinheiro está assentada em negociatas, com a doação legal que tem em sua origem uma vontade genuína de contribuir com uma ou outra candidatura com a qual tenha afinidade com as propostas defendidas. Outros estão lançando mão da necessidade de forças paranormais para identificar o que é genuíno e o que não é no campo das doações. Evidente que mais que ninguém os beneficiários e os doadores sabem o que faz parte de uma doação espontânea e o que é fruto de negociata. Não há, portanto, dificuldade nem precisa de videntes para separar o que legal e o que é criminoso no campo das doações para campanha política. As investigações, de fato, estão demonstrando o que grande parte da população já sabia ou desconfiava, ou seja, que inclusive doações para campanhas informadas à Justiça Eleitoral, podem ser frutos de aportes financeiros oriundos de tratativas e práticas criminosas como corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e peculato. Em tramas assim construídas, onde um labirinto de acusações mútuas e negativas de conhecimento e autoria é produzido e divulgado com destreza, a investigação precisa ser eficiente, profissional e profunda, inclusive não titubear diante dos arroubos dos “poderosos” da República, que se sentem cada dia mais ameaçados com o avançar das investigações. O que temos de fato é uma enxurrada de práticas criminosas que macularam o processo eleitoral e a democracia brasileira. Costume que precisa ter um fim, visto constituir uma praga para a vida em sociedade.

 

Reginaldo Minaré reginaldo.minare@gmail.com

Brasília

 

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RESPOSTA A FHC

 

A melhor resposta ao que falou o sr. Fernando Henrique sobre caixa 2, querendo relativizar, porque há integrantes do PSDB citados na Lava Jato, bem como o seu partido, foi dada pela decisão do STF em tornar réu o senador Valdir Raupp. Ultimamente, o STF não tem sido o órgão que se espera dele, mas nesta decisão foi correto.

 

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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FHC E O CAIXA 2

 

É incrível a sua falta de bom senso e respeito com todos os brasileiros, principalmente com os aposentados da Previdência Social do setor privado e a sua abnegada proteção ao setor público, os conhecidos chupins da nação e dos contribuintes do INSS como procedeu quando presidente do Brasil. Agora, que decepção! Se não bastasse o rombo feito na economia do País pelo PT, Lula e Dilma, ainda quer livrar o PSDB, Aécio Neves e demais companheiros do crime hediondo que é o caixa 2, pois serviu, no caso, financiar e desequilibrar campanhas eleitorais e, sobretudo, tirar o suado dinheiro do povo brasileiro. Que coisa horrível! Isso não é corrupção? E ainda mando um alerta a todos os brasileiros: os políticos vendo que se aproximam da guilhotina exigida pelo povo, estão tramando uma anistia geral aos ladrões que usaram o caixa 2. Não vamos aceitar isto de cabeça baixa, vamos partir para o confronto moral da causa pública e salvar o Brasil.

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

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A BASE DE TEMER

 

Os principais partidos que dão suporte ao governo Temer são o PMDB (15), o PSDB (45), o DEM (25), o PP (11), o PSC (20) e o PSD (55). Não é por mera coincidência que, se somarmos os números desses partidos (15+45+25+11+20+55), vamos obter como resultado o sugestivo número 171, número correspondente do Código Penal que consegue definir com clareza o comportamento dos políticos desses partidos.

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

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PROVAS

 

É fundamental ter provas cabais de um fato, do contrário, são conjecturas. O chefe da Casa Civil, dr. Eliseu Padilha, é um homem probo e extremamente justo. Está-lhe sendo imputada à culpa de ter pedido para receber no escritório de José Yunes um envelope ou pacote contendo documentos, o qual, supostamente, poderia conter dinheiro. Recentemente fui presentear um amigo político de longa data com um par de sapatos, me senti compelido a entregar o presente sem embrulho, caixa e sacola para não ficar passível de suspeição ou investigação. Não obstante, numa delação premiada séria, deve-se ter muito cuidado ao acusar alguém, sobretudo pessoas de ilibada conduta, pois tenho acompanhado os relevantes serviços prestados à sociedade pelo dr. Padilha nos últimos anos que falam por si só. Eis que agora, estando na linha de frente do governo Temer, é alvo de conjecturas. No entanto, torço pelo pronto restabelecimento de sua saúde e possa voltar ao desempenho de seu trabalho na Casa Civil, pois o Brasil está entrando nos trilhos com projeções de crescimento e organização, graças, entre outros, ao seu empenho, inteligência e abnegável trabalho. Finalizo com um brocado jurídico: “Quem alega e não prova melhor faria se estivesse calado”.

 

Paulo Soares gestaoja@gmail.com

São Paulo

 

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QUANDO ATÉ CEGOS VEEM

 

O dr. José Roberto Batochio, como advogado, defenderia um ladrão de bolacha? Seu artigo no “Estadão” (“Direito de defesa em processo politizado”, 9/3, A2) soa tendencioso, se propõem e claramente defende o sr. Luiz Inácio Lula da Silva, penta réu, como é de conhecimento de todos, leigos e operadores do Direito. Falo em meu nome, tão somente em meu nome, porém sei que o povo quer que a justiça seja mais célere e mais justa. Há bem pouco tempo, um senhor dizia que no Brasil ladrão virava ministro. Acontece que esse mesmo senhor, ladrão ou não, atualmente penta réu, foi ministro por apenas algumas horas e o Supremo, provocado como foi, cassou sua posse. Nunca antes neste país. Sr. Batochio, tenho apenas o 2.º grau completado depois de adulto, porém lhe digo que certos acontecimentos até os cegos conseguem ver.

 

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@creci.org.br

São Paulo

 

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JOSÉ R. BATOCHIO

 

Tanta verborragia e não consegue um habeas corpus sequer!

 

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

 

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TOPO DA PIRÂMIDE

 

Muitos se perguntam como Sérgio Cabral conseguiu disfarçar a enorme roubalheira. Simples! Ele era o topo da pirâmide do Estado do Rio de Janeiro. Lula foi o topo da pirâmide do País inteiro, incluindo o Rio, e continua disfarçando! Até quando?

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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MAGISTRATURA

 

Brilhante a exposição do desembargador decano José Carlos G. Xavier de Aquino, na quinta-feira, 9/3, página A2, em especial quando cita: “Alguns magistrados vêm substituindo o Direito posto por opiniões”, ou seja, achismo, no jargão do simplório povo que paga por uma magistratura que entope cadeias com réus que não transitaram em julgado e mantém soltos ladrões do erário.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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TRANSPARÊNCIA JÁ

 

Sobre o artigo “A agonia do sigilo”, de Fernando Gabeira (“Estadão”, 10/3), fiquei pensando em como os políticos em conluio com poderosos empresários lograram sucatear o País a bem de seus particulares interesses. Segundo o art. 37, XXI, da Constituição, bem como o artigo 1.º, e parágrafo único da Lei 8.666/93, estão obrigados a licitar todos os órgão da Administração Pública direta, os fundos sociais, as autarquias, as fundações públicas, as empresas públicas, as sociedades de economia mista e demais entidades controladas direta ou indiretamente pela União, Estados, Distrito Federal e município. Óbvio que antes, durante e depois da contratação, também, com mais razão, deverá ser atendido o primado da transparência para aferir-se, a quem possa interessar, a probidade do contrato firmado ao cabo do certame. Também os primados da legalidade, da razoabilidade e da publicidade devem incidir sobre os negócios jurídicos que tenham um ente estatal ou equiparado a ele num dos polos da relação. Sim, pois haverá casos em que o liame com a empresa privada se aperfeiçoará por meio de contrato ou convênio. Mas no geral, o procedimento licitatório deverá ser atendido e com a maior transparência possível. Num tempo em que assistimos à corrupção endêmica nas licitações promovidas, sobretudo, por grandes empreiteiras, como a Odebrecht, que descobrimos que um preso, no Amazonas, custa ao erário R$ 4.129 por mês. Até o exercício do “jus puniendi” pelo Estado por meio de tornozeleiras eletrônicas acabou em superfaturamento. Uma investigação do Ministério Público Estadual e da Delegacia Fazendária (Delfaz) da Polícia Civil revelou que fraudes nos contratos de tornozeleiras eletrônicas celebrados pela Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) geraram um prejuízo de R$ 12 milhões, em valores atualizados, entre 2012 e 2014, aos cofres do governo do Estado do Rio. Então, muitíssimo oportuna a provocação de Gabeira, por que no “abrir a escrituração” do BNDES, que teve nulificada a razão de sua criação, para atender o “desenvolvimento social” de poucos, reunidos em várias “organizações criminosas”, como são chamada hoje as quadrilhas da redação do artigo 288 do Código Penal, antes da alteração instituída pela Lei 12.850/13. Em resumo, permitimos a falta de transparência e controle dos governos pretéritos, por acreditar nos exercentes do poder. Não nos esqueçamos de que Lula saiu do seu segundo governo com 87% de aprovação pessoal. Quem se preocupava com transparência? Quando voltaram a preocupar-se com ela (transparência), foi possível o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Agora, mais que antes, porque já escaldados, não suportamos mais o sigilo. Publicidade, transparência, é o que se espera do governo Temer. Deve ter em mente que governa para o povo, não para o Congresso Nacional, “agradando” as lideranças parlamentares para realizar coalizões que lhe garantam maioria. Neste momento parece distante do povo que governa.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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ODEBRECHT FENIX

 

Nem recebendo do papa Francisco uma bênção apostólica e a indulgência plenária “in artículo mortis”.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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RODRIGO MAIA E A JUSTIÇA DO TRABALHO

   

O desrespeitoso presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aquele que tem “tique nervoso” quando interpelado pela mídia tentando aprovar pautas maliciosas na “calada da noite”, resolveu gratuitamente afirmar que a Justiça do Trabalho é irresponsável por “quebrar bares, lanchonetes e restaurantes” mantendo a incorporação da sofrida gorjeta aos salários dos hipossuficientes obreiros. Na verdade, esse caudilho, que caiu de paraquedas no cargo que, deficientemente, ocupa, pretende mesmo é manter o emprego análogo ao do trabalho escravo tão combatido pela mesma Justiça. Ô Maia, em boca fechada não entra mosquito!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                               

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PERGUNTAR NÃO OFENDE

 

O que a Justiça teria a dizer sobre os atrasos recorrentes no pagamento de aposentados e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro? Por que o juízo ainda não emitiu parecer definitivo, de cumprimento efetivo, em matéria que fere a Constituição federal, a dignidade humana, processo revestido de arbitrariedade, injustiça e ilegalidade?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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DE RODOVIAS E ATOLEIROS

 

O despertador do presidente Michel Temer deve estar com defeito, senão já teria despertado para o grave problema das rodovias que transportam as verdadeiras riquezas do Brasil, como foi visto pelo mundo inteiro. O presidente anuncia que algumas rodovias vão a leilão em 2018, e ele é muito otimista quanto à sua presença no governo nesta época. O presidente desiste de renovar contratos de concessão de três rodovias, a Nova Dutra, a Rio Teresópolis e a Rio-Juiz de Fora. Essas rodovias constam do novo pacote de concessões e privatizações que no país das siglas será o PPI (Programa de Parcerias de Investimentos). O governo deveria ser mais claro sobre o porquê da não renovação, já que depois da privatização essas rodovias melhoraram a olhos vistos, se comparadas ao tempo da administração do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER). A nova licitação dessas rodovias, por certo, causará uma acirrada disputa em que a corrupção estará presente na ocasião do leilão. O lance vencedor será o do menor pedágio, que, como de costume, logo depois será majorado, como sempre acontece. “Nós estamos determinados a colocar o Brasil nos trilhos.” Como a Norte-Sul, senhor presidente? Mas bastava que se voltasse para a Rodovia Cuiabá-Santarém, retrato da gestão petista. Governantes, ex-governantes e parlamentares, 70% estão na caneta do Lava Jato. Perderam o medo ou não acreditam na volta do AI-2? Uma notícia de fechar o caixão: “Em dois anos o PIB recuou 7,2%, patamar de 2010”. Essa data tem algum significado?

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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BR-163

 

“A choradeira é geral e a culpa é sempre dos outros.” Parodiando Sartre, essa é a frase (ou desculpa?) que predomina no País. Veja-se o caso da BR-163, por onde milhares de caminhões não conseguem escoar uma superssafra de grãos por causa de atoleiros na rodovia. Não é tão difícil assim de se resolver. Evidentemente que, agora, só para as próximas safras. Na atual, não adianta a choradeira do ministro Maggi e dos plantadores. Os prejuízos já ocorreram. Que tal criar uma PPP entre o governo federal e os plantadores de soja para asfaltarem as vias de acesso aos portos e outros pontos de recepção? E ressarcirem-se após – e até ganharem um bom e justo dinheiro além do que já auferem –, cobrando pedágio. Que, como se sabe, ao final, também dará maior ganho aos caminhoneiros pela boa situação das estradas.

 

José Etuley Barbosa Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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ATRASO DO RODOANEL EM SÃO PAULO

 

O Rodoanel Mário Covas, com aproximadamente 180 quilômetros de extensão, circundando a Região Metropolitana de São Paulo, é a maior obra viária em execução no País. As obras foram iniciadas em fevereiro de 2013 e estava prevista para ser entregue em novembro de 2014, só que em quatro anos foram executados 55%, e os restantes 45% estão programados para ficarem prontos em março de 2018. O custo da obra originalmente era de R$ 4 bilhões, porém os atrasos resultaram em aditivos contratuais com aumentos de R$ 235 milhões. Diante de uma obra dessa importância e custo, sempre é bom lembrar o “performance bond” que vigora nos EUA desde 1893, e aperfeiçoado em 1985. O mecanismo do performance bond é simples: se a empreiteira (tomadora do seguro) não concluir, atrasar ou executar de forma inadequada a obra encomendada, a seguradora promoverá a conclusão ou reparos necessários, quer contratando uma outra empresa, quer indenizando o poder público (segurado). A obrigação de reparar os prejuízos, estimula a seguradora a fiscalizar de perto a obra, cobrando da empreiteira o cumprimento de cada prazo e obrigação contratual. Portanto, só nos resta ficar na expectativa para que o projeto do performance bond para o Brasil, apresentado pelo senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) em julho de 2016 – está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado –, seja aprovado o mais rápido possível, para que possa ser aplicado em futuras obras a fim de evitar prejuízos e também atos de corrupção ao poder público, como tem acontecido ultimamente.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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IMPRENSA INFANTILIZADA

 

Sinceramente, não consegui ainda entender por que reações tão infantis sobre as palavras do presidente Temer no dia dedicado às mulheres, notadamente pela imprensa, que deveria escolher fatos mais significativos. O presidente apenas reconheceu o óbvio, ou seja, a importância da mulher para o aprimoramento do País, e não tomou uma posição machista, como se o trabalho doméstico fosse um fator de depreciação feminina. Quando uma mulher exerce sua profissão fora de sua casa, isso não a torna uma alienada em relação aos interesses de sua família, mas, ao contrário, apenas a engrandece ao zelar também pelo seu bem-estar, sabendo perfeitamente avaliar o peso dos preços praticados pelos supermercados. Aqueles que se dizem tão preocupados com os pobres deveriam saber que, nas classes sem privilégios, a mulher, mais que ninguém, sabe o custo dos alimentos, pois tem de fazer verdadeiro malabarismo para esticar ao máximo o salário do marido, o que de modo algum a diminui. Triste será o dia em que uma mulher se julgue inferiorizada por ter optado apenas pelos afazeres domésticos. Triste mesmo foi ouvir, no Dia Internacional da Mulher, uma senadora dizer que as mulheres deveriam fazer greve de sexo em protesto. Tal senadora, certamente, desconhece o significado do termo greve, que indica uma paralisação proposital do trabalho, visando à obtenção de benefícios. Será que tal senadora entende que a mulher ao praticar sexo está “trabalhando”? Será que tal senadora entende que, ao parar de “trabalhar”, a mulher está buscando “benefícios”? Essa senadora envergonhou as mulheres brasileiras, e não vi tanto alarde da imprensa a respeito. 

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

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NOTICIÁRIO DA TV

 

Tragédias (com mortes e/ou feridos) e outras ocorrências desalentadoras, além da divulgação de números e fatos que pouco ou nada interessam aos nossos telespectadores (por exemplo, Donald Trump), são o cotidiano do noticiário da nossa TV, com raras e bem-vindas exceções. No tocante às tragédias, são frequentes as notícias que envolvem crimes contra o poder público, sem a preocupação de se divulgar a origem e o destino do dinheiro sujo que estimula essas condutas. Não há nada mais interessante do que isso? Acho que, pelos menos às vezes, cairia bem o noticiário de algo mais relevante e de interesse geral. E isso sem falar nos motivos pelos quais ainda não sugeriram tirar desses políticos sujos as prerrogativas daqueles fazem uso delas indevidamente. Não há nada mais interessante do que isso? Acho que, pelo menos às vezes, como, por exemplo, histórias dramáticas com desfechos felizes, denúncias bem fundamentadas contra homens públicos autores de delitos, etc., etc., etc.

 

Eurico Buzaglo eurico_buzaglo@uol.com.br

São Paulo

 

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BARCELONA X PSG

 

Repercutiu intensamente na mídia internacional o feito épico do Barcelona, que, de virada, venceu o Paris Saint Germain (PSG) por 6 a 1 e se classificou para as quartas de final da Liga dos Campeões da Europa (no jogo de ida em Paris o PSG venceu por 4 a 0). O que não foi alardeado pela imprensa mundial foi a contribuição decisiva do árbitro alemão com uma atuação desastrosa e prejudicial ao PSG. O Barcelona fez dois gols de penalidades máximas inexistentes (o 2.º aos 45 minutos do 2.º tempo) e o 6.º gol aos 50 minutos do 2.º tempo (5 minutos de acréscimo foi uma aberração). O juiz deixou de dar dois penais cometidos por Mascherano, zagueiro do Barcelona em momentos cruciais, também deixou de dar o 2.º cartão amarelo para o zagueiro Piquet que geraria sua expulsão ainda no 1.º tempo (deu, sim, ao atacante Cavani do PSG por reclamar do lance) e não expulsou Neymar, que agrediu covardemente por trás o zagueiro Marquinhos, seu companheiro de seleção e amigo. Com essa omissão do mediador, Neymar parece ter se encorajado e cresceu futebolisticamente nos últimos 15 minutos, e foi decisivo na vitória do seu time com três lances de bola parada. Há que reconhecer que o PSG foi um time covarde, amedrontado, sem iniciativa e sem elã, mas o placar só foi tão adverso em face dos erros clamorosos da arbitragem, que desestabilizou de vez a equipe do PSG. Uma deplorável performance do árbitro alemão.

 

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

 

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NA MÃO GRANDE

 

Todos os “pragmáticos” méritos para o Barcelona, que joga muito, vence muito, é riquíssimo e pode comprar os melhores; e, inclusive, tem o mérito de criar um ambiente favorável para uma baita ação entre amigos do Barça, vergonhosa, que foi coroada pela sua sorte de ter um Neymar inspirado e, especialmente, pelos dois pênaltis inexistentes a seu favor, mais um penalty a favor do PSG não marcado – e nem sequer reprisado na transmissão de TV, não se sabe por que... (risos). Não nos esqueçamos, em meio à nossa cega admiração pelos matadores Catalães, de que o último penalty, inexistente, a favor do Barcelona, implicou a expulsão do defensor do PSG – em lugar da merecida expulsão de Soares por ter simulado, muito mal, a falta –, sem a maestria teatral costumeira de seu parceiro de ataque, Neymar. E tem mais: o penalty não marcado em Di Maria implicaria a expulsão imediata do defensor do Barça, o maestro Mascherano, que após o jogo admitiu a evidente falta sobre seu compatriota do PSG, ocultada pela TV espanhola. Bem, eles sabem fazer o show e não medem esforços nas tramoias. Mas, para mim, como as duas Copas da Argentina, ganhas na mão-grande, ganhar nessas condições não faz parte do esporte, mas de um jogo de poder, um show-business esportivo, para quem gosta disso. Desprezo a truculência, a opressão e a injustiça, com toda a força de minha alma.

 

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia

 

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IMPEACHMENT NA COREIA

 

A presidente sul-coreana Park Geun-Hye, afastada do cargo por decisão parlamentar, foi cassada pelo Tribunal Constitucional por seu envolvimento em corrupção. Com a ratificação da decisão e o afastamento definitivo dela como chefe de Estado, o primeiro-ministro Hwang Kyo-ahn, que acumulava os poderes desde dezembro, convocará novas eleições presidenciais. O sistema político do país é flexível, não há vice-presidente e há a possibilidade de convocação de novas eleições. O impeachment é um processo traumático, que paralisa o país, mas a legitimidade do voto retorna rapidamente aos eleitores.

  

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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