Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Março 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO

Salvadores da Pátria

PT, PMDB e PSDB se uniram para tentar “salvar” a política, isto é, manter o caixa 2 legalizado, após lavagem de dinheiro na “lavanderia” do TSE. Além disso, hoje sabemos que os “nobres” congressistas votam leis que favorecem grandes empresários, após receberem suas “taxas de sucesso”, ou pixulecos, e não ficam nem um pouco preocupados se isso prejudica seus eleitores (os verdadeiros bobos da corte). Por isso só nos resta apoiar e torcer pelo sucesso dos salvadores da Pátria, os juízes, como Sergio Moro, que estão julgando e punindo os corruptos.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

Vergonha alheia

Um verdadeiro vexame a atitude dos nossos políticos, não só do PT e de outros partidos anões, mas do PMDB e do PSDB, por seus mais “representativos dirigentes”, insurgindo-se contra a limpeza ética que é a regulamentação que procura inibir as fraudes nas doações aos partidos. É verdade que pecunia non olet, mas pode ter origem honrada ou torpe. Essa história de separar o joio do trigo é puro engano em defesa da malandragem, em que os políticos são mestres. Não há grãos, só joio. No meio político poucos se salvam e são eles os maiores corruptos e corruptores do País. Quem deve sustentar economicamente os partidos são seus filiados, seus eleitores e sua militância. Financiamento com recursos dos contribuintes é um desaforo. Se as campanhas políticas são muito caras, que as simplifiquem, barateiem. Uma nação empobrecida como a nossa precisa, ao menos, ter vergonha na cara, e não esbanjar o pouco que tem com seus políticos e seus partidos.

MÁRIO RUBENS COSTA

costamar31@terra.com.br

Campinas

Isso é política?

Ao pretenderem um acordão entre partidos para diminuir a gravidade do crime de caixa 2 e livrar-se da penalidade imposta na Lava Jato, os políticos vão além. Estimulam a manutenção do status quo das campanhas políticas, que já se mostrou criminoso no mensalão e persistiu em seu formato até hoje. Nessa equação de poder, em que as empreiteiras perdem protagonismo na estratégia da sua compra, que setores econômicos teriam poder de financiamento de campanhas na penúria vivida pelo País? Obviamente, os que dispõem de dinheiro. Bancos, financeiras, agronegócio, igrejas e, enfim, o ilícito – as drogas. Qual será o preferido dos nossos parlamentares, que agem tão irresponsavelmente em nosso nome?

SERGIO HOLL LARA

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

Festival de hipocrisia

Essa é a melhor definição que consigo perante as investigações e delações da Lava Jato. Não há inocentes nessa história, no máximo, alguns ingênuos. Com tantos hospitais, escolas, asilos, etc., precisando de recursos, por que cargas d’água as empreiteiras exerceriam tanta generosidade sem retorno? Está claro que os partidos da situação recebiam propina para direcionar obras e os outros partidos recebiam para fechar os olhos e a boca. A prova é que nenhum dos “inocentes” políticos denunciou o esquema. A investigação começou a partir do vacilo de doleiros. A desculpa dos políticos é sempre a mesma: o dinheiro está declarado e é legal. É o mesmo que chamar o eleitor de idiota. Qualquer um de nós que recebesse mil reais aparentemente sem motivo não ficaria intrigado e se perguntaria: a troco de quê? Não se fala em voto facultativo, mas poderia melhorar a qualidade dos nossos políticos. Só faz bem feito quem gosta do que faz.

JOÃO CARLOS A. MELO

jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

A única saída

Com todas as revelações já disseminadas pela mídia vai ficar muito difícil manter os partidos da maneira que estão agora. O cenário para eles é de terra arrasada. Partidos terão de ser cassados, de acordo com a lei, a partir do que os executivos da Odebrecht, incluído seu presidente, Marcelo Odebrecht, contaram à Justiça. Não haverá mais condição de nenhum partido que foi mencionado nesse mar de lama continuar a existir. Isso parece não estar muito claro para muitos políticos, que teimam em agir como sempre fizeram. O sistema político e partidário como está agora não pode continuar. O STF recebeu a denúncia contra o senador Valdir Raupp acatando a tese da “propina caixa 1” e os políticos tremeram, pois pensavam que só por terem suas contas aceitas pelo TSE estavam livres de suspeita. Simplesmente todo o Legislativo está sob suspeita e as campanhas, prestes a ser declaradas ilegítimas. Ainda mais que agora se sabe que leis foram compradas e aprovadas com propina. A realidade é que com a corrupção quebraram o País. A imensa perda do PIB reflete números impressionantes da derrocada a que nos submeteram. Renúncias fiscais, decretos beneficiando setores específicos e má gestão do erário levaram a arrecadação cada vez menor, fazendo uma cadeia de movimentos que quebraram Estados e municípios, além da Petrobrás e muitas outras empresas. Esta é nossa chance, talvez única, de nos livrarmos dos parasitas e de implodir esse sistema político, construindo um novo em que a população tenha maior atuação, e não somente seja solicitada a aparecer e opinar nas eleições. Fora disso não há saída.

MARIA TEREZA MURRAY

terezamurray@hotmail.com

São Paulo

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Qual delas?

Tendo em conta que as aposentadorias não possam ultrapassar R$ 33 mil mensais, a previdência do Congresso Nacional fomenta um rombo de R$ 2,4 bilhões por ano. A Câmara e o Senado têm dois inativos para cada servidor na ativa. A proporção é inversa à do INSS, em que há mais de dois trabalhadores ativos para cada beneficiário no regime de previdência da iniciativa privada. O déficit, como de hábito, é coberto pelo contribuinte. Esses dados estão disponíveis nas contas públicas nacionais.

OSWALDO COLOMBO FILHO

colomboconsult@gmail.com

São Paulo

Os deputados federais e os senadores que votarão a reforma da Previdência não sabem o que significa viver com uma aposentadoria do INSS. Os “nobres” congressistas não têm condições de avaliar as necessidades do povo comum, que não tem os privilégios e as benesses que eles desfrutam. Sacrificar ainda mais o povo, para eles, é muito fácil...

JOSÉ CARLOS SARAIVA DA COSTA

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

Se todos, inclusive e principalmente o governo, contribuíssem com o que é devido, a Previdência seria superavitária.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

A SOLUÇÃO DOS PROJETOS TRAVADOS

A existência de 18 mil ou mais projetos travados na Câmara dos Deputados e no Senado Federal (“Impasses em comissões ‘travam’ 18 mil projetos”, “Estado”, 10/3, A7) é a grande justificativa para a má imagem que o povo faz do parlamento brasileiro. Os parlamentares têm o dever de decidir, seja pela aprovação ou rejeição, e assumir o ônus da posição. Além de votar, deveriam ser obrigados a justificar o voto, a exemplo do que ocorre nas decisões da justiça castrense. As comissões permanentes e temáticas deveriam ter um prazo razoável para estudar cada matéria e, vencido esse prazo, o projeto ir para plenário mesmo sem o parecer da comissão, que é apenas um órgão de assessoramento do colegiado, para a votação de todos os congressistas. Pelo bem do País e respeito aos cidadãos, a Câmara dos Deputados, o Senado Federal, as Assembleias Legislativas Estaduais e as Câmaras Municipais não devem manter matérias inconclusas em seus arquivos ou gavetas.  

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                   

 

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O CERCO SE FECHA

 

Boa parte da classe política brasileira, que perdeu os escrúpulos por estar envolvida com corrupção, se já estava angustiada pela espera da lista bomba de Rodrigo Janot, que revelará o conteúdo das delações da Odebrecht, agora vai perder também o sono com recente e surpreendente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Numa decisão inédita do STF, o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) virou réu mesmo tendo declarado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ter recebido de forma oficial para sua campanha eleitoral de 2010 R$ 500 mil da empreiteira Queiroz Galvão. Um duro golpe para os políticos que até alimentavam esperanças de não serem condenados pelo crime de caixa 2. Santa ignorância! Agora, com essa decisão do Supremo, também o cerco se fecha para as doações oficiais supostamente disfarçadas de propina. Creio que o entendimento e zelo do Supremo com essa questão não sejam equivocados. Mesmo porque, e não vamos ser ingênuos, estas empreiteiras atoladas no petrolão, como fornecedoras dos governos nas três esferas, somente vão doar vultosas verbas para políticos, como tem ocorrido, por meio também do criminoso esquema de superfaturamento. Ou seja, não tem almoço grátis! E, pelo jeito, não vai sobrar político para tentar se reeleger em 2018.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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CAIXA 2

 

Sobre a informação de que “caixa 2 é opção das empresas”, dita por Gilmar Mendes, seria correta, caso não houvesse acordo espúrios entre empresa contratada e governo (contratante), ou intermediação dele, com o intuito de burlar o Fisco, a Receita Federal, a Justiça, a ordem, o progresso e, indiretamente, o cidadão brasileiro, com cartas marcadas do tipo “acrescenta-se x% no preço do contrato e lhes repasso o valor, desde que a contratada seja a nossa empresa”.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

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RISCO DE PRESCRIÇÃO

 

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem pendentes 156 prestações de contas de diversos partidos brasileiros, correndo sério risco de prescrição antes que a análise contábil daquelas contas seja auditada, pois, conforme alega o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, não há disponibilidade de servidores em número suficiente no setor técnico responsável para verificação das contas. À vista da gravidade da situação, sugiro que o TSE contrate, por meio de licitação pública nos termos da Lei 8.866, duas ou três auditorias contábeis independentes, que, com a competência natural dos contadores e contabilistas brasileiros, serão capazes de auditar com toda a segurança e no menor tempo possível (acredito que em 60 dias não prorrogáveis) essas contas, resolvendo de vez o eterno problema que o TSE tem para fiscalizar o uso do bilionário Fundo Partidário brasileiro. Acorde, Tribunal Superior Eleitoral!

 

Antonio Manoel Gonzales Sotello tomsotello@gmail.com

São José do Rio Preto

 

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DOAÇÃO ELEITORAL X HONORÁRIOS ADVOCATÍCIOS

 

Palavras de Celso de Mello, no histórico julgamento que aceitou a denúncia que entende que doação eleitoral declarada pode ser propina disfarçada: “Tenho para mim que a prestação de contas à Justiça eleitoral pode constituir meio instrumental viabilizador da prática do delito de lavagem de dinheiro, se os recursos financeiros doados, mesmo oficialmente, a determinado candidato ou a certo partido político tiverem origem criminosa resultante da prática de outro ilícito”. Mais adiante, o honorável decano da Suprema Corte afirma que, “configurado esse contexto que traduz uma engenhosa estratégia de lavagem de dinheiro, a prestação de contas atuará como um típico expediente de ocultação e até mais de dissimulação do caráter delituoso das quantias doadas em caráter oficial”. Ora, aprendemos nos bancos das faculdades de Direito que “onde há mesma razão, há mesma disposição”. Isso posto, não vislumbro quaisquer diferenças entre doação eleitoral declarada e honorários advocatícios recebidos, na defesa de determinados clientes cujas fontes de recursos sejam evidentemente ilícitas. Já passa da hora de a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) encerrar quaisquer tergiversações hipócritas a respeito. Entre tentar justificar o injustificável e silenciar, é melhor silenciar. Urge que providências adequadas sejam adotadas para coibir ou mitigar a farra dessa explícita lavagem de recursos travestida de “honorários advocatícios”. 

 

Milton Córdova Junior milton.cordova@gmail.com

Vicente Pires (DF)

 

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O JEITINHO DE CORROMPER

 

Agora é fato consumado. Em seu depoimento na Operação Lava Jato, Marcelo Odebrecht diz que a empresa entregou ao PT, nos governos de Lula e Dilma, um total de R$ 300 milhões – isso mesmo, mané! Destes, R$ 150 milhões foram para a campanha de reeleição de Dilma Rousseff. Mas R$ 50 milhões foram pagos para que o governo Dilma editasse uma medida provisória modificando o Refis. Será que ela também vai dizer que não sabia de nada? A medida provisória foi assinada por Dilma e pelo ministro da Fazenda Guido Mantega, outro que também nunca viu ou sabe de nada – aprendeu com seu ex-chefão. Marcelo Odebrecht disse que também repassou dinheiro a Aécio Neves, candidato tucano à Presidência, sem esclarecer se a doação foi legal ou para o caixa 2 – e o STF está de olho nessa gatunagem. Precisamos nos lembrar de que na política não tem santo, tem, sim, políticos, muitos deles corruptos ladrões. Marcelo citou um jantar com o vice-presidente Michel Temer, companheiro de chapa de Dilma, mas nega ter tratado de valores para a campanha. Pelo que disse, pode até ter prometido contribuir, mas os detalhes – quantia e modo de repasse – seriam tratados por outras pessoas. Dá para adivinhas quem seriam essas pessoas? Todos sabemos!

                                                            

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

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JOGADAS DE MESTRES

 

Em tempos de empreendedorismo, pensei em lançar um novo jogo de tabuleiro tendo como base o já famoso banco imobiliário. Penso em chamá-lo “Caixa 2 – o jogo da corrupção”. E estou aceitando sugestões para formatar esta minha ideia. Inicialmente, penso que seriam necessários um tabuleiro tipo banco imobiliário, com suas casas onde podemos avançar ou voltar, conforme cada casa sorteada pelos dados. Também cartões diversos e piões. Cada jogador terá um pião, sendo considerado um empreiteiro, e começa o jogo com algumas notas de dinheiro. Podem jogar seis jogadores ou mais. Estes piões (alguns sugerem chamar de “bobos da corte”) podem comprar obras, políticos e autoridades, que estarão a disposição em cartas à parte. Comprar políticos e autoridades permite ganhos extraordinários para o jogador empreiteiro. Não deve deixar de usar isso em sua estratégia vencedora. Todo dinheiro restante vai ficar com o “Bandidos” (Banco Nacional de Desenvolvimento e Investimento em Determinadas Obras Sociais), que não joga, apenas contribui para alavancar ações dos jogadores empreiteiros. Os jogadores devem ter cuidado para não misturar suas notas com as do “Bandidos”, mas se misturar, tem como entrar com defesa. As obras que podem ser licitadas, que estarão visíveis no tabuleiro, seriam algo do tipo transposição do São Francisco, hidrelétricas, estradas de rodagem, ferrovias, sondas Petrobrás, estádios de futebol, obras de saúde, obras de educação, Minha Casa Minha Vida e outras mais. Cada obra destas terá seu valor de licitação informado. Ao passar por uma delas, pode aceitar a licitação e pagar o preço ou até sugerir o preço. Se já comprou algum político ou autoridade, ou ambos, a cada político ou autoridade pode apresentar sobrepreço e tentar conseguir mais dinheiro do “Bandidos”. Basta usar os dados. Teremos alguns cartões de sorte/azar. Eles podem ser algo como: sorte (delator não faz referência ao nome de sua empreiteira. Avance duas casas).  Sorte (advogados conseguem habeas corpus, avance duas casas). Sorte (offshore em plena atividade, avance duas casas). Sorte (um político seu virou ministro, avance seis casas). Azar (doleiros presos, volte quatro casas). Azar (abertura de inquérito sobre obra sua, volte duas casas). Azar (autoridade delatora entrega documentos comprovando propina, volte quatro casas). Azar (manifestações contra o governo, fique quietinho onde está por duas jogadas...). É permitido a cada jogador empreiteiro fazer cartel com outros jogadores. As regras deste cartel devem ficar entre eles. Se o jogador cair na casa “Vá para a prisão”, pode recorrer: designar advogado contra diligências e retirada de documentos de sua residência; prorrogar prazo para instrução; não confirmar delação sobre sua empresa; entregar-se, mas fazer imediata delação e tentar prisão domiciliar; ter muitos políticos com foro privilegiado. Caso não conseguir, pode tentar obter o cartão “STF” e conseguir com ele um Cartão Saída Livre da prisão por não ter sido condenado em segunda instância ou ter extinta a punibilidade pela prescrição. Cada jogador empreiteiro pode recorrer ao “Bandidos” para obter novos créditos. Sempre. Não existe falência. Sempre há um político, uma autoridade, advogados, alguma carta na manga que permita ao jogador empreiteiro ter sobrevivência e continuar jogando, mesmo com inquéritos e ações que pesem sobre ele durante o jogo. Existem licitações lícitas, mas o bom jogador sabe que obtendo apenas estas não terá muito sucesso. Pode ter em seu poder uma carta que permita abrir inquérito sobre as demais, mas isso não dá em nada, pois os demais jogadores devem ter muitos políticos e autoridades sob seu comando. E atenção a esta regra: todo político e autoridade comprado por você pode ser comprado por outros jogadores empreiteiros! Uma regra difícil, complicada, mas que permite a todos a plena liberdade de compra de favorecimentos e distribuição de propinas. Isso é do jogo. O “Caixa 2 – o jogo da corrupção” termina quando os jogadores bem entenderem. Se tiver alguma sugestão para este jogo ficar mais dinâmico, moderno e democrático, basta mandar que eu vou avaliar. Pode ser que este jogo possa despertar o interesse de quem já sabe fazer isso, como o pessoal já bem conhecido da Estrela (ops!).

 

Paulo R. de Carvalho proberto@sppamerica.com.br

Cotia

 

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SILÊNCIO DOS INOCENTES

 

Confesso que estou muito preocupado com o juiz Sérgio Moro e com nossa Polícia Federal, que, a continuarem assim, vão cair no descrédito com o povo brasileiro. É que eles insistem em continuar a prender só inocentes! Será que o juiz Moro não tem nada mais importante a fazer do que ficar ouvindo nas delações relatos de que milhões de reais, em espécie, são dados por empresários a políticos, partidos e outros agentes, e que nenhum político brasileiro jamais receberia uma doação que não fosse legal, de acordo com a legislação e devidamente aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE)? Será que ele não sabe do alto senso de patriotismo dos nossos políticos, que sempre colocam os interesses da Nação acima de tudo? Na verdade, nada mais importa. Tanto faz ser honesto ou ladrão! Os imorais nos igualaram. Nunca se ouviu tanto silêncio dos inocentes!

 

Mario Miguel mmlimpeza@terra.com.br

Jundiaí

 

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SEM LIMITES

 

José Dirceu continua a roubar, embora preso; Eduardo Cunha impõe seus representantes no Congresso, também estando preso. Essa gente não tem limites?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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A NOVA PÁSCOA

 

O símbolo maior da Páscoa é o coelhinho da Páscoa, aguardado pelas crianças, que vão ganhar de presente um ovo de chocolate. Sempre foi assim, mas este ano no Brasil será diferente, no lugar do coelhinho quem vai simbolizar a Páscoa será o gato, ou os gatos de Brasília, do Congresso Nacional, que comeram todos os coelhinhos. As crianças, filhos dos deputados e senadores, dos grandes empresários, dos operadores, doleiros e lobistas já estão cobrando os ovos, antes da data, porque até lá, se sai a lista da Odebrecht e a Laja Jato entra em ação, não tem presente, tem cadeia.

 

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

 

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O CLÁSSICO ‘EU NÃO SABIA’

 

Conforme noticiado (10/3), o depoimento do ex-presidente do Banco Central no governo Lula (2003 -2011) Henrique Meirelles, como testemunha de defesa em processo sobre o caso tríplex do Guarujá, não teve o resultado esperado, pois, ao ser perguntado pelo advogado que defende Lula, Cristiano Zanin Martins, se, em algum momento, identificou alguma prática indevida de Lula para comandar um esquema de corrupção, Meirelles respondeu: “A minha relação com o presidente Lula era totalmente focada em assuntos relativos ao Banco Central e à política econômica, e nunca presenciei nada como algo ilícito ou ilegal”. Em resumo, o PT acabou recebendo o troco com o clássico “eu não sabia de nada” tão usado por Lula.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas 

 

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A INOCÊNCIA DE LULA

 

Muitos erram (ou fingem) ao defender uma ingenuidade de Lula, que, segundo seus defensores, nada sabia da origem da fortuna para alimentar campanhas políticas suas, do PT e de políticos em geral, mas se esquecem de uma entrevista dada por ele no exterior, quando questionado sobre o estouro do escândalo dos Correios, gerador da CPI do Mensalão, em que ele simplesmente confirmou a existência do famoso caixa 2, e disse que era errado, mas tolerado pela politicalha que não vivia sem essa dinheirama desviada do erário. Com relação também à ignorância em relação à maior corrupção da história do País, ocorrida nos mandatos dele e de seu poste, Dilma, ela é desculpa de qualquer governo, porque na corte o que mais sobra são súditos “entregando” rivais para melhoria de postos, como de um reles APN (ou “assessor de p... nenhuma”) em busca de um prêmio maior, como chefiar um ministério qualquer. 

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

 

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‘ESTRELA’ DESESPERADA

 

Lula está mesmo desesperado para se livrar do juiz Sérgio Moro! Tem feito tentativas, quase que diárias, na tentativa de evitar comparecer a esse juízo para prestar esclarecimentos. Para nossa felicidade, não tem obtido sucesso, vai ter de se apresentar e enfrentar a Justiça num local onde é tratado naturalmente, não como a “estrela” que se acha.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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LULA E O PODER

A sede de poder de Lula, a cada dia, é acrescida, porque mira, na realidade, dois objetivos: primeiramente, proteger-se com a sua candidatura à Presidência dos processos a que responde, e, em segundo lugar, porque o seu desejo de vingança é imenso contra todos os que colocaram pedras e obstáculos na sua carreira de populista e propinista voluntarioso. Entretanto, a sua sede de poder, tendo como consequência obstáculos inarredáveis de grande parte do País quanto a seu eventual mandato presidencial, poderá trazer consequências graves ao Brasil, desde que os protestos e atos de não aceitação atingirão uma escala altamente perigosa.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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IMBATÍVEIS

 

Como nada foi provado até agora, é legítimo que Lula se candidate à Presidência do Brasil, desde que possa ter como vice o ex-governador Sérgio Cabral ou Dilma Rousseff. Serão imbatíveis e contemplarão todos os intelectuais e artistas que apoiam seu retorno.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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A FUTEBOLIZAÇÃO DA POLÍTICA

 

No futebol, o que manda é a paixão. Não interessa se o jogador estava muito à frente da defesa inimiga, se for do seu time, nunca será pênalti e o juiz (e sua progenitora) serão sempre alvos de ofensas. Podemos dizer que na política acontece a mesma coisa. A população elege “políticos de estimação” e, mesmo com diversas citações em processos judiciais e provas quase que esfregadas contra a face, continuam defendendo seu ídolo, sem se preocupar com a verdade. Para estes, é preciso sempre ter um herói e um vilão, a política é tratada como um jogo de futebol, em que não há espaço para o meio termo. Nada mais previsível na jovem República tupiniquim.                                                     

 

Alexandre H. Campini Pinheiro contatoalhcp@gmail.com

São Paulo 

 

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PLATAFORMA PARA 2018

 

O governador Geraldo Alckmin informou os jornais que pretende se candidatar à Presidência em 2018. Tem viajado para outros Estados, mostra na TV hospitais maravilhosos com tudo novo e funcionando. Porém, o “Estadão” escreve que a Polícia Civil está sucateada, a Rádio CBN, em poucos minutos em programa da última semana, informou que uma senhora com dores só conseguiu marcar consulta médica para daqui a seis meses, e em seguida, que mais uma vez o Metrô tinha problemas de manutenção de uma composição e havia grande dificuldade de transporte pelos usuários. O último teste do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) mostrou que o Estado de São Paulo não é um dos melhores do País, como sua economia deveria permitir. Seria esta a plataforma que nos propõe este senhor?

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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RESULTADO DA ECONOMIA

 

Gostaria que alguém me desse o telefone, e-mail, celular ou telefone fixo de Lula para eu perguntar a ele se menos 7,2% no Produto Interno Bruto (PIB) em dois anos pode ser considerado herança maldita.

 

Carlos R. Gomes Fernandes crgfernandes@uol.com.br

Ourinhos

 

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RECESSÃO PROFUNDA

 

Nunca antes na história do Brasil deixaram uma herança tão maldita quanto nos deixou o lulopetismo! 

 

José Antonio ja.garbino@gmail.com

Bauru

 

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COITADINHO DO BRASIL!

 

60 milhões de cidadãos inadimplentes. Uma Justiça que, depois de 28 anos, não consegue dizer se os poupadores da caderneta de poupança, da época do Plano Verão (1989), têm ou não têm o direito de receber o que dizem que perderam. Um ex-presidente da República desvairado e atolado até o pescoço na lama da corrupção que ameaça (sim, é uma ameaça) voltar a ser candidato. Coitadinho do nosso Brasil!

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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NECE$$IDADE

 

“Sem mudar Previdência, País ficará insolvente”, é uma “nece$$idade”, disse Henrique Meirelles, ministro da Fazenda, sobre a reforma previdenciária. Só i$$o? O que tem causado o maior “rombo” da Previdência? São as aposentadorias do setor público, que são pagas pelos valores dos que estão na “ativa” – a$$im não há Previdência que aguente! O valor “teto” da aposentadoria deve ser o mesmo para qualquer brasileiro – conforme artigo 5.º da Constituição –, quer do setor privado ou público. Tomando e$$a providência, que há muito já deveriam ter tomado, a Previdência estaria equilibrada. É o setor público e, principalmente, os “altos salários” de autoridades e políticos que impedem e$$a alteração. Não concordam? Não querem perder os “privilégios” que aprovaram para si próprios, os quais num país sério deveriam ser referendados por todos os cidadãos brasileiros, que nos últimos anos têm sido prejudicados com a redução das suas aposentadorias, mesmo concedidas, na ocasião, de acordo com as legislações vigentes. Por i$$o vivemos num país inju$to, onde as “vantagens” só são para aqueles que lá estão para legislar para a população, mas só o fazem para si próprios, como fazem e com raras exceções. Daí a carga elevadíssima de tributos sem o devido retorno para a sociedade. Será difícil de mudar o que pensam os no$$os 513 deputados federais e os 81 senadores que estão intere$$adí$$imos no enriquecimento ilícito a curto prazo. O desajuste da Previdência é causado pelas próprias autoridades... Até quando? E novamente querem transferir outros “encargos” aos trabalhadores do setor privado? O que o no$$o ministro da Fazenda vai dizer e fazer? 

 

Luiz Dias lfd.silva1940@gmail.com

São Paulo

 

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(IM)PREVIDÊNCIA SOCIAL

 

A propósito da polêmica e inadiável discussão sobre a urgente e mais que necessária reforma da (im)Previdência Social, cabe, por oportuno, destacar o que disse o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, no Fórum Estadão: “Já existem pessoas que têm o mesmo tempo de aposentadoria do que o tempo trabalhado”. É chegada a hora de o País dar tratos a este tema de relevância vital para a sobrevivência de parte de sua população e pôr em pauta a nababesca aposentadoria dos políticos, a razoável aposentadoria dos militares e a tolerável aposentadoria dos servidores públicos, até com vencimentos integrais, ao lado da miserável aposentadoria do povão. Reforma, Brasil!

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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DESUMANAS

 

Até mesmo Eremildo, o idiota, criação do jornalista Elio Gaspari, seria capaz de reconhecer que as mudanças pretendidas pelo governo na reforma da Previdência são duras, por serem desumanas. Há muitos atalhos que não estão sendo relevados e que podem atenuar o rombo da Previdência, mas penalizar a velhice brasileira é inocentar todos os governos anteriores e, principalmente, o do absolutismo do PT de Lula e Dilma. Até mesmo no Congresso o go verno será derrotado.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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APOSENTADORIA CELESTIAL

 

A principal e mais cruel crítica da idade mínima de 65 anos para a aposentadoria na reforma da Previdência é que, principalmente nos Estados nordestinos e nos profissionais mais modestos de trabalhadores, o documento único para gozar tal benefício para dita aposentadoria seria o atestado de óbito.

 

José de A. Nobre de Almeida josedalmeida@globo.com

Rio de Janeiro

 

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NÃO HAVERIA EXCEÇÃO?

 

Quanto aos dizeres “finalmente parece que o Brasil tem autoridades dispostas a dizer o que a sociedade tem de ouvir” e “Michel Temer e seus principais auxiliares devem ser francos”, faltaram, então, transparência, coragem e autenticidade ao não encararem os militares. Se de início excluíram os militares (das Forças Armadas), após pressão, excluíram as forças auxiliares e reserva (PMs) – já quebraram a regra de que não haveria exceção – e estão ocultando fatos noticiados, como exemplo a previdência do Estado de São Paulo, de que 1/3 dos benefícios da SPPREv é destinado a aposentados e pensionistas da Polícia Militar.

 

José A. C. Dias joseacdias@gmail.com

São Paulo

 

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COMO TIRAR A PREVIDÊNCIA DA FALÊNCIA

 

Fácil resolver o buraco da Previdência: levantar todos os ativos aposentados e o que têm mais a receber ajudará os que não podem, simples aritmética. Sr. X, que recebe R$ 25 mil, paga a conta do Sr. Y, que recebe R$ 0,850 mil. Não é justo? Sr. X ainda receberia R$ 24,15 mil. Má gerência (governo) leva à descoordenação administrativa, e esta cria a injustiça social, e da injustiça social o cenário das pancadarias.

 

José Penteado Neto jsopnx@gmail.com

Araraquara

 

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MAIS UMA VEZ, PAGAREMOS A CONTA

 

Por incapacidade, inabilidade e incompetência do governo em definir novas alternativas para resolver o déficit público assombroso do Brasil, ainda mais sendo comandado por uma máquina governamental velha, viciada e queimando óleo, não oferecendo absolutamente nada em troca, a não ser nos achacando e dizimando para se autossustentar, nem se pensa no governo em cortar e mexer nesse vespeiro, não é, sr. ministro? Agora, dizer que se a Previdência não mudar o País ficará insolvente é fácil, né? Achar e determinar um “bode expiatório” para responsabilizar e fazer pagar o pato é facílimo. Para tanto, mais uma vez, condenam só a população. Né, não? Agora o próximo lance é aumentar impostos.

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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JUSTIÇA DO TRABALHO

 

Se inoperante, como frisou o deputado e presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e considerando o altíssimo custo para mantê-la, melhor é acabar com a Justiça do Trabalho. Com espera de sentenças decisórias já há mais de 10 anos e fazendo acordos  com  funcionários  que  nem direitos têm, prejudicando, como sempre, o empregador, melhor mesmo é fechar as portas e transferir os processos para a Justiça comum, acabando, assim, com um dos maiores cabides de emprego do Brasil.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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JUSTIÇA SEPARADA

 

Por que separar a Justiça do Trabalho do restante da Justiça? A atuação de Rodrigo Maia, recém-reeleito como presidente da Câmara dos Deputados, tem sido bastante criticada (com algumas boas razões) por defender interesses partidários. Por outro lado, o questionamento feito por ele em 8/3 ao gigantismo e à ineficiência da Justiça do Trabalho merece ser examinado objetivamente, quanto ao corporativismo da monumental e caríssima massa de juízes, funcionários, advogados, sindicatos – bem como regalias vergonhosas. Essa enorme máquina burocrática – ao invés de criar um sistema eficaz, que propicie remunerações justas e aposentadorias com base atuarial – possibilitou o surgimento de práticas patrimonialistas e corruptas como, por exemplo, a construção a partir de 1997 do prédio sede da Justiça Trabalhista em São Paulo, que enriqueceu o famoso juiz Nicolau e o empreiteiro e ex-senador Luiz Estevão. É de notar que, conforme consta do site Wikipedia, entre as 193 nações do mundo (participantes da ONU), somente 15 países têm justiça do trabalho separada da estrutura jurídica do restante do setor jurídico nacional.

 

Claudio Janowitzer cjanowitzer@gmail.com

Rio de Janeiro

 

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SOMOS REFÉNS

 

Sr. deputado Rodrigo Maia, estou com esperanças em uma mudança neste país. Sou um empresário que continua à frente da empresa que meu pai criou. Estou hoje com 35 anos e vejo a dificuldade em entender a parte trabalhista deste país, entender impostos. Para mim, sindicatos servem para atrasar o crescimento de uma nação, pois, apesar de estarem trabalhando para melhorias junto aos trabalhadores, eles travam melhores condições numa empresa. Ficamos reféns de um trabalhador que trabalha anos numa empresa e, ao término do contrato, após irmos ao sindicato fazer acordo para pagamento, este mesmo empregado entra contra seu empregador na Justiça do Trabalho, e o empregador não consegue ter razão, não consegue ser o “certo”, pois, mesmo estando tudo certo numa empresa, o empregador ainda consegue um acordo financeiro, sendo favorecido por leis antigas e fora de contexto nos dias de hoje. Acredito ainda num país moderno, com leis dignas de um país de Primeiro Mundo, com impostos que, após serem pagos, e sem essa quantidade que temos hoje, o dono da empresa ainda possa comprar novos equipamentos, atualizar-se.

 

Gabriel Bertato gabriel@bertato.com.br

Araraquara

 

 

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