Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

13 Março 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO

O fator Odebrecht

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), tem usado o floreado forense em ocasiões inoportunas. Às vésperas da divulgação da lista de Janot, com a Câmara dos Deputados propondo anistia para a lavagem de dinheiro, ele mergulha numa divagação intelectual para dizer que o crime de caixa 2 suscita interpretação. A gente acaba se perguntando: aonde o STF pretende chegar com tanto rebuscamento? 

RICARDO C. SIQUEIRA

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

Esclarecimento

Pergunto ao douto e ilustre ministro Gilmar Mendes qual poderia ser, na opinião dele, a motivação de uma empresa para doar, via caixa 2, altas somas a políticos, se não for por esperar receber em troca algum favorecimento futuro, patrocinado pelo beneficiário da doação.

 

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Medo da lista de Janot

Quer dizer, então, que o Congresso articula projeto para blindar doações de campanha eleitoral... Como assim? Quem não deve não teme. Nem treme! Por que, então, as excelências estão tão abespinhadas? Seria culpa?

APARECIDA DILEIDE GAZIOLLA

aparecidagaziolla@gmail.com

São Caetano do Sul

Desenhando

Enquanto os políticos ficam querendo jogar uma cortina de fumaça e espelhos sobre a questão da legalidade e nuances de ilegalidade das doações de campanha, vamos desenhar para esses senhores o que a lei diz, e é muito básico. Caixa 2 é ilegal. Ponto. Caixa 1 pode ser ilegal se sua origem, comprovada, for a corrupção. Ponto. Ficou claro? 

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

Culpa do foro

O editorial Propinas e doações (11/3, A3), sobre a decisão da Segunda Turma do STF de receber a denúncia contra o senador Valdir Raupp (PMDB-RO) e dois assessores pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, deixa claros para todos dois pontos: doação oficialmente registrada não oferece atestado absoluto de legalidade e a simples aceitação da denúncia não significa condenação. O duro mesmo é que a tramitação levará aproximadamente quatro a cinco anos, conforme especialistas na área. Em suma, essa é a razão para se acabar de vez com essa aberração que é o tal foro privilegiado.

EDGARD GOBBI

edgardgobbi@gmail.com

Campinas

Ceticismo

São cerca de duas dezenas de empreiteiras envolvidas no escândalo da Lava Jato e a grande maioria se propõe a aderir à delação premiada. A primeira que se propôs a participar do processo, a Odebrecht, apresentou mais de 70 executivos dispostos a dar sua versão dos fatos. Entretanto, entendo que, pelo número de empreiteiras envolvidas, multiplicado pela quantidade de seus executivos que se disponham a prestar esclarecimentos sobre possíveis desvios de conduta, teremos várias centenas de delações premiadas, que tornarão a apuração praticamente inviável, mantidos os atuais ritos e o ritmo do nosso Judiciário. Desculpem meu ceticismo, mas desconfio que, mais uma vez, pouco ou nada será apurado.

LUIZ ANTÔNIO ALVES DE SOUZA

zam@uol.com.br

São Paulo

STF

Ativismo judicial

Parabéns ao professor José Eduardo Faria pelo excelente artigo O Supremo e o ativismo judicial (11/3, A2), que descreve de forma isenta, clara, sucinta e, sobretudo, oportuna as duas possíveis atitudes diante da atividade judicial, tendo em vista, no caso, ministros do STF. Mostra – e isso é muito importante – que tais atitudes não se restringem à área jurídica, mas envolvem toda uma visão de mundo e a compreensão das atribuições da Corte Suprema, fatores que adquirem relevância toda especial no momento que vive o País. Muito embora, por motivos óbvios, Faria não cite nomes, creio que os leitores sabem a quem se refere quando registra a existência de ministros que “primam pelo oportunismo, preocupados apenas em garantir a sobrevivência do seu grupo político ou de quem os indicou”.

ZENON LOTUFO JR.

zenonjr@uol.com.br

São Paulo

MÁQUINA PÚBLICA

Suja, gasta, emperrada

Quando fiz o colegial, não posso esquecer de um professor que dizia que o governo federal deveria sustentar-se em apenas três pilares, que seriam saúde, educação e segurança. Nossos governantes não sabem que o desenvolvimento está dentro de cada Estado e, especialmente, de cada município. Saúde e educação deveriam ser de qualidade e para todos e Estados e municípios, fiscalizados com rigor. Isso facilitaria o desenvolvimento de cada um dentro de suas qualificações. A segurança, além de garantir nossa nacionalidade, guardaria nossas fronteiras secas e marítimas usando as Forças Armadas nos três níveis, deixando-nos seguros. O que temos, porém, é uma União que sempre quis gerenciar tudo e deixou os Estados e municípios caindo aos pedaços. Pensa-se em fazer a recuperação financeira aumentando os impostos dos miseráveis eleitores. Mas nossa máquina pública há muito não é inspecionada, está suja, emperrada, produz apenas gastos, graças a suas engrenagens (os parlamentares) apodrecidas, gastas, desdentadas. Um deputado recebe salário, cotão, auxílio-moradia, verba de gabinete, ajuda de custo, despesas médicas... Por ano ganha em torno de R$ 1,9 milhão. No total, só com senadores e deputados gastamos mais de R$ 1 bilhão. Então, se não podemos trocar, vamos reformar essa máquina, que está um lixo, e não obrigar os brasileiros comuns – que nada recebem além de seus parcos salários, moram em favelas – a morrer de trabalhar apenas para engordar uma corja de desonestos.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

A farra dos partidos

Enquanto a tantos falta o básico para sobreviver, os políticos usam os recursos do Fundo Partidário para fazer a maior farra!

VIRGÍLIO MELHADO PASSONI

mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

Partidos gastam R$ 3,57 bilhões do Fundo Partidário em bebidas, jatinhos e sabe lá mais o quê. O TSE está abarrotado com 560 mil páginas de mordomias e corrupção, gerando mais despesas milionárias. Solução: pena de morte para o Fundo Partidário!

LUIGI VERCESI

luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

CRISE HUMANITÁRIA

 

Nos EUA, Donald Trump calcula US$ 15 bilhões para construir um muro. Na Europa, o Brexit é a ação nacionalista para acrescentar mais ouro ao ouro que já há na Coroa Britânica. E na "comunista" China, o capitalismo é do Estado, buscando mais e mais riqueza para o governo - porém os trabalhadores continuam escravizados. Ou seja, diante deste cenário protecionista, onde cada país acredita ser o centro mundial e só olha para si mesmo, a realidade internacional é de que "hoje o mundo vive a maior crise humanitária da história", segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). São mais de 20 milhões de miseráveis atualmente. A solução? Para a ONU, é necessário o investimento de US$ 4,4 bilhões. Sim, isso mesmo. Apenas um terço do que Trump gostaria de usar na sua muralha nazista. (E, para comparar mais: sabe qual é o PIB do nosso "pobre" Brasil? Mais de R$ 2 trilhões...). O problema da miséria, enfim, é que os olhos de cada um estão voltados apenas para si mesmos, pois no fundo "não existe essa coisa de sociedade, o que existe são apenas indivíduos" (Margaret Thatcher). Quem realmente se importa com a fome das mulheres negras da Somália? Com as doenças que acometem os sudaneses pobres? Acha mesmo que isso tira o sono do nosso Michel Temer? Que magnatas bairristas como Donald Trump pensam em resolver problemas humanos ou globais? É claro que não. Mauricio Macri quer apenas melhorar o PIB da sua Argentina. A Coreia do Sul, hoje, simplesmente tenta se livrar do problema do seu próprio impeachment. Cada país, isto é, do Ocidente ao Oriente, está muito focado em suas próprias demandas: ainda que já sejam países riquíssimos, lutam, então, para manter a sua eminência. Do outro lado do muro, bem distantes, os países pobres ou as populações pobres dentro dos países emergentes e ricos são tratados como normalmente se tratam os mendigos na rua, apenas se vira o rosto enquanto se joga uma moeda. Ninguém quer se envolver realmente. Solidariedade para estranhos? Ora, deixemos isso para os franciscanos, para quem acredita em Céu e quer ir para lá; deixemos isso para os bilionários filantropos, que sem levantar da poltrona ganham o Nobel da Paz por doar aquilo que lhes sobra enquanto tocam todas as trombetas do marketing pessoal. Ou seja, a resposta institucional do mundo diante da crise dos refugiados, dos imigrantes, dos miseráveis, dos não consumidores é uma resposta historicamente repetida: estão elegendo a extrema-direita, individualista e xenófoba, mundo afora. Um homem carismático, europeu e branco como Adolf Hitler seria tido como um mito hoje, seria adorado pelas massas acríticas... outra vez. O populismo sempre funciona, pois ninguém quer enfrentar a complexidade dos problemas humanos e mundiais. Aprendemos, desde a escola básica, a aceitar respostas prontas. Aprendemos, desde a catequese na infância, a reafirmar sem crítica os nossos preconceitos e os nossos dogmas. Enfim, a contemporaneidade é, de fato, o desdobramento de sua história pregressa. Mas é também o constructo dos nossos próprios princípios; desta nossa geração treinada, pela mídia e pelo consumismo, para olhar apenas para si. Nós estranhamos os pobres e os miseráveis, do nosso país ou os lá, da África, mas de modo algum devemos estranhar as loucuras autoritárias de Donald Trump, a mesquinhez do Reino Unido, a gritante desigualdade chinesa... O egoísmo dessas lideranças políticas é a exata representação do "Zeitgeist", de boa parte do espírito de nossa época, de boa parte daquilo que nós mesmos ainda somos de cruéis.

 

Wellington Anselmo Martins am.wellington@hotmail.com

Bauru

 

UM PERIGO CHAMADO KIM-JONG-UM

 

Para a numerosa plateia que apupa o recentemente eleito presidente dos Estados Unidos e atribui a ele a eclosão do apocalipse de que fala a "Bíblia", nas palavras de João, não toma conhecimento dos acontecimentos mundiais. A guerra final, o Grande Armagedom, pode estar em gestação na Coreia do Norte, onde o regime de Pyongyang provoca os países vizinhos, com a intenção de provocar os Estados Unidos, promove testes com mísseis balísticos, criando tensões na região por obra do líder norte-coreano. A provocação do hilário Kim-Jong-um de molho, os Estados Unidos, através de seu governo, anunciou um sofisticado sistema antimíssil, o Thaad, para a Coreia do Sul. Há um impasse diplomático do país com a Malásia após o assassinato de Kim-Jong-nam, meio-irmão do ditador, no aeroporto de Kuala Lumpur. Parece que a raça humana representada pelo lado macho está se coçando para uma Terceira Guerra Mundial, mesmo sabendo que não haverá vencedor. Esse perigo nuclear esteve recentemente sob tratamento contra o Irã, dos aiatolás, tendo o país sofrido severas sanções dos países do bloco majoritário na ONU. O grande problema que envolve esses países muçulmanos é a ideologia religiosa, além do indisfarçável ódio que nutrem contra o cristianismo, como se fossemos culpados da proeza de D. Rodrigo Diaz de Bivar (o El Cid). A Segunda Grande Guerra terminou em 1945, porém, desde o dia seguinte, sempre houve no planeta uma guerra localizada. Como bem afirmou o escritor Afonso Romano de Santana, "os homens amam a guerra".

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

IMPEACHMENT NA COREIA

 

A corte constitucional sul-coreana decretou o impeachment da presidente Park Geun hye. Lá, ao contrário do Brasil, o procedimento é rápido e se submete à decisão judicial sem que exista minimamente a possibilidade de se cogitar de golpe ou de protelar o veredicto mediante recursos. O envolvimento da presidente ficou nítido a ponto de influenciar liberação de recursos financeiros. Bastou um fato concreto para o desfecho do caso. Aqui, no Brasil, ainda engatinhamos e somos defensores árduos da democracia e do contraditório, motivos que nos impelem à justiça tardia ou iníqua. 

 

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

 

É GOLPE!

 

Cadê a turma do PT e aqueles pseudointelectuais de esquerda para gritarem um "é golpe!" contra o impeachment da "presidenta" da Coreia do Sul?

  

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

DITADURA SOCIALISTA

 

Gentilmente, eu solicito apenas que a Globo explique publicamente para que possamos entender e repassar aos amigos: por que a GloboNews, que sempre nos alerta para os perigos do totalitarismo da extrema direita, se nega a pronunciar o termo ditadura socialista ao se referir ao regime que impera em Cuba e na Coreia do Norte? Há compra de silêncio nisso?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

OPERAÇÃO LAVA JATO

 

No depoimento prestado em regime de delação premiada ao ministro Herman Benjamin, relator no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2014, o presidente-executivo da Construtora Norberto Odebrecht (CNO) - terceiro nome na hierarquia do grupo -, Benedito Barbosa Júnior (vulgo "BJ"), declarou-se "prisioneiro do sistema da empresa, não tendo como evitar aquela cultura (de corrupção) que já vinha desde o dr. Norberto Odebrecht", o fundador do grupo em 1944. Como se sabe, o executivo detido na Polícia Federal, em Curitiba, era quem fazia a ponte entre a empresa e os políticos e autoridades públicas para tratar da obtenção de grandes obras e concessão da contrapartida em apoio financeiro. Em 2008, "BJ" tornou-se presidente da CNO, encarregado das controversas obras da Copa do Mundo de 2014 e da Olimpíada de 2016. Por ser torcedor fanático do Corinthians, cuidou pessoalmente da construção da arena do seu time de coração, em São Paulo. Junto com um consórcio formado com a Andrade Gutierrez, também foi responsável pela bilionária reforma do Maracanã. Como se vê, a prática da corrupção parece ser hereditária no DNA do Grupo Odebrecht. Como diz o velho ditado, "filho de peixe peixinho é".

 

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

 

US$ 3,4 BILHÕES

 

O executivo da Odebrecht Hilberto Mascarenhas Filho afirmou ao ministro Herman Benjamin, do TSE, que o Departamento de Operações Estruturadas, o "setor de propinas" da empreiteira, movimentou US$ 3,39 bilhões em pagamentos ilícitos entre 2006 e 2014. Fico aqui imaginando se fôssemos um país minimamente sério, o que não aconteceria com esta empresa, com seus sócios e diretores e com toda a escória de políticos brasileiros claramente envolvidos nesta maracutaia.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

DELAÇÕES INCONCLUSIVAS

 

Apesar de delações (muitas não conclusivas), é muito pequena a pena aplicada a Marcelo Odebrecht pelo estrago que proporcionou ao povo brasileiro. Louvável o desempenho do juiz Sérgio Moro, mas isso deve ser repensado. 

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

ALFORRIA

 

A delação premiada virou a alforria da corrupção no Brasil.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL

 

O Brasil acaba de criar uma organização mundial no feitio da ONU, deve ser conhecida como ONC (Organização das Nações Corruptas). Claro que com sede no Brasil, sob o comando da Odebrecht.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

ODEBRASCHT

 

Estatizada por prazo indeterminado, a Odebrecht, a exemplo do que está ocorrendo na Petrobrás, sob o comando de Pedro Parente, seria transformada, de uma empresa privada devastada pela corrupção, numa empresa estatal de capital misto, competente e séria, movida estritamente por objetivos comerciais.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

A RAINHA DO BRASIL

 

A Odebrecht se apropriou do Estado brasileiro, no dizer do relator no TSE do caso referente às eleições de 2014, da chapa Dilma-Temer, ministro Herman Benjamin. Não é, pois, seu ex-presidente Marcelo Odebrecht o "bobo da corte", como pretende. Então a Odebrecht era, na realidade, a rainha do Brasil, porque mandava e desmandava, conduzindo a classe política mais alta até os limites de seus exclusivos interesses, deixando de lado os interesses do Brasil. Em plebiscito ocorrido há anos, o País não escolheu a monarquia como regime vigorante, mas o lulopetismo, então, estabeleceu o populismo-monarquista como regime ideal, elegendo a Odebrecht sua rainha.

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

PROMISCUIDADE ELEITORAL

 

O desmoralizado sistema eleitoral brasileiro é mesmo uma promiscuidade. O crime de formação de quadrilha praticado entre os políticos, os partidos, os empresários e o Estado brasileiro é digno do "Guinness Book" da vergonha. As delações iniciais do "bobo da corte" Marcelo Odebrecht ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é um prenúncio do mar de lama que foi imposto ao País. Ora, quando o relator da Lava Jato ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin autorizar a quebra do sigilo dos usuários de caixa 2, saberemos que poucos são os políticos honestos. Aliás, a presidente do STF, ministra Cármen Lúcia, já foi categórica afirmando que esse tipo de corrupção é crime e passível de prisão e cassação dos direitos políticos. Vamos ver quantos sobrarão!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

CONTA OUTRA!

 

O ministro Gilmar Mendes, do STF, disse que "doar por caixa 2 nem sempre é corrupção". Ora, ministro, fala sério! Como todos sabemos, almoço de graça não existe, nem mesmo aí, na Suprema Corte. Com ironia, por favor! 

 

Eleonora Samara eleonorsamara@bol.com.br

São Paulo

 

FINANCIAMENTO DE CAMPANHA

 

Gilmar Mendes, ministro do STF e presidente do TSE, quer o retorno do financiamento empresarial às campanhas eleitorais. Por quê? As eleições municipais de 2016, nas quais estava proibido o financiamento empresarial, foram por isso mesmo muito mais modestas do que as anteriores, transcorrendo num clima mais ameno e saudável. Nada de marqueteiros ganhando milhões para vender as mentiras que "colam" e enchendo todos os ambientes de propaganda. Argumenta o ministro que, sem financiamento empresarial oficial, o caixa 2 de campanha será ainda maior do que temos visto.

Se bem entendo, o ministro está dizendo que essa acumulação de recursos empresariais sonegados ao Fisco (caixa 2) existe e continuará existindo, restando à sociedade e à Justiça Eleitoral adaptarem-se a isso da forma como preferirem!

 

Euvaldo Rebouças P. de Almeida euvaldo@uol.com.br

São Paulo

 

MOVIDO A PROPINA

 

Os desvios de dinheiro público arruinaram o Brasil. Os políticos só votam alguma coisa se receberem dinheiro por fora. Foi o que aconteceu na famosa compra da emenda da reeleição, que deu origem ao esquema que ficou conhecido como mensalão, onde deputados e senadores recebiam dinheiro para aprovar projetos. Emendas parlamentares são compradas e vendidas diariamente, e o mesmo ocorre com benefícios fiscais, o Brasil se tornou um país movido a propina. Ninguém faz nada, nada é comprado ou vendido se não houver alguma vantagem indevida recebida por fora. E esse esquema chegou ao ápice na Petrobrás, que foi arrasada no esquema criminoso de desvio de dinheiro conhecido como petrolão.  A dimensão do problema da propina chega à casa do bilhões de dólares e tornou o Brasil um país a ser evitado pela comunidade internacional, algo que ficou muito claro quando o País foi rebaixado para o grau especulativo, maneira elegante de dizer que o País é um lixo. É patético que políticos como FHC e Aécio Neves, ambos envolvidos em esquemas de propina e caixa 2, venham a público tentar vender a ideia que os desvio de dinheiro público, as propinas, o caixa 2, não são crimes. O lugar de FHC e Aécio é no banco dos réus, junto com a tigrada que roubou a dignidade da Nação. 

 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

 

CAIXA 2

 

Os grandes partidos políticos brasileiros (PT, DEM, PMDB, PSDB e outros) estão unidos, articulados para descaracterizar os financiamentos ilícitos de eleições (doações irregulares: caixa 2) como crime, para se safar das punições. Na política não há almoço grátis. Os doadores são ressarcidos com facilidades e obras superfaturadas que, no frigir dos ovos, a conta é sempre dos pagadores de impostos que bancam as obras. Nossos políticos vivem num oásis, cheios de regalias e a toda hora querendo ampliá-las além de burlar as leis para não serem punidos. Caixa 2 é crime.

 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

 

IMPOSTO DE DOAÇÃO

 

Todo cidadão brasileiro que doa qualquer bem ou deixa herança para seus familiares deve pagar o imposto Imposto de Transmissão e Doação (ITCMD), imposto estadual que no Estado de São Paulo é de 4% do total do valor transferido para os familiares, e o governo classifica este imposto como de cunho social. A pergunta sem resposta para o cidadão brasileiro é: por que sobre as doações para partidos e políticos não incide qualquer tipo de imposto ou taxa? Será que os políticos não têm qualquer responsabilidade social?

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente 

 

A LENTIDÃO NO CONGRESSO

 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na semana passada que a Justiça do Trabalho não deveria existir. O problema é exatamente o oposto, o presidente da Câmara não deveria ter poder nenhum, apenas presidir as sessões, como ocorre em qualquer país europeu. O Brasil ainda não se deu conta da importância de criar o cargo de primeiro-ministro e, consequentemente, separar os poderes de chefe de Estado e chefe de governo. O poder é todo fragmentado no Legislativo, por isso tudo anda tão devagar para ser controlado e não debatido: presidente da Câmara dos Deputados, colégio de líderes, líder do governo, líder do partido, líder da bancada, base aliada do governo, coordenador político, agenda política, pauta do governo e o jantar com o presidente da República.

 

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

 

JABUTICABA

 

Apesar dos pesares e a bem da verdade, é preciso mencionar que o Brasil é o único país do mundo que tem uma justiça específica para causas trabalhistas. Está todo mundo errado, só o Brasil que está certo. Mais uma jabuticaba.

 

Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

 

ABERRAÇÃO DO GETULISMO

 

Infelizmente, Rodrigo Maia tem toda razão e a Justiça do Trabalho não deveria mesmo existir... como não existe em nenhum outro país! É uma aberração do getulismo com a intenção de controlar sindicatos e trabalhadores. Esta "Justiça" custou ao País cerca de R$ 16 bilhões no ano passado, e resultou em "benefícios trabalhistas" de apenas R$ 8 bilhões! Que justiça é esta que ao longo dos anos ainda quebrou milhares de empresas e empregos? E quem vai ter a coragem de tentar corrigir essa tragédia? Vivam os direitos adquiridos (pelos juízes e todas as suas cortes e mordomias) e danem-se os trabalhadores!

 

Roberto Hollnagel rollnagel@terra.com.br

São Paulo

 

GOLEIRO BRUNO, A CARA DO PAÍS

 

Somos o país onde bandido é herói, como o jogador Bruno, que se notabilizou por ser condenado pela morte da namorada. Alguém duvida de que, se Fernandinho Beira-Mar pudesse, se elegeria senador por qualquer Estado ou partido que o acolhesse? É assim que somos, uma Republiqueta das bananas, governada por bandidos colocados no poder à custa do dinheiro dos banqueiros. Simples como é.

 

Ariovaldo Batsita arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

RECÍPROCA VERDADEIRA

 

Bruno Fernandes foi contratado pelo Boa Esporte, mas vejam só que distração: na pressa, li Boa Morte. Sejamos justos, se a prisão perpétua não pode trazer Eliza Samudio da morte, a vida também não poderia devolver o ex-goleiro ao futebol.

  

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

MATANDO O FUTEBOL

 

O goleiro que mata todas na área vai jogar no tal de Boa. É ruim, hein?

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

REFORMAS

 

Li a manchete deste jornal "Sem mudar Previdência, País ficará insolvente, diz Meirelles". E a reforma tributária, a reforma administrativa para diminuir o tamanho do Estado, a reforma política, a reforma da educação para que as crianças deste país tenham mais cultura e possam levar a Nação para a frente, e eu não tenha mais de ouvir em sua sala de espera alguém  perguntando ao telefone "se o caminhão já tinha chego". Será que só a Previdência quebrou o País? Os roubos do petrolão, mensalão e outros ainda não investigados, são normais? Isso até parece piada.

 

Renato Nobrega Centola mrs5@uol.com.br

São Paulo

 

REFORMA INADIÁVEL

 

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que participou do Fórum Estadão, foi curto e grosso sobre a inadiável reforma da Previdência! Sem rodeios, o ministro afirma que alterar regras da aposentadoria não é "objeto de decisão, de desejo de alguém", mas, sim, de necessidade. E lembra que os gastos com a Previdência subiram de 3,3% do PIB em 1991 para 8,1% hoje. Um crescimento explosivo! E, se nada for feito para estancar esta sangria, no ano de 2060 poderá consumir 17% do PIB. Esta fala do ministro vem em boa hora, já que, neste momento, o Congresso discute a tramitação desta reforma. E o que nós vemos, infelizmente, é que políticos da oposição e até parte da base aliada, para fazer média com seu eleitorado, irresponsavelmente pretendem desfigurar o projeto do governo. Ou se faz agora uma reforma séria e definitiva ou, dentro de poucos anos, os aposentados não terão como receber seus proventos! E é bom salientar que esse crescimento geométrico das despesas da Previdência, que, inclusive, já há alguns anos vem impedindo o equilíbrio das contas públicas, por tabela também tem prejudicado o desenvolvimento do País. E pode piorar! Nesse sentido, o título do editorial do "Estadão" não poderia ser mais enfático sobre a oportuna fala de Meirelles: "Verdades que têm de ser ditas".  

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

SENTIDO CONTRÁRIO

 

A reforma previdenciária proposta pelo governo é algo que vai contra as diretrizes de acesso a benefícios e garantias sociais aos cidadãos trabalhadores de nosso país. Muitos políticos estão aposentados após um mandato de quatro anos, como governador, por exemplo, e com superssalários extensivos às esposas, caso faleça o titular do superbenefício. Isso é fato! Por que não reformam este tipo de vergonha nacional? O governo Temer vai entrar para a história como um governo tampão que destituiu direitos e fez reformas que pioraram a vida do brasileiro!

 

Célio Borba borba.celio@bol.com.br

Curitiba

 

SOBREVIVÊNCIA

 

Esta nova pretensão sugerida pelo governo para reformular a Previdência, se aprovada desta forma, terá por finalidade sentenciar a morte de qualquer brasileiro antes de atingir a idade e os anos de contribuição exigidos. Até porque nada oferecem em saúde, educação, segurança, transportes, para poder sobreviver mal e porcamente. 

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

A CRISE ECONÔMICA EXIGE AÇÃO!

 

A divulgação do PIB 2016 mostra o Brasil como um país arrasado. Caímos 3,6% em produção num ano e 9% de 2014 até agora. Voltamos à posição de 2010, mas temos todos os problemas de 2017. A recessão é a maior desde 1948, ano do pós-guerra, quando ainda vivíamos o racionamento até de alimentos, em que o IBGE começou a medir a produção nacional. Pior é que, com a economia em frangalhos, o governo elegeu como prioridades o estabelecimento do teto dos próprios gastos e a reforma da previdência. Há nove meses no poder, Temer e sua equipe precisam deixar de olhar para a herança petista e fazer o seu trabalho. Não podem se render ao protagonismo da Lava Jato e ignorar que a economia precisa de ações firmes de governo.  Devem consertar e economia, que já quebrou e, se for o caso, deixar a Previdência - que se prevê quebrar dentro alguns anos - para seu sucessor reformar.  O governo deveria investir todas as suas fichas na economia, pois sem ela, não haverá o que administrar. As circunstâncias deram a Temer a oportunidade de restaurar o País. Não será mexendo apenas dentro do governo e no bolso dos trabalhadores que o conseguirá. É preciso tornar o Brasil palatável aos investidores e nem pensar em reeleição ou eleição do sucessor, até porque, se não consertar a economia, não haverá o que governar no futuro...

               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                     

 

CRIME CONTRA A ECONOMIA POPULAR

 

A falta de correção da tabela progressiva de Imposto de Renda é um caso clamoroso de crime contra a economia popular. Nesse sentido, todos nós, contribuintes, gostaríamos de ver uma atuação mais frequente e assertiva deste jornal. No limite, seria o caso de ingressar contra uma ação coletiva contra a União.

 

Eduardo Eugênio Luz Cristini eelc2707@gmail.com

São Paulo

 

DESRESPEITO AO MEIO AMBIENTE

 

Fui passar o carnaval em uma das muitas pousada na paradisíaca localidade de Penedo, distrito de Itatiaia, no Rio de Janeiro. Caminhando pela estrada das Três Cachoeiras, que margeia o limpo e bonito Rio Portinho, recolhi em apenas 1 km um saco de 100 litros com somente copos e garrafas plásticas, embalagens de biscoito e cartelas de cigarro, deixadas recentemente pelos carros que passam pelo local. O fato revela a triste constatação de que o nosso desrespeito ambiental não tem tamanho e nenhuma barreira, muito menos a social.

 

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

DIREITOS IGUAIS

 

A Justiça maranhense obriga o governador a indenizar as famílias dos presos que morreram no Presídio de Pedrinhas (MA). Como perguntar não é ofensa, quem irá indenizar as famílias das dezenas de pessoas que morrem assassinadas em nosso país?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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