Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

15 Março 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

Confissão

O sr. Emílio Odebrecht, presidente do conselho de uma organização sabidamente criminosa que leva seu nome, pai do presidente atual e principal criminoso condenado, amigo do “amigo”, confessou candidamente que a empresa vem praticando esses ilícitos diversos há três gerações. Por que esse senhor não está sendo processado? A propósito, o “amigo” afirma haver forte movimento queremista. Ele está certo. A imensa maioria quer que ele (vamos na elegância) vá para todo o sempre!

NATALINO FERRAZ MARTINS

natalino.martins@uol.com.br

São Paulo

Ao confessar que a Odebrecht paga caixa 2 desde a época de seu pai, o sr. Emílio confirma: o crime compensa, desde que se tenha “amigo” no governo.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

De pai para filho

Ante a declaração do Emílio Odebrecht, o punguista poderá alegar que sempre bateu carteiras, tal como seu pai e seu avô, e por isso sua atividade não pode ser tida por irregular. É mole?

MAURO LACERDA DE ÁVILA

lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

Ato falho

Interessante observar como a mente não mente, sempre dá um jeito de revelar verdades. Freud que o diga. Exemplo emblemático foi o “nosso Palocci” dito pelo sr. Emílio Odebrecht perante o juiz Sergio Moro, desvelando ligações muito próximas com a organização criminosa que se estabeleceu no País a partir dos governos lulopetistas. Sim, corrupção sempre houve, como ele confirmou, mas jamais esse “nosso” revelou tamanho vínculo com o poder, criando um modus operandi no governo bastante peculiar. Nunca uma palavra soou tão reveladora.

ELIANA FRANÇA LEME

efleme@gmail.com

São Paulo

Ode à criminalidade

Como noticiou o Estado, o deputado Wadih Damous (PT-RJ), aliado do ex-presidente Lula da Silva, apresentou proposta estabelecendo que processos ou procedimentos penais serão extintos sem julgamento de mérito se não forem concluídos em um ano. Tal proposição configura verdadeira ode à criminalidade. Não bastasse a aparente intenção de proteger da Lava Jato os criminosos detentores de foro privilegiado que seriam julgados por instâncias superiores, notoriamente mais vagarosas em seu mister, o alcance desse projeto, se aprovado, decretaria a impunidade de milhares de marginais, que se beneficiariam da morosidade do Judiciário brasileiro, sabidamente sem condições de alcançar a meta da proposta. O deputado Damous, ex-presidente da OAB-RJ, portanto, profundo conhecedor das dificuldades vividas pelos nossos tribunais, deveria abster-se de apresentar projeto de tamanha irresponsabilidade. Resta esperar que o Congresso Nacional, que tem entre seus membros diversos implicados na Lava Jato, ainda assim rejeite a insensata proposição, cuja hipotética aprovação provocaria um caos de proporções dramáticas na já muito deficiente segurança pública. O Brasil não pode e não deve ficar refém de políticos que, para dizer o mínimo, legislem de forma leviana.

SERGIO RIDEL

sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

Era só o que faltava

Os projetos apresentados pelo deputado Wadih Damous, que propõem a extinção de processos penais que não forem concluídos em um ano e anulação de decretos de prisão, além de demonstrarem o desespero petista de evitar punições pela corrupção desenfreada de seu partido e a absurda tentativa de liberar seu líder do crime, carrega, em sua proposta, a insanidade do projeto! Caso aprovado, não se esqueçam, seria extensível a todos os crimes praticados no Brasil. Seríamos o país da criminalidade. Bastaria cometer qualquer crime, não ser descoberto por alguns meses, ou não ter o processo concluído, que é o que ocorre com 100% dos processos no Brasil, e pronto, se estaria livre de responder a processo penal. Uma maravilha. Quando no mundo inteiro os políticos procuram acabar com a decadência ou prescrição, o Brasil vai na contramão oportunista. Criminosos, nos EUA, após investigações de 30 ou 40 anos, quando descobertos, são levados às barras dos tribunais e pagam suas penas. O Brasil do lulopetismo, em seu desespero e destempero, tenta estabelecer em nosso país o “paraíso criminal”. Como seus “paraísos fiscais” acabaram, talvez mais um dos amalucados petistas também venha a apresentar propostas de criação de paraísos fiscais! Só faltava isso...

JOSE RUBENS DE MACEDO SOARES

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo

Indiferença?

Está mais atual do que nunca no Brasil de hoje a célebre frase de Martin Luther King: “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons”. Até quando?

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

POLÍCIA CIVIL

Contra a impunidade

O Sindicato dos Delegados de Polícia do Estado de São Paulo cumprimenta, no nome da delegada Bárbara Lisboa Travassos, toda a equipe da Divisão de Proteção à Pessoa pela negativa de atender à solicitação de que a Polícia Civil faça campana para defender a integridade de um foragido da Justiça do alto comando do PCC e sua família, como relatou o Estadão (14/3, A11). Não bastasse a Polícia Civil estar sofrendo um processo de sucateamento, agora a criminalidade pensa que podemos fazer a segurança dos infratores da lei. A impunidade prospera em São Paulo porque a Polícia Civil não tem condições de fazer seu trabalho – o sucateamento promovido pelo Estado tem sido tema de reportagens deste jornal. Pedimos a colaboração da sociedade para mudar esse cenário assinando nossa petição pública “Polícia Civil Contra a Impunidade” no site policiacivilximpunidade.com.br.

RAQUEL K. GALLINATI, presidente

presidencia@sindpesp.org.br

São Paulo

EM SÃO PAULO

Filantropia

Caro Doria, não sei se costuma ler estas mensagens. Sou filho da maior inclusora deste país, a Dorina Nowill. Gostaria de ter a oportunidade de discorrer sobre a inclusão dos deficientes e seus pares. Sei que fez e ajudou a Fundação Dorina Nowill, como gestor, e sou grato. Mas imposto sobre fundações de filantropia é crime, pois fazemos o papel que o governo deveria desempenhar. Poderia dar-me a oportunidade de falarmos cara a cara sobre a inclusão e o que ela representa para uma sociedade? No aguardo de suas considerações,

MARCIO NOWILL

marcio@eaurea.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PROPINODUTO

 

Os poucos detalhes vazados à mídia no depoimento de Emílio Odebrecht em defesa de seu filho Marcelo dão conta de que o depoente desconhecia haver um departamento da propina em sua construtora. Disse, também, que os repasses ilícitos eram feitos pelo seu assessor financeiro. Mas será que somente um assessor seria capaz de organizar e administrar a distribuição dos US$ 3,4 bilhões pagos a políticos brasileiros, além dos estrangeiros? Dá para acreditar? Me engana que eu gosto!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

SALVE-SE QUEM PUDER

 

O empresário Emílio Odebrecht afirmou ao juiz Sérgio Moro (13/3) que o pagamento de propina no País existe de longa data. Isso só confirma o que a maior parte da população já sabia, e que acabou sendo aperfeiçoado pelo PT nos últimos anos. Em outras palavras, a filosofia reinante na classe política e empresarial é “salve-se quem puder” e a população brasileira que se dane, infelizmente.

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

*

ABRAÃO, TUDO ESTÁ PERDIDO

 

A rataria de Brasília rói unhas, eriça pelos, ladra – nunca um verbo teve tanto de substantivo –, refina os movimentos de quadrilha: políticos de todos os couros articulam-se para parir lei que descriminalize o caixa 2. Repete-se cinicamente a afronta de fazer da lei instrumento de lavagem de dinheiro, como no caso da repatriação da riqueza de origem duvidosa ou ilegal guardada no exterior. Posudos senadores e deputados suspeitos de toda bandidagem serão louvados. Tempo e cenário da Praça dos Três Poderes exalam podridão generalizada. O atoleiro moral reinante nas instituições da República suplanta o da BR-163 com as cenas vergonhosas da incúria federal. A bandidagem endinheirada lubrifica o poder há muito, porque política e delinquência se confundem no Brasil. Emílio Odebrecht – pai de Marcelo, o fundador do Departamento da Propina da megaempreiteira – declarou em juízo que “sempre existiu caixa 2”. A mídia chama o depoente de patriarca. Abraão, tudo está perdido

 

José Maria Leal Paes myguep23@gmail.com

São Paulo

 

*

MÁFIA

 

A empáfia e soberba deste patriarca de organização criminosa ao dizer “sempre existiu caixa 2” equivale à “estuprei, mas sempre existiu estupro”. Não é à toa que há presidiários em sua família.

 

Ricardo C. T. Martins rctmartins@gmail.com

São Paulo

 

*

TESTEMUNHA DE DEFESA

 

Pois é, Dom Emilio Odebrecht, sua família sempre roubou o País. Parabéns, seu clã é um exemplo de podridão. Não sou eu quem estou dizendo isso, foi o senhor mesmo quem o disse ao juiz Sérgio Moro.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

*

ODEBRECHT, UM DEPOIMENTO INÚTIL?

 

Se representa peso para revelações e condenações de envolvidos nos processos da Operação Lava Jato a amostra do trecho que a TV divulgou a respeito do depoimento via teleconferência de Emilio Odebrecht, não deu para entender por que tamanha deferência para alguém que é, na realidade, o mandatário maior da construtora que aplicou bilhões de reais na compra de políticos e que em conjunto com estes e outras empresas de atividades iguais ou diversas montaram um sistema gigantesco de corrupção que roubou do País valores de uma enormidade ainda não totalmente conhecida. Sua desculpa de que a corrupção sempre existiu é verdade, mas ele e os demais têm “mérito” na organização desta. Melhor seria que estivesse em Curitiba, na companhia do filho.

 

Laércio Zanini spettro@uol.com.br

Garça

 

*

OBVIEDADES

 

Enfim, aconteceu o tão aguardado depoimento de Emílio Odebrecht. Esperava-se por uma grande explosão. Ele veio e soltou um pum.

 

Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo

 

*

MORALIDADE AOS POUCOS

 

Haja o que houver, o Brasil nunca mais será o mesmo. Independentemente do conteúdo das listas de políticos delatados pelos ex-executivos da Odebrecht, cada corrupto pensará duas vezes antes de entrar num esquema ilícito. Até 2014, os desonestos tinham como certa a impunidade. Após o início da Operação Lava Jato, a situação mudou. Agora, todos sabem que a carceragem da Polícia Federal de Curitiba recebeu os maiores empreiteiros do Brasil e também ex-executivos de empresas estatais. A sorte está lançada. Quem se arrisca?

 

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

 

*

MUITO NATURALMENTE...

 

E o “Deus” Luiz Fernando Pezão (PMDB), governador do Rio de Janeiro, criou mais uma secretaria. Sem pestanejar, com a firmeza de quem sabe que está fazendo a coisa errada, nomeou para chefiá-la a ré da Operação Lava Jato Solange Almeida (PMDB). Aliada de preso do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), ela já respondeu até por improbidade administrativa, mas no conceito do governador isso, a crise e o entendimento de que ao assumir uma pasta no Estado Solange poderia estar protegida pelo estatuto do foro privilegiado são detalhes absolutamente insignificantes.

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

INACREDITÁVEL

 

A cada dia que passa, os políticos corruptos e sujos que predominam e comandam o País nos surpreendem com atitudes insanas, má conduta, sem bom senso e péssimos princípios. Basta ver o que fez o governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB): mesmo com o Estado literalmente falido, criou uma pasta em seu governo e, para comprovar sua péssima e dúbia intenção, nomeou como secretária de Proteção e Apoio à Mulher e ao Idoso, ganhando só de salário nada menos que R$ 16 mil mensais, a ex-prefeita de Rio Bonito (RJ) Solange Almeida (PMDB), simplesmente ré na Operação Lava Jato e ex-braço direito de Eduardo Cunha. E, ao ser entrevistado, Pezão teve a cara de pau em afirmar que tal secretaria não onerará em absolutamente nada o Estado. Acho, então, que será patrocinada pelo caixa 2, né não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

TRAMA VERGONHOSA

 

Certamente, quem está por trás desta descabida criação de uma secretaria no governo do Rio de Janeiro para dar foro especial à ex-deputada Solange Almeida é o ex-deputado Eduardo Cunha, que, com essa jogada, vai fazer com que a ação em que ambos são réus saia das mãos do juiz Sérgio Moro e siga para o STF, sonho de consumo de todos os réus da Lava Jato. Que rabão preso terá Pezão com Eduardo Cunha para participar dessa vergonhosa trama?

 

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

EMINÊNCIA PARDA

 

Eduardo Cunha continua dando as cartas?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

*

A RENDA DE LUIZ INÁCIO

 

Em seu depoimento na Justiça Federal de Brasília, o ex-presidente Lula declarou ontem que sua renda mensal é de cerca de R$ 6 mil, mais os benefícios de sua mulher. Disse que recebe mais dinheiro de seus filhos. O que me deixa abismado é a cara de pau do ex-presidente para falar de sua renda e, ao mesmo tempo, andar de jatinho para baixo e para cima, dizer que vai percorrer o País e que os advogados trabalham para ele de graça, etc., etc., etc. É claro que ele vai inventar outras desculpas para justificar sua vida de luxo e de privilégios. Parece que Lula carrega um complexo de inferioridade difícil de curar; ele não se conforma de ser de origem humilde e de não ter curso superior, motivo pelo qual seu comportamento está sempre embalado por uma disfarçada raiva das pessoas mais cultas. É lamentável que o ex tenha um complexo que o atormentará toda a vida, salvo se fizer um tratamento psicológico para livrar-se deste carma.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

 

*

RECORDE

 

O ex-presidente Lula, ao depor na Justiça, chegou a afirmar que não sabe quanto ganha. Logo, não sabe quanto gasta e continua a não saber de nada. Deve ser inscrito no livro Guinness como o ex-presidente que menos sabe sobre sua própria vida.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

O PAPA ANTES

 

De acordo com o nosso venerado ex-presidente, o papa será preso antes dele. Santo do pau oco...

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

*

A VERDADE VERDADEIRA

 

Lula depõe e o País, constrangido, está perplexo diante de tamanha injustiça. O depoimento na íntegra será divulgado em 1.º de Abril, para não abalar a credibilidade do eminente “honoris causa”.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

*

POPULISMO BARATO

 

O Brasil está enfrentando a maior recessão de sua história graças à irresponsabilidade e ao populismo barato que imperou nos 13 anos do governo petista. Mesmo assim, André Singer, que, além de economista e professor universitário, é um fanático petista, diz que a estabilidade do Brasil virá com Lula em 2018. Esta é a piada campeã do ano. Bravo, Singer!

 

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

*

AS PRETENSÕES DE LULA

 

“Apropriar-se do legado público” ao qual se referiu o ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), como interessado no escabroso uso da quantia volumosa do dinheiro público pela Odebrecht, é um dos hediondos valores que o lulopetismo deixou para os cidadãos brasileiros. O resultado de 13 anos do PT via Lula e o seu poste, Dilma, é um legado negativo do PIB de 2016 e da marca de um desemprego de mais de 12 milhões de cidadãos, além de uma recessão econômica que não se via desde 1948. Além de estar à espera dos resultados dos inquéritos pela segunda instância da Justiça, enredado nos meandros da Operação Lava Jato, Lula simula uma nova candidatura em 2018 afirmando que a única salvação do Brasil será sua volta à direção do País. Depois de sua desastrosa passagem pela Presidência da República, seguida de sua sucessora irresponsável e incapaz, só nos resta a esperança de que a Justiça o transforme em inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

 

Leila E. Leitão

São Paulo

 

*

OUSADIA

 

É muita ousadia um ex-presidente lançar sua candidatura para presidente da República em 2018 sendo réu pela quinta vez em operações da Lava Jato, responsável com a sua sucessora pela maior recessão do País, fruto de incompetência e corrupção. Nós, brasileiros conscientes, esperamos que, caso a candidatura seja lançada, somente os 400 intelectuais, artistas e militantes políticos que fizeram um manifesto para que Lula se candidate votem nele, para o bem do Brasil.

 

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

 

*

JUSTIÇA

 

Se tamanho do ego fosse proporcional à feiura, Lula faz jus ao apelido de sapo barbudo.

 

Ely Weinstein elyw@terra.com.br

São Paulo

 

*

PLANO DE PODER

 

Excelente o conteúdo do editorial “O verdadeiro legado de Lula” (“Estado”, 13/3, A3). O legado de Lula é o resultado de uma tentativa de manter-se indefinidamente no poder ao tempo de enriquecer a si e sua família. Todas as decisões de seu governo e da sucessora que ele nos impôs tinham com único objetivo instituir um modelo de exploração da sociedade brasileira em favor de seu plano de poder. O monumental desvio de recursos públicos não teve outro propósito senão comprar apoio político dentro e fora do Brasil e enriquecer seus bolsos, dos seus familiares e os de seus comparsas. Para isso valeu-se de discurso perverso para iludir a população e a vil exploração de seus poderes como presidente para usar e abusar da Petrobrás, do BNDES e de demais empresas e órgãos públicos. Espero com ansiedade que a finalização das investigações da Lava Jato nos traga a confirmação de sua participação como líder da maior rede de corrupção de todos os tempos, e possamos construir um país decente.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

*

AGÊNCIAS REGULADORAS

 

Afinal, as agências reguladoras atendem a que interesses? Elas estão a serviço de quem? O que salta aos olhos é a defesa intransigente das empresas fornecedoras, quando elas deveriam estar a serviço da sociedade. Os casos mais recentes e mais evidentes de descalabros são patrocinados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), com a cobrança de bagagens por empresas aéreas, e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), com as abusivas cobranças de energia elétrica pelas distribuidoras. Todas elas deveriam ser desativadas, a bem do interesse público. Os apaniguados que as comandam com mandato fixo são absurdamente intocáveis.

 

Junios Paes Leme junios.paesleme@outlook.com

Santos

 

*

BAGAGENS AÉREAS

 

A Justiça agiu muito bem ao suspender, por meio de liminar, provisoriamente, portanto, a cobrança de bagagens dos passageiros aéreos, pois nos preços dos bilhetes já são cobradas as bagagens e, na prática, fica prejudicado quem embarca sem as malas em comparação com os que usam malas, mesmo porque não há diferença de preços nas passagens quem usa ou não suas malas. A Anac está muito mais preocupada com as benesses das empresas aéreas do que com o bem-estar dos passageiros, permitindo as cobranças redundantes das malas, o que mais parece disfarçadamente um aumento de valor dos bilhetes. A Anac e as empresas aéreas se defendem alegando que estão se ajustando com o que já é cobrado para os passageiros em boa parte do mundo, em especial na Europa e nos EUA. Ora bolas, as empresas aéreas nacional têm de se preocupar é com a prestação de serviços de qualidade e torcer para que o povo brasileiro melhore muito a sua renda, assim, com isso, novos passageiros passam a viajar de avião. Aí, sim. Aproveitando a ocasião do assunto, cadê a Inmetro, que é uma empresa estatal fiscalizadora de pesos e medidas, para averiguar as balanças nos aeroportos e saber se as balanças estão ou não lesando os usuários?  É Brasil!

 

Eugenio de Araujo Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)

 

*

AS ÁGUAS DO VELHO CHICO

 

Maior que a idolatria no padre Cícero Romão Batista foi, sem dúvida, a emoção do povo da Paraíba com a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco em mais uma etapa concluída da obra, o eixo leste. No seu discurso obrigatório, o presidente Michel Temer afirmou que o sucesso daquela obra não pertencia a este ou àquele governo, mas ao povo brasileiro, com seus impostos. Não falou nem poderia falar dos bilhões de reais que foram desviados desde o início do empreendimento e de outros tantos bilhões que ainda irão água abaixo. A senadora Fátima Bezerra (PT-RN), durante sessão plenária no Senado, teceu loas e hosanas a Lula e Dilma Rousseff como padrinho e madrinha da obra. Temer não deveria ser tão modesto, pois a obra também é sua. Não foi por acaso que esteve ligado aos governos de Lula e de Dilma em todos os empreendimentos, sadios ou podres. A prova de que há uma simbiose entre Temer e o PT é o fato de o seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, servir como testemunha de defesa de Lula na Operação Lava Jato e ter declarado que durante o tempo em que chefiou a Fazenda nos governos de Lula pôde jurar de joelhos e mãos postas em oração que a “alma mais honesta do Brasil” não cometeu qualquer delito. Quando fala de Economia, Meirelles parece estar em países da Escandinávia.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

TRANSPOSIÇÃO E PROVEITO POLÍTICO

 

Até hoje não se explicou direito o que é “transposição do Xico”, porque também não interessa para a mídia. A transposição é uma “obra eleitoreira” típica dos projetos comunistas de Moscou, que nunca sequer atingiam objetivo algum (na realidade nem havia) a não ser a propaganda política. Essa é a origem, muito bem explorada por Lula e seus asseclas do PT, que estão fulos de raiva por Michel Temer, o sócio de Dilma Rousseff, estar tirando proveito “político”, que deveria ser exclusivo do “Pixuleco” Lula e sua tropa de petistas. Com certeza, será mais um elefante branco destinado a ser “fantasma” de obra inacabada, como as várias centenas, senão milhares, que há pelo País. Os petistas, em pouco tempo de “reinado”, se tornaram artistas nisso. Mas, como palanque político (obra prima dos comunistas soviéticos), funciona bem. E temos outro poste do porte de Dona Dilma, seu vice, Temer, fazendo sua plataforma de reeleição, ainda que mentirosamente jurando de pés juntos que não é candidato. A mentira é a arte de governar, ainda.

 

Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo

 

*

VAZAMENTO

 

Está provado que, para conseguir terminar a transposição do Rio São Francisco, bastava tapar os vazamentos de dinheiro público.

 

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

 

*

CAMA ARRUMADA

 

Vejam o que ouvi de um ferrenho e insuportável petista sobre a inauguração pelo presidente Temer do eixo leste da transposição do Rio São Francisco em Monteiro, na Paraíba: o presidente Temer, acompanhado de mais de 20 políticos, entre ministros, senadores e deputados da região, “deitou na cama que o ex-presidente Lula arrumou”.

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

*

TRANSPOSIÇÃO NA PARAÍBA

 

Para provar autorias, Lula e Dilma deverão percorrer o trecho final do canal a nado. Quem chegar primeiro receberá a bandeirada do bispo Dom Luiz Flávio Cappio.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

TERRAS BRASILEIRAS

 

Imploro que na Lei da Estrangeirização das Terras Brasileiras haja uma proibição e uma prerrogativa aos nativos do Brasil. A proibição da “peonagem” e a prerrogativa da “corveia”. Com a simultaneidade da proibição e da prerrogativa fica preservada a mínima subsistência dos nativos brasileiros.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com

São Paulo

 

*

MEIO AMBIENTE X MINISTÉRIO PÚBLICO

 

Em relação à reportagem sobre o ocorrido em reunião na Câmara Municipal de Ilhabela sobre saneamento básico (“Secretário estadual investigado acusa MP de demagogia”, 14/3, A12), gostaria de comentar que, como o próprio Ministério Público de São Paulo (MP-SP) disse em nota, não é sua função “ditar os rumos da secretaria”. Ocorre que o promotor Badaró, ali representando o MP, pensa diferente e se sente no direito de criticar a estrutura e gestão da Secretaria do Meio Ambiente, quando ele deveria se ater a sua função prevista na Carta Magna. Essas opiniões do representante do MP são no mínimo inadequadas e se tornam suspeitas quanto ao real objetivo de Tadeu Badaró. Aproveito, aqui, para cumprimentar o secretário e sua eficiente gestão à frente da Secretaria de Meio Ambiente. Eu, como cidadão, tenho direito de elogiar ou criticar gestões públicas.

 

Antonio de Almeida Prado aalmeidaprado@ig.com.br

São Paulo

 

*

CHOQUES PERMANENTES

 

“Secretário estadual investigado acusa MP de demagogia.” O “Estado” deveria expor ao leitor qual a “improbidade administrativa” investigada em relação ao secretário do Meio Ambiente (SP), dr. Ricardo Salles, o que é comum na administração pública. Em tempos de Operação Lava Jato, isso se faz necessário para que não haja interpretações fora do contexto, indevidas e injustas. Creio que estes choques permanentes que ocorrem por todo o País em relação ao Meio Ambiente devem-se à livre “interpretação” da legislação em vigência por autoridades com força para interpretá-las das mais diversas maneiras, sendo muitas delas apenas uma vontade de caráter pessoal sem um respaldo técnico que proceda. Se não houver urgentemente um consenso, a insegurança jurídica criada por esta infinidade de “interpretações legais” continuará “ad infinitum” prejudicando a sociedade, em vez de melhorá-la.

 

José Augusto Baldassari Filho jabf@uol.com.br

São Paulo

 

*

AS FUNÇÕES DO MP

 

Há muito, alguns promotores de Justiça desvirtuam a função do parquet para fazer política sob o manto da legalidade e do “interesse público”. A agenda ambiental não pode se curvar ao interesse corporativo e barulhento de ativistas que são sejam eleitos nem escolhidos por quem tem mandato. Cabe ao administrador público definir prioridades e gerir os recursos do Estado em prol dos compromissos democráticos assumidos com os eleitores majoritários. Cumprimento o secretário Ricardo Salles por não se curvar à ilegítima coação do Ministério Público e seguir atuando conforme suas convicções, fechando lixões e punindo criminosos ambientais sem aderir ao ambientalismo de casualidade ideológica.

 

Francisco de Godoy Bueno francisco@buenomesquita.com.br

São Paulo

 

*

‘DITADURA DO MP’

 

A Constituição de 1988 criou as bases para a ditadura do “politicamente correto” e, consequentemente, a “ditadura do MP”, da qual a sociedade é hoje vítima. Bandidos encarcerados são soltos a torto e direito, policiais são condenados apenas por fazerem seu trabalho, empresas e empreendedores são perseguidos apenas por ousarem oferecer emprego e gerar lucro. Como sempre, os teóricos ficam revoltados quando alguém chega aos lugares que estavam ocupando e põem em prática medidas que realmente fazem a diferença na vida da população, como atualmente a Secretaria de Meio Ambiente tem feito com o fechamento dos lixões irregulares.

 

Frederico d’Avila frederico@fda.agr.br

São Paulo

 

*

ELEIÇÃO 2018

 

Estou me divertindo com pesquisa recente que dá 18% a Jair Bolsonaro na corrida para a Presidência do Brasil em 2018. Em face do caos que se instalou no País, que vive hoje órfão de pai e mãe, em completa imoralidade, esse número pode aumentar. Isso leva ao desespero esquerdistas de plantão, artistas, setores da mídia, pichadores profissionais, sindicalistas e intelectuais de óculos. Creio ser de Jânio Quadros aquela frase que diz “nunca menospreze a capacidade de um povo”. 

  

Sérgio Luiz Corrêa seluco@uol.com.br

Santos

 

*

SEM ILUSÕES

 

“Doria admite disputar em 2018; ‘nada é irreversível’” (“Estadão”, 14/3, A7). Peço, por intermédio deste “Fórum”, que o sr. Doria não se iluda quanto a se tornar o “queridinho” de parte da imprensa e em menos de três meses de mandato de prefeito de São Paulo já ter sido mencionado como possível candidato a governador de São Paulo daqui a dois anos e, o que é pior, para presidente da República no mesmo prazo. Sr. prefeito, o sr. é uma simpatia, já fez algumas coisas certas, mas falta muito. Se continuar do mesmo jeito de agora, possivelmente em quatro anos merecerá ser reeleito e, talvez, aí, sim, candidato a governador. Por hora, continue procurando ser um bom prefeito, trabalhador, ousado, porém lúcido.

 

Lydia L. Ebide lebide@vivointernetdiscada.com.br

São Paulo

 

*

LOBOS

 

Usuários de crack espalhados pela cidade; camelôs entrando e saindo impunemente de ônibus e metrô; ciclofaixas e ciclovias inúteis e mal planejadas; pichações em patrimônio público e privado; bloquinhos de carnaval emporcalhando bairros residenciais e atrapalhando o comércio; protestos contra medidas sanadoras e saneadoras atrapalhando o andamento da cidade e das instituições; rolezinho criminoso feito por quem perdeu ou perderá mamatas. Isso apenas em nível municipal, sem dizer o que está, a olhos vistos, sendo descoberto no País. Atenção nas próximas eleições, quando os lobos que esse legado nos deixaram voltarão com os mais mimosos disfarces de cordeiro, propondo, novamente, “mudar tudo isso que está aí”.

 

Marcello M. Simonsen Nico mentanico@hotmail.com

São Paulo

 

*

JOÃO DORIA

 

Perto de completar os primeiros 100 dias de governo, o prefeito de São Paulo, João Doria, dá sinais concretos de seriedade, competência e pragmatismo, em clara contraposição ao que foi a gestão do seu antecessor, que passou quatro anos implantando projetos pouco práticos, discutíveis e pretensamente populistas. Além disso, o enfrentamento corajoso que o prefeito tem demonstrado perante os pichadores mostra bem o espírito combativo de Doria – diferente de autoritarismo –, necessário a qualquer gestão séria. Não é por acaso que sua administração tem chamado a atenção em todo o País.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

*

ZONA LESTE EM DIA DE CHUVA

 

O prefeito João Doria, todo sorridente e acompanhado da sua equipe, deu divulgação da sua viagem feita em um ônibus urbano num trajeto da zona leste de São Paulo até o centro da cidade. Que maravilha de percurso em dia sem chuva! Prefeito Doria, experimente fazer este mesmo percurso com o governador Geraldo Alckmin em dia chuvoso, mas o faça de barco, porque ônibus certamente ficará inundado e dará muito trabalho aos bombeiros. Por que o senhor está mudo e não fala deste problema em que o seu criador já pisou tanto na bola?

 

Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo

 

*

VIAGEM A SEUL

 

João Doria vai conhecer o transporte de Seul, na Coreia do Sul. Gostaria de sugerir que ele leve o ministro da Educação junto, para aprender como se faz educação de Primeiro Mundo.

 

Odomires Mendes de Paula odomires@abrampe.com.br

Uberlândia (MG)

 

*

TRANSPORTE PÚBLICO

 

Ao fortalecer os objetivos das subprefeituras que integram a cidade de São Paulo, tendo na sua direção executiva ou voluntária pessoas da própria comunidade, abre-se caminho para soluções mais rápidas dos problemas de cada região. Aí se justifica plenamente a viagem do prefeito João Doria a Seul, a fim de conhecer o funcionamento e quais as soluções na área de transporte rápido e eficiente na região metropolitana da capital sul-coreana.

 

Jose Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.