Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

16 Março 2017 | 03h00

CONTRA AS REFORMAS

Sabotagem da esquerda

Este dia 15 de março abre um novo capítulo na política e na sociedade brasileiras. Vimos manifestações em várias capitais do Brasil, organizadas por sindicatos e movimentos sociais. A razão principal seria a reforma da Previdência apresentada pelo governo Temer. Porém há outras motivações presentes. Pelos cartazes e bandeiras é fácil perceber a amplitude de pautas, bem como a sua origem. Trata-se de posições conhecidas da esquerda brasileira, parcamente adaptadas ao atual momento. Passada a tempestade do impeachment, estamos vendo a reorganização dessa esquerda. E uma vez mais as classes profissionais que fazem corpo na manifestação estão sendo instrumentalizadas. A pauta é sobretudo política (no sentido mais raso do termo) e com interesses bem definidos. Depois da choradeira das acusações de “golpe”, os cadetes ideológicos começam a aceitar parcialmente o resultado. Aceitam a posição, mas praticam sabotagem. Houve um timing para isso, que chegou justamente agora. Num processo de mudança da estrutura do governo, a nova gestão federal promoveu exonerações até o terceiro escalão. Todos os sindicalistas que tinham empregos bem remunerados em Brasília agora retornaram às bases e passaram a articular esses movimentos. A esquerda, no poder, acusava a oposição de supostamente trabalhar contra o Brasil por motivos políticos. Agora adota a mesma estratégia perversa.

ADEMAR PEREIRA

imprensa@thewaycom.com.br

Curitiba

Trabalhador sofre

Em mais um dia de greve e manifestações inúteis – convocadas por centrais sindicais a serviço do PT – contra as inevitáveis e necessárias reformas previdenciária e trabalhista, quem mais sofre é o trabalhador, que faz de tudo e mais um pouco para não entrar no desesperado grupo dos 13 milhões de desempregados (21 milhões na versão ampliada). São vários os interesses dos sindicatos e do PT, mas, seguramente, o futuro do trabalhador e do Brasil não está entre as suas prioridades.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Sociedade indefesa

A população da cidade de São Paulo continua à mercê de manipuladores de greves, uma verdadeira casta de sindicalistas profissionais cujos empregos e salários estão garantidos, enquanto pouco ou nada têm a fazer, a não ser insuflar três ou quatro greves por ano, sempre a serviço de partidos populistas. A paralisação de ontem incluiu as empresas de ônibus, mas, felizmente, o Metrô continuou a operar, ainda que precariamente. Os mais atingidos são sempre os de menor renda. Muitas diaristas não tiveram como chegar ao trabalho e perderam a féria do dia. Muitos doentes perderam consultas em hospitais públicos, marcadas há muito tempo, que serão remarcadas para sabe Deus quando. O comércio viu seu já reduzido movimento cair ainda mais. E por aí vão os prejuízos causados a toda a população. Já é mais do que tempo de a sociedade reagir, exigindo uma regulamentação decente do direito de greve, que não a tolere em setores essenciais, como transporte, saúde e segurança. É urgente, também, aparelharmos uma Defesa Civil que mobilize rapidamente uma reserva de motoristas e operadores de metrô devidamente treinados para substituir os paredistas, pagando-se a eles os dias descontados dos grevistas. Basta de tolerância passiva com esses abusos descarados. É preciso defender a sociedade civil.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Medo de agir

Algumas dezenas de grupelhos organizados se espalharam em pontos estratégicos da cidade de São Paulo e dificultaram a vida de milhões de pessoas. Se nossas autoridades (se dá para chamá-las assim) se tivessem preparado com antecedência e removido esses pelegos profissionais, que são pagos com dinheiro público, nada disso teria acontecido. O medo de agir da Secretaria da Segurança deu a essa minoria uma dimensão que absolutamente não tem. Desde quando meia dúzia de gatos-pingados tem o direito de tolher uma cidade no seu direito de ir e vir? É muito ruim ter um governo medroso!

ALDO BERTOLUCCI

aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

IMPOSTO SINDICAL

Contribuição opcional

Parabéns ao deputado Rogério Marinho pela proposta de alteração e/ou extinção do chamado imposto sindical. Todos os trabalhadores apoiam essa ideia, pois, além de mexer na sua renda, não temos informação sobre a prestação de contas dos montantes recebidos nem para que são destinados os valores arrecadados.

ALVAREZ ARANTES

arantes1932@hotmail.com

São Paulo

MEMÓRIA

Roberto Campos

Muito oportuno o excelente artigo do professor Ricardo Vélez Rodriguez (15/3, A2). Dono de uma lucidez extrema, aliada à sua honestidade intelectual irredutível, Roberto Campos foi hostilizado e escarnecido pelas raposas dominantes, que sempre incomodou. Ele nos faz muita falta. Ler Lanterna na Popa é um prazer e uma necessidade.

INÊS LEVIS

ineslevis@hotmail.com

Jundiaí

Parabéns ao articulista pelo brilhante texto sobre o economista, diplomata e verdadeiro patriota Roberto Campos, que, apesar de não ter sido reconhecido devidamente no seu tempo, sendo até tachado de “entreguista” pelos beócios de sempre, manteve sua visão crítica e realista do mundo. Felizmente, ele não está mais entre nós para testemunhar a destruição do Estado brasileiro pelo lulopetismo. Uma frase que ouvi desse brilhante economista sempre me vem à mente quando leio as bobagens escritas pelos asseclas da mediocridade que proliferam no Patropi: “A inteligência tem limites; a burrice, infelizmente, pode ser infinita”. As intenções de voto na “alma mais honesta” confirmam essa tese. Que Deus proteja o Brasil, pois se depender desse povo, estamos ferrados.

FLAVIO MONTEIRO

frmonteiro@mandic.com.br

São Paulo

Duas personalidades de nossa vida pública merecem uma séria reflexão. Roberto Campos, brilhante intelectual, pregou no deserto da incompetência e do populismo e profetizou o caos que estamos vivendo. Se o tivéssemos tido como presidente, estaríamos vivendo num país de Primeiro Mundo. Escolhemos Dilma Rousseff, a personificação do caos, que continua a envergonhar o País com suas mentiras, sua limitação intelectual e seu total despreparo. Até quando assistiremos ao triunfo da mediocridade? Tristes trópicos.

FERNANDO GRECA

daisytvg@yahoo.com.br

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

FALSA GREVE ‘NACIONAL’


Rebanho cercado e recolhido, é assim que o brasileiro deve ter-se sentido em decorrência desta greve  autointitulada “nacional” contra  a reforma da Previdência. Nada mais falso! Os funcionários públicos e algumas poucas categorias nos impingiram esta greve porque não se conformam com adentrar no sistema previdenciário do comum dos mortais, ainda que isso esteja sendo feito para salvar a todos da derrocada. Seria muito fácil para Michel Temer cumprir seu mandato até 2018 sem maiores transtornos que não aqueles que já sabemos, mas parece um obcecado em querer realizar a reforma da Previdência, um tiro em seu próprio pé. O que explicaria este fato, senão a extrema necessidade de salvar o País de uma trágica crise de impossível solução? Querem qualificar esta greve como sendo de dimensão nacional, mas, como bem disse um comentarista ontem cedo na TV, manifestação nacional é aquela realizada aos domingos, sem cerceamento da população para chegar ao trabalho. E esta, quem faz, somos só nós, a população. Ontem, na Avenida Paulista, esteve Lula, em busca de imagens que lhe deem visibilidade... Jamais ele estaria presente entre nós, só em meio à sua claque. Essa é a diferença entre nós e eles.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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DIA DE PARALISAÇÃO


Greve geral contra a reforma da Previdência e a reforma trabalhista? Por sindicalistas criminosos e saqueadores? Atrás da boa intenção sempre existe a real intenção. Nossos políticos, na sua maioria absoluta, são uns canalhas, criminosos e bandidos. Basta ver o número deles envolvidos na legislatura atual e ou anterior e em gestões executivas nos últimos 30 anos. Quem proporcionou a maior crise econômica, e de ética, e moral desde 1930 foram estes – e os sindicalistas são os maiores comandantes desta porcaria toda. Você acredita que quem saqueou a própria Previdência, fundos de pensões, cooperativas de casas populares e até o Fundo de Garantia de trabalhadores pode se apresentar como defensores dos interesses destes trabalhadores? O povo está indignado com esta tentativa de transferir aos aposentados de futuro as consequências destes roubos. E os sindicalistas, políticos, terroristas esquerdistas são os responsáveis diretos pela inviabilização de todos os fundos, e não anjos. O povo responsável e sério não deve se envolver com estes bandidos criminosos. Primeiro, queremos ações das instituições ainda não contaminadas, se é que ainda existem. Quem roubou? Quanto roubaram? Vai ser possível buscar este dinheiro? Estão presos todos os criminosos? Só depois disso podemos retomar as discussões sobre as consequências. A real intenção ontem destes criminosos é passar batido por cima disso. Juntaram-se a políticos e sindicalistas criminosos e esquerdistas terroristas mercenários para tentarem mobilizar a população indignada, desprevenida contra ela mesmo. Se tiverem sucesso nesta mobilização, a principal e real intenção é acabar com a Lava Jato e estes criminosos se manterem no poder. Nosso povo verde e amarelo não deve se misturar com os criminosos em hipótese alguma.


Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo


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TRABALHADOR NO SUFOCO


Essa é a situação gerada, em especial pelos sindicatos, que, com esta greve (que deveria ser por aumento de salário) prejudicam sensivelmente o trabalhador, em especial neste momento de desemprego.


Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo


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REFORMA DA PREVIDÊNCIA


Eu creio que tenho uma boa e justa ideia que serve para ambos os lados interessados na reforma da Previdência Social, governo e previdenciários: torna a contribuição feita pelos trabalhadores um pecúlio idêntico ao FGTS, depositado em banco em nome do contribuinte, sem acesso do governo, devidamente atualizado periodicamente pelos bancos, com juros e correção vigentes no mercado financeiro, podendo o dono da conta escolher o banco que lhe oferecer melhor rendimento. Quando obtiver o tempo para aposentar, ele poderá optar por receber os rendimentos ou, se lhe convier, sacar todo o pecúlio. Acreditando ser uma proposta justa e livrar a nossa economia das mãos grandes dos políticos em cima da nossa economia, mesmo aposentado, eu ofereço esta proposta ao governo: desisto da minha aposentadoria, desde que ele me faça o ressarcimento de tudo quanto paguei com juros e correção monetária. Está feita a proposta.


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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A REALIDADE


Está na hora de alguém informar a população de que o sistema previdenciário atualmente existente no mundo é necessariamente deficitário. Com o crescimento da idade média da população e a diminuição do crescimento populacional, não existe a possibilidade de que qualquer dos sistemas atuais seja superavitário. Devemos encarar a realidade, extinguir esse benefício e deixar que cada um poupe por si, tornando as pessoas mais responsáveis e que sejam forçadas a planejar.


Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo


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A LISTA DE JANOT


Neste importante momento da vida nacional, que visa a restabelecer a ética nas nossas instituições, desejamos ao relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, serenidade e determinação para o bom e célere encaminhamento, na forma da lei, dos denunciados apresentados ontem pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com base nas 77 delações de ex-executivos da Odebrecht. Janot sugere ao relator a abertura de 83 inquéritos, e outros 211 foram encaminhados para outras instâncias da Justiça, por envolverem pessoas envolvidas em atos de corrupção mas sem foro privilegiado. Somente 7 pedidos de Janot são para o arquivamento das denúncias. Na proporção deste que é considerado o maior evento de corrupção do universo, patrocinado pela desastrada era petista, somente nesta reta final da megadelação de dirigentes da Odebrecht 116 procuradores participaram do trabalho, para colher em apenas uma semana 950 depoimentos, em 34 unidades do Ministério Público Federal. Um trabalho de fôlego que merece o nosso aplauso. Diferentemente da nossa classe política, que desprezou a ética, zombou da nossa sociedade e, agora, vive desesperada sem saber a quem recorrer, a não ser às ameaças de tentar (até aqui sem sucesso) votar no Congresso projetos para mudar a nossa Constituição e livrarem-se no mínimo do crime de caixa 2. Este, na realidade, é propina pura, porque são recursos que saem das obras superfaturadas. E também estamos de olho no caixa 1.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DEMOGRAFIA


Mais gente que na lista do Janot, só no censo do IBGE.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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MOMENTO CRUCIAL


Finalmente saiu a esperada lista de políticos suspeitos de envolvimento no escândalo de corrupção descoberto pela Lava Jato, que, apesar de muito aguardada, não tem nenhum nome que a imprensa não tenha divulgado nos últimos dias. A lista oficial revela o envolvimento dos três maiores partidos políticos que se revezam e se misturam na administração do País nos últimos tempos, mas que agora se unem como família, ou, melhor, uma gangue, na indecente tentativa de suavizar e/ou oficializar o crime de caixa 2. Entramos no momento crucial em que se definira se a Lava Jato limpará, com sugere seu nome, o País de toda esta sujeira ou terá o mesmo fim da Operação Mãos Limpas, ocorrida na Itália.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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CÉU OU INFERNO


É chegado o momento crucial no qual saberemos se a corrupção manda no Brasil ou o Brasil manda na corrupção.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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ERRO DE AVALIAÇÃO


Pela atual lista de Janot, chegamos à conclusão de que estávamos errados: pensávamos que os marginais estavam instalados nos morros e nas favelas. Nossas sinceras desculpas.


Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo


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CALMA!


Que ninguém se entusiasme, conhecendo a velocidade com que tramitam os inquéritos na nossa Justiça, principalmente quando o acusado detém o disputadíssimo foro privilegiado, os senhores parlamentares cujos nomes devem aparecer na lista de Rodrigo Janot podem dormir sossegados, até porque já estarão devidamente aposentados quando suas excelências do STF chegarem a alguma conclusão acerca de seus casos. Se é que um dia chegarão. E não se fala mais no assunto. Com ironia, por favor!


Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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O QUE ESPERAR DESTE BRASIL?


Nojo, revolta e vergonha é o que sinto quando vejo que os Três Poderes da República, cada qual no seu quintal, na sua maioria estão corrompidos. Como ensinar a um jovem nas escolas o que é honestidade, cartar, dignidade, lealdade e respeito quando somos um lixo de país onde tudo de ruim acontece? A pessoa que roubou este país e o colocou no fundo do poço se arvora como a pessoa mais honesta do planeta. Quem deveria fiscalizar os roubos resolveu mudar de lado e roubar também, e quem deveria fazer justiça vende sentenças. O que esperar deste Brasil que há anos está com a lanterna acesa na educação, na saúde, na segurança e ainda vemos os grãos, nossa riqueza agrícola, serem perdidos pelas más estradas? Quanto dinheiro suado do povo já foi destinado para melhorar os serviços e por que o Brasil não muda? A Operação Lava Jato está desvendando um Brasil que poucos sabiam que existia. Um país do roubo, do achaque, da propina e da corrupção. E quando achamos que vai melhorar vem um parlamentar, ministro ou advogado e diz que caixa 2 não é crime? Que os impostos podem aumentar, que as bagagens serão cobradas e os convênios médicos pela hora da morte? Sinceramente, quem pode, caia fora daqui. A crise não está no mundo, está no Brasil, que o PT, com a ajuda de outros partidos, acabou destruindo. Ou acabamos com os corruptos ou eles acabam conosco. Dia 26/3 nas ruas.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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LISTA NEGRA


Em entrevista ao programa “Roda Viva”, da TV Cultura, o jurista Modesto Carvalhosa sugeriu a elaboração de uma lista negra com os nomes dos parlamentares envolvidos em acusações de corrupção e a divulgação da mesma desde já para reduzir ao mínimo a possibilidade de reeleição em 2018. Excelente ideia! É preciso erradicar as ervas daninhas deste Congresso que representa qualquer coisa, menos os interesses da sociedade, e ninguém mais indicado que a própria sociedade para iniciar um processo de limpeza ética.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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OS CRIMES CONFESSADOS


O patriarca Emilio Odebrecht confessou alegremente que sempre pagou propinas e que essa era a regra do jogo. Essa confissão deveria levar o fanfarrão diretamente para a cadeia. Desde que o mundo é mundo sempre houve roubos, assassinatos e estupros e isso nunca livrou a cara de ninguém de pagar por seus crimes. O Brasil espera que Emilio Odebrecht seja preso e, junto com seu filho, pague pelas barbaridades que essa empresa cometeu durante todos esses anos.


Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo


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TECNOLOGIA EMPRESARIAL ESTRUTURADA


Num singelo livrinho batizado com o pomposo nome “Sobreviver, Crescer e Perpetuar – Tecnologia Empresarial Odebrecht”, Norberto, o patriarca, não diz uma única palavra sobre o setor vital para o sucesso de sua companhia, aquele dito de “operações estruturadas”. Agora, seu filho Emilio confirma em depoimento que esta tal tecnologia empresarial é composta de dois fatores: propina e delação.


Renzo Galuppo renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos


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‘SEMPRE ROUBAMOS’


O que disse o sr. Emilio Odebrecht, em outras palavras, foi que “sempre roubamos o povo”. E tal crime se estende, obviamente, às outras grandes empreiteiras, como OAS, UTC, Camargo Corrêa, Galvão, etc., etc. Houvesse dispositivo legal, todas deveriam ser desapropriadas pelo governo e leiloadas, para, pelo menos, nos ressarcir em parte. Décadas de roubo explicam em boa parte nosso atraso, em todos os aspectos fundamentais da vida.


André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo


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GRACINHA DE ODEBRECHT


No Brasil sempre se roubou, então “por que não roubar mais”? Cadeia nestes vagabundos.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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‘NOSSO’


Do áudio do depoimento de Emilio Odebrecht: “Não posso afirmar que o apelido Italiano seja do ‘nosso’ Palocci”. Lacrou. Não precisa dizer mais nada.


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo


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ESTRANHO


A pergunta que não quer calar: por que não foi perguntado a Emilio Odebrecht quem é o “amigo” que consta nas planilhas da empresa?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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GRAVE CRISE POLÍTICA


Diante da grave crise política, não vejo outra saída para o País. Infelizmente, a única solução é o afastamento do presidente da Câmara dos Deputados, do presidente do Senado Federal e a cassação da chapa Dilma/Temer. A presidente do Supremo Tribunal Federal deveria assumir o poder com base na Constituição de 1988 e na jurisprudência de outubro de 1945, quando o presidente do Supremo Tribunal Federal José Linhares governou o País por pouco mais de três meses. É necessário convocar um plebiscito para que a população decida sobre a convocação de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva. A redação de uma nova Constituição e sua promulgação torna-se condição necessária para a realização de eleições gerais em 2018, ante a ameaça de uma convulsão social contra os políticos nos próximos meses.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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ORDENS DA CADEIA


Tive de ler e reler a matéria “‘Em time que está ganhando não se mexe’, diz Padilha” (14/3), para ter certeza de que não havia entendido errado a recomendação de Renan Calheiros para que Eliseu Padilha retornasse ao cargo de ministro da Casa Civil, para evitar que um nomeado por Eduardo Cunha ocupasse aquele posto. Eu já sabia que, no Brasil, os presos ordenam execuções, queima de ônibus, rebeliões em penitenciárias e usam drogas e celulares sem restrições. Mas ignorava que nomeavam aliados para os mais altos cargos da administração pública. Pior: suas ordens são aceitas... Que país é este?!


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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VAI PRA CASA, PADILHA!


O ministro Eliseu Padilha, cuja volta à Casa Civil é, antes de tudo, um tapa na cara de cada brasileiro, disse que “só citação de delator não é motivo para nada”. O senhor Padilha está enganado. Num país sério, seria motivo bastante para muitas coisas, inclusive o banimento da política, pura e simples. Só para dizer o mínimo!


Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo


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‘NO BRASIL É ASSIM’


Só citação de delator não é motivo para nada, mesmo que haja fumaça em abundância, mas não haja labareda. Nada se pode fazer, não é mesmo, ministros Eliseu Padilha e Moreira Franco? Acoitado pelo presidente Michel Temer, também delatado, recebeu respaldo para não responder às acusações em depoimentos no âmbito da Lava Jato. Será que Fernandinho Beira-Mar já pode ser solto, se considerarmos que ele já cumpriu uma boa parte de sua pena e os outros processos, ainda em tramitação, nada significam, como no caso da delação contra o ministro Eliseu Padilha? É muito grande a diferença entre delatado e não julgado?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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MOTIVO


Senhor Eliseu Padilha, delação premiada não só é motivo para sair do governo, como também motivo primordial para não entrar nele.


Doca Ramos Mello ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião


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FALÁCIAS


De falácia em falácia, o noticiário na mídia informa que “A Grande Pizza” já está a caminho do forno. Declarações de empresários corruptos, advogados “de porta de mansão” e políticos réus em processos correndo na Justiça, numa tentativa desesperada para se salvar ou salvar seus clientes, “sovam a massa” que vai alimentar a vergonha nacional. Um empresário afirma que “caixa 2 sempre foi reinante no País”, procurando diluir a responsabilidade de quem cometeu esse crime. Nessa linha podemos dizer que os “homicídios e latrocínios sempre existiram” e, portanto, seus autores não podem ser condenados nem permanecer presos. Noutro ponto, aparece a informação de que “advogados tentam garantir o sigilo de imagem e voz (do pacote de delações dos 78 executivos da maior empreiteira corruptora), para preservar seus clientes”. Essa atitude é equivalente àquela de meliantes e assassinos que, quando presos, andam curvados e cobrem seu rosto com o capuz de seus agasalhos para não permitir expor sua fisionomia. E a última declaração proferida por um governador réu afirmando que “a gente não pode sair criminalizando todo mundo, senão não sobra ninguém”. Pois é, se isso for verdade, depois do expurgo a ser promovido pelas ações judiciais em curso, o que sobrar será como alimento podre no fundo de uma panela. Os brasileiros devem ficar atentos às manobras que estão sendo gestadas e agir, se necessário.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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A OPINIÃO DE GILMAR MENDES


“Receber valores de caixa 2 nem sempre é crime”, disse Gilmar Mendes. Para que existem caixa 1 e caixa 2? Caixa 2 é totalmente irregular, ilegal. Para fazer recursos para caixa 2, usam-se notas fiscais “frias” e outros recursos ilícitos. Realmente, quem recebe não sabe se o pagante está usando valores ilícitos; mas a afirmação do ministro Gilmar Mendes deixa margem para dúvida, até parece que tem destino específico. Como magistrado, não deveria emitir opinião dessa natureza.


Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)


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CAIXA 2 E O CRIME


O grande ministro Gilmar Mendes perdeu uma grande oportunidade de ficar calado sobre caixa 2. O que ele falou acho que ninguém falaria nem no juqueri.


Gabor Englerth g.englerth@gmail.com

Barueri


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CAIXA 1 ILEGAL


Segundo o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (13/3, A3), pagamento ilegal pelo caixa 1 é o “extremo”. Esclarecendo: “(...) que os R$ 500 mil oficialmente repassados pela Construtora Queiroz Galvão à campanha de Raupp ao Senado, em 2010 (...) seriam ‘propina disfarçada’ e que teriam origem no esquema de corrupção estabelecido na Diretoria de Abastecimento da Petrobrás”. Pelo que divulgado em outras oportunidades, a Petrobrás transferia para a construtora um sobrepreço de 2%/3%, embutido no preço contrato do serviço a ser prestado, que deveriam ser utilizados por aquela para pagamento de propinas a pessoas ou pessoas jurídicas, e em alguns casos para funcionários da Petrobrás, determinadas pela Petrobrás. Explicitamente, o ministro está informando que, indiretamente, por meio de “mão de gato”, “testa de ferro”, “moço de recados” ou qualquer outro substantivo para qualificar a subserviência da construtora para fazer o repasse do “dinheiro carimbado”. Apreciaria conhecer qual a ação, se alguma, iniciada pela Comissão de Valores Mobiliários para reconhecer a inidoneidade da administração daquela empresa e, por consequência, suspender as negociações das ações daquela companhia enquanto aquela administração (agora propositadamente em minúsculas) não for substituída. Aliás, hoje se entendem as declarações das consultoras, imediatamente após as primeiras divulgações de pagamentos irregulares, no sentido de que eles eram imposições da Petrobrás.


Paulo A. Santi pasanti@terra.com.br

Vinhedo


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O MASSACRADO


Lula, em depoimento à Justiça esta semana, diz sentir-se massacrado, logo ele, que instaurou um “governo” que foi um verdadeiro tsunami que quase destruiu o Brasil. Que seja mesmo massacrado e condenado em todos os processos a que responde na Lava Jato, junto com todos os que participaram de seu nefasto governo.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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CINISMO


No seu depoimento na Justiça Federal, o “cara” fantasiou e dramatizou: é uma “vítima de um massacre”; diariamente tem medo de ser preso; está profundamente ofendido pela “acusação de que o PT é uma organização criminosa”, além de nunca ter tentado obstruir as investigações da Operação Lava Jata e de não conhecer os negócios escusos de Bumlai e Schahin, entre outras. Cinismo à parte, Lula não acha que o Brasil é melhor sem ele?


Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo


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OBSTRUÇÃO


O que me parece certo quando o ex-presidente Lula diz ser um massacre é que, enquanto o juiz Sérgio Moro entende que ele obstruiu a Justiça, Romero “precisamos estancar esta sangria” Jucá, Moreira “foro privilegiado” Franco e outros do atual governo não se enquadram no mesmo rol de denúncias.


Marcos Barbosa micabarbosa@gmail.com

Casa Branca


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LULA DEPONDO


Já começou o horário político na TV?


Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente


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RENDA


Em depoimento à 10.ª Vara Federal em Brasília, quando perguntado sobre sua renda mensal, o ex-presidente Lula afirmou não ter muita noção, mas que entre pensão do INSS, etc., recebia “ajuda” dos filhos, que antes de ele subir à Presidência não recebiam nem um salário mínimo. Passar de ajudados a doadores de renda ao pai em poucos anos é muito suspeito, não? Independentemente disso, Lula se esqueceu: e a “conta corrente” na Odebrecht não conta como renda mensal?


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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NUNCA SABE


Ex-presidente Lula da Silva, em depoimento à Justiça de Brasília na terça-feira, disse a juiz que não sabe quanto ganha. Como sempre, nunca sabe de nada, nunca vê nada, nunca ouviu nada. Um santo!


Antônio Carelli Filho palestrino1949@hotmail.com

Taubaté


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ELE SABE


Quanto o senhor ganha por mês? Essa foi a pergunta que desconsertou Lula. Ele conhece a profundidade e as consequências das respostas dessa questão. Por isso, mais uma vez disse não saber ao certo, “talvez R$ 50 mil”. Alguém ainda acredita nesse senhor?


Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo


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IDOS DE MARÇO


Lula “tentando” dizer ao juiz quanto ganha por mês foi patético. Como ele saberia? Ele nunca soube de nada! Gostei de ver a cara do dr. Batochio ao lado: “Onde foi que eu me meti?”. Cuidado com os idos de março!


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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‘LU LA LAND’


A Terra do Nunca antes na história deste país é “Lu La Land”, que perdeu o Oscar antes de ganhar. Metáfora sem nenhum significado. Projeto sem sentido. País do ontem e do amanhã, porque hoje é sempre feriado nacional. Brasil, o país que deixou de ser sem nunca ter sido!


Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre


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ADMIRADORES DE LULA


Causou-me espanto ler no “Fórum” um leitor dizer que Lula é admirado por ter criado programas sociais que minimizaram a pobreza. Ele só não disse ou não sabe que essas generosidades indiscriminadas (porque há milhares de pessoas incluídas nesse programa indevidamente) são uma das razões da acomodação das pessoas, que ficam como filhotes de pássaros no ninho, com o bicão aberto, esperando que os pais coloquem comida em seu bico. Já cantava o grande Luiz Gonzaga, há décadas: “Meu senhor, não dê uma esmola a um homem que é são, ou lhe mata de vergonha ou vicia o cidadão”. Os admiradores também se esquecem de que nem o governo nem os partidos geram recursos, e sim os que produzem, trabalham e pagam impostos é que bancam todas as benesses.


Roberto Reis roberresp@uol.com.br

São Paulo


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BRASIL – É POSSÍVEL RECONSTRUIR?


A primeira página do “Estadão” de ontem mostra a falência total do nosso país e de nossa sociedade. No alto da página aparecem os nomes e fotos dos bandidos que governaram ou governam o País (Lula, Dilma, Palocci, Mantega, Serra, Aécio, Maia, Eunício, Aloysio, Bruno Araújo, Moreira, Padilha, Kassab e outros, que juntos roubaram bilhões da população). Na parte de baixo, crianças fazem uma selfie com o goleiro Bruno, condenado por matar sua namorada e, agora, livre pela Justiça. Estamos piores que a Alemanha depois da Segunda Guerra Mundial. Conseguiremos reconstruir o Brasil?


André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas


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PRIMEIRA PÁGINA (15/3)


Vivemos numa sociedade em que os valores estão realmente deturpados. Ver crianças fazendo selfies ao lado de um condenado por um crime brutal contra Eliza Samudio é uma oportunidade para que os pais repensem que valores estão passando para seus filhos. Muitos dirão que é apenas uma foto, mas isso comprova que condenada mesmo foi a vítima, que nem ao menos teve o direito a um sepultamento digno. Que se faça justiça!


Carlos Fabian S. de Oliveira seof_dr@hotmail.com

Campos dos Goytacazes (RJ)


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CHORO


A primeira página do “Estadão” de ontem causou-me profundo impacto: quatro garotos sorridentes, o futuro do Brasil, um assassino, uma ex-terrorista e 12 corruptos! Choro pelo futuro do meu país!


Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo


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TRISTEZA


Foi triste abrir o jornal na manhã de ontem e ver na primeira página, em destaque, a foto de alguém que é acusado de assassinato sendo homenageado por crianças.


Silvia Maria Pinheiro Rezende

São Paulo


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MIL PALAVRAS


Diz o provérbio que “uma imagem vale por mil palavras”. É verdade. As páginas A19 e a primeira página deste jornal em sua edição de 15/3 confirmam a consistência do ditado. As imagens dos políticos, por acaso 13, e dos torcedores do Boa Esporte, da cidade de Varginha (MG), são infelizmente um retrato do presente e do futuro deste País. A atualidade presente é a degradação política e a futura é a que se pode esperar de uma juventude que tem por ídolo um ser abjeto, da qualidade moral e cívica do novo goleiro do Boa. Nossa realidade é estarrecedora.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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GOLEIRO BRUNO


Além de deixar a nossa economia arruinada, milhares de desempregados e com um bando de corruptos ocupando os mais altos cargos da Nação, os ex-presidentes Lula e Dilma deixaram também uma juventude infeliz que tem por ídolo um assassino torpe e cruel.


José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo


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FOI DIFÍCIL?


“Não foi fácil passar o que eu passei” (goleiro Bruno). Jura? Foi difícil? Conte-nos mais a respeito, sobre essa dificuldade.


Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri


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CONDENAÇÃO ETERNA


Louvável a atitude do Boa Esporte em dar chance ao goleiro Bruno. O goleiro Bruno não se portou como deveria e foi condenado pelos seus atos. Porém a pena não foi de prisão perpétua. A forma como os patrocinadores estão procedendo, cancelando o patrocínio ao time, se compara a uma condenação eterna, pois estão tirando todas as chances de a pessoa se redimir dos erros passados.


Aristides Sampaio Xavier Neto asxn@terra.com.br

São Paulo


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RESSOCIALIZAÇÃO


Em todo este “imbróglio” envolvendo a contratação do goleiro Bruno pelo Boa Esporte, o que me causa nojo é a sórdida postura de alguns aloprados, fingidamente indignados pelo fato de o goleiro ter arrumado um emprego, após ser liberado pela Justiça. O interessante é que muitos desses canalhas são os mesmos que se declaram contra a pena de morte e insistem em exaltar o direito que qualquer preso tem em buscar sua ressocialização. Eu também acho que Bruno deveria permanecer preso, mas o FATO é que ele foi liberado pelo STF, tendo, portanto, pleno direito de viver sua vida com todos os direitos de quem está livre.


Júlio Ferreira julioferreira.net@gmail.com

Recife


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SAÍDA


Estamos voltando aos velhos tempos em que a melhor saída do Brasil são os aeroportos internacionais. Lamentável.


José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo


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SANEAMENTO PRECÁRIO


O sr. Jerson Kelman, presidente da Sabesp, no seu artigo de ontem no “Estadão” (“Segurança hídrica e perdas de água”, 14/3, A2), comenta sobre os problemas de abastecimento devido à maior estiagem na série histórica recente e sobre as soluções para o controle de perdas, que não são possíveis no estalar dos dedos. O saneamento básico, previsto como objetivo da Sabesp, não inclui controle e aproveitamento das águas pluviais e o controle dos resíduos sólidos, que a Lei Federal de Saneamento inclui juntamente com abastecimento de água e controle dos esgotos. Hoje é reconhecida a necessidade de solução institucional para atender o abastecimento da macrometrópole tendo em vista a disponibilidade de mananciais, concentrações de população, etc. A inexistência de planejamento num horizonte de 30 anos, levando em conta cenários favoráveis e desfavoráveis (estiagens significativas, contaminação de mananciais, etc.), debatida com a sociedade, é prenúncio de “solavanco”. A Lei de Saneamento recomenda plano de curto, médio e longo prazos, e revisões periódicas, debatidos com representações da sociedade civil. Temos esperança de que a Sabesp se torne a instituição para atender à macrometrópole, com as ramificações necessárias: hoje a metrópole paulista carece das condições previstas pela Lei de Saneamento de 2007, regularizada em 2010, isto é, tem saneamento precário.


Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo


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CETESB


Admiro o “Estadão” pelo conteúdo, suas opiniões e colaboradores. Digo isso porque li o editorial sobre a crise de água em São Paulo e, ontem, o artigo de Jerson Kelman, presidente da Sabesp. São artigos, entre vários outros, que me enriquecem em conhecimento e argumentos para poder participar da vida em sociedade e colaborar na busca por melhores caminhos para todos nós. Assim pensando e redigindo, profissional da “base econômica” que sou (engenheiro de minas, aquele que se formou com conhecimentos transmitidos pelos que me antecederam nesta profissão e atividade, e, em particular, pela minha dedicação e esforços em estudar a profissão que abracei há mais de quarenta anos), e, pois, dependente de deliberações de órgãos públicos federais, estaduais e municipais que regulam a mineração de qualquer substância mineral, expresso, neste texto, considerações que pessoas, profissionais, autoridades, funcionários, empresários, “et caterva” que, direta ou indiretamente, estão envolvidos na atividade econômica de produção de bens minerais, também sobre elas se “entretêm”, quando se veem diante da burocracia, da legislação confusa, caótica e inconsequente e da inépcia pública. Seria inútil falar que areia, brita, cimento, argamassa, azulejo, vaso sanitário, pedra de revestimento, vidro de embalagem, telefone celular, etc., etc., etc. são todos, e muitíssimos outros produtos minerais que utilizamos no dia a dia para consolidar estruturas, erguer arcabouços culturais, produzir comunicação e construir o futuro, indispensáveis. “Seria inútil”, mas não é! Digo-o porque muitas das “pessoas, profissionais, autoridades, funcionários, empresários, ‘et caterva’ que, direta ou indiretamente, estão envolvidos na atividade econômica de produção de bens minerais” (notem que omiti “políticos”) não têm a consciência da complexidade da vida em sociedade e de seu papel nessa engrenagem, pensando-se maiores do que todo o arcabouço legal, econômico e cultural em que estão, com responsabilidade, envolvidos, e com deveres que não cumprem, por omissão, ignorância, medo, covardia, ideologia, etc., etc., etc., exceto, na maioria dos casos, por interesse em... $, ou seja, F...-se! Ter ambições de alçar a posições que nos fazem notórios é legítimo, mas corromper-se, usar o cargo (quando público ou estatal) para impor sua ideologia descumprindo sua função estatutária legal, usufruí-lo (o cargo público ou estatal) como mero meio de “passar pela vida numa boa”, com “direitos garantidos”, ancorados por associações corporativas que mamam nas tetas cujo leite vem da grama que nasce onde antes vicejava uma vegetação exuberante de riquezas que a história destruiu por explorá-la sem inteligência e arte, e ignoram os que estão vivendo o mesmo tempo humanitário sem os mesmos privilégios que não são genéticos, mas sociais, parece-me digno de repulsa e de dever, como cidadão, combater. Assim, então, nesta área econômica em que atuo, que considero de vital importância para a sociedade, questiono por que a Cetesb é tão letárgica? Eu não sei, mas questiono e busco a resposta. Será porque seus profissionais são concursados e não podem ser interpelados, pois há lei que os protege contra cidadãos ignorantes e não ignorantes? Será que são covardes e não enfrentam as contradições da legislação? Será porque são profissionalmente debilitados, inexperientes e incapacitados e aos seus cargos chegaram por influências e indicações políticas ou artimanhas no processo de contratação? O que se passa? Será porque não se sentem dignos de estarem em seus cargos e funções? O que o atual governo do Estado de São Paulo não vê, ignora, esconde, ou seus assessores escondem do governador o que deve ser debatido para agilizar a produção de bens minerais do qual nosso Estado é um grande consumidor? Grato ao “Estadão” por abraçar esta insurgência.


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo

 

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