Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

20 Março 2017 | 05h00

CARNE FRACA

Corrupção x infraestrutura

A Operação Carne Fraca veio mostrar que não são somente as empreiteiras o foco da promíscua relação entre empresas e o setor público. Os frigoríficos também nos enfiaram goela abaixo carniça desodorizada com ácido ascórbico e outras substâncias, cancerígenas, tudo com aprovação de fiscais do governo. Já soubemos em passado não muito remoto de casos na indústria farmacêutica – farinha em lugar de anticoncepcionais, etc. – e outros. É importante que se apurem e coíbam todas as irregularidades. Mas, assim como a população não pode deixar de comer carne durante as apurações, a melhoria da infraestrutura do País também não pode ficar parada. A infraestrutura do Brasil está classificada no nada honroso 118.º lugar pelo Fórum Econômico Mundial. As notícias da semana retrasada sobre milhares de caminhões atolados na lama na BR-163, atrasando o embarque de soja em portos da Região Norte, atestam a classificação. Em Santos e Paranaguá também começarão daqui a pouco as filas quilométricas de outros caminhões atolados na falta de capacidade dos portos. A mobilidade urbana em nossas metrópoles padece da falta de metrôs e de outras modalidades de transporte de qualidade. É fundamental que a apuração de irregularidades não asfixie o País.

TARCÍSIO BARRETO CELESTINO

tbcelest@usp.br

São Paulo

Insalubridade pública

Os empresários da área e o ministro da Agricultura afirmaram que o problema da corrupção no ministério e a liberação de carnes impróprias para consumo é prática antiga, dez anos aproximadamente. Tempo suficiente para que substâncias cancerígenas empregadas para mascarar o estado de deterioração dos alimentos consumidos, por sua cronicidade, tenham provocado câncer em muitos brasileiros. E, ainda, em estrangeiros, considerada a expressividade das nossas exportações. O assunto deve ser amplamente debatido, começando com um pronunciamento dos Conselhos de Medicina e academias médicas. Ou só sabem dizer que o cigarro é o grande causador do câncer pulmonar? Jamais construiremos um País digno se desviarmos a vista de assuntos incômodos. Escreveu Oswald de Andrade, em defesa de Érico Veríssimo contra um ataque “vulpino” de um “plumitivo”: “Não é, ao contrário, altamente saneadora a obra de um escritor que fixa o seu tempo? Será obra sadia e higiênica ocultar as mazelas que corroem um organismo social?... A verdade é que de missão altíssima se reservam os escritores e os artistas que dissecam bravamente os erros e os crimes de uma sociedade em decadência, apontando para ela caminhos melhores e dias mais claros”. 

AMADEU R. GARRIDO DE PAULA

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

Muita calma nessa hora

Segundo declarações do ministro da Agricultura, são 11 mil funcionários no ministério e 4.837 unidades com Serviço de Inspeção Federal (SIF) no País. Considerando 21 unidades e 33 funcionários envolvidos na operação, após dois anos de investigação, podemos considerar que 99,5% dos produtos estão seguros. Quanto à porcentagem que teria algum risco, temos de considerar que o papelão citado se referia ao tipo de embalagem (deveria ser de plástico), a cabeça de porco é utilizada para consumo humano normalmente, ácido ascórbico é vitamina C e toda a operação envolveu produtos processados, não peças de carne. Fora isso, é aprofundar as investigações, condenar os culpados por adulterações de produtos e datas e tranquilizar os consumidores nacionais e internacionais.

MARCO GARCIA DE SOUZA, presidente do Sindicato Rural

marcogsouza@uol.com.br

Três Lagoas (MS)

Vegetarianismo

No tocante ao recente escândalo sobre a venda de carne podre, sejam bem-vindos os restaurantes vegetarianos e que os brasileiros mudem os hábitos alimentares.

MARIO KRUTMAN

mariokrutman@gmail.com

São Paulo

E os agrotóxicos?

Será muito perguntar se o governo fiscaliza a quantidade de agrotóxicos utilizados na agricultura? Ou devemos esperar mais uma operação da Polícia Federal para descobrir? O produto não envenena menos do que a carne estragada consumida pelo povo brasileiro há anos, basta ver os vegetais cobertos de pó branco, em especial frutas como mangas, uvas e figos, diariamente expostos nas bancas de supermercados e feiras livres. Ainda que se busquem alimentos vendidos como orgânicos, dá para confiar que eles o sejam mesmo ou são apenas lavados?

MARCIA MEIRELLES

marciambm@yahoo.com.br

São Paulo

Leniência

Enquanto prevalecer no Brasil esse Código Penal leniente, que favorece os bandidos, dos de alta estirpe aos pés de chinelo, e faz a alegria dos criminalistas, a população estará relegada à sua própria sorte. Só nos resta rezar e pedir a proteção divina.

MAURÍCIO LIMA

mapeli@uol.com.br

São Paulo

OPERAÇÃO CALICUTE

Precedente aberto

Adriana Ancelmo (mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral) sai da cadeia para cumprir prisão domiciliar. E a justificativa do juiz Marcelo Bretas é que ela tem filhos pequenos. Imagino que isso passe a valer para todas as presidiárias deste país, principalmente as que nem sequer foram julgadas e por serem pobres só contam com defensores públicos. Quando usufruía o produto do roubo, o que provocou a morte de inúmeros brasileiros expostos a uma saúde precária, a violência e toda sorte de infortúnios, essa senhora não pensou que tinha filhos?! Em algum momento parou para pensar no mau exemplo que ela e o marido davam a essas crianças? Insensível à dor alheia, o casal se refestelava em hotéis e restaurantes caros. Quantas vezes, em suas excursões pelo mundo regadas a champanhe, deixaram os filhos com as babás, enquanto papai e mamãe aproveitavam a vida? E agora ela ficará em seu belo apartamento no Leblon a cuidar dos rebentos! Sua maior punição será ter de olhar o mar de longe, não ter acesso a telefone e internet... Quem vai fiscalizar isso? Definitivamente, no Brasil o crime compensa mesmo! 

ROSANGELA DE LIMA GATTI

roselgatti26@icloud.com

Indaiatuba 

Mulher no lar

Cabe, talvez, uma reflexão sobre a decisão judicial que determina a prisão domiciliar da sra. Adriana Ancelmo, esposa de Sérgio Cabral, porque “os filhos menores necessitam da presença da mãe”. Como assim? Ninguém vai dizer que é estigmatização e discriminação em plena luta pelos direitos da mulher?

LIGIA ORRU

ligiaorru@gmail.com

São João da Boa Vista

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

O governo quer de todo jeito fazer a reforma da Previdência e, caso não consiga, ameaça com aumento de impostos. Seria ótimo se o governo abrisse as contas da Previdência para mostrar aqueles que não pagam e aqueles a quem o governo deu isenção. Há muita filantropia chamada de “pilantropia”, parlamentares que trabalham meses e se aposentam, muitos que nunca pagaram a Previdência e se aposentaram, além da corrupção na Previdência, porque a todo momento se fica sabendo de que houve roubos. Por que o povo tem de ser penalizado?

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

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DIREITOS PERDIDOS

A reforma da Previdência proposta pelo governo de Michel Temer, basicamente, prevê aumentar a idade para os mais pobres receberem o beneficio, de 65 anos para 70 anos; desvincular os reajustes do salário mínimo; fazer com que trabalhadores rurais tenham de pagar a contribuição, e não somente comprovar atividade; e retirar das viúvas parte dos direitos que têm hoje. Ou seja, só os pobres perderão direitos. Mas nenhuma palavra sobre a aposentadoria milionária dos políticos ou dos outros que conseguem um “jeitinho”. Nenhum burocrata está ciente do calor escaldante que o trabalhador rural suporta na roça e nem sequer pode cultivar milho, feijão ou outras culturas tradicionais porque é impossível de competir com os produtos transgênicos produzidos em larga escala, e dessa forma precisa comprar os insumos para alimentar os animais e manter uma renda mínima para a sobrevivência, enquanto tem a vida abreviada por causa do excesso de agrotóxicos, alguns proibidos até na China. Injustificável o argumento de déficit na Previdência, visto que praticamente metade do rendimento de todos os brasileiros, inclusive os aposentados, retorna ao governo na forma de impostos. É imoral, ilegal e desumano o governo retirar dos mais necessitados quando pode economizar reduzindo as aposentadorias e os gastos milionários e inúteis dos servidores do Judiciário, do Legislativo e do Executivo.

Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)

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DOS NÚMEROS FRIOS À REALIDADE

O projeto de reforma da Previdência enviado pelo governo ao Congresso Nacional soa como algo exagerado. Parece supervalorizar as medidas amargas para, depois, negociar a sua flexibilização e passar por bonzinho. Quando se propõe a reformar o setor, é preciso respeitar a especificidade de cada área e, principalmente, os deveres e direitos gerados através dos anos de atividade. Não dá para fazer só um cálculo matemático e dele tirar as conclusões sobre quanto tempo trabalhar, como se aposentar e o valor dos proventos de cada aposentado. É preciso ver se o trabalhador aguenta trabalhar todos os anos que os frios números aconselham e só depois disso decidir. O presidente Michel Temer tem de se acautelar, pois Previdência é um tema explosivo, que envolve todos e, se for mal encaminhado, pode levar a greves, distúrbios e à perda do controle social. Não dá para ficar lançando balões de ensaio.

Dirceu Cardoso Gonçalves  aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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TEMERIDADE

A proposta do governo Temer enviada ao Congresso é uma temeridade. Idade mínima de 65 anos para as mulheres pune aquelas que mais trabalham, pois sabemos que a dupla ou tripla jornada já fazem parte de sua vida. Falar em reforma sem apresentar planilha de cálculo de quanto se arrecada e quanto se gasta com a Previdência não é transparente. Falar em ajuste fiscal punindo os trabalhadores com propostas que tornam ainda mais restritivo o acesso aos benefícios sociais ou deixar de fora da reforma militares, bombeiros e policiais militares não é um bom começo para abrir a discussão com a sociedade. A proposta deveria buscar alternativas de sustentabilidade do sistema por meio da ampliação de contribuições e novos segurados. Combate sem tréguas aos sonegadores. Acabar com a desoneração de setores que sugam recursos da Previdência. Urge que um amplo debate e audiências públicas sejam feitas em todos os Estados para que a população possa se manifestar e propor alternativas de sustentabilidade da Previdência. Que Deus nos proteja desta monstruosidade.

José Benedito Dias plcdias1972@outlook.com

São Paulo

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LOUCURA

A proposta do governo, além de ser fora da realidade – só funcionário público consegue trabalhar até os 70 anos –, pretende que os que não pagam continuem sem pagar, para não aumentar os impostos, e quem já paga pague mais, como se isso não fosse aumentar os impostos. Genial, se não fosse loucura.

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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É JUSTO?

Concordo que há que fazer uma profunda reforma previdenciária no Brasil. Na maioria dos países, a idade de aposentadoria para homens e mulheres é de 65 anos. Agora, em boa parte dos países de Primeiro Mundo a expectativa de vida é maior que a brasileira. Então é justo, no Brasil, aposentar-se com essa idade?

Márcio R. Lopes da Silva marcioped.itu@gmail.com

Itu

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IDOSOS POBRES

A PEC da Previdência pretende eliminar as distorções para cima. Mas não trata com equidade os milhões de velhinhos que se aposentaram nos anos 1980 e início dos 1990 (antes do Plano Real), que tiveram suas aposentadorias calculadas pela média das contribuições dos últimos três anos. Imaginem uma média com inflação chegando a 5.000% ao ano. Quem contribuía pelo teto, hoje, não consegue sequer pagar um plano simples de saúde. O que valia 10 salários mínimos hoje vale em torno de 2! Fazem parte dos “idosos pobres”. Artigo de Roberto Macedo no “Estadão” de 15/12/2016 alertava: “Cabe afastar do horizonte a assustadora perspectiva de um país de idosos pobres”. Muitos dos já aposentados, depois de contribuírem 30, 40 ou mais anos, procuraram voltar ao mercado de trabalho e continuam contribuindo para o INSS, com a perspectiva de um dia verem suas aposentadorias reajustadas com justiça. Para onde foi ou está indo esse dinheiro? Com a desaposentação, enterrada pela “ex-presidenta” Dilma, foram-se suas chances. Por que a PEC da Previdência não faz o serviço direito, completo: revê essas injustiças com os velhinhos de hoje?  

Dorival Menezes Leal dorileal@uol.com.br

São Paulo

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TEMPO

Se houvesse honestidade, reconhecimento, respeito, educação e bom senso, a nova tabela a ser estipulada para requerer a aposentadoria deveria partir de um período justo. Por exemplo, a quem falta até o limite de um ano para se aposentar numa das opções, por idade ou tempo de contribuição, deveria ser dado o direito adquirido.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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MULHERES, A PREVIDÊNCIA E O ESTADO

No início de março celebramos o Dia Internacional das Mulheres, com repercussões variadas, mas com uma única tônica: mulheres e homens deveriam ter os mesmos direitos. A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) sugeriu, inclusive, greves femininas de toda forma para, além de gerar vergonha alheia, chamar a atenção para as causas feministas. Mas parece que para os políticos a igualdade para as mulheres vai somente até a página dois. Quando se trata do arcabouço legal, parece que o legislador brasileiro, inclusive a senadora do PT, continua insistindo no erro. Exemplo em pauta: a reforma da Previdência. A tese é de que a mulher tem de se aposentar mais cedo em razão do “segundo turno” solitário doméstico. Ora, se no século 21 o casal tem um arranjo de convivência matrimonial em que o maridão vai ficar de papas para o ar, deitado no sofá coçando o umbigo, enquanto a mulher se esfola sozinha em casa, o que o Estado tem que ver com isso?

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PENSÃO PÓS-MORTE

A insensibilidade social da maioria dos políticos que traçam o destino dos brasileiros é algo assustador! Querer que uma viúva receba como pensão 50% da aposentadoria do marido e viva com isso é, no mínimo, visão obtusa da realidade. E achar que com a morte do companheiro suas despesas diminuirão em 50% (IPTU, luz, água, medicamentos, alimentos, vestimentas), só em cabeça de político. As esposas desses políticos, com certeza, não dependerão de pensão para sobreviver. Isso sem falar em direitos adquiridos. Se a pessoa antes da aprovação da PEC da Previdência já estiver aposentada, terá seus direitos preservados, porém sua esposa também deverá tê-los, pois a presunção de receber a pensão integral já se estabeleceu. Mas ninguém ouve falar em emenda que preserve o direito daquela mulher que, enquanto o marido saía para trabalhar fora, ficava na labuta diária de cuidar da casa e dos filhos. E, quando ele lhe falta, vem um “dono da verdade” dizer que 50% da sua pensão vai salvar a Previdência Social (isso sem falar que ela também estará velha, e pouco tempo de vida lhe restará). Economia de gastos supérfluos, procurar recursos daqueles que muito recolhem (igrejas, instituições fajutas com isenção de impostos, economias informais, jogos de azar) as “forças ocultas” impedem que o façam! É mais fácil tirar de quem trabalha.

Geraldo Sergio de Mello Granata g.granata@ig.com.br

São Paulo

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VERGONHA

Pela maneira como os “entendidos” em Previdência têm se manifestado, inclusive nas páginas deste jornal, os que estão na ativa sustentam as aposentadorias dos aposentados. Ora, como todo aposentado, contribuo com 11% do meu salário para a Previdência. Como ficam os parlamentares? Eles pagam sua parte para o INSS? Vergonha!

Orlando Nogueira Filho orlando.nogueira.filho@gmail.com

Florianópolis

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‘ERGA OMNES’

Basta não ser anencéfalo para perceber a obviedade indiscutível de que é necessário fazermos a reforma da Previdência. Mas não aceitamos que se proceda a uma reforma antes de fazer uma auditoria para localizar o tamanho do déficit e o porquê dele. Também, que não passe despercebido para os “reformadores” que não podem comparar a nossa situação com a dos países desenvolvidos, nos quais a revolução industrial já terminou faz tempo e o dinheiro do contribuinte é devolvido com todos os serviços de que ele necessita e muito bem feitos. Não aceitamos, também, que só o trabalhador de empresas privadas tenha de arcar com o ônus previdenciário, bem como a cobertura dos rombos ocasionados por dirigentes ineptos e inescrupulosos; que a obrigatoriedade seja equivalente também para os políticos, todo o funcionalismo público e os militares: “erga omnes”. E seria bom informar aos congressistas, que só estão preocupados com o caixa 2, tentando garantir a sua impunidade, que nem se preocupem em agradar as bases com seus votos suspeitos para a aprovação – ou não – da reforma, pois faremos campanha permanente para que nenhum deles seja reeleito.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTES DE TUDO

Imprescindível ater-se, em primeiro lugar, ao que reza a Constituição, que todos somos iguais perante a lei. Deverão, pois, em primeiro lugar, ser extintos todos os privilégios. Depois, sobre esta nova base, recalcular o déficit ou o superávit do sistema. Só então, eventualmente, propor uma reforma que se faça necessária, justa e aceitável pela maioria.

Eduardo Sérgio P. Antunes eduardo.antunes@terra.com.br

São Paulo

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UM DETALHE

Quando se fala em unificar as aposentadorias do setor público e do setor privado, é necessário lembrar que funcionário público não tem Fundo de Garantia.

Ney Teixeira ledact@gmail.com

São Paulo

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AS MESMAS REGRAS

O governo fala em unificação de aposentadorias. E aí, vão pagar o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aos funcionários públicos? Vão unificar as aposentadorias do Judiciário também? Por coerência e justiça, devem ter todos as mesmas regras.

Enoch Mendonça enochtm@gmail.com

São Paulo

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FALTA FALAR

O governo fala tanto em déficit orçamentário para reformar a Previdência, mas pouco fala do sofrido povo brasileiro. Fala que em 2040 o déficit será de alguns trilhões de reais, etc. Só não fala quanto será o salário mínimo em 2040... No Japão, o tempo de contribuição era de 25 anos, mas recentemente caiu para 10 anos, respeitadas determinadas condições, porque muitos idosos não conseguiam se aposentar, cabendo ao governo dar-lhes assistência.

Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

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A PREVIDÊNCIA TEM DINHEIRO

Segundo dados do IBGE, o rendimento médio do trabalhador brasileiro é de R$ 2.227,50, para uma população economicamente ativa de 79 milhões de pessoas. Então, R$ 15,84 bilhões são arrecadados pelo INSS, a título de contribuição mensal. O valor médio das aposentadorias é de R$ 1.283,93. O Brasil tem hoje 18,5 milhões de aposentados, totalizando R$ 23,73 bilhões. A expectativa média de vida do brasileiro é de 73,5 anos. Para cada aposentado, existem 4,27 brasileiros trabalhando e contribuindo para a Previdência. Se a Previdência está falida, é por causa de décadas de roubos nos seus cofres.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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REAÇÕES

A tramitação do projeto de reforma da Previdência está provocando reações as mais diversas. A não ser por parte do governo e seus aliados, os protestos são frequentes. E isso levou a que o presidente Temer, que se aposentou aos 55 anos de idade, percebendo rendimentos de mais de R$ 20 mil, aos quais são somados os rendimentos do cargo que ocupa, afirmar publicamente que os críticos da reforma ganham mais do que a grande massa de aposentados. A situação é preocupante, pois nota-se o empenho de acertar a parte econômica, e não a social, de um sistema dos mais importantes. Que os parlamentares que vão votar o projeto avaliem qual será a reação dos seus representados em suas bases eleitorais.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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A REFORMA É DO PAÍS

Primordial a discussão da reforma da Previdência. Independentemente da existência ou não de rombo, sabe-se que a Previdência consome quase R$ 800 bilhões (12% do PIB). Sabendo que a carga tributária é próxima a R$ 2,1 trilhões (32% do PIB), constata-se que o gasto previdenciário ultrapassa os 35% de tudo o que o governo arrecada, restando 65% para todo o resto (educação, saúde, segurança, transporte, infraestrutura, etc.). Essa é uma opção orçamentária minimamente razoável, ante todas as deficiências de nosso país? Fosse só isso, já seria péssimo, mas existem dois agravantes que tornam a situação dramática: 1) a população envelhece. Estes 35% subirão rapidamente, estrangulando todos os outros gastos. 2) O Brasil, na verdade, está se endividando (uma dívida caríssima) para manter este sistema, e esta dívida se tornará impagável já no próximo mandato, tornando o Brasil insolvente. Quem tem mais de 40 anos sabe o que isso significa: fim da estabilidade, hiperinflação, fora FMI. Uma insanidade! Não devemos confundir a ojeriza que nos causa a corrupção reinante entre nossos governantes com as necessidades do País. A reforma não é de Temer, do governo, do PMDB ou qualquer partido. É do País. Se ela não for feita, e bem feita, teremos de dar voz a Nelson Rodrigues: subdesenvolvimento não se improvisa.

Paulo Brandão brandpaulo2@gmail.com

São Paulo

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O COMEÇO

Se o governo Temer tivesse começado a reforma da Previdência pelas previdências do funcionalismo público (Executivo, Legislativo, Judiciário e Forças Armadas), estaria recebendo aplausos, e não reações adversas do nosso povo. Essas previdências são mais prejudiciais, em matéria de gastos públicos, que a previdência geral a que somos submetidos.

Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo

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DRU

Na minha opinião, o presidente Temer está sendo muito pressionado por sua equipe econômica. Acho que tudo tem que ver com a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que tem permitido a relocação de recursos da Previdência para outros setores considerados emergencialmente mais carentes.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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MACAQUINHOS

Para ser aprovada, a reforma da Previdência passará pelo crivo da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara e do Senado. Só se esqueceram, ou melhor, nem se lembraram de consultar a população brasileira, distração que nos remete à imagem dos três macaquinhos sábios: não vi, não ouvi, não opinei. Fique bem claro que a sociedade não se sente representada em nenhuma das duas Casas, muito menos na Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Como diriam os reis da democracia: o povo é apenas um detalhe.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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DIFÍCIL APROVAÇÃO

Os cardeais do Planalto precisam compreender que não basta o brado recorrente de que a reforma da Previdência é necessária e que a não aprovação ameaça as futuras gerações. Precisam também, através de estudos realizados por entidades confiáveis e isentas de pieguices políticas, demonstrar tal fato com dados quantitativos que contemplem, entre outros aspectos, as enormes dívidas ao setor contraídas por vários segmentos da sociedade, inclusive as originadas ao longo do tempo pelo próprio governo, quando este utilizou recursos destinados à Previdência para outros fins. Além disso, os apóstolos da reforma devem embandeirar a disposição e a coragem, até agora não explicitadas, de propor medidas para corrigir as distorções geradas pelas nababescas aposentadorias especiais. Sem essas e outras iniciativas, será difícil a aprovação.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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SOLUÇÃO

Tenho lido que os congressistas estão preocupados com a repercussão negativa que a aprovação da PEC da Previdência possa ter diante de seus eleitores. Tomo a liberdade de sugerir a solução para o problema. Basta aprovarem também o fim dos privilégios de que os deputados e senadores desfrutam hoje para suas aposentadorias. Os eleitores saberão agradecer a medida não os punindo pela aprovação da PEC... É simples e garantido.

Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

Itu

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ALMOÇO GRATUITO

Por força de expressão popular, diz-se que não há almoço gratuito. Com efeito, tudo é pago e tudo custa, tanto na iniciativa privada quanto na coisa pública. Os grevistas contra a reforma da Previdência, na verdade, esquecem-se de que foram os lulopetistas e coligados que inventaram a Loas, pagamento pensional (um salário mínimo) para idosos que nunca contribuíram para a Previdência. Foram os da esquerda irresponsável também que concederam aposentadoria gratuita para os rurais que nunca contribuíram, além de outras festividades à custa do dinheiro público, como é o caso do instituto da renda mínima. E quem vai pagar a conta do almoço? Claro que sobrou para todos os brasileiros, como está sobrando o custo de todas as maracutaias do lulopetismo e da esquerda irresponsável e coligada. E não adianta chorar, porque a conta precisa ser paga!

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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SERÁ PARA POUCOS

Com a proposta da reforma da Previdência muitas injustiças se apresentam. Um trabalhador ou trabalhadora rural aposentar-se com 65 anos representa, na prática, que poucos vão atingir essa idade e essas condições para a aposentadoria. Um professor trabalha duro e não vê a possibilidade de aposentar-se nas condições de 65 anos com 49 anos de contribuição para a previdência. Na realidade, uma pequena parcela vai se aposentar! Os auxílios doença restringem-se a meio salário mínimo e idade mínima de 70 anos. Esta reforma é verdadeiramente uma injustiça. Pedimos aos senhores parlamentares que revejam tais propostas e façam justiça ao povo brasileiro.

Paulo R. Girão Lessa paulinhogirao@uol.com.br

Fortaleza

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PRIVILÉGIO REVOLTANTE

Presidente Michel Temer, se quiser acabar com a rejeição popular à reforma da Previdência, é só aumentar de 35 anos de contribuição para 49 anos o tempo de contribuição para a aposentadoria de políticos. Sem falar que a aposentadoria média de deputados e senadores é muito superior à da Previdência Social, pois segundo levantamento do Estado de São Paulo os segurados do Plano de Seguridade Social dos Congressistas recebem em média R$ 14.100,00, enquanto o benefício médio do regime geral é de R$ 1.862,00. Fica difícil de aceitar essa disparidade e ainda sofrer a ameaça de aumento de impostos e recriação da CPMF sob outro nome, caso os parlamentares não aprovem a reforma tal como está agora. Mude a proposta, presidente Temer, mas mude para melhor, acabando com este revoltante privilégio que tanto nos revolta!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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OS COMUNS E OS ESPECIAIS

Que tal se, antes de aumentar a data de aposentadoria, cortar os valores pagos, não se moderniza o INSS, cortam-se despesas inúteis, aposentadorias de quem nunca contribuiu para o INSS (se o governo acha que tem de pagar a estas pessoas que nunca contribuíram, algumas justas, não pague com o dinheiro dos aposentados que contribuíram, e sim com dinheiro do governo, com o dinheiro das aposentadorias especiais como de presidentes, ex-presidentes, senadores, deputados, vereadores, magistrados, etc., etc.). Aliás, nem jornais, nem comentaristas de rádio e televisão, nem os jornais dos EUA falam destas aposentadorias dos especiais. Pobre aposentado comum, que se sente mal de ainda estar vivo e atravancando o progresso do Brasil.

Nelson Julio nel_julio@uol.com.br

São Paulo

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EXPLOSÃO

Sem reforma, a Previdência explode! Porém, se todos, inclusive e principalmente o governo, contribuíssem com o que é devido, ela seria superavitária.

Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo

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BODE EXPIATÓRIO

Depois de tantas marteladas na “contabilidade do País”, é necessário fazer uma auditagem profunda na Previdência Social. Sabemos lá se o aposentado não se tornou o bode expiatório da economia brasileira!

Antonio Carniato Filho antoniocarniato@gmail.com

Santa Rita do Passa Quatro

 

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