Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

21 Março 2017 | 03h00

REFORMA POLÍTICA

Democracia fechada

Considero a proposta do sistema de votação em lista fechada uma quebra em nosso direito constitucional de sermos representados pelos candidatos mais votados. É papo-furado essa história de que a proibição de doação por empresas torna inviável a eleição aberta. Não nos tratem como ingênuos, porque todos sabem que o objetivo de tal proposta é a preservação de caciques partidários, a maioria comprometida na Lava Jato. Somos 140 milhões de eleitores com plena consciência do direito de votar no candidato que acharmos melhor. Aliás, os atuais partidos são verdadeiras aberrações em nossa distorcida estrutura política, sem nenhuma transparência nem mesmo quanto à aplicação do milionário Fundo Partidário, originado do nosso dinheiro e que seria mais útil se aplicado em saúde e educação.

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

Lista fechada é mais um golpe que tentam perpetrar para se perpetuarem no poder e ainda se esconderem da lista da Odebrecht. Que seja novamente rejeitada, como o fizeram quando o PT indecentemente a propôs, com os mesmos propósitos.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Corruptocrata hegemônico

O editorial sobre a reforma política (19/3, A3) sugere correções viáveis no sistema político atual. Cumpre lembrar que o voto em lista fechada foi usado na Venezuela por Hugo Chávez para se perpetuar no poder, o que explica sua proposta pelo PT há dez anos e, agora, por nossos políticos corruptocratas, petistas e de muitos outros matizes, que têm a mesma pretensão hegemônica de manutenção do propinoduto, para os partidos e para si mesmos, indefinidamente. É imprescindível que o voto em lista fechada seja excluído da análise de quaisquer reformas políticas.

SUELY MANDELBAUM

suely.m@terra.com.br

São Paulo

Cheiro de pizza

Nossa república de bananas já começa a preparar a pizza ao admitir sem pudor que o Supremo Tribunal Federal (STF) não funciona em ritmo hábil e os processos da Lava Jato podem levar anos e muitos, a prescrever. Enquanto isso, o pessoal no Congresso Nacional não se intimida. Eles querem mais dinheiro do contribuinte para bancar suas campanhas e que as eleições legislativas sejam feitas por lista fechada, forma de os processados ficarem com o nome protegido do julgamento do eleitor. Sem nenhum constrangimento, S. Exas. chamam a isso de reforma eleitoral. Não é para enfartar?

JOSÉ ROBERTO SANT’ANA

jrsantana10@gmail.com

Rio Claro

Usos e costumes

Essa expressão, na grande maioria das vezes, é utilizada sempre que um pilantra metido a esperto tenta justificar o injustificável. Foi assim durante o processo que culminou com a destituição da desconexa ex-presidente, atual cabo eleitoral de seu antigo cabo eleitoral. O advogado-geral da União de plantão à época, defensor da acusada de maus usos (pedaladas) e maus costumes (decretos sem aprovação do Congresso), classificava essas práticas criminosas como usuais porque teriam sido utilizadas por governos anteriores. Da mesma forma, em depoimento à Justiça, o patriarca da maior empreiteira corrupta do País afirma que “sempre existiu caixa 2”. Sim, sempre existiu, nem por isso deixa de ser crime, como classificou à época do mensalão a então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e hoje presidente do STF. Com argumentos semelhantes a chusma de congressistas com rabo preso na lista de delações encaminhada pelo Procuradoria-Geral da República ao STF para abertura de inquéritos articula manobras para tentar uma autoanistia dos crimes que eles cometeram ou uma reforma (sic) eleitoral que permita sua reeleição por meio da famigerada lista fechada, o que lhes garantiria foro privilegiado. Esta última manobra é idêntica àquela utilizada pela citada ex-presidente quando nomeou “o mais honesto” ministro da Casa Civil, nomeação que foi devidamente revertida pelo STF. Como já advertiu recentemente sua atual presidente, o Supremo está atento a essas manobras espúrias. Nem venham que não tem!

JOSÉ CLAUDIO MARMO RIZZO

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

OPERAÇÃO CARNE FRACA

Fiscalização?

Quer dizer que a fiscalização sanitária dos frigoríficos era feita por pessoas não concursadas, indicadas por políticos? E que se essa excrescência administrativa – segundo os investigadores da Operação Carne Fraca, o coração do esquema – não existisse não teria havido o escândalo? É de pasmar! Isso será corrigido?

JOSÉ E. BARBOSA GONÇALVES

etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

Urubus e carniça

As notícias sobre a Operação Carne Fraca nos trazem a imagem de urubus sobre a carniça, muito simbólica e sugestiva, que nos lembra o conluio dos maus empresários com uma legião de políticos e funcionários desonestos destruindo a já combalida economia do País.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Críticas à PF

Pode ter alguma razão o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, ao criticar a Polícia Federal (PF) pelo estardalhaço criado com a Operação Carne Fraca, à qual imputa erros de generalização e publicidade dada ao tema. Mas ele falha quando reclama de seu ministério não ter sido avisado das investigações, porque receberia ajuda. O ministro é inocente? Uma investigação da PF cheia de cocoricós, muuus e oincs que chegasse aos ouvidos de políticos... tchau para ela.

LAÉRCIO ZANINI

spettro@uol.com.br

Garça

Cortina de fumaça?

Num universo de 4.850 frigoríficos em funcionamento no País, apenas 3 foram interditados. Os casos de corrupção devem ser julgados e os culpados, presos – sejam do setor público ou do privado. A Alemanha teve um escândalo de uso de carne de cavalo em embutidos, os culpados foram punidos, mas o mercado foi preservado. A pergunta é: no Brasil a grande maioria das empresas que estão regulares e integram um setor da maior importância para o País terá de amargar prejuízos com a fama de três infratoras? O estrago segue numa espiral crescente, com vários países da Europa, China, Coreia do Sul e Chile embargando o produto brasileiro. A quem interessa a desmoralização do nosso mercado a menos de dois meses da ida do réu Lula a Curitiba?

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

O ESCÂNDALO DAS CARNES


Depois da deflagração, pela Polícia Federal, da Operação Carne Fraca, denunciando que produtos estragados e adulterados eram comercializados normalmente por vários frigoríficos, já percebemos movimentos para caírem fora da responsabilidade. Com certeza, o alto escalão e conselheiros dessas empresas foram os principais responsáveis, porque, quando um produto exportado em grande quantidade é devolvido estragado, e num passe de mágica ele é camuflado e reintroduzido no mercado interno, esta não é uma resolução tomada por um funcionário qualquer, e sim por gente graúda. Todo o País, de uma forma ou de outra, será afetado, na saúde dos consumidores e na queda nas exportações, o que para um país quebrado será um desastre. Punição dura de cabo a rabo a todos os envolvidos: fiscais, empresários e políticos.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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A CARNE É FRACA


Com a deflagração de mais uma operação da Polícia Federal no combate a megaquadrilhas que agiam no setor de agronegócios fraudando embalagens e prazos de validades de produtos de origem animal na base da propina, a Operação Carne Fraca é o melhor e mais representativo nome de operações da PF no combate à corrupção de agentes do Estado e de empresários.


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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NA TERRA DA PROPINA...


Os frigoríficos estão tranquilos. Todos os bifes foram declarados e aprovados pelo TSE...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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CRIME HEDIONDO


Cabeça de porco, carne podre, salmonela, papelão, eis o que alguns frigoríficos, entre eles alguns de renome, vendiam para nós, incautos e crédulos consumidores brasileiros. Envoltos em embalagens vistosas e anunciados na TV por artistas renomados, vendiam-nos (e nada barato) lixo e dejetos de animais. Se isso não for considerado crime hediondo, então realmente estamos no país da impunidade. Espero que a estes bárbaros não seja concedida nenhuma colher de chá, como prisão domiciliar, mediante delação premiada. Se redução de pena houver, por delação, que seja no máximo 10% de uma pena longa e severa. Provavelmente jamais saberemos se causaram a morte de pessoas, principalmente crianças. Este pavoroso crime não pode ficar barato, pois, inclusive, provocará significativos prejuízos nas exportações desses produtos. Pessoas desse naipe mereceriam prisão perpétua.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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EFEITO NAS EXPORTAÇÕES


Europa barra carne de empresas brasileiras envolvidas em fraude. Enquanto isso, na Ilha da Fantasia (Brasília, claro), presidente, “aspones” e diplomatas participam de rodízio com carne importada da Austrália... Ou vocês acham que eles iriam correr riscos de serem envenenados?


José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul


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CARNE IMPORTADA


Dizem que não existe almoço grátis! Mas jantar com carne importada, pago com o nosso dinheiro, existe.


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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CARNE FORTE?


O semblante do presidente Temer diante do espeto de carne assada, em foto estampada na primeira página da edição de ontem (20/3) do “Estadão”, é bastante enigmático....


Odilon Octávio dos Santos

Marilia


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NA BALANÇA DO PRESIDENTE


Será que Temer deveria ouvir os representantes dos frigoríficos ou as fitas gravadas pela Polícia Federal com autorização judicial? Será que este assunto se resolve com conversas (pixulecos) ou com prisão? O que é mais importante: a saúde da população ou o impacto das falcatruas nas exportações? Conhecendo Temer e seu partido, tenho medo das respostas.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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IRRESPONSÁVEIS


“Polícia Federal foi irresponsável”, declarou Pedro de Camargo Neto, pecuarista vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, a respeito das revelações da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira, em que veio à tona uma série de crimes cometidos pelo setor pecuário industrial. Sr. Camargo, sua opinião é, no mínimo, controversa. Eu, por exemplo, acho que irresponsáveis foram os frigoríficos.


Lazar Krym lkrym@terra.com.br

São Paulo


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FALTOU ATENÇÃO?


É muito estranho o vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira, Pedro de Camargo Neto, opinar que a Polícia Federal foi irresponsável na Operação Carne Fraca, só porque ela provoca danos ao setor (“Polícia Federal foi irresponsável; há dano ao setor”, 20/3, B4). Afinal, a corrupção colocada às claras com essa operação não é nova e não foi disparada com denúncia da Sociedade Rural Brasileira, que deveria ser a primeira a cuidar do setor. Sinais exteriores de riqueza fácil, tanto de agentes públicos como de empresários “espertos”, já deveriam estar evidentes há tempos e não mereceram a devida atenção. A Polícia Federal fez aquilo que lhe caberia fazer em face do enorme número de gente envolvida, pois a repercussão negativa deste caso não decorre da maneira como é divulgado, mas do fato em si.


José Elias Laier joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos


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CAUTELA NA DIVULGAÇÃO


Na sexta-feira fomos alarmados com notícias aterradoras de suspeitas sobre a qualidade das carnes brasileiras vendidas no País e exportadas para cerca de 150 países. Como uma metralhadora giratória, foram alvejados praticamente todos os frigoríficos do Brasil, responsáveis por exportações da ordem de US$ 15 bilhões. Essa notícia bombástica, que ocupa grande espaço dos nossos jornais, merece uma análise cuidadosa e serena, pois envolve uma pauta considerável de nossas exportações. Ficam a pergunta: alguém em sã consciência pode imaginar que países como Alemanha, Estados Unidos, Japão, China, Israel, Arábia Saudita e outras nações, com normas rígidas de inspeção de qualidade, podem, impunemente, receber “carnes estragadas” do Brasil? Entendo que suspeitas desse nível devam ser apuradas com serenidade e cuidados extremos, pois envolvem setores agrícolas e industriais com tradição de qualidade e respeito mundial. O “vazamento” dessas notícias bombásticas deve ser apurado com rigor e, por outro lado, cabe à nossa mídia selecionar com cuidado e responsabilidade notícias desse teor, que podem pôr em risco o futuro dessas empresas (e seus funcionários), além de grande parte das exportações brasileiras.


Luiz Antônio Alves de Souza zam@uol.com.br

São Paulo


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GUERRA DE EGOS


Nesta operação da Polícia Federal contra os frigoríficos, fica evidente o desejo pela publicidade. Pelas imagens divulgadas, parece que os editores dos jornais da TV foram acordados de madrugada, tanto que as viaturas foram filmadas saindo ainda no escuro. Ninguém discute a legitimidade da ação, porém ela poderia ser conduzida com menos estardalhaço, ouvindo primeiro as alegações das empresas envolvidas. Por exemplo, esta conversa de papelão misturado às carnes só pode ser um mal entendido. Qualquer pessoa que tenha alguma familiaridade com a cozinha sabe que é impossível que tal adulteração não seja percebida. Antes de divulgarem uma coisa destas, deveriam primeiro obter a prova. Até parece que na PF todos querem seus 15 minutos de fama.


Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo


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O REAL PROBLEMA


Um punhado de agentes públicos mais vocacionados para a Academy Awards de Hollywood do que para concursos públicos brasileiros e alguns jornalistas mal informados e sedentos por notícias sensacionalistas colocam em risco um dos carros-chefes das exportações brasileiras, o complexo carnes, num momento extremamente delicado da economia nacional. Enquanto isso, nossos compradores estrangeiros esperam o próximo “gol contra” para conseguir pagar mais barato os nossos produtos, alegando qualidade duvidosa. A lição que fica é de que corpo técnico é para ser eminentemente técnico e, se possível, longe das influências políticas e interesses particulares. Este, sim, o real problema, seja no Serviço de Inspeção Federal (SIF), na Polícia Federal ou no Ministério Público.


Frederico d’Avila fredericodavila@srb.org.br

São Paulo


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NOMES AOS BOIS


O Lula e a Dilma enfraqueceram propositalmente as agências reguladoras e aparelharam os órgãos de fiscalização. Os sindicatos corporativistas, enquanto estavam se locupletando, decidiram nada ver. Muitos empresários safados encheram as burras e aderiram alegremente ao capitalismo de Estado. Temos de dar nome aos bois, identificar, processar e prender os culpados, e começar de novo, longe destes marginais que, ainda por cima, são incompetentes.


Jose Renato Monteiro jrmonteiro279@gmail.com

São Paulo


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CAPITALISMO DE ESTADO


Tudo o que foi “descoberto” agora, nesta Operação Carne Fraca, eu já sabia que ocorria em decorrência do estímulo – pelo governo ditatorial anterior – a estas empresas gigantescas monopolistas e corruptas, financiadas pelo suado dinheiro do povo honesto e trabalhador brasileiro (via BNDES, FGTS, etc.). Em troca, essas empresas financiaram campanhas destes partidos corruptos, sem dar a mínima para a qualidade de seus produtos, pois já tinham mercado cativo, comprando a concorrência. É um típico capitalismo de Estado ou um comunismo de grandes empresas. O governo e estas megaempresas matam o povo duas vezes: desviando o dinheiro que poderia ser utilizado em hospitais e saneamento e envenenando o povo com carnes adulteradas, estragadas, quimicamente tratadas, etc. É o trio da alienação proposto por “Luladrão” para emburrecer o povo: cerveja ruim (Itaipava, Skol, etc.), carne podre (Friboi, BRF, etc.) e músicas péssimas incentivadas pela Lei Rouanet (sertanejo, funk, etc.). Tudo isso embalado pela propaganda intensiva, com atores “globais” bonitinhos e pregando um falso “Brasil grande”. Mas ele subestimou a inteligência brasileira. Achou que todos iam aceitar essa tempestade de estrume, mas não se consegue enganar a todos o tempo todo. Chega de lixo petista-peemedebista, peessedebista, etc. em nosso Brasil!


Gabriel Engracia de Oliveira Bertran

Curitiba


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AVACALHAÇÃO


A corrupção avacalhou a carne brasileira.


Roberto Twiashor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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‘ÁCIDO ASCÓRBICO POLÍTICO’


Chegou a causar indignação o depoimento do boquirroto Lula da Silva ao juiz de Brasília há alguns dias. Além de não saber quanto ganha e atribuir parte de seus vencimentos aos de sua finada esposa e a incompreensível “doação pros meu filho”, disse sentir-se massacrado pela “perseguição” de que se sente vítima. Preliminarmente, devo relembrá-lo de que, se tivesse sido um presidente diligente, não necessitaria confessar publicamente sua inépcia ao se dizer traído por seus assessores no mensalão, muito menos teria dado oportunidade à existência do petrolão. Certamente, poderia dormir sem sobressaltos. Concluindo, devo informá-lo de que massacrado é o povo brasileiro, com mais de 13 milhões de desempregados e que acaba de receber mais um rude golpe com as últimas revelações das falcatruas dos criminosos investigados pela Operação Carne Fraca. Seus autores fazem parte do “seleto” grupo de empresários denominados de “campeões nacionais” que, apoiados pelo lulopetismo, como bem destaca a colunista Vera Magalhães em seu “Ácido ascórbico político” (“Estadão”, 19/3, A8), puseram em risco a saúde do brasileiro e a sustentação que o agronegócio dá à  economia nacional.


Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo


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CASOS PONTUAIS?


É incrível, toda hora tem algum político na TV querendo mudar o significado das palavras e os conceitos estabelecidos. Esta semana, primeiro foi a história do caixa 2, que não é mais crime, segundo o ministro do Supremo Gilmar Mendes. Agora, vem o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, dizendo que a estrutura de fiscalização da vigilância sanitária sobre a indústria de alimentos é “robusta” e que todo este barulho sobre a carne brasileira não passa de um ou outro problema isolado – casos pontuais sem amplitude, que não representam a realidade do sistema, sem motivo nenhum para preocupação. Mas as notícias dão conta de que na sexta-feira havia 1.100 agentes da Polícia Federal (PF) nas ruas em vários Estados em diligências para apreensão de documentos e prisão de fiscais e dirigentes da indústria. A PF ficou dois anos preparando essa mega-ação coordenada. É a maior operação da Polícia Federal da história. Que exagero sujar internacionalmente a imagem do País, arrebentar o mercado interno e externo de carnes, todo este escarcéu por causa de dois ou três casos pontuais, não é mesmo, sr. ministro? Já tem muita gente esperta achando que é uma trama da CIA – além do pré-sal, eles querem também quebrar, para depois dominar, a indústria alimentícia no Brasil.

   

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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‘UM SOCO NA GENTE’


Quinze dias após declarar que “meu dinheiro está indo para o buraco” no caso da falta de estradas para o transporte da safra de grãos, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, o senhor Blairo Maggi, declara agora, em bom som, que as irregularidades no controle sanitário das carnes vendidas nos mercados interno e externo realizado pelos Serviços de Inspeção Federal (SIFs), funcionários do seu próprio ministério, “são um soco na gente” e que, além disso, colocam em jogo a reputação do País como o maior exportador de carne do mundo. Por outro lado, há uma observação do ministro e uma medida que talvez possam tranquilizar a nós, brasileiros. A observação é de que o sistema de controle da sanidade é robusto e que, dos 600 SIFs, apenas 18 estavam envolvidos no esquema que, segundo o ministro foi informado, já operava há uns dez anos. A medida citada pelo ministro foi gerada por um pedido pessoal do presidente Michel Temer, pela qual ele deveria estar no comando a partir da segunda-feira. Excelente medida, uma vez que o ministro que vinha para fazer um bom trabalho no ministério, como havia prometido ao seu partido, decidiu também comandar!


Flavio Bassi flavio-bassi@uol.com.br

São Paulo


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DEBOCHE


A resposta da BRF dizendo que “não compactua com práticas ilícitas” e “não tolera qualquer desvio de seu manual da transparência e da legislação brasileiras” mais parece um deboche, semelhante às afirmações dos políticos envolvidos em casos de corrupção. Qual é a empresa que afirma publicamente “compactuar com práticas ilícitas”? Quanto ao “manual de transparência”, tenho quase certeza de que até a Odebrecht tem o seu.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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QUESTÃO CULTURAL


Será que agora todo mundo vai entender que o problema no Brasil não é apenas a corrupção política? Afinal, depois de renomadas construtoras, incorporadoras, frigoríficos serem confirmados como parte de uma teia de desonestidade, acho que já está claro que o problema é bem maior: é uma questão cultural, não política. Ou alguém ainda acha que os empresários corruptos são apenas vítimas dos “malvados” políticos? Eu quase diria o contrário: em grande parte, político vem de origens financeiras mais “simples” e muitas vezes tem uma idealização de fazer o correto, mas, ao atingir certo poder, faz uso dele da melhor forma que lhes convém... Porém quem incita e apresenta as oportunidades são os empresários. Eu mesmo me considero um “empresário” e acredito que o mundo só acontece pelas iniciativas e pelo desempenho de pessoas que trabalham de verdade: prestadores de serviços, executivos de empresas, professores, médicos, etc. Na minha visão, os políticos deveriam apenas manter a organização do País no que se refere a saúde, educação, segurança, transporte e infraestrutura. Negócios são para as empresas. Mas os empresários brasileiros são os mais gananciosos que existem e o mais “espertos”, malandros. Todos fazem reverendo a nomes que conseguiram até comprar grandes e estabelecidas empresas americanas, mas ninguém sabe que eles enriqueceram sonegando, roubando impostos, corrompendo o sistema de toda forma possível. Enriquecer roubando o País não é privilégio de político. O problema é cultural, não político. Conhecemos inúmeros empresários da “elite” paulistana que promovem eventos, jantares para políticos que na realidade eles odeiam, mas se rendem à bajulação para angariar favores e abrir portas para negociações certamente desonestas. Você ainda acha que os donos dos mercados, açougues e supermercados não sabiam sobre a alteração das carnes? Você acha que eles são bonzinhos e estão preocupados? Sendo da indústria de alimentos e bebidas, sei que não é bem assim. É sabido dentro do mercado o quanto o Ministério da Agricultura é corrompido pela Ambev e pela Coca-Cola, por exemplo. Mais sabido ainda o quanto os mercados cobram para você entrar nas prateleiras ou geladeiras. Eles não estão preocupados com a qualidade dos produtos que oferecem, a ideia é ganhar o quanto der, por onde der. Garanto que Friboi, BRF & cia. pagam milhões para os pontos-de-venda de todo o País, todo ano. O problema é cultural, não político. Isso sem mencionar quantos empresários viram políticos e quantos políticos viram empresários. A distinção é cada vez menor, porém os papeis desempenhados deveriam ser totalmente distintos. Mas o elo que une esses dois mundos, numa cultura de “se dar bem, custe o que custar”, é o capital em abundância no Brasil. E ele corrompe os corrompíveis, o que não é difícil de achar neste país. Sim, o Brasil é potência, é rico, é maravilhoso. O brasileiro é caloroso, receptivo, aberto, simpático. Mas a cultura que permeia o País é podre e está enraizada em toda a sociedade. Do pobre que tem ódio do rico ao rico que não está nem aí para o pobre. No meio de extremos vive uma população perdida, manipulada, mas também coadjuvante da mais desonesta poderosa pátria deste mundo. Brasil, o problema é cultural.


Guilherme Golombek gg@globek.com

São Paulo


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GENERALIZAÇÃO PERIGOSA


Durante muito tempo representei empresas multinacionais fornecendo ingredientes para a indústria alimentícia em geral, inclusive embutidos de carne. Trabalhei com pessoas da área de controle de qualidade e produção nessas empresas para aprovação de produtos e maximização de performance. Todos esses ingredientes eram naturais, ou seja, proveniente de vegetais. Para sua aprovação, tínhamos de fornecer todos os laudos internacionais de certificação de que eram produtos sadios, livres de impedimento de uso. Havia especificações rígidas emitidas pelas empresas para que os produtos fornecidos fossem obedecidos. Punições graves, como pagamento de perdas de produção, aconteciam em casos de descontrole. Participantes dos setores destas empresas eram estimulados a estudar para permanente atualização, fazendo cursos específicos da área e pós-graduação. Os funcionários da produção usavam jaleco, botas plásticas, máscaras e luvas. As áreas de produção são permanentemente lavadas. De um setor para outro, são obrigados a lavar as botas, seja em pedilúvios ou mangueiras próprias. A higiene é melhor do que em muitos hospitais. Tudo isso não pode ser menosprezado em função de funcionários carreiristas metidos a espertos e funcionários públicos venais conluiados. É fato que a concentração de mercado contribui para o relaxamento de normas. Isso tem ficado mais evidente no setor automotivo, em que o recall para conserto de pecas é frequente, assim como houve grandes punições para descumprimento de normas de emissão de poluentes. Isso significa que generalizar práticas acaba punindo também os honestos. Mas também não se pode deixar que desonestos tenham o controle da situação.


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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ESTRANHO


Muito estranha a autuação de dezenas de frigoríficos: a reclamação não partiu dos consumidores sobre a má qualidade dos produtos... Onde foram parar os produtos estragados? Nem os importadores reclamaram dos produtos até então. Nenhum caminhão de entrega foi interceptado no trajeto de entrega... Não é muito estranho? A Polícia Federal precisa explicar muito bem o porquê das escutas e da prisão dos empresários.


Toshio Icizuca toshioicizuca@terra.com.br

Piracicaba


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SURPRESOS?


Após a deflagração da Operação Carne Fraca, o mundo tomou ciência de como agem funcionários, empresários e políticos neste país. Surpresos? Não nos surpreendemos com mais nada que acontece aqui. Na sexta-feira (17/3), a imprensa mostrou o tempo todo o trabalho da Polícia Federal. O governo não gostou, queria que a notícia passasse despercebida e que os gatunos continuassem a agir sem serem incomodados. Está muito ruim viver neste Brasil pós-PT. Mas, não fosse o trabalho da imprensa, que sempre vigilante coloca a notícia no ar, estaríamos bem piores. Resta à Justiça fazer sua parte e punir estes canalhas.


Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo


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A CORRUPÇÃO NO PRATO DO BRASILEIRO


Com estes desvios de finalidade dos servidores públicos, políticos suspeitos e empresários de participar no esquema de fraudar a carne brasileira – dá  nojo de alimentar essas falcatruas –, o estômago do brasileiro não aguenta mais, de tanto escândalo, literalmente, em todos os ramos: do Executivo, Legislativo, Judiciário e até do setor privado. Perderam-se os princípios da ética e moral no País.


Romualdo do Amaral romualdo.do.amaral@gmail.com

São Paulo


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INTERESSES


Ao tomar conhecimento do que ocorre com frigoríficos, lembrei-me de um caso ocorrido com uma médica veterinária, filha de um amigo, que iniciou sua carreira num grande frigorífico (enorme). Na contratação, ficou combinado que ela faria horas extras não remuneradas (banco de horas) para que, no seguinte, tivesse uma folga para que defendesse sua tese de doutorado. Assim ela fez, trabalhando de 12 a 14 horas por dia. Quando chegou o momento combinado, olha só o que ocorreu: o gerente do frigorífico não quis saber e foi logo dizendo que danasse sua pós (“foda-se” foi a palavra) e o que interessava era sua assinatura, e não seu conhecimento. Lógico que ela demitiu-se no mesmo momento. Ainda bem, escapou de uma  arapuca. Falar em exportação, equipe de controle e outras desculpas não cola, porque só obedecem onde existe controle. Para nós...


Sérgio Barbosa sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais


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AÇÕES E OMISSÕES


Mais uma vez nós, brasileiros de bem, fomos surpreendidos com a notícia de que frigoríficos (grandes e pequenos) que processam carnes e frangos pagavam propinas para burlar a fiscalização, liberando produtos inadequados para o consumo. Trata-se de um crime que deveria ser considerado pela nossa legislação penal como “hediondo” e seus responsáveis deveriam “apodrecer” nas cadeias, da mesma forma que distribuem seus produtos para consumo: podres. Os dois grandes frigoríficos citados imediatamente se defendem com matérias pagas, de página inteira, eximindo-se de qualquer relação com os fatos relatados pela Polícia Federal. Porém o mercado reagiu imediatamente e as ações dos citados frigoríficos desabaram na Bolsa de Valores. O crime se caracteriza não só por ações, como também por omissões de seus responsáveis. Duas consequências imediatas deste ato patrocinado por frigoríficos brasileiros são: 1) questão de saúde pública, pois a venda de produtos deteriorados pode vir a causar doenças graves, especialmente em crianças e idosos. 2) O Brasil, sendo um dos maiores exportadores de carne, terá sua imagem, que já não é boa por outros fatores, mais uma vez arranhada perante o mundo, sem falarmos no enorme prejuízo comercial em relação às nossas contas públicas. Por tudo isso, há que ser apurado com rigor mais este ato de corrupção patrocinado por empresários inescrupulosos, e com punições rigorosas, sem o escape das “delações premiadas”.


Roberto Luiz Pinto e Silva robertolpsilva@hotmail.com

São Paulo


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CARNE FRACA ECOLÓGICA


Colaborando com a preservação do meio ambiente, alguns frigoríficos resolveram reciclar o papelão, embutindo-o nas salsichas. Maravilha!


Fernando Versiani dos Anjos fernandoeteresaversiani@gmail.com

Belo Horizonte


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SAFADEZA


A que ponto chegou a safadeza dos donos destes frigoríficos investigados pela Polícia Federal. Será que esses indivíduos não têm consciência do mal que estão causando à população já sofrida do povo brasileiro, fazendo-os engolir papelão misturado em salsichas e linguiças com carne estragada e adcionadas de ácido ascórbico para esconder o mau cheiro dos produtos podres? 30 anos de cadeia é pouco para esta corja de bandidos.


Orélio Andreazzi orelio@andreazzi.com.br

Suzano


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MENU


No sábado eu ia fazer um churrasco para comemorar mais um aniversário da bem-sucedida e amada Operação Lava Jato, mas com todo este “papelão”, melhor um almoço italiano, pois a carne é fraca!


Alessandro Lucchesi timtim.lucchesi@hotmail.com

Casa Branca


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ENVENENAMENTO CRIMINOSO


Em verdade, em verdade vos digo que o escândalo da carne não vai afetar de forma alguma os produtos do País. Quando a imprensa noticia que os Estados Unidos e a União Europeia querem informações do governo brasileiro, não apenas tomar conhecimento do que esta quadrilha cujo espermatozoide fecundou o óvulo do petismo e tem cuidados especiais com os produtos que exporta porque sabe que a vigilância é rigorosa, eles se preocupam com a saúde do povo. Alguém seria capaz de admitir que a JBS (Friboi e Seara) e a BRF (Sadia e Perdigão) arriscariam esse filão de exportar para o mundo inteiro e recebendo em dólares? A linguiça feita com retalhos de cabeça de porco, hambúrgueres cuja composição pode conter até papelão moído. Vídeo mostrou que, diante da informação de produto já vencido há meses, um superior manda que se fraude a data de validade. Material fornecido a escolas poderiam conter até carne podre, cujo cheiro era disfarçado com produtos químicos. Corrupção herdada da dupla do PT, Lula/Dilma, a maioria dos empresários brasileiros optou pela corrupção e o lucro fácil. Com esse envenenamento criminoso, os hospitais, com deficiência material e humana, tinham seus corredores superlotados de pacientes e grande parte talvez contaminada por produtos anunciados por artistas globais – e sabe-se lá que outros produtos químicos os brasileiros estão ingerindo. Com a velocidade da Justiça, pode-se avaliar o que vai dar isso.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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A CARNE PODRE


“Jeremias” 6:13 diz: desde o menor até mesmo o maior obtém para si lucro injusto. Passamos do fundo do poço. Não há mais água, impurezas nem a areia. Restaram a carne podre, a cabeça de porco e o papelão sujo. É a podridão máxima, regada a conversas, favores políticos e muito dinheiro. Chegamos. Mas não acontecerá nada. Com um Supremo que não pune ninguém, um governante com rabo preso e deputados medíocres, não temos saída, a não ser encontrarmos mais e mais excrescências. Viva o deputado que quer criar uma lei dando um ano para o Supremo resolver as pendências da corja. Esse é genial.


Julio Artur Gomes enfkeilamota@ig.com.br

São Paulo


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O QUE FAZER?


Aqui “de boa”, com fortes reações gastrointestinais, aguardando o (in)competente e corrupto Ministério da Saúde (?!) alterar o tal selo S.I.F para “S.I.F.U.”! No mais, crime contra a saúde pública, entre outros mais, é pouco para todos estes canalhas. Deveriam também, isto, sim, ser processados por crime de lesa-Pátria pelo Ministério Público, para que apodreçam na cadeia, assim como a carne que nos venderam. O que faço agora, entro na papelaria e peço 1 kg de carne ou entro no açougue e encomendo dois cadernos e meia dúzia de cartolinas?


Paulo Boccato pofboccato@yahoo.com.br

Taquaritinga


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COALIZÃO


Esta foi a intenção de Lula ao criar seu governo de coalizão. Coalizão para que cada um pudesse roubar seus respectivos ministérios à vontade, desde que dessem seu apoio ao governo.


José Carlos Saliba fogueira2@gmail.com

São Paulo


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A CAIXA-PRETA DO BNDES


A cada dia que vivemos, mais episódios funestos são descobertos. Agora, vem à tona este, investigado há mais de dois anos pela Polícia Federal. Esta gentalha que por 13 anos ocupou o poder do Brasil sempre está ligada a tudo isso. Quase destruíram o Brasil, mas a cada dia surgem novos  e estonteantes casos ligados diretamente a essas figuras. Lembremos que a “presidenta” anistiou R$ 30 bilhões da dívida da Friboi para com o BNDES, quando esta empresa não vale mais do que R$ 8 bilhões. O que mais iremos saber quando abrirem a caixa-preta do BNDES? Mais podridão?


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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PRELÚDIO DO FIM


O povo se assustou com a salsicha de papelão, a carne podre e o frango doente. É o prelúdio da abertura da caixa preta BNDES / Friboi / Lula, que revelará podridão muito pior. Aguardamos ansiosos a “Operação Campeões Nacionais”.


Luiz Henrique Penchiari lpenchiari@gmail.com

Vinhedo


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JÁ ERA HORA


Agora vamos saber se o filho de Lula faz parte da Friboi.


Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas


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RIO SÃO FRANCISCO


Finalmente, o jorro d’água do Rio São Francisco, eixo Leste, chegou até o sofrido povo nordestino.  Mesmo ignorando a oposição de ambientalistas, a obra iniciada no governo Lula, em 2007, com previsão para o término em três anos, a transposição do rio demorou mais que o previsto e teve o valor reajustado e consumido até agora em mais de R$ 10 bilhões. Depois de séculos de sofrimento, a chegada da água encantou o povo nordestino, que aguarda agora ela jorrar pelas torneiras. Depois do padrinho Cicero, o mérito da façanha é do ex-presidente Lula, quer queira, quer não, vai ficar nos anais da história daquele povo.


Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva


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MEGACOMÍCIO


Lula aproveitando a conclusão parcial das obras da transposição do Rio São Francisco e discursou para a mesma claque que é paga para apoiá-lo nessas ocasiões. Dessa vez foi na cidade de Monteiro, no Cariri da Paraíba. Afirmou que todos foram de charretes, carroças, carros de boi, de burro, de boi, tudo com direito ao pagamento da diária, lanche e bandeiras petistas. Ora, se o barbudo não sabe quanto ganha por mês e é dependente de ajuda dos filhos e da aposentadoria de Marisa Lula, com quais recursos conseguiu fazer seu megacomício?


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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COMÍCIO NA PARAÍBA


Se o inominável estivesse no seu devido lugar – a cadeia –, este patético comício não teria sido realizado. Aliás, quem pagou por tudo isso?


Guto Pacheco jam.pacheco@uol.com.br

São Paulo


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DESGOVERNOS


Lula e Dilma Rousseff, enciumados e em plena campanha política, tentam desmerecer a cerimônia de Michel Temer ao chegar à Paraíba a água da transposição do Rio São Francisco. Temer não assumiu a paternidade da obra, mas os dois ex-presidentes não pensam assim. Lula e Dilma desestruturaram o Brasil; são os responsáveis pelo atual caos e, quanto à transposição, iniciada em 2007 para concluir após três anos, ainda com Lula na Presidência, mas devido aos desgovernos, só agora, com sete anos de atraso, está parcialmente pronta – e ainda tem gente que acredita em Lula e o quer de volta.


Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)


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O SERTÃO VAI VIRAR MAR


Se realmente o sertão virar mar com a transposição do Rio São Francisco, os únicos responsáveis por esse acontecimento serão os contribuintes brasileiros, que esperaram demasiadamente por isso e que já haviam pagado os custos reais da construção mais as propinas inerentes à essa obra, como sói acontecer.


Roberto Bruzadin bobbruza@terra.com.br

São Paulo


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LULA EM 2018


É bom que Lula acredite que seja infalível e que vai ganhar as eleições presidenciais de 2018, pois o tombo vai ser grande. Na pesquisa das urnas ele vai tomar conhecimento de que não está com essa bola toda e, quando perder, vai miudinho de volta para casa. Em relação à transposição do Rio Francisco, o governo de Michel Temer finalmente está dando fim a esta obra que não é de propriedade de nenhum partido político, nem de Lula, nem de Dilma, e sim do povo brasileiro.


Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba


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CIRO GOMES


Depois de trocar de partido nada menos do que sete (!) vezes ao longo de sua carreira política (PDS, PMDB, PSDB, PPS, PSB, Pros e PDT), que moral terá Ciro Gomes para atacar o vitorioso João Doria Jr., chamando-o de “farsante”? Francamente!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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DESRESPEITO


Ciro Gomes, mais uma vez. Este senhor, além de desrespeitar o prefeito eleito João Doria e os que nele votaram, continua dando demonstrações de insanidade mental. Para ele não se justifica o meio para obter seus interesses. Lamentável.


Helio José Cury

São Paulo


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JUSTIÇA SEJA FEITA


A prisão preventiva da ex-primeira-dama do Rio de Janeiro Adriana Anselmo, esposa de Sérgio Cabral, foi convertida em domiciliar, por decisão do juiz federal Marcelo Bretas. Em sua decisão, o magistrado levou em consideração dois filhos menores do casal, de 11 e 14 anos. Já que existe esse privilégio para quem detonou um Estado, pois foi conivente com as roubalheiras do marido, que engrossou a conta bancária no exterior com bilhões de dólares, o beneplácito da lei tem de ser estendido à dona Maria, que roubou uma mandioca no supermercado para “engrossar” a sopa dos filhos menores, frutos de irresponsáveis e covardes maridos que ou estão presos ou abandonaram o “lar”. Os meninos ricos, segundo o juiz, se quiserem ter acesso à internet, que vão a outro lugar (que dificuldade!). Com certeza, terão muitas e maravilhosas opções de escolha. E os pobrezinhos da favela, sem a mãe, para que lugar irão? As opções também são muitas: às ruas mendigar, às bocas de fumo ou se embrenhar no tráfico de drogas, caminhos que os levarão à desgraça, com certeza.  Será que a justiça realmente é cega ou é caolha?


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí


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PRISÃO DOMICILIAR


Assim como no caso do goleiro Bruno, o povo brasileiro ficou revoltado com a permissão de Adriana Ancelmo ficar em prisão domiciliar, sabedor que é de sua participação criminosa na quadrilha comandada por seu marido, o megaladrão Sérgio Cabral. Já que a Justiça prevê esse benefício a ela, e que nada podemos fazer para evitá-lo, conclamo aqueles heroicos manifestantes que em 2013 acamparam na frente do prédio de Cabral para que voltem a fazê-lo, em nome do povo brasileiro, mostrando a nossa revolta. 


Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro


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ONDE ESTÁ A JUSTIÇA?


Enquanto Sérgio Cabral se alimenta com picanha tipo exportação, os outros presidiários comem o que servem normalmente na prisão, as “quentinhas”. Aí, um “juiz” manda a mulher dele para casa para cuidar de filhos de 11 e 14 anos. Ora, e as demais mães que estão na prisão e que três, cinco, sete filhos? Estas não têm dinheiro (milhões fruto do roubo aos cofres do Estado) e permanecem presas. Onde está a “justiça”, senhor juiz?


José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo


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DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS?


A mulher do ex-governador Sérgio Cabral sai da cadeia para cuidar dos filhos. A pergunta que não quer calar é a seguinte: uma mulher do povo teria esse mesmo privilégio? Perguntar não ofende!


Sara May sara-may@bol.com.br

São Paulo


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OFENSA


Acho uma ofensa a todos nós liberar a esposa do senhor ex-governador do Rio com a justificativa de que ela tem dois filhos. E como fica a situação de todas as presas que têm filhos? Senhor juiz, valorize a sua toga, tenha mais respeito com todos os brasileiros, peça desculpas e mande-a de volta para a cadeia. Ela não se lembrou dos filhos, de lhes ensinar honestidade, ao sair comprando joias com o nosso dinheiro, que poderia ter sido usado para a educação e a saúde públicas. Aceite com humildade que o senhor errou e corrija o erro. Sua consciência pesará menos.


Maria H. Silva Dutra de Oliveira mhsdoliveira@yahoo.com.br

Ribeirão Preto


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VALE PARA TODAS


A mulher de Sérgio Cabral foi solta com o argumento de ter filhos menores e o pai estar também preso. Então, por uma questão de isonomia (palavra tão a gosto das autoridades do Poder Judiciário), devem ser soltas também todas as mães presas, sem marido, com filhos menores, ou aquelas cujos maridos também estiverem presos. Exemplo: os Nardoni.


Eduardo Domingues domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo

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