Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

22 Março 2017 | 03h00

CARNE FRACA

Do Oiapoque ao Chuí

O Ministério da Agricultura reclama do escândalo feito pela Polícia Federal (PF), alegando que com 4.850 plantas frigoríficas somente 3 foram interditadas e 19, investigadas. É melhor fazer a lição de casa, em vez de ficar choramingando. Eu acho – e tenho razões para achar – que o problema é muito maior. Que tal começar no Oiapoque e vir descendo por todo o País até o Chuí? Será que vamos encontrar tudo limpinho, higienizado? Onde são descartadas as carcaças? E a água sangrenta da lavagem dos locais da matança escorre para onde? É melhor pensar em resolver os problemas. Porque eles existem.

IRENE SANDKE

irene@frettes.com.br

Curitiba

Eu só queria entender a razão para a PF ser considerada irresponsável, na opinião da Sociedade Rural Brasileira. O Ministério da Agricultura, seus chefes e fiscais e algumas empresas fazem um absurdo com a carne que comemos e a que é exportada. E a PF é que é irresponsável, por ter feito a investigação e dar conhecimento ao povo que come essa porcaria? O Vadinho de Jorge Amado já dizia que não se pode mais confiar em avalistas. É o caso, né não? A PF tinha de parar a bandalheira. Ou estão achando que lá fora nunca iriam perceber? Imaginem se conseguem monopolizar a carne, como pretendem, à custa do BNDES.

M. MENDES DE BRITO

mdebritovoni@gmail.com

Bertioga

Benefícios da operação

Se historicamente 80% da carne produzida no Brasil é consumida aqui mesmo, uma eventual queda na sua exportação, motivada pela deflagração da Operação Carne Fraca, não trará um prejuízo tão grande assim para o nosso país, mas terá como benefícios claros uma desejada queda nos seus preços e um esforço bem maior dos frigoríficos atingidos para colocar na mesa dos brasileiros produtos que realmente tenham a qualidade que a saúde pública exige. E não achar que apenas a divulgação daqueles anúncios usando testemunhos de celebridades serão suficientes para as empresas voltarem a merecer nossa confiança.

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

Aos importadores

Seria conveniente uma declaração do Itamaraty, dirigida a todos os países importadores de carnes do Brasil, ressaltando que não se preocupem com a qualidade dos produtos brasileiros, pois toda exportação sempre foi e sempre será de ótima qualidade. Os produtos irregulares serão consumidos no mercado brasileiro. Com a garantia do SIF.

WALDIR CASSAPULA

waldir.cassapula@gmail.com

São Paulo

E os políticos?

Pessoas envolvidas no escândalo da carne foram corretamente exoneradas em 24 horas, conforme o Diário Oficial da União. E como fica a situação dos políticos envolvidos no esquema e que receberam propinas?

BATISTA MORETTI

batista.moretti@hotmail.com

Cerquilho

REFORMA POLÍTICA

Representantes de quem?

Ao ler o Estadão todos os dias me pergunto: elegemos representantes para elaborar e aprovar leis que beneficiem o povo e o País; então, por que as notícias que vemos são apenas de os deputados legislando em causa própria? Todos estão envolvidos em fazer e aprovar leis que os perpetuem no poder, que os isentem de erros cometidos, que os deixem imunes à Justiça e os façam enriquecer de maneira rápida e sem trabalhar! Isso é democracia? Até o momento, tudo o que tem sido votado é para beneficiar os corruptos, seus bolsos, e prejudicar a Nação. Que projetos foram apresentados e/ou o que foi aprovado este ano na Câmara dos Deputados para beneficiar a população brasileira?

LUIZ CLAUDIO ZABATIERO

zabasim@outlook.com

São Paulo

Lista fechada

Até quando vamos conviver com políticos que só pensam na própria pele? Lista fechada pode ser aplicada no mundo todo. No Brasil servirá apenas para perpetuar os políticos que aí estão. Se aprovada para a próxima eleição, teremos a maior quantidade de votos anulados da História. Voto distrital já! Seja puro ou seja misto, isso se discute.

LUIZ OTAVIANO DE ARAUJO

geootaviano@gmail.com

Ferraz de Vasconcelos

As listas fechadas dos partidos são só para proteger os supercorruptos das listas negras do Ministério Público!

PAULO SERGIO ARISI

paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

Clube dos delatados

É incrível o tamanho do cinismo do clube de políticos delatados, que são a maioria no Congresso Nacional. Sentindo-se abandonados por seus eleitores, complicados na Justiça e sem apoio legal para anistiar seus atos de corrupção – uso de caixa 2 –, agora se empenham nesse golpe da lista fechada. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara, está dispensando toda a sua atenção e os seus esforços para levar esse projeto à votação o mais rápido possível e tentar evitar a punição de todos os integrantes do clube. Se aprovado, o eleitorado não saberá em quem vai votar, pois vota no partido e este escolhe quem quiser para receber o mandato. Uma maneira rasteira de se esconder do eleitor e manter o foro privilegiado.

BENONE AUGUSTO DE PAIVA

benonepaiva@gmail.com

São Paulo

Paradigma

A lista única seria perfeita se facultasse ao eleitor votar em candidato fora dessa relação, desde que o eleitor se identificasse colocando seu nome, o número do Título de Eleitor e as razões por que estaria sufragando um nome fora da tal lista. Como era na extinta URSS...

MINORU TAKAHASHI

minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)

LULOPETISMO

Fazer o povo sonhar

Da última vez, enquanto o Lula fazia o povo sonhar, o PT raspou o cofre do Tesouro, quebrou a Eletrobrás, a Petrobrás, os fundos de pensão das estatais e, de quebra, deixou 12 milhões de desempregados. O que será que ele está tramando fazer agora?

LUIZ ADELINO DE ALMEIDA PRADO

laap@terra.com.br

São Paulo

Demagogia

O Lulla vende arco-íris onde nunca chove...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

 

FRACASSO NACIONAL

 

Pela primeira vez nesta década o Brasil deixou de avançar e permaneceu no vergonhoso 79.º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da ONU, ao lado da ilhota caribenha de Granada. É inconcebível que um país continental, rico e forte como é o nosso ostente uma humilhante 79.ª posição no IDH mundial. Pior ainda, sem evolução e continuando com as mesmas mazelas de desigualdade e injustiça social. Parabéns, Dilma Rousseff, Michel Temer, PT, PSDB, PMDB e todos os políticos e empresários corruptos por mais este fracasso nacional.

 

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

 

*

CARNE FRACA E VAIDOSA

 

Bem que eu gostaria de entender esta Operação Carne Fraca... A Polícia Federal ficou dois anos investigando – e permitindo que o povo consumisse as carnes e embutidos irregulares –, sem fazer nenhum alerta. Agora, jogou a carne podre no ventilador e ninguém vai conseguir limpar a sujeira que promoveu, inclusive com erros de interpretação, apesar de serem apenas 21 fornecedores investigados, dos 4.837 que atuam no setor. Destes 21, apenas 6 apresentaram irregularidades e 3 foram efetivamente interditados. Os concorrentes do Brasil no mercado internacional estão festejando a oportunidade, e os brasileiros veem os seus empregos ameaçados. Estou cada vez mais preocupada com os ventiladores da Polícia Federal e do Ministério Público, bem como pelo gosto por holofotes manifestado por alguns de carne fraca e vaidosa.

 

Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo

 

*

ENFIM, CONSEGUIRAM

 

Os jornalistas da “oposição”, os que torcem para o lado esquerdo e os sensacionalistas conseguiram, com apoio da Polícia Federal, transformar um fato corriqueiro envolvendo 3 dos 4.850 frigoríficos brasileiros num enorme problema para o nosso setor agroindustrial exportador. Vários países paralisaram as compras de carnes do Brasil, outros querem mais explicações, obrigando a ida de técnicos ao exterior. Esse é o serviço que esta imprensa de má qualidade presta ao nosso país, colocando seus interesses políticos mesquinhos na frente dos interesses nacionais.

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

*

FUNCIONALISMO CORRUPTO

 

Por trás de todas as discussões que estamos vendo sobre a operação da Polícia Federal chamada Carne Fraca, independentemente das vontades, intenções, perdas, etc., o que vemos é mais uma vez um vergonhoso caso de corrupção dos servidores públicos. Desta vez, no Ministério da Agricultura. Mais do que qualquer organização criminosa ou partido político (quase a mesma coisa), temos um funcionalismo público que está destruindo o Brasil. Em todas as esferas (federal, estaduais e municipais), em todas as atividades (universidades, hospitais, fóruns, INSS, etc.). O funcionalismo público é um câncer maligno que mata um pouco do Brasil a cada dia.

  

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

 

*

NUM MATO SEM CACHORRO

 

Ao exonerar superintendentes e afastar servidores suspeitos de envolvimento na liberação de produtos agropecuários em desacordo com as normas sanitárias, o governo brasileiro reconhece o problema e mostra iniciativa para conter os danos de imagem, mas evidencia a falta de controle sobre a estrutura de fiscalização que permitiu o ocorrido, salientando-se que, em se tratando de saúde pública, não adianta querer minimizar o problema! Com relação ao posicionamento do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, ele apenas demonstra que está mais preocupado com o desempenho da balança comercial do que com a saúde da população, pois está cansado de saber que o mercado interno sempre foi, para as empresas exportadoras, o escoadouro de produtos que não atingem a qualidade necessária para atender seus importadores. Misturar “mercados” para justificar os erros alegando que as empresas “não fariam isso pois gastam milhões para conquistar os mercados externos” é ridículo, apenas evidencia que os países importadores têm controles mais acurados do que nós para determinar a qualidade do que sua população come. Infelizmente, nosso presidente, em mandato-tampão, continua fazendo bobagens por falta de assessoria adequada: levar os “gringos” para uma churrascaria para mostrar a qualidade da carne de outros países que lá é servida, achando que seria brasileira, só demonstra que ele não sabe nada do que acontece no País (pelo menos nesse ramo), seja no campo e nas indústrias processadores de carne, seja nas churrascarias da cidade! Enfim, para qualquer lado que olhemos, “estamos num mato sem cachorro”.

 

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú

 

*

MINISTRO DA JUSTIÇA

 

Agora que a ex-ministra da Agricultura Katia Abreu confirmou que recebeu o deputado Osmar Serraglio e que este intercedeu pelo fiscal corrupto Daniel Gonçalves Filho, aquele que Serraglio chamou de “grande chefe” em grampo de sua comandada Polícia Federal, Michel Temer não tem outra saída que não seja embargar/demitir este trapalhão, antes que afundem ainda mais a economia e aumentem o desemprego com estas ações espetaculosas da Polícia Federal. O que estavam fazendo que não interviram antes, já que isso ocorre há anos?

 

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

 

*

PAPELÃO

 

O vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Pedro de Camargo Neto, disse que a Polícia Federal foi irresponsável ao anunciar a operação Carne Fraca como a maior da sua história. Irresponsáveis foram os frigoríficos que praticaram crimes contra a população. A SRB tem o mesmo “modus operandi” de um certo partido político que bate a carteira e grita “pega ladrão”, ou que troca o sofá quando é traído. Agora, quanto aos inúmeros danos à população brasileira, nenhuma palavra. Desculpem o trocadilho, mas que papelão, SRB!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

*

ALOPRADOS

 

Assim, desta forma aloprada, pensando que está prendendo políticos ou traficantes, a nossa valorosa Polícia Federal joga no valo da dúvida 80 anos de atividade de empresas familiares, que se tornaram grandes conglomerados internacionais, com qualidade atestada no mundo todo, que investem milhões em pesquisa e controle de qualidade, emprega milhares de pessoas e cujos produtos estão nas mesas da maioria dos brasileiros. E, agora, quero ver se pelo menos parte da imprensa séria e confiável vai apurar  a verdade e informar da mesma forma espetaculosa com a qual divulgou o fato.

 

Vitor de Jesus vitordejesus@uol.com.br

São Paulo

 

*

CARNE FRACA

 

Inversão! Investigar e divulgar é crime.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

*

FIQUEMOS ATENTOS

 

Acredito que, diante do nível de corrupção generalizada que temos visto em nossa sociedade, alguns agentes públicos possam utilizar do seu cargo e distorcer suas atividades em benefício próprio, assim como alguns empregados ou colaboradores oportunistas integrantes de algumas organizações empresariais, porém não acredito que isso tenha orientação da cúpula dessas empresas para atuarem dessa maneira. Fico imaginando que possa haver interesses de algumas autoridades policiais ou do próprio Judiciário em também querer aparecer mais do que deveria, pois nesta operação denominada de Carne Fraca, em que foi anunciada a utilização de mais de 1.100 agentes, o número de presos é desproporcional ao gigantismo da operação. Acredito ainda que irregularidades existem, porém são pontuais. Por isso temos de ficar atentos para saber se outros países grandes produtores de proteína animal não estariam querendo desbancar a posição do nosso país para poder colocar os seus produtos onde estão os nossos.

 

Eli A. da Silva eli@elialvesdasilvaadvogados.com.br

São Paulo

 

*

CARNE FRACA, GRANA FORTE

 

Entre as empresas investigadas na Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, a JBS-Friboi destaca-se por ter feito doações que ultrapassaram R$ 393 milhões nas eleições de 2014 que reelegeram Dilma Rousseff. É surpreendente que, no exercício de suas atividades, esta empresa amiga do PT, agraciada com alguns bilhões do BNDES, tenha promovido farta distribuição de propina a fiscais e políticos para que ficasse livre de fiscalização, conseguindo dos agentes públicos certificados sanitários para a venda de seus produtos criminosamente adulterados. Trata-se de um crime contra a saúde pública que já vinha sendo desenhado desde 2012, na gestão Dilma, com trocas estranhas de agentes públicos para o comando da pseudofiscalização sanitária, só para facilitar o esquema das empresas e a propina para políticos. A Justiça já mandou bloquear R$ 1 bilhão destas empresas e o ministro da Agricultura demitiu os agentes públicos envolvidos. É pouco, ou quase nada, pelo tamanho do crime que se configura. Se provadas estas denúncias, estes envolvidos que apostaram na via da propinocracia como forma de governar precisam apodrecer atrás das grades.

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

*

CARNE FRACA

 

Com certeza, no meio da Carne Fraca, deve ter um dedinho do Lula...

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

PASSEATAS EM RISCO

 

Com “mortandela” podre não há lulomilitante que aguente...

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

*

CARNE PODRE

 

Apesar das declarações das empresas Friboi, Seara, Sadia e Perdigão de que houve, nos dois últimos anos, 340 auditorias de qualidade de seus produtos, omitiram que davam propinas para obter o “selo de qualidade” aos servidores do Ministério da Agricultura. Será por isso que as churrascarias do País estão às moscas? Que corrupção hedionda!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

MALANDRAGEM INFINITA

 

Picaretagem tem limite, mas convidar estrangeiros para um rodízio de carne importada afirmando ser nacional? A malandragem brasileira é infinita. O presidente Michel Temer levar, no domingo, ministros, jornalistas e representantes de 27 nações que compram carne bovina do nosso país a uma churrascaria de Brasília para comerem “carne brasileira”, quando, na realidade, o rodízio foi constituído de carne bovina importada da Argentina, Uruguai e Austrália, demostra o perfil do nosso comandante. Detalhe: o custo do regabofe foi de R$ 119,00 por pessoa, sem a inclusão de bebidas, valor este oriundo dos escorchantes tributos que nos tomam de assalto diariamente. Bem fez a União Europeia em embargar a aquisição da nossa carne, que, do jeito que vai, nem cachorro come...

 

Edinei Melo edinei.melo@hotmail.com

Campinas

 

*

SEM ÁLIBI

 

A carne é fraca, o governo é fraco, os que apoiam o governo estão com a credibilidade abalada, portanto, fracos, e grande parte de ministros do governo atual está presente na lista de corrupção por delação de empresas que confessaram a prática de crime, portanto fracos.

 

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

 

*

CARCAMANOS DO SÉCULO 21

 

O recente noticiário em torno das fraudes no segmento de carnes mostra quão desprotegidos estamos diante da bandalheira e da corrupção. Leis, regulamentos e fiscalização não valem nada para estes bandidos e seus comparsas. Para eles, a saúde pública é um mero detalhe. O que interessa é faturar criminosamente à custa do consumidor, com as imprescindíveis conivências do legislador (no caso, PMDB e PP) e da fiscalização do Ministério da Agricultura. Na minha cidade de São Paulo, os feirantes e os pequenos comerciantes, cerca de cem anos atrás, eram alcunhados de “carcamanos”, por sua reiterada prática de “calcarem as mãos” nas balanças, para que elas registrassem um peso maior e, assim, venderem suas mercadorias por um valor maior do que o peso real. Aqueles feirantes e pequenos comerciantes estão sucumbindo à competição deflagrada pelas grandes corporações que alardeiam compromissos de respeito ao consumidor e adoção de princípios éticos. Mas esses compromissos e princípios éticos são pura balela, pois a velha prática de fraudar o consumidor apenas se ampliou e, pior, não é mais uma pequenina burla do peso da mercadoria: transformou-se em crime de atentado à saúde pública. Não se distingue o pequeno do grande: a prática se espalha por tudo neste país. Temos de acabar com estes “carcamanos” do século 21.

 

Flávio G. Bellegarde Nunes flaviogonzaganunes@gmail.com

São Paulo

 

*

O DESTINO DE QUEM É HONESTO

 

O fiscal agropecuário Daniel Teixeira descobriu o esquema que deflagrou a Operação Carne Fraca ao fiscalizar o frigorífico Peccin, que pagava propina a fiscais federais e agentes de inspeção. Ao suspender as operações da empresa, Daniel foi exonerado pela chefe do Serviço de Fiscalização da Superintendência Federal de Agricultura e Pecuária do Paraná, Maria do Rocio, a pedido do dono da empresa, Idair António Peccin, com a anuência do chefe da Defesa Agropecuária, Charlen Henrique Saconatto, e do superintendente Gil Bueno Magalhães. Triste constatação neste país: quem sabe das falcatruas e denuncia é demitido, quando não morto, e os denunciados continuam dando as cartas. E agora, ministro Blairo Maggi, qual será a punição dos chefes de Daniel Teixeira? Se este país valorizasse as pessoas honestas, Daniel deveria ser promovido, pois são pessoas como ele que podem mudar o Brasil.

 

Izabel Avallone izabelavallone@gmail.com

São Paulo

 

*

CHAMEM O LINEU!

 

Realmente, é um absurdo a crise da carne que o Brasil está atravessando. Mas não podemos perder a credibilidade conquistada em longos e duros anos de trabalho e pesquisas por causa da imprudência de alguns fiscais da vigilância sanitária com donos de frigoríficos irresponsáveis. Lamentavelmente, o País está envolvido internacionalmente em mais um escândalo. Mas acredito, assim como a maioria dos brasileiros, que a divulgação só demonstra que o País e seus dirigentes estão tomando as devidas providências necessárias para a resolução do problema. As pessoas ficam apavoradas e já ouvi de tudo nos últimos dias (“não como mais carne”, “vou virar vegetariana” – mas se esquecem dos agrotóxicos). Acho que precisamos de serenidade e avalição para tomarmos decisões. No seriado de TV “A Grande Família”, tínhamos o personagem  Lineu Silva, que era um exemplo de profissional na área de vigilância sanitária. Escreveu, não leu, o Lineu multava, chamava a polícia, fechava o estabelecimento. Precisamos de profissionais como o Lineu. Chamem o Lineu, que ele resolve!

 

Márcia Callado marciacallado@bol.com.br

São Paulo

 

*

CARNE ESTRAGADA

 

Finalmente, chegamos ao mais fundo que o mais fundo dos poços! Não temos “somente” mais um caso de desvio de dinheiro público, mas um atentado contra a saúde do brasileiro. É impensável que aqueles que são responsáveis pela qualidade de um alimento, de fiscais do Ministério da Agricultura aos executivos dos frigoríficos, passando por gerentes de produção e de qualidade destes frigoríficos, tenham a falta de consciência e de escrúpulo pessoal e profissional para perpetrar atos contra a saúde pública como estes que foram praticados contra toda uma população. Quantas pessoas tiveram problemas de saúde por contaminação por salmonela? Ou quantas crianças e idosos, grupos com o sistema imune em formação ou debilitado, foram acometidas de algum mal por ingestão de carne estragada? Isso sem dizer o impacto que este teatro de atos irresponsáveis e criminosos vai causar ou já causou na imagem do País num segmento que era um orgulho para nós, um dos principais exportadores de carne do mundo. Tudo para beneficiar os de sempre, estes nefastos partidos políticos tão prejudiciais quanto a carne estragada que está intoxicando a população. Pergunto: valeu a pena, senhores donos dos frigoríficos responsáveis, fiscais do Ministério da Agricultura e políticos do PMDB e PP? O mínimo que a população exige é a prisão por atentado contra a saúde pública dos altos executivos dos frigoríficos envolvidos, principalmente aqueles que contratam atores globais e Robert de Niro como garotos-propaganda. Prisão sem contemplação para todos eles! Que mofem na cadeia e comam a sua carne e embutidos contaminados!

 

Cesar Araujo cesar.40.araujo@gmail.com

São Paulo

 

*

DIGITAL POLÍTICA

 

É clara a digital política na podridão das carnes e embutidos. É a política do troca-troca que continua afetando nossos empregos (redução das exportações de carnes) e, agora, atinge nossa saúde. A maioria, raras exceções, é carniceira da vida pública. Não há limites para esses inescrupulosos políticos. E ainda querem permanecer no poder por meio das listas fechadas. Haja desinfetante!

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

*

REFORMA POLÍTICA

 

Os políticos estão se movimentando para mudar a legislação eleitoral, pois, se seus nomes estiverem ligados à Operação Lava Jato, possivelmente não serão reeleitos. Estão tentando instituir, por exemplo, a “lista fechada”, pela qual os partidos escolheriam os candidatos ao Legislativo, e teríamos de votar nas siglas partidárias. Isso seria perfeito para os caciques dos partidos comprometidos com a Lava Jato, ou similares, que poderiam ser eleitos sem muito alarde. Mas, pensando bem, acho que isso seria muito bom, pois, para nos livrarmos destas moscas perpétuas, só deveríamos votar em partido que não tenha ninguém respondendo a processo no Supremo Tribunal Federal (STF). Até a propaganda seria mais fácil e menos cansativa: “Nosso partido não tem ninguém envolvido na Lava Jato!”

 

Gilberto Abu Gannam gilbgag@gmail.com

Piracaia

 

*

CANDIDATOS SECRETOS

 

É inacreditável como os políticos comprometidos com corrupção procuram meios de fazer os eleitores de bobos. Lista fechada, secreta como os cartões corporativos por motivo de “segurança nacional”, e nomes de conhecimento restrito como Caju, Finanças, Índio, Caranguejo, Angorá, Feia, etc.? Devem estar brincando...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

ROLETA VICIADA

 

O voto em lista fechada é tal e qual uma aposta em roleta viciada, onde o resultado, adrede combinado pelos interessados, abona a vitória de apenas alguns candidatos/apostadores! Não passa de uma garantia de políticos que desejam que os quadros do Congresso permaneçam inalterados. Isso não é reforma política, isso é golpe contra os brasileiros!

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

*

LISTA FECHADA

 

Bando de mafiosos, canalhas e parasitas, nos Três Poderes, todos de “rabos entrelaçados”, tramando para continuarem a explorar (escravizar) quem trabalha e produz!

 

Miguel Heinen miguelheinen@gmail.com

Santo Cristo (RS)

 

*

Lista fechada ou quadrilha fechada?

 

José Eduardo Victor victorjoseeduardo@gmail.com

Jaú

 

*

CURTO E GROSSO

 

Quando a “santa”, hoje ex-presidente da República, ainda não havia sido destituída do cargo pelos crimes de responsabilidade que cometeu, numa manobra indecente nomeou como ministro da Casa Civil um ex-presidente “cumpanheiro” na tentativa de dar a ele foro privilegiado, jogando-o no colo acolhedor do tribunal objeto de desejo de dez entre dez dos políticos malfeitores que andam por aí, o mesmo tribunal anulou a nomeação por julgá-la artificiosa. Agora, uma chusma de congressistas com rabo preso na Justiça se apressa em tentar aprovar dois projetos, alternativos, com a mesma finalidade espúria: a reforma política (sic) com lista fechada ou a anistia dos caixas. E o mesmo tribunal não se manifesta contra essas tentativas escandalosas para garantir impunidades? Se não o fizer, vai deixar claro que, quando o “impoluto e cidadão mais honesto do País” afirmou com todas as letras em gravação vazada que o referido tribunal estava “acovardado”, tinha absoluta razão.

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

*

REGIME MILITAR

 

Perguntar não ofende: qual a diferença entre lista fechada e o regime militar? No regime militar, eles escolhiam o futuro presidente sem financiamento público.

 

Moisés Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

 

*

DIAGNÓSTICO FATAL

 

Ler, assistir e ouvir diariamente notícias sobre o caixa 2 (anistia), listas fechadas e abertas (reforma eleitoral), reuniões no Palácio do Planalto, na residência do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com os cabeças, a prêmio, do Senado e da Câmara federal, Eunício Oliveira e Rodrigo Maia, respectivamente, tudo com um único objetivo – livrar os envolvidos na lista da Procuradoria-Geral da República (PGR) da guilhotina – tem me causado arritmia e náuseas de tanta podridão instalada nos Três Poderes da República. Fui alertado pelo meu cardiologista para relevar, pois o estresse poderia me levar a diagnósticos mais sérios, e os “indecentes e corruptos políticos” – estes foram os termos usados – iriam se perpetuar no poder, pois roubam milhões e depois eles mesmos criam leis para se livrarem da cadeia. Estava quase que aceitando os conselhos médicos, e outra operação foi deflagrada pela Polícia Federal, a Carne Fraca, que ficará na mídia por um longo tempo. Agora, que juntaram a sujeira, a espurcícia da política com a podridão da carne e derivados que consumimos, não tenho outra saída: ou morro de tédio ou por infecção generalizada.  

 

Sérgio Dafré Sergio_dafre@otmail.com

Jundiaí

 

*

QUAL ESPERANÇA NOS RESTA?

 

Não é mais possível confiar em qualquer dos “poderes” deste país. Todos eles, por omissão, negligência ou talvez conivência, fracassam em suas funções. Legislativo e Judiciário funcionam “a la carte”, criando leis e as interpretando de acordo com seus interesses pessoais ou corporativos. O Executivo, composto por figuras claramente enquadradas em diversas atividades “pouco recomendáveis”, além de refém dos outros dois poderes, também fica amarrado ao passado dessas mesmas figuras “pouco recomendáveis”. Sempre me revoltou a passividade do povo brasileiro, que elege estas figuras e depois pede a Deus a solução para as mazelas do dia a dia. Se Deus quiser, tudo vai dar certo e a febre amarela, a dengue, a chikungunya, etc. não vão me pegar. Contra a violência que acompanha a impunidade neste nosso “país do futuro”, resta a convicção popular de que “da justiça divina ninguém escapa”. Pobre e inútil consolo. O crime compensa, sim! Exemplos surgem todos os dias. Nesta semana tivemos dois episódios envolvendo um atleta e uma ex-primeira-dama, vários condenados por corrupção, leia-se furto, roubo ou qualquer sinônimo que se aplique, já estão à solta usufruindo bens adquiridos desonestamente. Para mim, quem rouba o dinheiro de merenda, vacinas, novos hospitais, creches, etc. comete crime horrendo inafiançável e sem direito a qualquer tipo de progressão de pena, como, por exemplo, a “licença para saidinha” no Dia dos Pais da criminosa parricida e matricida. Que belos exemplos nos regala nosso sistema legal. Apesar de tudo, a sapiência de nosso povo pouco ilustrado, mal alimentado e exposto à falta de saúde ainda lhe garante a esperança de que Deus ajudará, nem que seja através de Medidas Provisórias Divinas (MPD). Vou passar a acreditar nisso; que nos ajude contra todas as enfermidades que estão aí ou estão voltando por aí; que nos ajude a sermos menos furtados em nossas aposentadorias e as levem para perto das dos nossos políticos (Deus poderia também provocar a correção da tabela do Imposto de Renda dentro dessa mesma MPD); que Deus puna exemplarmente todos os envolvidos na sacanagem geral em que se tornou nosso país (“suruba”, segundo definição de um de nossos líderes). Espero que Deus realmente faça justiça, porque a dos homens, pelo menos no Brasil, não funciona nem chega pero disso. Finalmente, um derradeiro pedido: que Ele desperte a consciência dos brasileiros e estes percebam que podem e devem fazer algo por eles próprios, mesmo porque Ele deve andar muito ocupado com refugiados, guerras civis, Donald Trump, etc.

 

Eldo A. Franchin eafranchin@uol.com.br

São Paulo

 

*

LEIS SÃO PARA TODOS

 

Fazendo uma pesquisa para descobrir quais seriam os países em que dirigentes e políticos têm foro privilegiado, descobri que somos o único no mundo que oferece tanta mordomia aos velhacos. Em algumas nações como os Estados Unidos, nem mesmo o presidente está livre da Justiça comum. Outros ainda são mais radicais, como quase todos os países asiáticos: ao descobrir um político ou funcionário público que comete um crime (mesmo os considerados leves), as penas são muito mais severas que as aplicadas aos cidadãos comuns, podendo levá-los até à pena de morte. Deveríamos nos unir e acabar com a mamata aqui, e aplicar as leis que foram feita para todos.   

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

*

O GUIZO NO GATO

 

No excelente programa “Roda Viva”, da TV Cultura, na semana passada, o brilhante jurista Modesto Carvalhosa declarou ser a favor de uma Assembleia Nacional Constituinte exclusiva, convocada por meio de proposição do soberano, ou seja, do povo, mediante coleta de assinaturas em projeto a ser encaminhado à Câmara e devidamente apreciado e votado. Com todo o respeito e admiração, parece que o ilustre causídico voltou a acreditar em Papai Noel. Ou será que os atuais legisladores por acaso estão dispostos a votar um projeto que ponha em risco seus interesses? A ideia da anistia ao caixa 2 e da reforma política com listas fechadas parece dizer exatamente o contrário. A mutilação do projeto das Dez Medidas contra a Corrupção também. Acaso tais legisladores aceitarão o fato de que os deputados eleitos constituintes não serão também automaticamente integrantes da nova legislatura? Quem, então, vai ter poder para impor a elaboração de uma nova Constituição? Respeitados os devidos contextos, isso lembra a solução encontrada pelos ratos que queriam saber quando o gato estava por perto: colocar um guizo no pescoço dele! Restou, então, a grande questão: quem vai pôr o guizo no pescoço do gato?

 

Arlete Pacheco arlpach@uol.com.br

Itanhaém

 

*

AUMENTO DE IMPOSTOS

 

Esta é a única saída que todo governante tem para qualquer crise. Não se fala em gestão pública, não se fala em cortar despesas indecorosas, cortar mordomias escandalosas dos Três Poderes, reduzir a corrupção com nomeação de políticos para ministérios ou cargos que dão margem a receber propinas.  Enfim, eles querem somente garantir as regalias deles, e que se danem o País e o povo. Basta, passou da hora de o povo ir para a rua e exigir o fechamento deste Congresso corrupto, que só legisla em causa própria. Vamos começar a mudar este cenário e mandar esses bandidos para Curitiba logo.

 

Norton Villas Boas nortonvb1946@gmail.com

São Paulo

 

*

‘OS INIMIGOS DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA’

 

Meus cumprimentos pelo editorial de 20/3, “Os inimigos da reforma da Previdência”. Ao se aposentar na década de 1970 (século passado), como funcionário público do Ministério das Comunicações, meu saudoso pai, sr. Ismar, já me dizia: “A Previdência Social está quebrando no mundo todo; aqui (Brasil), nem se fale! Como pode pouco dinheiro entrar e muito sair? Como pode tanto favorecimento a quem não merece e nunca contribuiu?”. Se estivesse vivo hoje meu “velho” e sábio pai, e visse as bolsas e favores, na chamada “cortesia com chapéu alheio”, certamente abordaria que tinha levantado o problema e respectivas consequências! Só que ele diria que boa parte do mundo já corria atrás da solução, enquanto aqui, “(...) deitado eternamente em berço esplêndido! (...)”. A Previdência Social no Brasil foi elaborada de forma errada (sem planejamento) e emendada por vezes incorretamente e nunca sofreu os ajustes certos e necessários. Como resultado, é o que vemos! Enquanto isso, os inimigos do Brasil, principalmente os apaniguados, os que “rasparam o tacho de vez” e os que têm verdadeira ojeriza ao trabalho, protestam contra, mas não apresentam solução alguma. Só sei que será uma verdadeira odisseia reformá-la. Será como trocar os quatro pneus estourados num veículo se movimentando em alta velocidade. A Previdência Social tem urgência na reforma! Sacrifícios haverá e que seja principalmente dos que são pendurados em governos, vida pública, etc., que não admitem ver seus soldos mexidos! É aí que o povo precisa entrar para pressionar!

    

Lucas Rodrigues Lima mvl.rlima@terra.com.br

São Paulo

 

*

REFORMA DA PREVIDÊNCIA E O TIRO NO PÉ

 

O Brasil vive nestes dias um grande impasse, que pode se alongar por meses e até invadir o ano eleitoral de 2018. O governo insiste na reforma da Previdência, mas o projeto já recebeu mais de 100 emendas e é criticado até por governistas. O mais grave é que Michel Temer, com seu poder de articulação, poderá aprová-lo, mesmo à revelia do povo. Melhor seria usar o seu curto mandato para reaquecer a economia e deixar as reformas profundas para quem vier a sucedê-lo. Seu governo, de apenas dois anos e meio, é apenas um mandato-tampão e não traz consigo a obrigação de fazer reformas de longo prazo. Deve aproveitar a chance de governar que o acaso lhe proporcionou e evitar se lançar em empreitadas de longo prazo, que não possa ver consolidadas no curto tempo que ainda lhe resta. Manobrar o Parlamento e aprovar aquilo que o povo rejeita é dar tiros no pé...

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

 

*

O VENDEDOR

 

Sem argumentos objetivos que respaldem a reforma da Previdência, capazes de convencer a opinião pública do tamanho das verdadeiras consequências da não aprovação – desastrosas, segundo a equipe econômica, não pelas gerações futuras, como recorrentemente declara, mas em razão da chamada precificação que o mercado, esta entidade misteriosa que insiste em guiar a vida dos cidadãos, já estabeleceu –, o governo age como aquele vendedor que, tentando pegar o comprador desprevenido, propõe, rapidamente, sem maiores explicações, um preço alto para ver se “cola”, sem dar tempo que os dados de custo reais sejam divulgados e abram caminho, assim, para uma negociação que atenda ambos os lados. Talvez falte por parte do vendedor a vontade de procurar a solução justa, preferindo uma açodada que resulte na sua suposta salvação e na de sua empresa.

 

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

POR UM DEBATE TÉCNICO

 

Lendo o editorial “Os inimigos da Previdência” (20/3, A3), acredito que não há um debate claro sobre o déficit da Previdência, de maneira técnica e profunda, como deveria de ser, e também claro e transparente. Para que o governo passasse a ter recursos para cumprir sua parte no financiamento da Previdência, os constituintes de 1988 criaram três contribuições sociais: Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL); Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), contada sobre o faturamento das empresas; e parte da contribuição para o PIS/Pasep. O famoso déficit vem do fato de a área econômica de sucessivos governos não contabilizar a contribuição do governo como receita da Previdência. Desde 1988, a área econômica captura esses novos recursos criados pela Constituição de 1988 e o ministério da previdência não considera a previdência parte da seguridade; assim, desobedece ao que determinam os artigos 194 e 195 da Constituição. Estudos realizados pela Anfip (2015) revelam que a seguridade sempre foi superavitária, mesmo com a subtração de suas receitas pela incidência da DRU, cerca de R$ 60 bilhões, e pelas desonerações tributárias sobre suas fontes de financiamento, R$ 158 bilhões em 2015. Assim, observa-se que não há déficit, porque existem fontes de recursos constitucionalmente assegurados para financiar a Previdência. O suposto rombo de R$ 91 bilhões (2015) poderia ter sido coberto com parte dos R$ 202 bilhões arrecadados pela Cofins; dos R$ 61 bilhões arrecadados de CSLL; e dos R$ 53 bilhões arrecadados pelo PIS/Pasep. Ou, então, pelos R$ 158 bilhões de desonerações e renúncias de receitas da seguridade social. Também é preciso considerar que não se conhece o modelo atuarial adotado pelo governo e pelos analistas que fornecem “fundamentos” às projeções catastróficas para 2060. Quais são as variáveis? Quais premissas embasam a projeção de cenários? Quão acuradas são as projeções financeiras e atuariais do Regime Geral de Previdência Social (RGPS), que serve de base para as menções escatológicas dos críticos da previdência? Também faz parte do alarmismo dizer que a previdência é o maior item do gasto público no Brasil. Em 2015, por exemplo, o País pagou R$ 502 bilhões de juros (8,5% do PIB): montante superior aos R$ 436 bilhões gastos com benefícios previdenciários (7,5% do PIB). Há, ainda, o mito de que o Brasil gasta muito com previdência, mas, para comprovar essa tese e chegar ao falso patamar de 14% do PIB, os especialistas incluem como previdência inúmeros itens atípicos, como os gastos com os servidores públicos das três esferas de governo. Na verdade, o gasto com a previdência (INSS), de 7,5% do PIB, não é elevado na comparação internacional.

 

Renato Bento Fernandes ecotrendtatuape@gmail.com

São Paulo

 

*

O SENADO QUE NOS AFRONTA

 

Uma reforma séria precisa, necessariamente, passar pelos Três Poderes de maneira convincente e que passe à população a intenção efetiva de colocar o Brasil nos trilhos. Não é possível um governante sério, com uma equipe que se diz séria, querer consertar as finanças de um país quando um Senador custa R$ 30 milhões por ano aos cofres públicos. Para ter uma ideia deste absurdo, o Brasil precisa ficar sabendo que um senador se aposenta com um salário integral, cerca de R$ 34 mil por mês, com apenas 180 dias no cargo, além, é claro, de ter plano de saúde vitalício para ele e seus familiares, com todas as despesas pagas por você, cidadão brasileiro. Mas os absurdos não param por aí. 52 assessores, R$ 24 mil por mês de passagens aéreas, gasolina, correios, auxílio-moradia e muito mais. Ser senador no Brasil é ganhar na loteria. E não é apenas o Senado que dispõe dessas afrontas ao brasileiro. O Poder Judiciário, o Executivo, Câmara e muitos outros funcionários públicos deitam e rolam com a farra do dinheiro de nossos impostos. E o que sobra ao trabalhador resignado é aumento de imposto, desemprego, redução de salários e uma revolta que nos adoece. Quando teremos, efetivamente, uma gestão séria neste país, presidente Temer? Como alguém pode levar esta nação a sério, com todas as aberrações disseminadas nesta “ilha da fantasia” chamada Brasília?

 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

 

*

ELES NÃO ENTENDEM

 

Acho muito natural que vários parlamentares ignorem ou não entendam a reforma da Previdência. Afinal, não foram eleitos por sua inteligência nem seu caráter.

 

Carlos A. A. Borges borges49@hotmail.com

São Paulo

 

*

REFORMAS DA PREVIDÊNCIA

 

Se não forem feitas agora as reformas na Previdência oficial, dentro de alguns anos a solução estará na privada.

 

Decio Fischetti etcmkt@terra.com.br

São Paulo

 

*

CRÉDITO

 

Prezado leitor, você sabia que o INSS (Previdência) tem um crédito junto aos devedores (maiores empresas) que supera em duas vezes e meia o seu atual rombo?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

*

O PESO DA IDADE

 

Na discussão sobre a idade mínima para aposentadoria, quero dar também meu “pitaco”. Pelo que tenho visto, inclusive em minha própria família, os trabalhadores mais humildes são os que menos peso têm para o INSS. Após vidas sacrificadas, quando conseguem a aposentadoria, acabam morrendo pouco tempo depois, e seus dependentes com direito às irrisórias pensões também não duram muito. Fico impressionado com os maus tratos que esses trabalhadores sofrem. Numa padaria da minha rua, vejo-os descarregarem farinha de um caminhão. As sacas de 50 kg são jogadas em suas cabeças, e eles ainda correm para o interior do depósito. Não imagino quanto tempo suas colunas vertebrais e demais articulações resistirão a tanto esforço. E assim também acontece com pedreiros, lavradores e inúmeras outras profissões. Já que no Brasil ninguém fiscaliza nada, o governo poderia determinar que as embalagens de produtos como cimento, farinha de trigo, milho, etc. tivessem no máximo 25 kg. Isso não iria onerar muito os produtores, ao passo que as costas dos trabalhadores ficariam agradecidas.

 

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

 

*

‘A GOVERNANÇA DAS UNIVERSIDADES’

 

Excelente o artigo do professor José Goldemberg (“A governança das universidades”, 20/3, A2). Entretanto, quando aborda o decreto que recomendava também que não mais de 75% da verba de cada uma das universidades paulistas fosse usada em despesas com pessoal, faltou reportar que os  inativos (aposentados) fazem parte das despesas de pessoal das universidades. Quando um professor aposenta-se, fica na despesa de pessoal da universidade, tendo a universidade de abrir concurso para a reposição da vaga do professor aposentado, aumentando, assim, as despesas com pessoal, impossibilitando as universidades de assegurar despesas de pessoal de não mais que 75%.

 

Luiz Carlos Vulcano vulcano@fmvz.unesp.br

Botucatu

 

*

PLANO VERÃO

 

Por ocasião do chamado Plano Verão, de janeiro de 1989, os bancos teriam calculado os rendimentos da caderneta de poupança de modo a prejudicar os poupadores. Estes recorreram à Justiça para reaver o que entendem que perderam. Os bancos foram à Justiça para se defender. Até aí, nenhum problema, nenhuma novidade. O problema é que, passados 28 anos, a Justiça ainda não conseguiu dizer quem tem razão: se os poupadores ou os bancos. Eu estranho que esta grave omissão dos tribunais, inclusive Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal, não ganhe nunca o mais breve comentário na imprensa escrita e falada. O silêncio é absoluto.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

*

‘A APOLOGIA DA VIOLÊNCIA’

 

Agradeço ao “Estadão” o editorial “A apologia da violência” (19/3, A3), em que o jornal expressa seu repúdio ao deputado Jair Bolsonaro, que começa a despertar forte interesse no eleitorado nacional. O editorial destaca alguns trechos da entrevista dada por Bolsonaro à “Folha” e ataca de tal maneira o deputado que me motivou a assistir aos 38 minutos da gravação integral da entrevista. Por isso agradeço ao jornal, por divulgar a entrevista, que transcorreu em tom até descontraído, e discordo totalmente das opiniões do jornal, que, ao acusar o deputado de boçal, pregador da violência e medíocre, citando frases fora de contexto, mostra-se mais agressivo que o próprio deputado. Agradeço ao “Estadão” por me alertar sobre um novo estilo e posicionamento político do diário, com o qual não concordo.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

*

JAIR BOLSONARO

 

O Trump brasileiro. O discurso é conhecido: incitação à violência e ao caos, o bem maior. Assim, é mais fácil ter o poder.

 

Alice A. Câmara de Paula alicearruda@gmail.com

São Paulo

 

*

Sobre o editorial “A apologia da violência”, deixemos o deputado Jair Bolsonaro se afogar na própria bílis.

 

Fausto Ferraz Filho faustofefi@ig.com.br

São Paulo

 

*

RUMO AO BOLSONARISMO

 

“A mansa passividade das multidões” reinante em realidades como esta, primorosamente traçada por Fernão Lara Mesquita (“O silêncio dos culpados”, 21/3, A2), é que leva os países ao extremismo, seja de direita, seja de esquerda. Livre do bolivarianismo (por hora), o Brasil caminha a passos rápidos para o bolsonarismo, tal a humilhação que nos imputa, até em nosso estômago, o funcionalismo público inepto e corrupto, do mais humilde ao mais ilustre servidor.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

*

MENOS ‘DONOS DO BRASIL’

 

Magistral o artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita (“O silêncio dos culpados”, 21/3, A2). O Estado e seus parasitas estão asfixiando o Brasil. Quando se fala em menos Estado, na verdade, o que se quer dizer é menos “donos do Brasil”. Menos Executivos corruptos e incapazes (federais, estaduais e municipais). Menos Legislativos idem. Menos julgadores comprometidos com os parasitas e parasitas eles mesmos, e dos mais nocivos à Nação. Para o bem ou para o mal, uma hora este país pode acordar de seu sono letárgico e “a emenda pode sair pior que o soneto”. Não quero nem pensar no Encouraçado Potemkin, nem no que aconteceu há 100 anos, em outubro de 1917.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

*

‘O SILÊNCIO DOS CULPADOS’

 

O artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita, na edição de ontem, deveria ser lido por todo brasileiro!

 

Eugênio José Alati eugenioalati13@gmail.com

Campinas

 

*

PSDB E 2018

 

Nefelibatas são pessoas que têm a cabeça nas nuvens. Parece que o dr. Alberto Goldman, vice-presidente nacional do PSDB, é um destes, ao comentar que “fora meia dúzia, nenhum cidadão deste país está preocupado com 2018”. Qual é o país que este distraído comenta? Talvez a Suíça? Em São Paulo, João Doria mostrou aos “pterocanos” o que vai pela cabeça dos brasileiros, e certamente não é a inércia da espera pelos caciques fora de moda. Mostrem modernidade e comunicação, ou se contentem os emplumados dinossauros a continuar empoleirados no muro da história.

 

João Crestana jbat@torrear.com.br

São Paulo

 

*

ALCKMIN E O PSB

 

O jornalista Pedro Venceslau (“Márcio França entra na disputa pela presidência do PSB”, 21/3, A7) parece ter acreditado num devaneio de algum membro do PSB. O que Márcio França quer é ser candidato a governador com o apoio de Geraldo Alckmin, algo que este último sabe ser impossível administrar dentro do PSDB. França, legitimamente, tenta de tudo para seduzir Alckmin, porém este sabe que o candidato terá de ser do PSDB, muito provavelmente João Doria, o único nome com reais chances de vitória. Já o vice de Alckmin na chapa presidencial, provavelmente, será alguém de ficha absolutamente limpa e que sempre foi de oposição, como Ronaldo Caiado ou Ana Amelia Lemos. Paulo Câmara não tem nenhuma liderança em Pernambuco e, se não se aliar ao senador Fernando Bezerra e outras lideranças regionais, acabará sendo engolido pelo próprio PSB.

 

David B. do Nascimento davidbatistadonascimento@hotmail.com

Itapetininga

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.