Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

23 Março 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

Caminho para a impunidade

Gilmar Mendes, um dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) que mais se envolvem com a política e com os políticos (!), agora é secundado por Dias Toffoli, egresso do PT, talvez ainda simpatizante das lideranças que precipitaram o País nesta inaudita e escandalosa corrupção e gravíssima recessão. Embora Gilmar Mendes afirme que “vazamento é eufemismo para um crime”, deixa de propor e buscar formas de punir os procuradores vazadores que até já convocaram jornalistas para dar detalhes em “off”. Propõem os ministros a simples anulação de delações vazadas, o que criaria uma avenida para a impunidade de grande parte dos envolvidos, políticos, empresários e intermediários. Já o procurador-geral da República declara que a “sociedade não suporta mais a corrupção”, mas o povo tampouco suporta mais o vedetismo de policiais, procuradores e juízes que, em disputa entre si ou por motivos inconfessáveis, parecem estar empenhados em oferecer argumentos a serem utilizados pelos advogados dos corruptos. Desperdiça-se a oportunidade de passar o Brasil a limpo e criar as condições para a sua redenção e o seu desenvolvimento.

PETER GREINER

peter.greiner@aclnet.com.br

São Paulo

Pelo visto, Gilmar Mendes e seu escudeiro Dias Toffoli, a exemplo de Ricardo Lewandowski – que, certamente, entrará para a história como defensor do PT no processo do mensalão –, pretendem, também, fazer história, agora na Operação Lava Jato, como defensores do PMDB. O Brasil está de olho.

CARLOS BENEDITO P. DA SILVA

carlosbpsilva@gmail.com

Rio Claro

Com aval do STF

Incrível a defesa do ministro Gilmar Mendes da anulação das delações da Lava Jato divulgadas pela imprensa. Se assim for, vamos passar a ter um grupo estratégico dos denunciados para os crimes serem divulgados na imprensa e, assim, os criminosos saírem impunes, com aval do STF. Com essa atitude o ministro se incorpora à luta dos políticos em busca de alternativas de impunidade. Aliás, Gilmar Mendes tem-se manifestado reiteradamente em público com críticas à Lava Jato, procurando descaracterizar crimes e/ou diminuir sua gravidade, como no caso do caixa 2. Quando se espera da Corte Suprema árduo combate à corrupção e à impunidade, vemos esse tipo de manifestação de um dos seus ministros, amparando o desejo da classe política denunciada ou condenada por inúmeros crimes contra a sociedade brasileira. Deplorável.

CARLOS ALBERTO SULZER

csulzer@terra.com,br

Santos

É isso mesmo?

Entendi certo? Gilmar Mendes está mais interessado em acusar a Procuradoria-Geral da República (PGR) de crime do que em defender o Brasil dos criminosos apontados pelas delações? É isso mesmo? Quem é mesmo que está querendo espetáculo, a Polícia Federal ou Gilmar Mendes? E ainda posando na foto com as piores companhias!

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

Crime contra os brasileiros

O Brasil tem uma chance única de combater a corrupção de altíssimo nível. Por isso, a minha profunda indignação quando leio os pronunciamentos do ministro Gilmar Mendes. No lugar de atacar, ele deveria elogiar o trabalho feito pela PGR. Quem fez delação premiada não o fez sob tortura física. Tentar anular as delações por causa dos vazamentos é um crime contra a população brasileira.

LEONARDO STERNBERG

bergzynski@gmail.com

São Paulo

Causas e efeitos

Temos o hábito, no Brasil, de “corrigir” efeitos sem esclarecer e corrigir as causas. Creio que o ministro Gilmar Mendes, ao defender anulação de delações, estará incidindo no mesmo erro.

DARCY ANDRADE DE ALMEIDA

dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

Suspeitos ou impedidos

Seria bom que os nossos magistrados, especialmente os ministros do Supremo, se lembrassem do que disse Ruy Barbosa perante o STF: “Recordai-vos, juízes”, como dizia D’Aguesseau, “que, se sois elevados acima do povo, que vos circunda no tribunal, não é senão para ficardes mais expostos aos olhares de todos. Vós julgais a sua causa; mas ele julga a vossa justiça; e tal é a fortuna, ou a desventura, de vossa condição, que não lhe podeis esconder nem a vossa virtude, nem os vossos defeitos” (Rio, 31 de março de 1893, Actos Inconstitucionaes do Congresso e do Executivo ante a Justiça Federal, pág. 249). Creio que aqueles que se pronunciam sobre o que vão julgar deveriam dar-se por suspeitos ou impedidos (já que manifestaram opinião fora dos autos ou do momento próprio). Fossem eles magistrados de primeira instância, já estariam sendo processados por suas corregedorias e punidos.

NAZARIO GUIRAO

nguirao@terra.com.br

São Paulo

Antecipação

Magistrado que fica anunciando que vai anular provas está antecipando julgamento, o que é vedado pela Lei Orgânica da Magistratura e pela legislação processual. Simples assim.

ANA LÚCIA AMARAL

anamaral@uol.com.br

São Paulo

Comedimento

O nobre ministro Gilmar Mendes precisa ter em mente que ele não foi eleito para nenhum cargo público. Não fica bem, dia sim, outro também, estampar a capa dos jornais dando palpites em tudo quanto é assunto. Se prefere atuar dessa maneira, então que renuncie e vá ser ministro do governo ou se candidate. Menos, ministro.

JOSE SEVERIANO MOREL FILHO

zzmorel@icloud.com

Santos

PREVIDÊNCIA

Reforma?!

O recuo (do presidente Michel Temer), retirando os funcionários estaduais e municipais – aos quais, decerto, se seguirão os federais – da reforma, mostra, na verdade, total descompromisso com o futuro da Previdência Social. Todos sabem que o principal causador do déficit é o funcionalismo público. Retirá-lo da igualdade, como se os servidores fossem mais iguais que os outros, demonstra que tudo continua na mesma: temos as castas privilegiadas e as que pagam a conta dos privilégios. Indecente, para dizer o mínimo! Espero que reconsiderem essa decisão infeliz. Passo a ser contra a reforma da Previdência, que não reforma nada nem vai garantir a aposentadoria dos futuros beneficiários, como se propagandeava.

CRISTIANE MARIA S. MAGALHÃES

cris_magalhaes@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ATAQUE À LAVA JATO


De onde menos se esperava veio o ataque mais contundente contra a Operação Lava Jato. Tal e qual a Operação Carne Fraca, que, com fanfarras, colocou injustamente todo o setor de produção de proteína animal brasileira na lata do lixo – e esta espetacularização não se sabe bem, mas desconfia-se de a quem serviu –, da mesma forma o ministro Gilmar Mendes defendeu que o vazamento de informações da delação de ex-executivos e funcionários da Odebrecht, supostamente cometido por funcionários públicos da Procuradoria-Geral da República (PGR), pode ocasionar o descarte das provas baseado no princípio de violação do sigilo que está no artigo 325 do Código Penal. Que maravilha! Significa que os envolvidos na Lava Jato só precisam providenciar o vazamento de delações que se refiram a eles para se livrarem do alcance da lei! Que se puna quem facilitou o vazamento para a imprensa, mas que não se anule o processo baseado em provas legitimamente colhidas. Fica a impressão de que o ministro Gilmar Mendes atende à falta de fôlego de políticos do PMDB, PSDB e outros partidos enterrados até o nariz na fossa negra da corrupção, e isso é inimaginável, por certo. Mas é o que parece, e a velha frase “não basta ser, tem de parecer” cabe bem nesta questão. Sei que Gilmar Mendes pouca importância dá ao clamor popular diante do cumprimento estrito da lei. Mas aprendi que há momentos em que o “espírito” da lei tem de prevalecer sobre a letra fria dela. E o povo precisa ver os políticos corruptos penalizados, após três anos de trabalho intenso da Operação Lava Jato, que não pode ser desmantelado por pressão dos envolvidos.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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ASSIM NÃO DÁ!


De que lado estará o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), do povo, ou dos envolvidos na Operação Lava Jato? Suas declarações polêmicas, quase que diárias, têm dado um alento aos parlamentares enrolados no rumoroso caso de corrupção. Esta semana, por exemplo, acusou a Procuradoria-Geral da República de vazamento de informações sigilosas e defendeu a anulação de delações premiadas divulgadas pela imprensa. Afirmou que as investigações devem produzir provas, não entreter a opinião pública ou demonstrar autoridade, no que foi endossado pelo ministro Dias Toffoli, integrante da segunda turma do STF. Ou seja, mais uma opinião na mesma linha – são cinco juízes ao todo – poderá futuramente detonar a operação e livrar muitos infratores da cadeia. A PGR está entre as três entidades que desfrutam de maior credibilidade da população, produziu muitas provas e, graças às delações, recuperou bilhões de reais desviados, que já foram repatriados. Isso, sim, nos mantém entretidos e nos enche de orgulho. Com todo respeito ao ministro, acredito que deveria se manifestar somente nos autos, pois não cabe a um magistrado agir como formador de opinião.


Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

   

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AS CRÍTICAS DO MINISTRO MENDES


As investigações têm por objetivo produzir provas e, por obrigação, informar a população da real situação do País. A caterva que se sente incomodada com isso deve ter muito a “temer”.


Marisa Bodenstorfer

Lenting, Alemanha


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INGENUIDADE?


Gostaria de saber do ministro do STF Gilmar Mendes se, caso quem quebrar o sigilo da delação premiada for advogado da parte interessada, ele também pedirá a anulação. Não acredito nesta ingenuidade.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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O CRIME COMPENSA


Realmente, aqui, no Brasil, o crime compensa. Em acordo celebrado entre o ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Bruno Dantas, relator do processo de Angra 3, com o procurador Deltan Dellagnol, da força-tarefa da Operação Lava Jato, estão pretendendo aplicar a suspensão da pena de inidoneidade para as empresas Odebrecht, Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, permitindo que estas empreiteiras, além de serem isentadas de multas superiores a R$ 400 milhões e do pagamento de juros referentes aos prejuízos causados à Eletronuclear, continuem firmando contratos com o governo – o que é ainda mais grave. Quem garante que, se continuarem a firmar contratos com o governo, a corrupção não se irá perpetuar?


Artur Topgian topgian@terra.com.br

São Paulo


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POR QUE LIVRAR AS EMPREITEIRAS?


Contra, sou completamente contra que o Tribunal de Contas da União (TCU) livre as empreiteiras de punição. Elas roubaram, fraudaram e superfaturaram. Não só deveriam, como devem, ser banidas da prestação de serviços públicos no País. Para quem não sabe, tanto no Brasil quanto fora do Brasil existem outras empresas tão capazes tecnicamente quanto a Odebrecht, a Andrade Gutierrez e a Camargo Corrêa, à espera de uma oportunidade de poderem também prestar seus serviços em nossas obras públicas. Agora, a pergunta que não quer calar: que interesse tem o TCU em perdoar a quem nos fez tanto mal?


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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O BRASIL ASSUMIDO


Locupletemo-nos todos, vamos assumir, este país é corrupto, todo mundo rouba e deixa roubar. Todos os partidos brasileiros receberam dinheiro do gigantesco propinoduto em que as grandes empreiteiras transformaram cada obra que fizeram para o governo federal e demais governos, em nível estadual e municipal. O governo federal tem a maioria de seus ministros citada nas delações da Lava Jato, inclusive o próprio presidente Temer, os mesmos (a maioria do PMDB, partido exemplo de parasitas que grudam em quem estiver no poder), que giravam também em torno da ex-presidente Dilma (digno exemplo de incompetência e falta total de qualidades exigidas para o cargo máximo deste país). O Congresso só pensa naquilo, isto é, em livrar-se como ratos num navio afundando. Senado idem. E o foro privilegiado é um verdadeiro diploma de honra ao mérito que o Supremo Tribunal Federal (STF) proporciona àqueles que se revestem de cargos importantes em nível ministerial. Senhores, vamos admitir que, no fundo, todos sabemos que toda esta barafunda em que se transformou o Brasil não vai dar em absolutamente nada. E vamos brindar nossa República das Bananas.


Henrique Schnaider hschnaider4@gmail.com

São Paulo


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VALOR RECUPERADO


Sensacional! Eu desconheço ter havido outro fato semelhante, no Brasil, ao que vivem atualmente os servidores públicos cariocas. Ainda sem receber o salário de dezembro e o 13.º salário de 2016, que estão sendo liquidados em suaves prestações em razão dos roubos do dinheiro do Estado por um ex-governador, esta semana os servidores tiveram uma notícia auspiciosa: foram convocados para receber mais uma parte dos salários atrasados, pois a Operação Lava Jato conseguiu recuperar R$ 250 milhões roubados pelo ex-governador do Rio Sérgio Cabral, que está preso em Bangu 8. Enfim, é dinheiro roubado por ladrão recuperado e liquidando os salários atrasados dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro. Ufa!


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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A ORIGEM DO DINHEIRO


Li no “Estado” que os servidores aposentados e pensionistas do Rio de Janeiro receberam seu 13.º salário, pago com dinheiro recuperado do esquema corrupto do ex-governador Sérgio Cabral. Informou também o jornal que Sérgio Cabral sempre disse que nada sabia destes R$ 250 milhões desviados do seu governo. De onde eles vieram agora, então? De uma coisa eu sei: da minha conta bancária não foi.


Raul S. Moreira raulmoreira@mpc.com.br

Campinas


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SÁBIA DECISÃO


Cumprimento o desembargador Abel Gomes, que decidiu manter em prisão preventiva a notória Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador Sérgio Cabral. Enquanto praticava seus crimes abomináveis, jamais passou por sua cabecinha oca que, um dia, poderia prejudicar seus rebentos. Sábia decisão a do desembargador.


Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo


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EIKE BATISTA


Preso no dia 30 de janeiro, Eike Batista já está recluso há quase dois meses, e não se fala mais do caso. Quando o juiz que mandou prendê-lo vai dizer por que ele foi preso? Já sabe o motivo pelo qual entregou ao governador menos de 0,03% de sua fortuna de então?


Wilson Scarpelli wiscar@terra.com.br

Cotia


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A POLÍCIA FEDERAL E A IMPRENSA


Em sua generalidade, o povo brasileiro vem aplaudindo a fiscalização desencadeada pela Polícia Federal. Concluo que é hora de acabarmos com a corrupção existente. No entanto, a apuração há que ser feita com responsabilidade, a fim de que sejam punidos os agentes diretos por atos corruptos. A corrupção é pontual em determinadas atividades.  Sejam elas do Trabalho, do Capital, do poder público, do Congresso Nacional ou onde for. Há que ter maior cuidado na forma como se fiscaliza e como se passa à imprensa. À imprensa cabe saber como transmitir as fiscalizações para que não se comprometa o setor produtivo, mas, sim, para que sejam alvos os responsáveis diretos pela corrupção. Estes devem ser os punidos. A pirotecnia da Operação Carne Fraca, deflagrada na sexta-feira pela Polícia Federal, demonstra a falta de responsabilidade de quem a designou e noticiou e, também, da forma como foi transmitida pela imprensa falada, escrita e televisada. O País já é o segundo maior exportador de carnes do mundo. Quem pagará o prejuízo causado à classe produtora, enfim, e ao agronegócio? É ele que tem ajudado a sustentar a economia nacional, principalmente, nos momentos de crise. Como produtor rural, não posso deixar passar este momento para reivindicar dos poderes públicos maior responsabilidade, seja na fiscalização, seja no julgamento, a fim de que se punam os corruptos, e não a classe produtora e o País, que merece respeito.


Roosevelt R. dos Santos rooseveltroque@uol.com.br

Presidente Venceslau


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CAUSAS E EFEITOS


Culpar a Polícia Federal por problemas no setor de carnes seria o mesmo que culpar os médicos pelas doenças que diagnosticam.


Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia


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LEMBRETE


Estão esquecendo que não é a Polícia Federal que está podre...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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PIOR A EMENDA QUE O SONETO


O soneto da Polícia Federal na Operação Carne Fraca alardeou, sem qualquer dúvida, os importadores de carne do Brasil. Porém, a emenda de Michel Temer e de Blairo Maggi foi avassaladora. Afirmaram estas altas autoridades ser “um mero caso pontual”, acompanhando o discurso da bancada ruralista. De fato, um caso pontual, em que duas das maiores empresas processadoras de carne do mundo, ambas brasileiras, estão envolvidas com suborno (ou corrupção) a hipotéticos órgãos fiscalizatórios e cujos responsáveis (corruptos) são fruto de “indicações políticas”. A expressão de seriedade e responsabilidade destes senhores não se encerou por aí. O poema continua. Manchetes mundo afora exaltam a politicalha brasileira, em que o atual ministro da Justiça, Osmar Serraglio, aparece em gravações feitas com autorização judicial relacionando-se recentemente com o líder da “pseudofiscalização”, chamando-o de “grande chefe”. Uma vergonha histórica que bem sustenta o que o resto do mundo possa pensar da politicalha brasileira.        


Oswaldo Colombo Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo


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ENCONDENDO O RABO


Não tem como ficar acusando imprensa e redes sociais de estarem prejudicando nossa exportação de carnes. Se o produto está mesmo irregular (no caso, podre), imprensa e as pessoas não são os culpados. Terão de punir com seriedade os produtores-exportadores, corrigir os eventuais problemas (crimes) e tentar de novo ganhar mercados. Não dá para esconder o próprio rabo e falar mal do rabo de outros.


Adriles Ulhoa Filho adriles@uai.com.br

Belo Horizonte


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ESCOLHA


Muitos formadores de opinião reclamam da espetacularização da Operação Carne Fraca, “prejudicando a imagem” exterior do Brasil... O povo brasileiro tem de escolher: os espetáculos da Polícia Federal na caça aos corruptos ou os espetáculos dos Lulas do País na pregação da impunidade.


Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo


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FISCALIZAÇÃO E CORRUPÇÃO


Infelizmente, neste nosso Brasil, onde tem fiscalização, tem corrupção. Os frigoríficos foram vítimas, pelo que se vê na imprensa escrita. Os corruptos são gananciosos: quando não são atendidos, eles chantageam.


Minoru Takahashi minorinhotakahashi@hotmail.com

Maringá (PR)


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TEORIA CONSPIRATÓRIA


Teoria conspiratória não é meu forte (ou fraco?), mas a Operação Carne Fraca ter sido deflagrada no dia em que o pessoal do Ministério Público Federal (MPF) iria se autocongratular pelos três anos da Operação Lava Jato me intrigou. Sabemos que há disputas entre Polícia Federal (PF) e MPF pela paternidade e pela projeção em inquéritos que dão visibilidade. O pessoal do MPF iria fazer um oba-oba, sem convidar para o convescote o pessoal da PF. Alijados da festa, o pessoal da PF contra-atacou e estragou a festa. O noticiário de rádios e TVs foi todo da Carne Fraca, assim como dos jornais do dia seguinte. Uma boa teoria conspiratória, não é?


Milton Akira Kiyotani miltonak@gmail.com

São Paulo


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GAROTO-PROPAGANDA


Michel Temer, como “garoto-propaganda”, num gesto político para minimizar a grave situação detectada pela Polícia Federal na Operação Carne Fraca, não convenceu e foi um fiasco. Seu semblante indicava que ele não é muito chegado a essa proteína, ainda mais agora, potencializada por esta trambicagem imposta ao povo. Com a descoberta deste novo nicho de corrupção, aguardamos preocupados por uma nova descoberta da semana!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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EM DEFESA DOS FRIGORÍFICOS


Tanto o pronunciamento do presidente Michel Temer sobre a Operação Carne Fraca quanto o do ministro da Agricultura só procuraram defender os frigoríficos, portanto, inclusive, os infratores. Não houve, em momento algum, a defesa da saúde do povo brasileiro, o principal atingido pela fraude dos frigoríficos. A preocupação das autoridades foi, em todos os pronunciamentos, a defesa da carne exportada, e não da saúde do povo brasileiro, principalmente os de baixa renda, maiores consumidores de linguiças e salsichas, por exemplo, produtos mais adulterados. Entretanto, o presidente da República leva estrangeiros para jantarem em churrascaria, ao custo de R$ 119,00 por pessoa, para saborearem carne argentina e australiana, alegando ser brasileira. Só espero que os problemas de saúde do povo brasileiro de baixa renda não o levem a falecer com os produtos adulterados.


Fernando A. Jordão de S. Netto fernando_souzanetto@terra.com.br

São Paulo


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CARNE FRACA


Esperava do ministro e do presidente uma palavra de estímulo à Polícia Federal, defendendo a apenação dos infratores que, felizmente, são exceção. Entretanto, a exemplo do fundador da Odebrecht, a nossa “mano nera”, incorreram no que os juristas chamam de “lapsus linguae”. Assim como o “capo” referiu-se ao “nosso italiano”, eis que nosso presidente amenizou com um churrasco com carne importada, condenando a ação legítima, dever de ofício de quem, ao tomar conhecimento de qualquer fato delituoso, está obrigado a adotar as providências próprias de suas atribuições, sob pena de incorrer no crime de prevaricação.


Nevino Antonio Rocco nevino_a_rocco@uol.com.br

São Bernardo do Campo


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QUE SUFOCO!


A carne não é nada fraca, tirou do ar a poderosa lista de Rodrigo Janot. Os políticos envolvidos agradecem e respiram aliviados. Pelo menos por um tempo. Ufa!


Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)


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PODRIDÃO ANTIGA


Só para lembrar, nada mais: na década de 1980, fiz e distribuí pelo circuito da Agência Estado matéria intitulada “O crime dos frios”. A metáfora sugeria que um crime qualquer era cometido por pessoas frias, insensíveis. Não. Era o crime de colocar jornais e papelão na salsicha, linguiça e outros assemelhados. A podridão vem de longe.


Apollo Natali apollo.natali2@gmail.com

São Paulo


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IRREGULARIDADE?


Por que nos comerciais da JBS não tem “funcionários”, mas “colaborador” e “colaboradora”? Será para burlar a CLT?


Carlos Norberto Vetorazzi cnorbertovetorazzi@yahoo.com.br

São José do Rio Preto


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A DIGESTÃO DA NOTÍCIA


Fica difícil não poder digerir uma notícia, da mesma forma que fica inaceitável votar de cabresto. Com relação à Operação Carne Fraca, o noticiário deveria citar os nomes das empresas e pessoas culpadas, coletando os dados com a Polícia Federal. De outro lado, no Congresso Nacional, a reforma política que está sendo discutida, com lista fechada, nunca será aceita pelos brasileiros, porque os eleitores desejam que o seu voto seja encaminhado para suas preferências, e nunca engrossar lista para escolha de caciques partidários. Assim, uma notícia mal digerida fica igual a engolir em seco. Ambas as fórmulas atacam o nosso estômago. Ou não?


José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro


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CONGRESSISTAS DESPUDORADOS


Não contentes com o vexame que deram por ocasião do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando dedicaram os seus votos às mais esdrúxulas personalidades, como mãezinha, vovozinha, etc., nossos parlamentares agora tentam uma reforma política safada, para quem sabe salvarem o mandato e o que lhes resta de “dignidade”. A proposta de lista fechada não é só moralmente indecente, mas um insulto à nossa inteligência. Não passa de uma manobra aperfeiçoada daquela engendrada pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, que, processado no escândalo do mensalão, articulou a candidatura do cômico Tiririca para, nas sobras da votação daquele artista, se eleger novamente deputado federal. Como lembrou o editorial de domingo (19/3) do “Estadão”, em lugar de uma reforma política que acabe com as coligações nas eleições proporcionais e impeça a formação e existência de partidos cuja existência é um acinte à democracia, tentam desesperadamente encontrar uma fórmula de conseguirem se reeleger depois de caírem no alçapão da Operação Lava Jato. Como não existe limite para as suas pretensões desonestas, ainda tentam criar uma verba pública para financiar as campanhas eleitorais, já que não poderão mais achacar os empresários. E tudo isso ao mesmo tempo em que o governo decreta aumento dos combustíveis e propõe uma reforma draconiana da Previdência, para evitar que o País atinja a insolvência, como disse o ministro da Fazenda. Não dá mais para engolir desaforo. Basta! Não dá mais para engolir essas expertises.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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DEMOCRACIA PERFEITA


Analisando o Brasil em nível federal, este ainda não é uma democracia perfeita. Nosso Parlamento, que deveria realmente representar seus cidadãos por meio do voto único, não o faz! É um absurdo imaginar que aqui, em alguns Estados, os eleitores tenham o privilégio de cinco ou mais votos. Para que no Brasil um candidato seja eleito deputado federal, há a necessidade de ele ganhar os votos do Estado inteiro, o que financeiramente exige muitos e muitos milhões. Dinheiro este somente viável a milionários, personalidades conhecidas pela mídia ou por meio da famosa corrupção. Ao homem comum, de bem, com as melhores intenções, este direito de legislar é quase que inviável de ser almejado. Faz-se urgente que no Brasil seja introduzido o voto distrital, de forma que os custos da propaganda eleitoral possam baixar drasticamente e a atual corrupção, originária, em parte, da recuperação dos investimentos milionários gastos na propaganda eleitoral, possa ser fortemente reduzida. Ideal seria copiar o sistema eleitoral da Alemanha, uma verdadeira democracia. La existe o voto distrital, um voto só para cada eleitor, reembolso depois da eleição de um certo valor para cada voto obtido para cobrir as despesas de cada partido.


Michael Peuser mpeuser@hotmail.com

São Paulo


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LISTA FECHADA


Era só o que nos faltava. Os políticos certamente nos tratam como imbecis com tal proposta. Depois que o STF julgou que as empresas não podem doar por se tratarem de pessoas jurídicas, agora querem que votemos em partidos, que também são pessoas jurídicas. Portanto, por analogia, é inconstitucional!


Mario Antonio Rossi mario_rossi@uol.com.br

São Paulo


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BARAFUNDA BRASILEIRA


Um país em que o presidente da República tem de ceder cargos técnicos para execráveis congressistas em troca da aprovação de leis essenciais; um Congresso com bancadas ruralista, da bala, das igrejas, todos com hipócritas afirmando defender nossos interesses; os jateados do Senado e da Câmara dos Deputados querendo cassar o direito ao voto livre, via lista fechada, para se imunizarem da Justiça; partidos com proprietários; uma elite econômica que somente se manifesta quando o prejuízo alcança seu bolso ou acabam os subsídios! Diabos, como viver e exercer a democracia num país como este?


Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto


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NO ESCANTILHÃO DA LAVA JATO


O mundo comemorou no dia 20 de março de 2017 o Dia Internacional da Felicidade. Ao desbancar a Dinamarca, a Noruega foi apontada, pela primeira vez, como o país mais feliz do mundo, em relatório das Nações Unidas. Na Noruega prevalecem, para governo, empresas e sociedade, valores, princípios e práticas de alta relevância moral. Brasília é a infelicidade do Brasil. Desde 2005, com a descoberta do mensalão do PT de Lula da Silva, ampliado com o petrolão de Dilma Rousseff, os brasileiros assistem ao monumental desfile de corruptos no eixo dos poderes da capital federal. Insatisfeita com a proteção que lhes garantem a lerdeza e o aparelhamento do Supremo Tribunal Federal (STF), além do escarro chamado foro privilegiado, a rataria pretende melar as próximas eleições com o voto em lista fechada. Jogo jogado para proteger a delinquência parlamentar alvo no escantilhão de tiro da Operação Lava Jato.


José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém


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PROFANADORES DO BRASIL


A mensagem da Polícia Federal, apesar do nefasto estardalhaço, é clara. O loteamento das instituições negociadas e implementadas pelo sumo-sacerdote Caifás (Lula) transformou o Estado brasileiro num covil de ladrões. Lista fechada neste momento só serviria para perpetuar a corrupção. O povo desesperançado quer novos caminhos, como o mecanismo da moção de censura de que o Parlamento britânico dispõe desde 1782. A moção de censura, uma vez aprovada, poderia dar ensejo à renúncia do Executivo e à dissolução de todo o Congresso com convocação de eleições gerais. Não há outra solução senão entregar ao povo as rédeas de uma reforma que leve à mudança dos atuais costumes éticos e morais dos políticos e governantes brasileiros. Mais do que isso – e seria um bálsamo à desesperança do amargurado povo brasileiro –, só o voto distrital com recall, do presidencialismo americano, como colocado pelo jornalista Fernão Lara Mesquita, poderia dar ao eleitor o poder de destituir o parlamentar que não estiver honrando o seu mandato ou que lhe pareça desonesto, mesmo sem provas.


Nilson Otávio de Oliveira noo@uol.com.br

Valinhos


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DE DAR NÁUSEAS


Com um orçamento de R$ 9,6 bilhões, mais que o dobro do inicialmente previsto (R$ 4,5 bilhões), muitas paralisações, reparações, adiamentos e superfaturamentos, as polêmicas obras da transposição do Rio São Francisco começam a ser entregues e, como não poderia deixar de ser, políticos, de olho nas urnas de 2018, lutam pela sua “paternidade”. Inaugurando o eixo leste (o primeiro a ser concluído) no dia 10 deste mês, Michel Temer tentou ser modesto: “A paternidade da transposição é do povo brasileiro”. Já Lula e Dilma Rousseff, sob cujos governos a obra patinou, não perderam a oportunidade para ali também fazerem uma “inauguração popular”, junto com deputados e senadores, num espetáculo de autoglorificação, quando lembraram ao povão que 2018 está aí e Lula é candidatíssimo a um novo período no Palácio do Planalto. No local, tirando “a casquinha da casquinha”, camelôs faturavam vendendo camisetas com a inscrição “Lula 2018” tendo como pano de fundo o monótono bumbo do “Fora Temer”. Enquanto isso, no Congresso Nacional, os “citados” e enrolados na Operação Lava Jato já providenciam um novo golpe contra o povo – aparentemente mais interessado em saber quem vai ou não ao “paredão” num reality show televisivo –, pretendendo instituir a eleição parlamentar por lista fechada, para garantir a impunidade ampla, geral e irrestrita de todos os que lograrem manter por esse expediente o foro privilegiado. A política brasileira é de dar náuseas.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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GASTANÇA


Sobre a festança de Lula na cidade de Monteiro, na Paraíba, comemorando a transposição do Rio São Francisco, eu gostaria de saber quem pagou as despesas da viagem do governador daquele Estado, Ricardo Coutinho, além dos incontáveis outros políticos que também deram as caras no evento. Por exemplo, o site Cariri em Ação (http://caririemacao.com/1/?p=16408) informa que só da minúscula cidade de São João do Tigre (4.400 habitantes) foram para o evento o prefeito, a vice-prefeita, três secretários e o presidente da Câmara. Mas as fotos mostram os políticos acompanhados também de crianças – prováveis filhos das autoridades. E é sempre bom lembrar que não é porque Lula estava lá que esse evento era “oficial”.


Luciano Nogueira Marmontel automatmg@gmail.com

Pouso Alegre (MG)


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POPULISMO ULTRAPASSADO


O ex-presidente Lula, Dilma Rousseff e séquito tiveram a ousadia de reinaugurar em clima de campanha e formato de comício parte da transposição do Rio São Francisco, justamente no dia de São José, na cidade de Monteiro (PB). Lamentável observar as bandeiras e roupas vermelhas – e nenhuma bandeira do Brasil – simbolizando este populismo demagogo e ultrapassado que transformou o País neste caos. Lula sabe que a transposição é um fracasso completo e só beneficiou as empreiteiras e os lobistas de seu governo, pois, enquanto uma parte recebe água, falta para o outro extremo – além de outros graves problemas desta obra faraônica. Os 13 anos de administração petista foram sustentados com infindáveis propinas, com o desmantelamento das principais estatais do País, o financiamento de obras suspeitas no Brasil e no exterior e a criação de inúmeras bolsas e projetos sociais para agradar ao povo. Atualmente, somos um dos países com maior índice de desempregos e o menor crescimento do mundo e temos em curso a Operação Lava Jato, que já dura três anos, desvendando o maior esquema de corrupção da história da humanidade. É inadmissível que o ex-presidente Lula tenha a ousadia e o desrespeito de usar o santo nome de Deus em seus desvarios populistas e demagógicos nos comícios Brasil afora. Aproveito para convidar todos os petistas para trafegarem pela BR-381, rodovia da morte, no trecho ligação Belo Horizonte a Governador Valadares, para experimentarem o que é a realidade das promessas de um governo corrupto e desumano.


Daniel Marques danielmarquesvgp@gmail.com

Virginópolis (MG)


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NÃO SE ILUDAM


Quando pensávamos que o “nós e eles” – de triste memória, desagregador da sociedade, ao longo da era petista – havia dado uma trégua, ele volta. Sem surpresas, porém, em relação aos emissores. Não poderiam ser outros que não o ex-presidente Lula e seu poste enferrujado, Dilma Rousseff. Mas o evento motivador – a inauguração de parte da transposição do Rio São Francisco, no interior da Paraíba, obra da qual se dizem pais (desalmados, é verdade, em face dos atrasos e superfaturamentos) – e o clima de campanha eleitoral antecipada em prol da candidatura em 2018 de um multirréu, tudo emoldurado por bordões demagógicos, como o referente a um suposto reencontro do povo com a democracia, mencionado por Dilma – logo ela, com seu passado a tiracolo –, representam a tentativa de renascimento do mais puro e destruidor populismo. Que o povo nordestino, cansado de ser enganado por promessas opacas, não se iluda mais uma vez.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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PARENTESCO


Durante uma solenidade arrumada para reinaugurar as obras da transposição do Rio São Francisco, o ex-presidente Lula e sua malsucedida invenção, a impeachmada presidente Dilma Rousseff, afirmaram ser eles e seus aliados o pai, a mãe, o irmão, o tio, o primo e o sobrinho da obra. Pode ser! Mas, aproveitando a ocasião, deveriam também assumir a paternidade do mensalão, do petrolão, da roubalheira na Petrobrás, dos 13 milhões de desempregados, do pior PIB da nossa história e de outras conquistas do criativo Lula e companheiros, durante os 13 anos que governaram, ou, melhor, desgovernaram o País.


Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro


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DESCARAMENTO


Chegou a ser patético o ato de reinauguração do trecho da transposição do Rio São Francisco em Monteiro (PB), por Lula e Dilma. Descaramento total de ambos. Ainda bem que não é todo o eleitorado nordestino que chora por estes populistas insuportáveis que dilapidaram o nosso Brasil. Em discurso, Dilma disse que Lula voltará em 2018. Coitada. A maioria da população brasileira está fazendo calo no joelho, rogando ao Criador que afaste de nós este cálice. Senhor juiz Sérgio Moro, quando ouviremos aquele barulho que o cadeado faz no momento em que se tranca a cela?                               

  

Jeovah Ferreira jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)


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DO TAMANHO DAS MAZELAS


O mundo inteiro, menos o Brasil, está perplexo diante dos grotescos espetáculos circenses que acontecem todos os dias, bastando que se troque a data do jornal para que seja estampada a manchete de um novo escândalo, como se fôssemos um porão com mais de 200 milhões de ratos. As manifestações contrárias às reformas desejadas pelo presidente Michel Temer, ardidas ou doloridas, foram de total fracasso. Não é menos verdade que Temer provoca a turba ensandecida, como no episódio na inauguração de um trecho da transposição do Rio São Francisco. A obra só merece palanque político quando estiver concluída – se um dia isso acontecer. Provocou os vencidos, imitando Aquiles contra Heitor, na Guerra de Troia. Nem os palhaços Bozo e Arrelia fariam um espetáculo tão rizível quanto aquele em que Lula e Dilma, com uma claque de desocupados, foram – acreditem – inaugurar o trecho da obra, assumindo a paternidade dela. No momento, os dois principais palhaços deste circo estão, um, com cinco processos na Lava Jato, podendo ser enjaulado a qualquer momento, e a outra, recentemente defenestrada do cargo de presidente da República, fazendo turismo pela Europa com discursos denegrindo seu país. De fato, estava certo o poeta Olavo Bilac, “jamais verás um país como este”. Mensalão, petrolão, Carne Fraca... E o leite e os produtos hortifrutigranjeiros?


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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PARA GLORIFICAR A SI MESMO


Está nas mãos do Supremo Tribunal Federal (STF) o destino do Brasil. Lula desponta, por incrível que possa parecer, como favorito para 2018. Urge que seu caso ande mais depressa e se configure a sua inelegibilidade. Caso eleito, desmontará todo o esforço anticorrupção em causa própria e estabelecerá novas formas de driblar a lei para maior glória de sua egrégia pessoa.


Geraldo Siffert Junior siffert18140@uol.com.br

Rio de Janeiro


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CARREIRA SOLO


Incrível um partido como o PT não ter uma única opção viável e saudável para 2018. Ter de bater na tecla Lula é praticamente jogar a toalha no chão, afinal de contas só cego não vê o tamanho do desespero e o fim trágico da sigla que um dia já teve certa identidade. Bom para o PSDB, que terá de recorrer às prévias entre candidatos que de longe são melhores.


Leandro Ferreira da Silva leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo


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AMNÉSIA SELETIVA


“Há mais ou menos três anos, eu diria, tenho sido vítima de um massacre”, afirmou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em seu recente depoimento no processo em que é acusado de tentar impedir o acordo de delação premiada de Nestor Cerveró. Habituado à hipocrisia e às dissimulações, Lula buscou jogar para debaixo do tapete os 13 anos de desmandos e falcatruas em que ele e seus fiéis escudeiros massacraram o povo brasileiro, sem dó e sem piedade.


Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo


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O FUTURO DO PASSADO


Prever o futuro de Lula não é difícil, mas muito fácil. Comecemos no passado recente e sigamos a metamorfose ambulante. Há pouco, Lula esbravejava contra “gravações absurdas” do “mais honesto” dos brasileiros. Não demorou muito para implicar com as “delações tendenciosas” e os “vazamentos seletivos”. O tempo o levou a se insurgir contra os “depoimentos massacrantes”. Agora, para a frente: com menos empáfia, brigará contra “provas forjadas”, para, algum tempo passado, no desespero, se mostrar vitimizado com as “condenações orquestradas”. Por fim, lá na frente, já em casa, velhinho e ainda mais rabugento, estará a xingar a tornozeleira apertada.


Natalino Ferraz Martins natalino.martins@uol.com.br

São Paulo


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ACELERA, STF


Leio que as primeiras condenações após o julgamento dos participantes da lista de Rodrigo Janot sairão por volta do ano de 2024, dado o acúmulo de processos no Supremo Tribunal Federal (STF). Considerando que o “corujão” – método aplicado pelo prefeito de São Paulo, João Doria Jr., no sistema de saúde – vem dando certo e já reduziu o tempo de espera por exames utilizando tempo e estrutura ociosos no período noturno, por que não fazer o mesmo naquela Corte? É uma pena desperdiçar o tempo da meia-noite às 6 horas, estrutura não falta e, certamente, funcionários também não, como em toda repartição pública. Eu não me importaria de pagar adicional noturno e demais encargos por uma causa como esta. Promovam-se, então, turnos alternativos para que a fila ande, resultados apareçam e, se as excelências reduzirem à metade o tempo utilizado em palavrório que bem poucos entendem, quem sabe comecemos a achar que há justiça no Brasil?


Marcia Meirelles marciambm@yahoo.com.br

São Paulo


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O STF E O PIS/COFINS


A decisão do STF sobre o PIS/Cofins acaba com o modelo “consagrado” gatuno, antiético e tupiniquim no nosso sistema tributário. Parabéns, STF!


Gustavo Guimarães da Veiga ggveiga@outlook.com

São Paulo


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AS CENTRAIS SINDICAIS EM PROTESTO


Em mais uma clara evidência de que (1) o STF corretamente julgou inconstitucional a contribuição assistencial e (2) o Imposto Sindical tem de ser extinto, as centrais sindicais compraram, no dia 21 de março, grandes espaços em jornais de grande circulação para informar sobre as “grandes” manifestações do dia 15 contra a reforma da Previdência e a trabalhista. O absurdo número de sindicatos existentes no Brasil (mais de 16 mil) e de centrais sindicais só é possível porque o Imposto Sindical garante a subsistência de sindicatos que não têm como convencer os membros das categorias que representam a pagarem contribuições voluntárias a eles.


M. Levy mfl@almlaw.com.br

São Paulo


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CONTRA O BRASIL


Por acaso o anúncio publicitário de meia página publicado na terça-feira (21/3, A15), incentivando a continuidade da baderna em que se tornaram as manifestações do dia 15/3, bem como a negativa à implantação das reformas necessárias ao País, representa, ao menos, um dos 13 milhões de desempregados?


Maria Lucia Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba


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26 DE MARÇO


Em Volta Redonda, no Estado do Rio de Janeiro, o que estamos vendo é um povo revoltado e disposto a ir para as ruas no dia 26 de março exigir um basta no blá blá blá em todos os malefícios que os políticos estão tentando nos empurrar goela abaixo nestes últimos anos. Vamos, num grito uníssono, pedir o fim do foro privilegiado, do caixa 2 para campanhas políticas, um basta no pensamento idiota do voto em lista fechada e na indicação para o STF feita pelo presidente da República, influenciado pelos deputados e senadores. Em contrapartida, vamos pedir apoio total dos deputados e senadores que ainda estão ao lado do povo na garantia das “Dez Medidas contra a Corrupção” e da Operação Lava Jato.


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


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IDH EMPACADO


Infelizmente, o relatório das Nações Unidas sobre o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) não traz boa notícia para o nosso país. Pela primeira vez, nosso IDH apresenta estagnação. Ou seja, é o mesmo de 2014, de 0,754, numa escala de 0 a 1. E, entre os 188 países pesquisados, estacionamos no 79.º lugar. Na América do Sul, o Chile tem a melhor colocação, 38.ª posição. E a Venezuela, quem diria, aparece na frente do Brasil, em 71.º lugar. É bom lembrar que mais de 100 nações melhoraram seus desempenhos em 2015. Em 1.º lugar está a Noruega, com índice de IDH de 0,949. E, se a Síria não avançou por causa da guerra interna, o Brasil foi duramente prejudicado pela grave recessão econômica e pelo alto nível de desemprego, herança petista. Também decepciona o tempo médio dos nossos estudantes na escola, de apenas 7,8 anos. Nos países desenvolvidos, ultrapassam os 15 anos de estudo. Nossa renda per capita caiu de R$ 14.858,00, em 2014, para R$ 14.145, em 2015. No Chile, é de R$ 21.665... E a expectativa de vida do brasileiro é de 74,7 anos!  Infelizmente, nosso Brasil gera somente frustação.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DESCEREMOS MAIS


Li no “Estadão” que o nosso IDH estagnou. Não há como diminuir a desigualdade e melhorar o IDH sem o planejamento ou o controle familiar. Não há sentido em as pessoas mais pobres terem mais filhos que as mais ricas. Na natureza, são os mais capacitados que se reproduzem mais. Mulheres não podem continuar tendo filhos sem condições de criá-los. Precisamos de licenças e cursos para tudo, menos para procriar. Esta “bagunça” de famílias desmanteladas, mães precoces, filhos de vários pais, multiplicação de favelas, etc. não pode continuar. Acho que uma pesquisa séria entre a população de rua e a carcerária comprovaria isso. A China virou uma grande potência, quando adotou um controle familiar rígido e cruel e descartou o ultrapassado e ineficiente comunismo. Mas a esquerda brasileira e até as igrejas pararam no tempo e adoram a miséria, pois lucram com ela. Parece que ainda teremos de descer até o fundo do poço.


João Carlos A. Melo jca.melo@yahoo.com.br

São Paulo

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