Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

24 Março 2017 | 03h00

GOVERNO TEMER

Reforma total e irrestrita

Uma amostra fiel do que poderá acontecer se a reforma não incluir Estados e municípios é o que aconteceu no Rio de Janeiro, onde existe mais funcionário público pendurado na Previdência que trabalhando. Uma hora o governo quebra. Só que quando quebra quem socorre é o governo federal, com dinheiro de toda a população brasileira, que agora, como noticiado, deverá pagar com mais aumento de impostos. Qual Estado enfrentará greves do funcionalismo? Melhor deixar quebrar e jogar a responsabilidade no governo federal. Porque todo governo um dia passa, mas o povo é que fica com o ônus. Ou se faz a reforma da Previdência total e irrestrita já, ou achem outro discurso para convencer a população brasileira.

BEATRIZ CAMPOS

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

O recuo do presidente

Grave equívoco, visto que houve desrespeito ao princípio constitucional da isonomia, previsto no artigo 5.º da Carta Magna.

MARIA LUCIA RUHNKE JORGE

mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba

O lado mais fraco

A Previdência Social tem mais de R$ 400 bilhões a receber, bancos e grandes empresas encabeçam a lista dos maiores devedores, e essa dívida vem se acumulando desde o governo FHC. Até agora nenhum governo teve a coragem de cobrá-la. Qual seria o motivo de o governo fazer vista grossa para os caloteiros da Previdência e só pensar em aumentar impostos e jogar a conta para os trabalhadores?

ARNALDO DE ALMEIDA DOTOLI

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

Meirelles x impostos

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, volta a insistir em impor aumento de impostos ao sofrido povo brasileiro. Por outro lado, o governo federal não faz a sua parte e recua, excluindo 86% dos servidores públicos da reforma da Previdência Social, que visava, principalmente, conter o déficit público. Com mais essa decisão palaciana, só falta o retorno da malfadada CPMF.

JÚLIO ROBERTO AYRES BRISOLA

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

Sem pressa...

Meirelles também diz que não há pressa para corrigir a tabela do Imposto de Renda... Pimenta no bolso do outro é refresco, né não, ministro?

JOSÉ ROBERTO NIERO

jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

Mais ainda?

Até quando políticos vão ficar tentando aumentar impostos de uma nação que já é quase imbatível nesse quesito? O fato é que o povo brasileiro não aguenta mais impostos! Trata-se do dinheiro do povo mais mal gasto no mundo, considerando os “benefícios” em retorno, como educação, saúde, segurança, aposentadoria, etc., etc.

JOSÉ CARLOS ALVES

jcalves@jcalves.net

São Paulo

Gastança desenfreada

Quando percebo que vai sobrar mês e faltar dinheiro, eu, como todo brasileiro (exceto os políticos), freio meus gastos. Em contrapartida, os governantes não param a gastança desenfreada. O único caminho que conseguem enxergar é o de aumentar impostos. Como seria bom se pudéssemos nós também aumentar nosso salário cada vez que ficássemos no vermelho!

M. DO CARMO Z. LEME CARDOSO

zaffalon@uol.com.br

Bauru

DEMOCRACIA

Sob risco

O editorial Democracia em risco (22/3, A3) cita o populismo e o nacionalismo como as principais armas a destruir a democracia e gostaria de lembrar o ditado “cada um colhe o que planta”. Há algumas décadas o mundo começou a experimentar algumas mudanças significativas. Caiu o muro que separava as duas Alemanhas, tornando-as uma só, vários países fechados em si mesmos passaram a abrir suas portas ao mundo, e com o Brasil não foi diferente. Passamos de um regime militar duro, mas, convenhamos, disciplinado, ordeiro e – por que não,? – progressista para um regime democrático e com amplas liberdades. Mas de lá pra cá a democracia, aos poucos, começou a mostrar suas fragilidades, suas fraquezas. No mundo inteiro, e no Brasil não foi diferente, aliás, acho que tem sido até pior, as pessoas confundem o tempo todo liberdade com libertinagem e é por isso que o fracasso desse regime é visível a olho nu em todo lugar. Penso até que a China, muito sabiamente, optou por uma abertura econômica, mas com a continuidade de um regime político fechado, como prevenção contra tudo isso. Ora, quando uma coisa não dá certo, é natural que as pessoas queiram mudar, nem que seja pra voltar ao que era antes. É o velho sentimento nostálgico de que “eu era feliz e não sabia”. Portanto, não se assustem se aqui, nas próximas eleições, o povo optar também por um Donald Trump à brasileira. É isso!

ANTONIO A. CHRISTOFALO

daba54@yahoo.com.br

São Paulo

CORRUPÇÃO

Não só a carne é fraca

Sou um pequeno pecuarista que labuta nesse meio de proteína animal, como agora gostam de dizer, há mais de 35 anos. O alvoroço motivado pelas declarações da Polícia Federal ocorreu porque puseram o dedo na ferida. Os problemas denunciados são consequência de alguns fatores: 1) empresários corruptos e gananciosos que não dão a mínima para nada, só interessa o dinheiro a qualquer custo; 2) dezenas de normas, portarias, orientações, etc., editadas pelo Ministério da Agricultura, grande parte delas inócua, só servindo para a fiscalização “morder” as empresas que ficam felizes em se livrar de multas por uma propina bem menor; 3) a mesma velha prática deste governo e de anteriores de barganhar cargos exclusivamente técnicos, indicando apaniguados políticos que muitas vezes não distinguem um cavalo de um camelo e só se interessam em arrecadar dinheiro para si e para seu partido (os jornais dizem que foram mais de R$ 65 milhões em doações por empresas do setor). E mais: por que uma investigação que durou dois anos não apurou nada no meio do caminho e puniu os responsáveis no ato? Por que chegamos à declaração pirotécnica que todos vimos, em que puseram na vala comum honestos e bandidos? Mais de dez anos para conquistar um mercado que tem briga de cachorro grande e ver o esforço ser destruído em meia hora de entrevista... Por irresponsabilidade e ganância de alguns e incompetência deste governo inseguro e frouxo, teremos consequências imprevisíveis, não só nas exportações de bilhões de dólares, mas também com o estrago que se delineia no setor, já começando pelas demissões. Vejam como tudo é muito simples.

LUIZ FRANCISCO DE A. SALGADO

salgado@grupolsalgado.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

COMO UMA BOMBA

 

A declaração do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusando a Procuradoria-Geral da República (PGR) de divulgar de forma indevida as informações de processos sigilosos e defendendo a anulação dos depoimentos de delação premiada divulgados pela imprensa, caiu como uma bomba entre aqueles que ainda acreditam na Justiça deste país. Para o ministro, acredito eu, as regras estabelecidas no âmbito do Judiciário se sobrepõem aos fatos que justificam, se confirmados, as condenações e prisões de todos aqueles que vêm assaltando os cofres públicos há anos. Penso também que, se a tese de Sua Excelência prevalecer no julgamento do STF, todos os réus que durante anos dilapidaram os cofres públicos poderão sair livres, para usufruírem do produto de seus crimes. E, no caso em tela, os autores perpetraram, anos a fio, roubos de tal magnitude que certamente faltaram nos orçamentos dos hospitais e prontos-socorros do País, por exemplo. Sob esse ponto de vista, cometeram crimes hediondos e, a meu ver, não podem, agora, safar-se por um motivo menor, quando comparado ao malefício que causaram ao País e ao povo brasileiro. E a declaração do ministro Gilmar Mendes é mais preocupante ainda por ele presidir a segunda turma do STF, que deverá julgar os processos relativos ao fato mencionado, tendo já a concordância do ministro Dias Toffoli, também da referida turma. Penso ser uma perigosa decisão, pois, se adotada como regra, qualquer defensor de um réu incurso em ação com segredo de Justiça poderá, ele próprio, vazar para a imprensa o conteúdo da delação, em momento que achar apropriado, e provocar o cancelamento do processo. O que o ministro Gilmar Mendes poderia fazer, apoiando a sua tese, em relação à PGR, seria determinar investigação para identificar eventual servidor que teria vazado a informação e abrir processo administrativo, ou judiciário, para, se for o caso, demiti-lo, a bem do serviço público. Livrar os réus de tão pavorosos crimes, jamais!

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ESTRANHA PROPOSTA

 

O ministro do STF Gilmar Mendes tem toda a razão em manifestar indignação pela divulgação indevida de processos sigilosos. A solução que propõe, no entanto, é que soa desproporcionalmente radical: anular os depoimentos vazados. Se isso ocorrer, não faltarão espertinhos que, para se livrarem de acusações comprometedoras, elaborarão planos – os mais diabólicos – para que determinadas informações sejam “vazadas” de propósito e, consequentemente, anuladas. De ingênuo o ministro não tem nada. A proposta é que é estranha.

 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

 

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SINISTRO

 

Gilmar Mendes quer anular provas legítimas colhidas pela Lava Jato. Objetivamente, quantos políticos corruptos, cujos advogados muito provavelmente foram os que promoveram os vazamentos de provas, seriam beneficiados com essa ação? Certamente, todos eles ficarão muito gratos a Gilmar Mendes, ministro do STF! Sinistro...

 

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

 

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UM CORPO ESTRANHO

 

Na medida em que cresce o cerco a políticos do primeiro escalão envolvidos nos crimes da Lava Jato, recrudesce entre os seus defensores a tentativa de desqualificar as delações premiadas e pleitear a anulação de toda a operação, à falta de outros argumentos passíveis de levar à absolvição de seus patrocinados. Nada mais natural que advogados e investigados busquem todos os meios legítimos de defesa. O que causa estranheza é que, entre os mais aguerridos defensores dessa tese, figure o ministro Gilmar Mendes, do STF, a quem não cabe antecipar juízo sobre julgamento do qual obrigatoriamente participará, assim como, por condição do cargo que ocupa, dele se espere sobriedade em suas manifestações. Não é, porém, o que ocorre. Como noticiou o “Estado” de quarta-feira, o vazamento de alguns dados da delação da Odebrecht levaram o ministro a acusar a PGR por sua divulgação, concluindo por pregar a anulação de depoimentos de delação premiada tornados públicos pela imprensa. Melhor faria o ministro se adotasse o decoro que seu cargo impõe, deixando aos advogados o exercício do trabalho que lhes compete e pelo qual são legitimamente remunerados.

 

Sergio Ridel sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

 

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PELOS MEANDROS DA JUSTIÇA

 

Depois da declaração do ministro Gilmar Mendes acusando a Procuradoria-Geral da República, é lógico que vazamentos não seriam aceitos, mas pedir a anulação das delações, nunca. Tal declaração justifica o porquê da situação atual da “justiça” no Brasil.

 

Laert Pinto Barbosa laert_barbosa@globo.com

São Paulo

 

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ANULAR DELAÇÕES?

 

Não aprovo os vazamentos que ocorrem na Lava Jato. Todavia, está me parecendo que eles podem estar ocorrendo com a finalidade precípua de anular a delação – como já se está anunciando – e, com isso, salvar este ou aquele. Vamos ser ingênuos o suficiente para apoiar essa anulação – seja ela feita pela autoridade que for – e suas consequências? E, mais ainda, se o fato vazado está provado, mesmo assim se vai anular a delação? “Qui bono”?

 

José Etuley B. Gonçalves etuley@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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A QUEM INTERESSA?

 

Quanto ao ministro Gilmar acusar a PGR de crime e defender a anulação de delações, só nos resta lembrar o personagem Aldemar Vigário, da “Escolinha do Professor Raimundo”: “Quem verdadeiramente tem interesse no vazamento de informações dos processos sigilosos da Lava Jato? Quem? Quem? Quem?”.

 

Vanderlei Zanetti zanettiv@gmail.com

São Paulo

 

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APESAR DE GILMAR MENDES

 

O Brasil anda mesmo de cabeça para baixo. Não bastassem a corrupção, os políticos querendo se safar a todo custo das garras da Operação Lava Jato, vem um ministro da mais alta Corte do País criticar o Ministério Público e, por tabela, a Lava Jato. Gilmar Mendes deveria seguir as mesmas regras de um magistrado, ou seja, falar nos autos, apenas. Este senhor, toda vez que se manifesta, coloca lenha na fogueira e, por tabela, ajuda com seus pronunciamentos todos os políticos implicados, prestes a serem investigados e condenados. Apesar de todo o empenho deste ministro, a Operação Lava Jato vai continuar, pois o Ministério Público e o juiz Sérgio Moro contam com a opinião pública. São 11 ministro do STF e, apesar deste ministro e de outro que já foi advogado de defesa de petistas, sobram 9 ministros, que não se deixarão levar por esta visão totalmente equivocada do ministro Gilmar Mendes.

 

Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo

 

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CAMINHO DAS PEDRAS

 

Soam estranhas as declarações do ministro Gilmar Mendes defendendo a anulação de depoimentos frutos de delação premiada e divulgados pela imprensa. Difícil de afastar a possibilidade do uso dessa posição como tese anulatória pelos advogados de defesa. Aliás, mostra-se contraditório acusar membros do Ministério Público Federal por esses vazamentos, porque prejudicariam o próprio trabalho destes nas investigações, alertando prováveis alvos, bem como na coleta de provas, que poderiam ser ocultadas. O ministro prestaria melhor serviço aos brasileiros estimulando seus pares a agilizarem as centenas de ações pendentes no Supremo Tribunal Federal em razão do foro privilegiado.

 

Honyldo Roberto Pereira Pinto honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

 

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VOTO ANTECIPADO?

 

1: Gilmar Mendes deve declarar sua suspeição ao votar nos processos da Lava Jato! 2: Agora, a PGR que é a criminosa? 3: Holofote? Um desserviço para ao Judiciário! Juiz fala nos autos.

 

Arnaldo Ravacci arnaldoravacci05@gmail.com

Sorocaba

 

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SUSPEITO

 

Gilmar Mendes tornou-se um ministro suspeito em seus futuros julgamentos, por defender aguerridamente a cúpula da corrupção no Brasil. Hoje ele representa o que é mais nefasto na política brasileira. Quanto à lei de abuso de autoridade que políticos envolvidos e acusados querem, agora, elaborar, cabe lembrar: no sistema de contrapesos entre os poderes, ilegal e imoral é o Legislativo editar leis para benefício próprio. Carlos Ayres Britto defende a inconstitucionalidade, pois o Senado não poderia alterar normas do Estatuto da Magistratura, que é assunto exclusivo do Judiciário. A nova lei de abuso é péssima e prejudica, sim, operações como a Lava Jato. A lei de abuso não é de 2009, pois foi totalmente refeita em 2016, somente para não enfrentar a fila de prioridades no Senado (isto é trapaça legislativa). Entre seus inúmeros defeitos, podemos citar que: 1) acaba com a publicidade processual ao público e exige informação somente ao investigado que poderá coagir testemunhas e delatores, bem como ocultar provas; 2) acaba com a escuta telefônica, resumindo-a a gravação “consigo mesmo”, sem poder gravar os partícipes e mandantes do crime, a exemplo do telefonema grampeado de Lula com Dilma (artigos 22 e 28); 3) proíbe detenções para averiguações de pessoas com identidade duvidosa ou de ébrios agressivos; 4) estabelece o crime de hermenêutica que pune um juiz que por acaso tiver sentença reformada por um entendimento jurídico não pacífico, sabendo que o Direito não é ciência matemática; 5) pelo artigo 11 III, sobre as delações premiadas, poderão ser a todo momento revistas por ações do próprio investigado ou terceiros contra o investigador que, “por qualquer meio, coagir” (tipo subjetivo e vago) o investigado; 6) passa a exigir de policiais conhecimentos médicos e de tanatologia ao definir o momento de morte do ferido, sob pena de alteração de local de crime ou omissão de socorro da vítima.

 

Edenilson Meira merojudas@hotmail.com

Itapetininga

 

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NA MÍDIA

 

Repararam como o ministro Gilmar Mendes tem “aparecido” todos os dias na mídia? Seu objetivo é polemizar, estar em evidência. Estranho não vê-lo em Monteiro, na Paraíba, no último fim de semana, para o auê da transposição. Sei não, aí tem!

 

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

 

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PALAVRAS DURAS

 

“Disenteria verbal” foi o qualificativo usado pelo procurador Rodrigo Janot para o pronunciamento do ministro Gilmar Mendes na reunião do Supremo de 21/3/2017. Mais: disse, ainda, Janot que, “em projeção mental, alguns tentam nivelar todos à sua decrepitude moral”. Palavras duríssimas que jamais pensamos pudessem circular no mais alto nível desta República. Claro que motivadas por tentativas de “aliviar a cara” dos tubarões deste país, pois admitir que um vazamento de depoimentos, que cremos verossímeis, possa anular uma operação de saneamento moral desta nação significa fazer o jogo dos bandidos, uma vez que a gravidade da roubalheira que aniquilou moral e economicamente este país obriga que o espírito da lei se sobreponha a uma mera formalidade. O certo é que as “zelites” dirigentes precisam, outra vez, da voz do povo, da voz das ruas, para entenderem que queremos corruptos na cadeia e que não estamos mais dispostos a pagar esta monumental farra com nossos impostos. Portanto, às ruas neste domingo, em apoio à Lava Jato, contra o voto em lista fechada e contra o financiamento público das eleições.

 

Antonio C. Gomes da Silva acarlosgs9@gmail.com

São Paulo

 

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‘DISENTERIA VERBAL’

 

Recordo-me de que há alguns anos o jornal “O Estado de S. Paulo” publicou uma notícia em que o ministro Gilmar Mendes se dizia contrário à Lei da Ficha Limpa, pois, na opinião dele, impedir que os fichas-sujas fossem candidatos a cargos políticos iria denegrir a imagem do Brasil. E agora? Como perguntar não é ofensa, ministro Gilmar Mendes, qual é a sua?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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MUITA ESPUMA, POUCA LIMPEZA

 

Muito estranha esta rinha entre Gilmar Mendes e a PGR. Quem está ganhando são os bandidos travestidos de políticos envolvidos na corrupção sistêmica que implantaram no Brasil. Ministros do STF aparecem demais na mídia, adoram um microfone e as câmeras de TV. E os vazamentos, a quem interessam? Quanto está custando isso? Aqui tudo tem um preço. É muita espuma para pouca limpeza.

 

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

 

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ESPETÁCULOS E VAZAMENTOS

 

Não deixa de ter um quinhão de razão o ministro do STF Gilmar Mendes, porque as delações, para serem possibilitadas à imprensa, precisam da chancela do Poder Judiciário, o que não tem ocorrido, bastando a permissão da PGR. De outro lado, não tem nenhum cabimento a espetacularização não só das delações, como também das ações da Polícia Federal, como foi o caso da Operação Carne Fraca. Se nos vazamentos nas delações a parte é prejudicada, a pretexto de contentar a sociedade, nos espetáculos da Carne Fraca ocorreram prejuízos à economia do País, além de se cometer uma verdadeira injustiça com os produtores rurais. Existem mais de 4 mil frigoríficos em atividade no País, e somente por volta de 20 foram objeto de ilícitos, o que caracteriza verdadeiro açodamento da PF na mídia. Ou não?

 

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

 

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O CAÇADOR DE VAZAMENTOS

 

Sobre a acusação do ministro Gilmar Mendes contra a PGR, especialmente sobre a divulgação do telefonema do ministro da Justiça detectado na Operação Carne Fraca, na minha opinião, não se trata em absoluto de procurar “desmoralizar” a autoridade pública. Trata-se, sim, de fazer saber aos brasileiros quem são, o que dizem e o que fazem as nossas autoridades públicas.

 

Amadeu Bueno amadeubueno@gmail.com

São Paulo

 

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QUE MOMENTO!

 

É ministro do Supremo falando demais, presidentes da Câmara e do Senado cochichando, ministros de Estado falando sei lá e presidente sem poder falar... Mas que momento!

 

Ricardo Freitas r.l.a.freitas@gmail.com

São Paulo

 

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OPERAÇÃO CARNE FRACA

 

O leitor sr. M. Mendes  de Brito, no “Fórum dos Leitores” de 22/3 (“Carne fraca”), se equivocou na leitura da entrevista que dei à jornalista Marcia De Chiara. A Polícia Federal, na apresentação da Operação Carne Fraca, cometeu erros inaceitáveis para uma corporação que vem sendo prestigiada pela sociedade. O primeiro erro foi a espetaculosidade da apresentação. O segundo erro foi deduzirem crimes através de aspectos técnicos sem estarem preparados para isso. Era uma equipe para investigar corrupção, não qualidade sanitária. Na entrevista, deixei claro que investigar crimes é essencial. A irresponsabilidade apontada vem disso.

 

Pedro de Camargo Neto, vice-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB) camargo.pedro@gmail.com

São Paulo

 

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ABUSO DE PODER

 

A maneira irresponsável e alarmista como foi lançada a notícia de irregularidades em alguns frigoríficos por autoridades policiais, trazendo um enorme prejuízo a todo o País, reforça a necessidade, sim, de uma lei que criminalize o abuso de autoridade. Não deve haver ninguém acima da lei.

 

Tercio Sarli Terciosarli.edicoes@r7.com

Campinas

 

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REMÉDIO AMARGO

 

Da mesma forma que não há meia gravidez, não há meia corrupção. Mesmo que a extensão do caso Carne Fraca ainda possa ser restrita, somente a divulgação com impacto e consequências pode impedir seu avanço e agravamento. Só uma crise pode estancar a disseminação e ensinar a todos como se precaver e defender. Os que criticam a Polícia Federal pela forma com que divulgou este novo escândalo ainda não entenderam a gravidade da situação política no País, que somente remédios amargos poderão curar.

 

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

 

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‘CRUZADA CONTRA PECADORES’

 

Nos anos 1980, chamou a atenção uma grande empresa nacional que publicou uma declaração de que tinha fechado três frigoríficos e desistia daquela atividade em virtude da informalidade reinante. Muitos anos se passaram e a agropecuária seguiu um caminho de modernização e de formalização que a tornou extremamente eficiente e muito respeitada em todo o mundo. Agora, a vaidade e o exibicionismo de alguns policiais federais desrespeita tudo o que se construiu e joga no lixo todos esses anos, em sua “cruzada contra os pecadores”. Deveriam ser demitidos da mesma forma como os fiscais corruptos, pois o estrago que fizeram foi bem maior.

 

Aldo Bertolucci aldobertolucci@gmail.com

São Paulo

 

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MERCADO INTERNO

 

Os investigados não podem exportar nada, mas podem abastecer o mercado interno! Que &%$#@ é essa?

 

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

 

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A POLÍTICA EM LUGAR DA TÉCNICA

 

Segundo consta, a imensa maioria dos superintendentes estaduais responsáveis pela fiscalização agrícola no País é “realizada” pelos apaniguados dos políticos. Não são funcionários públicos concursados e aptos a realizar a tarefa, mas sim os famosos comissionados, sem um mínimo de conhecimento técnico, mas, com certeza, especialistas em outras áreas menos nobres. E, por falar em comissionados, Michel Temer prometeu, assim que assumiu a Presidência da República e a bem do serviço público, exonerar dezenas de milhares de designados pelo governo anterior. Pelo visto, não cumpriu a promessa, e, se o fez, simplesmente substituiu os do PT pelos do PMDB. Fomos novamente ludibriados pela podre politicagem.

 

Frederico Fontoura Leinz fredy1943@gmail.com

São Paulo

 

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INDICAÇÕES POLÍTICAS

 

Indicação política é maioria em cargos de superintendência na Agricultura. Não é somente na Agricultura. Em todas as agências DESreguladoras há indicação política. Estas somente servem ao interesse das grandes corporações. Exemplos: a Anac e a cobrança de bagagem despachada pelas companhias aéreas sem a devida redução no valor da passagem; a Anatel e a “doação” dos bens de telefonia fixa para as telefônicas; a Aneel, que embute todo e qualquer penduricalho nas contas de energia elétrica para assegurar o “equilíbrio” das geradoras e distribuidoras. E por aí vai todo o desrespeito a que somos submetidos, pobres contribuintes. Resumo: onde tem político, o povo se dana!

 

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

 

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CARNE FRACA

 

Vocês veem alguma diferença entre a carne estragada e os nossos políticos?

 

Robert Haller robelisa1@terra.com.br

São Paulo

 

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CANDURA DEMAIS

 

O deputado Vicente Cândido, do PT, sócio do sr. Marco Polo Del Nero (presidente da Confederação Brasileira de Futebol, que não pode sair do País), exibiu toda sua candura ao apresentar um projeto de reforma política para lá de absurdo. Primeiramente, sua abordagem parece indicar que ele e seus aliados de lista fechada são todos obrigados a serem candidatos pressionados por uma arma na cabeça. Por que ­– já que diz querer fazer uma coisa mais justa –, em vez de preparar terreno para dar guarida a toda uma geração de investigados e, ainda, querendo perpetuar-se no controle do que hoje eles chamam de partidos, não propor um mandato único de quatro anos em lista aberta sem reeleição, pelo menos, por um prazo de quatro anos, dando oportunidade para que novas gerações possam dar sua contribuição? Não se vê qualquer proposta de acordo com a realidade brasileira atual, a não ser uma acintosa intenção de tratar todos os brasileiros como idiotas! Se tivesse um mínimo de autocrítica, pediria desculpas à opinião pública e sairia da vida pública para a obscuridade, de onde nunca deveria ter saído.

 

Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo

 

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LISTA OU DISTRITAL?

 

A atual discussão que segue no Congresso Nacional coloca luz sobre o sistema de voto em lista fechada pelos partidos. Neste sistema, o eleitor vota numa lista preparada pelo partido e elege os deputados segundo uma ordem pré-estabelecida. Se hoje já existe um forte distanciamento entre o eleitor e o eleito, esse sistema só faria piorar a situação. Na contramão existe o sistema eleitoral por voto distrital. Dividem-se os Estados em distritos com aproximadamente o mesmo número de eleitores. Cada partido indica um candidato por distrito. O vencedor em dois turnos recebe a responsabilidade de representar aquele grupo de eleitores. Sistema simples e de fácil compreensão. As vantagens são significativas. Os gastos de campanha diminuem, pela menor área de atuação dos candidatos. A campanha passa a ser mais “corpo a corpo”, em que os eleitores poderão conhecer melhor os candidatos. Teremos uma relação muito próxima entre eleitores e os eleitos. Não resolverá todos os nossos problemas da política, mas certamente será muito melhor do que o que temos hoje.

 

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

 

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ELES QUEREM A LISTA FECHADA

 

Nossos ditos representantes, pagos pela população, não aceitam ser punidos quando prevaricam, uma vez que estão querendo mudar as leis em causa própria, e, como proposta de reforma política, querem deixar claro que não estão no Congresso para servirem a um país democrático. Não havendo mudança do sistema político em vigor, o povo continuará pagando e servindo o loteamento político resultante da troca-troca entre o Legislativo e o Executivo!

 

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

 

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EM SEGREDO

 

Qualquer criança sabe que tudo o que é fechado não se sabe o que tem dentro.

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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REFORMA POLÍTICA

 

No momento a reforma política seria tão importante quanto a da Previdência. Talvez até mais imediata, se levarmos em conta as eleições de 2018. Infelizmente, a reforma que o povo deseja está a anos luz de distância da que está sendo desenhada pelos Três Poderes, a julgar pela reunião proposta por Gilmar Mendes aos chefes do Executivo e do Legislativo. Não se desejam perpetuar no poder os mesmos caciques dos partidos atuais, todos sem exceção mencionados no propinoduto revelado nas delações premiadas. Falar em lista fechada a esta altura é ofensivo à inteligência do eleitor. E querer ainda mais dinheiro público para grandes campanhas não parece razoável. É necessário reduzir custos, dar oportunidades iguais a novos candidatos, limitar drasticamente o número de partidos e renovar, se quisermos mudar o Brasil. O voto distrital puro e o recall deveriam ser imediatamente implantados. A limitação do número de mandatos, para acabar com os profissionais da política, seria bem-vinda, na minha opinião.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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‘DITADURA DEMOCRÁTICA’

 

Falamos tanto em democracia que nos esquecemos de que aqueles que elegemos para exercer o poder nele estão se perpetuando, e passa-nos despercebido que estão promovendo conchavos políticos de toda natureza e tudo quanto a legislatura lhes permite para perpetuarem-se, exercendo uma “ditadura democrática”. Mudanças que tragam benefícios para a população em geral e que os obriguem a exercer o poder com lisura e absterem-se de falcatruas para caixa de campanha, exercendo claramente o poder econômico, nem pensar. Nós os elegemos, sim, com a prerrogativa de construir uma nação justa e ordeira, e não para cuidarem exclusivamente dos seus interesses pessoais e, vez ou outra, apresentarem-se como ungidos a defender os interesses do povo, como é o caso neste momento da reforma previdenciária. Precisamos estar atentos a cada passo desta matilha travestida de cordeiro exalando ética e moral, abrigados sob 28 siglas partidárias que no fundo, sem exceção, têm o mesmo objetivo: perpetuarem-se no poder.

 

Manoel Braga manoelbraga@mecpar.com

Matão

 

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MEDIDA SALUTAR

 

Independentemente da necessária tramitação da reforma da Previdência Social proposta por Michel Temer, é salutar o requerimento de abertura de CPI, proposta pelo senador petista Paulo Paim, que está preocupado e pretende investigar os números apresentados pelo governo, além da sonegação e quais são seus grandes devedores. Aliás, existem muitos estudiosos no assunto que afirmam, com veemência, que a arrecadação supera o montante destinado aos beneficiários. O povo brasileiro, já ressabiado, “treme na base” com uma possível nova área de corrupção no Brasil. Políticos, poupem-nos!

 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo                                                              

 

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REFORMA ¼  DE  SOLA

 

Servidores estaduais e municipais não vão entrar na reforma da Previdência. Isso representa mais de 5 milhões de funcionários públicos. A maioria dos Estados e prefeituras certamente não fará reforma alguma. Em breve, veremos, então, novamente,  enxurradas de pedidos: socorro, presidente, meu governo está quebrado por causa da Previdência. Necessito de tantos bilhões!

 

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

 

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CRÍTICAS

 

O dr. Temer lembrou-me a música de João Bosco: “Dois pra lá, um pra cá”.

 

Jonas de Matos jonas@jonasdematos.com.br

São Paulo

 

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ILÓGICO

 

Acho justo deixarem os militares fora da reforma previdenciária, desde que não seja hereditária. Justo, também, deixar os ministros do Superior Tribunal de Justiça – mas só eles – fora. Agora, deixar os servidores públicos fora é um absurdo inominável, pois somos nós, os contribuintes, que pagamos os seus salários e aposentadorias também, e nós ficamos somente com o ônus, recebendo uma merreca – que querem tungar –, enquanto eles levam o salário cheio mais vantagens e reajustes. Onde está a lógica disso? Só na cabeça dos políticos!

 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

São Paulo

 

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

Na batalha das Termópilas, de um lado o espartano Leônidas e seus 300 soldados e, do outro, Xerxes, rei persa, com um exército dos mais poderosos do mundo. A batalha se desenvolveu com ameaças de lado a lado. Na batalha de Michel Temer para aprovar a reforma previdenciária, o presidente ganhou um aliado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Diz em tom belicoso o neófito deputado que o governo terá de cortar aposentadorias e aumentar impostos, a exemplo de Portugal. Numa provocação direta à dupla Lula/Dilma, Temer “telegrafou’ uma ameaça de deixar muitos lulistas insones: “Se a reforma da Previdência não sair, tchau Bolsa Família”. Chama a atenção que os grandes vilões do déficit previdenciário sejam a classe operária e os idosos aposentados, e nenhuma ameaça de igual calibre a cortes de benefícios de militares nem a funcionários públicos. Segundo fonte da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil tem uma população ainda jovem e gasto previdenciário de país velho. África do Sul, Índia, Brasil e Indonésia despontam na rabeira entre 25 países que há muito ajustaram a sua contabilidade com os “velhinhos”. Temer não poderia ter pior momento do que este para aprovar alguma coisa. Nem com a chegada do Velho Chico à Paraíba, nem com lauto churrasco para atenuar as marradas levadas pelo governo.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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ETERNA JUVENTUDE

 

Todos gostariam de parecer eternamente jovens. Dorian Gray é o representante da turma em questão. A necessária reforma da Previdência tem a mesma intenção: rejuvenescer o sistema de aposentadorias do País. Aposentadoria envolve todos aqueles que trabalham. Não pode haver diferenciação. Ocorre que neste país, a Belíndia, o pagamento da aposentadoria tem vários pesos e medidas. Se parlamentares se aposentam como belgas, ao trabalhador urbano é oferecida uma previdência hindu. Ninguém merece tanta esculhambação! Se levada avante, a proposta em andamento, que pretende excluir uns e retira outros, além daqueles privilegiados nem sequer mencionados na alteração previdenciária, teremos uma previdência com cara de monstro, para a qual serão necessárias várias plásticas subsequentes para corrigir a deformidade agora em tramitação. Deus certamente se apiedará de nós quanto maior for o nosso repúdio a esta urdidura.

 

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

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DESAFIO

 

Interessante esta história com que estamos sendo diariamente bombardeados pela imprensa sobre a reforma da Previdência. Ainda na edição de segunda-feira, o jornal escrevia em editorial sobre “os inimigos da reforma da Previdência”. É muito interessante a posição do jornal. Em nenhuma edição, tampouco na transcrição dos anais do “Fórum”, onde foi discutida a necessidade da reforma, foram apresentados números, dados comprobatórios do fato de que nossa Previdência é deficitária. Desafio o jornal “O Estado de S. Paulo” a mostrar os números dessa transparência, para que possamos comparar com outros dados em nosso poder, de origem insuspeita. Chega desta história de goela abaixo.

 

Pedro L. Marchesini de Pádua pedroluizpadua@gmail.com

Campinas

 

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SEM EXCEÇÕES

 

Sou entusiasta da Previdência Social Pública Brasileira e entusiasta-mor da sua reformulação “nacional” (reforma geral). Mas, se houver exceções em sua reforma, prefiro a sua extinção. É preferível o ocaso da Previdência Social à preservação de “privilégios” ou tratamentos diferenciados. Ou todos no INSS (capitalizado, se possível) a partir de 1/1/2019 com todos os direitos “ocorridos” (sic) garantidos – não confundir com pretensos direitos “adquiridos” – ou a permanência das (inúmeras) Previdências Sociais até a sua exaustão pela inviabilidade econômico-financeira. Previdência Social única. Coletiva. Estatal. Para todos e para todas. Sem exceção. INSS (capitalizado, se possível) a todos os brasileiros e a todas as brasileiras, sem distinção de regime, ou de gênero, ou de idade. Do presidente da República aos neys-zés-pereiras-ninguéns, INSS.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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AS CONTAS

 

“Somente os sábios enxergam o óbvio” (Nelson Rodrigues). Foram publicados os informes finais sobre o resultado conjugado e analítico de todos os regimes e sub-regimes previdenciários em 2016. Vale notar absurdos perpetrados nas contas públicas nacionais. O “déficit per capita” do Regime Geral da Previdência Social (RGPS) é de R$ 1.488,07 com 100,6 milhões de participantes (déficit total de R$ 149,7 bilhões); o do Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) é de R$ 15.717,17, com 9,9 milhões de participantes (déficit total de R$ 155,6 bilhões). Em tempo, o montante gasto anualmente com os 48 magistrados condenados e, simplesmente, afastados (aposentados) pelo Conselho Nacional de Justiça pagaria por três anos o custo total dos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal. A “irônica punição” por aposentadoria compulsória custa aos cofres públicos anualmente R$ 16,4 milhões. O valor médio anual desses “condenados a esta duríssima e desumana pena vitalícia” é de R$ 341 mil. Mais uma imoralidade, custeada pelos pobres e miseráveis deste país: os desempregados e os empregados informais sem carteira de trabalho assinada e que compõem quase a metade da população economicamente ativa.

 

Oswaldo C. Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo

 

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MAIS IMPOSTOS?

 

Após anunciarem o rombo de R$ 58 bilhões nas contas públicas, o governo avisa que vai elevar impostos. Tal decisão devemos considerar normal e totalmente esperada, pois trata-se de um governo sucessor e, portanto, corrupto como o anterior – além de incapaz, ineficiente, amador e mal intencionado, quando o assunto envolve diretamente a população. É inaceitável e absurdo total exigirem mais sacrifício do povo saturado, explorado e dizimado pela maneira como metem a mão no nosso bolso, com o que já pagamos de impostos. E é também incoerente não enxugarem e cortarem o excesso de gordura e banha de seu efetivo, composto

só para beneficiar parentes e agregados em geral. Além, também, de não abrirem mão de todas as vantagens, benefícios e mordomias vergonhosamente exagerados. Aguardem breve relançamento da CPMF. Né, não?

 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

 

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CRIATIVIDADE TUPINIQUIM

 

Não resolver o problema das aposentadorias, não definir a reforma das leis trabalhistas, não determinar a reforma política, não deliberar sobre  as reformas tributárias e, concomitantemente, querer aumentar os impostos, “assim, até nóis, mano!”.

 

Marcos Catap marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

 

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SEM ESCAPE

 

Pelo que estamos vendo no que toca à reforma da Previdência, só duas classes ou categorias não escaparão da prometida, pretendida e inadiável reforma: os que não nasceram e os que já morreram.

 

Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

São Paulo

 

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IDH – RETRATO SOCIAL

 

Examinados o texto e a imagem da página A14 do “Estadão” de quarta-feira (22/3), chamam a atenção alguns dados sobre a América do Sul, que devem ser analisados comparativamente e em sua integridade. 1) Na Iberoamérica, apenas o Chile e a Argentina classificam-se como países de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) muito elevado, os restantes são de nível elevado ou médio. 2) Com relação à “média de anos de estudo”, a Argentina tem quase 27% a mais que o Brasil, 9,9 x 7,8 anos. Talvez, se considerada a qualidade do ensino dos dois países, a figura do Brasil viesse a piorar, e eu arriscaria que a relação passasse a 40% ou 50% mais, em vez dos citados 27%. 3) A renda per capita da Argentina é 48% superior à brasileira, US$ 20.945 ante US$14.145. 4) A Argentina está na 45.ª posição geral do IDH, ante a 79.ª do Brasil. 5) Na Europa extremo-ocidental não há nenhuma nação com IDH que não seja “muito elevado” e na África não há nenhum que o seja, sendo em sua larga maioria de IDH baixo. Diante dos dados objetivos mostrados pelo relatório da ONU sobre188 países, em que 16 países ficaram “estagnados”, entre estes o Brasil, poderia ser oportuno que nossos “intelectuais” e nossos governantes, entre outros conceitos, revissem sua preferência pela “cultura afro” como a mais valiosa matriz de nossa cultura, juntamente com nossa cultura autóctone e primitiva.

A Argentina parece dar preferência a suas matrizes europeias, que podem nada ter que ver com seu relativo destaque em relação ao restante da Iberoamérica. São fatos a serem verificados pelos  “especialistas”.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

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2018

 

Após as primeiras manifestações crescentes até o fim do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, os intelectuais de plantão chamavam os manifestantes de “coxinhas”. Pois então, deu na “Coluna do Estadão” de 16/3 que o Movimento Brasil Livre (MBL), uma das lideranças mais importantes naquelas manifestações antilulopetismo, pretende apoiar o coxinha-mor João Doria Jr. à Presidência da República. Isso mesmo, o empresário bem-sucedido e onipresente atropelou o superpolítico de carreira Lula, que, diante do afã imediatista do prefeito da cidade de São Paulo, é um “pacato” candidato.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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PREJUÍZO DA PETROBRÁS

 

Informa-nos o “Estadão” esta semana que a Petrobrás registra prejuízo pelo terceiro ano consecutivo e, desta vez, de R$ 14,8 bilhões. Os números são astronômicos e mostram o grau de irresponsabilidade e de desonestidade do governo anterior, que conduziu a este desastre aquela que foi a maior empresa deste país. A surpresa é que esse mesmo grupo ainda consegue juntar uma pequena multidão de alienados em torno de obras já inauguradas – como a transposição do Rio São Francisco – ou de causas que, se vencedoras, afundarão ainda mais a economia do País.

 

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

 

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CAÇA AOS VOTOS

 

Aberta a temporada de caça aos votos e sem ter nada de relevante para chamar de seu, Lula e Dilma resolveram reinaugurar a obra dos outros em comício na Paraíba, durante  a chegada das águas do Rio São Francisco ao município de Monteiro. Haja cara de pau!

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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NO RIO SÃO FRANCISCO

 

Com o rompimento da barragem em Sertânia (PE) e o estrago ocasionado, Lula ainda é o filho, o pai, o tio, etc. da transposição?

 

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São Paulo

 

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NA TV

 

Na propaganda política do PCdoB, os manifestantes contratados para a manifestação, ao invés de gritarem “Fora Temer”, deveriam gritar “Lula e Dilma nunca mais”. Foram eles, por incompetência e corrupção, os responsáveis pela maior recessão que atravessa o País e pelos 13 milhões de desempregados. Temer está tentando, com responsabilidade e competência, arrumar os estragos deixados pelos governos petistas.

 

José Wilson de Lima Costa  jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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