Fórum dos leitores

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O Estado de S.Paulo

26 Março 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO E POLÍTICA

Teatro do absurdo

Delatores apontam com o dedo em riste para autoridades blindadas, que, na certeza de que dificilmente serão punidas, são orientadas por caríssimos advogados a reiterar que nunca viram os denunciantes e tudo o que lhes é imputado foi feito dentro do rigor da lei. Atores e atrizes, longe de suas funções de encarnar vidas descartáveis, emitem conceitos sobre economia que chegam a assustar. Falsos pais de obras não concluídas e superfaturadas, sem mandato, vão em caravana ao sertão e as “inauguram”. Um deles, fustigado pela Justiça, aproveita o evento clandestino, apresenta-se como possível candidato a presidente e declara com a maior desfaçatez que, como os atuais governantes não sabem fazer o certo, que lhe perguntem, ele sabe. Outro, com passado de guerrilha visando a implantar uma ditadura comunista, insinua que o povo se reencontrará com a democracia... É ou não é um cenário de fazer inveja a Eugène Ionesco?

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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O ‘Moch’

Nos depoimentos de executivos da Odebrecht no processo eleitoral contra a chapa Dilma-Temer, um deles falou em propinas de R$ 500 mil que eram transportadas em mochilas porque nelas cabia essa quantia. Seria por isso que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto só andava de mochila e era chamado de “Moch”?

PANAYOTIS POULIS

ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

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Chapa Dilma-Temer

Na minha opinião, o presidente Michel Temer foi mero carona de motorista bêbado, louco e fazendo racha. O que restou foi puxar o freio de mão, e assim o fez.

IVAN BERTAZZO

bertazzo@nusa.com.br

São Paulo

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Máquinas caça-níqueis

Em meio às acusações contidas nas delações dos executivos da Odebrecht e na expectativa de outras que serão divulgadas, os deputados federais cuidam da reforma política. A instituição do voto em lista parece já ter sido abandonada. O PMDB luta contra a “janela partidária”, que permite aos descontentes mudar de partido. O gigantismo econômico das campanhas levou a sociedade a questionar quem paga a conta, já que existem restrições legais de gastos. A Justiça e o Ministério Público Eleitoral chegaram às fontes fraudulentas de recursos, que levaram à prisão empresários propineiros, operadores e beneficiários dos esquemas que desviaram recursos dos cofres estatais. Os executores da reforma política precisam encontrar formatos eleitorais que deem oportunidade ao povo de escolher os candidatos que melhor representem seus interesses e ter campanhas com transparência de custeio. Talvez o voto distrital seja uma solução para a representação do eleitor, embora não atenda aos interesses dos partidos, que se tornaram grandes máquinas de recolher dinheiro. A desmontagem dessas máquinas é o cerne da questão.

DIRCEU CARDOSO GONÇALVES

aspomilpm@terra.com.br 

São Paulo

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Candidatura avulsa

A Constituição federal resguarda o pluripartidarismo e para que alguém concorra a um cargo eletivo faz-se necessária a filiação partidária. Estamos vivendo um momento de total descrédito dos partidos e dos políticos brasileiros e não há perspectiva de mudança. A aprovação de uma proposta de emenda à Constituição permitindo candidaturas avulsas, ou seja, sem filiação partidária, seria uma boa alternativa. Quem sabe o eleitorado brasileiro começa a buscar assinaturas para que em breve possamos ter essa alternativa? É preciso juntar assinaturas de pelo menos 1% dos eleitores aptos a votar. Está passando da hora de encostar essa turma.

JEOVAH FERREIRA

jeovahbf@yahoo.com.br

Taquari (DF)

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Proposta indecente

A proposta de reforma política que está sendo discutida no Congresso Nacional, cujo relator é o deputado Vicente Cândido, do PT, a meu ver é uma proposta indecorosa, não passa de mais uma trapaça política para eleger os mesmos. Já passou da hora de esses políticos espertalhões pararem de brincar com o voto do eleitor. Em vez desse despropósito, seria mais sensata uma proposta que contemplasse o voto facultativo e o voto distrital. Com certeza melhoraria muito a representatividade do eleitor. Além do mais, essa proposta de lista fechada é a maneira mais descarada de esconder embaixo do tapete as velhas raposas do sistema político brasileiro.

JOSÉ DA SILVA

jsilvame@gmail.com

Osasco

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Um dia, talvez

Nossos políticos velhacos têm certeza absoluta que todo o povo deste país é muito tolo. Não se pode negar que há quem apoie a tal lista fechada, porém a maioria sabe que nossos legisladores usam de subterfúgios que pareçam legais para continuar nesse mundo de roubalheira. É claro que a tal lista seria composta só pela pior espécie de políticos que o mundo já conheceu. Faça o eleitor sua lista antes de votar. Perca um pouco de tempo no computador e veja todos os que são acusados por algum “crimezinho leve, quase inocente”, que os fez enriquecer. Mas não se assuste se você já votou em algum deles, pois eles serão julgados pelo STF... um dia. Talvez.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo

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Reforma básica

Fim do foro privilegiado; voto distrital misto, padrão alemão; aplicação da Lei da Ficha Limpa com eficiência. Simples assim.

PEDRO ARMELLINI

paarmellini08@gmail.com

Amparo

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Expectativas

O que os brasileiros esperam, de verdade, é que de toda essa lama surja um novo Brasil. Livre de corrupção, com emprego e oportunidades para todos, eleições limpas, com bons candidatos, paz e harmonia. E que os responsáveis por toda essa desordem paguem pelos seus atos. O Judiciário, a imprensa e a participação popular estão fazendo a mudança. E a diferença.

ELISABETH MIGLIAVACCA

São Paulo

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Salve a imprensa

Lista fechada, carne estragada, prisão domiciliar, corrupção, Lava Jato, foro privilegiado, tributos, desemprego, crises, etc. O que seria do nosso povo sem o direito à informação, doa a quem doer? Temos de buscar saber quem são os nossos algozes, nossos verdugos, e aí, sim, votar com consciência. Afinal, eles estão todos aí, expostos.

LEANDRO FERREIRA

leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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TUDO ORQUESTRADO

Estranho o presidente Michel Temer afirmar que a Operação Carne Fraca trouxe prejuízos econômicos ao País e, concomitantemente, no Senado, o projeto de lei de Abuso de Autoridade seja ressuscitado. A estrovenga pune membros do poder público. Agentes públicos que divulgarem gravações sem a prova expondo acusados ou investigados. Pune, ainda, delegados, promotores, juízes de tribunais superiores que autorizem ações sem flagrante delito. Isto é, investigados e políticos precisam ser pegos com a boca na botija. Engraçado que o relator dessa lei foi o impoluto Roberto Requião, que já foi governador do Paraná, de onde partiu a "operação pirotécnica" da Polícia Federal. É o tal negócio: a Operação Carne Fraca pode ter trazido prejuízos ao País, mas enorme benefício aos políticos corruptos investigados pela Operação Lava Jato. Tudo muito orquestrado!

Beatriz Campos 

beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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JOGO DURO

É impressionante e indigesto o que acontece no Congresso Nacional: depois de longa e difícil batalha de cerca de cinco anos, o senador Álvaro Dias, do PV, conseguiu que a PEC n.º 10/2013 entrasse em discussão no Senado, com 46 assinaturas favoráveis. Ela versa sobre a excrecência do vergonhoso foro privilegiado para figurões dos poderes públicos. Porém, é apenas o começo do que está por vir. Daqui em diante, será jogo ainda mais duro, é o que promete. Assim é que a elite da esculhambação no Congresso já começa a "fazer o diabo" para desfigurar a proposta, preparando o contrabando de incluir, num texto límpido, a tese de "abuso de autoridade", fixando especificamente a Polícia Federal, o Ministério Público e a Justiça Federal no contexto da Operação Lava Jato. Querem porque querem tirar o feofó da reta... Para quem não sabe, temos 35 partidos sem representatividade perante a sociedade, com raríssimas exceções, políticos que só representam a si mesmos e aos companheiros, sendo suas melhores caricaturas as personagens do "Deputado João Plenário" - criada e interpretada por Saulo Laranjeira entre 1994 e 2016 no "A Praça é Nossa" - e do "Deputado Justo Veríssimo" - do notável e inesquecível Chico Anysio. O cidadão deve ficar atento e pressionar seu senador para que ele não fuja da raia. Acabar com o nefasto foro privilegiado é essencial se queremos transparência dos políticos. É essencial para limpar o País dos quadrilheiros no poder. Mas, sem a pressão permanente e decidida da cidadania, a bandidagem de gatunos da política seguirá impune em seus desmandos é nós, simples mortais, pagando a "suruba", como sempre!

Turíbio Liberatto 

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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O MMA DE BRASÍLIA

Os acontecimentos que se sucedem no dia a dia da vida dos brasileiros sugerem que o País se transformou num imenso octógono, onde práticas de violência ocorrem como única atração e onde o povo é sempre o derrotado. A segurança pública só faz aumentar as vítimas de furto com agressão e homicídios quase em progressão geométrica. Como são os homens que prendem e que condenam, a Lei Maria da Penha tornou-se folclórica. A agressão e o assassinato de mulheres, sem justificativa que não seja o machismo e a selvageria, devem superar qualquer país democrático cristão. Na política, os Três Poderes, cada um por si, falam na Constituição e na democracia como se tratassem de prostitutas de luxo, para ser usadas nos momentos de prazer dionisíaco. No octógono do MMA jurídico houve um empate técnico entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, sobre vazamento de delações premiadas. Entre um golpe e outro dos parlamentares, o presidente Michel Temer, com estratégia, recua na esperança de que sua proposta de reforma não seja nocauteada de forma irreversível. A terceirização surge como um véu diáfano que traz mais incertezas do que conquistas, Uma luta que é travada pelo ministro da Agricultura, Blairo Magi, promete não ter limite de tempo, e nessa luta deverá apresentar-se em traje de toureador, como nas arenas de Madri. Na retaguarda de todas essas lutas há uma torcida sempre favorável ao fracasso do governo, os derrotados do Partido dos Trabalhadores, que insistem numa reencarnação precoce, com seus personagens hilários e sua claque que enxerga menos do que Bartimeu, o filho de Timeu. Estaria o Brasil estigmatizado a ser eternamente o "país do futuro"?

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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DISENTERIA INSTITUCIONAL

Homens do Estado de todos os níveis, ternos e togas, o boi, o porco, o frango já os sabíamos corrompidos. Eis que também os peixes caíram na tarrafa da Polícia Federal. A maré corrupta brasileira não tem limites. O câncer corruptor com metástase avançada contaminou o tecido institucional do País, vertical e horizontalmente. Como se isso fosse pouco, a moléstia destruiu a malha neural de um ministro do Supremo Tribunal Federal e do procurador-geral da República. O Brasil de Brasília vive, hoje, a Era da Disenteria. Menos entrevistas, falem nos autos, trabalhem mais, criem vergonha, deem exemplo, senhores do poder! 

José Maria Leal Paes 

tunantamina@gmail.com

Belém

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CALDEIRÃO FERVENTE

As pendências jurídicas atualmente são substituídas pelas divergências entre um ministro do STF e o ocupante do cargo maior da Procuradoria-Geral da República. E, com isso, a tramitação do processo contra os denunciados na Operação Lava Jato cada vez vai demorando mais para que se chegue a uma decisão. Enquanto isso, alguns deles se dão ao direito de fazer denúncias por meio da chamada delação premiada. Ou seja, é um verdadeiro caldeirão fervente. Mas punições, que são o objetivo maior, não são aplicadas. Até quando vamos conviver com esta situação ridícula? 

Uriel Villas Boas 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

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APOSTANDO NA DESINTELIGÊNCIA

Quem deve estar apostando no recrudescimento das relações entre o ministro Gilmar Mendes, do STF, e o chefe da Procuradoria-Geral da República, Rodrigo Janot, é ele, o réu Lula, cujos delitos vão sendo temporariamente esquecidos enquanto perdura essa guerra de vaidades.

Paulo R. Kherlakian 

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA POLÍTICA

O senhor Gilmar Mendes, atual presidente do TSE e ministro do STF, considera - diferentemente da ministra e presidente do STF, Cármen Lúcia - que o plebiscito sobre o sistema eleitoral não é viável por conta de suas "tecnicalidades". Bem, quer algo mais técnico do que a reforma da Previdência? E o governo não o quer fazer? E todas as discussões nas redes sociais e na grande mídia já não são uma campanha espontânea, desordenada e não independente? O problema é de intencionalidade: se o objetivo é de fato consultar a população sobre as possibilidades, é só fazer uma campanha - independente - de esclarecimento (certamente não por gente deste governo, que tem nota zero em comunicação, nem por gente do governo passado, que tem nota 10 em marketing). Estaria o ministro dizendo que, se esclarecida a população, ainda assim não tem condições de escolher o que é melhor para si? É uma condenação perene, ministro? 

Rebecca Raposo 

rebeccaraposo@icloud.com

São Paulo

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NOVA DEMOCRACIA?

Como é que querem mudar as regras do jogo democrático sem amplo debate com a população? E, pior, como o presidente do TSE, o ministro Gilmar Mendes, critica um plebiscito? Os "caciques" dos maiores partidos não querem perder o foro privilegiado, acuados pelas denúncias da Lava Jato, tentam de tudo, verdadeiros "parasitas do esforço alheio".

Mário Issa 

drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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PLEBISCITO

Apreciaria que o ministro do STF Gilmar Mendes parasse de criticar a ideia de realização de plebiscito para definição da reforma política e que se calasse e se recolhesse ao seu lugar. Ora, um juiz não está para ditar suas opiniões, mas para expressar o seu voto nos julgamentos em que for convocado. Lembre-se, sr. ministro, de que suas opiniões não solicitadas podem comprometer o seu julgamento mais à frente. Todos nós sabemos a que servirá a proposta de adoção de lista partidária fechada, sugerida habilmente pelos partidos políticos. O povo é que é o principal mentor das eleições e, portanto, é ele que deve escolher o formato que desejar. Sr. ministro Gilmar Mendes, pare de fazer comentários sobre inquéritos. Aguarde o julgamento, dê a sua opinião e o seu voto consciente no tribunal. 

Walter Lúcio Lopes 

wll@uol.com.br

São Paulo 

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SUGESTÕES

 

Resumo de uma reforma política: 1) vereadores: ajuda de custo de um salário mínimo para cidades com menos de 200 mil eleitores. 2) Congresso: redução de 1/3 no número de senadores e de deputados, máximo de seis funcionários a dotação de cada gabinete, incluir no salário todos os benefícios, respeitando o limite constitucional, plano de saúde (Sírio-Libanês), só durante o exercício do cargo, contribuição ao INSS como os demais brasileiros, sem aposentadoria parlamentar. 3) Eleições: de quatro em quatro anos (todos os cargos - de vereador a presidente). Lista fechada (partido preencher os cargos) é para nos impor goela abaixo os ocupantes nos cargos eletivos. 4) Foro privilegiado: só para presidentes do Senado, Câmara, República e STF. Para encerrar: banir definitivamente da vida pública todo político condenado.

Humberto Schuwartz Soares 

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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ESCOLHAS

Democracia é onde os Três Poderes procuram atender aos desejos e necessidades dos cidadãos, mas aqui é justamente o contrário. Se o Brasil fosse uma democracia, os cidadãos escolheriam várias coisas e não haveria imposição dos governos. Opções: 1) voto facultativo; 2) não pagar imposto sindical; 3) ter desconto no Imposto de Renda se pagasse plano médico, escola particular, ter carro próprio (já paga IPVA, imposto nos combustíveis e multas fajutas) e não usasse ônibus, metrô, etc. Tenho várias outras sugestões, mas, se exceder o texto, os jornais não publicam.     

Mário A. Dente 

eticototal@gmail.com

São Paulo

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ELEIÇÕES NO BRASIL

Votaram em um palhaço; eleito, virou deputado. Agora, querem que votemos na "lista" e viramos palhaços.

Luiz Ress Erdei 

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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SIMPATIA

O presidente Michel Temer afirmou: "Não tenho simpatia pela lista fechada", referindo-se ao sistema de votação. E nós, ilustre presidente, não temos nenhuma simpatia pelo senhor, embora no início tenhamos acreditado e tínhamos muita esperança, além de nos ter causado boa impressão. Mas o passar do tempo mostra as verdades, né não?

Angelo Tonelli 

angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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PERGUNTAS

O presidente Michel Temer, Eunício Oliveira, Rodrigo Maia e Gilmar Mendes se empenham em descriminalizar as "doações" eleitorais e aprovar uma ampla anistia ao caixa 2. Esses quatro senhores agem freneticamente no sentido de trivializar o criminoso esquema de propina que arruinou a economia brasileira. O quarteto quer que acreditamos na delirante história de que o maior assalto ocorrido aos cofres de uma Nação em todo o planeta e jamais visto em todos os tempos não passou de uma "irregularidade" conhecida por "caixa 2". Algo banal largamente usado no Brasil desde sempre. Antes de tentar nos fazer de idiotas, esses quatro homens maus deveriam responder com honestidade a algumas questões: por que as chamadas doações eram arrancadas dos empresários na base do achaque? Por que as milionárias "doações" camufladas de "caixa 2" eram transferidas para bancos suíços e pulverizadas em milhares de contas de correntistas anônimos? Por que o governo Lula foi o único no mundo que se atreveu a promover, num espaço de apenas dois anos, os dois maiores e mais caros megaeventos esportivos mundiais (Copa e Jogos Olímpicos), que geraram centenas de obras superfaturadas? Por que a Refinaria Abreu e Lima de Pernambuco custou oito vezes mais que o valor previamente orçado? Por que o governo Lula, que quebrou o País, era tão célere em aprovar tantos aditivos? Por que só na Ferrovia Transnordestina o governo do PT aprovou sem questionar 126 aditivos? Por que o governo comprava dinheiro caro dos bancos privados e aplicava no BNDES, que repassava às empresas doadoras com exagerado subsídio, contabilizando perdas bilionárias? Por que o governo petista, sob o argumento de estar financiando "exportação de engenharia", estendeu a mamata dos subsídios a 11 países financiando mais de uma centena de obras com garantias de recebimentos muito duvidosas? Por que milhares de empresas fantasmas com endereços frios receberam milhões prestando serviços fictícios? Por que, apesar de 32 partidos existentes, nenhum fazia oposição vigiando os grandes assaltantes que limparam até os cofres dos fundos dos servidores das estatais?

Wilson Sanches Gomes 

sancheswil@hotmail.com

Curitiba

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CAIXA 2

Parece que o último recurso que vai restar aos políticos envolvidos no caixa 2 é pedir para serem julgados por algum tribunal divino.

Luiz Frid 

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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DA ODEBRECHT AO PT

Marcelo Odebrecht esclareceu ao TSE a participação dos ex-presidentes Lula e Dilma no esquema ilícito de doações da maior empreiteira do Brasil para o Partido dos Trabalhadores. O modo criminoso da operação envolvia contratos superfaturados da Petrobrás, ou seja, o dinheiro público sendo desviado para o PT. Falta ainda desvendar a participação das demais empreiteiras, pois a existência do cartel também já foi comprovada. Sabemos que o bolo era repartido entre as maiores construtoras do país. O dinheiro dos contribuintes foi parar nas mãos de dezenas de protagonistas corruptos, nas esferas governamental e privada.

José Carlos Saraiva da Costa 

jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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E AGORA?

Depois da delação de Marcelo Odebrecht, em que ele confirmou doação de caixa 2 para a campanha de Dilma-Temer em 2014, com total conhecimento e aceitação da candidata à reeleição, será que "ella" e o PT serão eliminados do quadro político nacional? Ou será que o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, vai dizer que esse tipo de caixa 2 pode?

Antônio Carelli Filho 

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

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ESPERTALHONA

E eu que achava que Dilma Rousseff era só ruim de português, francês, espanhol, etc., dava uma de burrinha, atrapalhada e, por baixo dos panos, espertalhona, hein? O patético máximo é ela dizer que não era próxima de Marcelo Odebrecht Mas e da grana.

Elisabeth Migliavacca 

São Paulo

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PALAVRA

Em que palavra se deve acreditar mais: na de Marcelo Odebrecht ou nas de Lula e Dilma? Eis a shakespeareana questão!

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

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SANTO ODEBRECHT

Já que nem Dilma nem Lula, segundo alegam, pediram dinheiro a Marcelo Odebrecht, podemos enviar o nome dele para o Vaticano, para ser canonizado como Santo Odebrecht. Que homem caridoso! E humilde, pois em seu depoimento oculta a sua bondade, pois diz que deu porque pediram. 

Sandra Maria Gonçalves 

sandgon@terra.com.br

São Paulo

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CRISE POLÍTICA

As negativas e as notas que o PT, Dilma e Instituto Lula divulgam todas as vezes que se tornam públicas delações dos corruptos envolvidos em doações já nos cansaram. Se a Justiça Eleitoral ou o STF concluírem que são todos inocentes, entendo que devem entrar com pedido de indenização e desmoralizar de vez o Brasil.

José Roberto Iglesias

rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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OS PEDALINHOS DE ATIBAIA

Delator da Odebrecht e ex-diretor da construtora Alexandrino Alencar, em depoimento à força-tarefa da Lava Jato, disse que foi procurado pela ex-primeira-dama Marisa Leticia para que agilizasse a reforma do sítio de Atibia, pois o amigo José Carlos Bumlai estava demorando muito e temia que, quando pronta a obra, Lula não estivesse mais no poder, mesmo que a propriedade "conste" em nome dos sócios de seu filho Fabio Luis Lula da Silva. Será que também foi ela quem pediu para colocar os nomes de "Lula" e "Marisa" nos pedalinhos?   

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

                                          

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ODEBRECHT

Há que reconhecer que Marcelo Odebrecht teve méritos: ousadia e capacidade de articulação para investir na política brasileira e obter tamanhos dividendos advindos de suas operações. Se nossos governantes tiverem a mesma visão, aproveitarão esta oportunidade única que sua delação nos abre, mostrando os caminhos da corrupção, para fechar o sistema do propinoduto que converge o público e o privado. Concomitantemente, procurarão incentivar o que há de positivo na administração pública. Infelizmente, a liderança que sobra em Marcelo falta aos que nos conduzem. Públicos ou privados acomodaram-se à condição de burocratas e às benesses advindas de seus cargos. Não fazem marolas, não se pronunciam e, desacostumados à palavra, na maioria das vezes, seus pronunciamentos são desastrosos. Neste momento de tão fraca representação qualitativa, precisamos encontrar líderes com a mesma ousadia de Marcelo, no sentido oposto, ou seja, que enfrente com coragem o sistema obsoleto que nos domina.

Sergio Holl Lara 

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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ESTRUTURA INTACTA

Empreiteiras liberadas têm seus quadros preservados, a relação direta com a política não foi rompida, interesses escusos ligam um ao outro na inviolabilidade dos contratos fajutos, revitalizando assim, o núcleo da propina. Vem aí: Operação Lava Jato 2, a missão. Acorda, Brasil!

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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CLAMOR

Em que país vivemos? A todo tempo nos deparamos com notícias de corrupção, de aproveitadores inescrupulosos locupletando-se em detrimento do povo brasileiro que trabalha para sobreviver. Não há um dia sequer em que não se tome conhecimento de atos ilícitos praticados por pessoas que comandam este país, seja na política ou na atividade privada.   Vemos os Três Poderes da Nação totalmente comprometidos em sua honra, ineficientes e ineficazes em sua atuação. A desídia dos governantes no tocante a seus deveres de proporcionar melhores condições de vida aos brasileiros, no campo da saúde, do transporte, da segurança, do emprego, do saneamento básico, enfim, do bem-estar social, pode ser definida apenas com uma palavra: vergonha. São raras as exceções de homens honrados merecedores de nossa confiança. Por tudo isso, despertamos sempre com a nítida sensação de que o Brasil jamais conseguirá alcançar novamente sua dignidade. Se Deus, como se apregoa, é mesmo brasileiro, que nos ajude!

Paulo Guida 

paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

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SAUDADES DO BRASIL

Tenho saudades de um Brasil onde os maiores problemas e preocupações eram o desmatamento da Floresta Amazônica, a seca e a fome do Nordeste e os problemas ambientais. Já repararam que estes problemas continuam existindo, mas não há espaço em telejornais, jornais e revistas? É tanta corrupção e safadeza na política que não sobra espaço para assuntos tão importantes. Parece um saco que não tem fundos.

Angela M. de S. Bichi 

angela_bichi@hotmail.com

Santo André

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O BRASIL DA INSPEÇÃO DA CARNE

Todo o embrulho da carne fraca vem da falta de entendimento do governo passado, que achava que todos os cargos públicos deveriam ser ocupados por correligionários políticos, tanto os postos-chave quanto os técnicos tinham de ser negociados em detrimento ao País, ou seja, não importava o País, mas sim o apaziguamento e contentamento dos partidos políticos. Esqueceram-se de que as agências são feitas para fiscalização em nome do governo brasileiro e que, para o bom funcionamento delas, era necessário conhecimento técnico profundo, que, evidentemente, sindicalistas, confederados e correligionários não possuíam. Assim, no caso da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), suas similares no exterior têm mais de 50% do seu quadro de engenheiros e técnicos, e aqui no Brasil estão em torno de 10% a 15%. A Agência Nacional de Águas (ANA) deveria ter uma serie de técnicos, e não ser dirigida por corruptos. Quanto ao desastre da barragem de Mariana (MG), existiam oito ou dez entidades que cuidavam das represas, mas apenas 13 técnicos para inspecionar as barragens em Minas Gerais. Assim, o aparelhamento político de órgãos técnicos levou o nosso país à vergonha internacional selada finalmente com a resolução de alguns países de cogitarem mandar seus técnicos aqui, pois não confiam no trabalho dos brasileiros. Não somos um país sério.

Ciro Bondesan dos Santos 

cirobond@hotmail.com

São José dos Campos

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PROPAGANDA NA TV

Quem deve estar rindo muito hoje é o tal Luiz Augusto, que era escrachado na TV no mal feito e de mau gosto anúncio do presunto da Sadia. Sempre se disse que quem ri por último sempre ri melhor, e hoje isso no Brasil precisa e deve ser norma. Mais casos virão à tona? País infeliz, de tanta corrupção e roubalheira, e sem nenhum futuro. 

 

Marieta Barugo 

mbarugo@bol.com.br

São Paulo

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REFORMA E MISTIFICAÇÃO

A atual situação do País nos mostra quanta incoerência existe entre nós. No tocante à reforma da Previdência, vemos os partidos de esquerda tomarem posições populistas ao negarem que a Previdência Social tenha déficit crônico, embora o Partido dos Trabalhadores (PT), nos seus últimos momentos no governo, já estivesse esboçando mudanças no setor em razão do déficit que hoje negam haver. Mas, se fizermos um raciocínio simples, ao compararmos o Brasil com as economias avançadas, chegaremos a conclusões interessantes, uma vez que essas economias já fixam idades limites para obter a aposentadoria tendo em vista o fenômeno da longevidade existente lá. Assim, esse fenômeno vem se consolidando entre nós, o que por si só já seria um motivo para pensar nisso. Não bastasse isso, temos que nas economias avançadas não existe o fenômeno das fraudes constantes e desvios nos cofres da Previdência, que são uma realidade entre nós, com casos gravíssimos até mesmo de benefícios fraudulentos de auxilio-saúde para indivíduos que dele não precisam - nesse tocante nos equiparamos com à Grécia, e vimos a situação a que este país chegou, e as duras penas o que teve de pagar. Ou seja, a realidade nos impõe a necessidade de agir realisticamente, criando os controles e mecanismos de coibir e punir exemplarmente os desvios acima citados, e ao mesmo tempo tomar, como o governo vem fazendo, as medidas coerentes para fazer a Previdência se autossustentar, como efetivamente ela deve ser. E, feitos os ajustes necessários, exigir que os benefícios pagos sejam justos, pois hoje eles geralmente não são, e uma realidade que se impõe na conjuntura atual é de que muitos aposentados precisam continuar trabalhando para complementar a sua minguada aposentadoria. Então o discurso populista de que a reforma proposta faz com que os indivíduos trabalhem até morrer é o que já existe atualmente, e especificamente com os mais pobres, que recebem um salário mínimo de aposentadoria. Se reconhecessem essa realidade, esses incoerentes não perderiam tempo mistificando o cenário que exige um mínimo de seriedade. Assim, essas manifestações de claque em que ficam roucos de gritar "Fora Temer", com dinheiro das centrais trabalhistas - quer dizer, dos trabalhadores -, só nos mostram que os partidos de esquerda estão sentindo falta dos subsídios com que o governo petista enchia os bolsos dos "amigos", mesmo que os amigos fossem improdutivos, como, por exemplo, a Juventude Socialista, que ninguém sabe para que serve; ou o MST, que serve para invadir propriedades produtivas e laboratórios de avanços científicos que beneficiam a produção agrícola brasileira, e destroem esses trabalhos científicos, mostrando como o governo anterior aplicava os impostos dos brasileiros. No Estado do Rio de Janeiro, essas manifestações nos deram alguns exemplos de nonsense, pois os funcionários públicos protestavam, ao mesmo tempo, contra os absurdos e descalabros administrativos que levaram o Estado à situação de falência em que se encontra e protestavam contra Sérgio Cabral e Pezão, que curiosamente eram unha e carne com Lula e Dilma - e se orgulhavam muito disso e propalavam essa amizade aos quatro ventos. Isso nos faz lembrar a sabedoria popular: diz-me com quem andas, que eu te direis que és. Realmente, a República não tem salvação, como a Operação Lava Jato vem nos mostrando a cada dia.

Luís S. Soares Rodrigues 

luisseveriano@bol.com.br

Mesquita (RJ)

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LEI DA TERCEIRIZAÇÃO

A aprovação do Projeto de Lei 4.330, pela Câmara dos Deputados, que libera o trabalho terceirizado, é um passo à frente na busca de maior eficiência e competividade da economia brasileira. Devemos começar por terceirizar os serviços dos deputados federais, pela péssima qualidade dos serviços prestados. Embora custem muito caro (R$ 168,6 mil por mês cada), levaram 19 anos para aprovar a medida!

Omar El Seoud 

ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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ATOS FALHOS

 

Reiterados por agentes e prosélitos do atual governo, os atos falhos são a explosão do inconsciente, do qual rebentam as convicções que residem em nossos mais íntimos grotões. Primeiro, o presidente Temer e, agora, o relator da terceirização, deputado Laércio Oliveira, mexem em vespeiro, os direitos das mulheres, por todo o curso da humanidade sufocados. Não é preciso retificar. O politicamente correto não é necessário em matéria de costumes, somos naturalmente conservadores ou liberais ou revolucionários. Só que muitos revolucionários se transformam em corruptos e, não obstante isso, seu inconsciente continua a expressar tumultuosas modificações do mundo. 

 

Amadeu R. Garrido de Paula 

amadeugarridoadv@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Na lista dos devedores da Previdência, dizem os que se dão ao trabalho de verificá-la na íntegra que todos os Estados e milhares de municípios estão presentes. Pergunto: por que o órgão nunca se deu ao trabalho de cobrá-los? Qualquer reforma, por mais impiedosa que seja - e assim o será somente com os trabalhadores -, nunca impedirá que os Estados e os mais de 5.500 municípios se tornem novamente inadimplentes com a Previdência. Se a lei previsse, tal e qual prevê para os devedores de pensões alimentícias e para os diretores das empresas responsáveis pela retenção de alguns tributos, a prisão dos governadores e prefeitos que não repassassem à Previdência o que lhe é devido, talvez a situação fosse hoje diferente. Isso sem falar na manipulação da sua receita para a saúde e para programas sociais, que deveriam ter orçamentos distintos para atendê-los. E não custa reiterar: mais de 5.500 municípios, em sua quase totalidade custeados por fundos estaduais e federais (completamente dependentes), é o fim da picada.

James Pereira Rosas 

jrosas2755@gmail.com

Rio de Janeiro 

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BOBAGEM

É espantosa a quantidade de informações equivocadas veiculadas pela mídia a respeito da devolução das reformas previdenciárias estaduais e municipais aos respectivos governadores e prefeitos. Dizem muitos jornalistas que houve um recuo do governo. Na verdade, não houve recuo. O que aconteceu foi um típico "toma que o filho é teu" endereçado a governadores e prefeitos que não queriam "sair mal na fotografia". Tempos atrás esses governantes, para evitar desgaste perante os servidores aposentados de seus estados e municípios, fizeram um acordo para que as reformas que caberiam a eles fazer com que fossem incluídas no bojo da que estava sendo preparada pelo governo federal, que arcaria com todo o ônus que essa medida, absolutamente necessária, vai causar. Em contrapartida se comprometeram a ajudar o governo federal na aprovação da sua reforma no Congresso, atuando junto aos deputados federais e senadores de seus estados e municípios, o que não fizeram. Como eles não cumpriram a sua parte do acordo o governo federal fez o mesmo, devolvendo aos estados e municípios a tarefa que lhes cabe fazer. Enfim, "quem pariu Mateus que o embale". Simples assim, o resto é bobagem!

José Claudio Marmo Rizzo 

jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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DÉFICIT DA PMSP

A reportagem do "Estadão" de 23/3, na página B4, versa sobre o déficit de R$ 3,5 bilhões da Prefeitura do Município de São Paulo (PMSP) na remuneração para os seus servidores inativos e os pensionistas. Entretanto, os valores ali apresentados não se coadunam com o disposto na Lei 13.303/2002, sobre a revisão anual da remuneração dos servidores públicos municipais. Em seu § 2°, estabelece que a soma total das despesas com os servidores, incluindo ativos e inativos, não pode ultrapassar de 40% das receitas correntes naquele período, incluindo a previsão para o décimo terceiro. Desde 1988 é esse o porcentual máximo das despesas com pessoas em relação às receitas correntes. Porcentual, aliás, bem inferior aos 54% estabelecidos na Lei de Responsabilidade Fiscal. Na prefeitura, os servidores aposentados são denominados inativos, pois continuam a receber seus vencimentos pela folha de pagamento da secretaria onde trabalhava quando se aposentaram. Ao contrário do que está informado na reportagem, o Instituto de Previdência do Município (Iprem) paga apenas as pensões dos pensionistas dos servidores falecidos, e os servidores inativos continuam contribuindo com o instituto enquanto vivos. Portanto, o Iprem não remunera 70.513 entre aposentados e pensionistas, remunera apenas os pensionistas, ou seja, um número bem menor que o apontado na reportagem. Não dá para entender como o déficit da PMSP é de R$ 3,5 bilhões na remuneração total de seu pessoal, se não deveria ultrapassar os 40% das suas receitas correntes. É estranho que essa quantia seja apenas devido aos pagamentos das pensões dos dependentes de servidores falecidos. Reportagens anteriores a respeito apontaram que os servidores municipais de São Paulo vinham recebendo há vários anos reajustes anuais de 0,01%, para não ultrapassar o limite de 40% das receitas correntes. 

Gilberto Pacini 

benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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A DÍVIDA DO SENADOR

Acreditem se quiserem: empresa do senador Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, tem R$ 8,5 milhões de dívidas previdenciárias com a União. Num país sério, este senhor seria exterminado da política nacional. Alguém aí duvida que fiscais da Previdência nem se aproximam da Confederal Vigilância e Transporte de Valores, por medo, é claro, da  empresa  cujo sócio majoritário é o senador presidente do Senado? Só para lembrar, Eunício é o sucessor do senador Renan Calheiros, ou seja, trocamos seis por meia dúzia.

Arnaldo de Almeida Dotoli 

arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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VOTO NA ONU

É vergonhoso que o Brasil tenha votado contra a resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU que renovava o mandato das Nações Unidas para monitorar os impactos das políticas fiscais sobre os direitos humanos. O voto brasileiro foi grotesco e indecente, rompendo a tradição brasileira de compromisso e defesa dos direitos humanos, tanto que já a havíamos aprovado em 2008/2011/2014, quando tínhamos presidentes legítimos e eleitos pelo povo. Mais um triste retrato do governo golpista de Michel Temer (PMDB), que desmoraliza e coloca o Brasil como um autêntico pária da comunidade internacional. Felizmente, a resolução foi aprovada por 31 a 16, apesar do voto abjeto dado pelo Brasil. É preciso reagir e resgatar o Brasil, hoje nas mãos das piores figuras possíveis e imagináveis.

Renato Khair 

renatokhair@uol.com.br

São Paulo

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