Fórum dos leitores

.

O Estado de S.Paulo

27 Março 2017 | 05h00

CORRUPÇÃO

Detenta privilegiada

Adriana Ancelmo poderá ganhar o privilégio da prisão domiciliar, a Justiça autorizou a mulher de Sérgio Cabral a sair de Bangu já nesta semana. Depois de levar o Estado do Rio de Janeiro à insolvência, eles ainda são merecedores de algumas benesses inexplicáveis: Cabral não é monitorado por câmeras dentro da prisão, Adriana não gostou de ser tratada como detenta comum e conseguiu que a carcereira fosse transferida de ala. O que acontece? Ainda há quem defenda essa escória social, depois de tudo o que vemos o povo fluminense passar? A ser verdade que em casa Adriana não terá acesso a internet nem a telefone fixo e celular, fico na dúvida se seus filhos vão querer mesmo morar com a mãe. Já viram, adolescentes sem acessar a internet... A menos que essa proibição seja só para inglês ver. 

MARA MONTEZUMA ASSAF

montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

Me engana que eu gosto

Essa operação feita no apartamento de Adriana Ancelmo, cortando e retirando todos os meios de comunicação com o exterior, deveria ter sido batizada de “me engana que eu gosto”. Se até em presídios de segurança máxima, vigiados as 24 horas do dia por câmeras e agentes, celulares entram com a maior facilidade, como a Justiça vai garantir que ela ficará sem acesso à internet e sem telefone, já que ninguém a estará vigiando o tempo todo?

RONALDO GOMES FERRAZ

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

Outras mães presidiárias

Há algo de podre no Poder Judiciário. A primeira instância libera a prisão domiciliar da mulher de Cabral, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro manda ficar na cadeia e o Superior Tribunal de Justiça (STJ) manda soltar. Ainda falta o Supremo! Não se vê essa divergência entre juízes nem mesmo nos EUA. Os magistrados também se importam com os milhares de presidiárias que têm filhos bebês, sem pais, sem família, que vão para a cadeia por qualquer motivo? Com o desemprego, as prisões estão lotadas de pais que não têm como pagar pensões judiciais nos valores estipulados.

LUIZ FERNANDO PEGORER

eng.pegorer@gmail.com

Santos 

*

Aberração judicial

Todas as mães com filhos menores de 12 anos agora poderão matar, roubar, traficar drogas, cometer atos de corrupção ou qualquer outro tipo de crime e ficar livres do cárcere, a permanecer a decisão liminar do STJ que autorizou a auxiliar de corrupção Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro, a cumprir a pena em seu domicílio. A decisão da ministra Maria Thereza de Assis Moura é baseada no Estatuto da Primeira Infância, segundo o qual as presas com filhos menores de 12 anos “podem” cumprir a sentença em casa. Não me parece ter havido bom senso na decisão da magistrada. Como a presidiária é pessoa pública, a ministra deveria saber que os filhos de Adriana têm familiares (avós, tios, primos...) que poderiam cuidar deles, além de muito dinheiro para pagar a cuidadores. E há o Conselho Tutelar. Se não revogada, essa decisão abrirá precedente, portanto, para toda criminosa, por mais hediondos que sejam seus crimes, ser posta em prisão domiciliar.

MAURO DE CAMPOS ADORNO FILHO

maurinhoadorno@gmail.com

Mogi-Mirim

*

Crimes hediondos

Os crimes de colarinho-branco são de uma letalidade imensurável. Quantas pessoas morrem por deficiências no sistema de saúde, quantas crianças e adolescentes são arregimentados pelo tráfico por falta de escolas, quantas doenças incuráveis por falta de esgoto e água potável? A decisão do STJ de liberar a ex-primeira-dama, cúmplice de Sérgio Cabral, para prisão domiciliar é uma afronta à sociedade honesta e cumpridora dos deveres. No Brasil atual o crime de fato compensa, a prisão dos mais pobres é diferenciada e a Justiça é mais complacente com quem faz vasto tráfico de influência.

LUIZ FELIPE SCHITTINI

fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro

*

Trambiqueiros

“É como se o Brasil fosse um país de trambiques”, disse o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ministro da Suprema Corte do País, Gilmar Mendes, ao criticar o vazamento de depoimentos sigilosos da Odebrecht. Pergunto ao prezado exmo. sr. ministro: e não é?

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

*

Questão relevante

O ministro Gilmar Mendes decidiu instaurar sindicância para apurar o vazamento dos depoimentos dos delatores da Odebrecht. Para quem está de fora – no caso, nós, os brasileiros comuns –, o ministro passa a nítida impressão de estar firmemente imbuído da intenção de “melar” o bom andamento da Operação Lava Jato. Com todo o respeito a Sua Excelência, o que seria mais relevante: o gravíssimo conteúdo das tais delações ou o fato de haverem sido vazadas? Perguntar não ofende.

JOSÉ MARQUES

seuqram.esoj@bol.com.br

São Paulo

*

Dos vazamentos

O exmo. ministro Gilmar Mendes, do TSE e do STF, é suficientemente inteligente para saber que os “vazamentos seletivos” podem estar sendo provocados pelos próprios interessados em cancelar a Operação Lava Jato, sejam os criminosos, seus defensores ou qualquer um com interesses escusos. A sociedade não é idiota e não aceitará o arquivamento das ações judiciais contra corruptos que enlamearam o País. Certo, excelências?

ANGELA BAREA

angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

*

Tutela

Desde muito antigamente, os governos acreditam que a população é irresponsável e incapaz. Dessa forma, usando de má-fé, exercem tutela sobre ela, como se dissesse: “Vocês não estão preparados para tomar conta de si mesmos, portanto, nós o faremos”. Surgem, então, excrescências como o tal segredo de Justiça. Por que a população não pode tomar ciência do andamento de processos? Por que tudo deve ser escondido e feito em sigilo? Ora, se diz respeito aos interesses da Nação, nada como aplicar a tese de que o sol é o melhor desinfetante. Que tudo seja feito às claras, encerrem-se o foro privilegiado e segredo de Justiça. Que a população tenha o direito de tomar conhecimento integral dos fatos. Chega da perniciosa tutela, que nos lugares em que foi imposta, como os países onde imperaram ditaduras, jamais trouxe benefício algum para a população. 

HELEO POHLMANN BRAGA

heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

*

MAIS IMPO$TO$

 

A propósito do preocupante anúncio do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, de que em breve haverá aumento de impostos para cobrir o bilionário déficit público do País, cabe citar o impagável Paulo Francis: "Qualquer imposto no Brasil é doação, pois não há serviço em contrapartida". Não poderia soar mais apropriado, pois não?

 

J. S. Decol 

decoljs@gmail.com

São Paulo

 

*

PAGANDO O PATO

 

O ICMS está sendo aumentado quase todo o mês pelos governadores de Estado, usando o mecanismo da substituição tributária. Todas as empresas do Brasil, principalmente as micro e pequenas empresas, sofrem com esses aumentos. Menos a Fiesp, que está pagando o "pato" (ICMS/substituição tributária), e não sabe disso. Pior do que pagar o "pato" é pagar o "mico" por estar mal informado.

 

Laercio Bonora Esteves 

luanamesteves@hotmail.com

Cambe (PR)

 

*

AUMENTO DO PIS/CONFINS

 

Acertou o Supremo Tribunal Federal (STF), ao decidir que o ICMS, imposto estadual, não deve fazer parte da base de cálculo do PI/Cofins, impostos federais, fato que configura o absurdo imposto sobre imposto. Mas aumentar a alíquota desses dois impostos, para compensar a perda com a medida, é a personificação do hilariante trocar seis por meia dúzia. Isso para as empresas, pois na ponta final o PIS/Cofins sobre o ICMS já está embutido no preço ao consumidor, que, em caso de aumento de imposto para compensar a correção, vai receber o repasse. Com toda a certeza.

 

Abel Pires Rodrigues 

abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

 

*

COMO SALVAR A NOSSA ECONOMIA

 

Muitos culpam a Operação Lava Jato de estar prejudicando a economia nacional. Na minha opinião, o Congresso Nacional e os sindicatos são os verdadeiros vilões da nossa economia. Se realmente quisermos ter um país mais sério e mais desenvolvido, precisamos lutar pela redução do número de congressistas (pelo menos em 50%) e do número de sindicatos (pelo menos em 70%). Mas, se os brasileiros demorarem para acordar, dificilmente vamos transformar nossa republiqueta de banana num país de Primeiro Mundo. O câncer da corrupção jamais nos deixará sair da situação em que nos encontramos hoje, podendo nos levar à morte. 

 

Maria C. Del Bel Tunes 

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

 

*

PRESSÃO

 

Notícias demonstram pressão do governo para aprovação da reforma da Previdência na forma como enviada ao Congresso Nacional. Outros jornalistas contam que há uma pressão dos mercados nesse mesmo sentido, ameaçando com instabilidade e volatilidade no câmbio e na Bolsa, caso não se concretize como previsto. Que país é este, onde medidas são sustentadas por pressão, e não por convicção? Este pode ser um método eficaz de resolver coisas, mas não inteligente, pois certamente criará sequelas. O recentemente reeleito presidente da Organização Mundial do Comércio (OMC) brasileiro dá um bom exemplo de como grandes desafios são transponíveis. O reconhecimento internacional pelo resultado de suas negociações em prol do comércio foi dado através de sua reeleição unânime. Isso significa que, havendo competência na negociação, não será preciso utilizar a imposição.

 

Sergio Holl Lara 

jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

 

*

REFORMA DRÁSTICA

 

Enquanto há notícias de que empresas brasileiras devem milhões e não pagam para a Previdência Social, o governo quer impor goela abaixo do trabalhador uma reforma drástica, mexendo sem dó na expectativa de um dia o cidadão se aposentar - isso se não morrer durante o longo caminho - para receber parcos recursos depois de anos de trabalho. É uma vergonha. As entidades de previdência privada complementar agradecem pelo plus que vão ter em seus negócios com essas mudanças. 

 

Reinner C. de Oliveira 

reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

 

*

A VERDADEIRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

 

O governo, a título de buscar o equilíbrio da previdência, pretende um grande arrocho e, principalmente, ignorar o direito adquirido. Trabalhadores que já veem a aposentadoria se aproximando terão de trabalhar mais para obter o benefício e outros temem jamais alcançá-lo. Da forma que está colocado, o projeto constitui formidável foco de tensão social. O que espanta é o tratar de coisas diferentes como se fossem iguais. Uma coisa é o trabalhador privado e outra é o servidor público com suas especificidades. O déficit do INSS certamente diminuiria ou até acabaria se dele fossem excluídos os beneficiários que por alguma razão não contribuíram e hoje pesam em sua folha. O Tesouro deveria honrar os pagamentos dos rurais e dos que, exilados, afastados, perseguidos ou banidos, não contribuíram por longos anos e hoje têm seus benefícios pagos pelo conjunto. Essa concessão, feita pelo governo e pelas anistias, não pode ser sustentada pela verba previdenciária. Precisamos passar ao Tesouro o compromisso com os não contribuintes e depois fazer uma reforma na destinação dos tributos para que eles possam honrar os compromissos mais políticos que trabalhistas assumidos pelos sucessivos governos.

               

Dirceu Cardoso Gonçalves 

aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

 

*

'O FATAL ROMBO DA PREVIDÊNCIA'

 

Editorial do "Estadão" de 1/3 (página A3) poderia listar os verdadeiros motivos do rombo: os valores das aposentadorias e o tempo de trabalho e contribuição do setor público deveriam ser os mesmos do INSS, acabando com os que se aposentam após 8 anos com os salários dos da ativa; acabar com a excrescência do Judiciário, que perdem os cargos por atos aéticos mas passam a receber aposentadoria integral; criar um fundo para os trabalhadores da lavoura que nunca contribuíram e tirá-los do déficit do INSS. Por que não falam em acabar com essas anomalias? Em que bolsões de políticos foi parar a soma dos valores que os do INSS contribuíram por décadas para ter direito à aposentadoria?  Dar a opção de contribuir para o um fundo privado por 30/35 anos ou para o INSS, que está provado não é confiável, pois está sujeito a manobras de políticos que resultam em déficits bilionários.

 

Mário A. Dente  

eticototal@gmail.com

São Paulo

 

*

ESTADO AJUSTADO À REALIDADE

 

Este notável é sério periódico tem os melhores economistas do Brasil à sua disposição. Que se abram as contas! Todas! E que, antes de falar em rombo na Previdência, seja o Estado ajustado à realidade brasileira, e não o contrário. Sejam reduzidos os ministérios apenas ao necessário e suficiente, e não este penduricalho de políticos incompetentes. É justo exigir que todos tenham no mínimo 35 anos de contribuição e não menos de 65 de idade para se aposentar pela média aritmética de todas as contribuições atualizadas. Não menos justo acabar com todas as aposentadorias especiais como as dos servidores públicos. Políticos também entram nessa regra. Finalmente, apenas os militares - e não as suas filhas e netas - e os ministros do STF possam levar o seu último salário como aposentadoria que depois será atualizada como os aposentados pela Previdência. 

 

Jair Nisio 

jair@smartwood.com.br

Curitiba

 

*

É PRECISO ESCLARECER

 

As contestações à reforma da Previdência proposta pelo governo Temer tomam como base a definição de alguns pontos que exigem explicações claras e transparentes de quem comanda o País. A Previdência passou a ser uma Secretaria de um Ministério da área econômica. E o ocupante do cargo é ligado ao setor de Previdência privada. Dá para aceitar? Até quando vamos conviver com estas situações contraditórias?

 

Uriel Villas Boas 

urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

*

REFORMAS

 

No momento mais dramático da maior crise da história do País, não faz sentido uma reforma da Previdência, patrocinada por um governo provisório, só para garantir governabilidade nas próximas décadas. Com o País praticamente na UTI, necessitamos, somente, de reformas emergenciais para entregá-lo, em ordem, para o próximo presidente eleito por voto popular em 2018.

 

Sergio S. de Oliveira 

ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

*

A QUE PONTO CHEGAMOS

 

Todos nós, cidadãos honestos deste Brasilzão de contradições e costumes, estamos indignados ao perceber a que ponto se chegou, em se tratando de ética e probidade administrativa e empresarial. É lamentável a que ponto chegou a corrupção neste querido país. Os alunos aprenderam direito a lição com o "Ali Babá Barbudo": obras superfaturadas, desvio de remédios, Operação Merenda, Lava Jato etc., tem para todos os gostos. E, agora, até os principais frigoríficos foram pegos com a mão na botija manipulando etiquetas de validade e utilizando produtos químicos para preservar as carnes já vencidas, que deveriam ser incineradas. Chegamos ao fundo do poço. Não merecemos tantos políticos antiéticos, quadrilheiros inescrupulosos, empresários mercenários e funcionários públicos corruptos. Que tristeza e decepção! Enquanto o cidadão de bem trabalha, recebe mísero salário, passa todo tipo de privação quando necessita do Estado e paga impostos altos em tudo o que consome, é saqueado pelos governantes na cara dura. Agora, por obra do destino, nem sua refeição e da família poderá contar com um pedaço de carne limpo e seguro. Perdeu-se o crucial para a sobrevivência humana digna: amar ao próximo como a ti mesmo. Não tem jeito, ou mudamos o que está aí passando o País a limpo ou caminharemos para a barbárie, para o caos total.

 

Turíbio Liberatto 

turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

 

*

'PAÍS DE TRAMBIQUEIROS'

 

"Eu exijo que nós façamos a devida investigação desses vazamentos lamentavelmente ocorridos. Isso fala mal das instituições. É como se o Brasil fosse um país de trambiqueiros." Essa simples frase, dita pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, me faz pensar se ele de fato é terráqueo alienado ou de qual planeta é ele oriundo.

 

Renato Otto Ortlepp 

renatotto@hotmail.com

São Paulo

 

*

VAZAMENTOS

 

O ministro Gilmar Mendes também fez curso de encanador. Sabe como resolver vazamentos. Está ridículo...

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

*

ESTABILIDADE POLÍTICA

 

Imaginar a estabilidade política do País independentemente da estabilidade e da consistência moral e ética de sua gente é, no mínimo, uma incoerência. Se quem imagina isso é um ministro de tribunal superior, é um disparate, é uma aberração, especialmente se o País estiver infestado de "trambiqueiros" em posições das mais elevadas no governo da Nação.

 

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

 

*

INCOMPETÊNCIA GENERALIZADA

 

Depois que o PT destruiu a economia do País, esta ficou apoiada basicamente no agronegócio, que se tornou a alavanca comercial de exportação de vários produtos, principalmente de carne de primeiríssima qualidade, reconhecida entre os importadores de todo o mundo. Assim, é bastante suspeita a ocorrência nestes dias, por meio da Operação Carne Fraca, ser detectada a existência de carne podre e com resíduos de substâncias cancerígenas, gerando um montão de dúvidas e perguntas: se havia evidências e se investigava há dois anos, por que só agora veio à tona? Há interesses internos, como também externos, em fazer fracassar o melhor setor econômico da atualidade econômica brasileira? Por outro lado, independentemente - ou por causa dele - do estardalhaço, sabemos que um delegado de polícia tem de investigar quando há denúncia e, se houver provas, precisa delatar e tomar as providências cabíveis. As coisas que vêm acontecendo no Brasil só nos permitem concluir que o grande problema que nos acomete é a incompetência generalizada, do governo, dos ministros, dos fiscais, da mídia e por aí vai. Incompetência de braço dado com corrupção, não tem país que resista.

 

Carmela Tassi Chaves 

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

*

PRIVILÉGIO OU CEGUEIRA DA LEI?

 

Uma decisão judicial emitida pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) autorizou Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral, a cumprir prisão domiciliar, para que possa cuidar dos filhos menores. Ela deve ser libertada do complexo penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio, a partir desta semana. Se todos são iguais perante a nossa falida e furada Constituição, por que só Adriana foi solta, se milhares estão na mesma situação, mas continuam presas e sem a mínima perspectiva de soltura? Este é o problema do Brasil: uns podem ter privilégios, outros é prisão mesmo, sem a chance de poderem estar com seus filhos menores.

 

Zureia Baruch Jr. 

zureiabaruchjr@bol.com.br

São Paulo

 

*

DESCONECTADA

 

Nova decisão judicial liberou do presídio a sra. Adriana Ancelmo, aquela mesma das joias caríssimas compradas com dinheiro oriundo de propina. Pasmem, uma das condições é de que ela não tenha acesso à internet nem a telefone. Se até dentro das celas das cadeias temos telefones em abundância, imaginem se esta senhora habituada às mil mordomias vai ficar a ver navios...

 

Luiz Roberto Savoldelli 

savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo 

 

*

PRIVILÉGIO ACIMA DE TUDO

 

Uma vez tendo o STJ concedido liberdade provisória, via prisão domiciliar, a Adriana Ancelmo para que cuide de seus filhos de 10 e 14 anos, espera-se que todas as Defensorias Públicas do Brasil requeiram o mesmo benefício para todas as mães e pais sozinhos que tenham sob sua guarda e proteção crianças. E que todos os pleitos semelhantes sejam deferidos e, posteriormente, confirmados pelo STJ, pois, caso contrário, teremos nova consagração do velho lema nacional do privilégio acima de tudo.

 

Marcelo G. Jorge Feres 

marcelogferes@ig.com.br

Rio de Janeiro

 

*

VALE PARA TODAS?

 

A concessão de prisão domiciliar a Adriana Ancelmo pelo STJ, pelo fato de ela ter dois filhos menores, implica que o mesmo beneficio será concedido na mesma data a todas as presas no Brasil que se encontram na mesma situação? Afinal, a justiça não é igual para todos?

 

Ely Weinstein 

elyw@terra.com.br

São Paulo

 

*

ADRIANA ANCELMO

 

Se a intenção desta transferência de Adriana Ancelmo para prisão domiciliar era a proteção e o bem-estar de seus filhos menores de idade, penso que essa decisão vai causar um resultado exatamente oposto ao desejado, despertando a ira do povo carioca com essa revoltante medida, ira que será despejada nas próprias crianças na escola, em qualquer outro lugar onde venham a ser identificados e mesmo em seu apartamento, lugar onde não terão paz, enquanto estiverem em companhia dela, além de sofrerem a mesma punição da mãe, ficando privados de contato com o mundo exterior, sem TV, sem internet, sem celular e sem todos os demais instrumentos de comunicação, essenciais para jovens com a idade deles. Acho que a proteção e o bem-estar dos filhos menores do casal, que executou o maior assalto aos cofres públicos do Rio de Janeiro, deveriam ter sido considerados antes de o casal decidir trilhar o caminho do crime.

 

Ronaldo Gomes Ferraz 

ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

 

*

PODRIDÃO

 

A podridão em que se encontram as instituições no Brasil podem muito bem ser exemplificadas pela autorização do STJ da ida mulher de Sérgio Cabral, Adriana Ancelmo, à prisão domiciliar, com a alegação totalmente despropositada de que filhos menores não podem ficar sem os dois pais, beneficio que não é considerado à totalidade dos outros milhares de pais presos, e com a liberação total de visitas a Sérgio Cabral em Bangu 8, desrespeitando as regras de dias e horários, às quais os outros presos têm de se submeter. Ele deveria ter continuado no presidio do Paraná e Adriana na cadeia, mas, como estamos no Brasil, a farra rola solta. Uma vergonha.

 

Elcio Espindola 

elcio.espindola2013@gmail.com

São Paulo

 

*

GROSSEIRO E ARROGANTE

 

Em discurso para sua claque, pagando diária, lanche e bandeira petista, Lula, em sua soberba incomensurável, desafiou o procurador federal Dalton Dellagnol, coordenador da Operação Lava Jato, dizendo, novamente, que ele é um "moleque". Por praticar diversos crimes, Lula entende que essa é a única maneira para, de forma arrogante, passar a ideia de pouco caso para enfrentar as garras da Justiça. De fato, Dellagnol é um jovem, todavia, tem muita competência no seu mister investigatório, que, no fundo, nada mais é do que denunciar e colocar criminosos na cadeia. Portanto, sua hora está chegando, Lula, e, como você mesmo disse em um dos seus processos criminais, "é difícil acordar toda manhã e achar que a mídia está na porta de sua casa para registrar a sua prisão".

 

Júlio Roberto Ayres Brisola 

jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

 

*

MENTIRA REPETIDA...

 

Lula, ao afirmar recentemente que o juiz Sérgio Moro, o procurador Deltan Dallagnol e "o delegado da Polícia Federal" não têm mais ética, lisura e honestidade do que ele - o mesmo chavão reiterado em várias outras ocasiões de discursos histéricos -, lembra mais uma vez o eficiente ministro da propaganda do nazismo alemão, Joseph Goebbels, que adotava o princípio segundo o qual uma mentira repetida mil vezes se tornava verdade. 

 

Paulo Roberto Gotaç 

prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

*

ALGUÉM TEM DE EXPLICAR

 

Essa honestidade de Lula precisa ser estudada. É um caso sui generis, único no mundo, no qual um indivíduo acredita que ser honesto é simplesmente dizer o que pensa e fazer o que quer. Na ficção científica, o espécime iria direto para o laboratório.

 

Ricardo C. Siqueira 

ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

*

COITADO

 

Lula faz até seminário contra procuradores e juízes da Lava Jato. Esta operação não teria existido se essa torpe figura não tivesse praticado tudo o que sabemos. Não pode se fazer de coitado após tudo o que está sendo apurado.

 

Carlos E. Barros Rodrigues 

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

*

SEM VERGONHA

 

Segundo Lula, a coisa mais sem vergonha que aconteceu no Brasil foi a Lava Jato. O mensalão, o petrolão e outras "cositas más", patrocinadas pelo "partido da ética", aquele que "não rouba e não deixa roubar" e que levou o País à maior recessão da história, é propaganda enganosa da mídia conservadora. Lula é um caso único que nem Freud explica.

 

José A. Muller 

josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

 

*

PT NUNCA MAIS

 

As lampadosas fremem com as turbas em longas filas. Uma organização de fazer inveja a Al Capone, Dilinger e, voltando no tempo, aos dilapidadores dos sete mares, tais como Lancaster, Barba Negra e Cavendish. Travestida de partido político, essa organização que a Justiça insiste em manter fora da prisão, responsáveis pelo garrote vil de que dificilmente a médio prazo o País sairá tem a petulância de discutir rumos de um país que transformaram em escombros. Lula, Dilma "et caterva" querem o poder, não importando se as condições de governabilidade são madrastas. O que importa para essa gente é que a redenção das empreiteiras seja renovada, que o bolivarianismo se consolide na América Latina e que a cor vermelha e seus símbolos do martelo e da foice substituam a constelação do Cruzeiro do Sul, do nosso pavilhão. Se essa infama, a volta do PT, se abater sobre a sociedade brasileira, a Odebrecht e seus assemelhados voltarão a comandar a corrupção e toda sorte de mazelas que, sem dúvida, o povo faz por merecer.

 

Jair Gomes Coelho 

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

*

GEORGE OLIVIER TONI

 

O mundo musical perdeu no dia 24 de março de 2017 um dos maiores símbolos da luta pelo ensino e divulgação da música erudita: o maestro e compositor George Olivier Toni. Meu amigo e colega por mais de 60 anos, desde antes mesmo da existência da Orquestra de Câmara de São Paulo que, juntos, fundamos em 1956, Toni foi criador da Escola Municipal de Música e da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da USP. Presto-lhe aqui uma singela homenagem e apresento sentidas condolências à sua estimada família.

 

Roberto Twiaschor 

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.