Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

28 Março 2017 | 03h00

PODERES DA REPÚBLICA

Mudanças

Provavelmente quando Juscelino Kubitschek e Oscar Niemeyer conceberam Brasília, criando a morada dos três Poderes, jamais imaginariam que os futuros entes de cada um iriam imiscuir-se no outro da maneira que hoje é feito, comprometendo a independência institucional. É o que se percebe, por exemplo, quando ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) vem a público defender o voto em lista fechada, que privilegiaria caciques do Legislativo e Executivo comprometidos na Operação Lava Jato, ou até mesmo a anulação de delações premiadas, como se fossem advogados de defesa deles (vide o recente embate com a Procuradoria-Geral da República). Fora a clássica influência do Executivo sobre o Legislativo, com o poder econômico da liberação de verbas para que se aprovem leis de seu interesse. Diante disso, ou seja, dessa proximidade física facilitadora de conluios palacianos, sugiro que o STF permaneça em Brasília, o Congresso Nacional migre para Manaus e o Palácio do Planalto se mude para os Pampas.

JOSÉ EDUARDO ZAMBON ELIAS

zambonelias@hotmail.com

Marília

Piada de salão

“Todo o poder emana do povo”, esse é um tema que estão tentando fazer virar piada de salão para os nossos políticos, cujo corporativismo os une à grande maioria no Congresso para preservarem a impunidade e fugirem da lista de Janot. Evitam as reformas que cortam seus privilégios com o governo e este tem interesse em privilegiá-los para manter a base aliada. A reforma política deles fala em financiamento público de campanha e, agora, em lista fechada. Quem do povo pediu essas medidas? Ora, isso só serve para afastar o povo do poder que dele deveria emanar!

ARCANGELO SFORCIN FILHO

arcangelosforcin@gmail.com

São Paulo

FHC

Conversas

Em recente entrevista de Fernando Henrique Cardoso ao Estadão, fiquei surpreso com a declaração do ex-presidente, que respeito profundamente, de que estaria disposto a conversar com o ex-presidente Luiz da Silva sobre os destinos do País. Diante desse despropósito, pergunto: trocar ideias com quem, literalmente, quebrou o Brasil?! FHC já disse, no passado, que esquecessem o que escrevera. Tomo a liberdade de alertá-lo de que com esse tipo de observação vamos acabar esquecendo o que ele vem falando.

EDUARDO A. DE CAMPOS PIRES

eacpires@gmail.com

São Paulo

Equívocos em série

Mesmo sendo o único intelectual da História do Brasil a exercer a Presidência da República, o sr. Fernando Henrique Cardoso não desencadeou uma solução definitiva para os problemas da educação brasileira. Em consequência, o País continua um dos últimos colocados na consagrada classificação do Pisa. O sr. Fernando Henrique permitiu ou contribuiu para que o sr. Lula da Silva se elegesse para suceder-lhe. Ademais, não usou sua liderança para propor o impeachment do sr. Lula em 2006. As consequências das gestões petistas no Brasil são uma catástrofe histórica sem precedentes. E o que é mais grave: puseram a sociedade em estado de descrença, desesperança e desatino. Não é novidade que o sr. Fernando Henrique tenha previsto o insucesso da candidatura e eleição do sr. João Doria, em São Paulo – que fique claro: não conheço o prefeito paulistano nem tenho procuração, vocação e interesse em defendê-lo. Não é novidade, pois, que o sr. FHC cometa equívocos. Melhor faria se nos poupasse de conhecê-los. Afinal, estamos fartos de líderes que não cumpriram seu papel quando abraçaram o maior cargo da República e teimam em continuar exercendo papel para o qual não foram investidos.

ALÉSSIO RIBEIRO SOUTO

souto49@yahoo.com

Brasília

Líder, gestor ou impostor?

Segundo Fernando Henrique Cardoso, para ser presidente da República o candidato precisa ser líder, e não um gestor. Será que precisamos de um líder que saiba ratear os valores arrecadados por meio de caixa 1, caixa 2, propinas, pixulecos, etc., entre os partidos e políticos, em nome de uma tal de governabilidade, ou merecemos um gestor, que faça parcerias com a iniciativa privada e juntos (governo e empresas) levem o Brasil pra frente? Já tivemos muitos líderes, agora queremos um gestor. E tomara que o gestor vença o impostor.

MARIA CARMEN DEL BEL TUNES

carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

JUSTIÇA

Celeridade

A respeito do editorial O dever constitucional do STF (26/3, A3), duas sugestões simples para o Supremo reduzir seu imenso backlog: 1) Encurtar os prolixos votos lidos pelos dignos togados quando favoráveis ao relator; dizendo simplesmente “voto de acordo com o sr. relator”, como uma vez sugeriu Roberto Campos. 2) Contratar João Doria como consultor. Garanto que ele inventa um “acelera, STF!”.

SÉRGIO NEVILLE HOLZMANN

holzmanns823@gmail.com

São Paulo

PREVIDÊNCIA

Tudo pela reforma

A decisão do presidente Michel Temer de não incluir os servidores públicos estaduais e municipais na reforma da Previdência tira apenas um bode da sala, porém esse bode pode atiçar outros rebanhos. Uma vez aberta a porteira para uma categoria, outras vão reivindicar o mesmo privilégio. O governo federal ao jogar no colo dos governadores a reforma das regras para aposentadoria de seus servidores disse em alto e bom som: o problema é de vocês, se virem! As autoridades estaduais, no entanto, vão niná-la até adormecer, pois há muitos interesses em jogo. A eleição ou reeleição de governadores em 2018 será decisiva para que as reformas empaquem nas masmorras dos palácios. Nenhum candidato terá o topete de mexer nesse vespeiro, pois não quer perder o voto dos servidores, principalmente dos professores, ótimos formadores de opinião. Aí, após o pleito, quem foi eleito vai empurrar o problema com a barriga; quem não foi se arranja numa autarquia, ou numa diretoria de estatal, ou como assessor de apaniguados políticos. Então, o sono de ninar vira pesadelo, como o vivido por Rio, Minas e Rio Grande do Sul.

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

Deixar como está

Do jeito que estão querendo mudar o projeto original, retirando da reforma os funcionários públicos estaduais e municipais, policiais, militares, rurais, etc., etc., é melhor não fazer nada e deixar como está. Assim quebra o Brasil, quebram os Estados e municípios, mas não se mexe com os “direitos adquiridos”.

ÉLLIS A. OLIVEIRA

elliscnh@hotmail.com

Cunha

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


AS MANIFESTAÇÕES E A VONTADE DO POVO


A baixa adesão às manifestações convocadas para o domingo, 26 de março, mostra que a população não quer ser usada como massa de manobra de grupos que podem estar a servido de alguém – pessoa ou partido – com vistas às próximas eleições. Os brasileiros de hoje querem que, como entidades consolidadas, a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal cumpram estritamente suas missões não só na Operação Lava Jato, mas em tudo o que for de sua alçada. Da mesma forma, esperam que o governo reative a economia, faça as reformas e, principalmente, não retire do povo direitos adquiridos. Quanto aos políticos, querem que atuem com decência e responsabilidade, e, se não o fizerem, as instâncias do poder sejam capazes de puni-los e restituir o império da dignidade, da ordem e da lei. Convocar a força da manifestação popular deve ser algo extremo, guardado para os momentos críticos, quando tudo estiver fora de perspectiva. Ainda mais: a história atesta que, quando esse momento chega, o próprio povo se manifesta, sem a necessidade de chamamento.

               

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo


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AVANTE?


Os paulistas mais uma vez deram um exemplo de cidadania. Não vi ninguém passeando neste domingo de sol na Avenida Paulista. Vi gente gritando sua indignação de maneira pacífica e ordenada. E vi poucos jovens – deviam estar descansando do Lollapalooza. Vi dois senhores juristas, Modesto Carvalhosa e Miguel Reale Jr. Já veteranos, dão testemunhos de coragem admiráveis. Infelizmente, a maioria da população não entende o que está em curso no Congresso Nacional. É assim que o povo apoia a Lava Jato? Tinha, mesmo, menos gente que nas manifestações anteriores, o que é uma pena, e uma constatação de que por aqui a perseverança é relativa. Nunca é inútil sair de casa em defesa da Pátria. Precisamos continuar a participar!


Elisabeth Migliavacca

São Paulo


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DESESPERANÇA


A primeira página do “Estadão” de ontem estampou duas fotos: uma de um evento musical com mais de 100 mil pessoas e outra de manifestantes a favor da Lava Jato, do fim do foro privilegiado e da reforma política, com, no máximo, 10 mil pessoas. Assim, vai demorar muito consertar este país.


Leonardo R. Rampa lrrampa@gmail.com

Atibaia


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POVO INERTE


Povo brasileiro, que decepção! Como é desanimador observar um povo tão inerte, tão acomodado, tão entregue gratuitamente às mãos irresponsáveis e mais caras do mundo dos nossos Três Poderes constituídos. Apesar disso, não lhe toca no brio de seu interior espiritual partir para as ruas em busca de reivindicações e protestos contra a exorbitância gasta pelos nossos ineficientes representantes dos Três Poderes, que na última década já quase faliram o País e que não estão cumprindo as suas obrigações constitucionais. Às vezes chego a pensar que “eles” estão certos, pois para o carnaval e para o futebol há público de sobra – e até faltam ruas que o comportem, sinal de que está tudo bom! Que tal deixar o Brasil virar uma enorme e miserável Cuba para o povão aprender o que é bom para a tosse?


Benone Augusto de Paiva benonepaiva@gmail.com

São Paulo


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MOMENTO DE AVALIAÇÃO


O Brasil vive um momento muito complexo. A classe política e empresários estão sendo investigados e muitos fatos negativos estão sendo descobertos – e divulgados, o que levou a debates e a pronunciamentos de integrantes do Judiciário e da Procuradoria. Para completar, algumas pessoas que não se identificam como lideranças divulgam manifestações pelos meios de comunicação eletrônicos e vão para locais onde há aglomerações aos domingos para fazer uma gritaria sem conteúdo e que por certo não repercutem positivamente. A conclusão é de que precisamos avaliar como agir para que o Brasil saia deste marasmo político e tome um rumo. Afinal, a campanha eleitoral ainda não começou.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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FINANCIAMENTO DE CAMPANHA


Marcelo Odebrecht disse em depoimento ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que todos os candidatos tiveram financiamento ilegal de campanha. Será que alguém tinha dúvidas disso?


Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)


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PAÍS DOS TRAMBIQUES


Marcelo Odebrecht, em depoimento de delação premiada, deu os nomes de conhecidos políticos que receberam milhões em propina. Ele está preso, mas esses conhecidos e daninhos denunciados continuam soltos. Que incoerência é essa? Existem

muito já indiciados em processos e que continuam no exercício de suas funções, tentando, inclusive, abafar a Operação Lava Jato. Este é mesmo o país dos trambiques e “dos trambiqueiros”, mas nós, os cidadãos, continuamos a pagar o pato.


Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo


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DIMINUIÇÃO DA SANGRIA


Entre 2006 e 2014 a Odebrecht movimentou US$ 3,39 bilhões, segundo depoimento de Hilberto Mascarenhas da Silva Filho no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Se a Operação Lava Jato não tivesse sido iniciada no início de 2014, os contribuintes brasileiros teriam abastecido os cofres dos partidos políticos e das maiores empreiteiras do País com um total superior a US$ 4 bilhões. A disciplinada logística criminosa sangrava sem dó nem piedade os cofres públicos continuamente. Os caciques dos maiores partidos políticos brasileiros não têm como escapar incólumes dessa safadeza.


José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte


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O MAU PERDEDOR


A história de anular as delações da Odebrecht remete-me à infância. Quando estavam em desvantagem, os malandros da época faziam de tudo para “melar” o jogo, obtendo, assim, uma segunda chance de vitória.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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DE VOLTA AO PASSADO


Em face dos depoimentos da Odebrecht sobre as contribuições (extorsões) para as campanhas eleitorais, conclui-se que o que precisa ser reformado não é o sistema eleitoral (lista fechada, jamais), e sim a propaganda eleitoral. Pagar R$ 30 milhões, R$ 40 milhões para um marqueteiro embalar e vender um produto sabidamente ruim e corrompido não faz sentido. A melhor solução seria voltar ao sistema adotado pela Lei Falcão. Apresentam-se a foto, o número e o partido do candidato, junto com a sua folha corrida civil e criminal. Caso o candidato não tenha nenhum processo ou indiciamento, aí, sim, teria direito a falar por cerca de 1 minuto. Baratinho, rapidinho e mais eficiente que as caríssima produções que não passam de ficção.


Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo


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CAIXA 2 E VAZAMENTOS


Na coluna de domingo de Eliane Cantanhêde (“Gilmar, o Quixote”, 26/3, A6), quando ela afirmou que o ministro do STF Gilmar Mendes enfrenta senso comum em vazamentos e caixa 2, devo-lhe acrescentar uma opinião muito oportuna para o momento do ministro. Ou ele assume a toga como autêntico juiz ou abandona a toga para se candidatar a um cargo político em 2018. Pois, na atual situação do ministro, não está falando coisa com coisas.


Eugenio de A. Silva eugenio-araujo@uol.com.br

Canela (RS)


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TODOS SÃO SANTOS


Aproveitando a aprovação pelo papa Francisco da canonização de mais 30 beatos brasileiros e como diariamente ouvimos que todas as doações de campanha foram dentro da legalidade, por que não pedimos a Sua Santidade que inclua no mesmo pacote todos os políticos e demais envolvidos na Operação Lava Jato? (Ainda que sejam enormes as chances de faltarem altares.)


Eduardo Augusto D. Filho e.delgadofilho@gmail.com

Campinas


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OS INIMIGOS DA LAVA JATO


Eu sempre me interessei pelos assuntos políticos do País e, no presente, em especial, aqueles relacionados com a Operação Lava Jato. Creio de todos os brasileiros estão enojados com tanta bandalheira descoberta pela ação da Polícia Federal e da Justiça Federal, em todo esse episódio. Todos nós já sabíamos que os nossos governantes e políticos em geral vinham enriquecendo à custa dos cofres públicos, mas nunca tantos ladrões tinham sido identificados como agora. E já não era sem tempo. Estou entre aqueles que em 1959 votaram no rinoceronte Cacareco, que se encontrava no Zoológico de São Paulo, acompanhando o voto de protesto idealizado pelo jornalista Itaboraí Martins, do “Estadão”, em protesto contra o baixo nível dos vereadores e dos cerca de 450 candidatos que concorriam àquele pleito. A paquiderme Cacareco, que na verdade era uma fêmea, somou entre 90 mil e 100 mil votos, suplantando inclusive a votação da quase totalidade dos partidos na época. Foi um acontecimento que repercutiu até nas Nações Unidas. Pois bem, apesar do que vivenciei e participei em 1959, posso afirmar, com certeza, que em toda a história da política nacional, até os dias de hoje, jamais presenciei uma situação tão abjeta quanto agora. E entre àqueles que se encontram denunciados na Operação Lava Jato, um número significativo deles ocupa atualmente cadeiras em nosso Parlamento e nos principais postos do governo federal. O pior é que o ministro Gilmar Mendes, que preside a segunda turma do Supremo Tribunal Federal, tem se manifestado muitas vezes contra a Operação Lava Jato, chegando a propor que os processos referentes aos acusados cujos nomes foram revelados à imprensa, apesar de correrem em segredo de Justiça, deveriam ser anulados. Ideia tão estapafúrdia que o ministro acabou voltando atrás, inclusive porque um dos seus pares no STF argumentou o óbvio ululante, ou seja, que, se a tese do ministro Mendes fosse exitosa, o próprio réu se encarregaria de divulgar seu nome e se livrar do processo. As atitudes do ministro contra a Operação Lava Jato vêm sendo tão intensas e algumas vezes tão estranhas que o procurador-geral da República já pensa em pedir a sua suspeição nos julgamentos do STF, a chamada “arguição de suspeição”, o que o afastaria de todos os julgamentos da Suprema Corte nos casos atinentes à Operação Lava Jato. E sou de opinião de que essa será a melhor opção, pois, não bastassem vários parlamentares interessados e se movimentando para torpedear a Lava Jato, por interesse próprio, só faltava um ministro do STF já ter a sua opinião formada, contra o andamento dos processos, bem antes do início dos julgamentos dos infratores naquela Corte, para que as decisões do plenário daquele tribunal não sejam prejudicadas pela quebra de confiança da população na sua isenção e num julgamento justo.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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NOSSOS POLÍTICOS


Marco Aurélio Nogueira, em seu artigo “O valor estratégico dos democratas” (“Estadão”, 25/3, A2), traz uma das melhores definições do momento: “Nossos políticos são toscos e o processo em curso é complicado e sofisticado demais para eles”. Será que não estaria na hora de pensar em exigir um curso superior para os nossos dignos representantes no Congresso Nacional? As decisões dos “nobres” congressistas seguramente teriam mais conteúdo e mais consistência, porque no momento a péssima qualidade deles só traz desgraças nacionais.


Károly J. Gombert kjgombert@gmails.com

Vinhedo


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REFORMA POLÍTICA


Nossas Casas Legislativas continuam envolvidas em manobras defensivas, embromatórias, protelatórias, despistatórias e divisionárias.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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GROSSERIAS


O ex-governador do Ceará Ciro Gomes, em atitude grotesca, fora de propósito e de forma extremamente acintosa, afirmou que, se o juiz Sérgio Moro mandar prendê-lo, receberá os policiais a bala. Não é crível que um candidato provável à Presidência do País em 2018 possa agir dessa forma rude e de violência sem par. Por que tanto desrespeito ao juiz Moro, um brasileiro digno que combate a corrupção deslavada que ocorre em nosso país, praticada por malfeitores de toda espécie? Um juiz honesto e competente, que toma providências estritamente legais ao cumprir seu dever, não merece em absoluto uma ameaça desse nível. Lembramos ao “candidato” Ciro Gomes que muito dinheiro roubado do País já voltou aos cofres públicos em razão do inestimável serviço prestado pelo eminente juiz e sua equipe.


Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo


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BACAMARTE, TRABUCO & LÍNGUA


Ciro Gomes receberá a Lava Jato a bala. A conferir e saber se tem porte para tal.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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A AMEAÇA DE CIRO GOMES


Ciro Gomes, como provável candidato a presidente em 2018, faz um desafio e grave ameaça a Sérgio Moro e também a membros da Polícia Federal quando afirma em vídeo gravado e postado no WhatsApp de advogados: “Ele que me mande prender. Eu recebo a turma dele na bala”. A afirmação, característica de bandoleiro, foi feita pelo ex-governador do Ceará depois que um blogueiro amigo do petismo, Eduardo Guimarães, foi levado a Curitiba para prestar depoimento. Na realidade, Ciro Gomes está afrontando as nossas instituições. E, neste caso, deveria merecer das nossas autoridades uma enérgica penalidade, incluindo a sua inelegibilidade.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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DECLARAÇÃO INFELIZ


Se o ex-governador Ciro Gomes se considera um cidadão responsável e, portanto, em condições de exercer a Presidência da República, é imperativo que venha logo a público desculpar-se pela declaração infeliz, amplamente divulgada pelas redes sociais, de que receberá “a turma do Moro a bala se não tiver feito nada de errado”. É preciso ficar claro que, independentemente de ter feito ou não algo de errado, é em pleno respeito à ordem republicana e ao Poder Judiciário que um acusado terá direito à ampla defesa. O tempo da bala já se foi e, se ele ainda existe em algum rincão do País, é porque a civilidade lamentavelmente ainda não chegou lá.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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CANDIDATO PADRÃO LULA


Conhecido pelo seu destempero verbal, o possível candidato à Presidência em 2018 Ciro Gomes, declarou tempos atrás: “Não descarto formar um grupo de juristas e ‘sequestrar’ Lula, levando-o a uma embaixada com pedido de asilo caso o juiz Sérgio Moro decrete sua prisão”. Tentando se manter em evidência, em sua última investida contra o bom senso e a inteligência alheia, o candidato disparou: “Moro resolveu prender um blogueiro, ele que mande me prender. Eu recebo a turma dele na bala”. Ué, mas ninguém falou nada e o cara já está com medo de ser preso?


Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo


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A ESCOLHA DO OPONENTE


Conheço pouco de Ciro Gomes (“prefiro Bolsonaro presidente a João Doria), mas certamente seu histórico político é tão limpo quanto o de todos os outros, Lulas, Lindberghs, Gleisis, Aécios, PSOLs, PCdoB, entre outros. Com certeza, eles preferem competir com Bolsonaro, que é quase tão ruim quanto eles, portanto têm o que atacar. Já João Doria, este é difícil: trabalhando sempre, Doria não vive de chupar o dinheiro da Nação, não é “fofo falso” com os “pobrinhos” e gera empregos. Fica difícil, Ciro, competir com algo que não há nesta patética República: competência. Isso Doria tem, ao contrário de Ciro Gomes e da maioria, que, sim, tem competência, mas para fazer picaretagem.


Roberto Moreira da Silva rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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SONHO


Na noite de domingo sonhei que Ciro Gomes desembarcou em São Paulo de mala e cuia para enfrentar João Doria ou José Luiz Datena ao governo do Estado em 2018.


Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo


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UM NOME PARA O PSDB


Em entrevista concedida ao “Estado” por ocasião do lançamento do seu novo livro, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso teceu comentários sobre possíveis candidatos do PSDB à Presidência da República em 2018 (“‘Gestor não inspira nada, tem de ser líder’”, página A8). Em 2016, FHC disse que José Serra seria este candidato; hoje, afirma que o governador Geraldo Alckmin seria este nome. Na sua avaliação, o candidato ideal deve reunir as condições de político e de líder, o que Serra, Alckmin e mesmo Aécio Neves não reúnem, pois estão todos enrolados com as delações da empreiteira Odebrecht, no âmbito da Operação Lava Jato. Se depender do povo de São Paulo, o candidato ideal se chama João Doria Jr., pois reúne as condições de líder e de político, não o político tradicional que tem por timbre a corrupção, mas o político que se espelha na ética e na honestidade para trilhar o seu caminho. O prefeito João Doria, embora tenha dito que não seria candidato e que apoiaria Alckmin, no momento certo será levado ao posto nos braços do povo.


José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo


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SOBRE TUCANOS


Aproveitando a oportunidade do lançamento do terceiro volume do diário de memórias do ex-presidente tucano, cabem algumas considerações. Um amigo meu, quando se refere a essa ave, que é o símbolo de um de nossos partidos políticos, diz que “tucano é uma ave de bico longo, voo curto e que suja todos os galhos onde pousa”. Essa definição, a meu ver, encaixa-se como uma luva neste partido que tem se mostrado ao longo dos anos um “antro de vaidades” que acaba levando-o literalmente a uma “fogueira das vaidades” onde todos os seus afiliados saem chamuscados, se não carbonizados. Seus caciques vivem batendo cabeças na busca de um protagonismo que acaba ofuscando todos eles. No momento, já dá para perceber a trapalhada em que estão se metendo. Enquanto os demais partidos têm um ou nenhum candidato ao cargo de futuro presidente da República, os tucanos têm nada menos do que três. Os mesmos três que já participaram como candidatos ao cargo máximo da República em eleições passadas, um de cada vez, e não tiveram sucesso. Dizem até as más línguas que numa dessas campanhas os dois que ficaram de fora “puxaram o freio” na reta final para não ajudar o terceiro, que tinha reais chances de ganhar a eleição. Não ganhou e deu no que deu. Hoje o País paga um alto preço talvez por essa desídia. O pior é que os três se encontram às voltas com a Justiça e, dependendo da evolução dessas voltas, podem acabar impedidos de concorrer. Como se não bastasse, recentemente apareceu um “tertius”, ou melhor, um “quartius” (sic) para embaralhar mais o tabuleiro. Esse recém-chegado deveria se restringir à sua insignificância municipal e aguardar oportunidades futuras, começando talvez pela campanha estadual. Por enquanto, deveria permanecer trabalhando nas questões do município que governa e no apoio ao seu patrono. Diante dessa verdadeira barafunda, cabe a pergunta: “Será que não tem um tucano com jeitão de galo para pôr ordem nesse galinheiro?”.


José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo


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CANSEI-ME DE FHC


Sou um brasileiro comum, de nível cultural e intelectual infinitamente inferior ao dele. Sob esses e outros aspectos, dedico a ele grande admiração. Mais: sou também muito grato a ele pelo muito que já fez pelo nosso país. Não tenho receio em me somar àqueles que o consideram o melhor presidente que já tivemos em todos os tempos, acompanhado da única primeira-dama realmente merecedora desse título, até hoje. Mas, ao abrir o “Estadão” de sábado e ver encimando sua entrevista a frase “gestor não inspira nada, tem de ser líder”, quase me recusei a lê-la. Por sinal, também já me cansei dos artigos de FHC publicados mensalmente no “Estadão”. Cansei-me e estou convencido de que a sua liderança já não mais ajuda o Brasil. Minha reação não se deve a qualquer interesse político ou de simpatia a uma eventual candidatura de João Doria à Presidência. Sou filiado e voluntário-pagante do Novo, partido político que, por sua vez, namora com Flávio Rocha para eventualmente tê-lo como candidato em 2018. Minha reação é como gestor e também como líder, modesto líder de equipes que tive o privilégio de inspirar ao longo de carreira profissional numa das maiores multinacionais do mundo, que, não por acaso, acabou desinvestindo de seus principais negócios no nosso país um pouco depois de nela eu me aposentar. Concordo com FHC que é a liderança que inspira. Mas refuto completamente a frase dele. Temos muitos líderes em nosso país inspirando e arregimentando multidões. Infelizmente, o maior deles é o amigo ou ex-amigo de FHC Lula, que Fernando Henrique (quero acreditar que apenas como um sociólogo iludido) ajudou a eleger. Gestores, gerentes verdadeiros, que também tenham as suas veias de liderança dilatadas, são o que mais precisamos em nosso país. Somos um país cujas elites de modo geral, e principalmente a elite política, são formadas por corruptos. FHC é o sociólogo e intelectual com capacidade de desenvolver o tema que me atrevo a lhe sugerir, de antemão, declarando-me incapacitado intelectualmente para fazê-lo: no Brasil, a corrupção, a falta de moral e de ética grassam tão livre e intensamente que pessoas apenas honestas se diferenciam da grande maioria. Problemas de gestão pública quase tão sérios quanto os advindos da corrupção são os decorrentes das pessoas honestas que se julgam também competentes para gerir a Nação. Faltam-nos políticos não apenas honestos, precisamos que sejam também gestores competentes.


Clovis Stenzel Filho clovis.stenzel@icloud.com

Itu


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PENSAMENTO OBNUBILADO


A entrevista de FHC ao “Estadão” e publicada em 25/3 é um lamentável desperdício de papel e tempo do entrevistador e do leitor. E mais uma clara demonstração do pensamento obnubilado do ex-presidente. Sinopse do sucinto: “Não, sim, muito pelo contrário”. Deplorável.


Renato Otto Ortlepp renatotto@hotmail.com

São Paulo


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FUNESTAS PREVISÕES


Lendo as respostas de FHC na entrevista publicada (“Estado”, 25/3, A8), lembrei-me de um dito atribuído a Sêneca: “Procura a satisfação de veres morrer os teus vícios antes de ti”. Estará FHC pressentindo a proximidade da morte e, assim, desdiz a si mesmo para tentar sair da vida “virtuoso”? Mas acaba tropeçando, sua língua não aguenta! Será que vai viver o suficiente para desdizer suas funestas previsões sobre João Doria?


Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo


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MUDANÇA DE PERFIL


Sempre concordei com sua Excelência Fernando Henrique Cardoso, mas precisamos mudar o perfil dos “políticos”, pois do jeito que está não dá para continuar. O prefeito de São Paulo deverá, sim, se candidatar quando terminar seu mandato.


Antonio C. Pereira da Silva aclaudiops@uol.com.br

São Paulo


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LIDERANÇA E GESTÃO


Os relatos feitos por FHC na continuação de seu livro de memórias durante a Presidência têm de ser analisados e debatidos com serenidade. Se preconiza uma mudança política, é porque enxerga o quão pouco mudamos nestes mais de 20 anos, desde seu primeiro mandato. Ele mesmo não foi um líder de massas. Foi um senador que se transformou em ministro e, como gestor e político, soube entender a oportunidade que lhe ofereciam, na qual por sinal não era especialista, para se fazer conhecer e ser eleito presidente pela massa eleitoral. Uma demonstração de que político e gestor não podem ser exclusivos na administração pública quando o objetivo é fazer um país evoluir política e economicamente. Por falta de gestores competentes, o PIB brasileiro esteve aquém do desejado nestes anos todos. A estagnação econômica, depois da euforia gerada pela inclusão social do primeiro governo Lula, foi acompanhada pelo descrédito aos políticos e pela constatação de sua participação nos graves casos de corrupção descobertos. A afirmação de FHC de que este sistema chegou ao fim tem, portanto, fundamento. Ao não se propor para liderar um movimento de mudança político-partidária, admite implicitamente que lhe falta liderança para aglutinar movimentos reivindicatórios. Isso num momento em que a política se mostra tão frágil. Sua ausência icônica, mesmo que simbólica, faz falta. Seus atributos, seja pela experiência vivida na Presidência, seja como pensador, seriam mais do que suficientes e muito apropriados para serem considerados numa futura proposição política. Liderar mudança não significa ser necessariamente candidato. E ter orgulho de ter sido seu artífice. Já não basta?


Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba


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SUCESSÃO PRESIDENCIAL


Tancredo Neves já dizia: “Muita esperteza come o dono”. Essa frase cai como uma luva em relação a João Doria, que está como prefeito da maior cidade da América Latina graças a Geraldo Alckmin e já dá pitos em FHC por apoiar seu santo padroeiro à Presidência em detrimento da candidatura do “gestor”.


Wilson Haddad wilson.haddad@uol.com.br

São Paulo


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2018 ESTÁ LONGE


A entrevista do presidente FHC (25/3, A8) mostrou que mesmo um personagem da estatura dele, apenas o melhor presidente que o Brasil já teve, pode pisar na bola. Gestão é tudo, em tudo, para tudo. Sem gestão, não há chance possível de sucesso, seja numa mercearia, seja numa multinacional, seja num país. O sr. João Doria parece ser a pessoa pública que mais rápido aprendeu a lição e merecidamente capta os resultados. 2018 ainda está longe, mas, se ele não se deixar contaminar pela soberba, que é a cara do PSDB, poderá ser muito bem recompensado. Por enquanto, em São Paulo, está de parabéns e que continue assim. Mas dá para ficar melhor, por exemplo, investigando como se constroem em área pública, de frente para a Marginal Pinheiros, na favela do Jaguaré, casebres de alvenaria que jogam por terra todos os esforços de urbanização da referida comunidade. Com a palavra, a Prefeitura de São Paulo.


Flavio Monteiro  frmonteiro@mandic.com.br

São Paulo


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DORIA EM CAMPANHA?


O prefeito João Doria, até agora, mostrou apenas espetáculos circenses montados para agradar a uma plateia ansiosa por “artistas” que a façam acreditar em ilusões. Maior prova disso são suas aparições quase diárias em função de produzir fatos e fotos para jornal e aparições na TV e tentar mostrar ao paulistano que trabalha. Enquanto isso, a cidade continua a mesma, com tantas crateras em suas ruas que parecem até mesmo a superfície lunar, imundas em muitos locais, como na cracolândia, que é vetada para a população não drogada; falta atendimento adequado para a saúde e as escolas continuam com muitos problemas. O trânsito é uma ilusão de que funciona bem e mostra a necessidade de “cair de pau” nas contratadas de transporte público, para que forneçam algo com mais qualidade ao sofredor que acorda de madrugada para trabalhar e não dispõe das mesmas condições de político que sai escoltado, para fingir que está operativo. Pessoal, o afobado come cru, então vamos esperar daqui a quatro anos para sabermos o que realmente Doria produzirá de bom para a cidade, e não uma promoção publicitária para sair de uma prefeitura, ir para o Estado ou, quem sabe, a Federação. O tempo é o melhor remédio para político mostrar realmente ser um governante eficaz e eficiente, e não apenas mais uma figurinha carimbada de promoção.


Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo


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SEMÁFOROS QUEIMADOS


Não faltam motivos para o não funcionamento de semáforos. O que falta é uma Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) eficiente para resolver o problema.

                                                                                                            Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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CEASA


Vi no “Estadão”, recentemente, que o governo continua com a ideia da mudança do Ceasa, de onde está para local próximo ao Rodoanel. Inicialmente, vejo que o terreno onde ele se localiza atualmente é próximo do Anel Rodoviário e, do ponto de vista da exploração imobiliária, é uma mina de oportunidades de lucro. Depois, considerando a imensidão do nosso conglomerado de 20 milhões de habitantes, não se pode mais pensar em uma só central de abastecimento. Isso acarreta um gasto enorme de circulação, não só para abastecer essa central, como, também, na distribuição dos gêneros. A meu ver, deveriam ser previstas pelo menos quatro centrais de abastecimento – norte, sul, leste e oeste – na grande São Paulo, servidas, sim, pelo Anel Rodoviário, com maior racionalidade na coleta dos gêneros produzidos pelos nossos agricultores, assim como na sua distribuição mais regionalizada. Para mim, essa mudança atualmente proposta visa mais à especulação imobiliária do que a um abastecimento racional de alimentos.


Hoover Americo Sampaio hoover@mkteam.com.br

São Paulo


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‘REESTATIZAR’


O que é “reestatizar”? Para o cidadão comum, significa talvez retornar ao controle do Estado uma estrutura que anteriormente estava sendo controlada pela iniciativa privada. Salvo melhor juízo, no entanto, não foi este o sentido dado ao termo pelo jornalista Rolf Kuntz no seu excelente artigo “Reestatizar, com urgência”, publicado na edição de 26/3 do “Estadão” (página A2). Lá, referiu-se ele ao fato de as estruturas de política pública no Brasil terem sido gradativamente invadidas pelas implicações partidárias de poder, afetando sobremaneira a eficiência e o desempenho dos órgãos afetados. Dentro dessa perspectiva, a reestatização é realmente urgente. Convém, porém, enfatizar que a privatização de setores para os quais o governo não possui vocação e recursos deve ser estimulada e sua normatização, competentemente elaborada no sentido de que a negociação atenda ao interesse público da melhor forma, não devendo, assim, quando bem conduzida, ser alvo de reestatização. Mas a manipulação política do Estado que resulte em nomeações doadoras para postos importantes da economia, tirando-lhes a eficiência administrativa e operacional, esta deve ser energicamente repelida pela sociedade, a fim de restabelecer o poder do Estado e não inchar o dos governantes. Mas, para isso, precisamos de estadistas, espécie que há muito não transita por aqui.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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EMBARGO À CARNE BRASILEIRA


Diante do crescente movimento internacional de países que suspenderam total ou parcialmente as importações de carne brasileira após o anúncio da Operação Carne Fraca, cabe, por oportuno, perguntar até quando os brasileiros continuarão comendo essa carne putrefata, maquiada, apodrecida, infectada de bactérias e aditivos. Quando é que os supermercados, açougues e vendas País afora decretarão o seu embargo? Bem-vindas sejam as carnes da Argentina, do Uruguai e da Austrália às nossas mesas, até que os frigoríficos nacionais tenham consciência e vergonha na cara.


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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OPERAÇÃO CARNE FRACA


A Operação Carne Fraca investiga um esquema de corrupção envolvendo empresas e 30 fiscais federais. Existem mais de 5 mil empresas frigoríficas no Brasil, 3 delas agora com obrigação de praticar recall de seus produtos comercializados e cerca de 20 sob investigação. Com o tema saúde não se pode brincar, portanto, nada mais justa essa investigação. Injusto e irresponsável foi o modo como se processou a divulgação a toques de fanfarras, anunciando que o Brasil consumia e exportava carne podre para o mundo. Resultado catastrófico, talvez irreparável! E eu pergunto: quantos casos de intoxicação por consumo de carne podre tivemos no Brasil e no mundo? Zero!  Vítimas fatais? Zero. O pior é saber que existe gente aplaudindo esta derrocada brasileira de amplitude mundial, talvez os mesmos que não se conformam com o fato de estarem à margem do poder, os que talvez pudessem explicar a estripulia “dessa equipe” da Polícia Federal na divulgação da Operação Carne Fraca. Tiro o chapéu pela comPeTência. Hoje entendo a praga rogada de que “vamos tocar fogo neste país”.


Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo


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CARNE FRACA E A OGIREM DO CAOS


Li, sobre o depoimento de uma vítima de pressão no Setor da Fiscalização Carneleira – um verdadeiro mimo da nossa arraigada cultura corporativa pública bananeira: “Se eu denunciar, não vai acontecer nada com o agente – e depois... eles me arrebentam”. Alguém tem um palpite sobre onde nasce todo este caos que vivemos no País?

  

Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

Cotia


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E OS FISCAIS?


A charge de Luiz Fernando Veríssimo no domingo (26/3, C8): “Não tinha ninguém para fiscalizar os frigoríficos?” “Tinha, não tinha ninguém para fiscalizar os fiscais!”. Simples!


Gabriel Mamere Neto gmamere@terra.com.br

Barueri


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REFORMA DA PREVIDÊNCIA


O governo Temer resolveu retirar da reforma da Previdência os servidores estaduais. Não acho justo. O servidor que esteja no regime celetista, contribuindo para o INSS, tem de se sujeitar às alterações propostas pelo governo federal na reforma da Previdência, como segurado do INSS que é. Os servidores no regime estatutário ficariam sob a previdência estadual, visto que não descontam para o INSS, logo, não são segurados desse instituto. A reforma na Previdência dos Estados seria discutida nas Assembleias estaduais. Vai ser um abacaxi indigesto e que, com certeza, vai piorar a situação financeira dos Estados. Mas a culpa é das gestões temerárias, fraudulentas. A culpa é não ter leis com penas duras para gestores temerários, como os que têm aparecido ultimamente no cenário brasileiro. O sistema eleitoral brasileiro é tão surreal que quem elege e paga o parlamentar, logo, patrão dele, não pode despedi-lo. Por quê? Porque, como legisladores, fizeram leis para se protegerem e continuarem se perpetuando no poder. Incrível. O patrão (eleitor) não pode despedir o empregado (parlamentar).


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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BRASILEIROS MAIS BRASILEIROS?


Quando o ex-presidente FHC fez a primeira reforma da Previdência, deixou à míngua milhões de brasileiros que pagaram a vida inteira baseados em “salario mínimo real”, e viram seu provento baixar para 40% do total a que tinham direito. Quantos hoje necessitam da ajuda dos filhos até para comprar remédio? Todos reclamaram, sem sucesso. E por que agora o governo Temer o fará para outras categorias que fazem fila no Planalto? Essas categorias, como “professores, policiais federais, juízes e outros”, se julgam ungidas por Deus, diante dos 200 milhões de peregrinos pagantes de impostos? Se alguns brasileiros forem tachados de mais brasileiros do que outros, só nos resta cruzar os braços e ver se essas categorias sozinhas conseguem fazer o Brasil sair da crise. Será?


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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A INDECÊNCIA DAS CONTAS DE LUZ


Sobre a reportagem “Setor público é o maior caloteiro das contas de luz” (“26/3, B17), dois reparos apenas: 1) há uma imprecisão, de ordem técnica e semântica: não é que no fim das contas quem paga o pato é o consumidor. O correto é dizer “como sempre”. E explicar que, se isso é uma atividade comercial, por que a empresa não reparte o lucro, mas atocha o prejuízo em nós, infelizes? 2) Que tipo de atitude se pode tomar para colocar o patife maior devedor na linha, pois ele é regiamente (no exato sentido da palavra, pois não temos democracia, temos império de déspotas sem o mínimo esclarecimento) bem pago e não poderia fazer isso?


Paulo Américo de Andrade paandrade@gmail.com

São Paulo


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GEORGE OLIVIER TONI


Morreu o grande arquiteto da nossa música, o maestro e professor Toni. Este fez acontecer sem pedir nada em troca. Um abraço de todos os amigos.


Jorge Chacha jorgej.chacha@gmail.com

Campo Grande

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