Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

29 Março 2017 | 03h00

QUE PAÍS É ESSE?

Falência moral

A quantidade de escândalos que vemos semanalmente, com desvios de dinheiro, fraudes e corrupção em todos os níveis e segmentos da administração pública (prefeitos, governadores, ministros, ex-presidentes, servidores públicos), da política (deputados, senadores, vereadores), do empresariado e até do Judiciário, em que muitas vezes famílias inteiras estão envolvidas na roubalheira (marido e mulher, filhos, sobrinhos, etc.), mostra no fim do túnel uma triste realidade: a falência moral das famílias brasileiras. Que tipo de educação está sendo passado de geração em geração? Que valores foram e estão sendo discutidos em casa? Quando vemos um caso horroroso de um império industrial como o da Odebrecht, o que podemos esperar do restante? O que esperar dos próximos juízes? O que aconteceu com o Brasil?

ANDRÉ LUIS COUTINHO

arcouti@uol.com.br

Campinas

Diógenes

No século 4.º antes de Cristo, o filósofo grego Diógenes andava pelas ruas de Atenas com uma vela acesa à procura de um homem honesto. Depois que Marcelo Odebrecht declarou que todos os políticos se elegeram com caixa 2, imaginem Diógenes andando pelo Congresso...

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

Praga mafiosa

Como todas ou quase todas grandes empreiteiras envolvidas em obras do governo pagavam (e acho que ainda pagam) nababescas propinas aos políticos, é de imaginar que todo esse propinoduto esteja embutido nas planilhas de custos utilizadas por elas para participarem de licitações. Nada garante que nas próximas obras esses custos serão menores, pois aí elas estariam confessando que a corrupção faz parte do custo Brasil. Então, por que não convidar empresas estrangeiras? É claro que virão os falsos patriotas com a ladainha de que estão roubando empregos, etc., etc. O que não é verdade, pois o grosso da mão de obra teria de ser contratado aqui mesmo. Só assim poderíamos estimar a verdadeira dimensão dessa praga que nos torna carentes de infraestrutura e transforma a classe política em geral num bando de malfeitores dignos da Máfia.

NESTOR R. PEREIRA FILHO

rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

Valentão de almanaque

Depois da destruição que o PT cometeu, ressurge uma figura ultrapassada dando declarações típicas de valentão de almanaque, com ameaças ao juiz Sergio Moro. Era só o que faltava no nosso cenário político, um cangaceiro de segunda classe pretendendo ser candidato à Presidência da República! O Brasil não merece tanto desaforo.

JOSÉ E. BANDEIRA DE MELLO

josedumello@bol.com.br

São Paulo

Cangaço

Ciro Gomes disse que receberia o juiz Sergio Moro e sua turma à bala. Esse elemento ainda não percebeu que o tempo dos justiceiros, dos cangaceiros e dos jagunços já passou. Ciro transitou por quase uma dezena de partidos ao longo de sua atividade política, incluído o PDS, antiga Arena. O lobo perde o pelo, mas não perde o vício. Votar em gente com esse tipo de visão é dar um tiro no pé. Jair Bolsonaro é aprendiz perto de Ciro Gomes.

LEÃO MACHADO NETO

lneto@uol.com.br

São Paulo

Mudança de conduta

Como bem disse o professor Marco Aurélio Nogueira em seu artigo O valor estratégico dos democratas (25/3, A2), os políticos brasileiros são toscos demais para entender o complexo momento que o País vive. De nada adianta apenas reformar o sistema político, é necessário acima de tudo reformar a maneira de agir e pensar dos políticos. Ou eles entendem isso ou continuaremos no caos.

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

MANIFESTAÇÕES

Sem mortadela

Temos visto um monte de esquerdopatas comemorando e repetindo que as manifestações de domingo passado foram um fracasso. Ora, de fato, nada se compara às manifestações que apearam o PT do poder. Se quiserem ver milhões nas ruas novamente – e o povo voltará às ruas em massa sempre que achar que é preciso –, tentem trazer a Dilma de volta ou mexer com a Lava Jato. O Brasil agora está andando nos trilhos. É claro que ainda tem muito chão para o País voltar ao normal, o estrago foi muito grande. Serão necessárias muitas reformas, muitos bandidos terão de ser presos e muito dinheiro terá de ser devolvido ao erário. Não defendo Michel Temer, até porque quem o pôs lá foi o PT, mas ele é legítimo e está tentando arrumar a casa. O mínimo que o PT, seus puxadinhos e seus “exércitos” poderiam fazer agora é parar de encher o saco.

CARLOS EDUARDO STAMATO

dadostamato@hotmail.com

Guaraci

REFORMA TRABALHISTA

Pontos discutíveis

O editorial Modernização e empregos (27/3, A3) acerta em cheio quando fala da possibilidade de aumento do emprego na iniciativa privada, em especial para os operários de chão de fábrica, que são a maioria dos desempregados. A eliminação dos encargos de folha certamente tornará viável a contratação de muitos empregados. Há, no entanto, dois pontos que foram discutidos superficialmente. O primeiro se refere ao risco de diminuição do salário dos trabalhadores num primeiro momento, pela precariedade da relação. Como será muito fácil demitir e contratar outro, não restará ao empregado senão aceitar os salários baixos que lhes serão impostos logo de cara. Pode ser que depois os salários aumentem, pelo próprio crescimento da economia, mas isso também é um ponto do campo das probabilidades. O outro problema do editorial é sobre terceirização do serviço público. A Constituição, no artigo 37, inciso II, diz que “a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público...”. Uma lei, portanto, que contrariar a Lei Magna será declarada inconstitucional pelo Supremo Tribunal Federal e, portanto, terá tal dispositivo retirado do nosso ordenamento jurídico.

MÁRCIO LESTINGI

mlestingi@gmail.com

Jundiaí

O mal dos males

Chega de falar em reforma trabalhista, da Previdência, etc. Vamos começar pelo mal dos males: o Estado! Vamos ajustar o Estado às nossas necessidades, e não o contrário. Começar pelo principal, e não pelo acessório.

JAIR NISIO

jair@smartwood.com.br

Curitiba

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

A DENÚNCIA DO PSDB


Está prestes a ser julgada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a denúncia apresentada pelo PSDB contra a chapa Dilma/Temer, que venceu a eleição de 2014. E eis que o partido denunciante apresenta argumentos finais alegando que o presidente Temer não tem culpa dos procedimentos ilegais que, alegam eles, foram adotados na eleição. Essa atitude leva à suposição de que a ação do partido tinha outros objetivos e eles já foram atendidos pelo atual presidente. É por estas e outras atitudes que a classe política sofre críticas.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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VALSA BRASILEIRA


O TSE deve iniciar o julgamento de cassação da chapa Dilma-Temer em breve. O ruído é enorme, mas não segurem a respiração. Mesmo se condenado, Temer recorrerá ao STF, e lá nós conhecemos o ritmo da música (e é com rosto colado!).


Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba


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CHAPA FRIA


Tanto Dilma Rousseff quanto Michel Temer já deveriam ter sido devidamente cassados pelo TSE pelas falcatruas por ambos cometidas durante sua campanha no ano de 2014. Dilma, com o beneplácito de Renan Calheiros e Ricardo Lewandowski, escapou de uma pena ainda maior, pois estes senhores burlaram e cuspiram em nossa Constituição quando, por ocasião do impeachment de Dilma, a livraram da inelegibilidade. Já Temer vem agora cometendo suas estripulias de maneira recorrente, como as de nomear para seu governo ministros investigados pela Operação Lava Jato, líderes para o Senado e Câmara idem, etc. Agora vem Henrique Meirelles dizer que nos vai empurrar goela abaixo um aumento de impostos, como se já não o tivesse feito com o não reajuste na tabela do Imposto de Renda! Trata-se, pois, de um governo mentiroso, que ainda nos empurra uma propaganda enganosa afirmando que Temer é o presidente certo na hora certa. Valha-me Deus tanta desfaçatez! É muita falta de vergonha na cara querer nos enganar com a maior cara de pau que acomete toda a nossa classe política, e agora também nosso Judiciário, carcomido por juristas, na maioria, midiáticos e mentirosos. Voto em lista fechada, como querem alguns parlamentares, somente tem o intuito de preservar esta corja que se apossou do poder há décadas e nos faz de tontos metendo a mão em nossas riquezas e em nossas instituições todas, sem a menor vergonha na cara. Temos de passar o Brasil a limpo, varrendo do mapa este tipinho de gente que aí está e acaba com nossa imagem lá fora, tornando-nos uma perfeita república de bananas.


Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo


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A BOIADA AINDA MANSA


Políticos inescrupulosos legislando para se safarem de punição por seus habituais maus atos e por manterem-se inalcançáveis por leis caolhas; órgãos de imprensa tentando nos seus editoriais influenciar a população (parecendo que têm interesse em que a Operação Lava Jato seja extinta); e magistrados sem a devida noção do seu papel – em destaque, o sr. Gilmar Mendes escancarando sua vesga intenção de desmontar a Lava Jato – estão, aos poucos, conseguindo que “mortadelas” e “coxinhas” deixem de lado o antagonismo e se aliem. E, se se tornarem uma turba, não se queixem depois, e que ninguém considere atitudes antidemocráticas. Uma hora todos se cansam e será difícil de impedir o estouro da boiada, até aqui um bocadinho mansa.


Ricardo Hanna ricardohanna@bol.com.br

São Paulo


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O MINISTRO E A LISTA FECHADA


O ministro Gilmar defende a lista fechada para eleições para, segundo ele, afastar os candidatos do dinheiro de campanha. Porém não considera que ela aproxima os eleitos, que se autoinscrevem, do dinheiro por todo o mandato.


Márcio da Cruz Leite marcio.leite@terra.com.br

São Paulo


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CONTROLE?


A chamada do noticiário é bombástica: o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) alerta sobre movimentações atípicas nas contas do senador Renan Calheiros. Pensei com os meus botões: agora pegam o cabra! Ledo engano! As movimentações datam de 2010 e 2014. Onde estava o Coaf? Onde estava o Ministério Público? Outros órgãos de controle? Não precisam responder! A gente entende porque chegamos aonde chegamos.


Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro


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CAIXA ELETRÔNICO


Não haveria o que as instituições financeiras, o Coaf e outros órgãos a explicar aos contribuintes lesados, como os “operadores de propina” conseguiam sacar, no mínimo, R$ 500 mil por dia em espécie para satisfação dos corruptos? 


Oswaldo C. Filho colomboconsult@gmail.com

São Paulo


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OS CORRUPTOS DO RIO DE JANEIRO


Senhores, há alguns dias, o jornalista José Nêumanne, num programa da Rádio Eldorado, revelou estar iminente uma delação a ser efetuada pelo sr. Regis Fichtner, ex-chefe da Casa Civil de Sérgio Cabral, que deverá ser a delação do fim do mundo do governo Cabral, tendo em vista, entre outras novidades, as relações nada republicanas do sr. Cabral com a magistratura fluminense. Seria, então, coincidência a liberação da mulher de Cabral, Adriana Ancelmo, para prisão domiciliar, que a desembargadora autorizou em menos de 24 horas de Paris?


Marcelo Falsetti Cabral mfalsetti2002@yahoo.com.br

São Paulo


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DE BOCA ABERTA


A notícia deixou o povo brasileiro de “boca aberta”, pois, segundo consta, a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Maria Thereza de Assis Moura, mesmo em viagem a Paris, de lá autorizou que a criminosa Adriana Ancelmo, ex-primeira-dama do Rio casada com o criminoso Sérgio Cabral, saísse da cadeia para cuidar de seu filho, menor impúbere. Acontece que, nessas condições, existem muitas outras detentas que não conseguem o mesmo beneficio judicial, concedido um dia após a impetração de um habeas corpus. Deve haver alguém com medo de delação premiada. Muda, Brasil!


Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo


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JURISPRUDÊNCIA


Quando Ana Carolina Jatobá (Nardoni) foi presa sob a acusação de matar a enteada, tinha duas crianças pequenininhas que ficaram sob a tutela dos avós paternos. Agora, ela já tem uma forma de escapar dessa situação. Deve estar agradecendo de joelhos à ex-primeira-dama Adriana Ancelmo, pela jurisprudência. Bandidos sempre acompanham quando a Justiça vai burlando a lei. Ainda mais se têm dinheiro para pagar advogados antenados. Que país é este?


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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HIPOCRISIA


Afirmar que uma Adriana Ancelmo não terá, em prisão domiciliar, acesso à internet, num prédio com  vários apartamentos, é debochar e subestimar a inteligência da população brasileira. No Brasil da atualidade, observa-se, sem rodeios, que o crime compensa. A Justiça é diferenciada para aqueles mais abastados e os contatos privilegiados com diversas autoridades definem e abrandam o cumprimento de uma sentença judicial. É uma piada a norma constitucional de que todos são iguais perante as leis.


Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro


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ESCOLHAS


Alguém perguntou aos adolescentes, filhos de Adriana Ancelmo e Sérgio Cabral, se eles prefeririam internet e celular ao invés da presença da mãe em casa? Pela vergonha que estes garotos devem passar, eles, os pais, deveriam perder o pátrio poder.


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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DÁ-LHE, BRASIL!


Pois é, enquanto o brasileirinho comum corre para saldar suas dívidas com o minguado dinheiro do FGTS, a detenta bilíngue Adriana Ancelmo sai de Bangu 8 para o Posto 10, em Ipanema, onde vai ensinar os filhinhos de Cabral a converter milhares de dólares em milhões de reais sem sair do apartamento.


Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)


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A GARRUCHA DE CIRO GOMES


O sr. Ciro Gomes (PDT-CE), ex-governador do Ceará, disse que, se o juiz Sérgio Moro tentar prendê-lo, vai receber a turma dele “na bala”. O que é isso? O País tem novo xerife? Jagunço? Depois que ele ofendeu um eleitor numa entrevista de rádio, quando liderava a eleição para a Presidência da República em 2002, ele caiu feito balão apagado e desandou a falar besteiras – e continua até hoje.


Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro


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NA BALA


Ao ler a declaração de Ciro Gomes: “Ele (Moro) que mande me prender. Eu vou receber a turma dele na bala”, lembrei-me do ditado “cachorro que late não morde”. Vá em frente, Moro.


Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo


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CANGAÇO


Ciro Gomes, apesar de ter nascido em São Paulo, fez mestrado no cangaço, com professores que foram discípulos de Lampião, que só resolviam na bala ou na peixeira. De político valente e corrupto, o Brasil está cheio. Menos, Ciro.


Olavo Fortes C. Rodrigues olavo_terceiro@hotmail.com

São Paulo


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‘JUÍZES POLÍTICOS E GARANTIAS JURÍDICAS’


Considero o “Estadão” o melhor canal de informação. Sou leitor e presto atenção nos editoriais. José Eduardo Faria traça na página A2, na edição 29/3, um excelente comentário: “Em vez de se prender à distinção entre lícito e ilícito, o legislador optou por normas com textura aberta, o que mudou as estratégias de interpretação”. No texto surgem indicadores de ações judiciais. Do que entendi, não sou advogado, um juiz promulga sua sentença conforme suas divagações. Na minha opinião, a questão é muito mais profunda. Trata-se de uma legislatura, composta por políticos cuja função é a de pregador de promessas, como religiosos. Pior, religioso precisa de formação e vive dos recursos daqueles a quem faz pregação. Político não exige formação e consolida legislação. Na verdade, com suas intrusões e os beneplácitos das leis que criam, qualquer verba do Executivo, para qualquer finalidade, precisa passar pelas cancelas de pedágio a seu favor. Na ausência do lícito, ocupam as principais funções do órgão Executivo, o que constitui conflito de interesse em qualquer manual de organização. São ordenadores, executores, primeiros recebedores nas tesourarias, com sacolas na mão. Querem modificar? Que Executivo seja um órgão blindado contra políticos. Executivo só com concursados, avaliados e sujeitos a demissão. Quanto a Legislativo, como órgão responsável pelas leis, ocupado por pessoas credenciadas e que vivam à custa de quem representam, jamais com recursos da Nação. Essa é a democracia que ajusta todas as aspirações da Nação. Quanto às eleições, que todos consideram como maior conquista do povo, que os partidos, como religiosos, vivam das quermesses, pregações e outros eventos que irão arrumar. Político é todo cara bacana que conquista multidão, mas não tem nada a oferecer. Ao contrário, em qualquer reunião, é o que mais consome e depois não gosta de contribuir com a conta.


Geraldo Felippe Negrão gfnegrao@ig.com.br

São Paulo


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COERÊNCIA


Segundo José Eduardo Faria, em seu artigo “Juízos políticos e garantias jurídicas”, a coerência, assim como interpretada por Ronald Dworkin, jurista norte-americano, em 1997, deve ser observada pelo “pessoal da Lava Jato”, a fim de que não se percam em “bravatas moralistas”. Mas muito antes de Dworkin, Norberto Bobbio, jurista italiano, em sua “Teoria do Ordenamento Jurídico”, definia coerência como a inexistência de normas colidentes válidas no mesmo ordenamento jurídico, quer dizer, o Direito, como sistema, não admite antinomias. Faria entende que o excesso de leis inviabilizou o código binário do Direito (lícito/ilícito), propiciando espaço à interpretação que mais se adeque à “complexidade social”. Em sua “Teoria do Ordenamento Jurídico”, Bobbio tenta oferecer soluções para os problemas advindos dos dogmas atinentes ao ordenamento jurídico: um sistema uno, acabado, completo e coerente. Nesse sentido, coerente seria o ordenamento que não apresentasse antinomias (presença de duas normas conflitantes, válidas e emanadas de autoridade competente, sem que se possa dizer qual delas merecerá aplicação em determinado caso concreto), importa dizer, o próprio Direito apresenta critérios à solução das normas em colidência. Só são “aparentes” as antinomias, uma vez que o Direito aponta os critérios de solução: hierárquico (uma lei não pode desafiar a Constituição, caso em que nascerá nula); cronológico (duas leis da mesma hierarquia, e constitucionais, vigora a mais recente); e da especialidade (o Estatuto da Criança e do Adolescente é especial quanto aos destinatários das normas jurídicas, e, portanto, prevalecem suas normas ao Código Civil e ao Código Penal). Em apertadíssima síntese, é isso. Bobbio e Tércio Sampaio Ferraz Júnior concentram sua análise para seu aspecto material, muitas vezes utilizando elementos formais para resolver as antinomias e, deste modo, preservando a consistência material do ordenamento jurídico. Isso é possível, e preferível às ideologias pessoais tecidas, muitas vezes, por vaidades intelectuais, que resultam num espetáculo narcísico pouco crível.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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A BOLA DA VEZ


Que o Partido dos Trabalhadores (PT) e seus aliados esperneiem a cada novo projeto do governo não é nenhuma novidade. A bola da vez é a terceirização, e o argumento é de que ela acarretaria perda de emprego e de direitos trabalhistas. Nesta mesma linha ingênua de raciocínio – afinal, é de notório bom senso que uma empresa que consiga desonerar suas despesas terá maior capacidade de investimento e, portanto, de gerar empregos na outra ponta –, cabe a pergunta que não quer calar: por acaso  funcionários e colaboradores de empresas terceirizadas não são também trabalhadores? Ou seriam robôs? Alienígenas, talvez? Em vez de propor ideias modernas e criativas, o partido insiste no discurso demagógico e obsoleto da velha esquerda que tacha como de “extrema-direita” qualquer proposta de mudança, mesmo que benéfica para todos no médio e no longo prazos. O PT parece um cachorro correndo atrás do próprio rabo. Não chega a lugar algum.


Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo


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TERCEIRIZAÇÃO


Com a sanção presidencial da Lei da Terceirização, que permite que sejam terceirizadas as atividades-fim, o Supremo Tribunal Federal (STF), que tem inúmeros processos dos quais não dá conta, poderá terceirizá-los às primeiras instâncias. Ótimo! A impunidade em razão da morosidade do STF e as prescrições farão do tal de foro privilegiado tábua rasa! Vivam Moro e tantos outros ótimos juízes de primeira instância!


Carlos Leonel Imenes leonelzucaimenes@gmail.com

São Paulo


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REFORMA PREVIDENCIÁRIA


Depois de muitas explicações, vimos que a carne brasileira não é podre, que a única coisa podre no Brasil continua sendo a política. Michel Temer deseja fazer uma reforma previdenciária, mas, pelo andar da carruagem, vai atingir apenas e tão somente os funcionários da iniciativa privada e, talvez, se não fraquejar novamente, os funcionários públicos federais. Por isso, sugiro aos “nobres” deputados federais e senadores que não percam o pouco de eleitores que ainda lhes resta e paralisem os trabalhos sobre a tal reforma e aguardem as reformas previdenciárias dos militares e dos servidores públicos estaduais e municipais, para só então aprovarem as mesmas regras dessas categorias para todos os trabalhadores. Afinal, a nossa Constituição federal não diz que somos todos iguais perante a lei? Chega de palhaçada, Poderes Executivo e Legislativo, se querem mudar a legislação previdenciária, que seja para igualar direitos e deveres para todos os trabalhadores, sem privilégios e mordomias para algumas categorias.


Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana


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QUEBRADOS


A manchete do “Estadão” de domingo dizia: “Previdência de 22 Estados e do Distrito Federal operam com déficit”. Essa afirmação é só para inglês ver, porque a verdade nua e crua é que os Estados citados e o Distrito Federal estão literalmente quebrados e falidos, pois foram vergonhosamente saqueados por políticos corruptos. Né, não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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URGÊNCIA


Diante da alarmante e estarrecedora notícia dando conta de que atualmente as Previdências do Distrito Federal e de 22 dos 26 Estados do País operam no vermelho, num rombo que atinge estratosféricos R$ 77 bilhões (!), não pode haver mais tolerância alguma do governo no sentido de empreender todo empenho para dar solução satisfatória ao imbróglio. Urge que tome as urgentes e necessárias providências já, antes que seja tarde demais. Reforma, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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BRASIL DITADURA


Os governos (federal, estaduais e municipais) são ditatoriais: os cidadãos não podem decidir sozinhos o que e como fazer as coisas porque há leis para tudo, mas eles mudam as aposentadorias do INSS e não igualam todas as categorias – e as privilegiadas continuam nababescas. Em vez de economizar nos gastos, vão elevar a carga tributária. Já há 13 milhões de desempregados no País, mas o governo tem centenas de milhares de funcionários que nada fazem, mas não são demitidos.


Mário Alves Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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UM CONSELHO AO TRABALHADOR


Esqueçam a Previdência, meus queridos e prezados trabalhadores brasileiros, não esperem nada do governo, principalmente deste que está aí. A maioria dos ministros de hoje, até o presidente, inclusive, se aposentaram com menos de 60 anos, alguns com menos de 55 anos, mas todos estão com salários altíssimos, para lá de R$ 30 mil. O que eles querem é repor o rombo da Previdência causado por eles mesmos. À custa de vocês, inocentes trabalhadores. Fiquem espertos e façam suas próprias poupanças visando ao futuro. Do governo não espere nada. O que ele te dá com uma mão, creia, ele vai te tirar com as duas.


Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo


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PONTO DE PARTIDA


O governo insiste na extrema urgência e necessidade da reforma da Previdência, pensando, segundo seus representantes, nas próximas gerações. Apesar disso, não consegue explicitar objetivamente o tamanho real do problema. Sente-se como alguém num quarto escuro, sem a mínima ideia de onde está a saída. É hora de dimensionar a questão em termos mais técnicos, menos emocionais e contratar uma empresa estrangeira de consultoria, de prestígio internacional, descolada, portanto, dos apelos políticos que, através de princípios atuarias e estatísticos sérios, seja capaz de radiografar com fidelidade os sintomas e recomendar os remédios, servindo seu relatório final como ponto de partida para os debates.


Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro


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‘PREVIDÊNCIA, DESASTRE GERAL’


O editorial “Previdência, desastre geral” (28/3, A3) foi um primor. Trata-se de um tema espinhoso, principalmente para quem acredita em Papai Noel, duendes, Cinderela, PT, PSDB, comunismo, etc. O que realmente a Nação precisa seria de mudar radicalmente o atual sistema. Essa regra de quem está trabalhando pagar a aposentadoria de quem parou de trabalhar é um desastre. Isso não deu e não dará certo em nenhum país do mundo. Hoje o governo fala em ampliar a aposentadoria para 65, 70 anos, amanhã serão 80, 90 anos... Para resolver o problema definitivamente, precisaríamos que cada brasileiro pudesse optar por um sistema previdenciário público ou privado. O benefício seria proporcional ao contribuído: quem ao longo da vida poupar mais receberá mais, e vice-versa. Muito simples! Ao governo caberia apenas amparar a velhice de quem não conseguiu uma poupança digna, além de, evidentemente, exercer o seu poder de polícia na fiscalização da saúde das empresas. Os brasileiros escolheriam a previdência que desejassem, direcionando o atual valor descontado pela previdência, seja ela o Estado (com as regras propostas atualmente pelo governo) ou particular, como é feito na maioria dos países capitalistas do mundo, por exemplo, EUA e Chile. A lei só permitiria mexer nessa poupança obrigatória a partir dos 50 anos, quando cada um escolheria se vai aposentar-se com 50, 60 ou 70 anos. Outro detalhe importante é que todos deveriam poder migrar de uma empresa previdenciária para outra, a cada determinado período de tempo, de forma a gerar uma competição saudável entre as diversas empresas. O único problema, infelizmente, é que, pelo fato de o Brasil ser um país quase comunista, cartorial, com uma sociedade subdividida em castas (privada e públicas), isso nunca será aceito. Ninguém quer resolver o problema previdenciário, cada pessoa em particular deseja salvar o seu e, na maioria das vezes – principalmente no setor estatal – , de forma não ética.


Alberto Gonçalves albertogoncalves@hotmail.com.br

Ribeirão Preto


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CUSPINDO NA ‘BÍBLIA’


A propósito da parte final do editorial “Previdência, desastre geral” (28/3, A3), em que este matutino vergasta a indevida ingerência da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em assuntos que nada têm que ver com as questões da doutrina cristã, deixo, aqui, meu sentimento de lástima e profunda contrariedade em relação a esses prelados que, provavelmente, vestem camisetas vermelhas com o dístico da foice e do martelo por debaixo de seus hábitos, mais vocacionados que são para a militância política que para a vida espiritual. A declaração emitida pela CNBB contra a (indispensável) reforma da Previdência, propondo como “solução” (!) para o gravíssimo déficit estrutural do sistema sandices como a “auditoria da dívida pública”, a “taxação de rendimentos das instituições financeiras” (como se isso já não houvesse), a “revisão da desoneração da exportação de commodities”, entre outras pérolas de igual teor, apenas repete os monótonos mantras entoados por manjadas agremiações socialistas (como a CUT, o MST, a UNE, o PCdoB e o PT, entre outras), cujos membros – bem sabe Deus! – fazem suas genuflexões é nos bancos daquela seita fundada por “São” Karl Marx, jamais ante o altar da igreja de Cristo. Essa recorrente ingerência da CNBB em assuntos de Estado – traindo seu viés ideológico, cuspindo na “Bíblia” e contrariando a máxima cristã “a Cesar o que é de César, a Deus o que é de Deus” –, em nada inspira a comunidade cristã e menos ainda a ajuda a fortalecer sua fé e a estreitar laços com a Igreja Católica – instituição que perde número significativo de fiéis a cada ano que finda.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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DESEQUILÍBRIO


Diante do previsível desastre da Previdência, se medidas adequadas, ainda que duras, não forem tomadas com urgência, a situação pode tornar-se caótica em poucos anos. Seria de bom alvitre que os senhores clérigos da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que divulgaram nota criticando a reforma previdenciária proposta pelo governo Temer, recordassem a velha máxima: “A César o que é de César”. Afinal de contas, é um problema de reciprocidade. Não consta que economistas e gestores públicos interfiram nos ritos e nas leis canônicas. Deixando Roma e descendo a Brasília, “cada macaco em seu galho”.


Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas


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TERÇO & REZA BRABA


O manifesto dos bispos do Brasil criticando a reforma da Previdência proposta pelo governo Temer é um rosário de ignorância sobre economia. Se querem mesmo proteger os pobres, informem-se melhor. Ou não façam nada e continuem rezando, atrapalham menos o processo.


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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REPÚBLICA LAICA


Sobre a “preocupação” da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) com a reforma da Previdência, é muito simples: a República é laica, e padres, bispos & cia. não têm nada, absolutamente nada, a dizer a respeito. Nem a respeito de qualquer outro assunto que diga respeito à vida laica. A República não se imiscui em assuntos religiosos e o inverso é imperiosamente necessário. Aliás, legal. Nisso é que dá não cobrar imposto desta turma, ou permitir que crucifixos e signos religiosos sejam exibidos em locais públicos, como escolas e Secretarias de Estado – afinal, não tenho notícia de livros expostos sobre o altar de igrejas. O que falta é coragem para seguir a lei e pôr as coisas em seu devido lugar.


Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo


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PELO FIM DO IMPOSTO SINDICAL


Cumprimento o  Supremo Tribunal Federal (STF) pela decisão de proibir o Sindicato dos Metalúrgicos de Curitiba de cobrar a contribuição assistencial de membros não sindicalizados (“Estadão”, 27/3, A3). Sem dúvida, foi um passo importante para que também seja banida a contribuição ou o imposto sindical, que consiste no desconto anual de um dia de trabalho, para financiar o absurdo cenário atual de 16.491 sindicatos no Brasil. Nos EUA, são 130; no Reino Unido, 168; na Dinamarca, 164; na Argentina, 91. O que ocorre no Brasil nesse sentido é uma verdadeira caixa-preta, sem nenhuma prestação de contas ou transparência à sociedade. A afiliação do trabalhador a uma entidade sindical deveria ser opcional, como em todos os países mais industrializados do mundo, Estados Unidos por exemplo. E mais: a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), com 73 anos de existência, já cumpriu o seu papel na história, mas infelizmente ainda insiste em reservar aos dirigentes sindicais, tutelados pelo Estado, uma posição privilegiada para sabotar os esforços de modernização do trabalho. Só nos resta torcer para que o projeto do deputado Rogério Marinho (PSDB-RN), pelo fim do Imposto Sindical, seja inserido no projeto da reforma trabalhista que está no Congresso Nacional.


Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas


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CARNE FRACA EM BOA HORA


Não fosse a denúncia mais do que equivocada da Polícia Federal de que a carne produzida em alguns frigoríficos era adulterada com ácido cancerígeno, o que não é verdade, a Operação Carne Fraca prova prestar um grande serviço de saúde pública. Além do objetivo da operação, de apontar esquema de corrupção entre frigoríficos, fiscais sanitaristas do Ministério da Agricultura e partidos políticos como o PP e PMDB, 21 frigoríficos perderam o direito de exportar seus produtos e 3 tiveram suas plantas interditadas. Porém, ao mesmo tempo que o ministro Blairo Maggi afirma que a carne comercializada não é imprópria para o consumo, na inspeção que faz o próprio Ministério da Agricultura em todas essas 21 empresas, mais 3 delas acabaram de ser interditadas por irregularidades no manejo da produção de carnes. Ou seja, se não era o objetivo da Polícia Federal nesta operação investigar se produtos eram supostamente adulterados, em boa hora fez acordar o Ministério da Agricultura, que em berço esplêndido não fiscalizava com rigor as empresas deste importante setor. Oxalá, depois de mais este escândalo, se aprove uma lei para que sanitaristas independentes prestem também serviço para fiscalizar frigoríficos. É uma questão de saúde pública! E não para beneficiar corruptos.


Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos


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OUTRA FACE DA MOEDA


Se importadores estrangeiros de carne brasileira cancelarem, precipitadamente, seus pedidos, com certeza provocarão severo desabastecimento nos seus próprios países. Foi o que já aconteceu com os importadores da China e de Hong Kong.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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PREJUÍZO


Considerando que na última semana houve uma perda aproximada de R$ 7 bilhões das empresas envolvidas na Operação Carne Fraca na Bovespa, qual teria sido o real prejuízo para o acionista BNDES (leia-se, povo brasileiro)?


Ataliba Monteiro de Moraes Filho ataliba@outlook.com

Araçatuba


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ACIDENTE NA FERNÃO DIAS


Um caminhão capotado e pendurado à beira de um penhasco representa muito bem o País. Medidas básicas não são executadas nas estradas brasileiras. Não há a implantação de ranhuras de segurança (grooving) para evitar derrapagens e tornar menos escorregadios os pontos perigosos. Não há a colocação de defensas em forma de tambor rotativo de cor amarela, que utiliza espuma sintética e tem melhor flexibilidade e elasticidade para reduzir a velocidade do veículo. A cobertura reflexiva auxiliaria a visibilidade. O rolamento absorveria a energia do impacto ao converter em energia rotacional para a frente e, assim, parar o veículo.


Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas


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NÃO TEMOS ESCOLHA


Tempos atrás, fomos obrigados a adquirir um kit farmácia para colocar nos porta-luvas dos carros, e lá estão, até hoje, sem serventia alguma. Da mesma forma, nos obrigaram a trocar os extintores de incêndio, mesmo que novos. Também nos impuseram a tomada de três pinos e, por enquanto, a obrigação de adquirir um conversor de TV, pois o fim da TV analógica se aproxima. Parou? Não. Quem já tinha HD por meio da TV a cabo/NET há muito tempo ficará sem três canais da TV aberta (SBT, Rede TV e Record), que estavam incluídos no contrato original. Independentemente de assisti-los ou não, isso não é ilegal? O que faz a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), além de comer, dormir e coçar a barriga? Quem são os proprietários das fábricas de todas essas bugigangas? Não há almoço grátis, então alguém deve estar lucrando com essa parafernália. Por que, nesta grande democracia, não temos direito a escolhas? E eles ainda têm a coragem de falar em voto em lista fechada e em aumento de impostos! Só não desanimamos de vez porque temos as duas melhores seleções do mundo: a do Tite e a do Sérgio Moro.


Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo


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MERCADO COMUM EUROPEU


Quase que despercebida passou a data de 25 de março deste ano, em que se comemoram 60 anos da ocorrência, no Palácio do Capitólio, em Roma, da assinatura de um importante acordo de líderes em que progressivamente os impostos alfandegários teriam redução. Criava-se o Mercado Comum Europeu. Essa iniciativa contou com a participação de Itália, França, República Federal da Alemanha, Luxemburgo, Holanda e Bélgica. O verdadeiro objetivo, um devaneio, era criar uma Comunidade Europeia de Defesa, que pudesse superar conflitos nacionais que marcaram duas devastadoras guerras somente na metade do século 20. Está faltando no Oriente Médio uma Comunidade Muçulmana de Defesa, que colocasse termo nesta carnificina e que fizesse desaparecer o Estado Islâmico, que, além de cometer atentados pelo mundo, ainda reivindica outros em que nem tem participação.


Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)


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ISRAEL


O “Estado” publicou uma reportagem especial com os palestinos que moram nos territórios ocupados de Israel, sem mencionar que desde crianças esses palestinos são educados a odiar Israel e tudo o que dele deriva (“Palestinos que erguem cerca têm vergonha”, 28/3, A10). E que, se as cidades palestinas estão com a economia devastada, não é exclusivamente pelo cerco de Israel, mas por opção dos líderes terroristas que desviam recursos enviados de Israel para a causa terrorista e não estão preocupados nem um pouco com a população palestina. Agora, os leitores do “Estadão” merecem também conhecer o outro lado. Por que não fazer uma matéria sobre os árabes que vivem em paz com o governo de Israel e que são beneficiados pela política de igualdade aos cidadãos israelenses, sejam árabes ou não. Tudo tem sempre dois lados. Chega de reportagens parciais!


Adely Hamoui Adehamoui@gmail.com

São Paulo


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MAIS UM MURO


Na Faixa de Gaza, os palestinos estão sendo vigiados pelo ar, sitiados pelo mar e, agora – de acordo com o jornal israelense “Yediot Ahronot” –, serão cercados por terra através de um murro subterrâneo de 65 quilômetros, que custará US$ 810 milhões. Vale lembrar a frase de Albert Einstein sobre o tamanho do universo e a estupidez humana. O que um povo encarcerado deste jeito pode fazer para sobreviver?


Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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