Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

01 Abril 2017 | 03h00

VENEZUELA

Golpe de Estado

A Assembleia Nacional é órgão legislativo legítimo, como estabelece a Constituição venezuelana, mas teve seus poderes anulados e transferidos para o Tribunal Supremo de Justiça. A ruptura institucional promovida pelo presidente Nicolás Maduro configura golpe de Estado. A Venezuela devia ser imediatamente expulsa do Mercosul por violar a cláusula democrática, manter presos políticos, ameaçar direitos humanos e a liberdade de imprensa.

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas

O que aconteceu na Venezuela foi um golpe de Estado rasteiro e imoral, anunciado desde o governo populista irresponsável de Hugo Chávez. Era apenas questão de tempo. E as consequências serão terríveis. Talvez agora, para os que ainda insistem em afirmar que o que aconteceu, no Brasil, com Dilma Rousseff foi golpe, a comparação com nosso vizinho esclareça definitivamente o verdadeiro significado de golpe de Estado.

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

Devolvam o nosso dinheiro

Maduro, o podre governante venezuelano, agora é ditador mesmo. Seu governo já era ditatorial, mas disfarçado de democracia. O Brasil deve romper relações com a Venezuela até que essa indigitada figura deixe o poder. Os ditadorecos esquerdoides perderam força com a saída de Christina Kirchner do governo da Argentina e de Dilma Rousseff, apeada do poder, no Brasil. Que caiam todos e nos paguem o dinheiro do povo brasileiro que, sem autorização do Congresso Nacional, Lula e Dilma puseram nessas republiquetas.

CARLOS E. BARROS RODRIGUES

ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

Diplomacia

Acho que o governo brasileiro está demorando muito para retirar seu embaixador da Venezuela. E estou aguardando ansiosamente, da nossa turminha do “gópi”, um pronunciamento de repúdio sobre os últimos acontecimentos na Venezuela. Mas o silêncio impera até agora.

NÍVEO AURÉLIO VILLA

niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

Ditadura em excesso

Lula afirmou que a Venezuela tinha democracia “em excesso”. Virá a público explicar como virou essa trágica ditadura ou pretendia o mesmo para o Brasil?

LUIZ FRID

luiz.frid@globomail.com

São Paulo

‘Férias’ compulsórias

Disse Lulla que a Venezuela tem excesso de democracia. E tem mesmo! Tanto que Maduro deu férias ao Congresso. Na marra...

A. FERNANDES

standyball@hotmail.com

São Paulo

Os bolivarianos

A “turma” do PT e dos partidos de esquerda alugados por Lula e Dilma deve estar entristecida com as notícias da Venezuela, do autogolpe de Maduro que o transforma em ditador e acaba de vez com o restinho de democracia daquele país. Estão tristes porque esse era o real objetivo de Lula, Dilma e dos companheiros – na cadeia ou na lata de lixo da História. Posso até imaginar, Lula ligando pra Dilma após saber do golpe: “Era prá nóis ter feito isso, ‘cumpanheira’, mas você não sabia falar...”.

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

DOAÇÕES DE CAMPANHA

‘Confusão ardilosa’

Confusão ardilosa!, brada editorial do Estado de 29/3 (A3), referindo-se a mais uma mandrakaria do lulopetismo. Justo brado, mas insuficiente para qualificar a manobra. O “junto e misturado” do PT e seus aliados da esquerda predadora vai além. Com o auxílio de boa parte da mídia, tentam criar, nos corações e mentes” da stulta plebs, a percepção de que a criminosa ocupação do Estado, seu nefando balcão de negócios, sua incompetência esperta – dilapidando criminosamente, em proveito próprio e de seu abjeto projeto político, o patrimônio da Petrobrás, da Eletrobrás, dos Correios, etc. – são a mesma coisa que a solicitação de donativos pelos partidos. Não são. Os pedidos de doações feitos pelos partidos eram legais, inclusive os do PT. Basta averiguar se sua contabilização foi correta. Se as empresas doadoras eram comparsas do lulopetismo na corrupção do criminoso projeto de poder de Lula, Dirceu, Dilma & Cia., há que dizer que “uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa”... Se a empresa doadora, para atendimento de solicitação, mobilizou recursos de caixa 1, caixa 2 ou sobras da corrupção do esquema empreiteiras-lulopetismo, nada há a cobrar dos beneficiários. A não ser que se comprove o conhecimento prévio da origem do dinheiro. Eis o grande embuste do PT com a colaboração da grande imprensa. Infelizmente para a patuleia, para a stulta plebs, cada vez mais “uma coisa é... a mesma coisa”. E nessa embrulhada o Lula “da Selva” busca sua canonização como o santo redentor do povo brasileiro. Vítima da Inquisição.

ALEXANDRE DE M. MARQUES

ammarques@uol.com.br

São Paulo

Sonegação

Caixa 2 de empresas – os tais valores não contabilizados, ou seja, não declarados ao Fisco – chama-se sonegação, e isso é crime. Se partido político o receber, duvido que não será alertado para também não o declarar. E não o declarando, é lavagem de dinheiro, o que também é crime.

ANA LÚCIA AMARAL

anamaral@uol.com.br

São Paulo

Blá-blá-blá

“Todos os valores arrecadados foram devidamente declarados...”. Resposta na ponta da língua de todos os nossos políticos inocentes e injustiçados. Não há crime, ao que parece, não é mesmo? O cidadão e a imprensa é que são culpados.

LEANDRO FERREIRA

leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

1º DE ABRIL

Dia da mentira

Se 1.º de abril é considerado o dia da mentira, na política brasileira a data foi estendida para o ano inteiro. Pior é que os políticos que mentem são tão crédulos que se julgam acreditados.

ALCINDO GARCIA

alcindogarcia@uol.com.br

São Paulo

De fato, graças aos nossos representantes políticos, o Brasil é o único país do mundo onde todo dia é 1.º de abril!

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

 

DESEMPREGO

 

Desemprego já atinge 13,5% dos trabalhadores brasileiros. Mesmo com as medidas de contenção de despesas anunciadas pelo governo Temer, o Brasil ainda não conseguiu sair do fundo do buraco. No entanto, já vemos movimentos do ex-presidente Lula e assemelhados para voltarem ao poder em 2018. Lula faz campanha como se não tivesse nada que ver com esta crise. Não foi ele que indicou a destrambelhada Dilma Rousseff; não foi ele que triplicou as despesas do governo; nunca usou da máquina pública ao bel prazer e dos companheiros; não usou a Petrobrás como se fosse dele; não usou as empreiteiras para se manter no poder para sempre; nem foi unha e carne com os bolivarianos ditadores. Enfim, o Brasil dos 25% de desempregados, hoje, agradeceria se ele nunca mais voltasse. 

 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

 

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GOLPE NA VENEZUELA

 

Finalmente, o tiranete Nicolás Maduro conseguiu transformar a Venezuela numa ditadura de fato e, agora, de direito. A “democracia de fachada” que existia na Venezuela desmoronou após o Tribunal Supremo de Justiça daquele país – sob controle do Executivo – assumir as competências da Assembleia Nacional, onde a oposição é maioria. Lá não existe mais a separação de poderes nem poderes independentes. Esse é o país onde Lula afirmou existir “excesso de democracia”. Por muito pouco não sucumbimos a este pesadelo vivido pelos venezuelanos, quando Lula e Dilma, com a ajuda da burguesia comprada com dinheiro do BNDES e parte do Judiciário, tentaram implantar este regime autocrático, em que o governo não tolera conviver com a oposição. O plano petista de fortalecimento da ditadura bolivariana vinha sendo urdido há tempos, quando o delator Fernando Migliaccio revelou ao Ministério Publico Federal em 2016 que Marcelo Odebrecht, por intermédio do departamento de propinas da empresa, havia ordenado o pagamento das campanhas de Nicolás Maduro e também a de Hugo Chávez. Resumindo: Lula e a Odebrecht são os maiores responsáveis pela ditadura chavista.  

 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

 

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FATO ALVISSAREIRO

 

No Brasil, o juiz Sérgio Moro condenou o ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha a mais de 15 anos de prisão, por corrupção, lavagem de dinheiro e evasão fraudulenta de divisas. Trata-se de mais um fato alvissareiro para a nossa Justiça. Resta saber se Cunha vai cumprir ou não esses anos de prisão ou se terá sua pena relaxada por algum juiz do Supremo Tribunal Federal, assim como aconteceu recentemente com o goleiro Bruno. Data vênia.

 

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

 

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EXPULSÃO

 

Eduardo Cunha é condenado a 15 anos e 4 meses de prisão por corrupção passiva, lavagem de dinheiro e evasão de divisas. Nas maiores democracias do mundo, quando um dos membros do partido é condenado por crimes cometidos contra a sociedade, ele é expulso automaticamente. Será que algum brasileiro acredita que Eduardo Cunha será expulso do inidôneo PMDB?

 

Edgard Gobbi edgardgobbi@gmail.com

Campinas

 

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RACIOCÍNIO INSUSTENTÁVEL

 

Penso que a análise “Condenação é bom e mau sinal para a democracia brasileira” (31/3, A6), de Leonardo Avritzer, a propósito da condenação do ex-deputado Eduardo Cunha, em que pese a formação acadêmica do autor, é eivado de notória contradição e insuficiente perquirição dos fatos, o que não é bom para a análise política. Perfeita a afirmação relativa ao fim da impunidade de poderosos, principalmente, na jurisdição do juiz Sérgio Moro. Todavia, existe a contradição, quando trata da legitimidade do impeachment da ex-presidente, pelo fato de Cunha ter admitido o processo, e deputados que receberam dinheiro ilegal terem votado pelo impedimento. Ora, como foi bastante especificado na época, o despacho de admissibilidade não implicava juízo de mérito e foi legítimo, porque legítima foi a eleição de Cunha para a presidência da Câmara, inclusive no primeiro turno. O ilustre autor do artigo questiona o dinheiro ilegal recebido pelos parlamentares. Mas se esquece de que a ex-presidente Dilma e o PT receberam da Odebrecht, segundo depoimento publicado de Marcelo Odebrecht, mais de R$ 300 milhões, maior parte via caixa 2, ou seja, ilegal. Portanto, não se trata de “uma presidente legitimamente eleita sob (?) a qual não pairavam acusações graves”. Ao contrário da alegação do autor, existiam acusações gravíssimas na ação proposta pelo PSDB no Tribunal Superior Eleitoral para anular a eleição. Assim, não subsiste o raciocínio contido no artigo, segundo o qual um presidente da Câmara corruto admitiu o processo e deputados também corrutos aprovaram o pedido de impedimento de uma presidente legitimamente eleita e honesta. Esse tipo de raciocínio nem o PT sustenta hoje.

 

Fernando S. da Cruz fernando@sobraldacruz.com.br

São Paulo

 

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CASTIGO MERECIDO

 

O ex-deputado Eduardo Cunha teve um castigo merecido, com a condenação que acaba de receber. E é mais um nome de político do Estado do Rio de Janeiro que nos últimos tempos recebe uma punição por atos ilícitos. Como se pode constatar, todos os partidos correm riscos de ações irregulares de seus militantes. Cabe ao eleitor o devido cuidado no momento do voto.

 

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

 

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STRIKE

 

Será que Eduardo Cunha vai encarnar uma bola de boliche?

 

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

 

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JUSTIÇA ÁGIL

 

Advogados de Cunha colocaram na ponta do lápis a rapidez de Moro. Após receber os argumentos da defesa, o juiz, em 43 horas, conseguiu: ler 290 páginas com alegações do réu e da acusação, presidir duas audiências, redigir um despacho e, ainda, a sentença de 89 folhas em que o condenou. Ficou faltando dizerem o que ele deve ter pensado: quem é o próximo?

 

José Sergio Trabbold jsergiotrabbold@hotmail.com

São Paulo

 

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E LULA?

 

Eduardo Cunha já foi cassado, preso e condenado por Sérgio Moro a 15 anos e 4 meses de prisão em regime fechado, certo? E Lula da Silva, vai continuar solto, viajando pelo Brasil, fazendo discursos, campanha política para 2018, participando de manifestações na Paulista, etc., etc. e tal? No que Lula é melhor do que Cunha? Acho que Lula tem algo a mais, que outros como Cunha não têm. Lula também não tem foro privilegiado. Então por que tanto cuidado no trato com ele? Isso me cheira a temor em relação a este elemento e à máfia que o cerca. Muito estranho, muito estranho, mesmo. Sérgio Moro tem de vir a público nos dar uma explicação plausível para este tratamento tão diferente entre entes que cometeram crimes da mesma natureza ou até mais graves os cometidos por Lula.

 

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo

 

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PENA

 

Estou com 76 anos. Quando (se) eu chegar aos 80, Cunha estará livre.

 

Geraldo F. Marcondes Jr. gfonsecamarcondes@uol.com.br

Taubaté

 

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ESPERAR PARA VER

 

Eduardo Cunha foi condenado a 15 anos de reclusão. Será que essa pena ele irá cumprir na cadeia ou em prisão domiciliar?

 

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

 

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IMPUNIDADE

 

Depois do precedente da mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, Adriana Anselmo – que agora cumpre prisão domiciliar em seu apartamento no Leblon –, só resta ao Judiciário do Brasil cuidar da imortalidade dos contraventores, do Rei e sua corte.

 

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

 

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INCOMUNICÁVEL

 

Tem como saber se todos os demais apartamentos do edifício onde a sra. Adriana Ancelmo vai cumprir sua prisão domiciliar tiveram seus telefones, televisões, internet e interfones desligados? Afinal, ela tem vizinhos que, eventualmente, possam suprir seus meios de contato com o mundo, correto?

 

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

 

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VIVA A DIFERENÇA!

 

Na Coreia do Sul, a ex-presidente Park Geun-hye, por corrupção e abuso de poder, teve seu impeachment aprovado e foi para a prisão. Aqui, continuamos a discutir o sexo dos anjos...

 

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

 

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O POVO DE SACO CHEIO

 

Quando um juiz pensa que ele pode ser Deus, é o fim de tudo. Será muito difícil para qualquer cidadão  aceitar o egocentrismo de suas decisões estapafúrdias, como aquelas que botam ladrões e criminosos milionários em liberdade, disfarçada de prisão domiciliar. Se a prisioneira ou o prisioneiro for pobre, nem mesmo dez filhos farão com que ela cumpra a pena em casa. Quando nossos legisladores se cansam de parecerem anjos e resolvem tirar suas asinhas, anulando o pedido de votação de um pedido com 2 milhões de assinaturas num abaixo-assinado, eles deveriam ter vergonha de fazer o que fizeram pondo em pauta não os desejos da população, e sim os deles. O presidente da Câmara dos Deputados e seus asseclas, com a maior cara de pau, disseram não ter como conferir todas as assinaturas. Todos os legisladores estão ali porque nós os pusemos ali, e eles deveriam saber que foram eleitos pelo povo, de onde emana o poder. E esse povo está de saco cheio.

 

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

 

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FOI UM RIO QUE PASSOU...

 

Ora, direis, como é possível um só governo, no caso o PMDB de Sérgio Cabral, levar um Estado a uma calamidade financeira sem precedentes em toda a Federação? Diria Sherlock Holmes, soberba criação de Sir Conan Doyle: “Elementar, meu caro Watson”. Basta ao governador que os conselheiros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), mancomunados na corrupção do governo, deem aval a todas as manobras do Executivo. Haja vista que, dos 7 conselheiros do TCE do Rio de Janeiro, 5 foram presos esta semana, tendo o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), chefe da clã Picciani, Jorge Picciani, sido convocado a depor de forma coercitiva. As muitas maracutaias que Cabral enredou durante dois mandatos tiveram a proteção e aprovação de um tribunal conivente, e a parceria do presidente da Alerj lhe garantia uma liderança política que foi transmitida entre familiares, seus filhos. A oligarquia dos Picciani se formou durante o governo de Sérgio Cabral, que teve o seu auge no momento de delírio quando os royalties do petróleo patrocinavam as mais esfuziantes aventuras nos requintados salões do Velho Mundo. A conivência do Tribunal de Contas do Estado é um mau exemplo no Rio de Janeiro, mas se repete praticamente em todos os Tribunais de Contas da Federação. Julgar, no Brasil, é uma prática que ainda segue os ditames do tempo de Cabral, o descobridor, e sem dúvida a Polícia Federal e a Operação Lava Jato têm uma nova visão de uma democracia que andava travestida, mas se converte a passos largos. A corrupção no Brasil inoculou-se de tal forma que é difícil de apontar um setor de atividade em que ela não esteja presente.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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VOTAVA NELES

 

O que fazia o povo do Rio de Janeiro enquanto Sérgio Cabral e sua turma de ladrões dilapidavam o Estado? Votava neles.

 

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

 

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COMO LEVAR A SÉRIO?

 

Após a prisão de 5 dos 7 conselheiros do Tribunal de Contas do Rio de Janeiro (TCE), por suspeita de prática de corrupção, seu funcionamento foi suspenso por falta de quórum. Com efeito, não dá mesmo para levar a sério um país como este, pois não? Muda, Brasil!

 

J. S. Decol  decoljs@gmail.com

São Paulo

 

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FISCALIZAR O TCE

 

A corrupção no Rio de Janeiro é tão violenta que levou o presidente da Alerj, Jorge Picciani, a ser conduzido coercitivamente a depor e à prisão 5 conselheiros do TCE-RJ. Agora precisarão, talvez, organizar um órgão para fiscalizar o TCE.. Que Brasil é este?

 

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

 

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HUMOR

 

É bastante conhecido um quadro do grande humorista Jô Soares no qual ele dizia: “Eu posso ter jeito de palhaço, roupa de palhaço, nariz de palhaço, mas eu não sou palhaço!”. Pois é assim que eu me sinto ao saber que “gastaram-se aproximadamente R$ 40 bilhões na Olimpíada do Rio; várias empreiteiras que executaram suas obras são as mesmas envolvidas nos casos de corrupção ocorridos na Petrobrás; e o prefeito do Rio à época, que hoje se encontra estudando nos Estados Unidos, não se beneficiou com um tostão sequer de propina na contratação das obras”. Me engana que eu gosto! Assim como Jô, agora sou eu quem diz: “Eu não sou palhaço!”. Sabe-se que havia uma trinca do mesmo partido formada pelo ex-governador, hoje preso no complexo de Gericinó como o maior corrupto do País (mais de R$ 300 milhões em dinheiro público desviado), pelo atual governador que tem inquéritos abertos pela Procuradoria-Geral da República por irregularidades cometidas nos investimentos em saúde no Rio e desvios de dinheiro da Petrobrás, estando ameaçado, inclusive, de ter seu mandato cassado; e pelo “nervosinho”, codinome do ex-prefeito do Rio segundo a planilha de propinas da Odebrecht. É só ir atrás das atividades deste último que se vai achar o que até agora tem sido possível esconder. Elementar, meu caro Daiello! 

 

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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A QUESTÃO PREVIDÊNCIÁRIA

 

Sr. presidente Michel Temer, Vossa Excelência se engana quando diz que o Brasil vai paralisar em sete anos. Isso acontecerá muito antes, se vossas excelências, os políticos, não pararem de assaltar o Estado. O sr. mesmo, presidente, foi parceiro do pior governo que nosso país já teve, e, apesar de seus esforços agora como presidente, está rodeado de suspeitos, assim fala o maior corrupto, o sr. Marcelo Odebrecht.

 

Manuel José Falcão Pires manuel-falcao@ig.com.br

São Paulo

 

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TRANSPARÊNCIA

 

É bem provável que seja realmente necessário fazer a reforma da Previdência Social. Não duvido, tendo em vista cálculos atuariais que levam em conta mudanças no envelhecimento e na longevidade populacionais. O que se pode estranhar, e duvidar, é a razão do abrupto déficit nos últimos dois anos e da previsão para o corrente ano de 2017. Há que haver explicações mais convincentes, em todos os tipos de aposentadorias, do sistema geral (INSS), do funcionalismo, dos rurais, dos especiais e dos militares. É claro que coisas inusitadas ocorreram para provocar repentinamente os déficits, mas as explicações muito superficiais não convencem ninguém. E o governo, agora, se limita a ameaçar com a possibilidade de caos total do sistema, inclusive para os já aposentados. Deveria fazer um esforço para convencer tecnicamente, com mais honestidade e transparência.

 

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

 

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GADO MARCADO, GADO FELIZ

 

O técnico Tite pode até formar um time capaz de vencer a Copa de 2018. Seria a vitória da competência e da sensatez. Mas em 2014 o Brasil, além dos inesquecíveis 7 a 1 para a Alemanha, conquistou também a taça mundial da incompetência e da roubalheira, pelo total despreparo na montagem da infraestrutura para um evento internacional de grande porte – que custou caríssimo aos cofres públicos e cuja conta o arrasado Estado do Rio de Janeiro está pagando com sofrência – e que beneficiou apenas empreiteiros ou quem fechou negócios com a Fifa, que ganhou isenção de impostos em todas as operações. Ao contrário, o cada vez mais idiotizado eleitor-contribuinte tupiniquim, rico, classe média ou pobre, é cada vez mais penalizado pela carga tributária altíssima e jamais reformada pelo governo da gastança sem qualidade e da deslavada corrupção sem fim. Gado marcado, gado feliz.

 

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

 

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VAI MELHORAR?

 

Tite, esportivamente, é nosso Sérgio Moro.

 

Roberto de M. Costa Leite r-mamede@uol.com.br

Ubatuba

 

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RUMO À PRIVATIZAÇÃO

 

Em 29/3, o “Estadão” publicou reportagem sobre a provável privatização dos Correios. Nela, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, mostrou-se contrário, mas afirmou que essa opção não pode ser descartada. Disse, ainda, que reconhece os cortes de despesas, mas que é preciso cortar mais, pois o governo não tem verba e não haverá injeção de recursos. Espero que cortar mais não seja em cima do quadro de pessoal; se isso acontecer, o atraso na entrega de correspondências, que é de até 30 dias, passará a inexistir. Se o governo não tem verba e não haverá injeção de recursos, como afirmou Kassab, só há uma saída: passar a estatal à iniciativa privada. Desde a criação do Plano Nacional de Desestatização (PND), em 1990, muitas estatais deficitárias foram privatizadas e hoje apresentam excelentes e amplos resultados. Exemplos de privatizações bem-sucedidas não faltam; ocorreram nos poderosos setores da siderurgia, da eletricidade, da telefonia, dos transportes, financeiro e outros pequenos “negócios”. Com a venda dos Correios, ganha a população com a agilidade nos serviços e o governo, com a entrada de alguns bilhões de reais no caixa. Além disso, a União se livra de uma estatal problemática e deficitária há anos. E será uma a menos para negociar cargos políticos. 

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

 

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PRIMATAS E TIRANOSSAUROS

 

Somam-se 1.300 os macacos mortos no Espírito Santo. Um desastre ecológico de extensão e efeitos por enquanto imensuráveis. Os bugios mortos sinalizam o Brasil primitivo da febre amarela, da tuberculose, da malária, da dengue, da chinkungunya, da microcefalia. Da morte. Enquanto morrem os macacos e o medo vive nas filas humilhantes nas unidades de saúde públicas, os tiranossauros predadores do erário bailam – arrogantes, cínicos, debochados – na Praça dos Três Poderes, nas alamedas e corredores de babilônicos palácios de Brasília, imunizados pelo repulsivo foro privilegiado, amparados pela lerdeza do Supremo Tribunal Federal (STF). Neles o STF parece temer aplicar o remédio – a lei, o cárcere, o alijamento destes ladrões do convívio social dos homens de bem.

 

José Maria Leal Paes tunantamina@gmail.com

Belém

 

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MALÁRIA DO RJ

 

Além de dengue, chikungunya, zika e febre amarela, temos agora a confirmação de casos de malária no Rio de Janeiro. Com mais empenho do governo, breve poderemos ter a volta da poliomielite, da esquistossomose e de outras doenças. Isso é resultado das políticas para ter um país menos desigual. O próximo passo será requerer o ingresso do Brasil como membro efetivo da Organização da União Africana.

 

Ely Weinstein Ely elyw@terra.com.br

São Paulo

 

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UM DEUS NOS ACUDA...

 

Carne fraca, política podre, propina, caixa 2, violência, febre amarela... O que vai sobrar deste país?

 

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

 

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31 DE MARÇO

 

Há 53 anos os militares inspirados na Escola Superior de Guerra convictos de sua obrigação moral (histórica) de salvar a Pátria tomaram o poder político em golpe de Estado, em sua opinião, para livrar o País do comunismo e da corrupção. Não obstante a violência de uma meia dúzia de três ou quatro de tresloucados (violentos por índole) – embora com base no AI-5 – o País foi salvo do comunismo. Mas, salvar o Brasil do comunismo foi fácil. Nenhum político quer ser comunista. Mas, uma quantidade expressiva de políticos continuam explorando a corrupção. Companheiros ou não. Ainda bem que os militares desistiram de seus desígnios pátrios. Depois de 53 anos os militares foram substituídos institucionalmente e democraticamente por Instituições Democráticas e de Direito.

 

Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo

 

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Há 53 anos um contragolpe militar impediu que a ditadura do proletariado se instalasse no Brasil. Guerrilheiros e terroristas a serviço de Moscou, Pequim e Havana insistiram na luta armada com mortos, feridos e mutilados dos dois lados como sempre ocorre em conflitos armados. Não fossem os militares, hoje estaríamos vivendo sob uma ditadura comunista. Não haveria oposição, pois, a exemplo do que ocorreu na Rússia, China e Cuba, onde milhões foram sumariamente executados, aqui os opositores estariam igualmente todos mortos. Com a anistia, eles voltaram com outra estratégia e chegaram ao poder. Após 13 anos de desmandos, as instituições democráticas, já bastante desgastadas pela corrupção institucionalizada, ainda conseguiram apeá-los do poder. Neste período relativamente curto eles causaram uma enorme devastação econômica, social, moral e cultural no País. Não é difícil de imaginar como estaríamos hoje se esse bando estivesse no poder há meio século e sem oposição.

 

Carlos Eduardo Stamato dadostamato@hotmail.com

Guaraci´

 

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31 de Março, aniversário da revolução de 1964, que nos livrou de sermos hoje uma Venezuela ou uma Cuba. Não se deixe enganar pelas mentiras da esquerda, que joga a culpa de tudo na ditadura e chama a revolução de “golpe”. Não, não foi golpe, assim como a retirada de Dilma do poder também não foi, mas assim é chamada pelo PT. Não sou militarista, mas à época os militares nos livraram de uma fria, de estarmos entregues nas mãos de irresponsáveis, gente de esquerda com espírito guerrilheiro, que queria transformar o Brasil numa ditadura do proletariado, ao estilo cubano, soviético, venezuelano, norte-coreano ou, genericamente falando, pior que tudo isso, se é que é possível, num estilo bolivariano. Talvez – e eu digo talvez – os militares tenham demorado um pouco demais a devolver o controle do governo ao povo. E digo talvez pois, como músico, vivia pelas ruas, pelos diretórios acadêmicos, pelas quebradas, pelos salões suntuosos e pelos quartéis. Eu sabia, pois conhecia muitos pessoalmente, das reais intenções da guerrilha. E posso afirmar que não eram nada boas. E durante todo aquele período sempre estiveram prontos a tomar o poder pela força que, ainda bem, não tinham, pois o povo jamais compactuou com essa corja. Mas, como disse um dia o general Figueiredo, “vocês vão se arrepender de votar nessas pessoas”. Ele estava adivinhando o que o PT iria fazer conosco anos depois. E, como pode-se facilmente perceber pelas redações dos jornais, os barbudinhos não desistem: se acham os donos do monopólio de proteção à pobreza, aos direitos humanos, às minorias e às ideias estapafúrdias e permissivas que inundam nosso dia a dia e estão levando a humanidade ao caos. Mas não passam de bobos, poucos sonhadores, a maioria ideologicamente ignorante, quando não de pura má-fé. Eles é que não passarão...

 

Percy de Mello Castanho Junior percy@replicante.com.br

Santos

 

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Pertenço à geração que assistiu aos desmandos do desgoverno João Goulart, sua tentativa de enveredar pelo caminho do socialismo via reformas de base, na lei ou na marra. A nação brasileira não aceitou esse desiderato e, num movimento cívico, toda a sociedade se uniu em torno de uma verdadeira reação democrática que, ao contar com o apoio das Forças Armadas, propiciou a retomada de novos rumos para todos. Assim é com verdadeiro júbilo que saúdo a todos os civis e militares que naquele momento histórico fizeram com que o presidente abandonasse o cargo, fugisse do País e o Congresso Nacional reunido declarasse vago o cargo.

 

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

 

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Sinto-me recompensado por ainda estar vivo para poder comemorar, no dia 31 de março de 2017, a contrarrevolução armada de 1964, que, em nome do povo brasileiro, salvou o Brasil do comunismo internacional.

 

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

 

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No 53.º aniversário do movimento cívico militar que eclodiu em 31 de março de 1964, seria salutar se o “Estado” republicasse o artigo de Fernão Lara Mesquita “1964 – Um testemunho”, publicado originalmente na edição de 7 de abril de 2014. Nele, o articulista expõe com extraordinária didática, na mais perfeita síntese, a verdade histórica daquele evento e seus desdobramentos, o que vem sendo sistematicamente sonegado nos currículos escolares pelos educadores “bolivarianos” que se instalaram no comando da política educacional brasileira. O conhecimento da realidade daqueles acontecimentos dificultaria a catequese de eleitores pelos políticos ditos de esquerda que, sob o falso manto do patriotismo e de governar para os pobres, formaram os bandos criminosos que jogaram o Brasil à beira do abismo.

 

Sergio Ridel  sergiosridel@yahoo.com.br

São Paulo

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