Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

06 Abril 2017 | 03h10

RENAN X TEMER

Questão de credibilidade

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, considera difícil a situação de Michel Temer no governo. “O presidente Temer não tem para onde ir”, disse a aliados na noite de terça-feira. Por se tratar de fala de Renan Calheiros, que um dia precisou renunciar à presidência do Senado para não ser cassado e agora está todo enrolado na Operação Lava Jato com as delações da Odebrecht, o presidente Temer deve estar indo no caminho certo.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

*

Parlapatices

Renan Calheiros é o típico político populista falastrão, de cuja boca só sai o que ele acha que os eleitores gostariam de ouvir. Renan tem se posicionado duramente contra as reformas mais essenciais para o reequilíbrio fiscal e a recuperação da economia brasileira, mas, vindo dele, torna-se difícil crer que se equivoque com boas intenções. Afirmou na terça que, “se continuar assim, o governo vai cair para um lado e o PMDB para o outro”. Avisem ao ilibado senador que, por mais estupefato que isso possa deixá-lo, há um interesse que se sobrepõe ao de sua legenda, o nacional. Ademais, está na hora de cair a ficha dele, a de que tem de prestar muitas e muitas contas à Justiça.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

*

Lulocalheirismo

Agora coadjuvante, o nobre senador Renan Calheiros manifesta seu desconforto. Esperneia, faz beicinho, ataca seus chegados e o governo. Dizem estar propondo aliança a Lulla visando 2018. Não duvido! Depois do lullocarlismo (ou carlolullismo, como queiram) e da foto Lulla-Maluf na mansão deste...

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

*

PESQUISAS

Lição do Chacrinha

“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco. 

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

Colapso do PT

Importantíssimo o editorial O colapso do discurso petista (3/4, A3), que resumiu os pontos da pesquisa de um instituto petista sobre a periferia de São Paulo. Pode-se perceber, das expressões contidas no relatório - transcritas no editorial -, a decepção dos analistas com as revelações, que provam que o PT e seu porta-voz Lula nunca entenderam o paulistano e sua periferia, achando que todo trabalhador brasileiro pensa e quer as mesmas coisas. Caíram do cavalo. E agora é tarde. Ainda bem!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

*

REFORMA TRABALHISTA

Fim do imposto sindical

O presidente vai incluir no texto da reforma trabalhista o fim do desconto obrigatório do imposto sindical, em represália às críticas de sindicatos ao projeto de terceirização aprovado pelo Congresso (28/3, A4 e 3/4, A1). Se conseguir realizar essa façanha, Temer pode se candidatar a presidente em 2018 que ganha no primeiro turno, disparado. Os trabalhadores do Brasil agradecem.

DEVANIR ALVES FERREIRA

devanir.ferreira@multifoods.com.br

São Paulo 

*

Um assalto 

Em mais de 40 anos de trabalho profissional, nunca obtive nem tenho conhecimento de quem tenha obtido um centavo sequer de retorno do suado dinheiro surrupiado dos trabalhadores de fato. Se existe algum benefício, é apenas para manutenção de verdadeiras quadrilhas no ócio do ganho fácil, basta ver o histórico das disputas entre chapas concorrentes: matam-se e matam para se perpetuar no poder. É o momento de acabar com essa anomalia da cobrança obrigatória e darmos um passo sério e responsável nas relações trabalhistas. Inclusos os sindicatos e conselhos de qualquer natureza.

LORIVAL VERILLO

loverillo@klabin.com.br

São Paulo

*

Terceirização

Em artigo no Estadão (Terceirização e tributação, 4/4, B2), o economista Bernard Appy mais uma vez se coloca como guardião do Estado superarrecadador, sem preocupação com a alta carga fiscal - e as pouquíssimas contrapartidas - que sofrem empresas e pessoas no País. Em vez de dar munição aos inimigos da terceirização - neste Brasil que taxa salários como a Dinamarca e tem 12 milhões de desempregados e eternos milhões de subempregados -, o sr. Appy deveria lutar para que o Estado gaste menos e melhor e que o nível de tributação seja idêntico ao dos demais países de renda média.

PAULO AREAS

pareas@rpcsa.com.br

Rio de Janeiro

*

SHOPPING CENTERS

Parece piada

O Brasil é mesmo o país da piada pronta. Os representantes dos shopping centers do Brasil foram discutir a situação do setor, que passa por sérias dificuldades, com vacância de cerca de 50%, em Punta Del Leste, no Uruguai (Estado, 4/4). Seria uma mensagem subliminar para brasileiros adotarem o mesmo princípio e fazerem compras em malls mundo afora, e não no Brasil? Por que não fazer essa reunião em Gramado, Caldas Novas ou Maceió e prestigiar o setor hoteleiro do País? Se as estâncias brasileiras não são prestigiadas, os shoppings deveriam ser?

EDUARDO DOMINGUES

domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo 

*

“Os sindicatos brasileiros são tão atrasados que quando chegarem os carros autônomos ao País seremos obrigados, pelas normas sindicais, a contratar motoristas para dirigi-los...”

JOAQUIM ANTONIO PEREIRA ALVES / SANTOS, SOBRE O CORPORATIVISMO SINDICAL

metaexport@hotmail.com

“O galã global que fale por si, não por uma geração. Ele não frequentou a mesma escola que eu”

MOISES GOLDSTEIN / SÃO PAULO, SOBRE A CARTA-JUSTIFICATIVA

PELO ASSÉDIO SEXUAL

mgoldstein@bol.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

JULGAMENTOS E IMPUNIDADE

O ministro Herman Benjamin, relator do julgamento da chapa Dilma-Temer, foi enfático ao pedir aos demais ministros presentes no plenário do TSE que não decidissem de modo a delongar ainda mais o caso, que já dura 2 anos e 6 meses. Retardar a decisão seria permitir ao presidente Michel Temer terminar o mandato sem que o julgamento fosse encerrado, algo incompatível com a importância do feito e com os anseios sociais. Sem alcançar êxito no que esperava, o ministro viu o julgamento marcado para esta terça-feira ser adiado, por duas razões: ampliar de 48 horas para 5 dias o prazo para os advogados de defesa apresentarem as alegações finais; e ouvir os depoimentos do ex-ministro da Fazenda Guido Mantega e dos publicitários João Santana, Mônica Moura e André Santana. A razão do adiamento do julgamento é em virtude de não terem sido obedecidos os procedimentos previstos em lei, tanto no Código de Processo Civil quanto nos regulamentos elaborados pelo próprio TSE quando das eleições de 2014. A meu ver, a Operação Lava Jato caminha em sentido idêntico. Ou seja: após inúmeras sentenças proferidas pelo eminente juiz federal dr. Sérgio Moro, estas serão submetidas ao Tribunal Regional Federal da 4.ª Região e, mais à frente, chegarão ao STF. Ao cidadão comum, municiado pelo noticiário, pode parecer que tudo corre bem nos processos dirigidos pelo referido juiz federal. Contudo, os advogados que comandam as defesas na Lava Jato já apontam inúmeras razões pelas quais os ministros do STF poderão anular as decisões provenientes da "República de Curitiba", entre outras hipóteses que também são prejudiciais à Lava Jato. Pode-se exemplificar: decretação de prisões preventivas por longo período de tempo, supostamente utilizadas para coagir os réus-presos a realizar delação premiada; parcialidade a um específico grupo político, mais à esquerda, em detrimento de outros políticos ligados ao partido derrotado nas eleições de 2014; interceptação telefônica em que a então presidente Dilma Rousseff era interlocutora; entre outros. A questão, aqui, não é sair em defesa dos réus da Lava Jato. Estes devem ser punidos severamente, dentro da lei, pelos crimes cometidos. O que se pretende demonstrar é que os ritos processuais, suas especificidades e ordem são garantidos pela Constituição federal e por ampla legislação e jurisprudência. Não atender a essas especificidades pode resultar em impunidade, seja no julgamento da chapa Dilma-Temer, na Operação Lava Jato ou Publicano, enfim, em qualquer julgamento criminal ou político-criminal.

Gabriel Antunes da Silva gabriel@antunesdasilva.adv.br

Londrina (PR)

*

PARAÍSO

O ministro Herman Benjamin, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), relator do processo que pode cassar a chapa Dilma-Temer, contestando a ministra Luciana Lóssio, que queria ouvir os presidentes dos partidos citados pela Odebrecht, disse: "Não podemos transformar este processo num universo sem fim. Não podemos ouvir Adão e Eva para que intimem a serpente". Bem intencionado e querendo virar mais esta trágica página de nossa história, foi vencido em suas duas argumentações. Com as decisões tomadas, o processo não tem dia para acabar e Adão e Eva serão ouvidos, sim: João Santana e Mônica Moura, o casal que vivia em paraísos, fiscais. Com as deduradas dos "santinhos", a serpente será uma consequência, também será ouvida.

Sérgio Dafré sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

JOGO SUJO

O que aconteceu no TSE esta semana já estava escrito, não é de hoje. Não há um único formador de opinião, um único órgão informativo que não tenha previsto que tal julgamento não aconteceria. É vergonhoso, para não dizer que seja um sujo jogo de cartas marcadas, tipo de manobra que visa apenas e tão somente a não punir quem quer que seja. Não é mesmo, excelências? 

?

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

*

CHICANA

O Planalto acertou em cheio que o julgamento do processo de cassação da chapa Dilma-Temer seria interrompido na terça-feira, no TSE. Realmente, foi adiado. Só que o fundamento da interrupção não se deu num pedido de vista de um ministro que queria mais tempo para analisar a causa. O que se deu para tanto foi que o advogado de defesa da ex-presidente Dilma, ao iniciar o julgamento, pediu a palavra para requerer como matéria liminar que o prazo para apresentar as alegações finais fosse de cinco dias, dada a complexidade do processo, e não o prazo que lhe fora concedido. O relator do processo, ministro Herman Benjamin, achando tão absurdo e tão fora de tempo tal pedido, disse que só faltava convocar Adão e Eva para prestarem depoimento. Os ministros que compunham a mesa do TSE para julgar o pedido de liminar da defesa de Dilma e o representante do Ministério Público, depois de mais de duas horas de trabalho, acabaram por aprovar a liminar em tela, por unanimidade. Assim, o julgamento do mérito da questão foi interrompido "sine die". Essa interrupção não passa de uma chicana, uma tramoia em questões judiciais!

Antonio Brandileone abrandileone@uol.com.br

Assis

*

INÚTIL

Além do "tudo declarado e aprovado", se alguém ainda não sabia para que mais serve o tal TSE, a sessão inicial do julgamento da chapa Dilma-Temer dá a exata ideia da coisa...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

*

CONFUSÃO

Em entrevista à rádio CBN, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso declarou que a cassação do presidente Michel Temer - e a consequente eleição de um presidente interino para nos governar por mais um ano - seria criar "mais confusão". Isso é o óbvio do óbvio. Quem votar por esse caminho só pode ser daqueles que são contra o Brasil e a favor do "quanto pior, melhor". A quem pode interessar?  Só pode ser ao PT e aos que desejam ampliar o caos para facilitar o retorno de Lula em 2018. Os 13,5 milhões de desempregados em 13,5 anos de governo petista não foram suficientes. Querem mais. Socorro!

Silvano Corrêa scorrea@uol.com.br

São Paulo

*

QUANDO SERÁ A HORA?

Para FHC, nunca o momento é apropriado para dar um basta na corrupção. Foi contra o pedido de impeachment de Lula à época do mensalão; foi contra o pedido de impeachment de Dilma; e, agora, é contra a cassação da chapa Dilma-Temer pelo TSE. Ele sempre alega que esses episódios prejudicarão ainda mais a tão sofrida economia. Mas quando, então, será o momento correto de dar um basta na corrupção: quando o Brasil se transformar numa Grécia ou numa Venezuela? Será que FHC está realmente preocupado com o futuro do País ou apenas está protegendo os parceiros corruptos? A cada nova declaração, meu respeito por ele diminui. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

*

TIRO NO PÉ

Mais uma vez o PSDB mostra-se plenamente fragmentado, e assim corre o risco de ver sua popularidade e importância nos destinos do País irem ladeira abaixo, caso fique evidenciado o abuso de poder econômico pela chapa Dilma-Temer nas eleições de 2014. Inconformado com o resultado dessas eleições, o senador mineiro Aécio Neves bateu forte numa tecla que, paradoxalmente, poderá levá-lo ao ostracismo político - até pelas suas últimas declarações acerca da reforma política -, bem como comprometer a governabilidade de Michel Temer, responsável pela implementação de importantes reformas para o País. Que houve irregularidades na eleição que elegeu Dilma Rousseff, ninguém duvide, e, como cidadãos, temos todo o direito de saber. Mas a efetiva falta de unidade/diálogo no PSDB não causa prejuízo só aos políticos a ele filiados: num momento de grave crise pela qual passamos, o estrago se torna bem maior.

Maria L. Ruhnke Jorge mlucia.rjorge@gmail.com

Piracicaba 

*

2018

Em respeito à Constituição, entendo que o TSE deva julgar, pelo mérito, a questão que pode causar a cassação da chapa Dilma-Temer e, como consequência, deixar o País sem presidente. Logo, diante da possibilidade de voltarmos à mesma ideologia que nos levou a esta situação ou até mesmo a uma outra nova aventura, sinceramente, será menos ruim para o País se isso só acontecer em 2018.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

*

TEMER E A BENZETACIL

Como já escutei: "Gosto tanto do nosso presidente Temer quanto gosto de tomar injeção de Benzetacil". Essa injeção dói terrivelmente, sentimos vontade de agredir o enfermeiro por ter nos submetido a um procedimento tão dolorido. Mas, em situações muito especiais, precisamos tomar o tal medicamento e aceitar as consequentes dores, sob pena de ter uma infecção generalizada capaz de matar. É assim que aceito nosso presidente Temer. Precisamos de um mínimo de estabilidade e reformas estruturantes do orçamento fiscal e da economia para chegar a 2018. Dor insuportável, mas é o que temos. Faz parte do caminho para aumentar a oferta de emprego e manter a inflação sob controle. A instabilidade de não tê-lo pode ser fatal.

Carlos de Oliveira Avila gardjota@gmail.com

São Paulo

*

E AS INSTITUIÇÕES?

Há uma preocupação manifestada por vários analistas dando conta das consequências políticas que afetariam os avanços obtidos até agora a duras penas na economia, caso o TSE se decidisse pela cassação do presidente, no processo da chapa Dilma-Temer. Apesar de a apreensão proceder e, como provável consequência, ter influenciado o recente adiamento do desfecho do processo, o quadro explicita uma triste promiscuidade entre a Justiça e a política. Daí a indagação: as instituições estão fortes? 

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro     

*

PREVISÃO DE CRESCIMENTO

A previsão de crescimento da economia pelo ministro da Fazenda, sr. Henrique Meirelles, de 2,7% para este ano, deve ser resultado de um problema mental provavelmente causado pelo mesmo vírus que poderíamos batizar de "wishfull thinking", que acometia seu antecessor, Guido Mantega. Quem sabe a esterilização da cadeira impeça mais contaminações.

Oscar Seckler Muller oscarmuller2211@gmail.com

São Paulo

*

TRABALHO PARA IDOSOS

Pelas barbas do profeta! O atual governo, em matéria de devaneio, está se superando, mais parecendo barata tonta diante do olhar impiedoso de uma galinha. A mais nova invenção retirada da cartola dos falsos mágicos tem o nome de "trabalho para idosos". Esse título soa mais como ameaça ao idoso do que diretamente um benefício. Mais de 13 milhões à procura de emprego, a maioria num momento de intensa construção de uma família, e de súbito me aparecem os Merlim da Economia, os Einstein da gestão, e pretendem lançar um regime especial para os idosos com mais de 60 anos, sem vínculo empregatício. O governo permitirá contratação por hora e sem qualquer encargo para ambas as partes. A Previdência Social foi criada para amparar o aposentado idoso, e não para promover a volta ao trabalho daquele que dedicou a sua juventude contribuindo para os cofres furados da Previdência Social. No Brasil, é proibido cancelar para voltar a trabalhar. Esse projeto faz do idoso um inquilino da Lei do Menor Aprendiz. Nada mais indigesto do que essa ideia, no momento menos favorável possível. Tratemos de coisas mais substantivas, como a inflação, o PIB, a corrupção, o desemprego e a segurança, as coisas que de fato são palpáveis, do que enveredarmos por ideias que só servem para emoldurar manchetes de jornais.  Segundo Guilherme Afif Domingos, quem já foi à Flórida só viu idosos trabalhando, em todos os lugares, o que não quer dizer nada. Tio Sam e Zé Carioca nada têm em comum.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

DEMAGOGIA

Leis trabalhistas demagógicas, com evidentes exageros (acima dos direitos dos países ricos, especialmente dos asiáticos), nos causam atraso econômico e, por consequência, social, além de inúmeros conflitos. Mais ainda, pelo mundo afora, milhões de aposentados, saudáveis, procuram se ocupar, serem úteis (como aqui). O ócio deprime. 

 

André C. Frohnknecht caxumba888@gmail.com

São Paulo

*

VAMOS TERCEIRIZÁ-LOS, ENTÃO

 

A pior legislatura da Câmara federal em toda a história democrática do País votou e aprovou na quarta-feira 22 de março de 2017 um projeto de lei de 1998 que autoriza o trabalho terceirizado para qualquer tipo de atividade (meio ou fim). Que o povo brasileiro possa a qualquer momento terceirizar o governo federal, colocando ministros que não sejam políticos nos cargos do primeiro, segundo e terceiro escalões. Homens e mulheres que tenham capacidade de gestão pública, experiência na pasta que vão comandar, vivência no setor privado, formação universitária compatível e, acima de tudo, honestidade e zelo para ética e o bom senso. Caso não resolva o problema, terceirizamos o presidente da República, nem que tenhamos de trazer alguém do exterior, com as qualidades que não encontramos naqueles que estão a cada quatro anos em nossos palanques eleitorais e urnas eletrônicas.   

  

Rafael Moia Filho rmoiaf@uol.com.br

Bauru 

*

PRECARIZAÇÃO

Lamentável e extemporâneo o artigo do economista José Roberto Mendonça de Barros, publicado na edição de domingo ("Terceirização", 2/4, B6). Lamentável, pelas mentiras que conta, e extemporâneo, pois deveria ter sido publicado um dia antes, no Dia da Mentira. A terceirização precarizou, precariza e precarizará sempre. Vou direto ao exemplo: tenho uma parente, coincidentemente economista, que trabalha como terceirizada na área econômica, em função semelhante - para não dizer igual - à de vários colegas não terceirizados. Resumo da história: dentre outras coisas, é a que ganha menos, trabalha mais horas e tem plano de saúde de qualidade inferior. São alguns milhões de brasileiros nesta situação. Serão muitos mais a partir de agora.

Jansen Gallo jansenwagner@gmail.com

Santos

*

SELEÇÕES

Na opinião do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), líder do PMDB no Senado, a equipe do presidente Temer é igual à seleção do técnico Dunga, e que o País precisa de uma equipe do padrão Tite. Agora, particularmente, eu considero o senador Renan Calheiros, na seleção da bandidagem da política brasileira, melhor - se não superior - ao Neymar da seleção de Tite. E você, prezado leitor, escalaria quem mais na seleção brasileira da bandidagem?

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

*

CONVOCADOS

Com uma seleção de Tite, o convocado seria Sérgio Moro. Lula e Renan já estariam presos. Ambos estariam no "banco" da seleção dos presídios. Povo, já estão distorcendo a realidade? Como sempre fazem?

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

*

OS MARQUETEIROS VÃO FALAR

Dá vontade de aplaudir, de rir sozinha! Esta semana li que Lula ficou irritado com a possibilidade de Antonio Palocci tentar a delação premiada e que, rapidamente, mandou um recado pelos advogados para que ele mantivesse o bico fechado. Mal sabia Lula que o publicitário João Santana e sua mulher, Mônica Moura, acabaram de fechar um acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República. Os termos da colaboração já estão no Supremo Tribunal Federal (STF) e foram homologados pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF. Essa notícia cai como uma bomba na cabeça de Dilma Rousseff e, principalmente, na de Lula! Lula e Dilma não têm por onde fugir à força da verdade, ela virá à tona, e nós, que esperamos muito por isso, damos graças ao bom Deus!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

*

AGUARDAMOS ANSIOSOS

Na quarta-feira, dia 4/4, o ministro Edson Fachin, do STF, homologou as delações premiadas de João Santana e Mônica Moura, sua esposa, celebradas com o Ministério Público Federal. Não pode haver dúvidas sobre as verdades que forem expostas e que merecem vir a público, uma vez que ambos foram os marqueteiros de Lula e de Dilma Rousseff em campanhas de ambos à Presidência da República. Saliente-se que participaram ativamente das maracutaias praticadas por ambos os petistas, tanto que se chegou a dizer que era João Santana, na realidade, o presidente oculto, tal a sua influência em ambos os governos. Os brasileiros esperam ansiosos a divulgação dos fatos delatados.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

*

AMIGOS, AMIGOS...

Lula hein! Quando seus amigos José Dirceu, João Vaccari Neto, José Genoino e o próprio Antonio Palocci foram denunciados, julgados e presos, o "cara" nem se preocupou, simplesmente virou-lhes as costas. Agora, quando Palocci ameaça fazer delação premiada (claro que vai envolver Lula), ele se revolta. Para Lula, "amizade" é somente quando de seu interesse, mesmo que seja mentirosa.

Laert Pinto Barbosa  laert_barbosa@globo.com

São Paulo

*

DELAÇÃO SEM PRÊMIO

Se nestas alturas do campeonato o "italiano" resolver botar a boca no trombone, o Lulinha paz e amor vai dançar.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

*

MÁRTIR?

Palocci está demorando demais para fazer delação. Vocação para mártir? 

 

Maria do Carmo Z. Leme Cardoso zaffalon@uol.com.br

Bauru

*

NA REPÚBLICA DE CURITIBA

A menos de um mês da data em que deverá ser interrogado pessoalmente pelo juiz Sérgio Moro em Curitiba, Lula parece não conter mais o pânico, após perder várias ações no STJ, STF e até na ONU, que o livrariam das mãos do magistrado. Embora ainda se dedique a ofender o juiz, tentando desqualificá-lo por intermédio de seus advogados, que, sem mais argumentos que provem sua inocência, passaram a desrespeitar Sérgio Moro com chicanas e provocações diversas, Lula sabe que seus sonhos podem terminar na República de Curitiba, onde ninguém esta acima da lei.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

*

AS DELAÇÕES QUE VÊM POR AÍ

Lula, que já é réu pela 5.ª vez na Lava Jato e que pode não voltar de Curitiba no dia 3 de maio, quando tem uma audiência mais que complicada com o juiz Sérgio Moro, está tremendo na base. Agora, também esperneia contra o ex-ministro Antônio Palocci, que está preso e prestes a Fechar acordo de delação premiada. Se Palocci falar o que sabe, pode complicar ainda mais a vida do ex-presidente. E para Dilma Rousseff - que já tem nas costas um humilhante impeachment e, com soberba incorrigível, anda dizendo que a "delaçãozinha" de Marcelo Odebrecht foi conseguida por meio de coação ou tortura - também o pior está por vir. Não só com o julgamento da chapa Dilma-Temer, mas porque o marqueteiro de sua campanha, João Santana, e sua mulher, Mônica Moura, acabam de ter homologadas suas delações pelo relator e ministro do STF, Edson Fachin. O casal, mais do que ninguém, como marqueteiros de Dilma, sabe muito bem como foram amealhados recursos ilícitos da Odebrecht e de outras empreiteiras para as campanhas eleitorais de 2010 e 2014. Se Dilma acha que pode sofrer apenas a penalidade de ficar inelegível por oito anos, que se prepare para o pior...

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

AMEAÇANDO POR CONTA

    

A ex-presidente deposta Dilma Rousseff já está ameaçando por conta, ou seja, mesmo antes que se tenha conhecimento dos termos da delação premiada dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. "Ella" diz que "ficará com muita dificuldade (?)" se ambos "falarem coisas que não são reais (?)". Essa é a Dilma que conhecemos, fazendo um "mea culpa" profundo e extemporâneo. Afinal, com tantos milhões de dólares passeando nas contas bancárias da tigrada petista, a solução é Sergio Moro "nella"! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

*

COBRANÇAS DA LAVA JATO

Os envolvidos nos desvios de verba (roubo, no popular) serão cobrados em R$ 72 bilhões pela Lava Jato. Sabe quando algum envolvido vai pagar algum centavo? Nunca! A Previdência Social está na situação atual porque existem dívidas bilionárias que são cobradas, mas, com tantos recursos em várias instâncias, morre o devedor e a cobrança não é efetivada. Nossas leis foram feitas justamente para favorecer este tipo de criminosos, os que devem muito e passam a dever mais ainda na certeza da lentidão dos processos. Ora, mudem as leis... por quem? Pelos políticos que têm as campanhas financiadas pelos devedores? Este país é uma comédia! A Constituição é elaborada por políticos; o Código Penal, pelos políticos; o julgamento dos políticos, pelos políticos... Quem afundou o País foram os políticos, e não o povo, pois esta não é uma terra de vagabundos, é uma terra de trabalhadores, que, infelizmente, não têm opção de votar num candidato decente, pois os partidos nos oferecem o que "têm de melhor", que é o que temos no Congresso Nacional. Pobre Brasil que acorda antes de o sol raiar para "ralar" o dia inteiro, sete dias por semana, para manter alimentada a faminta e insaciável máquina pública.

Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco

*

CONTRARREFORMA POLÍTICA

Os corruptos desesperados do Congresso Nacional bolaram três safadezas salvadoras para suas carreiras políticas. 1) Lista fechada: é o casuísmo da vez. Uma manobra escabrosa dos políticos mais corruptos para serem eleitos sem serem nominalmente votados pelos eleitores. Você vota no escuro e reelege uma raposa peluda e corrupta. 2) "Tipificar" o crime de caixa 2, para não haver, na prática, nenhuma punição ao famigerado crime eleitoral praticado até aqui. 3) Poder se candidatar a mais de um cargo eletivo: candidatar-se a governador, senador, deputado ou o que mais pintar no foro privilegiado dos corruptos com mandato.

Paulo Sergio Arisi franciscoselles43@gmail.com

Porto Alegre

*

ADRIANA ANCELMO

Além de ladra, Adriana Ancelmo, mulher do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, é arrogante. Em vez de se recolher à sua insignificância como pessoa, para, caladinha, usufruir de um benefício imerecido e repudiado pelo povo brasileiro - a prisão domiciliar -, resolveu vestir a fantasia de ex-primeira-dama e dar uma carteirada nos agentes da Polícia Federal que, cumprindo uma decisão judicial, foram inspecionar a sua luxuosa cela no Leblon. Só uma pena muito severa terá uma mínima chance de fazer com que ela entenda a gravidade dos crimes cometidos e se tornar uma pessoa melhor.

Ronaldo Gomes Ferraz ronferraz@globo.com

Rio de Janeiro

*

DELAÇÃO

Será que a "delação" de Sérgio Cabral, que inclui o alto escalão da Justiça, acelerou a volta de Adriana Ancelmo para o lar?

Tania Tavares taniatma@hotmail.com

São Paulo

*

A EPOPEIA DAS SAÚVAS

É conhecida a expressão "ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com Brasil". Coitadas das demolidoras saúvas que, desde tempos imemoriais, não conseguiram seu intento. Se é que pretendiam acabar com o Brasil e se, no processo, como em todos os desconhecidos processos ecológicos, não acabaram por enriquecer nossa maravilhosa ecologia. E os políticos, servidores públicos, "empresários" de todos os matizes e tamanhos? Será que deixarão pedra sobre pedra após os avassaladores saques que promoveram ao tomar de assalto todos os ramos e órgãos de nossa administração pública? Ou, ao contrario das diligentes saúvas, só deixarão atrás de si uma terra arrasada? É inacreditável o que fizerem e fazem com este país. É impossível não parafrasear a epopeia das saúvas: ou o Brasil acaba com esta corja ou esta corja acaba com o Brasil.

Waldyr Pilli pilli.waldyr@gmail.com

São Paulo

*

ORDEM SEM PROGRESSO 

A ordem veio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp): a partir de janeiro de 2017, os responsáveis pelos projetos de pesquisa devem realizar suas compras em nome da Fundação, obedecendo ao Decreto Estadual 48.034/2003, que determina o desconto do valor de ICMS. Parece que ninguém fiscaliza a implementação de tal decreto pelos estabelecimentos comerciais, pois seus programas de emissão das notas fiscais nem permitem lançar o exigido desconto. O "atraso" nosso está na perda de tempo e o prejuízo por não poder comprar prontamente o que precisamos para o desenvolvimento dos projetos de pesquisa. Não é dever do Estado fazer cumprir suas determinações?

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

*

PLANOS DE SAÚDE ACESSÍVEIS

O artigo "Populares ou acessíveis, que diferença faz?", de José Cechin ("Estadão", ¾, A2), me remete imediatamente ao Obamacare, programa repudiado, injustificadamente (falo em razões reais, verificação empírica), por Donald Trump. A lei conhecida por Obamacare obrigava todos os cidadãos dos EUA a terem um plano de saúde, uma vez que lá, como aqui, parte das pessoas (em especial jovens e pessoas que não têm um plano de saúde pela empresa) não possuía nenhum tipo de seguro saúde. E, nos EUA, se a pessoa não tem um plano de saúde e sofre um acidente ou tem alguma doença que demanda muitos procedimentos e tempo no hospital, ela tem de pagar os custos médicos altíssimos à instituição, que a deixavam até em estado de insolvência. Os custos de saúde nos EUA não são pagos pelo governo, a não ser para cidadãos abaixo da linha da pobreza ou acima de 65 anos. E nestes casos são apenas serviços mais básicos. Muito excepcionalmente é dado ao cidadão recorrer ao Judiciário, pedindo que o Estado responda pelos custos de seu tratamento. E, além de serem pouquíssimas as possibilidades do recurso à Justiça, também lá ela não é tão célere como deveria. O Obamacare tem como premissa o fato de que, se todos os cidadãos pagassem por um plano de saúde básico, todos estariam cobertos e não correriam o risco de gastar uma grande quantidade de dinheiro caso acontecesse alguma emergência. Para ter ideia, o custo de uma internação num hospital pode chegar a US$ 10 mil por dia e um simples braço quebrado, a US$ 4 mil. Tão ou mais importante é que a lei norte-americana proíbe as seguradoras de recusar segurar um cliente que já tenha uma doença preexistente ou que esteja em idade avançada (pessoas que ensejam mais cuidados médicos hospitalares, ou seja, mais custosas). Tem-se a uma das primeiras regras de Direito Constitucional sendo aplicadas. Há um feixe direitos administrativos (dever do Estado para com cada nacional) e outro feixe de deveres tributários (agora o sujeito passivo é o cidadão). Tais deveres/direitos são desigualados por meio da "capacidade contributiva" de cada pessoa física ou jurídica. O princípio da capacidade contributiva é baseado num conceito econômico e de justiça fiscal que, por sua vez, realiza (ou deveria realizar). Tem uma sociedade mais justa e igualitária, impondo uma tributação mais onerosa para aqueles de detêm uma maior concentração de riquezas. O princípio da capacidade contributiva. Fôssemos tão simples assim, não haveria problemas, já que a capacidade contributiva desigualaria os desiguais economicamente, na medida exata de suas desigualdades. Retomo o Obamacare, que faz, na esfera privada, um pouco do que é realizado na relação constitucional entre os direitos administrativo e tributário, ou seja, garante que os custos de todos que não tenham doenças e não utilizem o plano (mas paguem pelo seguro) cubram os custos dos que mais o utilizam. Uma lei com conteúdo análogo, observando a particularidade de nossas regras passíveis de alteração, sem que ofendam a Constituição, seria no mínimo uma boa tentativa.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

CRIME DE GUERRA

O ataque químico na Síria, na terça-feira, é um marco: foi disparado o cronômetro regressivo para o extermínio da espécie humana na Terra. Desculpe-nos, Renato Russo, já não temos todo o tempo do mundo.

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

*

'MUY AMIGO'

A Venezuela explode em protestos do povo oprimido. Por que Dilma e Lula estão calados? Agora é hora de apoiar o "muy amigo" Nicolás Maduro, não?

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

*

UBER

Com tanta coisa importante para investir tempo e energia legislativa neste país, e a Câmara dos Deputados se deu ao trabalho de aprovar uma lei que objetivamente acaba com serviços semelhantes ao Uber. Se tivéssemos uma direita liberal com um mínimo de vergonha na cara, o barulho deveria estar armado na origem. Mas não. Com um conjunto de regulamentações que reprime o empreendedorismo e o desenvolvimento que faria inveja à antiga biblioteca de Alexandria, somos um país fadado a permanecer no século 19. Precisamos de um estadista que dê um destino a essas regulamentações igual ao dado para a biblioteca acima. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

*

SE FUNCIONA, ELES SÃO CONTRA!

Com tantos problemas urgentes a serem solucionados no Brasil, não é que nossos nobres deputados resolveram acabar com o único serviço que realmente funciona no País, que é o Uber? A pergunta que faço: Quanto será que os nobres representantes do povo receberam do Sindicato dos Taxistas? Viva o Brasil, o País dos valores invertidos!

Paschoal Lourenço Paione paione@cantareira.br

São Paulo

*

ELES NÃO APRENDEM

O PT não tem jeito. Mais de 3 milhões de brasileiros já estão usando transporte via aplicativo, fazendo muita gente vender o carro e facilitando a mobilidade urbana. Seus políticos lideram um lobby para inviabilizar o serviço. Estão sempre na contramão dos interesses do povo. Não aprendem...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

ESTRAGO ELEITORAL

Alguns políticos, certamente de olho nas próximas eleições, querendo contar com os votos da laboriosa classe dos taxistas, estão tentando impedir o funcionamento do aplicativo de transporte Uber. Esquecem-se de que a rede social dos usuários desse sistema congrega um número de pessoas muitíssimo maior e lhes poderá causar grandes estragos. Se fossem mais criativos e bons gestores, procurariam compensar de alguma forma os taxistas, com redução de taxas e encargos. Se no mundo todo os dois sistemas convivem, basta ver como isso é feito.

Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia

*

O ASSÉDIO E O ERRO

Se já não fosse descabida a atitude de assédio sexual do ator global José Mayer, pior ainda ficou sua defesa, quando, em carta à população brasileira, colocou no mesmo balaio todos os homens considerados de "sua época". Foi de uma insensatez descabida porque, nos meios da bandidagem, homens cafajestes, sem caráter, autoritários e que não aceitam uma "negativa de qualquer mulher" talvez seja a normalidade. Uma minoria podre. No meio ético da sociedade não existe um José Mayer para contar história. Ele não merecia apenas ser suspenso pela Rede Globo. Merecia demissão, por associar seu desvio ético a tantos homens de bem do País. O bom ator perdeu feio para o homem. Lamentável figura! 

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

A SOCIEDADE NÃO TEM NADA COM ISSO

Posso dizer que pertenço à mesma geração do ator José Mayer. Meus pais deram-me rígida formação educacional, como era praxe na época. A sociedade, com todas as suas incongruências, não me deturpou. Casei-me, formei minha família e transmiti aos meus filhos aquela educação recebida. Meus filhos são pessoas de bem, também formaram as suas famílias e estão transmitindo os valores para os meus netos. Então, sr. José Mayer, sem esta balela de culpar a sociedade. A culpa é sua, e só sua. Assuma sem tergiversar! Imprensa, nada de ser politicamente correta, à semelhança dos "di menor" e outros que transgridem a lei, mas há sempre a desculpa de que a sociedade não foi legal com ele.

Marco Antonio Esteves Balbi mbalbi69@globo.com

Rio de Janeiro

RENAN X TEMER

Questão de credibilidade

O líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros, considera difícil a situação de Michel Temer no governo. “O presidente Temer não tem para onde ir”, disse a aliados na noite de terça-feira. Por se tratar de fala de Renan Calheiros, que um dia precisou renunciar à presidência do Senado para não ser cassado e agora está todo enrolado na Operação Lava Jato com as delações da Odebrecht, o presidente Temer deve estar indo no caminho certo.

JOSÉ CARLOS DEGASPARE

degaspare@uol.com.br

São Paulo

Parlapatices

Renan Calheiros é o típico político populista falastrão, de cuja boca só sai o que ele acha que os eleitores gostariam de ouvir. Renan tem se posicionado duramente contra as reformas mais essenciais para o reequilíbrio fiscal e a recuperação da economia brasileira, mas, vindo dele, torna-se difícil crer que se equivoque com boas intenções. Afirmou na terça que, “se continuar assim, o governo vai cair para um lado e o PMDB para o outro”. Avisem ao ilibado senador que, por mais estupefato que isso possa deixá-lo, há um interesse que se sobrepõe ao de sua legenda, o nacional. Ademais, está na hora de cair a ficha dele, a de que tem de prestar muitas e muitas contas à Justiça.

ELIAS MENEZES

elias.natal@hotmail.com

Belo Horizonte

Lulocalheirismo

Agora coadjuvante, o nobre senador Renan Calheiros manifesta seu desconforto. Esperneia, faz beicinho, ataca seus chegados e o governo. Dizem estar propondo aliança a Lulla visando 2018. Não duvido! Depois do lullocarlismo (ou carlolullismo, como queiram) e da foto Lulla-Maluf na mansão deste...

JOSÉ PERIN GARCIA

jperin@uol.com.br

Santo André

PESQUISAS

Lição do Chacrinha

“Quem não se comunica se trumbica”, alertava o grande e inesquecível Abelardo Barbosa, o Chacrinha. O editorial Sem hesitação (4/4, A3) nos faz lembrar essa famosa sentença no que toca à importância de o presidente Michel Temer revelar ao povo, em alto e bom som, que “não há soluções mágicas para a crise (...), que a situação atual é resultado da inépcia dos presidentes petistas Lula da Silva e Dilma Rousseff, os mesmos que hoje pretendem dar lições de como tirar o País da crise que eles mesmos criaram”. Realmente, o presidente Temer deve “seguir adiante com as reformas, sem se deixar guiar por pesquisas”. O povo, cada vez mais esclarecido, quer melhores empregos e menos inflação, entendendo que as promessas petistas se basearam em mentiras e ilusões, que levaram a muitas expectativas e poucas realizações. Seria hora de todos se conscientizarem de que neste mundo globalizado e competitivo a riqueza flui de nações fornecedoras de matérias-primas e mão de obra barata (como o Brasil se tornou) para as mais produtivas e preparadas tecnologicamente. Sem educação, sem disciplina e sem sacrifício do presente para investir com inteligência no futuro não há progresso. E tudo só pode começar com os ajustes na economia que o governo Temer está levando adiante, com o sacrifício de todos nós. Pesquisas provocam desvios políticos que prejudicam o que deveria ser nosso verdadeiro foco. 

SILVANO CORRÊA

scorrea@uol.com.br

São Paulo

Colapso do PT

Importantíssimo o editorial O colapso do discurso petista (3/4, A3), que resumiu os pontos da pesquisa de um instituto petista sobre a periferia de São Paulo. Pode-se perceber, das expressões contidas no relatório - transcritas no editorial -, a decepção dos analistas com as revelações, que provam que o PT e seu porta-voz Lula nunca entenderam o paulistano e sua periferia, achando que todo trabalhador brasileiro pensa e quer as mesmas coisas. Caíram do cavalo. E agora é tarde. Ainda bem!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

REFORMA TRABALHISTA

Fim do imposto sindical

O presidente vai incluir no texto da reforma trabalhista o fim do desconto obrigatório do imposto sindical, em represália às críticas de sindicatos ao projeto de terceirização aprovado pelo Congresso (28/3, A4 e 3/4, A1). Se conseguir realizar essa façanha, Temer pode se candidatar a presidente em 2018 que ganha no primeiro turno, disparado. Os trabalhadores do Brasil agradecem.

DEVANIR ALVES FERREIRA

devanir.ferreira@multifoods.com.br

São Paulo 

Um assalto 

Em mais de 40 anos de trabalho profissional, nunca obtive nem tenho conhecimento de quem tenha obtido um centavo sequer de retorno do suado dinheiro surrupiado dos trabalhadores de fato. Se existe algum benefício, é apenas para manutenção de verdadeiras quadrilhas no ócio do ganho fácil, basta ver o histórico das disputas entre chapas concorrentes: matam-se e matam para se perpetuar no poder. É o momento de acabar com essa anomalia da cobrança obrigatória e darmos um passo sério e responsável nas relações trabalhistas. Inclusos os sindicatos e conselhos de qualquer natureza.

LORIVAL VERILLO

loverillo@klabin.com.br

São Paulo

Terceirização

Em artigo no Estadão (Terceirização e tributação, 4/4, B2), o economista Bernard Appy mais uma vez se coloca como guardião do Estado superarrecadador, sem preocupação com a alta carga fiscal - e as pouquíssimas contrapartidas - que sofrem empresas e pessoas no País. Em vez de dar munição aos inimigos da terceirização - neste Brasil que taxa salários como a Dinamarca e tem 12 milhões de desempregados e eternos milhões de subempregados -, o sr. Appy deveria lutar para que o Estado gaste menos e melhor e que o nível de tributação seja idêntico ao dos demais países de renda média.

PAULO AREAS

pareas@rpcsa.com.br

Rio de Janeiro

SHOPPING CENTERS

Parece piada

O Brasil é mesmo o país da piada pronta. Os representantes dos shopping centers do Brasil foram discutir a situação do setor, que passa por sérias dificuldades, com vacância de cerca de 50%, em Punta Del Leste, no Uruguai (Estado, 4/4). Seria uma mensagem subliminar para brasileiros adotarem o mesmo princípio e fazerem compras em malls mundo afora, e não no Brasil? Por que não fazer essa reunião em Gramado, Caldas Novas ou Maceió e prestigiar o setor hoteleiro do País? Se as estâncias brasileiras não são prestigiadas, os shoppings deveriam ser?

EDUARDO DOMINGUES

domingueseduardo@uol.com.br

São Paulo 

 

Mais conteúdo sobre:
Fórum dos LeitoresBrasil

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.