Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

07 Abril 2017 | 03h01

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A conversa da conversa

Em dias de reformas fundamentais para o futuro do País (previdenciária, trabalhista e fiscal, entre outras), legisladores resistentes a elas argumentam que têm de dar satisfação à sua base eleitoral, sem a qual não têm mandato. Ora, com a larga maioria dos deputados eleitos por causa do coeficiente eleitoral, e não puramente por mérito próprio, essa é a maior conversa mole. Nem com o País naufragando o “é dando que se recebe” deixa de funcionar. Culpa de um governo pusilânime, que não se comunica diretamente com o povo. Procura-se um estadista. 

OSCAR THOMPSON

oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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Cracas de navio

A imprensa anuncia que se a reforma da Previdência fosse votada hoje seria rejeitada, com apoio de expressivo número de parlamentares dos partidos da base aliada, justificados pelas reações negativas que o texto, como está, causaria no eleitorado, a pouco mais de um ano das eleições de 2018. A persistir a tendência de não aprovação, o governo terá de negociar pontos até então considerados pétreos pela equipe econômica. A questão, porém, salvo melhor juízo, não é somente eleitoral, aspecto ao qual os políticos aderem como cracas de navio, mas também técnica, na medida em que os arquitetos do texto não foram capazes de dimensionar o número real do rombo, preocupando-se prioritariamente com o mercado, essa entidade fosfórica que influencia a vida dos cidadãos, e com a atração de investimentos externos necessários para alavancar a recuperação da economia. Fosse apresentada – além do recorrente argumento relacionado às próximas gerações – uma visão quantitativa do problema, com desdobramentos referentes às injustas aposentadorias especiais e às dívidas geradas ao longo do tempo pela iniciativa privada e pela própria estrutura oficial, que, se resgatadas em parte, poderiam aliviar a tensão, a disposição para aprovar uma reforma mais alinhada com as necessidades econômicas e sociais apresentaria outra configuração.

PAULO ROBERTO GOTAÇ

prgotac@hotmail.com 

Rio de Janeiro

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Regalias

O mais curioso na reforma da Previdência é que ela será generosa com os servidores públicos (todos), que somos nós, os contribuintes assalariados, que pagamos. Enfim, recolhemos até 11% descontados na folha, mais os 20% do empregador, e ficamos, no máximo, com R$ 5 mil e pouco. Ou seja, nossos funcionários recebem mais do que nós!

JAIR NISIO

jair@smartwood.com.br

Curitiba

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Aviso aos navegantes

Georges Clemenceau (1841-1929) foi um estadista, jornalista e médico francês, autor de tiradas brilhantes e irreverentes. A ele se deve a queda de seis governos e a demissão de um presidente da República. Por essa razão ganhou o apelido de “o tigre”. Mal sabia o quanto seus bordões se aplicam nestas plagas – e alhures. “A França é um país extremamente fértil: plantam-se funcionários públicos e nascem impostos.” Só a França, é claro, desfrutava esse privilégio. Sem generalizar nem desmerecer os bons funcionários, pelo fato de serem contemplados com uma aposentadoria diversa eles contribuem para o “buraco da Previdência”, sem contar as várias falcatruas, cuja eliminação imediata é imperiosa. Os falsos tribunos que se insurgem contra a reforma – muitos agonizantes, politicamente falando – poderiam deixar de lado a demagogia e o festival de mentiras?

ALEXANDRU SOLOMON

alex101243@gmail.com

São Paulo

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Privilegiados

Se o “déficit previdenciário” dos trabalhadores da iniciativa privada (que engloba outros tipos de assistência social) foi de R$ 151 bilhões em 2016, para atender 30 milhões de cidadãos, e o “déficit previdenciário” do setor público (que deixa de englobar uma série de privilégios assistenciais) foi de R$ 121 bilhões também no ano passado, para atender 1 milhão de funcionários públicos, qual o sentido de fazer uma reforma sem os incluir?

JORGE ALVES

jorgersalves@gmail.com

Jaú

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Escolha de Sofia

Já que estamos diante da “escolha de Sofia” – ou fazemos a reforma da Previdência ou o País entra em convulsão definitiva –, por que não começar a reforma racionalmente, pelo lado de onde vem o déficit? O setor privado é superavitário: seus trabalhadores contribuem com muito mais do que recebem. Deveriam, portanto, começar pela suspensão de todos os pagamentos de aposentadorias com valores maiores que o teto do setor privado. Os parasitas da Nação, que não são melhores que ninguém, que se ajustem a novos tempos de justiça previdenciária. E depois se uniformiza a lei, criando a previdência pública com regras iguais para todos os setores, sem exceções. Aí, sim, seria possível concordar com a reforma da Previdência.

OLIMPIO ALVARES

olimpioa@uol.com.br

Cotia

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Benesses

Como podem o presidente Temer e o ministro Meirelles perdoar dívidas de empresas com o INSS e depois falar em déficit? São benesses e mais benesses... e quem paga são os aposentados. Também o Ministério da Saúde não pode ser sustentado pela Previdência, mas pelas verbas previstas na Constituição.

THOMAZ R. DE ALMEIDA FILHO

thomazraposo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro

Calote federal

Muito se tem falado e escrito a respeito da necessidade da reforma da Previdência Social, muitos argumentos favoráveis e muitos contra. Pelo que entendi, os recursos para a Previdência seriam tripartites: contribuição de empregadores, empregados e governo federal, este honraria sua parte com a arrecadação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e da Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). Só que o governo federal não honra sua parte, ou seja, meteu a mão na grana para outros fins e deixou a Previdência ao deus-dará. Confirmadas essas informações, os trabalhadores têm mais é que brigar. Afinal, a Previdência faz parte ou não da Seguridade Social?

SÉRGIO BARBOSA

sergiobarbosa@megasinal.com.br

Batatais 

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GOVERNO TEMER

Guia de ação

Os amigos do presidente Temer e os patriotas deveriam refletir muito sobre o conteúdo expresso no editorial Sem hesitação (4/4, A3). Ouso dizer que esse texto é um guia de ação!

MIGUEL IGNATIOS

miguelignatios@terra.com.br

São Paulo

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“Se todos são iguais perante a lei, como diz a Constituição, por que deverão ser tão diferentes perante a Previdência?”

CRISTIANO WALTER SIMON / CARAPICUÍBA, SOBRE A REFORMA cws@amcham.com.br

“Pergunta que não quer calar: se, hipoteticamente, todos os devedores da Previdência pagassem hoje o que devem, continuaria ela sendo deficitária?”

DALTON PRESOTTO / SÃO PAULO, IDEM

daltonpresotto@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

PLACAR DA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Engraçado que o "Placar da Previdência" estampado na primeira página do "Estadão" de 6/4, com estimativa de 251 deputados se posicionando "contra a reforma", coincide com o número de políticos envolvidos na Operação Lava Jato. Como até agora as tentativas de aprovar leis que os liberem do ilícito, porque a opinião pública as rechaçou veementemente, só lhes resta o reduto eleitoral, que provavelmente é contra mudanças na Previdência, um remédio amargo hoje, mas necessário. Mesmo com o déficit nos primeiros meses do ano da Previdência tendo ultrapassado o mesmo período de 2016, nossos digníssimos deputados não conseguem enxergar além do próprio umbigo. Eleição em 2018 lhes daria mais quatro anos de foro privilegiado. Deu para entender ou precisamos desenhar? Vale a pena reeleger um Congresso assim? 2018 é a nossa chance de dar o troco.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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'PUNTO Y BASTA'

Acompanhando a "batalha" em que está se transformando a aprovação da necessária reforma previdenciária, com os inconscientes de sempre, sindicatos, associações, movimentos sociais e a maioria dos congressistas de um lado e o bem intencionado governo do outro, o que este último deveria fazer é o seguinte: informar aos "interessados" que o governo, de hoje em diante, vai pagar aposentadorias no limite estabelecido para essa rubrica na PEC do Limite de Gastos. "Punto y basta!" Independentemente da reforma que for aprovada, ou não, da idade mínima estabelecida, da igualdade de gêneros para se aposentar, da equiparação da aposentadoria paga aos servidores públicos a que é paga aos aposentados da iniciativa privada, o critério para pagamento dentro do limite acima referido será: prioridade um, pagamento de aposentarias conforme critérios hoje vigentes a todos os aposentados com mais de 65 anos de idade e àqueles com menos de 65 anos cuja aposentadoria for de até 1 (um) salário mínimo; prioridade dois, pagamento dos demais aposentados com o saldo de recursos que restar obedecido o limite do teto de gastos para despesas previdenciárias (por exemplo, se o saldo de recursos para pagar esta prioridade dois for 50% dos recursos necessários, esse grupo de aposentados terá o valor de sua aposentadoria reduzida à metade). Simples assim!

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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MAU-CARATISMO

Que a reforma da Previdência é de fundamental importância para o País ninguém discute, é unanimidade para todos os especialistas no assunto. Entretanto, para alguns políticos, o que vale é fazer política, tratando o fato de maneira irresponsável. Será que os nossos parlamentares ainda não caíram na real, de que o assunto é extremamente sério para o futuro da Previdência e do País? Senhores parlamentares, chega de irresponsabilidade e ajam de acordo com as necessidades do País, e não de seus próprios interesses. O Brasil não suporta mais tanto mau-caratismo.

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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QUEM SERÁ O RESPONSÁVEL?

Lulopetistas e seus apaniguados que se dedicam ao impatriótico empenho de inviabilizar as medidas saneadoras do atual governo, especialmente as que se referem à reforma da Previdência Social, quando daqui a 20, 30, 40 anos não houver recursos para pagamento da aposentadoria de seus filhos e netos, jamais terão a hombridade de confessar sua própria culpa, com toda certeza e como de hábito, responsabilizando terceiros pelo desastre.

                                  

Fausto Rodrigues Chaves faustochaves@uol.com.br

São Paulo

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DEBATE AMPLO

Uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) sobre algo tão importante, que irá afetar milhões de trabalhadores, não deveria ficar ao alvitre de uma só pessoa decidir. Tem de haver um debate amplo com a sociedade, antes de estabelecer essa maldade ao trabalhador. Muitos não irão chegar aos 65 anos para receber a aposentadoria, morrendo pelo longo caminho. Fora que essas questões deveriam ser propostas por um presidente popular, o que não é o caso atualmente. É uma vergonha. 

Reinner C. de Oliveira reinnercarlos1970@gmail.com

Araçatuba

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REGIME FALIDO

Impressiona que, no amplo debate ao redor da Previdência, a discussão esteja restrita à reparametrização do regime atual de "reparto", em que impostos sobre a população ativa financiam a aposentadoria da população passiva. Esse regime está totalmente falido, perpetua privilégios e distorções entre diversos grupos de trabalhadores, faz o sistema extremamente vulnerável a tendências demográficas e cria dependência das finanças do governo. Desta forma, apenas se postergará o problema. Na maioria dos países com regimes previdenciários bem-sucedidos utiliza-se o regime de "capitalização", no qual o trabalhador poupa os recursos necessários para sua aposentadoria em conta pessoal e individual administrada por fundo de pensão. 

Carlos Leibowicz  carlosleibowicz@icloud.com

São Paulo

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EQUILÍBRIO

O governo tenta a qualquer custo fazer a reforma da Previdência com idade mínima de 65 anos tanto para o homem quanto para a mulher, alegando que o atual sistema não suportaria por muito tempo, mas o governo precisa atentar para outro problema que ocorre no mercado de trabalho: hoje em dia são poucas as empresas que contratam trabalhadores acima de 50 anos. Se aprovada a reforma, teremos muitos desempregados e, consequentemente, mais pobreza, violência e criminalidade. Precisamos discutir melhor essa questão entre empresas e empregados, para que a reforma possa ser feita da melhor maneira, equilibrando os recursos e o trabalho.

Sidney Souza sidney1000souza@gmail.com

São Paulo

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ALÍVIO

 

Que tal, para aliviar o rombo na Previdência, cancelar a bolsa terrorista para os anistiados durante o regime militar?

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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FARINHA DO MESMO SACO

Pressionado, Michel Temer cede passo, trai o povo e se deixa enlear no sofisma da reforma da Previdência excluindo dela os servidores públicos e demais "amigos do rei". Arrocha o povo, já estripado com pesados tributos. Descobre-se, agora, sobre a dita "reforma", se nela incluídos "os servidores", que essa inclusão era mera isca para a aprovação popular. Aprovada pelo povo, visto apresentar-se revestida da "igualdade Constitucional" (isto é, engolida a isca), crava-se o anzol nas guelras do povo. A inclusão dos "servidores" (que levam 80% dos gastos da Previdência) nada mais foi que açúcar de confeiteiro. Não podemos supor fosse Michel Temer tamanhamente ingênuo de não saber da pressão dos políticos e dos servidores. Como também sabe que a dita reforma (excluídos os servidores e apaniguados) não vai resolver o problema previdenciário - ao contrário, quebrará a Previdência e estrangulará exatamente os trabalhadores comuns: o povo. Temer e Lula só têm olhos para si e seus interesses. Farinha do mesmo saco. Rezam pela mesma cartilha, aquela que norteia todo o político: "O povo? Ora, o povo que se exploda". Senhores políticos, o caldeirão ferve, uma hora a panela explode.

Antônio Camargo bonival@camargoecamargo.adv.br

São Paulo

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MEDIDAS IMPOPULARES

Diz o ditado "devagar e sempre". O presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), deve iniciar as reformas da Previdência e trabalhista aos poucos e deixar aos próximos governos as alterações finais, pois medidas impopulares têm o seu limite.

José Millei millei.jose@gmail.com

São Paulo 

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REFORMAS

O governo Temer conta com o apoio do Congresso Nacional. Não se trata de um apoio incondicional quando a sociedade não se mostra convicta dos benefícios que resultarão da medida a ser implantada pelo governo, como é o caso da reforma da Previdência. Se o seu poder de bondades, em que cargos, salários e benefícios são moeda de troca no Congresso, é bem-sucedido, no plano social brasileiro este governo conta com alto nível de rejeição. Isso porque esperava-se um corte na carne de despesas e subsídios. Pouco cortou. Manteve privilégios a categorias com potencial de voto, no intuito precípuo de garantir poder. Em contrapartida, acena com medidas draconianas, como a reforma da Previdência. O desequilíbrio que ocorre entre a aplicação de medidas do âmbito parlamentar que lhe garantem sucesso não é acompanhado do mesmo equilíbrio e bom senso no plano das reformas pretendidas. A população de modo geral já vive no limite. Justificar a possibilidade de ocorrer o caos no País não é mais novidade. Já foi tema de campanha política no passado que, uma vez vencedora, provocou a depressão econômica vivida pelo País. Assim sendo, esta forma de deliberação, conclusão e comunicação de reformas tem poucas chances de sucesso. Conclusão: restará ao governo Temer o que no marketing se chama de proposta única de venda: o término do seu mandato. Será considerada uma vitória.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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FUNDO ESPECIAL

O Brasil não tem mesmo jeito. Agora vemos este deputado Vicente Cândido (PT-SP) - que do nome não tem nada, como, aliás, todos de seu partido - tendo a desfaçatez de propor este indecente "Fundo Especial de Financiamento da Democracia". São apenas R$ 2,185 bilhõezinhos para financiar não a democracia, mas, sim, as pretensões políticas de uma cambada desavergonhada que não quer correr atrás dos eleitores para que financiem, estes, sim, suas ambições desmedidas. Uma vergonha nacional!

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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COMO ACREDITAR?

Como posso acreditar num país em que os mandantes são tipos de políticos como Renan Calheiros, que, com nove processos no lombo, ainda propõe, encaminha e trabalha na aprovação de um projeto de lei para disciplinar agentes da lei para evitar que cometam desmandos? A verdade nua e crua é que o objetivo maior desta lei é criar meios para amedrontar ou tolher o trabalho de juízes, promotores e policias. Como chegaremos a ser um país de Primeiro Mundo, quando somos mandados por um coronel regional como o soba do Maranhão José Sarney, que exige (e é obedecido por "otoridades" federais) ser tratado como "incomum" - e deve sê-lo, porque nem precisa de mandato para comandar as Regiões Norte-Nordeste do Brasil. Há também outros de menor expressão, como Jader Barbalho, ou um que faz tipo de cangaceiro e chuta o pau da barraca quando garganteia que, se intimado por um juiz federal, o receberia "a bala". A politicalha da Região Centro-Oeste acompanha e está subordinada aos coronéis do Norte-Nordeste. Enquanto isso, quais os políticos situados na Regiões Sul e Sudeste que marcam presença forte na vida pública do País? Um Aécio Neves, que é mais conhecido dos paulistas como traidor em duas eleições de candidatos de nosso Estado? Geraldo Alckmin, que por sua inexpressividade é alcunhado de "picolé de chuchu"? Ou um José Serra, que não tem vocação para político? Com esses tipos assim, como acreditar que o Brasil ainda dará certo?

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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BAGRE ENSABOADO

Estes ataques que Renan Calheiros faz ao governo de Michel Temer, provavelmente, são por que Renan tem conhecimento de que desta vez ele não poderá deixar aquela Casa pela porta dos fundos, como fez no passado.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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FADO EM LISBOA

O Instituto Brasileiro de Direito Público (IDP), que tem como sócio o sr. Gilmar Mendes, está organizando um Seminário Luso-Brasileiro de Direito em... claro, Lisboa! Quem patrocina? A Fecomercio-RJ, a Itaipu Binacional e a Associação Brasileiras das Empresas Estaduais de Saneamento (Aesbe). Agora, a cereja do bolo: as duas primeiras instituições têm processos em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Contas da União (TCU), e alguns ministros que participarão do evento são relatores em alguns desses processos. O ministro Gilmar declarou-se impedido em processos da Fecomercio-RJ, dado que o escritório do advogado Sérgio Bermudes defende a Federação. Ah bom! E por quê? A esposa do ministro Gilmar integra os quadros do escritório do sr. Bermudes. Poderíamos dizer um verdadeiro "Triângulo de Bermudes" - o Caribe é aqui! Mas há mais uma curiosidade: a Aesbe, aquela empresa de saneamento, é "amicus curiae" (segundo a tradução do latim, "amiga da corte"). Não é um charme? Sem preocupação com a expressão latina. O fado acontecerá. Alguns dos patrocinadores e palestrantes já fizeram declarações interessantíssimas de que não há conflitos de interesses. O ministro Gilmar afirmou: "(...) a legislação não prevê impedimentos ou suspensão nestes casos". Simples assim. Além do mais, caro leitor, será um evento exitoso, pois teremos um time de primeira grandeza em Lisboa: dois ministros de STF, cinco do STJ, um do TCU e até... o sr. João Doria - eu não podia imaginar! Mas não se preocupem, não haverá prejuízos para o andamento dos processos nos tribunais superiores, pois aqueles estão todos rigorosamente em dia. Pobre país. Fado jurídico em Lisboa e nós, por aqui, dançando.

Jose Antonio S. Bordeira bordeira@compuland.com.br

Petrópolis (RJ)

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A MULHER DE CÉSAR

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, sócio do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), disse, sem corar, não ver conflito algum de interesses no fato de o Seminário Luso-Brasileiro de Direito, organizado pelo seu IDP, pela Fundação Getúlio Vargas e pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, ter como seus patrocinadores três empresas com claros e inequívocos interesses em processos em tramitação no STF. Diante do exposto, data máxima vênia, cabe citar o conhecido dito dos tempos da Roma imperial (a.C.): "À mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta". Pois é...

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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CONFLITO DE INTERESSES

Sinceramente, o ministro Gilmar Mendes dizer que não há conflito de interesses no fato de empresas com ações que tramitam nos tribunais patrocinarem evento em Portugal organizado pelo escritório em que o ministro é sócio é tão verossímil quanto as palestras de Lula financiadas pela Odebrecht (a única diferença é que as palestras nunca foram efetuadas).

 

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

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'PATROCINADORES'

Qual a diferença entre um político corrupto que aceita "patrocínio" para sua campanha vindo de empresas que visam a favores futuros e um juiz honesto que é "patrocinado" por empresas em suas muitas atividades extraofício e que futuramente serão por ele julgadas? Viva o Brasil!

Carlos Alberto Roxo roxo.sete@gmail.com

São Paulo

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GILMAR MENDES

Fale agora, doutor Gilmar, fale!

 

Paulo Celso Biasioli pcbiasioli@yahoo.com.br

Limeira

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O STF NA MIRA

Pois é, senhor ministro do Supremo sr. Gilmar Mendes, os três patrocinadores de um seminário em Portugal organizado pelo instituto de ensino que o tem como sócio têm interesse em processos em tramitação no Supremo Tribunal Federal, e em ao menos  um deles, até recentemente, o prezado  ministro era o relator, quando se declarou impedido após ser questionado por reportagem sobre a ação. Claro, senhor ministro, que acreditamos em sua isenção de culpas no caso, o grande problema é o material que a situação está dando para os senadores que sonham em acabar com a Operação Lava Jato.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO LAVA JATO

A delação premiada do marqueteiro João Santana é a mais importante depois da de Marcelo Odebrecht. Santana era muito querido no Partido dos Trabalhadores (PT) por ser "criativo" operador de esquemas ilícitos para abastecer o caixa 2 do partidão e de seus políticos e aliados. O marqueteiro político era competente ilusionista, que conseguiu a façanha de convencer a maioria dos brasileiros a reeleger Lula e Dilma Rousseff no auge dos escândalos do mensalão, do petrolão e da Lava Jato. E ainda teve a cara de pau de fazer a campanha "Xô corrupção" pelo PT em 2002.

 

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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NÃO PERDE O VIÇO

Condenado e enjaulado, o ex-deputado Eduardo Cunha, mais uma vez, requereu na Justiça autorização para repatriar recursos do exterior oriundos de corrupção. Não se sabe qual parte do artigo 11 da Lei 13.254/16, de Anistia Fiscal, que impede a repatriação, ele ainda não entendeu. Ora, Cunha não perde o viço, mesmo sabendo que dificilmente poderá usufruir dessa gatunagem atrás das grades. Para que tanto empenho?

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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CUNHA E O DINHEIRO NO EXTERIOR

O ex-deputado Eduardo Cunha sempre afirmou que a conta no exterior em seu nome era de trustes, e não dele. Agora, ele entra com ação para repatriar o dinheiro. Então, de quem é esta grana?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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IGUALDADE QUE NOS DIVIDE

É louvável a decisão do Supremo que proíbe a greve de policiais. Fiquei realmente feliz em saber que muitas tragédias poderão ser evitadas, mas essa lei só atinge os policiais? Sei que a Constituição federal de 1988 liberou o direito de greve aos funcionários públicos. Sendo apenas a minha opinião, pergunto: é legal que médicos, enfermeiros e auxiliares de hospitais façam greves? Não é um crime permitir que exista a greve em todos os setores do funcionalismo público? Quando um sujeito se candidata a ser gari, professor, procurador ou qualquer outro cargo dentro do serviço público federal, estadual ou municipal, ele já sabe quanto ganhará, de suas regalias e obrigações? Eu mesmo responderei. Ser funcionário público é uma profissão no Brasil, independentemente do cargo que ele exerça. Ele entrou ali só para ganhar um bom salário, férias remuneradas, aposentadoria integral, estabilidade e outra dezena de benesses. Nenhum funcionário entra para trabalhar pela Nação, pelo povo pobre que mora em barracos, para pagar seus salários. Onde está a igualdade que apenas nos divide?

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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O PT E A VENEZUELA

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou no dia 3 de abril uma nota oficial em apoio à Venezuela, manifestando seu repúdio à maneira como o governo "golpista" de Temer tem conduzido a política externa de nosso país em relação à América do Sul e à Venezuela, em particular. Condena e repete o velho discurso comunista de desrespeito à autodeterminação dos povos. Qual desrespeito? Estamos assistindo consternados aos venezuelanos serem reduzidos ao patamar da miséria, manifestando-se nas ruas contra Nicolás Maduro, e não interferimos em nada. Ah, só se for porque Temer fechou a torneira de dólares que dava sobrevida a este governo fratricida, ladrão e ditatorial. Reconheço que é muito difícil para o PT assistir à derrocada dos sonhos fundamentados no Foro de São Paulo, em 1990, quando imaginaram uma América Latina sob o domínio da foice e do martelo, visceralmente contra o capitalismo neoliberal, que dominaria a mais autêntica "democracia" representada pelo socialismo. Quase conseguiram, não fossem tão incompetentes... Deixados à solta, tais "democracias" se esfarelaram sozinhas, sugaram o erário em benefício próprio, deixando um rasto de pobreza atrás de si. Desde Cuba até a Venezuela, passando pela Argentina e pelo Brasil. Aqui conseguimos interromper a sangria desatada por meio do impeachment de Dilma, senão chegaríamos ao patamar da Venezuela. Mas Lula, cegamente, continua afirmando que na Venezuela impera uma democracia.... Vá para lá, então,  cidadão, ninguém está te segurando!

Mara Montezuma Assaf montezuma.scriba@gmail.com

São Paulo

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REPRESSÃO NA VENEZUELA

A Guarda Nacional invadiu diversas universidades por todo o país, violou a Constituição da Venezuela, feriu a autonomia universitária e reprimiu manifestações democráticas da oposição ao atirar contra os estudantes, deixando dezenas de feridos. As forças de ordem pública só podem entrar em campus caso a própria universidade solicite a presença. Ao disparar tiros de escopeta e usar gás lacrimogênio contra estudantes, trabalhadores e professores, o governo de Nicolás Maduro perdeu toda a legitimidade e as condições políticas de terminar o mandato presidencial no cargo de presidente.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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RESULTADOS

Enfim, uma boa notícia para o PT e seus seguidores. A derrocada completa da Venezuela, política e econômica, é o resultado do pensamento e das atitudes do bolivarianismo petista. É a comprovação de que a incompetência e a corrupção dão resultados. O populista irresponsável Hugo Chávez (o Lula deles) começou o processo de destruição da PDVSA (a Petrobras de lá), fez promessas absurdas, dirigiu o país como um ditador e passou o poder para seu medíocre seguidor, Nicolás Maduro (a Dilma deles). Alguma semelhança com o Brasil?

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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FINAL DOS TEMPOS?

É simplesmente monstruoso um ser humano subir num avião e lançar um produto químico de efeitos perversos sobre população inocente, incluindo crianças, como aconteceu no norte da Síria na terça-feira. Na verdade, um cidadão que pratica tamanha barbaridade não pode ser chamado de "ser humano". Pura e simples!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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SÍRIA

O que leva alguém a, para continuar sendo presidente de seu país, matar seus cidadãos indiscriminadamente?

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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INDICAÇÕES DE FILMES

As indicações de filmes da coluna "Streaming", de Matheus Mans, são muito boas! Parabéns!

Celso Luiz de Alcântara celsomaxim@gmail.com

São Paulo

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