Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

08 Abril 2017 | 03h05

REFORMAS

O velho Congresso 

O presidente Michel Temer sabe que a reforma da Previdência e a reforma trabalhista serão apenas remendos mal feitos que vão ser pagos pelo cidadão comum – o funcionalismo público está em outro mundo, não faz parte da população que paga a conta. Este ano de 2017 é pré-eleitoral e nada funciona no Congresso Nacional sem uma “recompensa”. Então, para que sejam votadas as reformas Temer tem de abrir o cofre, fechar os olhos, engolir algumas iguanas gigantes... e dentro de dez anos o Brasil estará afundado em dívidas e parado novamente. Esses congressistas não têm o respeito da população nem moral para levar adiante as reformas de que o País tanto precisa. Tudo o que for votado terá um preço, o povo sabe disso. Então, para que insistir em reformas agora? Não seria melhor iniciá-las em 2019, com outros políticos na Câmara e no Senado?

LUIZ RESS ERDEI

gzero@zipmail.com.br

Osasco

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Desde a minha tenra idade, ainda no grupo escolar, já ouvia meu pai conversar com os amigos sobre a preocupação com a Previdência Social. Passadas algumas décadas, a mídia traz à tona o mesmo problema. Será que se trocássemos os nossos governantes por políticos honestos não se resolveria o problema?

ARNALDO LUIZ DE OLIVEIRA FILHO

arluolf@hotmail.com

Itapeva

Recuo 

Após o recuo do governo, mudando cinco pontos da reforma da Previdência, é importante que os deputados, principalmente os da base aliada, pensem mais no Brasil e votem para aprovar a matéria como está agora. Esses parlamentares têm de ter em mente que esta reforma é fundamental para o futuro do País. Que eles não atrapalhem a boa intenção deste governo, que quer evitar que daqui a alguns anos as aposentadorias não possam ser pagas.

JOSÉ WILSON DE LIMA COSTA

jwlcosta@bol.com.br

São Paulo 

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Caça aos votos

A reforma da Previdência é imperiosa para, primeiro, possibilitar o equilíbrio fiscal e investimentos; segundo, eliminar distorções de privilégios e desigualdades incrustados ao decorrer do tempo; terceiro, adaptar as regras às novas circunstâncias de expectativa de vida, como é feito em todas as sociedades, principalmente as mais desenvolvidas. Será que os eleitores valorizarão as manobras de caça de votos dos políticos?

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

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Pensamento arcaico 

A expectativa de vida do brasileiro vem aumentando nos últimos anos, isso é fato. Não é difícil observar homens e mulheres com idade bem superior a 65 anos, em pleno vigor físico e mental, com disposição para trabalhar. Muitos ocupam cargos de responsabilidade e outros tantos só não trabalham pela situação econômica que o País atravessa. A resistência à idade mínima de 65 anos – que já está de bom tamanho para aposentadoria –, além de satisfazer interesses meramente eleitoreiros, se dá por conta de uma certa indolência a que o brasileiro médio está acostumado e não se coaduna mais com um Estado que tem a pretensão de ser moderno. Não é apenas questão de fechar as contas, mas de sacar o Brasil das trevas do pensamento arcaico. 

LUCIANO HARARY

lharary@hotmail.com

São Paulo

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O Brasil afundou nas águas da ilusão e da irresponsabilidade. Na atual conjuntura é fácil saber quem tem a solução certa para consertar o País: seria aquele que é mais criticado e impopular porque põe o dedo na ferida e propõe o tratamento necessário, apesar da gritaria, ou aquele que ainda é aclamado pelos iludidos, prometendo o retorno ao paraíso? A Previdência sofre de uma espécie de câncer que se alimenta das diferenças, da preguiça, dos direitos vitalícios, e que está crescendo, matando também o País. Ou os que mais se nutrem da Previdência enxergam essa realidade e mudam de atitude ou serão os que mais vão sofrer quando não houver mais solução. Reforma, Brasil!

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

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Popularidade

Na atual conjuntura é melhor ser impopular, como o presidente Michel Temer, e fazer a política de fato, sem jogo sujo, do que ser popular feito o Lula e arrasar o País com atitudes, no mínimo, temerárias e interesseiras.

LEANDRO FERREIRA

leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

Ventre livre

Tal como já tivemos a lei do Ventre livre, seria bom termos uma lei que nos liberte do peso da previdência dos funcionários públicos e das benesses a eles concedidas. Quem sabe nossos filhos tenham condição de vida melhor?

MARCOS JACOB

marcosrjacob@hotmail.com

São Paulo

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Isonomia

Se todos são iguais perante a lei, também na Previdência a regra deve ser a mesma para todos, os mesmos direitos e deveres. Para aposentadoria diferenciada o jeito é, na ativa, participar de uma previdência complementar à do INSS. Sem exceção, senão a reforma da Previdência continuará uma colcha de retalhos.

HUMBERTO SCHUWARTZ SOARES

hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

Superávit

Até pouco tempo atrás, antes dos 13 milhões de desempregados, a Previdência urbana era superavitária. Donde se conclui que se todos contribuíssem como os urbanos a Previdência seria superavitária.

GUSTAVO GUIMARÃES DA VEIGA

ggveiga@outlook.com

São Paulo

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INSEGURANÇA PÚBLICA

Blindagem

Marcelo Crivella, prefeito da caótica cidade do Rio de Janeiro, mostra ser um político como outro qualquer: adora soluções fáceis – geralmente inviáveis e inócuas – para problemas difíceis. Agora vem com a absurda ideia de “blindar” (políticos adoram essa palavra) as escolas com argamassa de três ou quatro centímetros de espessura. Esse indivíduo não faz a menor ideia da espessura de concreto, ou mesmo de blindagem de aço, que a munição das armas de guerra usadas no Rio, disparadas a curta distância, é capaz de atravessar. E para construir uma coisa dessas decerto vai contar com o serviço de alguma empreiteira, outra fixação dos políticos, enquanto soluções definitivas são abatidas a tiros na Cidade Maravilhosa.

RENZO GALUPPO

renzo.galuppo@gmail.com

São José dos Campos

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“Como sempre acontece, os 300 e tal picaretas só pensam em si mesmos. E o Brasil? Ora o Brasil que vá para o buraco!”

BEATRIX NOGUEIRA / CURITIBA, SOBRE A RESISTÊNCIA À

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

beatrixbehn@yahoo.com

“Nossos políticos, na reforma da Previdência Social, estão preocupados com o eleitorado em 2018. Se eles fizessem a reforma da previdência deles, o problema não estaria resolvido?”

ELIAS JORGE CURY / SÃO PAULO, IDEM

eliasjc61@gmail.com

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ATAQUE NA SÍRIA

A imagem de um pai portando nos braços os filhos gêmeos de nove meses, mortos por causa do lançamento de gás venenoso, provavelmente desencadeado pelo governo sírio de Bashar Al Assad, surpreendeu e horrorizou o mundo. Em menos de 48 horas, Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, ordenou um ataque de retaliação contra o território sírio. Foram lançados mais de 50 mísseis Tomahawk de alto poder destrutivo. Dessa forma, Trump lançou um recado multifacetado para o mundo. A mensagem seguramente atinge a União Europeia - o PSDB das confederações de países -, e sugere que os europeus não devem permanecer indefinidamente no muro. A Rússia de Vladimir Putin, aliada dos sírios - e que ao lado da China vetou a tentativa do Conselho de Segurança da ONU de expedir uma resolução condenando de forma veemente a atitude criminosa -, recebeu um eloquente aviso para exercer seu poder e influência de forma adequada e ponderada. Curiosamente, Xi Jiping, chefe de Estado chinês, está nos Estados Unidos para conferenciar com o presidente americano, e em consequência terá a agenda comercial, estratégica e política impactada pelo ataque americano - as condições de debate se alteraram significativamente. A Coreia do Norte e o Irã, que têm projetos nucleares que contrariam as normas internacionais, receberam um alerta sobre o atual modus operandi ianque. Os aliados dos Estados Unidos no Oriente Médio, notadamente a Turquia, Arábia Saudita e Israel, receberam efusivos indícios de que seus interesses poderão ser suportados de forma decisiva pelos americanos. No âmbito interno, os eleitores de Trump seguramente estão se regozijando pela iniciativa de seu presidente. Os eleitores contrários a Trump entraram em estado de dúvida. Os defensores dos direitos humanos estão zonzos e em dificuldade de se posicionar. Os industriais do setor de defesa estão sorrindo diante da perspectiva de ampliação de seus negócios. Mas não seria necessário combinar com os russos? E, como o jogo internacional é simultâneo, não seria conveniente combinar com os demais atores? Enfim, Trump demonstrou ser qualificado ou irresponsável, visionário ou oportunista, estadista ou canalha? "E agora, José", que consequências advirão do empreendimento americano? Dado que só "a mudança é permanente", como será o mundo em cinco ou dez anos? Quem viver verá!

 

Aléssio Ribeiro Souto souto49@yahoo.com

Brasília

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AVISO COM MÍSSEIS

 

Os Estados Unidos enviaram vários mísseis a pontos especiais da Síria, matando cinco pessoas, dois militares e três civis. É a primeira ofensiva de Trump contra as atitudes do governo da Síria, embora o ataque tenha angariado a desaprovação da Rússia. Mas a emissão de mísseis teve o conhecimento da China. Vladimir Putin deseja intervenção da ONU, tanto que pediu a convocação da Assembleia Geral, mas a atuação dos Estados Unidos certamente vai contar com o apoio mundial quase total, servindo ainda para avisar que outras ações na região podem ocorrer.

José C. de Carvalho Carneiro carneirojc@ig.com.br

Rio Claro

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TRUMP NA SÍRIA

O ataque que os Estados Unidos realizaram na Síria, na noite de quinta-feira, é uma importante sinalização de que os inomináveis ataques com armas químicas realizados pelo fanático governo do ditador Bashar al-Assad, contra a sua própria  população civil, em áreas dominadas por forças rebeldes, não podem acontecer, não serão aceitos e terão reações extremas. A primeira ação externa do presidente Donald Trump mostra que ele tem muito mais entendimento sobre o papel geopolítico que o país que governa representa no mundo do que muitos poderiam pensar.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro

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INTERVENÇÃO MILITAR

 

Considero como um procedimento cirúrgico para retirar um tumor maligno, que poderá lesar trilhões de células humanas e ocasionar o óbito. Estamos presenciando vários conflitos bélicos, principalmente na África e no Oriente Médio, obrigando milhares de pessoas a abandonar os seus países em busca da proteção do seu maior bem, a vida. O presidente das Filipinas declarou recentemente que cogita de retirá-la da ONU, em face da sua parca eficácia na diminuição dos conflitos mundiais. Quando o Conselho de Segurança da instituição se reúne, há interesses comerciais, estratégicos, bélicos e ideológicos que pesam muito nas decisões, e acaba-se não resolvendo os problemas. O atual ataque do governo sírio com a utilização de arma química consternou toda a humanidade. O polêmico Trump se sensibilizou com o acontecimento e resolveu dar um basta nessa atrocidade que ceifou a vida de vários inocentes civis. Sou uma pessoa pacifista, mas, diante deste dantesco quadro, rezo para que logo finde essa intervenção e a paz volte a reinar no mundo.

Luiz Felipe Schittini fschittini@gmail.com

Rio de Janeiro 

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O MUNDO QUE SE CUIDE

Nas guerras, a primeira vítima é a verdade e a segunda, os inocentes. Em agosto de 2013 aconteceu o pior ataque com armas químicas nos arredores de Damasco, que, investigado, foi atribuído aos opositores do regime, mas a mídia do mundo acusou Assad. Mas, afinal, por que Assad atacaria seu quintal em Damasco? O mundo sabe que desde 2013 o regime de Assad eliminou seu arsenal com supervisão internacional. No final de 2016 o regime de Assad toma controle de Aleppo e rebeldes rendidos são evacuados em carros da ONU, quando poderia tê-los eliminado! Agora, o regime diz que ao bombardear depósito da Al Qaeda em Idlib, atingiram armas químicas. Novamente, nenhum rebelde atingido, só civis! Parece que se esquecem de que do outro lado estão os terroristas do Fatah, ligado à Al Qaeda, e o Estado Islâmico, que degola suas vítimas! Por que Assad usaria armas químicas, se não as tem e está vencendo a guerra contra os terroristas? O mundo que se cuide, o "Trumpalhão" parece pautado pela indústria da guerra, a mesma que já destruiu o Iraque.

Wilson Ronaldo de Oliveira wilsoncidadaocuritibano@gmail.com

Curitiba

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CHUVAS EM SÃO PAULO

É importante lembrar que, tradicionalmente, gestões e popularidade de prefeitos da cidade de São Paulo são testadas e derrubadas com chuvas, alagamentos e enchentes. O governador Geraldo Alckmin - há mais de 20 anos no governo do Estado - precisa ser questionado sobre a sujeira e o transbordamento do Rio Tietê. Não basta apenas escalar secretário para falar.

Devanir Amâncio devaniramancio@hotmail.com

São Paulo

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PRESTAÇÃO DE CONTAS

Isto é São Paulo, há mais de meio século inundando, causando grandes perdas e danos materiais e até muitas vítimas fatais sob a irresponsabilidade dos administradores públicos, governadores e prefeitos incompetentes, não transformando em resultado positivo as fortunas gastas sob o pretexto de obras de combate às inundações. Vamos levar em consideração apenas o tempo de governo do PSDB em São Paulo, 22 anos, mesmo sendo sua obrigação, o governador Geraldo Alckmin teria coragem de prestar contas à população paulista do quanto já gastou com esse pretexto de combate as inundações e sem nenhum resultado positivo? 

Benone A. de Paiva benonepaiva@yahoo.com.br

São Paulo

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IMPOSSÍVEL?

Políticos de diversas vertentes e especialistas se cansaram de gritar "impossível!". Mas João Doria, atual prefeito de São Paulo, ignorou todos e, como todo empreendedor de sucesso, provou mais uma vez certo o ditado "impossível é o possível que nunca foi tentado". A fila de exames médicos em São Paulo, que era "impossível" de ser eliminada, muito menos em menos de 90 dias, não foi eliminada, foi aniquilada. Precisamos de mais ousadia e menos conformismo neste país. Procura-se um estadista. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NENHUMA BAJULAÇÃO

João Dória vem surpreendendo ao impor um estilo de "gestor antipolítico". Em recente decisão, resolveu abolir expressões como "Vossa Excelência" e "Ilustríssimo", entre outras, que indicam hierarquia funcional social ou de privilégio. Sensível aos acontecimentos de um mundo político repleto de Vossas Excelências e Ilustríssimos que se tornaram réus e ficha-sujas, o prefeito tenta descolar a imagem de eficiência de sua gestão daquela frequentemente usada por políticos velhacos que em certas ocasiões advertem: "Sabe com que você esta falando?". João Dória, antenado aos anseios da sociedade, entendeu que servidores da prefeitura não são autoridades, mas funcionários públicos pagos com nosso dinheiro, portanto passíveis de cobranças e nenhuma bajulação.

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo

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'VOSSA EXCELÊNCIA'

Concordo com Doria. Chamar políticos de "vossa excelência" é estupidez.

 

Carlos A. Borges borges.ca@gmail.com

São Paulo

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INCÔMODO

Uma vez escrevi um e-mail para o então prefeito Gilberto Kassab avisando-o de que não o chamaria de Excelência por não ver nada de excelente nele como prefeito. Há muitos anos venho sentindo muito incômodo ao ver pessoas, principalmente repórteres e jornalistas, chamando de excelência os políticos e as autoridades que nos roubam. Cumprimento o prefeito João Dória pela extinção desse tratamento dentro da Prefeitura de São Paulo e espero que isso se estenda a todo o território nacional. Nossas autoridades e nossos políticos têm mostrado claramente que não são nada ilustres ou excelentes. 

Darcy Martino darcymartino@hotmail.com

São Paulo

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SEM RAPAPÉS

Nos cinzentos e turbulentos tempos atuais, em que a classe política tupiniquim anda mais por baixo do que tapete roto e puído, por justíssimo merecimento pelo seu envolvimento com malfeitos de todo tipo e ordem, deve-se louvar a iniciativa do prefeito João Doria de determinar por meio de portaria a extinção dos rapapés oficiais no tratamento de funcionários com seus superiores. Afinal, com raríssimas exceções, já não há mais excelências, senão excrecências, muito menos digníssimos, ilustríssimos e tais quejandos. Basta que seja mantido, evidentemente, o respeito necessário, deixando de lado a cerimônia de pompa e circunstância dos idos de outrora.

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A VENDA DOS IMÓVEIS PÚBLICOS OCIOSOS

 

O prefeito João Dória se prepara para vender os imóveis ociosos da Prefeitura ("Estado", 5/4). Paradoxalmente, o poder público - federal, estadual e municipal - é dono de milhares de imóveis sem utilização e, mesmo assim, paga pesados aluguéis de outros onde estão instaladas suas repartições. Muitos dos imóveis pertencentes ao patrimônio público não se encontram em locais onde há a demanda de serviços que justifica o aluguel de sedes provisórias. Pagar aluguel ao mesmo tempo que existem prédios públicos fechados é, sempre, esquisito e gerador de dívidas. Tanto a União quanto os Estados e os municípios deveriam partir para o aproveitamento de tudo aquilo que possuem, a venda do que não se presta à finalidade pública, e o reinvestimento da renda em bens e serviços à população. O administrador que conseguir dar uma finalidade ao grande número de imóveis inservíveis e terceirizar ou melhorar serviços que padecem sob o regime público, será um vencedor. O Brasil não pode continuar tratando a coisa pública como se ela fosse "de ninguém". Pelo contrário, ela é "de todos" e, como tal, deve ser encarada e direcionara para atender às necessidades de toda a comunidade...        

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo

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LABUTA

Quando o dinheiro não corrompe a alma dos políticos, quando este consegue transcender em relação à cobiça, o poder, a luxúria e a megalomania, ele obviamente consegue desenvolver o seu trabalho de peito aberto, com sangue nos olhos e se elevando sobre os políticos temerários. Um exemplo é o prefeito João Dória, que simplesmente só está trabalhando, raridade por aqui.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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E NEM ESTÁ EM CAMPANHA

O prefeito paulistano João Doria diz que não está em campanha para a Presidência da República em 2018, mesmo assim, seu padrinho político Geraldo Alckmin faz a eterna "cara de paisagem". Ora, o "mote" do prefeito já deve ter angariado milhões de votos quando prometeu "usar todas as suas forças" para combater o "desastre" de Lula, que nunca foi o "salvador da Pátria". Por outro lado, Alckmin ficou "fulo da vida" por não ter essa ideia antes que Doria. Que sorte a nossa!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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A LAVA JATO E AS ELEIÇÕES DE 2018

Continua a repercutir na mídia a intenção de alguns líderes do PSDB de lançar a candidatura do prefeito João Doria para a Presidência da República em 2018, já que a rigor seus líderes mais conhecidos estão citados nas delações da Lava Jato. O prefeito declara que descarta tal candidatura, afirmando que tem Geraldo Alckmin como o seu candidato para aquela eleição. Ocorre que o governador também foi mencionado em depoimentos na Lava Jato e deve-se aguardar o desenrolar das delações da Odebrecht. O prefeito, porém, poderá ainda ser mordido pela mosca azul, e aí será mais uma criatura que se tornará rival do criador. Mas o estranho nesta hipótese levantada pelos tucanos é que o prefeito está há apenas cem dias à frente da Prefeitura, o que é muito pouco tempo para pensar em sua candidatura à Presidência. Ele se elegeu com o mote de que é gestor, e não político. Mas, para administrar uma prefeitura, um Estado ou um país, é preciso ser estadista e, por consequência, um político. É diferente de ser só um gestor. Nada impede que o prefeito possa vir a ser um estadista, mas, a meu ver, não demonstrou ainda essa qualidade. O "Estadão" publicou em 30/3 as metas do prefeito para a cidade, relacionando os 55 itens que serão objeto de concessões e privatizações, que pretende iniciar ainda este ano. Abrange serviços municipais, ativos do município, gestão municipal, projetos urbanísticos e infraestrutura urbana. Porém, o prefeito ainda não detalhou esses projetos e muito menos como pretende licitá-los, seja para as privatizações ou para a as concessões à iniciativa privada. O prefeito deve tê-los devidamente detalhados, mas, até agora, não são conhecidos e muito menos os respectivos editais para suas licitações. E elas poderão ser contestadas, quer pelos vereadores, quer pelo Tribunal de Contas do Município e, inclusive, pela população. Parece ser prematuro pensar no prefeito Doria como candidato à Presidência. A ideia de sua candidatura deve-se mais pela falta de opções ou de divergências no partido do que pelo momento atual do prefeito.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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NA JANELINHA

Dória acabou de chegar e já quer sentar na janelinha?

Mauro Lacerda de Ávila lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo

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'SALVADOR DA PÁTRIA'?

Se as direções do PT, PMDB e do PSDB continuarem a insistir em nomes que a população já rejeitou para a eleição de 2018, o que vão conseguir será abrir espaço para o surgimento de um "Salvador da Pátria" sabe-se lá de onde. Está na hora de as lideranças políticas entenderem que o caminho, agora, é outro ou será o precipício para todos.

João Paulo Dias Jr jpdiasjr@gmail.com

Curitiba

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RENOVAÇÃO

Vivemos um tempo de falta de ética, de responsabilidade e de honestidade no Brasil. Necessitamos urgentemente de renovação no quadro político, social e empresarial. A imprensa pode ajudar bastante mostrando o que temos de positivo no País. Não precisamos das entrevistas e declarações de lixo político, pessoal e intelectual de tipos como Ciro Gomes, Lula, Dilma, Romero Jucá, Renan, Aécio, sindicalistas, STF, TCEs, Marcelo Odebrecht e companhia limitada. Precisamos saber de novas ideias e líderes. Quais são os prefeitos e governadores que estão agindo de maneira correta sem se envolver em escândalos? Que entidade, empresa ou serviço público está operando de maneira adequada distante da corrupção generalizada do funcionalismo? Quais empresários estão trabalhando com competência sem precisar de propinas para operação de seu negócio? Neste momento do País, temos de acreditar que entre 200 milhões de pessoas há gente decente na vida pública. Ou, então, estamos definitivamente condenados.

 

André Luis Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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ATAQUE EM ESTOCOLMO

A arte às vezes é profética, vide 1984 de George Orwell, com seu "olho do grande irmão", concretizado hoje pela internet; e Spielberg, com o filme "Encurralado", concretizado hoje com os ataques terroristas a bordo de caminhões. O caminhão de Spielberg perseguia um carro, sem razão, e ontem, em Estocolmo, cidadãos são esmagados por razões que nasceram no ódio, na ganância e na truculência de governantes mundo afora. Assustador.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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'QUEM TEM MEDO DA VERDADE?'

Fernão Lara Mesquita, na edição de ontem do "Estadão" ("Quem tem medo da verdade?"), omite informação essencial em relação à aposentadoria no serviço público. Desde 2004 não há aposentadorias integrais. Para os servidores admitidos antes dessa data há regras de transição claramente definidas em lei. Registro que a contribuição para o plano próprio de previdência dos servidores incide sobre a remuneração integral, não há "teto", e é de 11%. Não há, pois, "privilégio" em aposentar-se com remuneração integral, já não admitida pelo regramento vigente. Apenas de forma residual e com regras claras que combinam idade mínima (60 anos para homens e 55 anos para mulheres) e tempo de contribuição (35 anos para homens e 30 anos para mulheres) é que há aposentadorias integrais.

Ivo Mützenberg ivomutzenberg@icloud.com

São Paulo

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REFORMA - É AGORA OU NUNCA

 

Fernão Lara Mesquita parece revoltado, e quem não está? Todos sabem das questões indicadas, mas não adianta querer culpar os nossos ancestrais, tem é de escrever indicando soluções viáveis - criticar todo mundo sabe. Trabalhei 25 anos na atividade privada, depois de muito estudar, e, sem nenhum tipo de bolsa nem merenda escolar, consegui passar num concurso público e trabalhei mais 25 anos, ganhando menos do que antes na atividade privada e sem o FGTS (que o articulista não considera). Aposentei-me aos 68 anos, ainda muito forte, então não dá para entender este chororô petista que anda por aí. Siga em frente, Temer, é agora ou nunca.

 

Manoel Edilberto Fernandes Modesto manoefa@gmail.com

São Paulo

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REFORMA JÁ!

Recentes dados divulgados pelo INSS dão conta de que o rombo da Previdência Social em 2016 foi de R$ 150 bilhões. Para piorar, o Instituto ainda prevê um prejuízo de R$ 180 bilhões para 2017. Quer isso dizer que, para continuar pagando os benefícios da seguridade social e evitar dar um calote geral, o governo federal obriga-se a, todo mês, meter a mão no caixa da União e usar dinheiro que, ordinariamente, poderia ser redirecionado para outras áreas não menos importantes como saúde, educação, construção de presídios etc. R$ 150 bilhões! Não é fácil imaginar quantos hospitais poderiam ser construídos com esse dinheiro. Quantas penitenciárias, quantas obras de infraestrutura... No entanto, nada disso parece sensibilizar os contrários à reforma. Fatos e evidências, aliás, não costumam qualificar-se como fundamentos quando as posições são animadas por interesses sindical-corporativistas. O economista estadunidense Thomas Sowell encontraria aqui um belo exemplo para o seu "Conflito de Visões". E, falando em interesse sindical e corporativista, a expressão que mais me fascina (pois ninguém nega que a nossa esquerda progressista é pródiga na criação de expressões bonitinhas) é a que diz "nenhum direito a menos!". Nenhum direito a menos, hoje, significa talvez não mexer nas atuais regras da aposentadoria. O.k. Mas, se o barco continuar desta maneira, ele em breve afundará (e isso é fato!). Não vai ter aposentadoria para mais ninguém! E, daqui a uns 50 anos - quando a previdência for coisa de livro de história -, os prejudicados (hoje crianças e adolescentes) poderão, legitimamente, direcionar este mesmo slogan para os que hoje são contrários à reforma. "Mas há decisões judiciais neste e naquele sentido garantindo nossos direitos", comemoram por aí. Ora, decisão judicial sozinha não garante direito algum. Em outras palavras, a sentença não é garantia da execução, e o déficit público com precatórios corrobora o que se afirma. É que nosso Judiciário atual é composto por uma horda de juízes progressistas, herdeiros de ideias foucaultianas e hobbesianas, reproduzidas às escâncaras na academia: uma lavagem cerebral que deixaria George Orwell com ares de ingênuo. Neste sentido, anda meio na contramão da tendência judicial de países desenvolvidos.  É por isso que, para proteger os direitos dos futuros aposentados, e sobretudo garantir vida longa à Previdência Social, peço licença aos nossos relevantes sindicatos e movimentos sociais para usar a frase que lhes é tão própria: nenhum direito a menos! Reforma já! 

André Petri andrepetri@gmail.com

São Paulo

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INJUSTIÇA

O governo federal enviou ao Congresso Nacional um projeto de lei de reforma da Previdência Social! O projeto no seu texto original é um acinte e um desrespeito ao povo brasileiro e merece o repúdio e a movimentação da população para impedir sua aprovação! As justificativas para sua aprovação constituem uma somatória de inverdades entre elas de que há um déficit nas contas da previdência! Se forem elencadas todas as fontes de financiamento expressas pela Constituição Federal tal entendimento não prospera, apesar da crise econômica que o Brasil atravessa a arrecadação a mais no ano de 2015 chegou a R$ 20 bilhões e oitenta e nove milhões de reais! Vejam alguns aspectos polêmicos da pretendida reforma: 1)    estabelecer a idade mínima para aposentar-se em 65 anos para homens e mulheres sem considerar que muitos brasileiros não chegam a esta idade para receber o benefício previdenciário! 2) Tempo de contribuição de 49 anos para receber a aposentadoria integral! É ou não é um disparate e uma afronta aos contribuintes? Acaba com a aposentadoria especial para policiais e professores! Outra injustiça contra os trabalhadores de baixa renda que ficaram impedidos de receber acumuladas pensão e aposentadoria! Outros grandes prejudicados com esta reforma do estatuto previdenciário serão os trabalhadores na atividade rural, que para aposentarem terão que contribuir apesar das precárias condições que vivem violando o direito expresso na Constituição federal de 1988. Tendo em vista os graves prejuízos aos trabalhadores e os termos da legislação previdenciária é preciso uma ampla mobilização para impedir esta injustiça.

Marcos Tito marcostitoadvogados@gmail.com

Belo Horizonte

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DESCARACTERIZAÇÃO

Devido a 251 dos 513 deputados serem contrários à reforma da Previdência, aos poucos, com tantas alterações, o que seria solução de longo prazo vai se descaracterizando e, dentro em breve, não causará o necessário equilíbrio entre as receitas e despesas para que, sem traumas, doravante honre as aposentadorias.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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O CONVENIENTE

Todos os dias e muitas vezes no mesmo dia e em todas as formas de comunicação "autoridades" tecem loas à imperiosa reforma da Previdência. Isso sem antes fazer auditoria séria e apresentar a nós, contribuintes, a realidade, e não o conveniente. Além disso, ninguém fala sobre o custo da intermediação da Previdência, que, por certo, é altíssimo. E a contribuição dos agricultores, onde fica?

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba 

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PESQUISAS

Fazer pesquisa entre a população sobre a reforma da Previdência é a mesma coisa que perguntar para as raposas o que elas acham do projeto de blindagem do galinheiro. Só isso.

Renato Pires da Silva Filho repires49@gmail.com

Nova Andradina

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ULULA

Não quero me refirir a "o Lula". O título significa berro, grito, clamor. Chegam a ser cômicas, senão ridículas, as notícias veiculadas repetitivamente pela mídia escrita, falada e televisionada dando conta de que acusados por crimes negam sua autoria. Ontem, 7/4/2017, pelo menos três notícias publicadas pelo "Estado" repetem esse mote. Um ex-ministro, parlamentares, ex-parlamentares e até um governador negam as acusações de terem cometido irregularidades, chegando a classificá-las como "peças de ficção". Sem contar a monotonia que é ouvir os âncoras de jornais falados repetirem as negativas, uma a uma, dos citados e de seus advogados em acusações que lhes são feitas. Acredito que isso atende a alguma disposição legal, mas, convenhamos, é muito dinheiro gasto inutilmente em espaço nos jornais e em tempo de rádio e televisão. Voltando ao título deste comentário, é óbvio que qualquer acusado de um crime, desde um ladrão de galinhas até "o Lula" (e não ulula), sempre vai negar sua autoria, caso contrário será "réu confesso". O que se pode esperar diferente disso?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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