Fórum dos Leitores

.

O Estado de S.Paulo

09 Abril 2017 | 05h00

REFORMA POLÍTICA

Ricos e folgados

Por que é que eu, o senhor e a senhora temos de custear campanhas políticas milionárias? Já contribuímos para o Fundo Partidário e agora estão tramando a criação de um “Fundo Especial de Financiamento da Democracia”. O deputado Vicente Cândido (PT-SP) apresentou suas propostas à Comissão Especial e o valor sugerido é de R$ 2,2 bilhões; o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), como não podia deixar de ser, mostrou-se favorável. Esses folgados, 513 deputados e 81 senadores, todos ricos, muitos bilionários, grandes latifundiários, pecuaristas, donos de estações de rádio e televisão, jornais e revistas, choram porque acabou a mamata do financiamento empresarial, então, querem mandar a conta para a população pagar. Ora, eles que metam a mão no próprios bolso e parem de assaltar o pobre do contribuinte!

SÉRGIO DAFRÉ

sergio_dafre@hotmail.com

Jundiaí

*

Propaganda tóxica

Aos senadores, deputados e eleitores: aprovar o “Fundo Especial de Financiamento da Democracia” para permitir que nossos políticos e candidatos contratem marqueteiros para vender ilusões e falsas “verdades” é o mesmo que permitir que nossos impostos financiem propaganda de bebidas, cigarros e que tais. Um país democrático se constrói com candidatos que, pela via do voto distrital, se aproximem dos eleitores, para que estes se sintam realmente representados por eles. Aí, sim, estariam dispostos a financiar suas campanhas, por concordarem com suas ideias e estarem em condições de cobrá-las depois. Não ao financiamento público de partidos e políticos! E não à lista fechada de partidos!

FREDERICO KREJICI

f.krejici@terra.com.br

São Paulo

*

Preço do engodo

Financiamento da democracia ou da enganação? Somos vítimas de seu custo, exorbitante e inaceitável. Precisamos de mudança para proibir qualquer propaganda política e ter espaço para que a população possa efetivamente conhecer os candidatos.

ALICE ARRUDA CÂMARA DE PAULA

alicearruda@gmail.com

São Paulo

*

Fanfarronice

Quer dizer, então, que, de acordo com a proposta do deputado petista Vicente Cândido, deve ser criado um fundo eleitoral abastecido com dinheiro público (nosso) de mais de R$ 2 bilhões para financiar as campanhas eleitorais? É isso mesmo ou entendi errado? E ainda deveremos votar em lista fechada? É zorra total!

MAURO LACERDA DE ÁVILA

lacerdaavila@uol.com.br

São Paulo 

*

Chamem o alienista

O Congresso Nacional, por abrigar políticos como Vicente Cândido, Rodrigo Maia e tantos outros semelhantes, é uma Casa de Orates de fazer inveja a Machado de Assis, que jamais imaginou tanta loucura em sua Itaguaí. Pois só sendo completamente destrambelhado para, em nome da democracia – cujo verdadeiro significado essas “excelências” desconhecem –, propor a criação do tal fundo especial, como lemos no editorial O financiamento da política (6/4, A3). Aliás, é contraditório, pois se pretendem instituir a tal lista fechada, não há necessidade de campanha eleitoral, uma vez que não se escolheria o candidato. Portanto, nada de dinheiro público para campanhas e candidatos inúteis, há necessidades muito maiores e destinos mais profícuos. Se esses senhores trabalhassem, não lhes sobraria tempo para maquinar contra um povo cujo maior pecado foi ter votado neles. Mas muitos eleitores não votaram e jamais votariam em qualquer um deles.

CARMELA TASSI CHAVES

tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

*

Sem dúvida, o editorial O financiamento da política reflete a opinião da maioria dos eleitores brasileiros. Não cabe aos políticos arrancar verbas de campanha do povo pobre, cujos impostos devem ser empregados nas atividades estatais, e não na propaganda dos candidatos.

ADEMIR VALEZI

adevale@gmail.com

São Paulo

*

Porteira fechada

A Constituição institui que votamos em candidatos para eleger nossos representantes. Não votamos em partidos, muito menos em candidatos por eles escolhidos em listas fechadas nada democráticas, elaboradas em oligarquias feudais mascaradas como partidos políticos. Não vamos permitir que nosso direito de escolha eleitoral seja objeto de “porteira fechada”, como nos atrasados tempos dos coronéis. É inconstitucional essa pretensão dos atuais desmoralizados legisladores. Melhor seria abandonarem essas lamacentas manobras para preservarem o pouco de dignidade que lhes resta. 

HONYLDO R. PEREIRA PINTO

honyldo@gmail.com

Ribeirão Preto

*

Mal comparando...

Alegam que o modelo das listas fechadas é utilizado em muitos países E eu pergunto: quantos partidos (inúteis) existem nesses países? Quantos políticos são investigados e/ou suspeitos? Que tal os políticos, isentos de vários impostos, financiarem seus partidos, para campanha eleitoral sem o nosso suadíssimo dinheirinho? Se houvesse hino para políticos, com certeza o título seria “Venha a nós e ao vosso reino, nada”.

WILSON LINO

wiolino@yahoo.com.br

São Paulo

*

Boicote

O voto em lista é uma manobra tão evidente de autoproteção dos corruptos que não vai vingar, ainda que seja aprovado. Os cidadãos deveriam ser consultados para uma reforma de tal vulto. Já na última eleição presidencial, Dilma Rousseff foi eleita com apenas um terço dos votos válidos. O risco que a classe política assume é o de ver a recusa maciça dos cidadãos brasileiros em participar da farsa montada. Simplesmente não vamos votar, vamos anular os nossos votos ou vamos votar em branco! E aí, o que acontece?

EDA ROCHA DE OLIVEIRA

edarocha48@hotmail.com

São Paulo

*

Parlamentarismo

Nunca tantos mentiram tanto em tão pouco tempo para defender interesse (anistia ao caixa 2) travestido de princípio (redução de gastos). A lista fechada e o financiamento público só se coadunam se houver lista nacional de candidatos por partido, quociente eleitoral federal sobre o total de cadeiras, o primeiro na lista ser candidato a primeiro-ministro, fazendo campanha sem horário eleitoral na TV...

LUIZ ROBERTO DA COSTA JR.

lrcostajr@uol.com.br

Campinas


“Prenderam mais corruptos, agora na CBDA. Ótimo. E na CBF, não tem ninguém? Meu Deus, que país é esse?”

MÁRIO ISSA / SÃO PAULO, 

SOBRE CORRUPÇÃO NO ESPORTE

drmarioissa@yahoo.com.br

“Lula tem razão em escolher a senadora Gleisi Hoffmann para presidente do PT. Ela e o marido, Paulo Bernardo, têm a cara do partido. São dois de seus melhores quadros...”

LUIZ FRID / SÃO PAULO, SOBRE O NOVO PROJETO DE POSTE 

luiz.frid@globomail.com


TORRANDO DINHEIRO PÚBLICO

É inaceitável que a Câmara dos Deputados tenha torrado R$ 47,5 milhões em bilhetes aéreos para os deputados no último ano. O campeão de gastos é o deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força (SD-SP). Em nenhum país do mundo existe tamanho desperdício do dinheiro público. Nos Três Poderes, são mordomias, privilégios, mamatas e regalias sem fim. O céu é o limite. Tudo isso pago com o dinheiro do povo brasileiro, com o dinheiro suado do nosso trabalho, dos nossos impostos, ou seja, com o nosso dinheiro. São coisas típicas de um país subdesenvolvido, arcaico e atrasado, o que nos traz vergonha e revolta.

Renato Khair renatokhair@uol.com.br

São Paulo

*

LONGO CAMINHO

A atividade política no Brasil é interpretada pelos que a praticam como uma carreira altamente compensadora, que garante um invejável padrão remuneratório, com desdobramento quase vitalício, para o que a inicia e seus descendentes. Não é vista como compromisso sério com o eleitor – descartado após a posse – e com a sociedade – uma abstração –, mas, sim, como meio de vida e enriquecimento, quase sempre ilícito, que servirá para financiar a construção da respectiva dinastia. Daí a formação de esquemas viciados de votos, clientelismo, populismo inconsistente e a consolidação de eminências pardas que não se recolhem após exercerem seus termos e procuram acumular cada vez mais poder e influência, modelo bastante diferente dos que vigoram nas democracias modernas, onde impera a discrição dos que deixam os cargos públicos de alto nível. Este é o caldo no qual se desenvolvem FHC, Lula, Dilma, Aécio, Eduardo Cunha, Collor, Padilha, Moreira Franco, Temer e muitos outros. Ainda temos um longo caminho a percorrer.

Paulo Roberto Gotaç  prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

*

NÃO ESTÃO NEM AÍ

Com o Brasil em crise, carente de recursos para colocar a casa em ordem e para passar a limpo a corrupção, com as Dez Medidas, nossos congressistas não estão nem aí. Estão eles em vias de aprovar: não punição ao caixa 2 e verba oficial de R$ 2,2 bilhões aos partidos nas eleições, sem a pretensão de unificar todos os pleitos (de vereador a presidente) para evitar vultosos gastos de dois em dois anos. Nossos congressistas vivem num oásis e vão garantir privilégios e impunidade.

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

*

A NAÇÃO EMPAREDADA

Cumprimento o jornalista José Nêumanne, jornalista, pelo artigo “O Estado podre e a Nação emparedada” (5/4, A2). Realmente, impressiona a situação em que se encontra o Brasil. Ficará para a história sua citação: “(...) o Estado, em franco apodrecimento, emparedou a Nação (...)”. Tivemos a Primeira República, com suas características históricas preponderantes, e assim sucessivamente. Atualmente nos encontramos no fim da República, ou na República da Corrupção. Com que tranquilidade esses homens podres se movimentam no corpo do poder republicano! Nem sinto mais vergonha! É como se sua casa fosse invadida por uma enxurrada (desculpem o mau uso do coletivo) de ratos e a única alternativa fosse a de conviver com eles. Estou me tornando cínico. Talvez, se pudesse encontrar um desses figurões na rua e dar-lhe um soco na cara, ou quiçá uma paulada... Mas, como estão distantes, distantes de nossas mãos e da Justiça, estou me tornando cínico. Por favor, socorro, pois não há remédio para o cinismo! É isso, sr. Nêumanne, “o Estado podre” tornou a “Nação emparedada!” Grande verdade!

Alberto L. S. Thesbita albersoares@hotmail.com

São Paulo

*

REVOLUÇÃO ÉTICA, NECESSIDADE DO BRASIL

O presidente da República foi obrigado a assumir pessoalmente a coordenação política e abrir o balcão de liberação de recursos e nomeações para evitar que os parlamentares da base aliada rejeitem projetos de interesse do governo (“Coluna do Estadão”, 7/5, A4). Esse procedimento é deplorável. O Parlamento feito balcão de trocas lesiona a imagem dos parlamentares e da própria instituição. É impróprio que, além de seus subsídios e vantagens, os congressistas ainda exijam outras vantagens para só assim cumprirem o dever de discutir e votar os projetos. O governo investe em reformas, que diz inadiáveis. Contudo, mais importante do que as mudanças setoriais é buscar uma revolução ética, em que cada qual cumpra com seu dever, sem a exigência de contrapartida. Um ambiente onde os que se aventurarem a mergulhar nos terrenos da corrupção sejam exemplarmente punidos e expurgados dos mandatos, cargos ou funções para evitar contaminação do meio e, até, para que sirvam de exemplo para outros antiéticos potenciais. O Brasil tem jeito, mas o remédio pode ser amargo.

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo                                                                                                    

*

REFORMA COM SERIEDADE

A grande questão é a credibilidade dos números da seguridade que servem como base da proposta de reforma. Outra questão importantíssima é a confiança no que é dito, que ninguém ganhará mais do que o limite da Previdência, nem deputado, nem juiz, nem ninguém. Da Previdência, mas e de outras fontes? Parece enganação. Para ter credibilidade, tem de fazer uma auditoria séria da seguridade e falar com franqueza com a sociedade. Não dá para acreditar. Reforma, sim, mas com seriedade, com clareza, com honestidade.

Reinaldo Machado rhpfmmmm@gmail.com

São Paulo

*

DEBATE QUALIFICADO

Nunca vi tanta gente tão desqualificada para tratar do assunto Previdência. Asneiras são ditas diariamente, confundindo todos, inclusive eles mesmos. A primeira providência seria afastar qualquer político no trato deste assunto. Reunir os especialistas, que há aos montes, inclusive dentro da própria Previdência, e tratar o assunto com seriedade. Informar a população a causa do problema e, somente após uma auditoria e levantamentos minuciosos, que abranjam militares, magistratura, serviços especiais, a rural, tomar qualquer atitude. Fora disso, é jogar conversa no lixo. E dinheiro, pois, quanto mais demorar, pior é.

Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro

*

O QUE ESPERAR?

Gostaria de perguntar aos queridos parlamentares o que esperar para o futuro de meu filho, atualmente com 39 anos, com a reforma da Previdência. Ele tem algumas deficiências e, desde os 14 anos, está internado numa instituição particular que atende às suas necessidades especiais. É uma instituição cara, como devem imaginar, e sempre eu e meu marido nos esforçamos para poder dar a ele o que necessita. Sempre trabalhamos para poder dar a ele o melhor possível. Não é luxo, mas necessidade. Nunca recorremos ao governo por nada. Agora, que estamos aposentados e sempre tivemos a certeza de que as nossas aposentadorias o amparariam na nossa falta, o que vai ser? Ele não é um dependente qualquer, precisa de assistência. Se não tiver as aposentadorias, o governo vai cuidar dele? Um salário mínimo não paga nem os remédios que ele toma. Não podem colocar todos os dependentes no mesmo balaio. Isso é o pagamento por nós termos trabalhados a vida inteira e pagado nossos impostos. Ele não trabalhou porque não teve condições. O que esperar? Nesta situação existem muitos pais preocupados. O que será dos nossos amados filhos? Acho que estes parlamentares não têm esse tipo de problema e, se tiverem, estarão muito bem amparados por seus lautos salários e aposentadorias especiais. Nota: os nossos filhos não votam.

Maria Laura B. Romano marialaurabr01@hotmail.com

Avaré

*

FIM DOS PRIVILÉGIOS

O País só terá progredido no dia em que todos forem de fato iguais perante a lei e a Previdência. Basta de privilégios, castas e apaniguados. Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

*

RECUAR PARA AVANÇAR

Recuar não significa abdicar da batalha, mas uma estratégia para avançar o dobro do recuo. O atual recuo do governo na reforma da Previdência não tinha outra alternativa, tamanho o alvoroço e impacto que as medidas prometidas estavam causando. A aposentadoria é um paciente moribundo internado na UTI, com aparelhos em funcionamento precário. Mas o governo recua combatendo. O abono salarial deve acabar porque, segundo a equipe econômica, ele não se justifica mais. Foi criado na década de 1970, quando o salário mínimo não tinha ganhos reais. Uma das inovações elogiáveis está na aposentadoria rural, onde trabalhadores das áreas rurais podem se aposentar por idade (60 anos os homens e 55 anos as mulheres), bastando a comprovação da atividade no campo. O governo propõe que esse segmento passe a contribuir para o regime com uma alíquota de 5%, com a subida da idade mínima de 65 anos. Item que deverá ser discutido com acordos das partes diz respeito às pensões. O governo quer acabar com o acúmulo de dois benefícios, no caso, aposentadoria pelo INSS e uma pensão por morte do cônjuge. Para o governo, teria de haver opção um dos dois. Professores e policiais, profissões que se enquadram na municipalidade, seriam as prefeituras que decidiriam sobre esses profissionais. O recuo do presidente Temer causará um rombo de R$ 115 bilhões na economia. Enquanto isso, ouve-se o arrastar de correntes entre ventos uivantes, antevendo a chegada do horrendo fantasma da CPMF.

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

*

A INGENUIDADE DE TEMER

Toda vez que existe a combinação de eleições e votações importantes o preço da aprovação do que o governo quer vai às alturas. Renan Calheiros já deixou claro que a reforma da Previdência só será aprovada se for garantida a “verba” para a reeleição de seu filho no governo alagoano. Desde a famosa compra da emenda da reeleição de FHC ficou claro que Vossas Excelências não aprovam nada se não receberem uma generosa contrapartida na forma de propina, caixa 2, ou algum belíssimo cargo numa daquelas diretorias que furam poços de petróleo, como sintetizou tão bem o inesquecível deputado Severino Cavalcanti. Parece que o presidente Michel Temer é o único em Brasília que não sabe como as coisas funcionam no governo.

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

*

CRISE EM BRASÍLIA

A crise provocada pelo posicionamento do senador Renan Calheiros em relação ao governo Temer motivou uma afirmação do atual presidente que dificulta ainda mais um possível entendimento. Disse ele que o senador sempre agiu assim, no estilo vai e volta. Até onde esse atrito terá repercussão em questões de interesses do governo no Congresso Nacional? É esperar para ver.

Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos

*

RECURSOS PARA ACALMAR ALIADOS

A chantagem dos aliados do presidente no Congresso para atender aos “pedidos de recursos e nomeações” antecede sempre os projetos que beneficiam a população e é tida como custo necessário ao regime democrático. Precisamos mudar e dar o nome certo: isto é roubo, cujo custo é da ordem de centenas de bilhões anualmente, e os chantagistas precisam ser processados!

Darcy Andrade de Almeida dalmeida1@uol.com.br

São Paulo

*

EM DEFESA DE RENAN

Michel Temer retruca críticas de Renan Calheiros: “Não é presidente da República”. Mas, se fosse, trabalharia com mais energia, diálogo e competência, e saberia escolher melhores auxiliares.

Vicente Limongi Netto limonginetto@hotmail.com

Brasília

*

A FRUSTRAÇÃO DO SENADOR

O alagoano Renan Calheiros, longe do poder que gostaria de ter nesta República, hoje apenas um obscuro líder do PMDB no Senado, agora investe com a sua frustração atacando o presidente Michel Temer. Ele se coloca, agora, como mais novo aliado do PT, na oposição. Critica até o que defendia com ardor, como o projeto já aprovado da terceirização e a reforma da Previdência, e, sem maiores explicações, também diz que “Temer não tem para onde ir”. Mas nós, brasileiros, com muita convicção, sabemos para onde este clone de Eduardo Cunha poderá ir, como réu que já é no STF, e certamente também o será em outras investigações em curso contra ele na Lava Jato. Michel Temer que mantenha distância desta baixaria. O decadente Renan Calheiros, hoje, late, mas não morde.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

*

RENAN E SUAS AMEAÇAS

Será que nem o presidente Temer tem argumentos e fatos que possam por um fim na carreira política deste sujeito Renan Calheiros, que tem mais de 12 processos nas costas, que já renunciou ao mandato para não ser cassado e é um “câncer” em nossa política?

Luiz Roberto Savoldelli savoldelli@uol.com.br

São Bernardo do Campo

*

RENAN X TEMER

No que se refere aos ataques do senador Renan Calheiros a Temer, o presidente atua de maneira correta: não responde a pessoas cujo cargo seja de hierarquia inferior ao dele. De fato, o presidente da República não pode ficar dando ouvidos a todos os que o criticam. Temer faz jus ao velho ditado: o que vem de baixo não me atinge.

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

*

VAI FICAR TONTO

O senador Renan Calheiros está correndo em círculo. Bem feito!

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

*

PROFESSORES

Parece que a reforma da Previdência sairá, mas com cortes. Algumas categorias continuarão sendo beneficiadas, entre elas os professores. Nós sabemos o estresse por que passam os professores, pela falta de educação, respeito e agressividade dos jovens de hoje. Mas isso não anula a responsabilidade deles nas salas de aula. Em latim, nossa língua-mãe, professor “öris” significa o que faz, o que se dedica, o que se cultiva. Esperamos que nossos professores contribuam realmente ensinando e cultivando, porque não dá mais para nos depararmos com jovens que saem para o mercado de trabalho mal sabendo ler, restando a eles o subemprego ou o submundo das drogas. Que os professores entendam que terão seus direitos preservados nesta reforma da Previdência, e quem os sustentará na aposentadoria serão os jovens que estão “ensinando hoje”. Não se esqueçam e, em agradecimento, ensinem!

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

*

EDUCAÇÃO POR DECRETO

O Ministério da Educação, na terceira versão da “Base Nacional Comum Curricular”, quer, entre outras alterações, que as crianças já saibam ler e escrever no fim do 1.º ano do ensino fundamental. Não vai funcionar. Seria como querer ganhar na loteria sem comprar bilhete. Medidas fundamentais não estão sendo tomadas: valorização do corpo docente pela criação de carreira docente, cursos periódicos de atualização e aperfeiçoamento, melhoria substancial dos salários, atualmente indignos para quem deva ser responsável, em grande parte, pela educação das crianças brasileiras, futuro do País.

Luigi Vercesi luigiapvercesi@gmail.com

Botucatu

*

NOVAMENTE, A EDUCAÇÃO

Indago: até onde podemos entender que o legislador atuou para “igualar” no quesito “educação”? Temos política de cotas, Fies, Prouni, Pronatec e por aí vai, mitigando o “princípio do mérito” (os melhores passam no vestibular) com o princípio da igualdade na interpretação de Rui Barbosa: desigualar os desiguais na medida de sua desigualdade. Esta é a questão: qual é a “medida” certa? Li, com perplexidade, que pensaram em tornar onerosas as pós-graduações feitas em instituições públicas por quem não atingisse nível “x” de pobreza. Óbvio que a proposta foi de imediato rejeitada. Ora, se o garoto “classe média e alta” pode cursar graduações em universidades públicas sem pagar mensalidades, qual é a “ratio” que autorizaria a cobrança na pós? Pois é, alguns intelectuais, feito Marilena Chauí, entendem que a classe média é violenta, fascista e ignorante. A filósofa petista disse que “a classe média é a uma abominação política porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante. Fim”. Preconceito às avessas, de quem afirma que “quando Lula fala, o mundo se ilumina”. Será isso? Será que o mitigamento feito por meio de todos esses benefícios sociais, que já existem e permitem que aquele(a) garoto(a) que se matou de estudar fique de fora, porque não é parda, e, ao contrário, que o(a) garoto(a) pobre e negro(a) não consiga seguir na graduação e acabe um engenheiro vendendo hot dogs em frente ao estádio do Pacaembu? Muita calma nesta hora. É facílimo ser populista, mas será este o caminho para um Brasil melhor amanhã?

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

*

INFORMAÇÃO

Atualmente, o produto de maior valor agregado é a informação. O.k., todos de acordo? Logo, a informação com maior credibilidade ainda é a imprensa, que sustenta a sua bandeira, digna de uma história como a do “Estado”, a da “Folha”, etc. A imprensa tem mais moral do que as redes sociais, é o que dizem. O.k., sendo assim, o senhor Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara dos Deputados, diz que um jornal se preocupa apenas em vender, e não em informar, e isso me preocupa e entristece, afinal, a informação é ouro e o senhor presidente deveria saber disso. O leitor contumaz de qualquer tabloide evolui muito com a leitura e cria parâmetros para votar. Este é o grande problema: a leitura faz pensar.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

*

MENDES E O CONFLITO DE INTERESSES

Segundo amplo noticiário, empresas que patrocinam um encontro jurídico em Portugal organizado por um instituto que tem o ministro Gilmar Mendes como sócio têm interesse em processos que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Sua excelência, ao ser indagada a respeito, disse não haver qualquer conflito de interesse. Agora já podem rir, acabou a piada!

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo

*

POUCA-VERGONHA

“Patrocinadores de evento de Gilmar têm ações no STF.” “A legislação não prevê o impedimento ou suspensão nestes casos”, disse o ministro. A pouca vergonha também não...

António Gilberto R. Castro gcastro@cbmm.com.br

São Paulo

*

SÓ QUERIA ENTENDER...

Você palestra, paga as suas despesas, com a locomoção, estadia, deslocamentos, etc., para um público seleto e apto a pagar para consumir conhecimentos ou espertezas tão elevadas, e não recebe nada? Seminário sem patrocinador? Isto é puro altruísmo. Parabéns, ministros e demais palestrantes! Que venham os julgamentos, pareceres já temos.

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

*

GILMAR EMPREENDEDOR

Já está mais que na hora de o ministro Gilmar Mendes renunciar a seu cargo no Supremo para dedicar-se exclusivamente a suas atividades empresariais, notadamente seus cursos, faculdades e seminários de Direito. Ao que parece, essas atividades lhe tomam muito tempo, que deixa de dedicar ao cargo oficial, ao mesmo tempo que, como demonstrado na imprensa, é matéria de conflito de interesse ao abarcar entre seus clientes pessoas com interesse em ações no STF. Pouco importa a opinião de Gilmar de que não vê esses conflitos.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

*

TERROR NA EUROPA

O continente europeu vai sangrar por muito tempo. Os atentados mostram isso. Londres, Berlim, Paris, etc. França, por sua liberalidade, então, é “hors concours” neste quesito. Agora, na Suécia. O que está errado? A primeira vista indica para a política migratória? Precisam rever. Isso de fronteiras livres, abertas, não funciona e nem o europeu quer. O europeu está se cansando. Alguns se perguntam: Quando teremos paz? Passamos por duas guerras e, quando pensávamos que teríamos paz, vêm agora estes ataques terroristas. Quem imaginava um atentado na Suécia? Um país diferenciado na Europa por suas conquistas econômicas e na área social com o bem-estar da sua população?

Panayotis Poulis ppoulis46@gmail.com

Rio de Janeiro

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.