Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

10 Abril 2017 | 06h01

JOÃO DORIA

Mosca azul

O Estado (8/4) noticiou em primeira página que João Doria Junior, recém-eleito prefeito de São Paulo, praticamente se ofereceu como candidato ao governo do Estado na eleição do próximo ano, caso seja da vontade do governador Geraldo Alckmin, do qual se declara fiel escudeiro. Visto está que ele já foi picado pela mosca azul. Cuidado com os sonhos de grandeza...

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

Canto da sereia

Acredito que, ao se candidatar para assumir a maior cidade do Hemisfério Sul, Doria tinha em mente levar seus dotes de gestor e de liderança para requalificar e reorganizar a cidade em que nasceu. Porém, nem bem assumiu, vê-se alvo de um bombardeio de sugestões e insinuações para que deixe o posto e pretenda voos mais altos. Esse canto de sereia, entoado principalmente pela imprensa ávida de manchetes, de tanto bater, acabou insinuando uma situação e o prefeito começa a ponderar sobre ela. Só se esquecem de dizer, se ele sair candidato em 2018: a cidade que se lasque!

EDUARDO BRITTO

britto@znnalinha.com.br

São Paulo

Governador?

O sr. prefeito que não incorra no mesmo erro de José Serra, abandonando a cidade e seus eleitores. No caso, vale a velha máxima: o político inteligente aprende com os próprios erros, mas o verdadeiro estadista aprende com o erro dos outros.

MARCOS CATAP

marcoscatap@uol.com.br

São Paulo

Vala comum

Doria foi eleito por milhões de paulistanos para ser prefeito por quatro anos, não dois. A lealdade aos eleitores deve vir antes da reafirmada lealdade a seu padrinho Alckmin. A matéria do Estadão de 8/4 mostra que Doria está indo para a fossa dos políticos comuns. Lembre-se do duplo mau exemplo do Serra.

GERSON DE CARVALHO ALVITE

patriarca@patriarca.com.br

Santo André

Holofotes prematuros

Prefeito João Doria, vamos trabalhar para realizar as promessas da campanha eleitoral. Ainda não vi quase nada. A cidade tem muitos problemas sérios para resolver: transportes, cracolândia, creches, escolas, etc. Aliás, já é tempo de reparar os inúmeros buracos nas ruas, acionar os regionais para consertarem tudo o que for necessário dentro de suas respectivas áreas. Após realizar todas as benfeitorias, aí, sim, acenda os holofotes. A população está cansada de promessas. O trabalho realizado será o seu crédito para conquistar outros cargos. Ou se faz política ou se administra.

GUNTHER CLAUSSEN

clausseng@yahoo.com

São Paulo

Eleições 2018

Não vejo muita opção para a eleição presidencial de 2018. Lula já disse quem é e o que fará, Ciro Gomes demonstrou sua truculência ao dizer que receberia o juiz Sergio Moro à bala, Marina Silva não consegue sair do manequim de ex-petista, Michel Temer só poderia ser candidato se a eleição fosse depois da recuperação econômica, Geraldo Alckmin está ofuscado por João Doria e Aécio Neves, sem chance por causa da Lava Jato. Doria é a antítese de Lula, a novidade no mundo político que poderá enfrentar a ignorância e a incivilidade dos adeptos do lulopetismo. Até no Nordeste João Doria tem simpatizantes e admiradores. Sua política de choque de civilização na capital paulista atingiu os eleitores que têm sede de cultura, progresso, paz, alegria e trabalho digno. A afronta explícita e forte a Lula e seus eleitores atingiu em cheio quem deseja sair do mar de lama em que o País está. Os demais candidatos contrários a Lula não podem competir com o discurso de Doria, que ao lado de Sergio Moro forma uma dupla imbatível.

MÁRIO NEGRÃO BORGONOVI

marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro

CORRUPÇÃO

Até debaixo d’água

Uma “parceria estratégica” firmada entre Brasil e França ainda no governo Lula, para o desenvolvimento de cinco submarinos para a Marinha, está na mira da Lava Jato e envolve - surpresa! - um parceiro muito “estratégico” do PT. Segundo Benedicto Barbosa da Silva Júnior, ex-presidente da Odebrecht Infraestrutura e um dos 78 da delação à Lava Jato, R$ 17 milhões líquidos em propinas teriam irrigado os cofres do PT entre 2012 e 2013. Chamada de Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), a tal “parceria” (com a França e a Odebrecht) supera os R$ 30 bilhões, dinheiro pra ninguém botar defeito, ainda mais se confrontado com a secura atual de verbas nas contas públicas. Sem entrar no mérito do mar de cifras envolvidas nesse projeto - a meu ver, de duvidosa urgência ou necessidade, já que a racionalidade recomendaria o dispêndio em setores prioritários de infraestrutura, de que o Brasil carece -, não posso, todavia, deixar de registrar, até jocosamente, dentro do que permite a seriedade da situação, que cotejando as cifras abissais já levantadas no propinoduto da Lava Jato temos que os “módicos” R$ 17 milhões de caixa 2 pagos ao PT, à conta desse megalomaníaco projeto da Marinha, parecem constituir uma gota d’água no oceano. Ainda assim, revelam que a legenda de Lula é corrupta até debaixo d’água.

SILVIO NATAL

silvionatal49@gmail.com

São Paulo

Sem defesa

Quando um advogado desiste de continuar defendendo um político corrupto, isso fala bem ou mal do causídico?

SANDRA MARIA GONÇALVES

sandgon@terra.com.br

São Paulo

REFORMAS

Cruel diferença

Segundo artigo do sr. Fernão Lara Mesquita (Quem tem medo da verdade?, 7/4, A2), R$ 2,375 trilhões são gastos para manter salários, aposentadorias, pensões e outros benefícios a cerca de 2 milhões de pessoas. Quando os srs. deputados e senadores vão ver quão injusta é essa situação e que reformas são necessárias, urgentes e essenciais? Não só da Previdência, esses números incluem injustos altos salários de uns poucos. Quando vão perceber que essa pequena parcela de nossa população está enriquecendo em detrimento de outra que sofre e trabalha muito só para sobreviver? Logicamente que esses agraciados por altos benefícios não necessitam de escolas públicas, hospitais públicos, segurança pública ou qualquer outro serviço público, uma vez que ganham bem para comprar tudo isso no setor privado. São 2 trilhões e 375 bilhões de reais! Acordem, srs. governantes!

MARTIM FRANCISCO VILLAC ADDE

martimfva@gmail.com

São Paulo 

CONFLITO NA SÍRIA

 

O presidente norte-americano, Donald Trump, surpreendeu o mundo nos últimos dias. Horas após ter demonstrado indignação contra o presidente Sírio, Bashar al-Assad, que atacou filhos da sua terra com armas químicas, e ter afirmado que “algo deveria acontecer”, Trump ordenou bombardeios com mísseis à província síria de Adlib. E o fez muito bem, embora as consequências deste ataque sejam imprevisíveis. Alguém teria de reagir à barbárie desta guerra e, especialmente, ao uso de armas químicas, que na semana passada matou 86 pessoas, entre estas muitas crianças, além de deixar dezenas de feridos. A decisão de intervenção dos EUA chega tarde, porque nos seis anos de conflitos mais de 400 mil pessoas perderam sua vida e milhões vivem hoje ao relento e refugiados. Trump dá um forte recado a Vladimir Putin, colocando-o nas cordas, já que a Rússia, como grande aliada do déspota Assad, com o poder de veto que tem como membro do Conselho de Segurança da ONU, tem dificultado qualquer acordo de uma resolução mais drástica para por fim a este conflito. Agora Putin vai ter de ceder.

 

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

 

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DONALD ‘TOMAHAWK’

 

Não há debaixo do sol nenhum vivente que possa afirmar que Hillary Clinton, se eleita, tomaria a decisão do eleito Donald Trump, de dar um basta na desenvoltura do mal do ditador sírio Bashal al Assad, na sua sanha mordaz de destruir cidades históricas, patrimônio da humanidade, de assassinar centenas e milhares de cidadãos entre homens, mulheres e crianças. Um dos maiores movimentos migratórios já registrados no mundo tem a marca de Bashar. O Mar Mediterrâneo serve de mortalha para milhares de adultos e crianças fugindo da guerra síria. A Marinha Americana lançou nada menos do que 59 mísseis de cruzeiro Tomahawk, tendo como alvo a base militar Al-Shayrat. A Síria é acusada de atacar a população com uso de armas químicas, matando pelo menos 86 pessoas, entre adultos e crianças. Os conflitos no Oriente Médio envolvem principalmente a Síria e o Iraque, e, como sempre acontece, geram uma “guerra fria” entre EUA e Rússia. O conflito na Síria, o movimento migratório dos moradores dos locais de conflito, as cenas de barbárie, incluindo o Estado Islâmico, chegavam regularmente às Nações Unidas, mas nenhuma providência era tomada. Barack Obama, em fim de mandato, não tinha nenhuma vontade de contrariar Putin, aliado de Assad. Potências militares como os EUA e a Rússia podem alimentar guerras intestinas em outras regiões, porém jamais arriscariam um confronto bélico, em que só haveria derrotados. Esse conflito teria o nome de Armagedon, a última das batalhas.

 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

 

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MAU COMEÇO

 

Trump pede à China para controlar as provocações militares da Coreia do Norte, mas, ao mesmo tempo, nada faz para impedir que o governo de Israel continue a desafiar o mundo, ignorando a construção de novos assentamentos em territórios palestinos ocupados. Bombardeou a Síria em represália pelo uso de armas químicas, mas nada faz em relação à ameaça representada pelas armas nucleares que Israel possui e não hesitaria em acionar, caso tivesse sua existência ameaçada, num gesto desesperador, tão ou mais ameaçador que o praticado pelo ditador Assad. Do que a população síria menos precisa agora, castigada por um conflito que deixou 470 mil mortos e 11 milhões de refugiados e deslocados internos, é de novos bombardeios, como o americano, que foi mal recebido pela população em geral. Afinal, importa saber o que as pessoas comuns pensam a respeito, e não somente a posição protocolar dos governos. Se Trump pretende comandar o processo de negociação de paz entre israelenses e palestinos, começou mal, querendo desviar a atenção do mundo, enquanto centenas de civis no Iraque estão sendo mortos pelos bombardeios americanos pela retomada da cidade de Mossul.

 

Marcos Abrão m.abrao@terra.com.br

São Paulo

 

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O JULGAMENTO RUSSO

 

Mesmo após compromisso internacional assumido em 2013, de não usar armas proibidas, o governo de Bashar Assad despejou sobre sua população produtos químicos em pelo menos três ocasiões desde 2014, segundo a Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq). E o que fez o governo russo? Absolutamente nada. Então por que somente agora ele, o governo russo, vem dizer que houve violação flagrante da legislação internacional pelo presidente Trump? Quer dizer que, quando a Síria usou bomba química matando crianças, estava tudo certo?

 

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

 

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OBAMA É TRUMP

 

Barack Obama conquista o Nobel da Paz no primeiro ano de seu primeiro governo, em 2009, por seus esforços na redução dos estoques de armas nucleares e por reiniciar o estagnado processo de paz no Oriente Médio. Seu sucessor ataca a Síria, depois de uma campanha presidencial em que defendeu o isolacionismo, a não intervenção dos Estados Unidos nos casos em que o conflito não lhe afetasse diretamente. E sem autorização do Congresso ou do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Trump também reiterou a promessa de destruir o grupo extremista Estado Islâmico para “proteger a civilização”. Surpreendente a conduta de Trump, que foi domesticamente muito bem vista, a despeito do baixo grau de popularidade do novo presidente, escorregando pelos 40%.

 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

 

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CINISMO SOBRE A SÍRIA

 

Patéticas algumas reações contrárias às ações tomadas pelos EUA, na Síria, após o ataque químico – realizado pelo ditador Bashar al-Assad – contra civis. Há mais de cinco anos assistimos a uma guerra sem fim, alimentada pela falta de atitude da ONU; corroída pelo esquerdismo “mimimi” que vai empurrando o problema com a barriga. Al-Assad deita e rola sob o apoio irrestrito – e mafioso! – da Rússia, para promover uma caça aos desafetos, sem respeito algum pelos cidadãos sírios. O Estado Islâmico se aproveita do caos para espalhar o terror, através de um banho de sangue sem fim; e a Rússia desova armas e interesses nefastos, culminando na morte de centenas de milhares de inocentes. Esta guerra só irá se resolver quando os Estados Unidos entrarem de cabeça no jogo. Caso contrário, ficaremos assistindo às reuniões de emergência – inúteis – da ONU por mais 20 anos, sabe-se lá com quantos milhões de mortos, ainda por virem. O trio do horror (Assad, Estado Islâmico e Rússia) só tem a ganhar com a morosidade que temos visto. E, por não apoiarmos uma reação mais irrestrita e unilateral, tornamo-nos cúmplices de tudo o que vimos, desde 2011. Chega de mimimi! É hora de agir!

 

Sérgio Eckermann Passos sepassos@yahoo.com.br

Porto Feliz

 

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OS INCONTROLÁVEIS

 

As diversas tentativas de analistas políticos e jornalistas de prever as consequências do ataque americano à Síria são motivadas pelo desejo de ter algum controle sobre “os incontroláveis”, no caso, os dois protagonistas principais, Trump e Putin. Ambos são impulsionados por vicissitudes do princípio “paterno”, o vaivém constante entre submissão e revolta, muito mais do que por um princípio “materno” fundado no “sua majestade, o bebê”.

 

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

 

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PREVISÃO FURADA

 

O governo brasileiro elevou para R$ 129 bilhões a meta do déficit público primário para 2018, anteriormente prevista para R$ 79 bilhões. Vamos fazer uma continha rápida: nossa, deu R$ 50 bilhões, 63% da meta inicial divulgada! Errar nessa proporção, cá entre nós, é inadmissível. Até Guido Mantega, com sua bola de cristal e suas previsões, invariavelmente furadas, chegaria mais perto do alvo.

 

Sérgio Dafré sergio_dafre@otmail.com

Jundiaí

 

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É A RECESSÃO, ESTÚPIDO

 

Não se enganem com o lero-lero a respeito das razões do sucesso da política macroeconômica praticada pelo Banco Central que levou a inflação para o menor patamar desde o Plano Real. A razão é só uma. A recessão, digo, depressão que o Brasil está enfrentando, em grande parte alimentada pelas taxas de juros reais criminosas praticadas por Ilan Goldfajn e sua turma.

 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

 

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CRÉDITO

 

Como pode uma economia reagir sem crédito? Os bancos, sem concorrência, não querem e não precisam correr riscos. Conseguem lucrar muito sem precisar emprestar dinheiro. Se não desatarmos o nó da falta de funding, não conseguiremos fazer a economia andar na velocidade desejada. Os bancos precisam de concorrência e as empresas precisam de opções para obter crédito. Esse é o desafio que precisamos resolver. O BNDES não poderia atender pequenas e médias empresas com crédito a custo competitivo? Estimular cooperativas, fintechs, etc., seriam alternativas de novos players? Não falta firmeza e determinação do governo para resolver a política de crédito?

 

Ricardo Coube ricardocoube@tiliform.com.br

São Paulo

 

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‘SALVAR OS MANANCIAIS’

 

Muito oportuno o editorial “Salvar os mananciais” (7/4, A3). O reflorestamento das nascentes é imprescindível, mas será inócuo diante de um gravíssimo problema que está causando a devastação dessas nascentes; a infestação de “javaporcos” (híbridos do cruzamento de javalis com porcos domésticos). Animal exótico e considerado uma das piores pragas invasoras pela União Internacional para a Conservação da Natureza, a qual recomenda sua erradicação, esta agressiva praga está aumentando rapidamente por todo o Brasil e principalmente nas regiões citadas e que promovem o abastecimento de água para as grandes regiões metropolitanas do Estado de São Paulo. Eles se abrigam justamente nas nascentes, erodindo as mesmas devido aos seus hábitos alimentares. Uma rápida pesquisa na internet mostrará esses danos. O Ibama regulamentou o abate dessa espécie através da Instrução Normativa 3 de 31/1/2013, mas as exigências para quem se habilita são tão burocráticas que parecem que foram feitas para proteger esse animal. Essa negligencia do órgão ambiental em desburocratizar a atividade de controle irá acarretar graves consequências ao meio ambiente e à agropecuária. Os prejuízos causados pela Operação Carne Fraca nas exportações de carnes não será nada perto da bomba relógio que está para explodir com a disseminação de doenças que ocorrerá mais cedo ou mais tarde. A omissão do órgão ambiental em relação providências efetivas relativas ao controle dessa praga chega a ser criminosa. Os EUA também estão com esse grave problema. Se lá, com toda facilidade de acesso a armas para caça e nenhuma burocracia dos órgãos ambientais está difícil de controlar essa espécie invasora, imagine aqui onde o radicalismo ambiental, animalista e desarmamentista dificultam até o controle de uma praga.

 

José Luiz de Sanctis jldesanctis@uol.com.br

São Paulo

 

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O ALERTA DO MEIO AMBIENTE

 

Oportuno o editorial de 7/4 do “Estadão” sob o título “Salvar os mananciais”. Tem razão em afirmar que há décadas o problema se arrasta, passando por várias administrações tanto do Estado, como das prefeituras. Nem a grave crise hídrica de 2014 e 2015 foi suficiente para chamar à razão as nossas autoridades. Muito pelo contrário, no que tange à cidade de São Paulo, o ex-prefeito Fernando Haddad, do PT, preferiu a demagogia à recuperação de nossos mananciais e a Mata Atlântica. Entregou criminosamente duas grandes áreas à beira das Represas Guarapiranga e Billings aos invasores do MTST. A primeira que havia sido desapropriada pelo seu antecessor, para implantar ali um parque municipal, de 1 milhão de m², exatamente para preservar os mananciais e a mata ali existentes. O atual prefeito, João Doria, interessado em vender ou outorgar o uso de áreas municipais para particulares, não deu nenhum indicio de ter um programa para a recuperação da vegetação arbórea e dos mananciais da capital. Faz-se necessário que o prefeito venha a público e se manifeste a respeito. Na semana passada, mais uma vez, os rios deram o seu recado, provocando enchentes volumosas, visto que lhes roubaram suas várzeas e reduziram drasticamente os seus leitos, para as construções de avenidas. A cidade de São Paulo precisa implantar um robusto programa de resgate dos nossos mananciais e cursos d’água. Por exemplo, em vez de a prefeitura vender a área onde está o autódromo de São Paulo, deveria utilizá-lo para a implantação de mais um parque municipal, pois restam poucas áreas viáveis para tanto. Os prefeitos que o antecederam não tiveram interesse na recuperação do nosso meio ambiente, pois seriam obras que não teriam um impacto de imediato para a população e não renderiam a popularidade necessária para as suas carreiras políticas. Mas, o prefeito João Doria, que se elegeu por ser um gestor, e não um político, deveria realizar obras destinadas à recuperação do nosso meio ambiente para a cidade e para as próximas gerações, entre elas, os seus descendentes. A cidade de São Paulo não pode continuar crescendo indefinidamente e cada vez com o solo mais impermeável, sob pena de se tornar praticamente inabitável. Atualmente já morrem mais de 4 mil paulistanos por ano, só devido à poluição atmosférica.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

 

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ACIDENTES NAS MARGINAIS

 

Matéria publicada pelo “Estadão” recentemente mostrou que cerca de 80% dos acidentes nas Marginais em São Paulo envolveram motocicletas. Sou motociclista, diariamente. Certamente, existem exageros cometidos por motociclistas e o número de acidentes poderia ser menor. Mas a grande causa desses acidentes é a mudança de faixa, sem sinalização, sem atenção, sem preocupação com o próximo. Não é intencional, porém o resultado é trágico: mutilações e mortes. Todos têm de cooperar para reduzir essa contabilidade macabra. O senhor prefeito poderia focar parte de seu esforço e de sua capacidade de mobilização, inclusive nas mídias sociais, para fazer uma campanha – digna desse nome – para que os motoristas tivessem mais atenção na troca de faixa. Agora, com o advento dos Smartphones, ficou ainda pior. Fica, aqui, o pedido: ao trocar de faixa, sinalize, a vida de todos é importante. Motociclistas também são filhos, filhas, esposos, esposas, pais e mães.

 

Haroldo Silva haroldoeconomista@gmail.com

São Paulo

 

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REFORMA POLÍTICA

 

A respeito do artigo do eminente economista Roberto Macedo “Voto em lista fechada é péssima ideia” (“Estado”, 6/4, A2), afirmo que a argumentação é insuficiente e pouco convincente, pois o problema original reside na fragilidade dos mecanismos internos aos partidos para assegurar um processo aberto e democrático, acrescido da irracional dupla competição dos candidatos de um partido os quais além de disputarem contra os dos outros partidos (o que é compreensível), concorrem contra seus próprios companheiros (o que não é nada defensável). A qualidade da lista (aberta ou fechada) é mera consequência. O risco de parlamentares envolvidos nas investigações da Operação Lava Jato se salvarem em uma lista fechada existe sim, como existe o elevado risco de um enorme repúdio popular a uma lista que contemple tais nomes, os quais se tornam ainda mais visíveis para o eleitor do que em uma lista proporcional aberta. No limite, isso representaria um elevado aumento dos votos nulos. Vale destacar que a vinculação dos votos leva a uma solidariedade que pode ser tanto boa quanto perigosa para as agremiações. Daí que partido que deseje efetivamente sobreviver no médio e no longo prazos pensaria muito antes de colocar tais nomes nas listas ou de lhes conferir as primeiras posições. A lista fechada é superior para um sistema político mais vigoroso (devendo ter jurisdição nacional), uma vez que a democracia repousa sobre partidos. Porém a democracia se mantém vigorosa também com um sistema eleitoral mais sensível a relação direta entre representante e representado como é o caso do voto distrital, ao qual seja assegura do a maior parte das cadeiras (60% distrital contra 40% de lista, por exemplo).

 

Rui Tavares Maluf rtmaluf@uol.com.br

São Paulo

 

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PROTEÇÃO AOS CORRUPTOS

 

Excelente o artigo escrito por Roberto Macedo (6/4, A2). A adoção da lista fechada neste momento servirá como manto protetor aos corruptos. A reforma política deve contemplar o voto distrital para aproximar o político do eleitor e diminuir os custos de campanha.

 

Roberto Schäfer robertoschafer@yahoo.com.br

Campinas

 

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MAIS EDUCATIVO

 

Contra a adoção da “lista fechada” para a eleição de deputados e senadores levanta-se a tese de que o sistema beneficiaria os caciques dos partidos. Convém, todavia, assinalar desde já que caciques e caciquismo estão aí hoje, sem o voto em lista fechada. No Brasil, a lista fechada pode, com o passar dos dias, transformar-se num importante aliado da democracia. Ao acabar com a votação nominal, o sistema obrigará eleitores e candidatos a pensar e a agir levando em conta o partido político, instituição base da democracia. Além disso, não se deve esquecer que ao votar num partido o eleitor tem conhecimento dos nomes e da ordem deles na sua lista. A própria organização da lista dentro de uma agremiação vai se constituir num momento rico da vida democrática. Enfim, o sistema de lista fechada é muito mais educativo do que o sistema que temos hoje, em que o eleitor vota num nome.

 

Euclides Rossignoli euclidesrossignoli@gmail.com

Avaré

 

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VOTO DISTRITAL

 

Votar em lista fechada é um absurdo. Não votarei em curral de patifes. Voto distrital individual, para depurar a Câmara e o Senado.

 

Marius Arantes Rathsam mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

 

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DISTRITAL MISTO

 

Sistema eleitoral é um assunto que muito me interessa e, portanto, estudo muito a respeito. No Brasil, se continuarmos com esta excrescência de 36 legendas, o “melhor” modelo seria o distritão, que era defendido por Michel Temer quando ainda era vice-presidente. Porém o distritão é péssimo, pois aniquila a representação partidária e beneficia tão somente os famosos, políticos com mandato e populistas em geral. O melhor sistema para o Brasil, que é um país populoso, continental e com muita diversidade regional, seria o modelo alemão: o distrital misto; ou seja, metade das cadeiras preenchidas pela lista partidária e a outra metade, pelo voto nominal e direto – porém, dentro do distrito. Mas isso só seria possível se reduzíssemos o número de partidos para no máximo oito legendas, caso contrário, não há ambiente para o sistema funcionar. É o mesmo que plantar banana no Alasca.

Para tanto, é imprescindível a aplicação da cláusula de barreira de no mínimo 5%. Caso contrário, continuaremos assistindo a um novo “show de horror” a cada eleição.

 

Frederico d’Avila fredericobdavila@hotmail.com

Buri

 

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EQUILÍBRIO NO PARLAMENTO

 

Segundo proposta do senador José Serra sobre voto distrital misto, primeiro o eleitor votaria no partido de sua preferência numa lista fechada do seu respectivo Estado, depois votaria num candidato de sua preferência do seu distrito eleitoral. Eu penso que, quanto ao voto na lista fechada, os candidatos deveriam ser listados por ordem alfabética e o eleitor deveria assinalar aquele da sua preferência, não os indicados pela direção do partido. Pela proposta do voto distrital o Brasil seria dividido em 256 distritos – independentes das divisas entre os Estados. Com essa sábia medida, acabaria esta discrepância que existe em que o voto do eleitor paulista vale menos que o voto dado pelos eleitores do Acre, Rondônia, Roraima, etc. Segundo o artigo 5.º da nossa Constituição, “todos são iguais perante a lei...”. Essa aberração de limitar São Paulo com apenas 70 deputados é um restolho imposto pelo regime militar a fim de salvaguardar os interesses ditatoriais.

 

José Carlos de Castro Rios jc.rios@globo.com

São Paulo

 

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DEFENSOR

 

Li estarrecido, no “Estadão”, que um especialista brasileiro em direitos humanos, coordenador-geral da Comissão de Mortos e Desaparecidos da Presidência da República do Brasil, teve de pagar US$ 25 mil como fiança devido à acusação de estupro e deverá se apresentar à Corte americana, correndo o risco de ser condenado a 25 anos de prisão. Creio que os deslizes brasileiros atingem até aqueles probos e perseguidores aos malfeitos do passado, então quem irá socorrê-los agora? Imagino o que é capaz de um pobre mortal.

 

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

 

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CORRUPÇÃO NO RIO DE JANEIRO

 

Todos ficaram “surpresos” com o depoimento de Luiz Fernando Pezão, governador do Rio de Janeiro, cara a cara com o juiz Sérgio Moro, convocado que foi como testemunha do ex-governador Sérgio Cabral. Disse Pezão que nada sabia acerca da vida de Cabral. Mais cínico, só mesmo o senhor Lula, que aparece na mídia dizendo que está ansioso com o encontro que manterá com o juiz Moro em maio, quando poderá ficar sabendo “quais são as acusações” que pesam sobre ele. Cara de pau, sem caráter, desavergonhado, que não vale a comida que  come.

 

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

 

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AMEAÇAS

 

Todo político que é acusado de atos ilícitos e vai parar na Justiça sai de lá dizendo que não tem culpa nenhuma e que “vai processar o delator”, como fez Luiz Fernando Pezão, na semana passada, referindo-se a Jonas Lopes. O engraçado é que leio sempre os jornais e nunca vi notícia de alguma sobre delator processado. Alguém já viu?

 

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

 

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MAIS PROVEITOSO

 

Pezão, antes de processar o delator do Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro, deveria provar que não tem nada que ver com o esquema.

 

Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo

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