Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

12 Abril 2017 | 03h08

CORRUPÇÃO

E agora, ‘Lulla’?

Delação de Marcelo Odebrecht ao juiz Sergio Moro confirmou que Lulla da Silva é o “amigo” citado nas planilhas de pagamento de propinas e que R$ 13 milhões foram sacados por assessor do “italiano” (Antônio Palocci) e entregues ao ex-presidente, entre 2012 e 2013. Será que o sr. Lulla vai alegar que o sr. Marcelo é filiado a um partido da oposição? Ou que é um inimigo político sem caráter e só quer 15 minutos de fama? Ou que o tempo na cadeia em Curitiba fez de Marcelo Odebrecht um doido varrido? Para desespero geral do PT, o dia 3 de maio está próximo...

ANTONIO CARELLI FILHO

palestrino1949@hotmail.com

Taubaté

Confissão implícita

Em entrevista à Rádio Meio Norte, do Piauí, território onde pode falar o que quiser sem ser contestado, Lula refutou a delação de Marcelo Odebrecht de que passou R$ 13 milhões para o Instituto Lula. Afirmou duvidar que consigam provar que pediu dinheiro e insistiu em não haver provas contra ele. Trata-se de uma típica confissão implícita, em que o acusado, em vez de negar a acusação, agarra-se à esperança de que não conseguirão provar os seus crimes. Gaba-se ele de aparecer em vantagem nas pesquisas para a eleição presidencial do próximo ano, esquecendo-se de que, dada a elevadíssima rejeição ao seu nome, seria derrotado por qualquer oponente em eventual segundo turno. Para o bem de todos nós.

HÉLIO DE LIMA CARVALHO

hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

O mentiroso

Ao ser convocado como testemunha de Dilma Rousseff, o sr. Guido Mantega recusou-se a jurar falar a verdade, a fim de não ser acusado de perjúrio. Isso não é uma confissão de que ele é um grande mentiroso e, caso fale a verdade, só vai piorar sua situação e a de sua cúmplice? Então, para que serve seu depoimento?

JOSÉ OLINTO OLIVOTTO SOARES

jolintoos@gmail.com

Bragança Paulista

‘MANIFESTO À NAÇÃO’

Constituinte? Não!

Não obstante o elevado gabarito dos subscritores do Manifesto à Nação publicado domingo (A2) no Estadão, ouso discordar frontalmente dele. Além de não se saber nem se ver como formar uma Assembleia Constituinte unicamente com “membros da sociedade civil”, sem a participação de políticos, penso que ele está recheado de propostas totalmente irrealizáveis, quase uma tentativa de passar o Brasil a limpo. Minha objeção maior, porém, é que uma Constituinte agora só serviria para aumentar a instabilidade política e econômica do País, que a duras penas está emergindo de um processo de impeachment e da pior recessão da sua História. O que cumpre nesta altura da vida nacional é centrar forças em torno do governo de Michel Temer e da sua agenda das reformas essenciais, de que o Brasil tanto necessita para a sua modernização. Os primeiros sinais de que caminhamos na direção certa começam a despontar: inflação e juros em queda, reação da indústria automobilística, criação de empregos em março – pequena, mas idônea o bastante para sinalizar uma reversão da tendência –, recuperação das estatais Petrobrás e Eletrobrás, aumento da confiança interna e externa dos agentes econômicos no País. É de intuição imediata que esse processo positivo seria logo interrompido ou até mesmo revertido caso a incerteza e a instabilidade causadas pela convocação e eleição de uma Assembleia Constituinte, de duração longa e resultados imprevisíveis, se instalassem no meio político, econômico e social. Nada de passar o Brasil a limpo, vamos pouco a pouco, devagar, mas sempre para a frente.

PAULO A. DE SAMPAIO AMARAL

drpaulo@uol.com.br

São Paulo

Perdição

O Manifesto à Nação resume de forma clara e objetiva o único caminho para tirar o Brasil da perdição em que se encontra: um plebiscito, previsto por lei, para o povo decidir pela criação de uma Constituinte formada não por políticos, mas por cidadãos honestos, patriotas, que de fato estejam dispostos a fazer “a Pátria livre ou morrer pelo Brasil”. Tal assembleia iria consertar a nossa atual Constituição, de forma a acabar com essa politicagem bandida. Parece até simples, mas o plebiscito depende de proposta formulada e aprovada pelos congressistas. Ou seja, não vai ser concretizada nunca, porque os políticos querem manter os seus privilégios – e o povo brasileiro que se dane.

ANTÔNIO PENTEADO SERRA

apserra@uol.com.br

Santana de Parnaíba

Para mudar o Brasil

Espetacular a repercussão do Manifesto à Nação subscrito pelos advogados Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias e acolhido com entusiasmo pelo Estadão (Base para uma inadiável discussão, 11/4, A3). Pelo mérito e pela oportunidade, reconhece o jornal o acerto do manifesto ao falar em Constituinte originária e independente, sem nenhum prejuízo para as reformas em andamento. O Brasil será posto em primeiro plano se os atuais congressistas tiverem a clarividência e o patriotismo de se espelhar nos exemplos dos países bem-sucedidos do Primeiro Mundo, onde os preceitos constitucionais se submetem a um conjunto de valores morais da nação imutáveis no tempo e, por isso, constituem base para garantir a liberdade e a segurança jurídica necessárias para empreender e promover o desenvolvimento. Nessa linha, melhor seria dar força ao eleitor e deixá-lo escolher o seu constituinte, dando-lhe o direito de voto duplo (afirmativo e de rejeição), pelo qual escolheria dois nomes: aquele em quem confia e aquele que deseja fora da Constituinte.

NILSON OTÁVIO DE OLIVEIRA

noo@uol.com.br

Valinhos

Tributação das igrejas

Corajosa e sensata a posição do Estadão ao encampar a proposta de Constituinte autônoma. Além dos assuntos propostos no Manifesto à Nação, deveria também ser rediscutida a imunidade tributária das igrejas. Áreas como educação e saúde estão intrinsecamente ligadas ao Estado e produzem efeitos sociais mais concretos que religião. E se padres, pastores, etc., forem considerados empregados das congregações que representam, haverá significativo aumento na arrecadação da Previdência Social.

MIGUEL ÂNGELO NAPOLITANO

mnapolit@gmail.com

Bauru

Resumindo

Parabéns aos autores do manifesto pela sugestão de uma nova Constituição feita por brasileiros notáveis livres da politicagem. A população consciente deste país não suporta mais assistir ao desgoverno propiciado pela Constituição de 1988.

MARIUS OSWALD A. RATHSAM

mariusrathsam@hotmail.com

São Paulo

“O que falta ainda para que Lula seja enquadrado definitivamente?”

ROBERT HALLER / SÃO PAULO, SOBRE A ENTREGA DE R$ 13 MILHÕES EM DINHEIRO VIVO

robelisa1@terra.com.br

“E os petistas ainda querem o Pixuleco para presidente do Brasil...”

EUGÊNIO JOSÉ ALATI / CAMPINAS, IDEM

eugenioalati13@gmail.com

“Alô, STF, a Lava Jato está chegando”

MARIO GHELLERE FILHO / MOCOCA, SOBRE 

A LISTA DE FACHIN

marinhoghellere@gmail.com

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Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

ADEUS REFORMA DA PREVIDÊNCIA

A fraqueza do governo de Michel Temer desmantelou a reforma da Previdência Social. Num primeiro momento, como todos são iguais perante a lei, todos deveriam acatar as mudanças. Todavia, aqueles que "bateram o pé" receberam de Michel Temer muitas benesses. Até agora, são 86% esses beneficiários, que nada mais são do que servidores estaduais e municipais, de atividades rurais, de atividades insalubres, juízes e procuradores, professores, policiais federais e entidades filantrópicas, que ficarão fora da reforma. Assim, a conta não fecha, o problema vai cair no colo dos hipossuficientes obreiros. Com essa administração, pode-se dizer sem dúvidas: Adeus reforma da Previdência! Adeus Temer!

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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ESPERANDO GODOT

À beira de ser apresentada ao Congresso Nacional para votação, segue a desconfiança popular quanto às novas normas previdenciárias sugeridas pela relatoria. Será a salvação da República no aspecto econômico-financeiro, mas, em contrapartida, seguirão os privilégios tão bem ilustrados pelo artigo do jornalista Fernão Lara Mesquita publicado em 7/4 no "Estadão" ("Quem tem medo da verdade?"). Tem-se como muito provável nova reforma daqui a cinco anos: a reforma da reforma, quando o modelo provavelmente se esgotará. E o cidadão urbano, trabalhador da iniciativa privada, associado a diferentes sindicatos, onde fica? Provavelmente, a ver navios ou esperando Godot, trabalhando como mouro, já que seus representantes, sejam políticos ou sindicais, já lhes viraram as costas na defesa da igualdade previdenciária.

Sergio Holl Lara jrmholl.idt@terra.com.br

Indaiatuba

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'QUEM TEM MEDO DA VERDADE?'

Lendo o magnífico artigo de Fernão Lara Mesquita (7/4, A2), fiquei revoltado, sabendo que 95% dos impostos que pagamos vão diretamente para as contas dos aposentados e ativos do serviço público, graças ao "benefícios de prestação continuada". Ele continuará recebendo todos os benefícios, como se estivesse em atividade. Enquanto isso, o trabalhador privado trabalha cinco meses por ano só para pagar impostos e, quando se aposenta, recebe de acordo com o maldito fator previdenciário, fixado sem nenhum critério, como se fosse um favor que o governo está nos prestando. Se é para resolver o problema da Previdência, é só acabar com a bandidagem. Sobrará muito dinheiro não só para a Previdência, mas também para a saúde, educação, segurança, etc.

Wilson Matiotta loluvies@gmail.com

São Paulo

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INDISPENSÁVEL REMÉDIO AMARGO

Lembram-se da fala de um político de que havia "300 picaretas" na Câmara dos Deputados? Agora, o presidente Michel Temer, com o Brasil em crise, a fim de colocar o País nos trilhos, indiferente à impopularidade que isso lhe traz, propõe a reforma da Previdência. O objetivo é reduzir o crescente déficit, equilibrar as receitas/despesas e manter as aposentadorias, mas muitos dos deputados, apáticos à caótica situação, são contra, não têm consciência de que a reforma da Previdência é um indispensável remédio amargo. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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OXIGÊNIO PARA A ECONOMIA

De todo o excelente artigo de Sergio Fausto, "Reformas são mais do que mudanças de regras" ("Estadão", 8/4, A2), destaco o liame que ele traça entre eficiência econômica e equidade social. Isso porque deixa claro que só existirá avanço se os benefícios sociais puderem ser suportados, economicamente falando. Quando ouço Lula na televisão, todos os últimos dias, atacando as reformas da Previdência e trabalhista e a Lei das Terceirizações, penso em como é dissociado da realidade, em como pode ser tão irresponsável. Está claro que é "populesco" o discurso que pugna pela manutenção de todas as benesses, que não cabem no Orçamento. Isso capta votos, mas lesa a saúde econômica do País. É um tal de Bolsa Família, bolsa reclusão, diversos programas de financiamento ou mesmo pagamento total ou integral à educação, que também atende à política de cotas, etc. E a coisa era feita de maneira tão desorganizada (propositadamente ou não) que logo em dezembro do ano passado o Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário encontrou irregularidades em 1,136 milhão de benefícios do Bolsa Família. Destes, 469 mil foram cancelados e 654 mil, bloqueados. No caso dos bloqueios, os usuários tiveram até três meses para comprovar que cumprem os requisitos do programa de distribuição de renda e podem voltar a receber o benefício. A pasta também convocou 1,4 milhão de famílias para fazer atualização cadastral em janeiro de 2017. Isso se chama "responsabilidade fiscal". Não existe nação saudável quando esconde as próprias deficiências de seus nacionais, de seu povo. De que adianta dizer "sim, a desigualdade social melhorou muito!"? Maravilha, mas quem pagou a conta? Ou melhor: a conta foi paga? Se "não", estamos diante de um governo incompetente, inconsequente e irresponsável. Fadado a uma única sorte: a crise em que estamos. Um país com várias mazelas, mas a pior delas, a estagnação do empreendedorismo e o tamanho do desemprego. Isso é o que encerra a esperança de um povo crédulo, que precisa ser muito judiado para deixar de acreditar... É isto: a eficiência econômica, a retomada da economia, com a abertura de vagas aos trabalhadores, e tudo isso acrescido às reformas que uma Constituição pródiga por demais merecem ser feitas. O Brasil de 1988 não se parece em nada com o Brasil de 2017. As regras de garantias individuais e sociais foram lá prescritas como verdadeiros axiomas, porque vínhamos de uma repressão severa, uma ditadura que enfeita a história brasileira. Para o Constituinte de 1988, eram necessárias garantias individuais e sociais estratificaras de tal forma na Carta Constitucional que jamais permitisse a volta da ditadura. Não é este o contexto do Brasil de 2017, que deverá, sim, ser regido por normas que objetivem o equilíbrio fiscal. Tudo com muita transparência.

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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DANDO NOME AOS BOIS

Informações divulgadas pelo site O Antagonista e confirmadas pelo jornal "O Estado de S. Paulo" dão conta de que o ex-presidente do Grupo Odebrecht, Marcelo Odebrecht, confirmou ao juiz federal Sérgio Moro, em depoimento do dia 13/3, que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o tal "amigo" registrado na planilha de propinas milionárias da empreiteira. O executivo afirmou, ainda, que o codinome "Italiano" foi dado ao ex-ministro Antonio Palocci e "Pós-Itália", ao ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Ressaltou que um montante de R$ 13 milhões em espécie, sacado por Branislav Kontic, ex-assessor de Palocci, foi entregue a Lula da Silva. O ex-executivo da empreiteira reiterou o que já havia dito ao Tribunal Superior Eleitoral e à Procuradoria-Geral da República. Evidentemente, a defesa do ex-presidente petista nega, de forma taxativa, o seu envolvimento. Quanto a ele, imaginamos, ficou revoltadíssimo. Esperava um pouco mais de consideração quanto à sua alcunha. Teria preferido ser rotulado de "a alma mais honesta".

Luís Lago luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

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BATOM NA CUECA

Tem uma frase de Nelson Rodrigues que se espalhou principalmente pelos milhares de botecos do Brasil, de que o homem deve sempre negar um encontro amoroso, mesmo com o batom na cueca. O ex-presidente Lula, que sempre gostou das comemorações etílicas regadas a buchada de bode, desde o tempo em que atuava no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo, cresceu ouvindo essa frase e faz dela seu lema de vida. O sitio de Atibaia, o tríplex do Guarujá e, agora, a delação de Marcelo Odebrecht, que disse ter entregue R$ 13 milhões em espécie ao ex-presidente, são alguns exemplos das negativas feitas por Lula e que agora vêm à tona às vésperas do tão esperado encontro com o juiz Sérgio Moro, que deve estar preparado para ouvir outras negativas.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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MUY AMIGO

Marcelo Odebrecht, preso há quase dois anos, afirmou que na planilha de propinas o codinome "amigo" é Lula. Rapidamente, o Instituto Lula desmente tudo, é claro, e ele vai dizer que nunca teve amigos. Ah, ah, ah...

Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo

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NA PONTA DA LÍNGUA

Na defesa que vai fazer perante Moro, Lula já tem o que dizer na ponta da língua: ¨O PT não rouba, mas deixa roubar".

Vidal dos Santos vidal.santos@yahoo.com.brGuarujá

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CAI A MÁSCARA

Nenhum empreiteiro iria tirar o dinheiro de seu próprio bolso para pagar qualquer palestra do ex-presidente Lula. O dinheiro utilizado para pagar esse tal Instituto de fachada só poderia mesmo ser dos cofres públicos. O discurso de Lula nunca convenceu nenhum empresário brasileiro. Lula não conhece as regras básicas da Língua Portuguesa, tais como a concordância verbal, a concordância nominal, etc. O grotesco Lula mais parece um ogro, sempre tosco. Marcelo Odebrecht teve a oportunidade de esclarecer ao juiz Sérgio Moro a planilha do departamento de propinas da sua empreiteira. Caiu de vez a máscara de Lula.

José Carlos Saraiva da Costa jcsdc@uol.com.br

Belo Horizonte

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A VERDADE

Lula, ao declarar que nunca pediu cinco centavos a algum empresário, pela primeira vez na vida fala a verdade. Se tivesse dito que nunca pediu R$ 5 milhões a algum empresário, com certeza estaria mentindo.

Roberto Twiaschor rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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OS EUROS DE PORTUGAL

Apenas curiosidade: onde andam os 25 milhões de euros transportados em mala diplomática, no avião presidencial (salvo engano em 2011), para Portugal, pela conhecida (com passaporte diplomático) Rosemary Noronha? Tanto esgoto a céu aberto produzido por nossos políticos, autoridades e empresários, que isso é uma gota d'água no oceano. A dita senhora está abandonada, portanto, se mexer, ela vai cantar. Considerados os outros rombos, este é pouco, mas é nosso.

José Perin Garcia jperin@uol.com.br

Santo André

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CANA

Indicada à presidência do PT, Gleisi Hoffmann diz que Lula precisa voltar a governar o País. O que Lula precisa é de cana, mas não aquela que tanto ama.

José Roberto Niero jrniero@yahoo.com.br

São Caetano do Sul

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DEMAGOGIA

Será que a senadora petista Gleisi Hoffmann (PT-PR) está em pleno gozo de suas faculdades mentais ao pedir que o ex-presidente Lula volte a presidir o Brasil? Não é crível que a senadora deseje isso. Lula está incurso em vários inquéritos na Lava Jato e tem muito a prestar à Justiça. Mas, pensando bem sobre o absurdo desse pedido, chega-se à conclusão de que tal falácia nada mais é do que uma jogada de marketing. Ora, senadora, pense mais nos graves problemas que atingem o nosso país e deixe a demagogia de lado.

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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INCORRIGÍVEL

Lula é realmente incorrigível: vai à televisão para dizer aos seus companheiros que a economia piorou, quando tudo isso que esta aí foi causado pelo governo do seu PT!

Silvio Leis silvioleis@hotmail.com

São  Paulo

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PÉS NO CHÃO

Para a maioria dos economistas, a economia não reage como o esperado, dados fracos de varejo, serviços e indústrias mostram que a recuperação pode ser mais difícil do que se previa. Não tenham dúvidas, basta pôr os pés no chão e ver as coisas pelo lado realista, não só pelo otimista. Nossa realidade só a conhece quem vive no seu dia a dia, acotovelando-se e procurando seu espaço ou, ao menos, um espaço disponível. Não a conhecem os que ficam sentados atrás de uma mesa, com tudo ao seu alcance, preocupados em criar frases e manchetes para criar impacto e efeito para burlar a população.

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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CALOTE NO BNDES

É muita ingenuidade pensar que, com ou sem crise, os vultosos empréstimos efetuados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para obras em Cuba, Bolívia, Venezuela, Angola e outros seriam pagos. O calote já estava previsto pelos governos "petralhas", cuja especialidade foi sangrar as nossas finanças.

Carlos E. Barros Rodrigues ceb.rodrigues@hotmail.com

São Paulo

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'MANIFESTO À NAÇÃO'

Não bastasse o dr. Modesto Carvalhosa há pouco tempo nos ensinar a contratar obras públicas mediante o "perfomance bond", o que certamente impediria a corrupção nos contratos, agora novamente nos ensina, junto com seus brilhantes colegas Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias, como tirar o Brasil da fossa negra de esgoto fétido  criada por nossos políticos desqualificados e antipatriotas, para dizer o mínimo ("Manifesto à Nação", 9/4, A2). Parabéns, existe saída! 

Alcides Ferrari Neto ferrari@afn.eng.br

São Paulo

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PASSANDO O PAÍS A LIMPO

Muito pertinente e oportuno o "Manifesto à Nação" (9/4, A2). É fundamental que o País aproveite este momento em que está sendo passado a limpo para avançar.

Álvaro Otacílio Vasconcellos alvarootacilio@gmail.com

Maceió

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DIVULGAÇÃO

Era de esperar a enorme repercussão positiva que teve entre os leitores o "Manifesto à Nação", de Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias. Ao contrário do que pensam alguns pessimistas e desiludidos com a atual situação política do País, acho que é possível, por meio de mais divulgação, nas redes sociais principalmente, colocar em prática algumas ações para levar adiante as ideias apresentadas no manifesto. Colaboremos para isso.

Ademir Valezi adevale@icloud.com

São Paulo

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BONS EXEMPLOS

Oportuno o "Manifesto à Nação", dos três brilhantes advogados. Sugiro analisar as Constituições das nações mais desenvolvidas, não latinas, sem privilégios a políticos e outras classes, e copiar a mais simples. Problema resolvido.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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O CONGRESSO PRIMEIRO

Ainda que nossa Constituição esteja há muito tempo pronta para entrar para a História, discutir a elaboração de uma nova Constituição antes de uma reforma política que permita a melhora da qualidade do Congresso é pedir para substituir um documento ruim por outro pior.

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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NOVA CONSTITUINTE

Por uma nova e inadiável Carta Magna. Por uma Assembleia Constituinte originária e independente já! Reforma, Brasil!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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A DERROCADA DO ETANOL

Em seu artigo no caderno de Economia do "Estadão", de 8/4, sob o título "O etanol não pode esperar", Adriano Pires faz uma análise sobre o setor sucroalcooleiro nacional. Ao traçar um breve histórico da política errática do governo petista sobre o álcool combustível, mormente no governo Dilma Rousseff, ele nos mostra quão desastrosa para o País foi a sua gestão, tornando clara a sua responsabilidade pela situação atual da nossa economia. Parcela significativa da população ainda não se apercebeu do estrago causado por aquela que foi eleita sob o epíteto de "gerentona", alcunha dada pelo ex-presidente Lula, que tanto avalizou a sua candidatura em 2010 para substituí-lo na Presidência da República, como em sua reeleição em 2014. Desde então, ocorreram dois erros crassos. O primeiro foi do ex-presidente Lula, ao inventar a candidatura de Dilma Rousseff, ignorando a sua falta de capacidade para tanto; e o segundo foi o da ex-presidente em aceitar concorrer a um cargo para o qual lhe faltava competência, como agora já sabemos. Em seu artigo, Adriano Pires aponta o crime, perpetrado pela ex-presidente, de congelar o reajuste dos combustíveis fósseis, causando, em consequência, a derrocada do etanol, por não poder mais competir em preço com a gasolina, ocasionando a desativação de inúmeras usinas produtoras por tornarem-se antieconômicas. E a decisão foi mais estapafúrdia ainda, se lembrarmos que os demais países vêm investindo pesadamente na produção de energia renovável, como as usinas eólicas e solares, além do próprio etanol. Cabe ressaltar que o motor movido a etanol foi lançado aqui, no Brasil, com a produção em série, em 1979, do Fiat 147. A ex-presidente simplesmente remou contra a maré ao insistir no congelamento do preço da gasolina, tornando o veículo com motor a álcool antieconômico e, de quebra, contribuindo para o enorme déficit da Petrobrás. E o atual governo, como informa Adriano Pires, não apresentou agora nenhuma solução concreta para reergue o setor sucroalcooleiro, com a importação crescente da gasolina e até do álcool etílico, por mais absurdo que possa parecer. Na administração pública, quando um servidor é responsável por um prejuízo causado ao erário, ainda que por simples engano, sem nenhum ato ilícito, ele é obrigado a ressarcir a administração, nem que passe anos a fio para saldar o prejuízo, descontando mensalmente 10% de seus vencimentos até saldar o prejuízo. Foi um erro o Senado decidir pelo seu impeachment, com uma solução jabuticaba, ao assegurar que receba as vantagens de um ex-presidente.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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OPERAÇÃO CARNE FRACA

A Operação Carne Fraca está seguindo os mesmos caminhos da maioria dos problemas relacionados a esquemas corruptos. Com a revogação de uma CPI na Câmara destinada a esse processo, o governo quer permanecer com o pano superficial e desviar das raízes que brotaram problemas por todo o País entre ministros, empresários e fiscais. 

Isabela B. Camargo Lima isabelabarbaresco4@gmail.com

São Paulo

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JOÃO DORIA

É de imprudência descomunal o prefeito de São Paulo, João Doria, ao completar 100 dias de governo, vislumbrar a possibilidade de candidatar-se a governador do Estado de São Paulo nas próximas eleições. Pior ainda, para presidente da República!  Embora estes primeiros 100 dias de administração tenham sido plenamente satisfatórios, não há a possibilidade de um prefeito, estreante na vida pública, mostrar a que veio antes de completar quatro anos à frente do cargo. Além disso, paulistas e paulistanos já demonstraram que não toleram interrupções de mandato, como aconteceu com José Serra no passado. Eu votei em João Doria para prefeito e quero ver seu desempenho até o fim de 2020. 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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CEM DIAS DE CAOS ADMINISTRATIVO

Passados os 100 primeiros dias de posse de centenas de novos prefeitos em todo o Estado de São Paulo, o que temos a comemorar? Na capital São Paulo, o prefeito João Doria fez tremenda revolução na área da saúde, zerando em apenas três meses a fila de exames médicos que herdou da gestão de Fernando Haddad. O corujão criado por Doria realizou 328,9 mil exames em apenas 90 dias, além de outras melhorias feitas na maior cidade da América Latina. O prefeito se tornou tão popular que já está sendo cotado para a disputa do governo do Estado, aparecendo em pesquisa na liderança, com 42,5% de intenções de voto. Já em São Caetano do Sul estes 100 dias foram verdadeiro caos para a população da cidade. O impopular prefeito José Auricchio Júnior transformou a cidade num pesadelo. Demitiu centenas de trabalhadores das áreas da saúde, da limpeza e da conservação da cidade. José Auricchio cortou verbas essenciais nas pastas de esporte e turismo (34% do orçamento); na saúde, a redução foi de 27%; na educação, o corte foi de 18%; e na segurança houve 23% de queda na previsão atual. O prefeito, que em campanha prometeu quase trazer a praia até São Caetano, cortou centenas de bolsas de estudo dos estudantes da cidade, além de cortar ajuda a bolsistas que estudam fora. Em 100 dias de desgoverno tucano, Auricchio transformou a cidade numa indústria de multas, para meter a mão no bolso do cidadão de dentro e fora da cidade. Transformou o atendimento na área da saúde num pesadelo, no pronto-socorro, no hospital infantil Márcia Braido e nas UBSs, com espera de quatro a cinco horas para ser atendido. Transformou a cidade numa praça de ambulantes, de mendigos e de pedintes que abarrotam praças e calçadas do centro da cidade. Ou seja: São Caetano, que sempre foi considerada uma das melhores cidades do Brasil para morar e viver, foi transformada pelo tucano num caos administrativo sem precedente em sua história. Como diz o ditado popular: quer conhecer o político, dê-lhe poder e dinheiro. Não poderia ser diferente, o que esperar de quem foi eleito por menos de 1/3 dos eleitores da cidade, 32.067 mil votos, se não que fosse vingativo? Muitos dos que votaram em Auricchio acreditando em suas promessas mentirosas já pedem seus votos de volta.

Turíbio Liberatto turibioliberatto@hotmail.com

São Caetano do Sul

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GESTÃO X POLITICAGEM

Em meio a uma prolongada entressafra de bons políticos, aliada a notícias diárias lidas nas páginas policiais sobre Vossas Excelências que se elegerem com dinheiro de propina ou que são detentoras de dezenas de processos no STF, quando surge um gestor se sobressaindo por cumprir suas promessas de campanha, dando transparência à sua gestão, começam a surgir especulações de todos os tipos, desde as mais ruidosas que o acusam de se fantasiar de gari para passar a imagem de popular até as que o apontam como um aventureiro que deseja usar a prefeitura como trampolim para chegar ao governo de São Paulo ou até à Presidência da República. O fato é que muitos políticos mal intencionados hoje temem o prefeito de São Paulo, que pode estender sua competente gestão ao governo do Estado ou ao Palácio do Planalto, ameaçando suas pretensões políticas baseadas no velho "toma lá dá cá" regado a muita propina. 

Paulo R. Kherlakian paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

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RECADO A DORIA

Não vá com muita sede ao pote. Vá devagar, que você chega lá. Votei em João Doria para prefeito, e não em Bruno Covas. Que Doria termine o seu mandato de prefeito e respeite quem nele votou.

Leonidas Alperowitch leonidas@replac.com.br

São Paulo

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CUIDADO, PREFEITO

O prefeito João Doria disse que iria "prefeitar" Agora, já está dizendo que atenderá à solicitação do governador para se candidatar ao governo. Cuidado, prefeito, votei no senhor e arrastei muita gente comigo, e posso fazer o inverso. São Paulo precisa de alguém que faça o que o sr. está fazendo, mas o trabalho é longo e árduo. Não se deixe levar pela vaidade. Veja a alma penada de José Serra: prefeito sem acabar o mandato, governador sem acabar o mandato, candidato a presidente, candidato a presidente, senador, ministro, senador (estou cansada). Prefeito, fique onde está, trabalhe, mostre o que faz, mas, pessoalmente, não nos canse, seja discreto. Construa um grande alicerce e, então, será imbatível. O senhor é jovem e tem tempo para isso. Sua candidatura antes da hora é tão inconveniente quanto quem quer tirar Sérgio Moro do maravilhoso trabalho que está fazendo para se candidatar a presidente. Cada macaco no seu galho. Calma, prefeito, calma. Faça grande alarde de suas obras para que sirvam de exemplo a outros.

Cecilia Centurion ceciliacenturion.g@gmail.com

São Paulo

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'PREFEITAR'

A ambição humana é sempre boa quando dirigida para o bem comum; a ambição política causa cegueira. O prefeito recém-eleito cogita de cargos superiores, mas deve, sim, "prefeitar". A cidade ainda está um caos, com faróis apagados, calçadas esburacadas e crateras no leito carroçável. Melhor discutir planejamento e implementação de uma cidade linda, sem foros de disputa eleitoral de modo prematuro, deixando perplexo o eleitor que acreditou no gestor.

Yvette Kfouri Abrao abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO ESBURACADA

Li uma entrevista do prefeito João Doria em que ele dizia que as ruas da cidade estão cheias de buracos, deixados pelo ex Fernando Haddad. Para consertar tudo, sugiro que ele tape o buraco de Haddad todos os dias.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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SP PRECISA SER EXEMPLO

Se as ruas da cidade de São Paulo no passado tivessem sido asfaltadas pelo preço justo pago, sem passar por várias mãos corruptas, será que estariam em pandarecos hoje, com tantos remendos que mais parecem a pior das piores ruas esburacadas de terra? Que tal o prefeito João Doria cobrar os bilhões devidos em ISS pelas empresas e tornar nossas ruas novamente transitáveis? Vale a pena ter esse passivo todo sem cobrar dos responsáveis, ou transformar a cidade naquele exemplo que merece, como a maior e mais dinâmica cidade do País? Nós devemos dar ao Brasil esse exemplo, não devemos? Pelo menos produzimos e pagamos por ele.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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SÃO PAULO VERDE

Muito ainda tem de ser feito e refeito, depois do desgoverno "pedalante" de Fernando Haddad. Mas a iniciativa de corredor verde na Avenida 23 de Maio mostra que é possível, sim, devolver à nossa Sampa querida seu porte de metrópole, apesar do esforço de tantos de aviltá-la. Sugestão: se cada proprietário de muro ou fachada plantar uma simples unha-de-gato, se cada construtora for obrigada a fazer o mesmo com os pilares dos viadutos, etc., quero ver a turma do spray continuar enfeiando o que não é deles, é de todos nós - portanto, de ninguém em particular.

Marly N. Peres marly.lexis@gmail.com

São Paulo

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MANANCIAIS

Editorial publicado na página A3 da edição de 7 de abril ressaltou a grave degradação por que passam as áreas de proteção dos mananciais. O sistema que abastece a região de Campinas é assessorado pelo Consórcio Intermunicipal das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, conhecido como consórcio PCJ. São 35 municípios abrangendo grandes, médias e pequenas cidades que constituem 15% do PIB do Brasil. A demanda de água nas Bacias PCJ é de 17 m3/s para abastecimento urbano, 13,5 m3/s para uso industrial e 7 m3/s para consumo rural, sendo a produção insuficiente para a demanda. Em 2002 a ONG Elo Ambiental de Vinhedo, à qual sou filiado, começou um movimento no sentido de preservar toda a região abrangida pelas Bacias do PCJ, apoiaram a inciativa entidades beneficentes, as Câmaras Municipais de Piracicaba e Vinhedo e o próprio secretário de Estado professor José Goldemberg, em ofício de 27/6/2002, propôs criação de unidade de conservação do conjunto das Serras dos Cocais, dos Lopes, Atibaia e Jardim, unindo-as à Serra do Japí. Com representantes de Legislativos, a Elo Ambiental elaborou a minuta do Projeto de Lei n.º 44 de 2006 para a criação da APA do Saua - macaquinho em extinção que dá o nome a todo o processo subsequente. De 11/2/2016 até 9/4/2008, o projeto percorreu todas as comissões da Assembleia Legislativa e estava pronto para ir a plenário. Só que nunca foi, por determinação do governador Geraldo Alckmin. Foi, então, que nós, da Elo Ambiental, montamos um dossiê mostrando a importância da preservação de toda aquela área das Bacias do PCJ e, em 27/3/2009, encaminhamos ao Condephaat e ao Iphan, solicitando o tombamento de parte da área com aproximadamente 200 km2, como patrimônio natural do Estado. Em 19/9/2011 fomos convidados a participar da reunião do Conselho do Condephaat (a única vez que nos ouviram), e nela foi aprovada a abertura do processo de tombamento n.º 6.532/11. No início de 2001 foram informadas as prefeituras de Itatiba, Valinhos, Vinhedo e Louveira sobre a abertura do processo, e a partir daí começou o processo de desmanche, pois parte da área a ser tombada os planos diretores das citadas já haviam reservado para a construção de condomínios. Os prefeitos das citadas cidades solicitaram audiência com o governador Geraldo Alckmin, e, recebidos, pediram alterações substanciosas com redução drástica da área a ser tombada. Como 2012 era ano eleitoral e os quatro candidatos a prefeito eram aliados do governador, este atendeu todas as reivindicações dos prefeitos, reduzindo drasticamente a área a ser tombada. A pedido do governador, em reunião em 19/4/2012 no Palácio dos Bandeirantes com a presença de funcionários da Casa Civil, do Instituto Florestal, do Condephaat e dos prefeitos de Itatiba, Valinhos, Vinhedo e Louveira, foram apresentados os planos diretores das respectivas cidades com grandes áreas dentro daquelas a serem tombadas, destinadas à construção de condomínios e loteamentos. Assim, foram subtraídas importantes áreas de mananciais a troco de, segundo ele, permitir o crescimento das cidades. É preciso citar que a Elo Ambiental, parte do processo, não foi convidada a participar da malfadada reunião. A pedido da Elo Ambiental, foi, então, aberto Inquérito Civil no núcleo GAEM/PCJ- Campinas - sob n.º 14.1097.0000013/2012-4. Em reunião do Condephaat de 12/8/2015, decidiu-se pela exclusão das áreas regidas pelos planos diretores, e, inimaginável, a presidente do Condephaat propôs o arquivamento do processo de tombamento. Fomos à Corregedoria do Ministério Público em São Paulo e, ao tomar conhecimento dos fatos, foi nos dito que, como a principal interessada Elo Ambiental não foi convidada para as reuniões citadas, não exerceu o direito do contraditório, portanto o processo é nulo de pleno direito. Lendo o editorial do "Estadão", de que adianta levantamentos de especialistas sobre a situação degradante dos mananciais de São Paulo, quando um grupo de ambientalistas propõem a preservação de uma macrozona de preservação com 200 km2 de área e o próprio Estado se opõe? O fim previsível é que será extinta a APA do Saua, também habitat do macaquinho saua, e sua extinção.

Gilbert Othoniel cristiane@fami.com.br

São Paulo

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NOMEAÇÃO DE DELEGADOS DE POLÍCIA

O governador Geraldo Alckmin quer nomear apenas 74 delegados de polícia. Ora, na última chamada foram nomeados 80 (oitenta) delegados de polícia. E agora, em 2017, com uma arrecadação tributária maior, ele quer nomear uma quantidade menor, 74. O mínimo que se espera é que ele nomeie novamente mais 80 delegados. O Estado precisa. Segurança pública, assim como saúde, não pode esperar, é urgente. Qual a lógica de nomear menos do que na última nomeação? No mínimo, 80 delegados de polícia, senhor governador. A Polícia Civil de São Paulo pede socorro!

Rodolfo Augssto Pereira César rodolfogoran@yahoo.com.br

São Paulo

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ANTES QUE SEJA IRREVERSÍVEL

O Brasil ostenta hoje um triste estandarte, o do maior número de homicídios do planeta, com crescimento anual assustador, segundo organizações internacionais respeitáveis. A evolução do problema clama por soluções urgentes nos setores da repressão, da implementação de medidas sociais, dos procedimentos jurídicos e da revisão das leis, entre outros, sob pena de o agravamento da atual situação evoluir para um cenário irreversível, com consequências impossíveis de avaliar. Não devemos nos esquecer da advertência de Darcy Ribeiro quando afirmou, lá nos idos de 1982: "Se os governantes não construírem escolas, em 20 anos faltará dinheiro para construir presídios". Talvez, de lá para cá, não as tenhamos construído em número suficiente, mas nunca é tarde para corrigir a falha. Por outro lado, deve-se ter em mente que o País vive no momento uma emergência de segurança pública, cujo alívio não pode esperar tanto.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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'AUTORITARISMO MIDIÁTICO'

Não tenho procuração para defender o vereador Fernando Holiday, mas não concordo com o que a jornalista Vera Magalhães afirmou em sua coluna de domingo, 9 de abril ("Autoritarismo midiático"). Criticar o vereador por ir até escolas e verificar se os professores estão doutrinando ideologicamente os alunos é o mesmo que não gostar se ele for às ruas verificar se estão tapando os buracos do asfalto, ou se ele checar como estão sendo tratados os doentes nos hospitais municipais. Ou a jornalista prefere que ele, a exemplo da maioria, não saia de seu gabinete, ou só ande pelas ruas em época de eleição? Francamente!

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

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COMPARAÇÃO RUIM

Concordo com a tese, ou melhor, com a ideia de Vera Magalhães em "Autoritarismo midiático" (9/4, A6). Porém a comparação entre Jean Wyllys e Fernando Holiday é muita falta de imaginação. A cusparada, seja de esquerda ou de direita, não se atenua. Os dois gestos podem estar errados, mas uma coisa é invadir uma sala de aula sem convite, a outra é cuspir no rosto de uma pessoa.

Edison Costa edisonjcosta@icloud.com

São Paulo

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IDEOLOGIA DE GÊNERO

Reportagem recente (6/4) sobre a existência de vários tipos de gênero cita uma sugestão da Universidade da Califórnia. Mas a Academia Americana de Pediatria e a psiquiatria da mais renomada instituição médica dos EUA, a John Hopkins University, afirmam que nós não escapamos das leis da biologia, que só existe um gênero, o humano, e que somos macho ou fêmea, mesmo nos raros casos de alteração da diferenciação sexual. Alertam para o risco dos tratamentos hormonais em adolescentes, testosterona em meninas, estrógeno em meninos, como hipertensão e tromboses. Tenho amigos gays que se reconhecem homens e mulheres, mesmo com suas orientações sexuais. O respeito que devemos a eles não depende de nenhuma ideologia, mas pelo simples fato de serem humanos como nós.

Hugo Hideo Kunii  hugo.kunii@terra.com.br

Campinas

 

 

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