Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

14 Abril 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

A jararaca e os crocodilos

Como parte das revelações que vêm sendo escancaradas pelo tsunami Odebrecht, destaca-se o relato à Procuradoria-Geral da República feito pelo presidente do Conselho de Administração da empreiteira, sr. Emílio Odebrecht. O empresário afirma que era o próprio então presidente Luiz Inácio Lula da Silva que fazia os pedidos de “contribuição financeira” diretamente a ele. Em que pese a defesa de Lula alegar que se trata de “acusações frívolas, pela ausência de qualquer materialidade”, o fato é que o relato por escrito do empreiteiro traz à luz detalhes pitorescos, se não fossem trágicos. Em certa ocasião, o executivo, alarmado com as grandes somas das tais “ajudas”, disse ao “amigo” Lula: “Seu pessoal está com a goela muito aberta, está mais para crocodilo do que para jacaré”. Talvez inspirado na malfadada analogia réptil Lula tenha adotado jararaca como “codinome”. Está agora se arrastando no lamaçal exposto pelas delações e estará no dia 3 de maio na mira de um exímio caçador, Sergio Moro.

LUÍS LAGO

luis_lago1990@outlook.com

São Paulo

Picareta x escavadeira

Ainda no século passado, o homem mais honesto do Brasil, quando foi para o Congresso, disse que, no mínimo, 300 de seus colegas eram picaretas. Aprendeu a lição na escola da vida, mas como a picareta é ferramenta pouco eficiente, passou a trabalhar com uma escavadeira!

CARLOS ICARAHY GONÇALVES

icarahyrg@gmail.com

São Paulo

Lula e seu banco privado 

Ao que parece, Lula realmente foi o mais esperto dos envolvidos em corrupção na Lava Jato e outras apurações criminosas. Ele simplesmente não pegou o dinheiro fruto de atividades ilícitas e o colocou em bancos suíços, panamenhos, angolanos, cubanos, venezuelanos ou quaisquer paraísos fiscais (ainda não se sabe!). Em sua esperteza, ele criou seu banco próprio – Banco Odebrecht, agência 13, conta “amigo”. E sacava os recursos financeiros quando precisava! Do mesmo modo não era dono de nada. Nem sabia de nada, nem mesmo que seu irmão recebia ajuda mensal de R$ 5 mil, que seus filhos ficaram ricos. E se for condenado, e preso, no futuro não saberá quem o prendeu nem onde ficou...

JOSE R. DE MACEDO SOARES

joserubens@jrmacedoadv.com.br

São Paulo 

Não cola mais

Emílio Odebrecht e seu filho Marcelo confirmaram em depoimento à Lava Jato tudo o que já se desconfiava: as reformas e a compra de móveis para o sítio em Atibaia e para o Instituto Lula e ainda as palestras do doutor honoris causa Lula da Silva foram regiamente pagas pela empreiteira. O estádio do Corinthians, o Itaquerão, segundo Emílio, foi outro agrado a Lula, que custou R$ 1 bilhão, financiado, com dinheiro público, pelo BNDES e pela Caixa Econômica, que acabou se transformando num imbróglio impagável. Sem foro privilegiado e afastado do poder, o que fará o inocente Lula diante de tantas evidências levantadas pela Lava Jato? Dirá que é tudo invenção da imprensa golpista ou intriga da oposição? 

PAULO R. KHERLAKIAN

paulokherlakian@uol.com.br

São Paulo 

O dono do País

Em entrevista publicada ontem (A10), Fernando Haddad, como fazem seus colegas do PT, joga toda a responsabilidade sobre a empreiteira ao dizer: “Pelo jeito, a Odebrecht se achava dona do País”. Hoje todos sabem quem se achava dono do País. A empreiteira comprava as oportunidades que lhe interessavam. E segue o jogo petista de achar culpados que iludiram seu santo, o mais honesto, o impoluto líder supremo. Por favor, poupem-nos dessa cantilena, já deu!

CARLOS EDUARDO HILLS LOPES

cehills@gmail.com

São Paulo

Bobo da corte

Ao contrário da avaliação do ex-prefeito Fernando Haddad de que a Odebrecht se achava dona do País, essa prerrogativa é do PT, seu próprio partido, que de forma espúria e corrupta contaminou todas as esferas do Executivo, do Legislativo e até o Judiciário, visando unicamente a um projeto criminoso de poder. Marcelo Odebrecht, como o próprio afirma, era a penas o “bobo da corte” do (des)governo do PT.

JOSÉ C. CRESPIN

jose.crespin@gmail.com

São Paulo

Basta!

Já que todos os partidos se transformaram, de fato, em quadrilhas organizadas, reservo-me o direito constitucional de exigir que o dinheiro dos contribuintes não mais financie essa corja. 

DOMINGOS CESAR TUCCI

d.ctucci@globo.com

São Paulo

URBANISMO

Um conto de duas cidades

Ao ler sobre a peregrinação do prefeito de São Paulo à Coreia do Sul (Prefeito busca na Coreia patrocínio para sistema de ônibus inteligente, 11/4) passou-me umasensação de déjà vu inverso. Há 32 anos, como consultor do Banco Mundial, organizei visita técnica de uma comitiva de oficiais coreanos ao Brasil para conhecerem as inovações de transporte urbano nas cidades brasileiras. Na época a Coreia ainda era considerada país de Terceiro Mundo, Samsung, Kia e Hyundai eram fabricantes de produtos de péssima qualidade, desprezados até pelos consumidores domésticos. Seul tinha uma só linha operacional de metrô e o serviço de ônibus operava de maneira caótica, lenta, desconfortável e imprevisível. Ao contrário, os corredores de transportes das cidades de Porto Alegre, Curitiba e São Paulo já eram tidos como referência internacional na gestão eficiente de transporte público. Os convidados, o diretor-geral de transporte urbano do Ministério de Transporte e outros oficiais da prefeitura de Seul e polícia de trânsito, ficaram muito impressionados com os avanços que viram. Ao retornar a seu país, falaram em adaptar o espírito inovador do Brasil. Fizeram. Hoje, 32 anos depois – no intervalo a Coreia investiu pesadamente em educação, inovação tecnológica, aperfeiçoamento de administração pública, melhoramento da infraestrutura –, à única linha de metrô foram adicionadas mais 17, chegando a quase mil quilômetros de linhas na área metropolitana da capital. A indústria de eletrônicos e automotores hoje é referência mundial de inovação e qualidade. E agora o prefeito de São Paulo vai lá para observar e importar as inovações coreanas na gestão de transporte urbano. Dou meus parabéns ao espírito diligente do sr. João Doria por ir à fonte buscar as melhores soluções e aplicar as melhores práticas aqui. Mas pensando na trajetória diferenciada de Seul e de São Paulo, duas cidades em polos opostos do mundo, fico triste.

WILLIAM THORNHILL

thornhillws@gmail.com

São Paulo

UMA GRANDE DECEPÇÃO

A tão esperada lista do ministro Edson Fachin, trazendo 98 nomes de pessoas que cometeram ilícitos relacionados com a Operação Lava Jato, ao fim, será uma decepção. Dos 98 apontados, apenas 24 sofrerão julgamentos e terão penas decididas. Estes são os delatados que não têm foro privilegiado. Os demais 74 que têm foro privilegiado provavelmente nem terão julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF). A praxe no nosso mais alto tribunal é não julgar processos de pessoas com este foro, como tem ocorrido há mais de dez anos. A imprensa divulgou que, por exemplo, Romero Jucá e Renan Calheiros têm mais de dez processos, incluindo roubo, há mais de dez anos, mas nunca foram julgados. Jucá tem processo não julgado que já prescreveu. O foro privilegiado se transformou numa "licença para roubar". Assim, a lista de Fachin resultará em 24 julgamentos em instâncias mais baixas, uma grande decepção para a Nação e uma indagação: por que o STF age assim, contrariando sua responsabilidade constitucional? Haverá algum interesse especial envolvido?

Fabio Figueiredo fafig3@terra.com.br

São Paulo

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NÃO EXISTE ALMOÇO GRÁTIS

Enfim, foi divulgada a lista referente às delações dos executivos da Odebrecht. Foram 98 políticos, entre governadores, senadores, deputados federais e ex-presidentes, e, se somarmos a ela todos aqueles que já foram denunciados e condenados, teremos uma boa ideia dos motivos pelo quais o povo brasileiro vem passando por tantas dificuldades. Ocupando cargos importantes nos governos estaduais e federal, formaram quadrilhas que assaltaram os cofres públicos de uma maneira tão voraz, como jamais aconteceu em nossa história. E a quase totalidade deles, quando indagada pela imprensa, responde que não cometeu crime algum e que todos os seus gastos de campanha foram efetuados de acordo com a lei e aprovados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Obviamente se apegam à desculpa das doações através do caixa 1, o que, na verdade, não significa nada. Tais doações legais são assim classificadas porque estes políticos, quando ocupando cargos públicos, aprovaram tal legislação, que lhes permite angariar recursos das empresas e indivíduos para as suas campanhas eleitorais, muitas vezes verdadeiros achaques. A frase, repetida à exaustão pelos economistas, de que "não existe almoço grátis" sintetiza bem o fato de que um empresário só dará o seu dinheiro a um político se receber alguma vantagem por isso. E essa prática ilegal e imoral atingiu um estágio tal que vem se apropriando há anos de vultosas verbas públicas. São práticas que deveriam ser enquadradas como crimes hediondos, pois elas irão fazer falta para a saúde e a educação, entre outros encargos do poder público. O crime é tão cruel que, por exemplo, quando o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral Filho foi a Paris gastar o produto do seu botim, em jantares regados a champanhe, alguém naquele Estado morreu nas filas dos hospitais por falta de recursos. Ele é o símbolo de tais crimes, pois roubou tanto que deixou aquele Estado nas condições atuais de penúria total. E, se resolver negociar uma delação premiada, não poderá receber regalias como aquelas do ex-presidente da Transpetro, que ganhou direito à prisão domiciliar, que ele vem cumprindo em sua mansão numa paradisíaca praia no Ceará. Para ele, o crime valeu a pena.

 

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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QUEM SOBRA?

Como a lista de Fachin envolve políticos de quase todos os partidos em todas as esferas da política nacional, cabe a seguinte pergunta: quem sobra no atual quadro político nacional para que possamos dirigir nossos votos nas próximas eleições? Caso fique efetivamente comprovado que todos os listados e denunciados nesta lista sejam efetivamente culpados por seus atos, ficaremos sem ter em quem votar, pois a grande maioria destes se tornará ré, poderá ser cassada e perder seus direitos políticos por um longo período de tempo. Assim, restarão tão somente representantes de pouca estatura no Congresso Nacional que ainda possam exercer alguma função política daqui para a frente. As delações da Odebrecht atingem até Michel Temer, que, por enquanto, ainda não pode ser investigado por ser presidente da República. Mas atentem para este fato: até nosso atual presidente está na lista de Fachin! São ministros de Estado, senadores, deputados federais, governadores, prefeitos, ex-presidentes e muito mais gente que não goza de foro privilegiado na atualidade. Quem sobra? Todos tiraram sua "casquinha" do sistema de propina das empreiteiras para poderem enriquecer à custa de falcatruas, mesmo ocupando altos cargos públicos e recebendo altos salários durante décadas, mostrando que sua ganância nunca teve fim. Quem sobra? Efetivamente, somente nós, da população incrédula que em seu dia a dia vê um país cada vez mais corrupto, mais injusto, mais inseguro, mais sem saúde e com estes políticos nos roubando a cada segundo ainda querendo se passar por heróis.

Boris Becker borisbecker@uol.com.br

São Paulo 

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AFIANDO O FACÃO

O ministro Edson Fachin manda abrir inquérito contra 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados. A nós, pobres eleitores, só resta esperar até 2018 para ver se sobra pelo menos um político de confiança em quem possamos votar.

Virgílio Melhado Passoni mmpassoni@gmail.com

Jandaia do Sul (PR)

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LAVA JATO

Por pouco a relação de Luiz Edson Fachin, ministro do STF, não transforma o Congresso Nacional numa extensão da Papuda. 

Humberto Schuwartz Soares hs-soares@uol.com.br

Vila Velha (ES)

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RENÚNCIA COLETIVA

Há uma falência generalizada dos Três Poderes da República. A lista do fim do mundo veio a ser divulgada e não temos mais ambiente para sofrermos reformas ou impactos pelos desmandos praticados. O único caminho que se enxerga é que os Três Poderes, em prol da Nação e do bem público, façam uma renúncia coletiva e convoquem um plebiscito para traçar os destinos do Brasil, solapado pela corrupção e desmoralizado por uma classe política sem compromisso com a sociedade civil.

Carlos Henrique abraoc@uol.com.br

São Paulo

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SERÁ UMA MAROLINHA?

A população brasileira atingiu o pico da exaustão e da saturação, transbordou o seu limite de paciência e tolerância com a situação catastrófica do Brasil. Tudo começou quando o petelulismo assumiu o comando do País, pulverizando políticos corruptos em postos-chave do poder. Mais 98 envolvidos nesta sujeira e indecência sem precedentes foram divulgados: 8 ministros de Estado, 24 senadores, 3 governadores, 2 prefeitos, 39 deputados, 1 deputada, 1 ministro do TCU (todos na ativa, ou seja, ainda mamando nas nossas tetas). E, além destes, há 3 ex-ministros, 2 ex-governadores, 3 ex-deputados, 3 ex-prefeitos e 9 agregados envolvidos nos crimes apontados. Imaginem, diante de tal situação vergonhosa, qual é a nossa imagem perante o mundo. Porém, se perguntarem a Lula a respeito, além de negar qualquer tipo de envolvimento, dirá que não sabia de nada e ainda afirmará que estão querendo envolvê-lo sem que ele entenda o porquê de estarem fazendo uma marolinha da situação. 

Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo

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NOSSA ALEGRIA

Prezados amigos deste fórum, vocês não imaginam o enorme prazer que eu sinto - diria mesmo uma pérfida alegria - em ver todo este "monte" de políticos serem denunciados. Vejam a que ponto lamentável nós chegamos: a desgraça deles é a nossa alegria. Sinceramente, desejo que todos sejam condenados, percam seus mandatos e sejam banidos da vida pública para sempre, e que esta nossa triste e corrupta política seja renovada com gente mais decente. Ouso imaginar que este é o desejo de todo cidadão honesto deste triste país, que está cansado de todas estas pessoas e de suas maracutaias.

Paulo Sérgio P. Gonçalves ppecchio@terra.com.br

São Paulo

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VIGILÂNCIA

O furo de reportagem do "Estadão", com a divulgação dos nomes de políticos e autoridades delatados por ex-dirigentes da Odebrecht, em que o ministro relator do STF Edson Fachin autoriza abertura de inquéritos, demonstra bem a importância do jornalismo de qualidade no dia a dia do povo brasileiro. Principalmente neste momento em que a Nação toma conhecimento do tamanho da roubalheira nas nossas instituições, protagonizada pela própria classe política.  Ora, o que teria sido da sociedade brasileira, se não tivéssemos um jornalismo ativo, sério, determinado e compromissado com os leitores e com o País? Certamente, hoje, Lulas, Renans, Cunhas e centenas de outros envolvidos na Lava Jato estariam desviando mais recursos da saúde, da educação, da merenda escolar, etc. e poderiam transformar este Brasil numa Venezuela. É lógico que merece a nossa reverência pelo trabalho extraordinário que vem desenvolvendo o nosso Ministério Público Federal, a Polícia Federal e um Judiciário decidido a enfrentar estes gatunos com rigor. Mas a vigilância incansável da imprensa tem sido decisiva também para encurralar os envolvidos nesta corrupção da era petista.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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ATO DE CORAGEM

Quando, no Brasil, alguém teria a coragem de mandar abrir inquéritos contra 98 pessoas muito bem engravatadas, não levando em consideração os "privilegiados"? A história de Ali Babá ficou para trás. Pudera, a imensidão de nossa pátria não poderia ser maculada unicamente por 40. Continuamos a acreditar em brasileiros destemidos, do naipe do ministro Edson Fachin, do juiz Sérgio Moro e, certamente, de outros brasileiros e brasileiras que lutam por uma pátria livre e pujante, extirpando todos, indistintamente, os responsáveis pela tragédia que estamos vivenciando. Ainda está em tempo de salvarmos o Brasil.

Valdir Abdallah papi.brasil@hotmail.com

São Paulo

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BANDIDOS ENGRAVATADOS

Com a divulgação dos nomes dos componentes da lista do ministro Fachin, com alguns nomes confesso que fiquei surpreso, estarrecido, porque traíram a confiança do povo brasileiro. Com outros nomes, simplesmente se confirmou o que eu já sabia: são currículos não recomendáveis, de assaltantes de bancos, terroristas, assaltantes de trem, exilados políticos, guerrilheiros, etc. Afinal, o que nós, brasileiros, podemos esperar destes verdadeiros bandidos engravatados?

Arnaldo Luiz de O. Filho arluolf@hotmail.com

Itapeva

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ONDE ESTAVAM?

Quer dizer, então, que a Receita Federal consegue pegar pequenas discrepâncias nas declarações dos assalariados, mas não consegue descobrir todo este dinheiro roubado nas mãos dos políticos, empresários e servidores públicos? Que dizer, também, do Tribunal de Contas da União e do Tribunal Superior Eleitoral?

André Coutinho arcouti@uol.com.br

Campinas

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ALGO DE PODRE

Considerando que nós, os brasileiros mortais, quando precisamos sacar valores acima de R$ 5 mil, temos de provisionar a quantia 24 horas antes, conforme previsto no artigo 2.º da Resolução CMN 3.695, de 2009, pergunto: como os envolvidos na Lava Jato conseguem movimentar milhões e milhões de reais em espécie, e ninguém "percebe"? Há algo de podre no reino da Dinamarca bancária brasileira?

Ataliba M. de Moraes Filho ataliba@outlook.com

Araçatuba

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A LISTA

Na Disney, alívio: nenhum dos irmãos Metralha foi citado...

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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ÍDOLOS DE BARRO

Os vestais que se diziam probos, agora, chafurdam na mesma lama dos seus pares, a quem acusavam do alto de seus púlpitos de barro, que ora se despedaçam diante dos olhos esbugalhados da Nação tinta de vergonha. Adoro a Língua Portuguesa.

Elisabeth Migliavacca

São Paulo

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EDUARDO PAES

Ah, bom! Finalmente, vejo satisfeitas as reclamações postadas em "Pitacos" nos dias 22/2/2017, com título "Dúvida cruel" e, em 30/3/2017, com título "Humor". Um dos políticos citados na lista do Fachin, para abertura de inquéritos criminais, é o "Nervosinho" que apareceu anteriormente na planilha da Odebrecht. Ele tentou se esconder atrás de um "curso" que está fazendo no exterior, mas não deu. Vai ter de responder a inquérito a ser conduzido pelo STF por ter "abocanhado" um "acarajézinho" de R$ 15 milhões na facilitação de contratações da Olimpíada Rio-2016 com a empreiteira corrupta. Safou-se de ter seu inquérito encaminhado à primeira instância por pura sorte, porque cometeu outro crime em conjunto com um candidato a deputado federal pelo Rio de Janeiro a quem apoiou, e acabou na carona do foro privilegiado desse candidato. Ao vê-lo com sua indumentária de "malandro carioca" na abertura da Olimpíada do Rio, pensei comigo: "Nunca uma caracterização foi tão perfeita". Neste momento, os habitantes de Maricá devem estar soltando foguetes de alegria.

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

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CHIFRE OLÍMPICO

Era tanto amor que o ex-prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes chegava a ficar com os olhos marejados ao falar da querida Olimpíada de 2016. Mas vejam só que desilusão, ele tinha uma amante chamada propina. Ai, como dói uma traição de R$ 15 milhões...

Ricardo C. Siqueira ricardocsiqueira@globo.com

Niterói (RJ)

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SE FOSSE NO JAPÃO...

Cambada de sem vergonhas, até agora nenhum suicídio? Que coisa mais sem graça.

Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)

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SAMURAI

Código de honra dos samurais que nada, os políticos suspeitos de corrupção caíram, na verdade, num engodo, dinheiro farto e fácil, porém a cadeia e a distância das delícias fazem os delatores abrirem o bico e acabar com a farra. A Páscoa desta gente, com certeza, virá com chocolate bem amargo.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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A LISTA DE FACHIN

Tal qual as bruxas de Salem, que acusavam os outros da feitiçaria que lhes era própria, Lula e seus asseclas vão pelo mesmo caminho. As bruxas tiveram sucesso, levaram seus desafetos à morte. Lula & comparsas também, mas, diferentemente delas, estão morrendo junto.

Sandra Maria Gonçalves sandgon@terra.com.br

São Paulo

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TRAMPOLIM PARA A CORRUPÇÃO

A lista de Fachin parece ter a pretensão de faturar um apocalipse, mas só para os mais incautos, pois é impossível colocar lado a lado Lula e FHC, não apenas como pessoas, mas também como trajetória política. Assim como não dá para estabelecer um paralelo entre o PT - um partido claramente corrupto e banalizador - com o PSDB, que, apesar de muitas falhas, se mostra mais íntegro e moderno. É tão óbvio que o STF está servindo de trampolim para que a corrupção permaneça no País que chega a constranger o fato de ter nacionalidade brasileira. E observamos que a lista saiu em seguida à publicação, no domingo (9/4), do "Manifesto à Nação", de Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias, cuja proposta é a união da Nação para mudarmos o "status quo" político vigente. Coincidência?

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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'MANIFESTO À NAÇÃO'

Notável a qualidade e substância do texto "Manifesto à Nação", publicado pelo "Estadão" (9/4, A2), chancelado por três eminentes advogados, expressões indiscutíveis do pensamento atualmente compartilhado por grande parte da sociedade. Elencam medidas clamadas por qualquer cidadão que observa hoje o avanço da decomposição na ética e na moral do País e lançam o desafio de, através de extensa mobilização, impor a realização de uma consulta popular visando à revisão da Carta Magna por comissão de notáveis sem vinculação política ou por congressistas que comporiam a Assembleia Constituinte. Louvores e apoio às propostas, embora tenha sido notada entre elas a ausência de uma tão necessária reformulação, que não pode se aninhar no "entre outros", do Poder Judiciário, particularmente no que diz respeito ao critério de escolha dos ministros da Corte Suprema. Deve-se mencionar, também, a dificuldade de colocá-las de pé, haja vista que medidas encaminhados pelo Ministério Público visando a diminuir o grau de corrupção reinante, assinadas por milhões de brasileiros, não conseguem andar, já foram até objeto de tentativa de desfiguração e de uma sugestão, pelo presidente da Câmara dos Deputados, de conferência das assinaturas.

Paulo Roberto Gotaç prgotac@hotmail.com

Rio de Janeiro

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NÃO COM A 'TIGRADA'

Manifesto à Nação? Fala sério! A nova Constituinte poderia ser escrita pelos presidentes da República vivos, Lula, Dilma, Fernando Henrique Cardoso, Sarney e Collor, numa cela de cadeia, cumprindo pena pelos seus crimes. O Brasil precisa se dar conta de que não há solução de continuidade possível para o avançado estado de putrefação em que se encontram a política, os políticos e as instituições brasileiras. As mudanças necessárias não virão desta tigrada que aí está. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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PROBLEMA FUNDAMENTAL

Calma aí, "Fórum", concordo que o "Manifesto à Nação" é muito bom, mas... Só agora os jornais e críticos começam a escrever e falar o Português claro sobre o governo do crime com gestão exclusivamente voltada para o beneficio dos criminosos. Viva a Lava Jato! A UND alerta e provoca "quem deve agir" sobre isso há 22 anos, sob pena de o responsável, se não agir, prevaricar, e já impediu privatização por US$ 600 mil de mina de nióbio que hoje sabemos valer US$ 4 trilhões. A solução sugerida no texto não resolve o principal problema, pois, posto como está, poderá manter os criminosos no poder e não resolver nada. Logo, identificar corretamente o problema é fundamental para resolvê-lo adequadamente.

Nelson Pereira Bizerra nepebizerra@hotmail.com

São Paulo

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REPÚBLICA MORIBUNDA

Após a divulgação da lista de investigados do ministro Fachin, fortaleci minha convicção de que o maior golpe que ocorreu no Brasil foi a proclamação da República. Não tenho dúvidas de que a República está moribunda em praça pública. Creio que é difícil a volta da monarquia, porém um remédio caseiro e barato seria o estabelecimento do parlamentarismo, sistema que, assim como a monarquia, tem a possibilidade de dissolução do Congresso. Pedro II, o rei da Espanha, o presidente da Itália, dentre outros chefes de Estado, dissolveram o Congresso várias vezes. O Brasil precisa de um primeiro-ministro separado do presidente da República, com um poder legislativo renovado e que possa ser recomeçado a cada vez que a corrupção estiver como uma fratura exposta.

 

Mário Negrão Borgonovi marionegrao.borgonovi@gmail.com

Rio de Janeiro 

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QUE EPIDEMIA É ESTA?

O Brasil foi vitimado por uma epidemia desconhecida que deteriorou o comportamento ético de agentes em várias áreas importantíssimas da sociedade organizada moderna. Apenas comentando os casos mais graves: a empresa Odebrecht, iniciada oficialmente em 1944 pelo jovem engenheiro Norberto Odebrecht, durante várias décadas atuou em vários projetos importantes de dimensões nacionais e internacionais, tornou-se a maior empreiteira nacional e uma das maiores internacionalmente. Mas, subitamente, a partir de 2004, passou a enveredar pelo caminho da corrupção institucionalizada, pagando propinas para agentes públicos e políticos a ponto de tornar-se a maior empresa corrupta do planeta, indesejada em alguns países onde já havia construído uma imagem de excelência empresarial. Além da Odebrecht, várias outras grandes empresas brasileiras foram acometidas desta terrível epidemia ética a partir de 2004 e estão beirando a falência. Funcionários públicos e de empresas privadas de carreiras de sucesso de altíssimo padrão, com altíssimos salários, nas maiores empresas públicas e privadas, todos com vários anos de bons serviços prestados em suas respectivas empresas, todos prestes a ser aposentados com privilégios incomuns de salário pleno e benefícios inatingíveis pelos pobres mortais, inexplicavelmente começaram a se corromper a partir de 2004, já no final de carreira para enriquecimento próprio e para capitalizar partidos políticos aos quais nem sequer eram afiliados. Políticos já renomados, reconhecidos nacional e internacionalmente, vencedores de várias eleições locais e nacionais, com campanhas modestas e tradicionais, de repente, as campanhas eleitorais se tornaram de custos milionários a partir de 2006, passaram a necessitar de milhões de reais de doações empresariais para custear suas surpreendentes milionárias campanhas eleitorais, alguns políticos nem candidatos eram, pois já ocupavam cargos eletivos ou não era ano eleitoral. Que epidemia tão estranha é esta que infectou todo o Brasil a partir de 2004?

Vagner Ricciardi vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

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METÁSTASE

A lista de Fachin é a metátese do câncer de corrupção que se espalhou no Brasil de norte a sul!

Omar El Seoud ElSeoud.USP@gmail.com

São Paulo

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SERIEDADE DA JUSTIÇA

A corrupção no Brasil está na cultura e no DNA da grande maioria da população e dos políticos. Até aqueles "acima de qualquer suspeita" nos decepcionaram com suas atuações criminosas. Alguns de quem se esperava o reconhecimento e um pedido de desculpas à população usam do desprezível artifício jurídico da negativa, demonstrando total falta de caráter, típica de criminosos rasteiros. Nossa nação vive um momento tristemente histórico. As pessoas sérias e éticas deste país, bem como do planeta, esperam uma posição séria e coerente da nossa Justiça, encarcerando estes delinquentes da vida pública e trazendo de volta aos cofres brasileiros tudo o que lhe foi surrupiado. 

Elias Skaf eskaf@hotmail.com

São Paulo

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A CHANCE DE O BRASIL MUDAR

O Brasil chega a um momento histórico, único, que lhe dá a chance de mudar toda a nossa forma de viver e poder decidir de uma vez por todas deixarmos de ser um "paiseco de merda" e trilharmos o caminho para chegar ao Primeiro Mundo! 

 

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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PEC

Depois da divulgação da lista do ministro Fachin, entendo e espero que nós, o povo enganado, roubado e tratado como indigente em matéria de inteligência, deveríamos propor uma PEC bem simples: Art. 1. Ficam os políticos, em todos os níveis, proibidos de legislar em causa própria. Art. 2. Fica extinto o foro privilegiado. Art. 3. Todo cidadão, empresário ou político condenado por corrupção na segunda instância perde permanentemente sua cidadania e seu direito de votar e ser votado e de ocupar qualquer cargo público, seja como nomeado ou como contratado. Art. 4. Revogam-se todas as disposições legais em contrário a esta PEC. 

Jair Nisio jair@smartwood.com.br

Curitiba

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O CAMELO E A AGULHA

A lista de Fachin nos remete a uma passagem bíblica em que Jesus diz o seguinte a um seu seguidor abastado: "É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no céu".

Atualizando, onde se lê abastado, leia-se político.

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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PARA ALÉM DA ODEBRECHT

Estão faltando uns 600 nomes de políticos envolvidos em corrupção. Fachin precisa rever a sua lista e aguardar as delações das outras empreiteiras envolvidas na roubalheira.

José Roberto Iglesias rzeiglesias@gmail.com

São Paulo

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VAZAMENTO PREMIADO

A delação premiada é o melhor instrumento que a Justiça possui para desvendar os escabrosos bilionários esquemas de corrupção que saqueiam sistematicamente o Estado brasileiro. Se anular uma delação é a única saída para os delatores, alegar vazamento ilícito é o caminho. Nesse sentido, tem toda razão a lúcida presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia: "O que se deve evitar é que o próprio investigado acabe beneficiado". Uma espécie de vazamento premiado.

Abel Pires Rodrigues abel@knn.com.br

Rio de Janeiro 

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CÁRMEN LÚCIA

Da palestra dada pela ministra Cármen Lúcia, presidente do Supremo Tribunal Federal, no Brazil Institute do Wilson Center, em Washington, cabe destacar: "O brasileiro fica, felizmente, cada vez mais intolerante com qualquer forma de corrupção, e essa é uma delas, a de oferecer o tempo de televisão e os seus espaços como forma de mercancia. Não se faz negócio com o bem público. (...) As instituições democráticas brasileiras estão em pleno funcionamento, sem nenhum tipo de interrupção desde a promulgação da Constituição de 1988. O descontentamento da população é dirigido menos às instituições e mais a quem as ocupa. O povo está querendo um Estado que tenha outro Poder Judiciário, outro Legislativo e outro Executivo ou outras pessoas nestes cargos? Se for outras pessoas, a questão não é da Constituição". Não poderia soar mais claro e oportuno, pois não?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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PINGOS NOS 'IS'

O delator Marcelo Odebrecht, em depoimento ao juiz Sérgio Moro, acabou colocando os "pingos nos is". Esclareceu, sobre os codinomes das planilhas da Odebrecht, que "Amigo" é mesmo Lula, "Italiano" é Antonio Palocci e "Pós Italiano" é Guido Mantega, entre outros delatados. Na verdade, o mais importante de tudo isso é a fisionomia de pavor do caudilho e ex-presidente que, dentro em breve, vai ficar cara a cara com o juiz federal Sérgio Moro. Pelo andar da carruagem, é melhor "elle" levar a sua escova de dentes para Curitiba. Que Deus nos ajude! 

Júlio Roberto Ayres Brisola jrobrisola@uol.com.br

São Paulo

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$I$TEMA BRA$IL

Interessantes os apelidos dados aos "supostos" políticos corruptos: "Nervosinho", "Mineirinho", "Botafogo", "Boca Mole", "Caju", etc. E o chefão, Lula (PT), tinha o apelido de "Amigo". Enfim, todos os envolvidos na lista do ministro Edson Fachin constam da planilha de propinas da Odebrecht, apenas. Imaginem todas as empreiteiras ou prestadoras de serviços para o governo fazendo a delação premiada. Pois é, creio que o $istema Bra$il corrupto é assim desde 1500! Terra à vi$ta! Ou não?

Alex Tanner alextanner.sss@hotmail.com

Sumaré

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O 'AMIGO' LULA

Réu em cinco processos referentes à Lava Jato e alvo de outros seis pedidos de investigações. Quem precisa de uma "Amigo" assim?

Adilson Pelegrino gumerci@terra.com.br

São Paulo

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DELAÇÕES

Qualquer hora dessas vão delatar e indiciar, "post mortem", Dom Paulo Evaristo Arns, e Lula andando solto por aí!

Francisco José Sidoti fransidoti@gmail.com

São Paulo

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COMO PROSSEGUIR?

Em primeiro discurso após a divulgação da lista de nomes envolvidos no maior caso de corrupção da história do Brasil, Michel Temer disse: "Não podemos paralisar o governo". Como pode propor uma coisa como essa, se grande parte dos implicados continua fazendo parte do governo, lotada em ministérios que o presidente tem sob sua responsabilidade? Não há como passar credibilidade a ninguém!

José Carlos Alves jcalves@jcalves.net

São Paulo

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POPULARIDADE

Os índices de popularidade de Temer estariam caindo. Qual é a entidade que faz a pesquisa e qual a amostragem? Porque, em meu entorno, a grande maioria é a favor da permanência de Temer até o fim do mandato. Em condições adversas, ele está conseguindo muito.

Hildegard Arnulphy arnulphy@escolaaed.com.br

São Paulo

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