Fórum dos Leitores

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O Estado de S. Paulo

15 Abril 2017 | 03h00

CORRUPÇÃO

Sem vergonha

Há poucos dias li que um governador de um Estado americano renunciara ao cargo por terem descoberto um caso extraconjugal. Já assistimos a políticos japoneses cometendo harakiri por serem citados em crimes de corrupção. Por aqui, além da indignação cínica, da negação, podemos vê-los rindo. Não há nenhuma vergonha, ninguém abrindo mão de seus confortáveis cargos e assentos parlamentares. Agarram-se ao foro privilegiado, confiando em que, diante da lentidão dos processos no Supremo Tribunal Federal (STF), com certeza se salvarão. Pobre País, construído com o trabalho de brasileiros que têm grande parte de seus ganhos desviada para bancar todas as benesses de que esses parlamentares e membros do governo se consideram merecedores. Pobre País, onde a corrupção é moeda de troca para legislarem, para enriquecerem. Estamos num momento único, na exposição de total falta de vergonha e descaramento. Mas também é o momento de nós, reles mortais, termos a responsabilidade de mudar esse quadro, que não permite que o País seja aquele prometido. Devemos exigir o afastamento de todos os corruptos, exigir transparência verdadeira, controle dos gastos e fim de todas essas regalias. Ser político, neste país, tem como único objetivo o enriquecimento. O triste é que a cobiça é tão ávida que não bastam as já absurdas regalias, têm de levar muito mais. Meu bisavô foi senador no início da República, só por amor ao País, por acreditar e querer um Brasil que fosse governado para e pelo povo. Nunca recebeu salário por isso. Era influente na região onde morava e nunca aceitou um centavo. Deve estar estarrecido, onde estiver.

LUCIA HELENA FLAQUER

lucia.flaquer@gmail.com

São Paulo

E agora, STF?

O trabalho do nosso Supremo é muito lento. O que será feito agora com a lista de Fachin? A lentidão é tão grande! Podemos dar como exemplo os processos do sr. Renan Calheiros, entre outros que não andam. Agora veremos como farão com o listão. Nós, o povo, estamos aguardando. Afinal, governados por eles, não poderemos esperar a vida toda que continuem no poder. E esperamos bom senso no julgamento para que eventuais mentiras do empreiteiro não condenem inocentes e os bandidos sejam radicalmente afastados.

WILSON MATIOTTA

loluvies@gmail.com

São Paulo 

A lista divulgada pelo ministro Fachin é generosa tanto em número como em importância de cargos. Resta aguardar se alguém será realmente punido, pois até agora o Supremo, ao contrário do juiz Sergio Moro, também tem sido generoso em suas sentenças para políticos. 

DOMINGOS DE SOUZA MEDEIROS

dymanche@terra.com.br

Presidente Prudente

Cleptocracia

A delação da Odebrecht mostrou à Nação a podridão do atual sistema político-partidário. Temos de lembrar que a OAS ainda não fez acordo, que com certeza vai aumentar a lista. Dizer que o Brasil vive uma democracia – governo do povo, para o povo e pelo povo – é uma grande falácia, o termo mais apropriado seria uma cleptocracia, um governo de ladrões. Aliás, vários dos acusados até já afirmaram, com muita convicção, que seus processos no STF serão arquivados. Se isso, de fato, vier a confirmar-se, a sociedade terá absoluta certeza que no Brasil o crime praticado por políticos compensa. 

PAULO DE TARSO ABRÃO

ptabrao@uol.com.br

São Paulo

Polígrafo

Como a Odebrecht não é a única, o número de políticos investigados deve, sim, aumentar muito com a divulgação das delações dos funcionários das outras empreiteiras. Impressiona a naturalidade e a veemência com que os acusados pelos delatores alegam inocência. Poderiam facilmente neutralizar qualquer detector de mentiras. São tantas as negativas que o primeiro que confessasse suborno bem que mereceria um prêmio.

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br 

Cotia

Recall já!

Diante do quadro estarrecedor que tem revelado o caráter e a qualidade dos nossos representantes nas três esferas de poder, chegou a hora de o Brasil adotar em seu ordenamento jurídico o instituto do recall, que é “a forma de revogação individual. Capacita o eleitorado a destituir funcionários cujo comportamento, por qualquer motivo, não lhe esteja agradando”, segundo o jurista Paulo Bonavides. Simples assim! Criado no governo do presidente americano Theodore Roosevelt, em 1903, é amplamente adotado em países onde a democracia está fortemente consolidada e representa importante mecanismo de participação popular, justamente porque legitima a soberania do povo, pelo voto. O certo mesmo, nesta altura do campeonato, seria um recall coletivo, com a dissolução da Câmara e do Senado e a convocação de novas eleições. Mas de nada adianta instituir o recall se não houver quadros para a substituição. Este ambiente político nefasto repele gente honesta e bem-intencionada e concentra o que há de pior na sociedade, instituindo a cultura da improbidade, de pai para filho, em forma de dinastia. A raiz de tudo? O gigantesco analfabetismo político do cidadão brasileiro! 

KARLA SARQUIS

karla@karlasarquis.com.br

São Paulo

Nitroglicerina pura

O mundo está estarrecido com a corrupção instalada no Brasil por 13 anos de governo do PT, quando são escancaradas as relações empresariais com o governo federal, em que gigantes do empresariado brasileiro irrigavam campanhas políticas com verdadeiras fortunas, não raro transportadas aos milhões em mochilas. Essa promiscuidade explica as constantes isenções de tributos concedidas mais de uma vez a vários setores da economia, sem contar as medidas provisórias, para satisfazer interesses da casta política, incluídas nesse balaio cabeças coroadas do Planalto. Aguardemos a solução que surgirá do lamaçal de denúncias contra uma falange de vestais e querubins que juram de joelhos e mãos postas que toda “doação” recebida foi contabilizada e aprovada pela Justiça Eleitoral, tudo de forma legal – jamais, em tempo algum, se imaginou que a legião de anjos celestes fosse tão numerosa na política brasileira. Caberá ao Poder Judiciário esclarecer quem é anjo, se existir, e quem é demônio. Regra geral, é tudo demônio.

JAIR GOMES COELHO

jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

Malhação de Judas

Malhemos hoje os políticos corruptos que nos malham diuturnamente, durante o ano todo!

ROBERTO TWIASCHOR

rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

O DIA D

O dia 6 de junho de 1944 ficou marcado como o dia D da Segunda Guerra Mundial, quando 155 mil soldados dos principais países aliados davam início à derrocada do sonho nazista de império de mil anos. No dia 11 de abril de 2017, apenas um soldado, usando a sua caneta, começa a derrocada do maior império da corrupção já visto em qualquer latitude ou longitude do planeta. O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou inquéritos sobre quase cem políticos de todos os matizes, não importando as insígnias que cada um portava. Entraram na fogueira cristãos e ateus, xiitas e sunitas, porém é certo que todos têm conta a acertar com a Justiça. O que causa espanto é o fato de ex-presidentes, presidentes, ministros e parlamentares serem expostos no que se pode chamar de "rol dos milhões", enquanto a "alma mais honesta do Brasil" provoca seus verdugos de Curitiba e Brasília e os desafia a provar um delito seu. Isso enseja a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), ao ocupar a tribuna do Senado nesta semana, a afirmar que a volta de Lula à Presidência da República é a única solução para tirar o Brasil desta enrascada criada por eles próprios. 

Jair Gomes Coelho jairgcoelho@gmail.com

Vassouras (RJ)

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HISTÓRICO

Estamos vivendo os dias mais gloriosos da história do Brasil desde 7 de setembro de 1822. As listas negras de Teori Zawascki e Luiz Edson Fachin, no Supremo, e a lista de Sérgio Moro estão lavando a sujeira da alta corrupção no País e lavando a alma do

altamente enganado e sofrido povo brasileiro. Prisão perpétua para todos estes bandidos seria muito pouco.

Paulo Sergio Arisi paulo.arisi@gmail.com

Porto Alegre

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ANGÚSTIA COLETIVA

Com a apresentação desta medonha lista do ministro Fachin, em que 9 entre 10 políticos serão investigados pelo STF, nós, que já vínhamos  atravessando uma situação simplesmente insustentável no campo da política, da economia e social, entramos agora num beco sem saída, até  porque as pessoas nas quais depositamos nosso destino infelizmente não passam de um verdadeiro bando de ladrões. Que Deus nos ajude.

Luís Fernando luffersanto@bol.com.br

Laguna (SC)

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MONTANHA RUSSA

Montanha russa, roleta russa, quantas emoções neste meu Brasil que agoniza, mas que pode, sim, por intermédio da Lava Jato, entrar para a história e trazer para o seu povo motivos para se orgulhar. Chega de corruptos canalhas em nossa democracia, basta de partidos que causam inveja ao Comando Vermelho, partidos criminosos de homens vaidosos e sem escrúpulo algum.

Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo

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CANALHAS

No Brasil da Lava Jato, de duas, uma: ou os delatores são uns grandes canalhas por apontarem os nomes dos envolvidos no megabilionário imbróglio da corrupção da Odebrecht e demais empreiteiras-propineiras, ou os acusados são os grandes canalhas por se declararem totalmente inocentes. Diante do exposto, cabe a indagação: até quando os corruptos e seus advogados de defesa continuarão negando veementemente o que é veementemente inegável?

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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DE JACARÉ A CROCODILO

Mesmo para os indecentes padrões aos quais a sociedade brasileira já está familiarizada é chocante assistir às imagens dos executivos delatores da Odebrecht que incriminam grande parte dos caciques políticos brasileiros envolvidos em corrupção. Chocante não apenas pela "septicemia" do mal que atinge até mesmo os que, até ontem, exibiam aura de santo. Chocante, também, pelos montantes que abasteceram bolsos e campanhas eleitorais. Parece ter virado normal falar-se em acertos de R$50, R$ 100 milhões e até mais, dependendo do fim e da autoridade contemplada com a bolada. A propina acertada nas obras da Usina de Stº Antonio (RO) parece ter sido de R$ 80 milhões; para a campanha de Dilma em 2013, fala-se em R$ 100 milhões "em troca da aprovação de uma Medida Provisória (MP)", tudo na base do dito popular "uma mão lava a outra"  (e o Brasil que se dane!). Delatores da Odebrecht falam em R$ 224 milhões em pagamentos ilegais por obras e contratos e outros R$ 170 milhões em troca de MPs, emendas e resoluções legislativas que atendessem - nesse infame toma-lá-dá-cá - aos pleitos da principal empreiteira do País (redução ou isenção de tributos, parcelamentos, etc.). É claro que, uma "festa" bundalelê como essa, em que caviar "beluga", champanhe "Veuve Clicquot" e jatinhos executivos à disposição seriam miudezas, haveria de ter, senão como anfitrião ao menos como convidado de honra, aquele que se diz a "alma viva mais honesta deste País",  bom "amigo" dos tubarões e  sedutor de ingênuos lambaris, que vivem longe das saborosas ovas do esturjão. Aquele que, segundo relatos, tinha uma belíssima conta no "departamento de operações estruturadas" da dita construtora da ordem de R$ 40 milhões só para atender às demandas de bom burguês que é, apesar do boné do MST que usa, de quando em vez, para "pagar" de homem do povo. Mimos que lhe são devidos mesmo à distância do assento palaciano, da caneta e do Diário Oficial, até porque, como diz o dito,  "quem foi rei nunca perde a majestade", é ou não é?  É fato que corrupção sempre existiu nesta terra descoberta por Cabral, mas, da mesma forma que como "quem nunca comeu melado, quando come se lambuza", o que distingue esse malsinado período petista da corrupção vista em tempos pretéritos parece ter sido mesmo a dimensão que a coisa tomou. Como sintetizou o sr. Emilio, presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, referindo-se ao "pessoal" do Lula, o jacaré virou crocodilo e sua "goela", nos últimos 13 anos, escancarou de vez.

Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo

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O HUMOR DE ROMERO JUCÁ

Apesar de triste, não faltam elementos cômicos de muito humor nas não sei quantas delações da Odebrecht. Por exemplo, o senador Romero Jucá tem a coragem de afirmar que se trata de calúnia coletiva contra os políticos. Ora, se for assim, não gastarão quase nada em honorários advocatícios para processar os caluniadores, já que poderão dividir a conta. Mas todo mundo sabe que esse processo não sairá. As acusações foram autorizadas por serem verossímeis e a situação eleitoral de Jucá e companhia é periclitante.

Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo 

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PÁGINA NEGRA

Existem três realidades inadiáveis e inconciliáveis no horizonte brasileiro. Em primeiro lugar, será necessário punir exemplarmente e rapidamente todos os políticos envolvidos na Lava Jato. Em segundo lugar, o País está enfrentando a maior crise econômica da sua história, sem nenhuma possibilidade de melhora à frente. Finalmente, em terceiro lugar, para sair desta crise e superar os seus mais sérios problemas, o País precisa de uma nova Constituição originária e independente. Como enfrentar esses desafios, ao mesmo tempo? Impossível? Proponho que todos os envolvidos com a Lava Jato sejam anistiados, desde que uma Constituinte independente seja convocada imediatamente. Porém, para que isso dê certo, será indispensável que essa Constituinte seja escrita por patriotas notáveis, sem interesses escusos, e, encerrados os trabalhos constituintes, sejam inelegíveis por, pelo menos, uma década e com referendo nacional. Essa Constituição seguiria os termos propostos no "Manifesto à Nação", dos advogados Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias, publicado pelo "Estadão" em 9/4/2017. Na minha opinião, todos sairíamos ganhando, possibilitando virar esta página negra da nossa história.

Alberto Gonçalves albertogoncalves@hotmail.com.br

Ribeirão Preto

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CAIXA 2

Todos os que constam da lista do ministro Fachin foram denunciados por receber dinheiro ilícito, não proveniente de trabalho honesto. Todos dizem, como que lendo um teleprompter, que tudo o que receberam foi declarado à Justiça Eleitoral e que as contas foram aprovadas por ela. Não há um, pelo menos um, que confesse que recebeu caixa 2, propina, pixuleco, etc. Classe política desclassificada.

Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo

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FINANCIAMENTO ELEITORAL

Muito tem se falado em reforma política, visto que, sem dinheiro de empreiteiras e caixa 2, as caríssimas campanhas publicitárias que nos vendem gat(un)os por lebres ficam inviáveis. Querem nos empurrar uma lista fechada, que certamente será um valhacouto de coronéis, corruptos e fichas sujas que buscam apenas se perpetuar nas sinecuras e buscar abrigo sob um injustificável foro privilegiado. No meu entender, as campanhas políticas deveriam regredir ao modelo da Lei Falcão, em que eram apenas apresentados a foto, o nome e o número do candidato. Apenas agregaria a folha corrida dos candidatos, porque aí, sim, teríamos o produto original, sem maquiagens ou falsas embalagens.

Claudio Juchem cjuchem@gmail.com

São Paulo

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DESCARAMENTO EXPLÍCITO

A principal manchete do "Estadão" de segunda-feira, 10/4, narrava a desfaçatez dos líderes dos partidos políticos, muitos deles já denunciados na Lava Jato, pedindo dinheiro público para pagar multas por uso irregular de recursos públicos em 2011, o famigerado Fundo Partidário, instituído pelos seus correligionários (cúmplices) quando congressistas. Como bem lembrou a reportagem, com a imoral verba, os alegres políticos viajaram em jatinhos, já que os voos comerciais são para os mortais, tiveram jantares regados a vinho e despesas pessoais pagas com este dinheiro, motivo pelo qual não foram comprovadas e glosadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). E o descaramento é tanto que as legendas argumentam que os recursos minguaram depois que o STF declarou inconstitucionais as doações de empresas para as campanhas. A alegação mais incrível, a mais jocosa, foi do deputado federal Lúcio Vieira Lima, do PMDB, ao afirmar que "não foram os partidos que mudaram a regra, mas o STF. Logo, a regra para multas precisa mudar também. Se não temos recursos próprios, vamos pagar como? O fundo é a receita da democracia", esquecendo-se de que o tribunal não cria regras, apenas interpreta a legislação vigente. Ora, os recursos das empresas são arrecadados somente em anos de eleições, segundo o vice-governador de São Paulo Márcio França. Conclusão das duas declarações acima: dos recursos de campanha, os partidos reservariam um porcentual para os anos de vacas magras, que agora já sabemos como. Por sua vez, o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, defende que o Tribunal de Contas da União (TCU), e não o TSE, julgue as contas dos partidos, pois a Justiça Eleitoral é muito politizada. Se lembramos a regra fundamental da economia, de que não existe almoço grátis, então passamos a entender o motivo dos achaques às empresas, vencedoras de contratos públicos, inclusive antes das licitações e que agora estão vindo a público, por meio das delações premiadas nos processos referente à Operação Lava Jato. E, para simplificar este imbróglio, o deputado Vicente Cândido, do PT, relator da reforma política, tenta criar, cinicamente, um fundo de R$ 2,2 bilhões para bancar as campanhas eleitorais. Em plena época de um déficit inédito do governo federal e com mais de 13 milhões de desempregados. A reportagem vem a calhar, nos informando, em plena Semana Santa, que os chacais procuram infringir dois dos dez mandamentos, o sétimo e o décimo, abusando ao limite da nossa paciência.

Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo

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FUNDO PARTIDÁRIO

PT, PSDB, PTB e PPS devem, juntos, ao Fundo Partidário, R$ 35,6 milhões, referentes a 2011. Segundo pareceres técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre as contas partidárias de 2011 - que serão julgadas até o próximo dia 28 -, pede-se que as siglas devolvam à União os R$ 35,6 milhões gastos de forma não comprovada - e sabe-se lá para os bolsos de quem foi essa bolada toda... Para nosso espanto, acreditem se quiserem, todos os partidos envolvidos nessa maracutaia querem que até os pagamentos das multas também seja feito com dinheiro público. Só faltou pedirem mais um tempo, que seja suficiente para lavar um pouco mais de dinheiro e juntar com propinas futuras, até atingirem os R$ 35,6 milhões necessários.

Arnaldo de Almeida Dotoli arnaldodotoli@uol.com.br

São Paulo

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PARTIDOS MULTADOS

Pagamento da malversação própria com verba pública? Vão trabalhar, vagabundos!

A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo

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PENSAM QUE SOMOS BURROS?

O pleito de que as multas a partidos possam ser pagas com dinheiro público ofende a inteligência de qualquer ser pensante. 

Oscar Thompson oscarthompson@hotmail.com

Santana de Parnaíba

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PARTINDO PARA A GUERRA

Analisando os fatos, hoje fica claro por que o partido Rede Sustentabilidade não foi aprovado antes de 2015. O TSE atendeu aos pedidos do PT e do PSDB de deixarem Marina Silva fora da última eleição. Eles só não contavam com a ajuda divina que Marina iria receber. Mas, mesmo concorrendo, Marina não teve a menor chance, pois participou de uma eleição suja, em que PT e PSDB tiveram suas campanhas irrigadas com dinheiro de caixa 2. Sinceramente, o PSDB não tem moral para pedir a cassação da chapa Dilma/Temer e o TSE não tem moral para julgar tal pedido. E o povo brasileiro precisa deixar de ser acomodado e aceitar todas essas falcatruas com bom senso, como nos pede FHC, e partir para a guerra. Ou lutamos para salvar a nossa pátria ou em breve o País será realmente uma república de bananas e teremos apenas as folhas de bananeiras para usar no lugar do papel higiênico. 

Maria C. Del Bel Tunes carmen_tunes@yahoo.com.br

Americana

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REFORMA POLÍTICA

O povo brasileiro matou e morreu pelo direito à democracia, matou e morreu pelas eleições diretas. A jovem democracia brasileira errou muito, elegeu despreparados e até assaltante de banco foi democraticamente eleito para presidir a Nação. Não há dúvidas de que a democracia brasileira precisa ser melhorada e aprimorada para evitar novos equívocos; é preciso haver uma ampla reforma política que impeça que despreparados e assaltantes de bancos se perpetuem no poder; é preciso uma reforma política que impeça que o dinheiro do crime organizado tenha o poder de decidir as eleições no Brasil. A reforma de que o Brasil precisa deve aprimorar a democracia, e não destruí-la. O voto em lista seria um retorno às eleições indiretas, um enorme retrocesso que só interessa às quadrilhas criminosas disfarçadas de partidos políticos que querem se perpetuar no poder a qualquer custo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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SUGESTÃO

Sugiro a todos os eleitores do País anularem o seu voto ou votarem em branco, caso persista a infeliz ideia, apresentada por um petista, de lista fechada e a criação de um "Fundo Especial de Financiamento da Democracia". Chega de proteger estes corruptos!

José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo

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PROPOSTA INDECENTE 

Em matéria de política, eu pensava ter visto tudo, mas nem posso acreditar haver uma proposta em discussão para ser inserida na reforma eleitoral no Congresso que, de tão absurda, só poderia ter origem em algum político com cérebro de m... Mas não, é pura indecência, por exemplo, propor que um político poderia disputar dois cargos numa mesma campanha eleitoral, como governador e deputado, na qual, se perdesse para o primeiro, seus votos o elegeriam para o segundo. Quem propôs tamanho absurdo deveria apanhar de vara de marmelo, pelado e no meio da rua, para depois ir para a cadeia e ser jogado numa cela lotada de criminosos da pior espécie.

  

Laércio Zannini spettro@uol.com.br

São Paulo

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REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Quanto Rodrigo Maia diz que "temos um caminho que é reformar agora sem cortar o salário e a aposentadoria de ninguém", ele está errado! A reforma da Previdência tem de começar exatamente cortando salários e aposentadorias, mas do setor público, cujo déficit comparativo com o da previdência dos trabalhadores urbanos da iniciativa privada é cerca de dez (10!) vezes superior. O que estão tentando fazer é manter uma casta privilegiada com "direitos adquiridos" (nos Três Poderes), sacrificando os aposentados da iniciativa privada. Que a reforma é necessária é um fato inconteste, mas de forma a que se acabe com o subsídio à casta do funcionalismo em primeiro lugar. Há que separar, ainda, o que são custos assistenciais (sejam pelo SUS, sejam pelo INSS) a serem pagos pela sociedade como um todo com recursos do Tesouro (como o Loas e aos trabalhadores rurais) dos benefícios específicos aos assalariados que recolhem contribuições para tal.

Jorge Alves jorgersalves@gmail.com

Jaú 

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OPERAÇÃO CARNE FRACA

A respeito do artigo "Carne estragada, Blockchain e (in)sustentabilidade", 12/4, "Estado"), eu concordo com o artigo, também acho algo essencial para que melhore a situação econômica do setor frigorífico brasileiro e a confiança nele maior rigidez no método de rastreamento e certificação (ou fiscalização) da qualidade da carne a implantação de novas tecnologias nessas operações. O Blockchain citado parece uma alternativa promissora, visto que é um programa que segurança e que é capaz de mostrar o histórico do dinheiro (virtual), evitando assim possíveis fraudes.

Giovana Makunas Soares de Sá giovanauchiha@gmail.com

Águas de Santa Bárbara

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FISCALIZAÇÃO

Apesar das controvérsias ligadas ao escândalo da Operação Carne Fraca (como a de que foi puramente uma questão política), aparentemente estamos dando um passo adiante com relação às medidas de fiscalização do mercado nacional de carnes. Foi preciso que acontecesse uma operação para mostrar que temos sérios problemas na fiscalização, esses ligados principalmente à corrupção. Essa possível adoção de mecanismos baseados em blockchain podem ser a "salvação" do verdadeiro controle de qualidade, já que esse não pode ser passível de corrupção, diferente dos agentes de fiscalização. Agora fica a dúvida: será que as empresas estão interessadas num sistema que não pode ser burlado facilmente? Afinal, dar propina para um fiscal liberar lotes e mais lotes de carne de péssima qualidade é mais barato que manter uma alta qualidade dos produtos, sendo assim um prejuízo para eles.

Matheus Xavier Soares mxsoares12@hotmail.com

São Paulo

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FATOS MASCARADOS

À tal altura da Operação Carne Fraca, já compreendemos claramente que houve um erro no relatório da Polícia Federal, criando uma imagem sensacionalista de frigoríficos espalhados pelo Brasil, mas será que aceitamos ou mesmo entendemos o mascarar de fatos políticos brasileiros revelando até que ponto podemos ser hipócritas o suficiente para aceitar nossa situação atual de fantoches nas mãos do governo, que muda a todo o momento o ponto de perspectiva do nosso cotidiano fazendo-nos acreditar que tudo está bem com a política, enquanto a carne é que está ruim?

João Pedro Paulin joaopedropaulin@gmail.com

Cerqueira César

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JOÃO DORIA NO 'RODA VIVA'

O professor Eugênio Bucci (USP) prestou importante colaboração à Nação quando, no programa "Roda Viva", da TV Cultura, na segunda-feira, inquiriu o sr. João Doria, prefeito de São Paulo, a respeito da opinião deste referente aos ex- presidentes Lula e Dilma e ao PT. Seu tiro saiu pela culatra. Perdeu uma excelente ocasião de permanecer com o bico fechado. Ótima oportunidade para o sr. Doria expor com clareza os males que os citados acima causaram ao Brasil. Nunca antes houve tamanha e cristalina exposição da verdade. Os petistas se arroubam falar que são intelectuais... A TV Cultura é assistida por intelectuais. Logo, a carapuça teve o endereço certo. Pena que a audiência desta TV tenha pouca penetração na população, mas a incontestável verdade foi falada.

Henrique Gândara clineurohenrique@uol.com.br

Ribeirão Preto

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QUE PAÍS É ESTE?

Na segunda-feira, assistindo ao programa de entrevistas da TV Cultura em que o entrevistado era o prefeito eleito da cidade de São Paulo, João Doria, e fiquei estarrecido ao ver o professor Bucci, petista de carteirinha e apologista do analfabeto e larápio Lula da Silva, indagar ao entrevistado a motivação de sempre afirmar que Lula era bandido. Qual a dúvida, professor? Sua trajetória como intelectual notável não se pode questionar, pois, além dos títulos conquistados, é titular da USP. Estranho para a minha parca inteligência e também da maioria dos brasileiros é testemunhar um professor universitário e advogado acreditar e ter como ídolo um imbecil como Lula da Silva, porque aumentara o Bolsa Família e criara o Minha Casa, Minha Vida, tirando as pessoas da miséria. Nobre mestre, devo lhe fazer contradita, pois este plano da casa própria foi criado pelo governo militar, época em que não havia bandido desfilando nos morros com fuzil AR-15; o tal Bolsa Família, foi a sra. Ruth Cardoso quem o criara, todavia, através de um filtro de honestidade, totalmente diferente do que o PT fizera, no que já foram detectadas várias fraudes. O que Lula, Dilma e demais nazipetistas implantaram com total êxito foi o plano "Minha Odebrecht, Minha Riqueza", que já fez água e, com certeza, vai acabar com o seu partido e pôr na cadeia muita gente. Sugiro que transformem o Itaquerão, produto também de mutreta entre PT, Lula, Dilma, BNDES, Luciano Coutinho, Odebrecht e o ex-presidente do Corinthians, num novo Carandiru e hospedem esta turma do capeta como os primeiros detentos. Que país é este em que pessoas cultas louvam analfabetos e bandidos?

Rossini Bezerra de Araujo rossiniaraujo@globo.com

São Paulo

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INDEFENSÁVEL

O sr. Eugênio Bucci continua em sua cruzada tentando defender o indefensável. Meses atrás, em sua coluna, publicou artigo que tentava uma justificativas para o PT, Lula e sua tigrada. Foi alvo de críticas de leitores mais atentos. Nesta segunda-feira, no programa "Roda Viva", da TV Cultura, que teve como convidado o prefeito de São Paulo, João Doria Jr, tentou questiona-lo ao afirmar que o entrevistado era um crítico radical e agressivo daquele partido e, principalmente, de seu mentor Lula. Obteve respostas objetivas e firmes, tendo de calar-se fazendo muxoxo. Nesta semana, em sua coluna publicada em 13/4, volta a defender o PT e Lula, tentando colocar outros personagens e partidos no mesmo balaio, como se dizendo "Ah, eles fizeram, mas os outros também". Ora, sabe-se que a corrupção existe desde sempre, mas nunca antes neste país foi institucionalizada como o foi por aquele partido que décadas atrás intitulava-se defensor da moral e da integridade política, proclamando que iria "mudar tudo isto que está aí". Sugiro, então, sr. Bucci, que procure ser mais neutro e não se exponha dessa forma patética.

Heleo Pohlmann Braga heleo.braga@hotmail.com

Ribeirão Preto

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LIBEROU GERAL

Evidentemente, a ladroagem desvelada pela Odebrecht não foi uma invenção exclusiva de Lula e seus asseclas, como assim disse o professor Eugênio Bucci na sua coluna do jornal "O Estado de S. Paulo" (13/4, A2). A corrupção sempre existiu e sempre existirá, em suas diversas formas. Os governos anteriores, desde o tempo de Cabral, a mantinham de forma controlada, digamos inofensiva, embora nada a justifique. O que fez o PT em 13 anos de governo Lula e Dilma foi liberá-la de forma deslavada, ao invés de coibi-la, como dizia seu slogan de campanha. Liberou pela direita, pela esquerda e pelo centro. Destruiu o Brasil. Se existe algum ódio, este reside provavelmente contra aqueles que, quando descobertos, se dizem serem os mais honestos do mundo, aqueles que se manifestam como guardiães da justiça e mentem descaradamente dizendo que nada sabiam.

José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo

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EUGÊNIO BUCCI RAIVOSO

No artigo do "Estadão" (13/4, A2), Eugênio Bucci não conseguiu esconder seu ódio velado ao prefeito de São Paulo, João Doria, hoje bem avaliado por nove em cada dez paulistanos, tentando enquadrá-lo como "populista raivoso". Está claro que Doria, ao ser cirurgicamente preciso em destruir qualquer tentativa do jornalista em denegri-lo no programa "Roda Viva", na TV Cultura, desta semana, conseguiu colocar em seu currículo um inimigo declarado. Bucci, em seu artigo, só faltou chama-lo de "populista espargindo ódio". Mas, como já vimos este filme antes, nos anos 80, quando o sindicalista raivoso Lula da Silva conseguiu subir na vida e chegar à Presidência sem nenhuma experiência, queira Deus que Doria também o consiga um dia. Porque, se nosso futuro é ter um "populista" na Presidência, que seja um educado, experiente e competente, porque o raivoso e inexperiente deixou o País como terra arrasada, econômica e eticamente.

Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo

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A MESMA TECLA

Depois de ter recebido resposta brilhante e contundente à pergunta que fez ao prefeito Doria no programa "Roda Viva" (10/7), Eugênio Bucci bate na mesma tecla, ódio, em seu artigo "Um ódio que perde o objeto" (13/7, A2). Sempre procurando aliviar a culpa de Lula e do PT em todo esse episódio abominável da criação de método e estratégia no aperfeiçoamento da prática criminosa na política e governo, professa que todos os partidos estão igualmente conspurcados e que o desastre da corrupção "praticamente aniquilou a esperança e o engajamento dos cidadãos de boa-fé que acreditaram em Lula". Eu diria que apenas os cidadãos de má fé ainda não perceberam que o PT era governo e Lula chefiava o governo, arquitetando com sua notável  e insaciável equipe todo esse esquema que dia-a-dia o andamento da Lava Jato confirma,  esquema de que os cidadãos medianamente informados já suspeitavam. O ódio de Bucci contra Doria se manifesta mais uma vez nesse artigo em que o autor se refere de forma depreciativa ao "gestor", como sendo um dos inflamados expoentes dessa doutrina populista, que gostam de alardear que não são políticos. Pelo visto Bucci ainda não se recuperou da lavada de bom senso e inteligência que levou de Doria no "Roda Viva".

Nelson Penteado de Castro pentecas@uol.com.br

São Paulo

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EQUÍVOCOS

O professor Eugênio Bucci em seu "manifesto" a favor de seus políticos de estimação, perpetra algumas ofensas ao bom senso, à lógica e à verdade, que merecem reparo. Vamos por partes. Critica a colunista Vera Magalhães, que diagnosticou, usando conceito médico, "septicemia republicana" para o estado de saúde da política nacional. Concordo com o sr. Bucci. O conceito a ser usado no caso deveria ser o sanitário, em seu sentido de higiene, e, então, em lugar de septicemia, deveria ter usado falta de saneamento básico, falta de tratamento de esgoto. Cita o articulista a direta brasileira. Pode ser que haja tal coisa, só que nenhum partido existente declara tal condição. No máximo, declaram-se social-democratas, camuflando seu esquerdismo,  como o fazem FHC, Serra, Aloysio Nunes, Goldman e tantos mais. Por fim, Bucci quer "erguer os pilares para a reinvenção da República. Quer reinventar uma coisa que nunca deu certo na Iberoamérica. O sr. Bucci cita "O Alienista", talvez pensando em recolher-se à Casa Verde do dr. Bacamarte, onde, certamente, seria muito bem-vindo.

Mário Rubens Costa costamar31@terra.com.br

Campinas

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ENGANO

Não nos esqueçamos de que Lula dizia que acabaria com as maracutaias quando na Presidência. Lula e sua gangue simplesmente institucionalizaram a corrupção. Professor Bucci, o monopólio da ladroagem nacional não é do PT, mas o PT chefiou o maior caso de corrupção jamais visto na história do País. O professor Bucci diz que a direita está no mesmo balaio de suspeições da esquerda, esquecendo-se de que a retórica do PT, quando pegado com a boca na botija, é de que a direita fez igual. Odeio a bandidagem política. Só que fui enganado pelo PT, logo, odeio o PT. Mas não o ódio dos demagogos da antipolítica.

Oswaldo Baptista P. Filho oswaldocps@terra.com.br

Campinas

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