Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

18 Abril 2017 | 03h02

CORRUPÇÃO

Defesa do Estado e da Nação

A situação do País é grave. Os crimes contra o Estado e o povo estão revelados e documentados. Os criminosos estão identificados. As leis e a moral foram violentadas. A economia, destroçada. A criminalidade, incentivada. Como será possível a defesa invocar leis, quando elas foram renegadas por seus clientes? Como o País poderá suportar anos de julgamentos para que se faça justiça? As urgentes reformas capitaneadas pelo presidente Michel Temer dependem do Congresso. Que Congresso, com os presidentes das duas Casas e 70 congressistas implicados só nas delações da Odebrecht? E as eleições de 2018, como poderão ajudar a melhorar o Brasil, nesse clima? Está na hora de a sociedade civil se manifestar e exigir uma resposta. O editorial A responsabilidade de Lula (16/4, A3) conclui que ele pôs o Estado brasileiro à venda. Isso é ou não é crime contra o Estado? O Título V da Constituição trata, em nove artigos, Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas. Alguém já leu?

GILBERTO DIB

gilberto@dib.com.br

São Paulo

Mérito inegável

Parabéns ao Estadão pelo magnífico editorial, sucinto, preciso, com este final espetacular: “A magnitude dos ilícitos descobertos pela Lava Jato, da Odebrecht e de tantas outras empresas e pessoas, só foi possível graças à determinação de Lula da Silva de pôr o Estado à venda. Não lhe neguemos esse mérito”.

VAGNER RICCIARDI

vb.ricciardi@gmail.com

São Vicente

Ficou banal

O editorial A responsabilidade de Lula não deixa a menor dúvida sobre o maior legado de Lula: a banalização da corrupção.

LAZAR KRYM

lkrym@terra.com.br

São Paulo

Responsabilidade de Lula

Excelente editorial do Estado domingo, mas ainda não alcança todos os males causados por Lula na política e na economia brasileiras. É preciso rigor técnico na análise sobre a origem do dinheiro que alimentou o esquema de Lula para a perpetuação do PT (e da Odebrecht) no poder do País. Lula não assassinou apenas o interesse público brasileiro. Lula não pôs somente o Estado à venda, tal como afirma o editorial. Lula também é responsável pela apropriação do investimento de particulares nas maiores empresas brasileiras de economia mista, investimento privado esse que suplanta em muitas vezes o investimento público, tal como nos grupos Petrobrás e Eletrobrás. O investimento privado realizado nessas companhias foi então destinado ao pagamento de propinas e caixa 2, por meio da contratação de obras superfaturadas pela Odebrecht. A conta do prejuízo, haja vista os dados oficiais divulgados sobre a propriedade acionária das empresas mencionadas, recai em maior proporção sobre a iniciativa privada brasileira, que confiou que o Estado saberia gerir os recursos investidos nos projetos do pré-sal, entre outros, de modo a distribuir a todos os investidores privados os dividendos do desenvolvimento que deveria ter sido alcançado. Está-se falando aqui não do setor privado que corrompeu (representado pela Odebrecht), mas do que confiou e investiu, tornando-se o maior lesado pela destruição de riquezas públicas e privadas brasileiras.

ÉRICA GORGA

Erica.Gorga@fgv.br

São Paulo

Recomeçar é preciso

Sinto-me nocauteado pela confissão de que a Carta aos Brasileiros, de Lula, obras marqueteira, foi redigida por advogados da Odebrecht, não no âmbito do PT. A empeiteira vislumbrou um canal de vendas e acabou sendo “l’État”. Governou o Brasil, mas nos 14 anos de PT não fez uma ação a favor do País e seus cidadãos. A política energética foi dirigida pelo interesse nas obras de hidrelétricas – Belo Monte, Santo Antônio e Jirau. Toda discussão de proteção ao meio ambiente, desflorestamento, etc., teve de se subordinar a ele. Diante disso, as discussões públicas podem ser consideradas ingênuas. Enfim, os recursos dos brasileiros financiaram obras aqui e em Cuba, Angola, etc. O déficit fiscal foi causado por despesas exageradas com políticos e servidores “comprados”, não por obras de infraestrutura. Os sindicatos também foram alcançados pelo dinheiro da Odebrecht e congêneres. Todos os eleitos e partidos estão em dívida com a Odebrecht, em especial o PT. É preciso encontrar um recomeço.

HARALD HELLMUTH

hhellmuth@uol.com.br

São Paulo

Pavor

Já estive indignada, pasma, enojada, estupefata com a corrupção. Agora estou aterrorizada, morta de medo, como se estivessem me pondo uma faca no pescoço. Sinto-me ameaçada, meu momento é de pavor diante de tantos criminosos à solta e ditando regras ao País.

DOCA RAMOS MELLO

ddramosmello@uol.com.br

São Sebastião

Confissão e pena

Depois de acompanhar com muita atenção as delações dos executivos da Odebrecht, chego à conclusão, para mim, insofismável, de que se trata inegavelmente de confissão. Na realidade, tudo o que relataram mostra com riqueza de detalhes que não há um delator que não tenha confirmado com clareza sua participação direta na prática de corrupção. Foram agentes ativos do delito, indiscutivelmente. Buscaram sempre livrar-se de qualquer empecilho (corrompendo até índios) que os impedisse de alcançar seus objetivos espúrios Muitos o fizeram com ares de chacota e ironia, demonstrando a imoralidade de sua conduta. Por isso, seus depoimentos, embora indiquem os possíveis corruptos passivos que já se encontram sob investigação, não podem ser considerados como delação que os premie com abrandamento de pena ou mudança de regime prisional, mas uma confissão, que impõe condenação compatível com o crime cometido, sujeitando-os às sanções previstas na legislação penal.

PAULO GUIDA

paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

MEMÓRIA

Roberto Campos

Agradeço ao Estadão a reportagem especial publicada neste domingo (B6 e B7) sobre o centenário do grande Roberto Campos, cujos alertas contra o estatismo, o socialismo e o esquerdismo em geral foram ignorados pelos políticos e pelo povo brasileiro. O resultado aí está. Uma pena que não tenha sido presidente. Em vez de fazer uma nova Constituição, como andam dizendo atualmente, bastaria adotar os capítulos econômicos da Constituição de 1967, de caráter liberal (uma ofensa para os brasileiros, infelizmente), que foram redigidos por Campos e deram a base para o milagre econômico.

LUIZ HENRIQUE PENCHIARI

lpenchiari@gmail.com

Vinhedo

“E agora, Serra e Geraldo, com tanta riqueza de detalhes, o que é que eu vou dizer aos meus cinco netinhos?”

ÉLIO DOMINGOS MORANDO / SÃO PAULO, SOBRE AS DELAÇÕES DOS EXECUTIVOS E EX DA ODEBRECHT

eliomorando@bol.com.br

“Ninguém escapou. Até o ‘Roxinho’ Marcelo Odebrecht chutou”

SÉRGIO ECKERMANN PASSOS / PORTO FELIZ, IDEM

sepassos@yahoo.com.br

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br

NO RALO DA PROPINA

Num trabalho jornalístico de fôlego, o "Estadão" publicou um levantamento feito em 337 petições do Ministério Público, envolvendo as 76 delações da Odebrecht, que resultaram na conhecida "lista de Fachin". Rastreando o destino de R$ 1,68 bilhão em propina, dos R$ 10,6 bilhões confessados pelos delatores e distribuídos pela empreiteira entre 2006 e 2014, o Partido dos Trabalhadores (PT) ficou em 1.º lugar entre os 26 partidos beneficiados: recebeu R$ 408,7 milhões, ou 24,3% dos R$ 1,68 bilhão. O PMDB ficou em 2.º, com R$ 287 milhões; e o PSDB, em 3.º, com R$ 152 milhões. O jornal também identificou que este R$ 1,68 bilhão foi distribuído para 500 pessoas, sendo 415 políticos. Também neste quesito o PT figura em 1.º lugar, com 93 de seus membros envolvidos. Agora, analisando por cargos ocupados na República, os senadores denunciados receberam 11,8% do total, ou R$ 199,2 milhões; ministros receberam R$ 191,4 milhões; e diretores das estatais, R$ 171,7 milhões. Para os 12 governadores até aqui citados foram R$ 127,5 milhões; para deputados federais, R$ 91,4 milhões; e para prefeitos, R$ 71,9 milhões. Porém, fazendo uma conta como a do competente Manoel da padaria, chego à conclusão de que o PT, somente da Odebrecht, recebeu uma fábula. Se o partido de Lula amealhou R$ 408,7 milhões, ou 24,3% dos R$ 1,68 bilhão, como identificado pelo jornal, muito provavelmente dos US$ 3,4 bilhões, ou dos R$ 10,6 bilhões que a empresa pagou de propina, o PT, deve na mesma proporção ter recebido um total de R$ 2, 575 bilhões, valor que daria para construir quase 40 mil casas da faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida. Cadeia é o mínimo que esta gente merece.

Paulo Panossian paulopanossian@hotmail.com

São Carlos

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CORRUPÇÃO DESLAVADA

Nunca antes na história do nosso país houve um escabroso caso de corrupção tão avassalador, que causou um prejuízo tão astronômico ao Brasil. Ficamos horrorizados com as delações dos diretores da Odebrecht sobre o pagamento de propinas a políticos de vários partidos. A corrupção foi tanta que demandará um trabalho árduo para punir estes corruptos de toda ordem. É inacreditável que uma empresa como a Odebrecht tenha se utilizado de um departamento específico de sua administração para organizar detalhadamente os pagamentos de propinas a um número enorme de políticos corruptos e sem moral alguma. A meu ver, essa empresa deverá ser punida incondicionalmente, não podendo trabalhar mais no Brasil. Os políticos sem caráter que receberam dinheiro sujo também devem receber a punição severa, segundo os ditames da lei. 

Francisco Zardetto fzardetto@uol.com.br

São Paulo

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TEMPO? AH, O TEMPO!

Que ninguém se engane, antes do próximo dilúvio, se houver, o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda não terá destrinchado por completo esta avalanche de inquéritos da fatídica lista do ministro Edson Fachin. Quem viver verá. Ou não!

 

Maria Elisa Amaral marilisa.amaral@bol.com.br

São Paulo 

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JUSTIÇA LENTA

O STF não pode ficar "deitado eternamente em berço esplêndido" enquanto nossos legisladores são acusados de vendilhões de leis. O STF tem de agir e não esperar que as calendas resolvam as suspeitas por meio das incabíveis prescrições.

Roberto Carderelli robertocarderelli@gmail.com

São Paulo

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CORDA

Quem dará corda ou trocará as baterias para que o STF não permita que os crimes prescrevam?

Milton Bulach mbulach@gmail.com

Campinas

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A LISTA DE FACHIN

Acelera, STF!

J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo

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REMÉDIO AMARGO

Para extirpar a corrupção desenfreada existente no âmbito dos Três Poderes da República Federativa do Brasil e considerando a morosidade e o conluio de alguns ministros do STF em protelar sentenças  ansiosamente aguardadas pela sociedade, lamentavelmente, não vejo outra solução profilática  que não seja a intervenção, preferencialmente  efêmera, de nossas Forças Armadas, um remédio amargo, porém, nestas alturas dos acontecimentos,  indispensável para o restabelecimento da ordem e da decência que devem prevalecer na condução de um país democrático, e não anárquico, como de fato se tornou o Brasil de hoje, já que governado por cambadas de ladrões infiltrados em todos os órgãos governamentais.

Roberto Twiaschor  rtwiaschor@uol.com.br

São Paulo

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ADMISSÃO

Todos os dias leio ansiosamente o jornal, temerosa de encontrar algum citado na Lava Jato ou incluso na lista de Fachin admitindo que sim, ele praticou aquilo de que é acusado pelos delatores. E qual não é o meu alívio ao ver que não, ninguém jamais errou ou praticou atos ilícitos! Então, só pode ser invenção dos delatores ou da imprensa golpista e, talvez por isso, o STF seja lento nos julgamentos, pois acredita nas negações dos culpados. Só resta saber se estes pobres inocentes irão processar os acusadores por calúnia e difamação.

Carmela Tassi Chaves tassichaves@yahoo.com.br

São Paulo

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DELATORES

Depois de ler, ver e ouvir com muita atenção todas as delações dos executivos da Odebrecht, chego a uma conclusão, para mim, insofismável, que se trata inegavelmente de confissão. Na realidade, tudo o que delataram mostra, com riqueza de detalhes, que não há um delator sequer que não tenha confirmado com clareza sua participação direta na prática dos atos de corrupção. Foram agentes ativos do delito, indiscutivelmente. Buscaram sempre se livrar de qualquer empecilho (corrompendo índios, inclusive) que os impedisse de alcançarem seus objetivos espúrios. Muitos o fizeram com ares de chacota e de ironia, demonstrando a imoralidade de sua conduta. Por isso, seus depoimentos, embora indiquem os possíveis corruptores passivos que já se encontram em investigação, não podem ser considerados como delação que os premie com abrandamento de pena ou mudança de regime prisional, mas uma confissão que impõe condenação compatível com o crime cometido, sujeitando-os às penalidades previstas na legislação penal.

Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo

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NÃO É ALARME FALSO

O artigo de Luiz Sérgio Henriques no "Estadão" de domingo, 16 de abril, intitulado "A reconstrução da casa comum", é exasperante. De início se desconfia do autor, parece sensacionalismo. Mas, na continuação, percebe-se que ele não mais faz do que alardear a verdade: "Trump ou Putin", as "polarizações radicais", "polarização irracional", "homofilia", "contraposição binária" são algumas das expressões que o autor usou para definir o clima político que se instalou no País. Por fim, disse sobre o "enclausuramento das próprias 'verdades', o vexo de liquidar o inimigo - menos mal que, por ora, só retoricamente". E conclama os democratas para destruir esta cisão imbecil pertinente à esquerda e a direita deste país. Só fiquei sem entender por que não indicou o caminho para a solução. Nem disse quem são os "democratas" que teriam força ideológica e retórica para convencer o povo pisado sobre suas boas intenções. Até os "heróis" do imaginário popular, como o impávido procurador da República Deltan Dallagnol. A colunista Mônica Bergamo, da "Folha de S.Paulo", publicou que ministros do Supremo Tribunal Federal fizeram muitas ressalvas à apresentação da denúncia pelo procurador Deltan Dallagnol e consideraram o comportamento dos investigadores "espetaculoso". Mesma opinião do ex-presidente do STF Carlos Ayres Britto, que questionou as provas, ou a inexistência delas; do constitucionalista Dalmo Dallari, para quem a denúncia foi uma "exibição circense muito espalhafatosa". A senadora Vanessa Grazziotin disse, sobre a denúncia apresentada por Deltan contra Lula: "Tudo o que restou foi um Power Point confuso, recheado de ilações e suposições. De tão inconsistente e leviana, nem mesmo os adversários do ex-presidente ousaram defender a atitude dos procuradores". Até o ultraconservador jornalista da revista "Veja", Reinaldo Azevedo, criticou a falta de credibilidade da denúncia do coordenador da força-tarefa da Lava Jato. Segundo Azevedo, a denúncia constrange os meios jurídicos. "A avaliação quase unânime é a de que Dallagnol se perdeu, encantado com a própria retórica. O que se avalia é que o MPF terá de se dedicar ao esforço defensivo de demonstrar que nada tem contra Lula", escreveu. O jornalista publicou ainda que, apesar de tentar demonstrar que Lula chefiava uma organização criminosa, o procurador não apresentou provas, o que seria um "erro primário, fruto do açodamento e do estrelismo". Poderia recolher os dizeres que desmitificam Sérgio Moro, Cármen Lúcia e toda a turma do STF, inclusive Fachin, Rodrigo Janot (risos, fácil) e, na mesma moeda, os "bem-intencionados" remanescentes da esquerda (imagine-se Roberto Freire sendo citado em colaboração premiada!). Enfim, o artigo delineia que o grande cancro que faz padecer o País não é alarme falso, mas não dá solução pragmática. 

Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo

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O BON VIVANT

Cada pessoa enxerga esta espantosa "mãe de todas as delações" sob seus próprios prismas. O que mais me impressionou foi a confirmação por Emílio Odebrecht do que afirmavam antigos boatos: o general Golbery do Couto e Silva, que representava uma das poucas inteligências da ditadura militar, tinha uma certa simpatia por Lula. Teria dito a Emílio que Lula não era "de esquerda", mas, sim, um autêntico "bon vivant". Emílio também disse que desde os anos 70 do século passado "contribuiu" com Lula para evitar greves na indústria petroquímica da Bahia. Um dos significados em português para "bon vivant" é "aquele que aprecia os prazeres da vida ou aquele que gosta de se divertir acima de tudo - estroina, folgazão". Em bom francês isso quer dizer "union pro-gestion", ou, no vernáculo, pelego mesmo.

Nestor R. Pereira Filho rodrigues-nestor@ig.com.br

São Paulo

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O FIM DA ENGANAÇÃO

As evidências deram lugar às provas e esta história de falar que Lula é de esquerda foi desmentida por Emilio Odebrecht, que afirmou que o crocodilo é um "bon vivant". Ninguém consegue enganar todos o tempo todo, não é, sr. Lula da Silva?

José A. Muller josealcidesmuller@hotmail.com

Avaré

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PROMISCUIDADE

O tsunami de delações revelado em 11/4 vai necessitar de uma síntese para se tornar histórico, mas o que lamentavelmente já começa a se confirmar é que a corrupção sempre existiu, mas tornou-se epidêmica sob o governo Lula, e que o caráter promíscuo do ex-presidente contribuiu em grande parte para o estado crítico em que o País se encontra, atuando sempre com segundas intenções e enganando todos, até os seus mais fiéis seguidores, sendo mais um "bon vivant" do que esquerdista, como afirmou o principal delator. Se existem leis no País, alguma delas deve servir para colocar este inimigo da Pátria em regime de incomunicabilidade imediata, pois a cada dia que esteja em liberdade usará da propaganda enganosa para continuar espalhando o veneno da "jararaca", como se autointitulou, agravando, ainda mais, o futuro já incerto do País.

Gilberto Dib gilberto@dib.com.br

São Paulo

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DEFINIÇÃO

Diante de tudo o que já foi delatado, qual seria a melhor definição de Lula? "Amigo", "bon vivant", animal político, oportunista, farsante, aproveitador ou ganancioso? Talvez uma única palavra resuma Lula: tsunami. Devastou seu país, sua família, seu partido, seus amigos e seus eleitores. Todos os que se aproximaram dele ou acreditaram nele se afundaram. 

Mário Issa drmarioissa@yahoo.com.br

São Paulo

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ABJETAS SOLUÇÕES

Em breve síntese, o leitor sr. Celso L. P. Mendes ("De ódio e outros objetos", "Fórum dos Leitores", 16/4, A2) devasta qualquer desculpa que possam apresentar a favor de Lula. A inerme busca pela hegemonia, com o estímulo da luta de classes pela conquista de um poder totalitário, feriu o futuro de muitas gerações, com a nódoa da falta de perspectivas, e tudo em razão do mais vil dos sentimentos, ou seja, a vaidade dos estúpidos. Lula não merece perdão nem compaixão, pois sua face egocêntrica aniquila a possibilidade de qualquer isenção de sua responsabilidade. Não há mais tempo para reconciliações, é hora de a Justiça fazer valer a retórica máxima de que todos são iguais perante a lei. Ou não?

Ilus Rondon ilus.rondon@gmail.com

São Paulo

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GRÃO MESTRE LULA

No editorial "A responsabilidade de Lula" (16/4, A3) foi descrita a atuação do ex-presidente como o grande transformador da bandalheira em política de Estado. Com efeito, não foi ele o inventor da corrupção no Brasil, endêmica desde os tempos de Dom Pedro I, com as traficâncias de seu escudeiro Chalaça. Mas foi ele, sim, quem a transformou em epidêmica, infiltrando-a em todo o organismo estatal. Ele é sem dúvida o Grão Mestre da Ordem dos Corruptos. Quando o PT passou a dominar diversas prefeituras municipais, muitos empresários já reclamavam do tamanho da "boca de crocodilo" dos novos poderosos, que exigiam 20% de "comissões", em lugar dos tradicionais 10%. A competência e a determinação de Lula em faturar na venda do Estado brasileiro não podem de fato ser negadas, qualidades que comprovam ser ele autêntica reencarnação de Macunaíma, o herói sem nenhum caráter.

Hélio de Lima Carvalho hlc.consult@uol.com.br

São Paulo

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IRREFUTÁVEL

O irrefutável editorial "A responsabilidade de Lula" deve estimular Lula a fazer uma visita prolongada ao seu amigo Raul Castro, ou seja, até sair a sentença de Sérgio Moro.

 

Luiz Bianchi luizbianchi@uol.com.br

São Paulo

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NOVA CONSTITUIÇÃO

As delações da Odebrecht constituem o mais devastador furacão até hoje abatido sobre a vida política brasileira. Revelaram o lamaçal em que vivem as maiores lideranças das últimas três décadas. Também mostram a exaustão da Constituição de 1988, cujo texto não foi capaz de proteger o Estado e o cidadão da sanha dos corruptos de todos os matizes. E isso é apenas o começo, pois logo virão as delações das outras empreiteiras, bancos, frigoríficos e outros segmentos envolvidos na escandalosa corrupção. Melhor seria o presidente Michel Temer, em vez de tentar aprovar suas impopulares reformas no Congresso acuado, aderir à tese da Constituinte, que começa a ganhar corpo na sociedade. A Constituição de 1988 é utópica ao criar direitos e não estabelecer quem tem o dever de cumpri-los. Para poder servir ao Brasil e aos brasileiros, o novo texto deve, no mínimo, ter os direitos nele estabelecidos como decorrência de deveres explícitos de cada ente da sociedade. O Estado, as corporações e os cidadãos precisam ter claros todos os seus direitos e serem cientes de que para acessá-los têm de cumprir suas obrigações; ou seja, todo o direito vem de um dever cumprido. Sem esse equilíbrio, o País jamais encontrará a estabilidade e permanecerá indefinidamente como o paraíso de corruptos e corruptores que se sustentam à custa do sacrifício da população.

 

Dirceu Cardoso Gonçalves aspomilpm@terra.com.br

São Paulo 

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INDAGAÇÕES

E as ideias propostas no magnífico "Manifesto à Nação", dos advogados Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias, publicado no "Estadão" de 9/4? Caíram no esquecimento? Ou será que alguma coisa está sendo feita no sentido de implementá-las?

José Claudio Marmo Rizzo jcmrizzo@uol.com.br

São Paulo

 

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MUDANÇAS INADIÁVEIS

Todos os brasileiros que desejam um Brasil limpo, e sabem que esta é a ocasião oportuna para pensar em mudanças estruturais inadiáveis - diante da corrupção desnudada pela Operação Lava Jato -, deveriam divulgar pelas redes sociais o excelente "Manifesto à Nação", publicado pelo "Estadão" em 9/4, dos advogados Modesto Carvalhosa, Flávio Bierrenbach e José Carlos Dias. Acredito que as mudanças que esse manifesto enfoca são um motivo importantíssimo para que o povo saia às ruas mostrando a sua vontade aos parlamentares que não nos representam.

Maria Toledo Arruda G. de França mariatagalvao@gmail.com

Jaú

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UNIÃO

Brilhante, lúcido e necessário o "Manifesto à Nação" dos professores Carvalhosa, Bierrenbach e Dias. Solicitaria que se acrescentem a diminuição do número de deputados, senadores e vereadores e a eliminação de suplentes. Seus altos custeios, além do salário, ultrapassam os R$ 150 mil por mês e nosso PIB per capita, muito baixo, não suporta uma máquina administrativa tão cara e ineficiente. Necessitamos de um país coeso, são, enxuto e justo. Unamo-nos, pois!

Angela Barea angelabarea@yahoo.com.br

São Paulo

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PRESSÃO NO CONGRESSO

Imprescindível a abordagem dos temas constitucionais apontados no artigo "Manifesto à Nação", incluso na edição de 9/4 deste jornal, destinados à reforma estrutural política e administrativa, destinada à restauração das instituições do País, provocada através da mobilização da sociedade civil a pressionar o Congresso Nacional para realizar um plebiscito com tal objetivo. Certamente, os advogados subscritores do artigo em comento não se esqueceram de que a tanto é necessária a convocação, mediante decreto legislativo, por proposta de um terço, no mínimo, dos integrantes de qualquer uma das casas legislativas, no caso federais.

Geraldo C. Meirelles gmeirelles.adv@gmail.com

São Paulo

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IDEIAS OBSOLETAS

Não é coincidência que chamado manifesto "Brasil Nação", organizado pelo ex-ministro Bresser Pereira, contra o que denomina "desmonte do País", conta com a assinatura dos mesmos artistas e intelectuais que sempre se manifestaram contra o impeachment de Dilma Rousseff. O documento fundamentalmente critica a desestatização do Estado, ignorando acintosamente que foi justamente a política estatizante dos 13 anos de governo petista que contribuiu sobremaneira para a gravíssima crise econômica que o País atravessa. O manifesto tem clara intenção propagandista de tentar desestabilizar e tumultuar o atual governo com ideias opacas e obsoletas de uma esquerda velha, inconformada e pobre de ideias. O Brasil precisa de uma nova "intelectualidade". 

Luciano Harary lharary@hotmail.com

São Paulo

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ENCRUZILHADA

O Brasil está numa encruzilhada: ou se livra da corrupção e põe na cadeia grande parte das lideranças políticas e empresariais do País ou nada acontece, fica o dito pelo não dito, ninguém é punido, os crimes prescrevem ou são esquecidos pela mais alta Corte de Justiça do País e a roubalheira continua, como se nada tivesse acontecido. O mundo civilizado aguarda e observa atentamente o desenrolar do maior escândalo de corrupção da história do planeta, a maneira como o Brasil vai lidar com este escândalo irá definir o lugar do País no futuro: podemos nos tornar uma potência emergente e cheia de grandes oportunidades de investimento ou continuarmos no limbo junto com as ditaduras africanas, comandadas pelo crime organizado e que o mundo civilizado não tolera. Ninguém quer fazer negócios com um país que cobra propina para tudo. 

Mário Barilá Filho mariobarila@yahoo.com.br

São Paulo

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REFERENDO NA TURQUIA

O presidencialismo foi aprovado por referendo na Turquia. Ao eliminar o cargo de primeiro-ministro, o resultado provoca a unificação das funções de chefe de Estado e chefe de governo na figura do presidente. Este evento lembra uma página sombria na história da Europa, quando Hitler conseguiu o mesmo objetivo com o referendo de 1934 na Alemanha. O atual apelo político do Nacional Populismo, que se apresenta com muita força nas eleições europeias, defende uma clara identidade (hino, bandeira, moeda, idioma, religião) e faz discurso de valores nacionais que ameaça o que lhe é diferente. O excesso de poder nas mãos de uma única pessoa e a tentação autoritária, sem freios, colocam em risco a democracia num país que pode romper as negociações com a União Europeia por causa da clivagem religiosa.

Luiz Roberto Da Costa Jr. lrcostajr@uol.com.br

Campinas

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MAIS FERMENTO

Num mundo tão conturbado, a Turquia colocou um pouco mais de fermento para as coisas piorarem. E assim caminhamos...

 

Domingos Cesar Tucci d.ctucci@globo.com

São Paulo

 

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