Fórum dos Leitores

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O Estado de S.Paulo

02 Maio 2017 | 03h00

O 1.º DE MAIO

Dia do Trabalhador

O 1.º de Maio tem origem em greve havida nos EUA contra a exploração da mão de obra operária. Lá o dia comemorativo, para que não lembrasse o evento original, foi transferido para setembro. A denominação adequada é, portanto, Dia do Trabalhador, e não Dia do Trabalho, como é de hábito no Brasil. Este ano deveria ser “comemorado” como Dia do Desempregado.

ROLDÃO SIMAS FILHO

rsimasfilho@gmail.com

Brasília

Nem que a vaca tussa

No Dia do Trabalhador não temos, de fato, muito a comemorar, com mais de 13,5 milhões de desempregados após 13,5 anos dos governos do PT. Enquanto isso, Lula critica o “desmonte do País” – leia-se: pelos outros – e pede mais uma chance para “recuperar a indústria”. Não foi a sua cria, dona Dilma Rousseff, que soltou a famosa frase “nem que a vaca tussa”?

OMAR EL SEOUD

elseoud.usp@gmail.com

São Paulo

REFORMAS

Parasitose

O Brasil parece um corpo muito enfermo. Parasitas de todos os tipos sugam a energia vital do organismo: sindicalistas pelegos e demagogos em geral, que pregam benefícios e direitos sem nem quererem saber de onde virão os recursos; políticos inescrupulosos que não se vexam em atuar em benefício próprio a fim se livrarem da cadeia; movimentos ditos sociais que invadem, depredam, param a vida nas cidades sem serem importunados pela polícia e pela Justiça; minorias que se julgam mais do que os outros; administradores públicos perdulários; petistas que destruíram ícones nacionais como Petrobrás, Correios, fundos de pensão, amplos setores da economia, e ainda acham tudo isso normal, pois o fizeram em nome de uma mofada ideologia de distribuição de renda; intelectuais (odeio esse termo) e artistas que ainda hoje vociferam contra o “golpe” e veneram seu falastrão líder máximo. Mesmo assim, esse paciente bravamente ainda resiste. Alguns tentam salvá-lo da falência múltipla dos órgãos, que poderá ocorrer muito em breve. John F. Kennedy declarou há mais de 50 anos: “Não pergunte o que o seu país pode fazer por você. Pergunte o que você pode fazer por seu país”. É preciso revermos o conceito de patriotismo: ser brasileiro é uma condição de tempo integral, não só nos meses de Copa do Mundo e em dias dos demais jogos da seleção.

SERGIO ARAKI YASSUDA

sergio-araki@uol.com.br

São Paulo

Lógica torta

Isto é o que falam os que não gostam do Brasil: “Eu não estou nem aí se não fizerem as reformas necessárias, porque quando o Brasil estiver quebrado eu já estarei morto”.

GILBERTO LIMA JUNQUEIRA

gibaljunqueira@gmail.com

Ribeirão Preto

Sindicalismo

Quando Lula era presidente do Brasil determinou que os sindicatos não precisavam prestar contas dos bilhões que arrecadam por ano, ou seja, legalizou a farra com dinheiro suado dos trabalhadores brasileiros. Por isso é que líderes sindicais têm automóveis de luxo, iates e outros bens carésimos. Pergunta: por que agora o presidente Michel Temer não pode determinar que, sim, os sindicatos precisam prestar contas aos órgãos competentes das quantias arrecadadas? Ele não tem força para tal ou não quer ficar mal na foto?

KÁROLY J. GOMBERT

kjgombert@gmail.com

Vinhedo

Os prefeitos das cidades prejudicadas por atos de vandalismo praticados durante a greve da última sexta-feira deveriam seguir o exemplo do prefeito de São Paulo, que vai cobrar dos sindicatos os prejuízos causados ao mobiliário urbano. Afinal, as reformas de autoria do governo estão tramitando democraticamente e de forma legal.

MARCELO DE LIMA ARAÚJO

marcelodelimaaraujo@yahoo.com.br

Mogi das Cruzes

Depois não reclamem...

Os movimentos bagunceiros, de pirraça e sem um suporte lógico dos “esquerdistas” contra as necessárias reformas estão empurrando o eleitorado para o colo de Bolsonaro. Este continua crescendo (nas pesquisas para presidente), enquanto os “de esquerda” ficam estacionados nos seus 30%. É isso que querem?

WILSON SCARPELLI

wiscar@terra.com .br

Cotia

Previdência dos políticos

Segundo o presidente da Câmara dos Deputados e demais políticos da base governista, quem está obstruindo a reforma da Previdência são os servidores públicos, que querem manter seus privilégios (30/4, B4). Como todos sabem, não há categoria que tenha mais privilégios no País que a dos políticos. Portanto, nada mais justo que a classe política atual seja incluída imediatamente na reforma da Previdência, cumprindo a mesma regra imposta aos demais servidores públicos, ou seja, 40 anos de contribuição e idade mínima de 62 anos para mulheres e de 65 anos para homens. E sem regra de transição. Vamos fazer uma reforma justa!

CLAUDIA MARIA CALIL ELIAS

claudiacalilelias@gmail.com

São Paulo

Conta simples

Para aqueles que se declaram contra as necessárias e inadiáveis reformas estruturais de que o País necessita com a maior urgência, cabe citar que da posse de Dilma até fevereiro deste ano a dívida pública cresceu nada menos que 116%, enquanto a arrecadação federal aumentou somente 52%. Como se vê, não são necessários mais que dois neurônios funcionando para constatar que, do jeito que vai, muito em breve a conta não vai mais fechar, deixando milhões de aposentados e pensionistas ao deus-dará. Reformas já, Brasil!

J. S. DECOL

decoljs@gmail.com

São Paulo

JUSTIÇA

Perícia técnica

Abril, o mês que começa com o dia da mentira, terminou com uma triste notícia, TJ absolve acusados por queda de prédios (25/4, A12), mostrando que a Justiça não reconhece culpados pela queda de três prédios no centro do Rio de Janeiro, que deixou 17 mortos e 5 desaparecidos, em janeiro de 2012. É claro que esses desabamentos não foram obra do acaso, assim como o incêndio com 242 mortes na boate Kiss, em Santa Maria (RS), em janeiro de 2013, mesmo sabendo-se que o Corpo de Bombeiros havia vistoriado e aprovado o seu funcionamento. Está faltando perícia técnica competente para se fazer justiça.

JOSÉ ELIAS LAIER

joseeliaslaier@gmail.com

São Carlos

Cartas selecionadas para o Fórum dos Leitores do portal estadao.com.br


O CRIME COMPENSA


Com a soltura de Eike Batista, preso em Bangu por lavagem de dinheiro e corrupção, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, data vênia, está dizendo à sociedade brasileira, em particular aos políticos envolvidos em cobrança de propinas e corrupção, que o crime compensa. “Constrangimento ilegal” é o sentimento do povo brasileiro em decorrência deste abuso de autoridade.


José Carlos Degaspare degaspare@uol.com.br

São Paulo


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O MINISTRO EM EVIDÊNCIA


O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes mais uma vez evidencia gostar muito de aparecer em manchetes, com suas decisões e afirmações inéditas, absurdas e indiscretas. Basta ver que mandou soltar o empresário Eike Batista alegando que ele foi exposto a “constrangimento ilegal”, e ainda vai analisar se cabe o uso de tornozeleira, para não incomodá-lo. Na realidade, ao constrangimento, à desilusão e à indignação expuseram, como sempre, a população brasileira. Além de o crime compensar no Brasil, predomina a lei do mais forte por aqui, né não?


Angelo Tonelli angelotonelli@yahoo.com.br

São Paulo


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PODE?


O ministro Gilmar Mendes, se tem sua mulher trabalhando no escritório do advogado de Eike Batista, não deveria se dar como impedido para libertá-lo? Nenhum constrangimento?


Luiz Frid luiz.frid@globomail.com

São Paulo


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LIMITES


Grande Gilmar (STF). O que ele sabe sobre “limites”? Parece, na verdade, só sabe-lo quando interessa, não é? Nada como o “estrelato”!


Ricardo Muniz ricmuniz45@icloud.com

São Paulo


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ABUSO DE AUTORIDADE?


A decisão do ministro Gilmar Mendes de mandar soltar o réu Eike Batista, argumentado que o perigo à ordem pública ou ao processo pode ser reduzido (note-se, reduzido, não eliminado) por outras medidas (sem indicá-las) que não a prisão, não deve ser considerada como abuso de autoridade? Sua ordem judicial não se constitui em atitude danosa e afrontosa à sociedade?


Paulo Guida paulo.guida@yahoo.com.br

São Paulo


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CONSTRANGIMENTO


Certo, sr. ministro Mendes! Constrangimento só pode sentir o povo brasileiro, pela ineficiência dos serviços prestados pelo governo, pelos quais ele paga a mais alta taxa do mundo (35% do PIB), pelas propinas pagas (inclusive o sr. Eike) aos políticos, pelo caixa 2 que “V. Excia” diz que não é crime, pelo rombo na maior empresa do País, pela doações de imóveis, pela reforma política, que “V. Excia” tem pressa em fazer com lista fechada e os políticos, que sabem que é inconstitucional (meu guru Ayres Britto me contou), não tem pressa nenhuma, pelas solturas de políticos em julgamento e já condenados, pelos presentes levados, que pertenciam ao acervo da Presidência. E muito mais...


M. Mendes de Brito mdebritovoni@gmail.com

Bertioga


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TIME DESFALCADO


Bumlai, Adriana, Eike... Está aberta a temporada de solturas, parece que, do time do Engaiolados F. C. só continuará vendo o sol nascer quadrado o goleiro Bruno, que nada tem a delatar de interesse da Lava Jato.


Joaquim Qintino Filho jqf@terra.com.br

Pirassununga


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PEDIDO


Aos ministros do STF, um pedido. Não soltem também José Dirceu. Seria mais um tapa na cara do povo brasileiro roubado e espoliado por um dos principais mentores deste projeto diabólico de poder, tendo Lula como executor, com o assalto assombroso aos cofres públicos que resultou no comprometimento do futuro deste país. Destruiu destinos e sonhos de milhões de brasileiros. Será premiado, justo ele, com a liberdade? Que exemplo e que mensagem Vossas Excelências estarão querendo passar a este já tão sofrido, amargurado e desiludido povo?


Eliana França Leme  efleme@gmail.com

São Paulo


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DE OLHO NO PARLAMENTO


As reformas propostas pelo governo Temer na área trabalhista provocaram uma grande reação do movimento sindical. As centrais sindicais superaram suas divergências e promoveram uma greve geral que atingiu todo o Brasil na sexta-feira. Por certo, muitos parlamentares que votaram a favor do governo na semana passada sentirão a reação dos eleitores em suas bases eleitorais. Afinal, as eleições estão próximas. Como se constata, foi mais um passo em falso do governo, já complicado em sua composição política.


Uriel Villas Boas urielvillasboas@yahoo.com.br

Santos


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A TÁTICA DA GREVE


Em vista da greve geral decretada pelas centrais sindicais na sexta-feira, de todas as entidades e associações que congregam trabalhadores e estudantes, e o que rege a Constituição sobre greves, em defesa de seus direitos, entendo ser reprovável a tática utilizada pelos seus dirigentes, em centralizar o movimento entre aqueles que trabalham nos setores de transporte público, e mais, de bloquearem com pneus incendiados vias e rodovias por todo o País. Quem já assistiu a uma assembleia de uma categoria para decidir pela decretação ou não de uma greve sabe que o porcentual de associados que comparecem é, via de regra, muito baixo, inclusive pelo desinteresse de muitos. Podemos ver essa realidade até em assembleias de condomínios. Tanto que elas são marcadas para recintos que jamais comportariam sequer a metade da categoria. Por isso é que os estatutos de modo geral já permitem que a resolução de uma assembleia seja por maioria, em primeira chamada com a totalidade dos associados e, na segunda chamada, com qualquer número dos presentes. Portanto, normalmente, as decisões são tomadas pelas diretorias e mais aqueles que costumam acompanhar mais de perto as suas associações. Ema greve eclodida na sexta-feira, os dirigentes sindicais, mais uma vez, visaram com mais ênfase aos trabalhadores de transporte público e aos terminais de suas modalidades. A tática ficou escancarada desta vez, no Aeroporto de Congonhas, onde se viu pela televisão que os aeroviários estavam trabalhando, mas um piquete de sindicalistas, uniformizados, impedia a entrada dos passageiros. Também pudemos assistir aos bloqueios de avenidas e rodovias, por pequenos piquetes, que colocavam fogo em pneus nas pistas de rolamento para interromper o tráfego e, ao mesmo tempo ganhar a atenção das emissoras de televisão. Neste particular tem-se o agravante de que o fogo em pneus danifica o asfalto e, neste caso, já é vandalismo. Diante de tais manobras, não se pode aquilatar, com certeza, que o movimento recebeu o apoio explícito da maioria dos trabalhadores e dos estudantes, sendo válida a hipótese de ter sido uma greve política, o que seria lamentável, ante a situação econômica do País.


Gilberto Pacini benetazzos@bol.com.br

São Paulo


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OPERÁRIOS UNIDOS


Nunca antes neste país os operários lutaram contra os sindicatos. Na sexta-feira, o que se viu foram empregados fazendo o possível para chegar ao emprego e os desempregados procurando um.


Moises Goldstein mgoldstein@bol.com.br

São Paulo


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ESCULHAMBAÇÃO


A tal greve geral foi particular. Além de pelegos sindicais, os “mortadelas”. Até protestos “eçajente” conseguiu esculhambar...


A.Fernandes standyball@hotmail.com

São Paulo


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CARNACUT


Greve ou toque de recolher. Greve ou vamos desligar os aparelhos do enfermo que padece. Greve ou caos, greve ou facções, greve ou imprudência. Um fracasso total. Lamentável: 14 milhões de desempregados graças ao lulopetismo e eles me vêm com este descalabro, esta incongruência, uma farra, um carnaval. Eu, porém, trabalhei. Com muita luta, mas trabalhei.


Leandro Ferreira leandroferreoradasolva@gmail.com

São Paulo


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COMO NA COREIA


Ao assistir à TV, na sexta-feira, ficou claro: os grevistas conseguiram atrapalhar, por serem violentos, por serem fascistas. Por obrigarem as pessoas a não embarcarem nos ônibus, bloquear o metrô e quebrar tudo, impedindo as pessoas de andarem. Em resumo: se fossem democratas, como o pessoal das manifestações aos domingos, que não são violentos, a adesão natural e espontânea de sexta-feira seria zero. Assim, a manifestação de sexta foi tão democrática quanto as da Coreia do Norte batendo palminhas para louvor de Kim Jong-un.


Roberto Moreira da Silva Rrobertoms@uol.com.br

São Paulo


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GREVE NOS CORREIOS


Em situação de déficit permanente nos Correios, com seu fundo de pensão arrasado pelos governos anteriores, os funcionários ainda aderem a uma greve política orquestrada justamente por aqueles que destruíram a empresa. É uma atitude irresponsável, que afeta ainda mais o desempenho já precário desta empresa, que clama por uma imediata privatização!


Níveo Aurélio Villa niveoavilla@terra.com.br

Atibaia


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TRABALHO REMOTO


Além de promover o aumento da produtividade e dos lucros; além de permitir às empresas reduzir seu espaço físico e estacionamento – e seus custos; além de ser uma forma de reter talentos e empregar deficientes físicos; além de proporcionar mais saúde, prestígio e felicidade aos empregados e famílias; além de reduzir os altos custos pessoais com deslocamentos motorizados e refeições fora de casa; além de oferecer mais duas a três horas livres por dia para o empregado aplicá-las produtivamente como quiser, inclusive em seu próprio aperfeiçoamento acadêmico e profissional; além de reduzir congestionamentos, emissões de poluentes e ruído urbano; além de contribuir com o combate ao efeito estufa; além de desafogar a superlotação do transporte coletivo urbano; além de ser plena e imediatamente reversível em caso de algum eventual problema pontual de queda de produção; além de permitir a flexibilidade de o empregado preferir trabalhar no escritório, ao invés de sua casa, o home-office, ou trabalho remoto – como é referido na reforma trabalhista – cai como uma luva para ajudar as empresas em dias de greve geral, greve pontual, catástrofes climáticas, arrastões generalizados, etc. O mais incrível de tudo é que, se você tentar encontrar uma desvantagem sequer do trabalho remoto, você não vai achar. Está lançado o desafio.


Olimpio Alvares olimpioa@uol.com.br

São Paulo


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ACEITEMOS O DESAFIO


Estão brigando porque as férias de 30 dias poderão ser parceladas em três vezes de 10 dias cada. Também estão brigando porque a idade mínima para a aposentadoria da mulher seria igual à idade mínima do homem. Enquanto no Brasil há 25 milhões de inempregáveis e 14,2 milhões de desempregados e somente 1/3 da população está inserida (e segurada) na Previdência Social (INSS), estão brigando por umas miudezas trabalhistas e previdenciárias. Necessitamos de emprego para a mão de obra nacional. “Qualificada” ou não. Necessitamos de um Sistema Único Capitalizado de Previdência Social Pública (a “nomenclatura” e o povo somente no INSS). Também é necessária uma massa (mediana) salarial um pouquinho maior do que a atual. Trabalhar e não obter renda para a subsistência familiar é muito prejudicial à democracia e, principalmente, ao capitalismo. As gerações passadas e atuais estão com problemas de emprego e de renda. Não podemos depender das futuras gerações, pois não haverá gigantescas proles (ainda bem) e não haverá gigantescos empregos. Por isso a Previdência Social deve ser capitalizada. Nossos descendentes não terão empregos nem renda para garantir nossas aposentadorias. Se continuarem brigando por causa das miudezas trabalhistas e previdenciária, não teremos nem empregos nem aposentadorias. O desafio econômico e social do Brasil é muito maior do que estas briguinhas trabalhista e previdenciária. Aceitemos o desafio ou perderemos todos.


Ney José Pereira neyjosepereira@yahoo.com.br

São Paulo


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GOVERNO TEMER


Recente pesquisa do Ibope definiu que o povo brasileiro abomina Michel Temer. Com apenas 10% de aprovação, já está próximo de sua antecessora, Dilma Rousseff. Então, se o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não cassá-lo, a atitude mais honesta e coerente seria a renúncia. Sem dúvida, um ato digno. E que seus assessores e ministros façam o mesmo, até porque em breve todos estarão na cadeia. Nenhum serve para nada mesmo. Estaria iniciada uma grande reforma política.


Paulo H. Coimbra de Oliveira ph.coimbraoliveira@gmail.com

Rio de Janeiro


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O GOVERNO NÃO ESTÁ PARALISADO


Cheguei à conclusão de que Michel Temer só fala abobrinhas – com propriedade, mas tão sem sentido quanto as proferidas pela engarrafadora de vento. Uma de suas recentes pérolas: “Não se pode paralisar o governo (...)”. O governo não está parado, está fazendo sandices por intermédio de seu ministro da Fazenda e de uma turminha incompetente que está tratando das reformas que não vão acontecer. Agora, o que está acontecendo – e a todo vapor – é a corrupção, que continua firme e forte. E a prova disso foi a passagem do bastão na Petrobrás, recentemente divulgada pela imprensa.


Iria De Sá Dodde iriadodde@hotmail.com

Rio de Janeiro


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VOTAÇÕES NO CONGRESSO


Assistindo aos trabalhos conflitantes entre os membros da Câmara dos Deputados para passar a qualquer preço a reforma trabalhista, sem deixar de lado a tão esperada aprovação da reforma da Previdência, e ao ver os membros do Senado Federal desesperados para resolver o projeto de abuso de autoridade e do foro privilegiado, vieram-me à lembrança 4 anunciados, de um total de 27, que o cineasta José Padilha publicou na imprensa (12/2/2017) com o título “A importância da Lava Jato”. Disse Padilha: 1) na base do sistema político brasileiro opera um mecanismo de exploração da sociedade por quadrilhas formadas por fornecedores do Estado e grandes partidos políticos. 2) O mecanismo opera em todas as esferas do setor público: no Legislativo, no Executivo, no governo federal, nos Estados e nos municípios. 3) Um político que chega ao poder pode fazer mudanças administrativas no País, mas somente quando essas mudanças não põem em xeque o funcionamento do mecanismo. 4) Um político honesto que porventura chegue ao poder e tente fazer mudanças administrativas e legais que vão contra o mecanismo terá contra ele a maioria dos membros de sua classe”. Foi difícil de engolir a honestidade da maioria dos congressistas naquele dia 26/4/2017.


Leônidas Marques leo.marquesvr@gmail.com

Volta Redonda (RJ)


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OBRIGAÇÃO


Os parlamentares, mesmo os que são alvos de inquérito criminal, têm a obrigação e a responsabilidade de votar a reforma da Previdência, como fizeram com a trabalhista, matérias de grande importância para o País, a fim de restaurar os estragos deixados pelos desgovernos petistas. Esperamos que não desapontem a sociedade brasileira.


José Wilson de Lima Costa jwlcosta@bol.com.br

São Paulo


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DISTRAÍDOS OU MAL INTENCIONADOS?


O que os políticos não conseguem entender: a administração petista deixou o País em estado falimentar tão deplorável que o governo provisório do presidente Temer foi obrigado a colocá-lo em coma induzido. Sem austeridade, responsabilidade fiscal e a aprovação de algumas reformas emergentes, o Brasil jamais se recuperará.


Sergio S. de Oliveira ssoliveiramsm@gmail.com

Monte Santo de Minas (MG)


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REFORMA DA PREVIDÊNCIA


A propósito da oportuna, inadiável e necessária discussão em torno da reforma da Previdência, que caminha em direção ao seu esgotamento no futuro próximo, cabe destacar o que bem disse o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Oliveira: “Gastaremos este ano R$ 720 bilhões com a Previdência, ou 55% das despesas contábeis, R$ 40 bilhões com investimento e R$ 115 bilhões com saúde e educação. Estamos gastando muito com o presente e pouco com o futuro”. Reforma, Brasil!


J. S. Decol decoljs@gmail.com

São Paulo


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CRUELDADE NAS PENSÕES


Entendo que a reforma da Previdência está sendo especialmente cruel no capítulo que se refere às pensões, mas, como as vítimas são os mais idosos, poucos se manifestam a respeito. Apenas menciono o caso de um casal de amigos em que ele, vítima de Doença de Parkinson, está especialmente aflito e recusando-se a buscar mais auxílio médico, diante da perspectiva de morrer depois da reforma e não deixar à sua esposa, companheira de toda uma vida, a pensão a que tem direito pelas regras vigentes. As aposentadorias dos dois mal cobrem os gastos com condomínio, convênio médico e remédios, mas a morte de um deles extinguirá o menor benefício. São alguns milhões os que estão nessa situação. Pelo fato de os dois terem contribuído, não haverá direito a pensão. O acúmulo só se dará até dois salários mínimos. Que raciocínio torpe está por trás disso? O benefício deles é maior porque contribuíram com mais, não é mesmo? Esta reforma é um Frankenstein! Já um cônjuge, o mais comum é que seja a mulher, que nunca contribuiu, herdará 50% do benefício do marido. Certamente, para não ficar ao desamparo... Mas, insisto, perdeu-se o sentido do que é contribuir para a Previdência! O único propósito do governo é cortar benefícios, extingui-los junto com os beneficiários. O governo Temer será de triste memória. Não consegue cortar privilégios de quem recebe acima do teto constitucional, alegando que não se mexe com direitos adquiridos, mas está exaurindo à exaustão os parcos recursos de quem se aposentou já com a triste fórmula do fator previdenciário.


Sueli Caramello Uliano scaramellu@terra.com.br

São Paulo


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INDIGNAÇÃO


Como os políticos temem o povo ao não querer fazer o referendum sobre a reforma da Previdência, só me resta falar através do jornal. O “Estadão” é a voz do povo. Eles querem cortar o salario mínimo do povo, mas nos deles não querem mexer. Como este bando de velhos sem vergonha na cara rouba tanto e se esquece de que estão com o pé na cova? Não terão nem tempo para gastar o dinheiro roubado. Hoje fui ao INSS para pedir minha aposentadoria e não me querem dar, sabem por quê? Por safados que são! Já tenho tempo de trabalho e idade suficientes. Até o advogado já falou. Povo, acorde! Estes bandidos fomos nós que colocamos lá. Teríamos de fazer uma mobilização nacional e, nas próximas eleições, não aparecer ninguém para votar. Tirar todos de lá, até o pessoal da limpeza. Que vocês acham?


Matilde de Paula Romano mati.paula@yahoo.com.br

Cotia


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REFORMA E TRABALHO


A reforma da Previdência, do jeito que está sendo anunciada, só servirá para agravar o desemprego. Jovens ficarão sem oportunidade de trabalho. Há necessidade, sim, de cortar os benefícios concedidos ao longo dos anos, de forma politiqueira, a quem nunca contribuiu com a Previdência. É preciso separar o social, concedido pelo governo, da atividade laboral, produtiva e contributiva.


Roberto de Campos Fernandes rcfmrf@gmail.com

São Paulo


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REFORMA JUSTA


Não é por causa do aumento da idade de aposentadoria que a reforma da Previdência não progride no Congresso, embora possam acontecer “vinganças eleitorais”. Na verdade, o povo tem juízo para entender. São os “nobres” que recebem mais de R$ 10 mil de benefícios – servidores públicos e políticos – que lutam para preservar os seus injustos privilégios que emperram o progresso. Uma reforma justa ajudaria a equilibrar os orçamentos de imediato. Não se fala ou escreve isso.


Harald Hellmuth hhellmuth@uol.com.br

São Paulo


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O FAZ-DE-CONTA DA ESQUERDA


Qualquer pessoa minimamente informada sabe do imperativo que é a reforma da Previdência Social. Todavia, esquerdistas fazem oposição cerrada nessa matéria, alegando, entre outras razões, a existência de uma lista bilionária de devedores que poderia resolver a questão do déficit estrutural do sistema. A própria Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional admite que o estoque da dívida ativa previdenciária chegou a R$ 427 bilhões no fim de 2016. Segundo lista divulgada, os cinco maiores devedores do sistema são a Varig, a JBS, a Vasp, a Associação Educacional Luterana do Brasil (Aelbra) e o Bancesa, totalizando R$ 10,2 bilhões. Todavia, desse valor, é certo que dois terços (2/3) são devidos por empresas falidas (Varig, Vasp e Bancesa), de difícil, senão impossível, recuperação. Sobram um terço (1/3), o equivalente a R$ 3,4 bilhões. Parte desse “terço” cabente à empresa JBS está em discussão judicial, não sendo, por conseguinte, o valor devido “líquido e certo”. Há, sabidamente, discrepância de interpretação entre Fisco e empresas quanto à incidência da exação sobre (por exemplo) verbas indenizatórias (isentas de INSS) e, por isso, cabe ao Judiciário a última palavra. Essa situação repete-se na tal “lista” com alguma variação. Mas, ainda que todo o passivo fosse, como que por mágica, “cobrável e pagável”, ainda assim daria para cobrir o rombo de apenas dois (2) anos, sabendo que a Previdência deve fechar 2017 com R$ 200 bilhões no vermelho. A esquerda nunca foi boa para “fazer conta”, como dão testemunho os diversos países que ela quebrou. Desta vez, para variar, a sua conta não passa de um faz-de-conta.


Silvio Natal silvionatal49@gmail.com

São Paulo


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INVASÕES


A Previdência Social no Brasil sofre invasões de todas as formas por falta de fiscalização do Congresso Nacional, cuja principal finalidade de existência é o acompanhamento do Executivo (governo) e suas ações de forma indevida, permitindo, assim, uma cortina sobre o que de fato ocorre. Eis que a Previdência Social nunca foi deficitária da forma como apresentam, pois o déficit hoje existente é causado pela previdência dos órgãos públicos, que até pouco tempo atrás não contribuíram para sua aposentadoria, que é paga em sua maioria no mesmo valor do salário, e sempre reajustada de acordo com o funcionalismo público. Outros órgãos tipo Congresso Nacional e Judiciário recebem na aposentadoria salário integral, tudo sendo retirado do INSS, cuja receita de diversas contribuições vai direto para o Tesouro Nacional, deixando, assim, de ser transparente perante a população.


Thomaz R. de Almeida Filho thomazraposo@yahoo.com.br

Rio de Janeiro


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ESCOLHA


Se o Brasil fosse uma democracia (é uma cleptocracia – o noticiário, as delações e a impunidade o comprovam), os cidadãos teriam a opção de escolher qual tipo de aposentadoria teriam: se INSS ou banco privado, tempo e valor de contribuição e idade para se aposentar. Mas nesta cletocracia só vale a vontade dos gafanhotos, as formigas que se lixem. E como se lixam. 


Mário A. Dente eticototal@gmail.com

São Paulo


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NO LUGAR ERRADO


A reforma da Previdência deve ser feita com urgência, mas por quem trabalha e sabe o que são 35 anos trabalhando, acordando de madrugada e chegando em casa ao anoitecer. Político nenhum neste país sabe o que é isso, pois ficam o tempo todo negociando, discutindo um blá, blá, blá interminável que vara a madrugada e depois descansam por uma semana. Não sabem o que é administrar um orçamento doméstico, sempre apertado, pois têm o caixa 2 que paga todas as contas, o resto é lucro. Chega de político e de sindicalista na vida do trabalhador honesto! Quem afundou o Brasil não foram os trabalhadores da iniciativa privada, nós sustentamos toda a máquina governamental, que de tanto ser usada para fins escusos virou o que hoje se vê: falência financeira e moral. Culpa do Cabral. Porque não navegou mais um pouco? Descobriria a Argentina...


Luiz Ress Erdei gzero@zipmail.com.br

Osasco


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REFORMA CONSTITUCIONAL


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, em artigo no “Estadão” (23/4, A2), defende uma “profunda reforma constitucional destinada a promover uma nova – e mais justa – redistribuição da renda tributária nacional”. Nesse ponto, até que ele tem razão, porque São Paulo, o Estado mais populoso entre outras unidades federativas, envia ao governo federal tudo o que produz e recebe de volta míseros 10%. O resto é distribuído entre outros Estados que pouco ou nada fazem para esta “justiça social”, tão alardeada pela esquerda brasileira. Numa provável nova Constituição, São Paulo deveria repassar muito menos, para que possa fazer sua própria “justiça social” nos bolsões miseráveis que cercam suas grandes e produtivas cidades, cuja maioria dos habitantes vem de Estados miseráveis em busca de uma vida melhor. Nossos hospitais que o digam, abarrotados de migrantes vindos dos rincões do País, já que a redistribuição feita pelo governo federal, muitas vezes com “crivo político”, não chega a esses redutos. Realmente, Lewandowski tem razão, os Estados deveriam ser mais independentes.


Beatriz Campos beatriz.campos@uol.com.br

São Paulo


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PROJETO DE NAÇÃO


O que o Brasil precisa não é de “nova Constituição”, mas de um Constituição “projeto de nação”, que nunca tivemos, por isso os EUA são o que são e nós, ainda, uma republiqueta das bananas. Pensar que essa raça apolítica que aí está seja capaz sequer de reformar a porcaria de 1988 é muita safadeza mesmo.


Ariovaldo Batista arioba06@hotmail.com

São Bernardo do Campo


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PIADA SEM GRAÇA


O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), escreveu há alguns dias no “Estadão” o artigo “Por um novo pacto federativo” (23/4, A2). Um pequeno histórico, entre o federalismo brasileiro e o federalismo norte-americano. O primeiro ocorreu de um Estado unitário para um Estado fracionado. Já nos Estados Unidos, o que se deu foi a junção espontânea de 13 colônias soberanas. Em muitos casos, houve um movimento centrípeto, em outro houve um movimento centrífugo relativamente ao centro que existia e outro que passou a existir com a união voluntária das colônias. Claro que disso ocorreram várias consequências, mas quero enfatizar o fim do texto de Lewandowski, que parece confundir, mas não, é o pensamento de alguns que detêm poder e estão de tal forma encastelados que não conseguem ver a própria imagem. Diz Lewandowski, referindo-se à nociva centralização do poder: “Tal tendência continuou com a reforma do Judiciário, que instituiu o Conselho Nacional de Justiça, introduziu as súmulas vinculantes e reduziu as competências da magistratura estadual”. Para ele, a criação de súmulas que, bom que se diga, podem ser alteradas conforme prescreve a Lei n.º 11.417/06, que regulamenta o art. 103-A da Constituição federal e altera a Lei n.º 9.784, de 29 de janeiro de 1999, disciplinando a edição, a revisão e o cancelamento de enunciado de súmula vinculante pelo Supremo Tribunal Federal, podem esvaziar o “livre convencimento do juiz”. Outros entendem que a edição de uma súmula põe a pá de cal na matéria sumulada e traz segurança jurídica. Uma súmula não decorre de uma decisão do STF. Advém de reiterados julgamentos num mesmo sentido. Mas, deixando de lado o histórico do federalismo brasileiro, salto à conclusão de Lewandowski. Conclamando os Estados-membros a exercer suas competências concorrentes (parcial, ou total, quando a União nada tiver disposto sobre “normas gerais”) e as residuais, afirma que o Brasil tem com uma profunda reforma constitucional destinada a promover uma nova – e mais justa – redistribuição da renda tributária nacional, seguida de uma redefinição das competências das unidades federadas, permitindo que cumpram o papel para o qual são vocacionadas, a saber, o de prestar a tempo e com eficiência os serviços públicos essenciais à população em conformidade com suas peculiaridades locais. Isso vindo de um magistrado integrante da Corte mais morosa do Brasil, que põe na rua criminosos perigosos, por prescrição (nas palavras de Cezar Roberto Bitencourt, prescrição é “a perda do direito de punir do Estado, pelo decurso do tempo, em razão do seu não exercício, dentro do prazo previamente fixado”), não cai bem. Parece piada. Sem graça nenhuma.


Andrea Metne Arnaut andreaarnaut@uol.com.br

São Paulo


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A REFORMA MAIS IMPORTANTE


Qualquer ser pensante sabe que hoje no Brasil a reforma mais importante é a da política. Reforçada ainda mais agora pela divulgação das gravações das delações premiadas da Odebrecht, tal necessidade ficou evidente. Na verdade, ficou óbvio que não há democracia com tantos parlamentares fraudadores eleitos com o dinheiro público da corrupção distribuído generosamente a dezenas deles. E, incrivelmente, ainda se fala em criar um fundo com os impostos pagos pela população – no valor de R$ 2,2 bilhões – para que os candidatos dele usufruam livremente em suas campanhas conduzidas por marqueteiros. O primeiro ponto da reforma seria exatamente coibir essa afronta, fazendo-os apresentarem-se nos horários políticos e nos comícios sem grandes aparatos publicitários, estimulando a apresentação de suas ideias em debates, mesas redondas com demais candidatos, etc.


Ademir Valezi adevale@gmail.com

São Paulo

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